História Amor Secreto - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias 50 Tons de Cinza
Exibições 27
Palavras 1.049
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Silvia empalideceu e esfregou a boca com o dorso da mão, como para eliminar a impressão do contato daquele beijo.

— Faça isso novamente e serei obrigada a chamar a madre superiora! — exclamou cheia de indignação. Ele apoiou o pé sobre o banco, ao lado da perna de Silvia. Sentiu-lhe o tremor do seu corpo.

— E vai se queixar do quê, doce Silvia? Que seu marido a beijou?

— Não nos casamos! Não somos nem mesmo noivos.

— Mas logo seremos. - Ele fixou o olhar no tecido que cobria os seios de Silvia. Você gosta de apostas?

— Não.

— Eu gosto. E gosto de desafios, também. Como vê, Silvia, sei mais sobre você do que imagina. Ele percebeu incredulidade em seus olhos, e sentiu uma ponta de satisfação. Você ganhou uma bolsa de estudos para uma escola de arte em Paris. Viveu numa república com um bando de outros pretendentes à vida artística. Um estilo de vida bem boêmio. Quando o dinheiro acabou, tal como os outros, passou a fazer bicos. Num verão, trabalhou numa casa de família e depois foi trabalhar numa padaria. Seu trabalho mais longo foi como babá na residência de uma decoradora.

— Todos trabalhos respeitáveis, ela disse, com expressão alarmada.

— Muito respeitáveis, mas completamente diferentes da sua realidade, da sua vida de mordomias.

— O que você quer insinuar? Ele parou de sorrir e inclinou-se para frente.

— Você passou oito anos tentando escapar do seu pai. Ela abriu a boca, mas não conseguiu dizer nada. Jorge a observava bem de perto, perscrutando-lhe a expressão do olhar.  Durante algum tempo, você foi livre. Pintou, viajou e teve um interessante círculo de amizades. Entretanto, depois ficou doente, e seu pai a internou num hospital em Berna. Desde então, ele é o seu dono... de corpo e alma.

— Do meu corpo pode ser que seja, mas não da minha alma. Da minha alma,nunca!

— Silvia, na Grécia, você é dependente, continuou Jorge, persuasivo. Seu pai é o senhor da casa, a autoridade absoluta. Ele tem o direito de escolher o seu marido.Tem o direito de mantê-la trancada aqui. Tem o direito de tornar a sua vida miserável.

— Eu não sou prisioneira aqui.

— Então, por que não vai embora? Ela susteve a respiração, estranhamente atenta, os olhos arredondados, os lábios cerrados.

— Agora... se eu fosse seu marido... ele concluiu, depois de uma ligeira hesitação, você poderia sair hoje mesmo. Finalmente, seria livre. Ela ficou calada, por momentos, estudando-o com a mesma intensidade com que o ouvira. Após hesitar, suspirou.

— As esposas gregas nunca são livres!

— Não, talvez não da maneira como você considera. Mas vou permitir que viaje, que se dedique às atividades que lhe interessem, a se relacionar com amigos que escolher. Poderia mesmo se dedicar à pintura.

— Não pinto mais.

— Mas poderia. Soube que era muito boa na pintura. Repentinamente, ela começou a rir; a voz contida, o corpo trêmulo de tensão. Envolveu-se nos próprios braços, como para se protege- se. Você deve desejar muito os navios do meu pai!

Jorge sentiu uma onda de emoção, diferente de tudo que já sentira. Viu-se tal como era. Manipulador, calculista, orgulhoso de seu poder. E aquela mulher, refinada e jovem, sabia que ele só se importava com o que ela significava em termos de negócios. Ela valia pelo nome que tinha. Seu valor estava no dote. Por instantes, odiou o sistema, e ainda mais a si próprio, mas logo voltou ao normal. Ela seria sua. Queria aquela mulher. Com acordo ou não.

— Senhor Salinas, já lhe ocorreu perguntar por que um homem tão rico como meu pai deve empenhar sua fortuna para se livrar da filha? Sou uma mercadoria avariada, senhor Salinas. Meu pai não conseguiu me entregar para nenhum pretendente grego, por mais que tenha tentado.

Mais avariada do que ele pudesse imaginar, Silvia refletiu, à medida que lembranças indesejadas do sanatório suíço lhe vinham à mente. Havia passado quase quatorze meses lá, antes que a mãe chegasse para livrá-la e colocá-la num pequeno flat em Geneve. Gostara de Geneve. De lá, só tinha boas lembranças. Por aproximadamente dois anos, vivera tranqüila e feliz, contente com o emprego numa pequena loja de roupas e segura no seu flat simples mas acolhedor. Uma vez por semana, ligava para a mãe em Oinoussai para manter conversas inconseqüentes, que não faziam recordar o passado. Sua mãe nunca mencionava nada sobre o sanatório ou sobre Paris. Silvia, por sua vez, nunca perguntava sobre o pai. Entretanto, cada uma entendia a outra e sabia das tristezas que sentiam.

Silvia nunca teria voltado para a. Grécia, ou para a casa paterna, não fosse pelo câncer da mãe. O toque dos sinos a alertou, e ela ficou tensa ao associá-lo tristemente com a morte e funeral da mãe. Continuaram a soar. Oh! Como odiava aquilo tudo! As irmãs haviam feito tudo para confortá-la e ser amigáveis, mas já não podia suportar um dia mais entre toques de sinos, orações e silêncio. Não queria ser lembrada de suas perdas. Só queria continuar a viver. A irmã Elena, uma freira de semblante triste e um coração de ouro, fez sinal de que já era tempo de se recolher. Silvia sentiu uma sensação de pânico, de desespero. De repente, não podia mais suportar a idéia de deixar o jardim, ou a promessa de liberdade. Como se percebendo sua relutância, Jorge estendeu a mão para ela.

— Você não precisa ir. Poderia ir embora comigo. Era quase como se pudesse sentir a franqueza dela, sentir sua confusão. Falou de uma forma gentil. Venha comigo agora e terá a oportunidade de iniciar uma vida diferente. Tudo será excitante e novo. Ele a estava tentando, brincando com ela, e ela ansiava pela liberdade, mesmo que fosse parte de uma barganha. Poderia deixar o convento se consentisse em ser esposa dele. Escaparia do pai se se ligasse a um estranho.

— Você não tem medo de mim? ela perguntou, voltando as costas para a horrorizada irmã Elena e dirigindo-se para o greco americano, belo.

— Eu deveria ter? Sei que meu pai deve ter lhe falado sobre a minha saúde. Lágrimas indesejadas escorreram-lhe dos olhos.

— Ele disse que você não esteve bem durante algum tempo, mas me assegurou que já se recuperou. E você me parece estar bem. Muito bem, ainda que um pouco magra.







Continua.......... 😚😚😚😚😚😚

Bjos......... 💋💋💋💋💋💋💋💋

              💜Jorge e Silvia💜



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