História Amor Secreto - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias 50 Tons de Cinza
Exibições 59
Palavras 1.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Capítulo 6


— Você quer me conhecer melhor? Muito bem... odeio a Grécia e os homens gregos.... Odeio ser tratada como cidadã de segunda classe só por ser mulher.... Odeio a forma como o dinheiro concede poder aos ricos, criando um outro sistema de casta.... Odeio os negócios e os navios que você preza tanto.... Odeio o acordo que meu pai fez com você, uma vez que ele detesta a América e o dinheiro americano... Inspirou profundamente, tremendo da cabeça aos pés. Jorge ergueu a.. sobrancelha desdenhosamente.

— Terminou?

— Não, Não terminei ainda nem mesmo comecei. — Entretanto, o desabafo a havia acalmado, e ela recostou-se no assento, exausta e em silêncio.. não estava acostumada com aqueles arroubos, a brigar e falar o que lhe ia na alma seu pai nunca lhe permitira dizer nada. Aliás, nem mesmo olhava para ela.

— O que mais a está preocupando? Jorge persistiu, a atenção centrada nela. Ela sacudiu a cabeça, incapaz de falar.

— Talvez possamos deixar as nossas diferenças filosóficas para mais tarde. Esses assuntos podem ser cansativos, não? Ele sorriu, demonstrando uma expressão bem mais humana. Por que não começamos com as coisas mais rotineiras, que nos agradam mais? Por exemplo, café da manhã café. Como você gosta do seu? Com leite e açúcar?

Ela sacudiu a cabeça, a garganta sufocada.

— Puro — ela sussurrou.

— Sem açúcar?

Meneou a cabeça concordando.

— E você? — quis saber.

— Gosto com um pouco de leite, ele respondeu, afável.

— Você se levanta cedo?Jorge balançou a cabeça.

— Sou uma coruja noturna.

— Eu também.

— Que bom — ela murmurou com sarcasmo. — Seríamos perfeitos, juntos.

Ele permaneceu tranquilo, ainda que um brilho caloroso se refletisse em seus olhos.

— Um começo promissor, mas acho que uma ou duas semanas juntos poderão aparar algumas diferenças. E, com isso em mente, mudei a minha agenda, e depois dessa reunião em Cephalonia, vamos gozar de algumas semanas livres.

— Quanta gentileza.

— Estou tentando.

O cansaço alimentava o medo dela, sentiu uma onda de pânico o que aconteceria se não conseguisse fugir? E se ele estivesse sempre por perto? Não suportaria esperar, teria de escapar e logo, antes de desembarcar, antes de  aparecerem em público juntos. Como se percebesse a aflição dela, Jorge subitamente tomou-lhe a mão e examinou o anel, antes de beijar lhe a parte interna do pulso.

— Não precisa me odiar.

Ao toque de seus lábios, Silvia sentiu o corpo tremer... o sangue correr velozmente nas veias.

— Por favor, não... — ela suplicou, tentando se desvencilhar.

— Seu perfume é de lavanda.

— Senhor Salinas, me deixe...

Jorge soltou-lhe a mão, e ela procurou se concentrar na paisagem rochosa, na estrada sinuosa que o carro percorria, deixando poeira e cascalho para trás. Estavam chegando à cidade um pensamento indesejado atravessou-lhe a mente.

— Será que vou ver meu pai na cidade?

— Não, ele viajou esta manhã para uma reunião em Atenas.

Silvia sentiu-se aliviada. Pelo menos não teria de falar com o pai naquele momento.

— Você não gosta muito dele, não é? — Jorge perguntou, olhando para o relógio e depois para fora.

— Não.

— Ele parece ser um homem decente.

— Se você aprecia homens manipuladores... Ele franziu a testa.

— Ele procurou fazer o que era melhor para você.

Silvia sentiu um peso no coração,. seu "querido" marido não sabia nem metade da verdade! Seu pai nunca fizera o que era melhor para ela, mas sim para si mesmo. Poderia perdoar o pai por muitas coisas, mas não por negligenciar a esposa em sua última semana de vida, Enquanto ela jazia morta no mausoléu, Luís nem uma vez procurara a filha para uma palavra de conforto que pudesse minorar a dor da perda.

Ele deveria estar lá por causa dela devia o sucesso do negócio com Salinas a ela, como podia demonstrar tamanha falta de consideração? Sentiu um nó na garganta e ficou olhando a paisagem que se desenrolava pela janela do carro.

— Gostaria de ter tido o prazer de conhecer sua mãe.

O nó na garganta aumentou, fazendo-a se sentir incapaz de respirar. Lágrimas brotaram-lhe dos olhos.

— Ela era linda.

— Vi algumas fotos. Ela foi modelo, não?

— Numa festa de caridade, ela se dedicava aos pobres se meu pai tivesse permitido, ela teria feito muito mais. — Sua voz estava embargada de emoção.

— Você deve sentir a falta dela.

Demais, Silvia pensou, lutando para se controlar..Sentia que era quase impossível suportar tantas emoções contraditórias ao mesmo tempo, todo o ano anterior também havia sido assim. A morte da mãe coroando tudo... Era demais não sabia como conseguia coragem para continuar.

— Sua mãe gostava da Grécia? — Jorge persistiu.

— Tolerava —  silvia respondeu soturnamente, procurando um lenço na bolsa.

As lágrimas corriam-lhe pelo rosto sentia-se completamente destruída, e ainda por cima, Jorge olhava para ela com tanta preocupação que a deixava sem saber o que fazer.

Silvia aprumou-se, lembrando-se que não podia confiar naquele homem, não era um homem qualquer, era um homem escolhido a dedo pelo seu pai, e corrompido. Jorge Salinas casara-se com ela por dinheiro era tão mau quanto seu pai, ou pior. Sem demonstrar emoção, ela perguntou-lhe sobre seus pertences.

— Será que vão me mandar meus livros? E as minhas roupas? O que aconteceu com elas?

— Tudo já foi transferido para o iate, tudo o que havia em seu quarto foi embalado e estocado no navio.

Ela ficou indignada.

— Você é muito autoconfiante, não?

— Tive o apoio de seu pai.

— Obviamente. Mas o que quero saber é, como? E por quê?

Seu pai nunca gostara de americanos e detestava dinheiro estrangeiro.

— Por que ele escolheu você? O que você tem de especial?

— Tenho o que ele queria dinheiro, muito dinheiro.

— E o que ele lhe deu em troca?

Os olhos de mel Jorge brilharam, e um leve sorriso curvou-lhe os lábios.






Continua.... 😘😘😘😘😘😘

Bjos.... 💋💋💋💋💋💋💋👅

      💘💘Silvia & jorge💘💘



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