História Amor Secreto - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias 50 Tons de Cinza
Exibições 22
Palavras 901
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - 9


Mas não podia ficar assim, não podia voltar a sentir a antiga amargura. Os médicos do sanatório lhe haviam ensinado a lutar contra aquele estado de ânimo... Pouco a pouco, ela se acalmou, balançando-se na cama, inconscientemente imitando o movimento que fazia para acalmar seu bebê quando ele não conseguia dormir para frente e para trás, até que finalmente o fantasma interior adormeceu.

Lentamente, ergueu a cabeça, sem saber onde estava viu-se refletida no imenso espelho de moldura dourada que pendia sobre a cômoda antiga.... Tinha os olhos arregalados, os lábios trêmulos.... Sua expressão era de terror...Como poderia deixar de estar cheia de ódio? Havia feito algo terrível, imperdoável....Odiava a si mesma mais do que aos outros.

Jorge a viu aparecer no deque, uma visão de sonho em rosa-claro, vestido fino, sem mangas, aderia graciosamente aos seios e deslizava suavemente pelos quadris, deixando aparecer apenas as delicadas sandálias da mesma cor, com os cabelos longos presos na nuca, ela estava incrivelmente feminina, aparentando fragilidade.

Um sentimento de posse o dominou agora ela lhe pertencia muitos anos atrás, ele a vira numa reunião em Atenas. Ela era jovem, os cabelos ainda mais claros quase louros, entrara na sala para sussurrar alguma coisa no ouvido do pai.

Os homens haviam pedido silêncio, a reunião fora interrompida e Luís Navarro reagira com desagrado. Dera-lhe um tapa na frente de todos, Jorge tinha então vinte e cinco anos e, como estrangeiro, permanecia no fundo da sala.

Apesar de falar grego fluentemente, não entender bem o que estava acontecendo ficou chocado quando Luís batera na filha, deixando-lhe marcada na face. Entretanto, a jovem não emitira som algum simplesmente olhou para o pai, com os olhos cheios de lágrimas, antes de sair da sala, em silêncio.

A reunião continuou como se nada houvesse acontecido mais alguma coisa acontecer, alguma coisa acontecer com Jorge. Silvia se aproximava dele agora, hesitante, tal como se aproximara do pai anos atrás sem dizer nada, ele lhe estendeu uma taça de champanhe, notando pela expressão que ela esteve chorando.

— Pensamentos ocultos? — ele murmurou.

— Muitos — ela respondeu, desviando o olhar.

Novamente, ele sentiu necessidade de tomá-la nos braços, de beijá-la e acariciá-la, um dia a conheceria melhor e descobriria todos aqueles segredos ocultos Silvia pousou os braços na amurada, ignorando o champanhe o iate se movia ligeiro através das ondas e o vento desmanchava-lhe os cabelos.

— Para onde estamos indo? — ela perguntou.

— Para onde quer ir?

— Para longe da Grécia.

— Está certo.

Ela voltou-se o suficiente para vê-lo por cima do ombro pálido sua pele era acetinada, os olhos verdes escuros e misteriosos.

— Nem sei onde você mora.

— Vamos morar num subúrbio de Nova York, grande parte do tempo, mas também tenho casas em Londres, Provença e na Costa Amalfi.

— Você é incansável - Jorge sorriu divertido.

— Vejo que já está começando a me conhecer!

O atendente de bordo apareceu avisando que a refeição estava pronta Jorge fez um sinal para que Silvia o seguisse até a mesa arrumada na extremidade do deque puxou uma cadeira para que ela se sentasse.

— Você fica linda de cor-de-rosa.

Ela depositou a taça de champanhe junto ao vaso de flores que ornamentava a mesa, esperou que o atendente se retirasse, antes de falar, o olhar fixo nas rosas amarelas e brancas.

— Não vamos nos esquecer de que se trata apenas de um acordo de negócios, senhor Salinas.

— Pela própria natureza, o casamento não deixa de ser um acordo de negócios.

Sentado no lado oposto da mesa, ele reclinou-se para trás na cadeira.

— O que não significa que tenha de ser estéril, ou frio e intolerável e nem que não possamos celebrar a nossa união.

Silvia apertou a taça de champanhe entre os dedos.

— E estamos celebrando o que, senhor Salinas? O seu lucro financeiro? Sua aliança com Luís Navarro ?

— Tudo.

Silvia fez menção de depositar a taça sobre a mesa.

— Então, prefiro não celebrar nada.

— Celebremos então a sua beleza!

— Definitivamente não.

— Não se acha bonita?

— Sei que não sou.

— Eu acho que você é muito bonita.

— Talvez por ter tido falta de companhia ultimamente - Jorge sorriu de forma indulgente.

— Tenho tido companhias excepcionais, mas você, devo admitir, me fascina, tem uma beleza extraordinária.

Ela empalideceu, os olhos verdes pareceram ficar maiores.

— Esta conversa me deixa muito incomodada.

— Sinto muito.

Mas ele não parecia estar se importando, Silvia pensou, lutando contra o pânico e sentindo-se cada vez mais aprisionada. Naquela noite, enquanto se vestia, determinara-se a se manter distante, a fazer tudo para permanecer longe do alcance do "marido".

Entretanto, ele era insidioso, e ela se sentia atraída de uma forma inaceitável, não passava de um estranho, que havia sido comprado por seu pai, somente desejava o dinheiro dos Navarros. Então, por que seu coração disparava emocionado por algo que ela sabia ser completamente errado?

Fechou os olhos e o comparou a uma aranha que pretendia envolvê la com sua teia, se ela não se cuidasse tratava-se de sobrevivência, cruzou as pernas numa forma inconsciente de defesa, não deixaria que ele ultrapassasse a linha demarcatória que havia traçado Jorge, por sua vez, inclinou-se para frente, estendendo o braço para puxar a cadeira dela para perto de si não tinha intenção de deixá-la escapar.






Continua..... 😘😘😘😘

Bjos.... 💋💋💋💋💋💋

💘Silvia💘&💘Jorge💘



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