História Amor Sem Fim - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Demi Lovato, Justin Bieber, Miley Cyrus, Selena Gomez
Personagens Demi Lovato, Justin Bieber, Miley Cyrus
Tags Novela, Romance
Exibições 19
Palavras 2.579
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Peço mil desculpas pela demora ):
Começamos a faculdade e estágio, e sempre que temos algum tempinho queremos sair com família, amigos, namorado... mas esse é o penúltimo capitulo, vamos finalizar depois de tanto enrolar e prometo que daqui a pouco terá o último capítulo.
Boa leitura!

Capítulo 25 - Pesadelos



Justin P.O.V

As palavras da Demi ecoam dentro da minha cabeça e me fazem sentir muito mal.

- Demi, não acredito que você fez isso comigo. 

- O que eu fiz meu amor? – perguntou sem entender.

- Por que você doou seu coração pra mim? Sem você eu não quero viver, eu não consigo.



De repente tudo fica branco e  me vejo no hospital novamente.

Alguns fios estão conectados em mim e num aparelho mostrando os meus sinais vitais. Tem um botão para apertar caso precise de uma enfermeira, e está na cabeceira, ao lado de onde estou deitado.

Então era tudo um sonho?

Porra, eu juro que vi alguém parecida com a Demi na maca ao meu lado, era ela, com certeza.
Se estou no hospital agora e tô bem, isso quer dizer que o velório deve tá acontecendo nesse momento, enquanto estou deitado nessa prisão, com um coração funcionando, porém, despedaçado, e esperando uma alta.


Um filme passa na minha cabeça, lembrando de tudo que aconteceu nesses últimos quase 2 anos.
A Demi implicando comigo no primeiro dia que a vi. 
Eu, ela, Miley e Drew vivendo todos os dias na faculdade loucamente como se fossem os últimos...

Depois de tudo que aconteceu ainda mereço viver?

Caralho. E a minha pequena Lore? Vai crescer sabendo que o pai – vulgo eu, um idiota com problema no coração – fez sua mãe morrer?

Começo a gritar e a chorar.

- AHHHH – mexo bem forte, arrancando os fios que estão no meu corpo. Nem sinto muita dor, apesar de sangrar um pouco. Talvez ainda tenha algum remédio aliviando tudo. Ainda estou um pouco tonto, mas logo começo a sentir dor e notar o sangue no meu braço, em uma das veias que tinha um fio injetado, pra que meu corpo recebesse analgésicos. Talvez eu mereça sentir isso, essa dor.

Apertei o botão para chamar a enfermeira sem parar.

Uma senhora veio correndo para o meu quarto e me encontrou em pé, tirando essa roupa feia que eles vestiram em mim pra cirurgia.

Percebo que fiquei pelado. A enfermeira ficou vermelha e tentou não olhar pra mim.

Eu caio no chão. Ainda estou fraco. Mas tenho que ir ao velório. Tenho que ir ver ela uma última vez.

- Senhor Justin. – ela pega uma roupa e tenta me vestir , mas eu recuo e levanto do chão.

- Não. Você não toca em mim, nem manda em mim. – falei parecendo um bêbado.

- Tudo bem, você pode se vestir sozinho, mas precisa ficar deitado.

- NÃO! EU PRECISO IR NO VELÓRIO DA PESSOA QUE MORREU POR TER ME DADO A PORRA DESSE CORAÇÃO – bato forte no peito.

- Mas ela nem teve velório, o corpo ainda está aqui, e você não tem permissão pra...

Ah, se não sair daqui ainda vou brigar com essa velha.

Olho para porta aberta. A senhora parece ler meus pensamentos.

Nós dois saímos correndo. Ela até tenta me impedir.

- Você é de idade, não vamos prejudicar sua saúde – falei dando um leve empurrão nela até a maca em que eu estava.

- PELADO! Você tá pelado! – ela falou super irritada, parecendo estar mais preocupada não com a minha saúde depois da cirurgia, mas com o fato de eu não estar vestido.

- Sim, do jeito que eu nasci. – dei um sorriso com raiva, e uma palmada na bunda dela.

Falei e saí correndo. Tem um corredor enorme e as portas têm um pequeno buraco quadrado que permite visualizar os pacientes dentro dos quartos.

Corro de porta em porta e procuro ela. O motivo de eu estar fodidamente vivo. De não ser mais um tarado ou mulherengo nesse mundo.

- Moço! – alguém grita, tentando me fazer voltar pro quarto, mas continuo correndo, quase tropeçando. 

Desço as escadas pro andar debaixo e caio no chão quando chego nele.

AH. Meu corpo não está bom.

Seguro em um ferro para me levantar.

- Ma.. Mas.. – ouço um gaguejar. Minha visão tá muito embaçada. – Mozão? – ouço a voz masculina dele.

- DREW! – minha visão volta ao normal e Drew me ajuda a andar. – Eu preciso ver ela, por favor. – seguro forte na camisa dele, parecendo um louco. Os olhos dele tão muito vermelhos. Não sei se porque estava fumando umas ou por passar sabe se lá quanto tempo aqui nesse hospital, sem dormir.

- Tudo bem.

- PACIENTE SEM ALTA TENTANDO FUGIR! – um médico grita, vindo na nossa direção.

Me apoio nos braços do Drew e começamos a correr, se é que o que a gente tá fazendo pode ser classificado como andar, mas entre mancadas e tropeços no chão, a gente vai se ajudando.

- É sério isso? – o médico pergunta enquanto corre, já está quase atrás da gente.

Alguns familiares de pacientes que estão sentados nos bancos do hospital olham pra gente, alguns com cara de dó, outros se divertindo. 

Tem uma maca vazia um pouco na nossa frente. A gente se olha já entendendo o plano que está por vir. Franzo a testa e balanço a cabeça em aprovação.

Drew me dá um impulso e faz com que eu consiga me sentar na maca, que tem rodinhas.

Ele começa a me empurrar com força, indo reto no corredor do primeiro andar do hospital.

Os médicos param de correr atrás da gente.

- Quem são esses idiotas? Vão se matar

- Tem suicidas nesse hospital? – uma mulher pergunta para o marido cochichando.

Umas crianças pequenas sorriem com tudo acontecendo.

Drew vai empurrando a maca como se andasse de skate, então quando pega muita velocidade, coloca os dois pés no ferro que ajuda no apoio dela e deixa as rodinhas nos guiarem sozinhas.

AH NÃO.

Batemos de cara numa porta numa porta que abre "sozinha" com ajuda de molas, sendo instantaneamente arremessados no chão.

- FUCK – sinto meu braço se deslocar. Olho para luz, no teto.

Drew também tá deitado no chão. A maca virou e foi pra cima do pé dele. Mas é bem leve, então tá de boa.

Ele solta uma gargalhada.Não deveria, mas acabo entrando em uma crise de riso com ele. 

- Cara, você é foda.

- Sou um bosta, na verdade – falo e começo a chorar. Ele também. Foi aquele tipo de risada de desepero.

- Você tá cheirando esterco – falo pra ele. 

- Obrigado – ele manda um beijo pra mim, ainda chorando – Ah, cara.. – ele toca no meu rosto, fazendo carinho, então dou um tapa na mão dele.

- Tá cheirando merda mesmo – falo.

- Muito obrigado. – ele dá um sorriso. - É o que acontece quando você passa 3 dias no hospital sem banhar e fica fumando haxixe pra tentar esquecer os problemas do mundo

- Problemas no mundo? O que aconteceu nesses 3 dias?

Além da Demi ter morrido. Repito pra mim mesmo, mas não consigo perguntar em voz alta.

Um monte de médicos abrem a porta e vêem o estrago que a maca fez quando bateu na parede. Chegam perto de nós, no chão, pra tentar levantar a gente.

Drew levanta a mão.

- ME LEVANTA E EU ENFIO ESSE DEDO NO SEU CÚ. – ele falou, bem sério, mostrando o dedo do meio.

- Ah, vai se fuder, desisto, deixa os dois aí. – o médico diz para os outros, que fazem um rosto indiferente e vão embora.

- Então.. O que aconteceu? Bom, você ficou dois dias vivendo de remédios, depois da cirurgia no coração, e .. – a voz dele muda – A Miley tentou se matar.

Caramba. 

Penso em perguntar o motivo, mas tenho quase certeza que é por minha culpa. 

- Ela ficou tão pressionada, com tanta raiva de não poder fazer nada por você... E sabe, a Miley é tão cheia de vida, eu que sou o louco, o meio suicida, eu devia proteger ela.. – falou se culpando.

- Desculpa cara. – falei.

- A culpa na é sua. É minha. Achava que a gente juntos era uma coisa que tava dando certo, mas a única coisa que dava certo mesmo era o sexo... Ah, Justin, o sexo era... É.. Maravilhoso, ela chupa tudo, topa qualquer coisa que eu queira fazer ou ela tem curiosidade

- NÃO. NÃO. PARA POR FAVOR. – imploro e lembro da última vez que fiz sexo com a Demi, aqui nesse hospital. – E cadê a Miley?

- Ali – ele aponta para um quarto perto de onde a gente tá.

Alguns médicos passam por nós, tendo que pular os nossos corpos no chão pra conseguirem andar. Se mostram insatisfeitos.

- Ela tá bem? – perguntei.

- Fisicamente sim. 

- Como assim?

- Separei dela. Não quero ser o louco que vai espalhar insanidade pras pessoas e machucar quem gosta.

- Nossa. 

Fico espantado. É como se eu tivesse tendo uma conversa com uma versão de um Drew Responsável. Um Drew que fuma maconha, mas que também pensa.

- Ok, eu tô muito mal e você ainda precisa me mostrar onde o corpo da Demi tá, mas antes disso, você vai levantar, entrar nessa porra e falar pra Miley que é um idiota, e que quer voltar – falei apontando pro quarto que ela tá.

- Corpo? Voltar com ela? Você deve tá enlouquecendo cara, enfim, não quero mais isso, um relacionamento que vai destruir as pessoas envolvidas

- Babaca, você não consegue destruir nada, até que enfim tomou juízo, não tá percebendo?

- Não

- Idiota, pensa um pouco em tudo que falou pra mim, amor é assim, é louco, e quando você tem cérebro percebe que o amor te deixa insano.. Você só destrói alguém quando não consegue falar a verdade sobre o que sente, quando fica em silêncio, quando não mostra suporte pra pessoa que ama nos momentos em que ela mais precisa. – falo enquanto penso na Demi.

- As pessoas têm defeitos Drew, são quase vidros que podem quebrar a qualquer instante, mas a diferença é que dá pra juntar as partes quebradas, tipo um quebra-cabeça, e no final, apesar de dar pra colar tudo, vai ter algumas rachaduras, pra mostrar que o que vocês viveram venceu tudo, pra mostrar que foi real.

- Vagabundo, acho que esse coração te deixou apaixonado.

Ah, claro que deixou. Tenho a Demi entre meus pulmões, me fazendo viver, respirar. 

Que droga.

- Maconheiro, vai fazer as pazes com sua mulher – aponto pro quarto, sentindo um vazio enorme, mas feliz pelos meus 2 amigos de longa data.

- Ok, e você, quer vir? Ela tá louca pra ter notícias suas. 

- Agorinha, vou ir pra fora, pegar um ar.

Nós dois nos levantamos do chão.

A porta maior que a gente passou com a maca se abre e alguém me dá um soco nas costas.

De repente me vejo no chão novamente.

Ouço uma risada do Drew e vejo os pés dele indo em direção ao quarto da Miley.

Viro minha cabeça lentamente, ainda com a visão embaçada. Reconheço os pés, arrumados, com uma sandálias aberta e unhas vermelhas. Olho as pernas grossas, com alguns arranhões, deixados por mim, em seguida, vejo o rosto doce dela, que na verdade está horrível, com uma expressão de raiva, e por fim, os longos cabelos.

- De...metria? – engulo em seco, suando frio.

- Não. – ela responde seca, e continua:

- Não é só a Demetria, é a vadia da sua mulher, pra quem você não quis contar que tava doente. Que você deixou sofrer por dias pensando que iria morrer e abandonar ela. – diz e me chuta na perna.

- Ai. Vo-você não é uma vadia, mas co-como tá viva? – acho que tô quase desmaiando. – O meu coração... – aponto pra ela, confuso.

- Você teve uma doação anônima. Algum paciente em coma tinha assinado, quando ainda era vivo, que caso ficasse em estado vegetativo iria querer doar os órgãos.

- Eu achei que fosse você. – falo tentando me concentrar.

Minha mãe surge atrás da Demi com minha pequena Lore no colo.

- Meu filho, você tá pelado e sangrando. – diz com espanto.

- Oh, por favor, deixa eu segurar ela. – abro os braços, com saudade da minha pequenininha.

Demi coloca a mão no rosto e começa a chorar, então vira de costas pra mim.

- Eu ... Eu nunca iria morrer e te deixar Demi.

- Eu quero o divórcio. – ela diz, ainda de costas. – Não quero mentiras e todo esse sofrimento em volta delas.

Sinto uma facada imaginária no meu peito.

- NÃO.

Me levanto novamente, cambaleando, e fico frente a frente com a Demetria, repetindo o que disse:

- Não. Você é minha.

- Não sou – ela se afasta.

Dou um passo a frente e abraço ela.

- Você é sim. É minha, Demi. E eu sou seu marido, aquela é nossa filha, Loreanny, e eu quero sair desse hospital pra passar o resto da minha vida com você, por mais clichê que pareça isso que eu acabei de falar.

- Nojo. Muito nojo. Você e o Drew sujaram o chão com sangue e.. Cigarro – minha mãe fala, me lembrando que ainda está aqui. Ela entrega a Lore pra mim.

- Hmmm, o papai tava com muita saudade – pego ela e falo, fazendo um barulho com a minha boca na barriga dela, que dá aquela risada de criança gostosa.

- Você tá sujo, tenha dó Justin e me dá a Lore.

- Você quer a mamãe? – aponto pra Demi, que enfim solta um sorriso e abre os braços pra pegar ela. – Você queeer? – a levo pra frente e pra trás, fazendo rir. – Porque eu também quero. 

Demi olha pra cima e começa a chorar sem parar. Abraço ela, que faz o mesmo de volta.




Demi P.O.V

Justin me abraçou tão forte. Senti meu coração pular, como da primeira vez que ficamos.

Ele parece estar muito feliz agora que sabe que estou viva.

Tem sorte de ter encontrado um doador, senão eu poderia ter dado o meu coração de verdade.

- Ah, Demi, não acredito que fez isso comigo..- Justin dizia sem parar. – E divórcio? – soltou uma gargalhada fria.

- Eu tava com muita raiva de você. Me desculpa pelo soco. – fiz biquinho. – Quando soube que saiu do quarto pelado sendo que ainda está em recuperação... Ah, fiquei doida, no calor do momento pensei que iria se matar também, depois do que a Miley tentou... Pensei que você não iria querer me ver sofrer e se mataria, em uma versão mais dramática de separação, ao invés de você apenas falar que tudo acabou, igual o Drew fez com ela.

- Não. Nada disso, sua louca.

- Louca? Ah é? Vou te mostrar a louca quando a gente for pra casa.




Justin P.O.V

- Tô ansioso. – fito ela com os olhos e mordo os lábios. Meu corpo dói e estou bem cansado.

- Lore, vem pra vovó, que ninguém obrigado a ouvir essas putarias. – minha mãe falou pegando ela e saindo pela porta.

Nós dois sorrimos. Demi morde os lábios e se aproxima de mim, começando um beijo. Nossas línguas estão em sintonia, duelando como se esse fosse o primeiro beijo da gente.

- Ok, que tal você ir pro quarto se vestir e eu ir até o médico falar que você está em condições de voltar pra casa e que promete ser bonzinho, sem diversões com macas pelo hospital ou qualquer coisa que vá traumatizar os pacientes daqui?



- Parece uma boa ideia, louquinha. – falo e dou uma palmada na bunda dela, saindo pela porta e andando no corredor, rumo as escadas para ir pro segundo andar, pro meu quarto novamente.
 


Notas Finais


Esperamos que gostemm <3


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