História Amor Sem Fronteiras - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Iris, Kentin, Leigh, Letícia, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Peggy, Personagens Originais, Rosalya, Senhora Shermansky, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Castiel, Haniel, Romance
Exibições 200
Palavras 6.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoal. Cá estou eu com mais um capítulo dessa fic que eu amo escrever!
Desculpem pela a demora. É que esses dias foram meio conturbados para mim. Mas agora está tudo certo e voltarei a ativa.
Espero que gostem e boa leitura ^^

Capítulo 36 - Tentando reatar os laços - Parte 1.


27 de agosto

A semana se passou rapidamente e hoje já era sábado. Fazia uma semana que ela havia voltado à sua casa. Sua vida voltava ao normal, colégio, amigos e... Castiel. Parecia que nada havia mudado, era como nos velhos tempos, a única diferença agora era que não  estava mais naquela cadeira de roda e já não recebia olhares preconceituosos como antes. Agora sua vida era inteiramente normal e estava feliz por isso. E agora estava perto do ruivo que morava em seu coração. Mesmo que não estivessem juntos, era bom tê-lo por perto, sentia que o vazio que sentia por estar longe dele já não era tão grande como antes. Desde aquela pequena provocação no corredor, ele agia normalmente, então Hannah preferiu deixar esse assunto pra lá, pois seria melhor assim. Ela sabia que entrar no joguinho dele seria perigoso demais. Depois do ocorrido, ela sentia seu interior tremer cada vez que ele a olhava com aquele olhar profundo e com seu sorriso de raposa. Castiel sabia provocá-la, sabia despertar desejos que ela nunca sentiu. Ela sabia que entrar nesse jogo seria arriscado, ele não iria sossegar até ela se render, e infelizmente, ela sabia que não ia resistir por muito tempo. A verdade é que ela não queria resistir, queria se jogar nos braços dele, mas não se permitia fazer isso, pois havia um bloqueio dentro de si, ainda não confiava. Ela se perguntava: será que algum dia iria conseguir voltar a confiar nele e se render a esse amor? Sua relação com ele estava sendo como antes de ficarem juntos, ele continuava com suas provocações, mas não como a daquele dia, e sim com suas brincadeiras e suas ironias de sempre. Enfim, os últimos dias no colégio foram normais. Depois daquela confusão, Dakota teve o que merecia e foi expulso, a justiça foi feita. Hannah se sentia aliviada por não ter que ver a cara naquele cínico pelos corredores nunca mais. Sentia muita raiva daquele cara. No momento que ele a agarrou sentiu medo, mesmo não demonstrando, realmente pensou no pior. Mas ainda bem que teve forças para se defender. 
Logo a morena balançou a cabeça, se livrando daqueles pensamentos, queria esquecer aquilo. Então ela terminou de amarrar seu cabelo em um rabo de cavalo e se olhou no espelho. Ela havia acabado se acordar, estava no banheiro e tinha escovado seus dentes e lavado seu rosto. Ainda trajava a roupa que tinha dormido: uma regata e uma calça de moletom, ambos da cor preta. Então ela saiu do banheiro, iria tomar banho mais tarde. Ela deixou seu quarto e seguiu para a escada, descendo para o primeiro andar. Mesmo depois de uma semana, ainda não estava totalmente adaptada a sua nova casa, mas estava gostando muito do clima familiar que se instalava ali. A convivência com seu pai estava sendo ótima e ver ele e sua mãe juntos a deixava muito feliz. Logo ela passou pela sala que estava vazia e foi para a cozinha. 
– Bom dia, mãe – disse ela sorrindo e se sentando à mesa. 
– Bom dia, minha filha – disse Lunnah retribuindo o sorriso e colocando uma cestinha de pãezinhos na mesa. 
– Cadê o pai? – perguntou Hannah, pegando um dos pães. Era raro não tê-lo na mesa do café, ele sempre estava presente com seu bom-humor.
– Ele já tomou café e agora está na piscina. Parece um golfinho, ama água – respondeu sua mãe rindo. Seu marido adorava nadar, fazia isso sempre que tinha tempo. Era bom para aliviar o estresse do trabalho e manter a forma. Apesar de estar na faixa dos quarenta, Max parecia um garoto com sua energia e seu físico atlético. A morena acompanhou sua mãe na risada e começou a tomar seu café. 
Depois de terminar seu café, Lunnah se levantou da mesa e deu um beijo na testa de sua filha, dizendo que iria para o escritório para ver alguns papéis da empresa de eventos que trabalha. Hannah apenas assentiu e observou sua mãe ir para seu destino. Logo a morena terminou de comer e depois tirou a mesa do café da manhã. Após lavar a louça, ela caminhou até a sala, indo em direção a porta de vidro que estava aberta. O dia hoje estava lindo. Ensolarado e com uma leve brisa fresca no ar. Ela fechou os olhos, sentindo o calor do sol e a brisa acariciando seu rosto levemente. Ela adorava essa sensação, era uma sensação de bem-estar e leveza. Abriu os olhos e respirou fundo. Então caminhou mais um pouco e sorriu ao ver seu pai na piscina. Ele nadava como um profissional, dando braçadas longas e fortes. 
Quando viu sua filha se aproximando, Max se apoiou na borda da piscina para olhá-la e sorriu. 
– Até que você está em forma, Velho – disse ela sorrindo. 
– Pois é, seu velho ainda dá pro gasto – disse ele rindo – Aliás, velho não. Pois velho é o seu passado – retrucou. 
– Acredite, ele é mais novo que você – provocou a morena. Sabia que seu pai odiava que o chamassem assim. Mesmo ele não aparentando ter a idade que tem, ela adorava provocá-lo. Max fez uma careta de desagrado e ela soltou uma risada divertida. Então ele jogou água nela, mas ela conseguiu se esquivar para não se molhar – Ei! – reclamou. Foi a vez dele rir divertidamente. Amava ter essas brincadeiras com ela. Esses momentos eram maravilhosos e únicos. Para alguns isso não era muito importante, mas ele esses momentos de pai e filha eram mais que isso. Passou tanto tempo distante da sua família que agora que estava presente queria aproveitar cada instante. Infelizmente não era possível recuperar o tempo perdido, pois agora seus filhos já estavam crescidos e não dava para voltar no tempo e reviver cada segundo que perdeu. Como ele queria ter acompanhado o crescimento deles, a infância. Queria ter estado por perto em cada fase de suas vidas, mas aconteceram tantas adversidades que fizeram sua esposa o deixar. Mentiras levantadas contra ele por aquela mulher que dizia ser amiga, mas que na verdade não passava de uma cobra traiçoeira. Mas agora as coisas se resolveram entre sua mulher e ele, agora estava perto de seus filhos, mesmo que Lohan não more com eles, sentia que estava perto mesmo assim. Agora poderia dar todo o carinho e amor que não pôde dar durante todos esses anos. Felizmente Lunnah foi uma mulher de fibra e deu a melhor educação para os dois. Hoje seus filhos são íntegros, fortes, humildes e com corações bondosos. Seus filhos eram tudo que um pai pode querer. 
Hannah cruzou os braços e semicerrou os olhos, fazendo uma cara emburrada. Mas logo depois o acompanhou na risada. Seu pai era muito divertido. Então ela mostrou a língua para ele que riu ainda mais e depois ela voltou para o interior da casa. Ela passou pela a sala e subiu para o segundo andar. Hoje não iria a lugar nenhum, queria ficar em casa de bobeira jogada em sua cama, ouvindo suas músicas favoritas. Estava cansada, pois essa semana tinha sido agitada com seu retorno e as aulas extras que teria todas as quartas até recuperar as matérias perdida. E a onda de sentimentos que sentiu por ver e estar perto de Castiel a deixou um pouco desnorteada. Vê-lo de novo despertou várias sensações que estavam adormecidas dentro de si. E também vinha recebendo olhares e sorrisos estranhos da parte de Ambre. Se não soubesse como a loira é, diria que ela estava tentando ser simpática com ela... Mas voltando ao colégio, agora estava tudo mais corrido, pois o fim do ano está perto e logo as provas finais estariam chegando. Então ela tinha que se esforçar se quisesse se formar. Sim, ainda faltava alguns meses para o ano acabar, mas o tempo estava passando tão rápido...
Mas hoje ela só queria relaxar um pouco e esquecer os problemas. Quando ela entrou em seu quarto, ouviu seu celular que estava em cima da escrivaninha apitar. Então ela foi até ele e o pegou. Logo que viu o que estava na tela sentiu uma pontada em seu peito. O que estava na tela de seu celular era um lembrete que sempre colocava para se lembrar de datas especiais, como aniversário de um amigo ou algo do tipo. E hoje era justamente uma dessas datas. Era aniversário de uma pessoa especial para ela, era aniversário de Alice. Sua cabeça estava a mil por hora com tudo que vem acontecendo nesses últimos dias que nem se lembrava que hoje era um dia especial para a loira. Logo uma tristeza tomou conta dos olhos cor de mel. Ela nunca passou esse dia longe de Alice, sempre esteve com ela nessa data. Nenhuma das duas deixava o aniversário da outra passar em branco, sempre faziam alguma coisa, davam presentes por mais simples que fossem, ou somente passavam o dia juntas, curtindo a companhia uma da outra. Sempre viviam momentos únicos nessas datas, mas agora isso não seria possível, pois estavam afastadas. E sinceramente, ela não sabia se algum dia elas iriam se aproximar novamente e retomar a amizade tão bonita que tinham antes de tudo acontecer. Antes daquela confusão toda quando Pedro de declarou. Por causa dessa declaração, a amizade entre elas acabou. A amizade tão sincera e verdadeira e que acabou por um motivo tão banal. Claro que ela entendia Alice, não deve ter sido nada fácil saber que o cara que ela amava estava apaixonado por sua melhor amiga. Mas ela devia ter a escutado e entendido que Pedro não passava de um amigo irmão para ela. Porquê ele tinha que se apaixonar justamente por ela? Se não fosse por isso a amizade delas não teria tido esse fim. Não que esteja o culpando por isso, não estava, mas esse sentimento que sentia por ela destruiu laços, inclusive entre os dois. Agora sua amizade com ele estava abalada, agora também estava afastada dele. As vezes sentia raiva dele por gostar dela de uma forma que jamais poderia corresponder.
– O pior é que eu sinto sua falta também... – disse ela, se jogando na cama. Sim, sentia falta dele. Mesmo estando com um pouco de raiva pelo que ele fez naquela noite, por aquele beijo, sentia falta de seu amigo. Estava perdendo seus amigos que eram mais que amigos, eram irmão, já faziam parte dela. Assim como os seus atuais amigos, em tão pouco tempo já os amava como sua família, já não se imaginava longe deles. Se os perdesse também seria um baque para ela, assim como foi perder Alice. E o pior é que ela não fez nada para reverter a situação. Sim, ela tentou conversar com a loira, mas ela não quis escutar. Mas mesmo assim ela devia ter tentado mais, mesmo Alice não querendo ouvir, devia ter persistido. Mas sabia que sua amiga precisava de tempo para se recuperar desse baque. O problema é em meio a esse tempo aconteceram tantas coisas em sua vida que ela nem teve condições de resolver esse assunto. Começou a namorar e logo veio a decepção que destruiu seu coração. Depois a viagem, a cirurgia, o aparecimento de seu pai, tudo isso aconteceu em tão pouco tempo que sua cabeça estava um turbilhão. Realmente não tinha condições de suportar tudo isso e ainda ter discussões com Alice. A morena também precisava de tempo, precisava organizar seus sentimentos, seus pensamentos. E agora que tudo isso tinha passado, deveria tentar falar com ela, quem sabe esse tempo não serviu para ela se acalmar e quem sabe poderia escutá-la. Mas será que depois desse tempo ela ainda estava com raiva, ainda estaria magoada? Teria se arrependido de ter terminado sua amizade e teria entendido que Hannah não queria nada com Pedro? Seria a hora de tentar recuperar essa amizade? 
A morena se sentou e olhou para seu celular. E se ligasse para ela e pedisse desculpas? Sim, ela sabia que não tinha porquê pedir desculpas, afinal, foi Alice que terminou a amizade, ela que deveria pedir desculpas. Mas não podia ficar esperando a loira tomar uma atitude a vida toda. Se ela não tinha tomado a frente até agora, não iria tomar nunca. Hannah conhecia sua amiga, sabia que ela era tímida e retraída, era difícil para ela tomar uma atitude assim. Talvez ligando para ela faça com que ela tome coragem e queira reatar os laços entre elas. Mas devia mesmo ligar? E se durante esse tempo Alice tenha a esquecido, tenha esquecido a amizade que tinham? Esse era seu medo, será que ela iria querer retomar essa amizade perdida? 
Hannah ficou olhando a tela do seu celular por um tempo, estava indecisa. Seria o certo a se fazer? E se a loira não quisesse falar com ela, se não quisesse retomar sua amizade? Todo esse tempo que passou deve ter a feito esquecê-la e com certeza agora seria tarde demais. Deveria tentar mais uma vez? Talvez não... Não, Alice já deve ter novos amigos agora. Seria melhor não mexer mais nessa história. Mas por outro lado, ela não queria deixar essa história de lado, pois já não aguentava mais essa situação entre as duas. Estava sentindo falta de sua amiga que sempre esteve com ela nos momentos bons e nos que ela mais precisou. Se pelo menos pudesse falar com ela, talvez pudesse vê-la pessoalmente. Queria pelo menos dar os parabéns para a loira nessa data tão especial, queria dar alguma coisa para não deixar passar em branco. Se fosse até a casa dela, talvez pudessem conversar. Mas o problema é que não sabia se ela iria aceitar. Não sabia se iria ser bem recebida. Talvez Alice ainda estivesse com raiva dela e esse era seu medo. Mas ela tinha que fazer alguma coisa, não podia ficar ali de braços cruzados sem fazer nada, tinha que tomar uma atitude. Ficar ali pensando no pior não ajudaria em nada. Ela tinha que pensar numa maneira de reatar sua amizade, ela não queria mais ficar sem sua amiga. Queria retomar a amizade forte que tinham antes. A verdade é que já não aguentava mais ter pessoas que ela ama longe dela. Talvez pudesse tirar proveito dessa data especial e planejar algo que deixasse a loira feliz e deixasse as duas cara a cara para que tivesse a oportunidade de acertar as coisas. Mas o que? 
Ela pensou um pouco no que poderia fazer. Logo ela teve uma ideia. Então ela se levantou da cama com um sorriso nos lábios. Era isso que iria fazer. Com certeza Alice iria gostar. Agora iria resolver essa situação de uma vez por todas. Precisava falar ela com de uma vez nem que seja pra colocar um ponto final nessa história. Mas para fazer o que estava em sua mente precisava de ajuda, não podia fazer tudo sozinha. E ela já sabia exatamente para quem pedir ajuda. Ela rapidamente pegou seu celular e ligou para o número que queria. – Alô. Lys? – disse animada quando ele atendeu. 

                             ★★★

– Parabéns, minha filha! – disse Gisele sorridente e abraçando a loira. 
– Obrigada, mãe – disse Alice, correspondendo ao abraço caloroso de sua amada mãe. Hoje era seu aniversário, estava completando seus dezenove anos. Estava feliz por esse dia ter chegado finalmente. Ela sempre gostou dessa data, afinal, era seu dia e quem não gosta de fazer aniversário, não é? 
– Minha menina está crescendo, daqui a pouco já será uma mulher feita e estará na faculdade – disse sua mãe se afastando do abraço e acariciando o rosto de sua filha. Estava emocionada, seus olhos estavam marejados. Sua garotinha estava crescendo e logo iria seguir sua vida e trilhar seu caminho. Estava orgulhosa por sua menina ter se tornado uma pessoa boa e integra. Alice tinha o coração bom, apesar de ser um pouco infantil às vezes, assim como foi com a história de Hannah. Ela não concordava com o que sua filha fez com sua amizade com ela. Hannah era uma boa pessoa, jamais se envolveria com Pedro sabendo que ele era namorado de sua amiga, jamais a trairia dessa forma. O rapaz que se apaixonou, ela não tinha culpa disso. Gisele tinha a garota como uma segunda filha e gostava muito da amizade que as duas nutriam. Alice e Hannah se conheceram quando eram bem pequenas por suas mães serem amigas desde o colegial que se reencontraram quando Lunnah se mudou para o Rio de Janeiro. Então houve uma aproximação entre as duas rapidamente, a loira e a morena se deram bem logo de cara e desde então se tornaram grandes amigas. Mas agora essa amizade estava rompida por uma bobagem. Sim, porquê, terminar uma amizade por causa de um garoto não vale a pena. Mas ela não gostava de tocar nesse assunto com Alice, não gostava de se intrometer em sua vida. Já havia dado conselho e broncas, mas de nada adiantou. A loira estava irredutível naquela época e agora não sabia se esse assunto tinha mais importância para ela. 
Alice sorriu, era bom ver sua mãe orgulhosa. Ela sempre foi uma mulher batalhadora e sempre deu tudo do bom e do melhor para ela. Ela admirava muito a mulher à sua frente. Era uma mulher muito forte, além de ser muito bonita. Sua mãe tinha cabelos loiros, curtos em um corte despojado e moderno. Tinha olhos azuis bem claros como a água. Alice tinha puxado os olhos negros de seu pai. Gisele era magra e de estatura mediana, com algumas curvas discretas. Nem aparentava ter trinta e oito anos, as vezes quem as via juntas achavam que eram irmãs. 
Agora que relembrou esse assunto de faculdade, Alice estava ansiosa para esse ano acabar e logo poder cursar a faculdade. Iria cursar direito. Esse era seu sonho, se tornar uma grande advogada. 
– Então, tem algo planejado para hoje? Para comemorar? – perguntou sua mãe. A loira pensou um pouco. Não tinha nada planejado para comemorar, mas talvez passe o dia com Lysandre. Essa era uma ótima ideia, queria passar um tempo com ele, já que nesses últimos dias eles quase não ficaram juntos por causa da correria do colégio e porquê o vitoriano ajudava o irmão na loja quase todas as tardes. 
– Não, não tenho nada planejado pra hoje, mas vou ligar para o Lys, quero passar um tempinho com ele – disse ela indo até sua cama, pegar seu celular. 
– Ok, então eu vou fazer o café pra a gente – disse sua mãe sorrindo e logo saiu do quarto. Ela estava feliz por sua filha ter encontrado uma pessoa tão legal como Lysandre. 
Alice foi na lista de contato do celular e tocou no número do vitoriano que estava nomeado como “Amor”. Ela iniciou a chamada e esperou ansiosamente para ouvir aquela voz levemente aveludada e serena. Depois de alguns toques, ele atendeu:
– Feliz aniversário, meu amor – disse Lysandre, com sua voz calma e carinhosa – Não pense que eu esqueci, eu já ia te ligar, mas você se adiantou – disse dando uma leve risada. A loira abriu um sorriso encantador. Ela teve um leve receio dele ter se esquecido dessa data. O vitoriano sempre esquecia algo, um dia ele esqueceu o bloco de notas e o celular na casa dela. Mas ele jamais esqueceria uma data como essa, afinal, era aniversário da garota que ama. 
– Obrigado, Anjo – disse ela. Era assim que ela o chamava, de Anjo. Depois que viu sua tatuagem de asas nas costas, ela passou a chamá-lo assim. E realmente Lysandre era um anjo para ela, o seu anjo. Ela nunca se sentiu tão amada ao lado de uma pessoa. O vitoriano a tratava como uma princesa, sempre carinhoso, atencioso e romântico. Ele dava paz a seu interior com sua calmaria e serenidade. Ele a acalmava quando estava nervosa com seus abraços e ela se sentia tão segura nos braços aconchegantes dele. Ela o amava como nunca amou antes, ele era a pessoa ideal para ela. Sentia que havia encontrado sua alma gêmea – Como você está? – perguntou.
– Bem, e você? 
– Bem. Sabe... eu tava pensando que a gente podia passar o dia juntos, o que acha? Queria passar um tempinho com você, Anjo – disse ela sorrindo. Então ouviu um suspiro de Lysandre.
– Me desculpe, amor, mas não vai dar pra passar o dia com você. Eu bem que queria, queria muito, mas eu tenho que ajudar o Leigh na loja... – disse ele um pouco desanimado. 
– Tá, tudo bem... – disse ela e mordeu o lábio inferior um pouco contrariada. Nesses últimos dias, Lysandre estava tendo que ajudar o irmão com mais frequência, pois uma funcionaria pediu demissão e agora estavam procurando por um vendedor ou vendedora para ocupar o lugar dela. E o vitoriano não tem tido tempo pra nada, eles quase não se viam, apenas no colégio e quando a loja fechava a noite ele já estava muito cansado. Alice o entendia, mas estava com saudades dos momentos que tinha com ele, estava se sentindo só. Lysandre pôde notar uma ponta de decepção na voz dela. Ele sabia que não estava dando muita atenção para ela nesses dias e isso o deixava mal, principalmente hoje. Ele queria estar com ela nessa data, mas se não estava agora era por uma boa causa e mais tarde veria um sorriso maravilhoso naquele rosto lindo. Tinha certeza que ela iria gostar do que teria mais tarde. 
– Desculpe, amor. Hoje é sábado e você sabe, o movimento é maior e o Leigh não dá conta de tudo sozinho, então tenho que ajudar... – ele suspirou, não gostava de mentir, mas era por uma boa causa – Mas não fique chateada, à noite eu vou te buscar para a gente jantar juntos aqui em casa, ok? – disse com um leve sorriso. 
– Tá bom. E eu não estou chateada, eu entendo – disse ela compreensiva. Não estava chateada, compreendia seu amado, afinal, Leigh era seu irmão e ele não podia deixá-lo na mão. 
– Que bom que entende, meu amor – disse com uma ponta de alivio na voz. Então ela pôde ouvir alguns barulhos ao fundo da ligação e uma voz masculina pedindo ajuda a ele – Eu preciso ir agora. A gente se vê à noite, amor – disse um pouco apressado. Alice respondeu com um ”Ok” e logo a chamada foi encerrada. Não sabia porquê, mas havia notado uma diferença em Lysandre. Ele parecia incomodado ao dizer que precisava ajudar o irmão, não porquê não queria ajudá-lo, mas parecia que aquilo que estava dizendo não era convincente nem para ele mesmo. Estaria mentindo para ela? Não... Ele não era do tipo que mente, ele odiava mentiras. Não, ele não mentiria para ela, isso era apenas paranóia de sua cabeça. Logo ela deixou esse pensamento de lado. Ela não estava com fome, então não iria tomar café da manhã agora. Ela estava se sentindo entediada e frustrada. Esse dia era tão especial para ela e não tinha programado nada! Achava que seu namorado estaria livre hoje para poder passar o dia com ele, mas ele não estava tendo tempo nem para ela e isso a deixava triste, mas o entendia. Já que não iria poder ficar com ele agora, iria ficar em casa mesmo. Então ela pegou seus fones de ouvidos e conectou ao celular. Iria ficar ouvindo as músicas que gostava até a hora do almoço. Ficou ali, deitada em sua cama, de olhos fechados curtindo a melodia lenta da música que estava tocando agora. 
Depois de um tempo, começou a tocar uma musica que lhe trazia muitas lembranças. Lembranças boas, lembranças de uma amizade bonita e forte que ela mesma fez a estupidez de romper. Aquela música lhe trazia recordações de sua antiga amiga. Sua expressão se entristeceu e seus olhos se encheram de lágrimas se lembrando dos momentos que teve com Hannah. Elas sempre ouviam essa música quando eram mais novas, e cantavam. Alice nunca levou jeito para música, mas a morena sempre foi muito talentosa e amava cantar. Elas gostavam muito dessa música e sempre cantavam quando a escutavam. Usavam escovas de cabelo ou os controles da TV como microfone, era muito divertido. Estava sentindo falta de viver esses momentos com ela, eles eram únicos e maravilhosos. Elas se divertiam muito juntas, mas agora tudo isso acabou e por um motivo tão bobo: o ciúmes. Sim, ela teve ciúmes de Pedro, só de imaginar o homem que amava com sua melhor amiga já ficava possessa. Saber que ele sempre foi apaixonado por ela foi doloroso demais. Ela se sentiu traída naquele momento e não raciocinou direito naquela hora, pensou que os dois tinham alguma coisa além da amizade. Alice estava cega e não quis ouvir o que a morena tinha a dizer, e até a insultou pelo fato dela ser cadeirante. Mas agora consegue ver que aquilo foi uma estupidez da sua parte, pois Hannah não tinha nada com ele além de uma amizade. A morena o via apenas como um irmão e não queria nada com ele, porquê se quisesse já estaria com ele a muito tempo. Uma amizade tão resistente se quebrou por uma mera bobagem e a culpada foi ela que não pensou nas suas ações e agiu por impulso. Devia ter escutado sua amiga quando ela lhe procurou para conversar. Estava arrependida, mas agora não adiantava se lamentar, agora Hannah deve guardar mágoas dela e ela não tirava sua razão, a loira a magoou muito com suas palavras. Percebeu o quão infantil foi e agora estava sem sua amiga. Estava sentindo falta dos momento que passavam juntas, principalmente nessas datas especiais. Como queria estar com ela agora, como queria sua amiga de volta. Mas agora já era tarde demais, já havia a perdido, já era tarde para tentar uma reaproximação. Ela sabia que a morena havia voltado e Lysandre sem querer deixou escapar que ela estava andando agora. Alice ficou surpresa com a notícia e muito feliz por ela. Sempre a via de longe, pelos corredores. Ela estava mudada, parecia mais segura e decidida, estava mais forte interiormente. Ela pensava em falar com ela, mas sempre desistia. Hannah já devia ter esquecido a amizade que tinha entre as duas, já devia ter a esquecido. Será que essa amizade nunca iria ser recuperada? 

                               ★★★

Lysandre desligou seu celular e foi ajudar Castiel a carregar uma mesa de madeira para a área externa da casa. 
– Nossa, como você mente bem. Devia ganhar o Prêmio Nobel – ironizou o ruivo depois de colocar a mesa no lugar desejado. Aquela desculpa de que tinha que ajudar Leigh na loja era boa, mas o jeito que ele estava falando não convencia nem a pessoa mais inocente do mundo. Lysandre não sabia mentir. 
– Eu odeio fazer isso – disse o platinado suspirando. Odiava mentir, principalmente para Alice. 
– É por uma boa causa, Lys – disse Hannah chegando até eles com uma toalha de mesa em mãos para forrar na mesma. Eles estavam na casa do vitoriano. Hannah teve a ideia de organizar uma festa surpresa para Alice e pediu a ajuda de Lysandre e logo eles chamaram a todos para ajudar. Ali também estavam Rosa, Alexy, Armin, Iris e Violette. Todos estavam animados preparando tudo. Seria uma coisa bem simples, pois foi de última hora, mas seria de coração. Enquanto Rosa e Violette cuidavam da decoração, Alexy e Iris encomendavam as coisas necessárias para a festa. O bolo, salgados, refrigerantes e etc. E Armin instalava as caixas de som e ajeitava o palco improvisado. A morena teve a ideia de cantar uma música quando a loira chegar na festa. Essa música de certa forma marcou sua amizade com a ela, elas gostavam muito dela. Ela estava muito animada para tudo isso, não poderia deixar essa data passar em branco. Essa seria a chance de tentar reatar os laços entre elas. Queria se reaproximar de sua amiga que tanto sentia falta. Ela estava disposta a tentar retomar a amizade e esquecer tudo que passou. 
– Eu sei – disse Lysandre sorrindo – E eu tenho certeza que ela vai gostar e que vocês duas vão se acertar – disse pousando a mão sobre seu ombro. Estava vendo o esforço de sua amiga para que saísse tudo perfeito para agradar Alice, e tinha certeza que sua amada iria reconhecer isso. Sabia que a muito tempo ela estava arrependida e queria retomar a amizade com a morena, mas o problema era que a loira não tinha coragem de tomar a iniciativa. Achava que Hannah já tinha se esquecido dela e que já não aceitaria as suas desculpas. Mas com tudo isso que sua amiga estava fazendo por ela, com certeza iria tomar coragem e pedir desculpas pelo o que fez antes, e elas iriam se acertar. Sabia que Hannah estava disposta a isso, ela queria ter sua amiga de volta. Ela sorriu. 
– Assim espero, Lys – disse com um sorriso esperançoso. Realmente esperava que tudo se resolvesse entre elas. 
– Bom, eu vou ver se o Armin precisa de ajuda – disse ele gentilmente. Também estava animado e queria que tudo desse certo. Ele foi na direção do moreno, deixando Hannah e Castiel sozinhos. Então ela o encarou, ele estava sentado em cima da mesa à sua frente. O ruivo deu um sorriso de canto que o deixava ainda mais charmoso. Ela amava aquele sorriso. Por um momento eles ficaram se encarando e ela sentiu como se uma corrente elétrica passasse por todo seu corpo, a intensidade daquele olhar fazia o coração da morena acelerar. Ela se perdia naqueles olhos, aqueles olhos negros que a hipnotizava e a prendia. Porquê ele fazia isso? Porquê tinha que ser tão apaixonante e irresistível? Porquê a olhava naquela forma toda vez que seus olhares se encontravam, fazendo seu interior se estremecer e o querer cada vez mais? Como era possível ele causar todo esse efeito nela com apenas um olhar? Era tão incrível essa sensação que ele causava nela, uma sensação que nunca sentiu antes que a deixava extasiada. Seus olhares eram intensos, como faíscas se encontrando. Não havia como negar, ali existia uma atração avassaladora, a chama daquele amor ainda estava viva e estava mais viva do que nunca. Aquela chama estava exposta no olhar de ambos. Existia paixão, amor, aqueles dois ainda se amavam loucamente, continuavam apaixonados. Mas existia um bloqueio entre eles, os impedindo de se entregarem àquele sentimento. A verdade era que nenhum dos dois podia se entregar àquele amor, pois ainda estavam machucados, principalmente ela. Ela ainda estava ferida e precisava de tempo para que essa ferida possa cicatrizar e ela estar totalmente segura em relação a ele. Ainda não confiava totalmente nele, e a confiança é importante em um relacionamento. Ela queria confiar, mas ainda não conseguia. Ela estava se deixando levar por aquele olhar, então ela desviou seus olhos dos dele, não podia se render. 
– Desce daí, seu folgado – disse Hannah empurrando levemente o ombro dele para que ele descesse da mesa. Castiel deu uma leve risada. 
– E se eu não quiser? – provocou ele com um sorrisinho travesso. Hannah revirou os olhos. 
– Sai logo! – disse ela em tom ameaçador e o empurrando com mais força. O ruivo permaneceu imóvel, se divertindo com a situação. Ele adorava provocá-la. Ele ria divertidamente a cada empurrão que ela lhe dava. A morena também ria, ela estava se divertindo – Sai, Castiel – disse rindo e desistindo de empurrá-lo, não tinha forças o suficiente para tirá-lo dali. 
– Você é fraquinha, hein? – debochou rindo. 
– Não sou fraca, você que é um gordo – brincou ela. O ruivo a olhou com os olhos semicerrados. 
– Gordo? – disse com indignação e arqueou a sobrancelha. Hannah deu um sorrisinho cínico, estava o provocando. Ela sabia que de gordo ele não tinha nada, ele tinha um corpo perfeito com os músculos na medida certa. Ele sorriu da mesma forma e olhou para si mesmo, levantando sua camiseta, deixando seu abdômen malhado à mostra – Bom, eu não estou vendo nenhuma gordura aqui – disse passando a mão pelo abdômen, a provocando. Ela sentiu seu corpo arrepiar e mordeu o lábio discretamente. Como alguém pode ser tão lindo e desejável daquele jeito? Ele deixava qualquer uma enlouquecida com aquela visão, assim como ela estava ficando agora – Você vê? – perguntou a olhando com o olhar inocente. Ele só pode estar querendo tirá-la do sério, ele estava a provocando como naquele dia no corredor. Ele queria que ela perdesse o controle, mas ela não iria cair nessa, não daria braço a torcer. 
– Para de palhaçada e sai logo daí! – disse a morena nervosa pela situação e o empurrando. 
– Tá, tá, tô saindo – disse ele descendo da mesa e rindo divertidamente. Ele sabia que a deixou desconcertada com o que fez – Pronto, já saí, Hannah Montana – disse cinicamente. Ela sentiu seu sangue ferver. 
– Eu juro que se você me chamar assim outra vez, eu pego esse grampeador e grampeio sua boca! – disse irritada, pegando o grampeador que estava em cima da mesa e apontou para ele. Ela odiava ser chamada assim e agora que ele soube que a música que ela iria cantar seria uma da Miley Cyrus, ele implicou e começou a chamá-la assim. 
– Calma, não precisa dessa violência toda, Hannah Montana – disse ele com divertimento. Ela lançou um olhar mortal e o ameaçou com o objeto em sua mão. Castiel deu um passo para trás e levantou as mãos em sinal de rendição. Seu sorriso sarcástico não saia de seus lábios, ele estava se divertindo com isso. Ele amava deixá-la nervosa, ela ficava ainda mais linda. A morena revirou os olhos e abaixou a guarda. E então começou a forrar a mesa com a toalha rendada que tinha em mãos, ignorando a presença do ruivo. Era ali que iria ficar o bolo e os outros quitutes. Enquanto fazia isso, sentia os olhos dele nela. O guitarrista a observava, ainda sorrindo e percebeu que ela estava ficando nervosa com isso. Logo ele passou do lado dela e sussurrou em seu ouvido: – Você fica linda nervosa – e saiu em direção a Armin e Lysandre. Ela sentiu seu corpo tremer com aquela voz grave e levemente rouca em seu ouvido. Aquele idiota estava deixando-a louca! Como ele conseguia provocá-la tão profundamente desse jeito? E pior de tudo é que ela gostava, gostava desse jeito provocador dele. Gostava dos seus jogos, gostava de entrar neles, mas isso estava ficando perigoso demais. Se ele continuasse assim, ela não conseguiria se conter mais, perderia o controle, não resistiria mais. E ela não podia fazer isso, pois tinha medo dele a machucar novamente, tinha medo de ferir seu coração ainda mais. Ela esqueceu esses pensamentos e voltou a fazer o que estava fazendo. 

                                 […]

Já eram por volta das cinco da tarde e estava tudo pronto. Agora todos foram para casa se arrumarem para festa que aconteceria à noite. Estava tudo perfeito. Hannah estava se arrumando em seu quarto. Ela estava ansiosa para tudo acontecer. Não via a hora de ficar frente a frente com Alice e conversar com ela. Ela iria tentar refazer sua amizade. Iria tentar reatar os laços entre elas. Iria tentar ter sua amiga de volta e esperava conseguir isso. Esperava que a loira já esteja recuperada e não tenha guardado mágoas dela. Apesar de estar confiante, estava receosa, tinha medo dela não querer conversar, tinha medo de ter feito tudo isso em vão. Não sabia se Alice continuava a mesma garota doce de antes ou se tinha se tornado uma pessoa diferente da que conhecia. A morena se livrou daqueles pensamentos e continuou a se arrumar, pensar em coisas negativas não iria ajudar em nada. Então ela terminou de vestir seu vestido que era vermelho de mangas longas rendadas, assim como todo o vestido. Ele ia ate a metade de suas coxas e era levemente justo na cintura, a deixando marcada com um desenho perfeito. Ela colocou um salto meia pata na cor creme e uma bolsa de mão da mesma cor para compor o look. Ela usava uma sombra marrom escuro esfumada nos olhos, com um lápis preto. Na boca usava um batom nude para não deixar a maquiagem muito carregada. Seus cabelos estavam soltos, caídos nos ombros com a franja jogada de lado e com leve ondas nas pontas. Estava pronta, estava se sentindo linda. Agora iria voltar para casa de Lysandre. Iria mais cedo, pois ia organizar os últimos detalhes que faltavam. Sua ansiedade aumentava cada vez mais. A hora estava se aproximando, iria conversar com Alice depois de tanto tempo afastada. Como será a reação dela? Será que iria conseguir reatar esse laço? 

Continua...


Notas Finais


Então, gostaram? Comentem, quero saber tudo o que acharam.
Bjos e até o próximo 😘


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