História Amor Sem Fronteiras - Capítulo 39


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Iris, Kentin, Leigh, Letícia, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Peggy, Personagens Originais, Rosalya, Senhora Shermansky, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Castiel, Haniel, Romance
Exibições 81
Palavras 3.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello, brothers! Peguei a mania de falar isso e a culpa é de quem? Damon Salvatore kkkk.
Bom, aqui vai mais um capítulo dessa fic que é meu xodó. Espero que gostem

Capítulo 39 - Depois da festa...


Já eram três da madrugada quando a festa acabou. Todos se divertiram muito e estavam felizes, principalmente Alice. Aquela noite havia sido maravilhosa, estava muito feliz. Ela havia amado aquela surpresa, e mais ainda a presença de Hannah. O momento em que a viu, sentiu uma emoção muito grande em seu peito. Ela ficou muito feliz em ver sua amiga tentando reconquistar sua amizade, em ver que a morena não havia esquecido aquele laço que tinham, que não havia a esquecido como tinha pensado. Hannah continuava a mesma garota doce de antes, só que agora ela estava mais madura e segura. Ela havia notado sua amiga mais forte interiormente, e isso era bom. Ela gostou de ver a morena mais segura de si.

Aquela festa tinha sido a melhor que já teve. Nunca se divertiu tanto, e sem contar que reatou a amizade com sua amiga que tanto sentia falta, e pôde passar um tempo a mais com seu amado. Com certeza aquela noite iria ficar em sua memória, foi inesquecível.

Depois da festa, é claro que Lysandre não deixaria de levá-la em casa.

– Está entregue – disse ele sorrindo. Eles estavam na porta da casa da loira.

– Obrigado – ela sorriu gentilmente. Logo ele se aproximou e pousou seus lábios nos dela com leveza e ternura. Alice levou suas mãos até sua nuca e acariciou sua pele exposta. O vitoriano sentiu seu corpo se arrepiar com aquele toque. Ele amava as mãos macias da loira acarinhando sua pele. Então, ele a pegou pela a cintura e a puxou para si, deixando seus corpos colados. Ele abriu os lábios, pedindo passagem e ela deu, deixando-o explorar cada centímetro de sua boca. Suas línguas se encontraram com carinho e ao mesmo tempo com intensidade. O beijo era calmo e apaixonado. Eles matavam a saudade que tinham um do outro por não terem ficado muito tempo juntos esses últimos dias. Sentiam falta de sentir o calor, o cheiro, as carícias um do outro.

Eles pararam o beijo para recuperar o fôlego. Eles se olhavam intensamente, e os olhos de Alice demonstrava um desejo que estava incontrolável. Ela estava o desejando naquele momento, ela o queria. Logo ela tomou os seus lábios novamente e deu início a um beijo intenso. Lysandre a correspondeu com fervor. Então ele deu alguns passos para frente, a levando junto consigo e assim entrando na casa, fechando a porta atrás de si. Suas mãos deslizavam pelas costas de sua amada, enquanto a puxava contra seu corpo. O corpo da loira se estremecia naqueles braços fortes e aconchegantes. Ela se surpreendeu com a maneira como ele tomou as rédeas e aprofundou o beijo, o deixando quente. Lysandre nunca a beijou de tal forma, claro que seus beijos eram de tirar o fôlego, mas esse continha um desejo que ele nunca havia demonstrado. Ele sempre a tratou com respeito e nunca ultrapassou os limites, mesmo sabendo que Alice já teve outro antes dele. Mas hoje ele estava a desejando, assim como ela estava. Os dois estavam em um entrosamento perfeito naquele instante, e sentiam que seria o momento.

Eles selaram o beijo e se olharam novamente, estavam ofegantes. Alice viu os olhos do vitoriano ainda mais vivos e ela sabia o que aquele olhar queria dizer. Ela sabia que seu amado desejava aquele momento há muito tempo, pois já fazia meses que eles estavam juntos. Sabia que como um belo vitoriano, ele a respeitava e esperava a hora certa para isso acontecer. E ela sentia que havia chegado essa hora.

– Vem – disse ela, o puxando pela mão em direção às escadas. O platinado sorriu levemente e se deixou ser guiado pela loira. Então eles subiram as escadas rapidamente.

– E sua mãe? – perguntou ele, receoso. Não sabia como a mãe dela reagiria a essa situação e não queria que Alice tivesse problemas com ela por sua causa. E como era reservado, ele se sentiria desconfortável se ela aparecesse agora e os visse.

– Ela saiu com o namorado, e quando isso acontece ela dorme na casa dele. Por tanto, a casa é nossa – disse a loira, com um leve sorriso. Ela sabia que ele estava um pouco preocupado com isso, e o entendia perfeitamente, pois também não se sentiria confortável se sua mãe estivesse em casa.

Lysandre sorriu, e em seguida tomou os lábios dela com desejo. Seu corpo estava a desejando naquele momento, assim como o dela. Então, Alice foi dando passos para trás, o levando junto consigo, sem desgrudar seus lábios dos dele. Quando suas costas encontraram a porta de seu quarto, sua mão tateou a mesma até achar a maçaneta. Então abriu-a e entraram no quarto, fechando a porta em seguida. Eles se beijavam com fervor, o beijo era quente e envolvente. O vitoriano se permitiu descer suas mãos para o quadril dela, apertando levemente. Alice sentiu seu interior estremecer com aquele toque, Lysandre estava despertando um desejo incontrolável dentro de si. Cada toque despertava uma sensação incrível que nunca sentiu com ninguém antes.

Então, com uma mordida no seu lábio inferior, ele finalizou o beijo. Eles sorriram um para o outro. Aquele sorriso doce fazia o coração do platinado bater mais forte, ele amava aquele sorriso. Amava aqueles olhos negros que agora estavam mais brilhante, demonstrando o desejo que estava sentindo. Ele viu naquele olhar que ela também queria aquilo, que também esperava aquele momento, o momento no qual se entregaria àquele amor. Ele também esperava por isso e queria amá-la intensamente. Logo ele levou sua mão até o rosto delicado e acariciou, sentindo sua pele suave e macia.

A loira fechou os olhos, sentindo aquele carinho que tanto gostava. Ela sentiu os lábios quentes dele tocando a pele de seu pescoço, em um leve beijo, lhe fazendo sentir arrepios por todo seu corpo. Ele continuou com os beijos, enquanto suas mãos percorriam pela as costas dela, já por debaixo de sua blusa. As mãos firmes acariciando sua pele aumentava cada vez mais o desejo que estava queimando dentro de si. Então ele se afastou um pouco e a olhou como se pedisse permissão. Ela assentiu e logo depois ele tirou sua blusa com delicadeza. Os olhos bicolores a observaram por um instante. Ela era linda, com sua pele branca contrastando com o vermelho do sutiã. Ele a admirava, não só pela estética, mas pelo o que ela era. Alice era linda, não só por fora, e esse jeito doce de ser o encantava.

Os dois se beijaram novamente, um beijo calmo e profundo. Lysandre foi a guiando até encontrar a cama. Ele a deitou nela com delicadeza, ficando por cima dela. Enquanto ele deslizava suas mãos por todo seu corpo, a loira desabotoava os botões de sua camisa. Assim que completou a ação, ela deslizou suas mãos pelos ombros um pouco largos, levando a camisa e a tirando por completo. As mãos da loira explorava cada centímetro do seu torço. Costas, ombros, peitoral, abdômen, ela queria sentir cada pedaço do seu amado. O vitoriano sentia seu corpo esquentar com aquelas mãos tocando sua pele.

– Eu te amo... – sussurrou ele em seu ouvido, com sua voz aveludada e sedutora, fazendo o coração de Alice acelerar e suas pernas bambearem.

– Eu também... – sussurrou do mesmo modo, beijando seu pescoço e roçando o nariz em sua pele, sentindo seu cheiro. Lysandre então a beijou, já não conseguindo conter sua vontade de tê-la. E foi ali que se entregaram um ao outro com todo amor. Eles se amaram com toda aquela paixão que estava presente dentro de ambos. Aquela noite foi mesmo inesquecível.

★★★

Após a festa, Hannah saiu da casa de Lysandre e estava indo até um ponto de táxi ali perto, pois onde se encontrava a casa do vitoriano dificilmente passava táxis. Enquanto andava, pensava em como essa noite foi maravilhosa. Ela estava muito feliz por ter conseguido reatar sua amizade com Alice. Estava feliz por ter as pessoas que gostava por perto. E também estava feliz com essa reaproximação com Castiel. Mesmo que eles não tenham voltado, pelo menos tinha uma relação boa com ele, sem brigas ou desprendimentos, como era no início do término. Não tinha como negar, ela gostava de tê-lo por perto, sentia que ele estaria ali para o que ela precisar, ela sabia disso. Ela sentiu que podia contar com ele essa noite, quando estava insegura em relação a Alice. Ele a acalmou e lhe deu o apoio que precisava naquele momento. Ela se sentiu mais segura com ele ali, com as palavras que ele disse. Aquele ruivo sabia o que dizer.

Mas uma coisa estava a incomodando. Mesmo tendo todos seus amigos perto, ainda faltava alguém. Uma pessoa muito especial para ela. Pedro. Sim, ele. Ela sentia falta do seu velho amigo, sentia saudades dos momentos que vivia com ele. O moreno era realmente muito especial para ela. Eram anos de amizade. Eles sabiam tudo um do outro, trocavam confidências, compartilhavam momentos felizes e tristes. Tinham um companheirismo de irmãos, eram cúmplices em tudo. Mas agora tudo isso mudou, e não tinha esperanças que tudo possa voltar a ser como antes. Pedro sentia um sentimento por ela que não poderia corresponder, pois o via como um irmão. Desde que aquele beijo aconteceu, eles não se falaram e não se viram. Talvez ele não quisesse falar com ela porque precisava de um tempo para aceitar que jamais o amaria como ele queria, ela realmente queria acreditar que seria apenas isso. Mas no fundo ela sabia que o moreno estava magoado, sabia que tinha o machucado com o que disse aquela noite. E mesmo que aquilo lhe doesse, tinha sido melhor assim, precisava acabar com as esperanças que ele tinha de que um dia ela poderia correspondê-lo, pois não queria iludi-lo. E mesmo que aquilo machucasse seu coração, pois perder seu amigo lhe doeu muito, ela sabia que aquilo havia sido o fim. Sentia que sua amizade com Pedro não tinha mais volta. O elo entre os dois havia se rompido, e aquela amizade tão bonita havia chegado ao fim.

Hannah respirou fundo, contendo as lagrimas que queriam vir em seus olhos. Ela amava Pedro, e saber que sua amizade com ele se perdeu era doloroso demais. Então ela se abraçou para se proteger do sereno da madrugada fria. Ela andava em passos um pouco apressados para chagar logo no ponto de táxi, pois andar por aquelas ruas aquela hora não era seguro. Logo a morena ouviu o ronco de uma moto escoar pela rua silenciosa, e se aproximando dela. Ela continuou andando pela calçada, e a moto foi indo devagarinho atrás dela, pela rua. Qualquer garota que estivesse andando sozinha o em uma rua deserta como estava agora se sentiria amedrontada com aquela moto a seguindo, mas ela não estava. Alguma coisa lhe dizia para não ter medo, pois reconhecia o ronco naquela moto. Ela sabia quem era.

Então Hannah se virou para fitar o motoqueiro, e o mesmo parou a moto.

– Está me perseguindo? – disse ela cruzando os braços.

– Não, não perderia meu tempo – sua voz saiu um pouco abafada por conta do capacete que estava usando, mas a morena pôde notar o sarcasmo nela. Ela arqueou uma sobrancelha, e ele deu uma leve risada. Depois ele tirou o capacete, revelando os cabelos rubros, e passou a mão por eles para ajeitar – Então, quer uma carona? – perguntou, a fitando.

– Não precisa, eu vou pegar um táxi – respondeu a morena gentilmente. Na verdade, ela não queria incomodá-lo, pois já estava tarde e ele devia estar querendo ir para casa agora.

– Bom, essa hora você não vai achar um táxi tão fácil...

– Se eu não achar, eu posso ir a pé – argumentou ela.

– Sei não... Não é fácil andar com essas coisas que você está calçada – disse Castiel se referindo aos saltos que Hannah usava.

– E como sabe disso? Você também usa? – provocou ela, com seu sorriso sarcástico. O ruivo bufou e revirou os olhos.

– Engraçadinha – disse com ironia. Ela deu uma leve risada – Mas é sério, essa hora você não vai achar táxi. E nem pensar que eu vou deixar você andar por essas ruas sozinha a essa hora. É perigoso – disse um pouco sério. Ele não iria deixá-la sozinha na rua àquela hora. Aquela cidade estava perigosa demais, principalmente para uma garota sozinha. Ela poderia ser assaltada, ou coisa pior que ele não queria nem pensar. Sim, ele estava preocupado com ela, e se sentiria mais tranquilo se a levasse em casa.

Hannah deu um leve sorriso. Ela notou uma certa preocupação na voz dele. Era bom saber que ele se importava com ela.

– Tá. Mas você não sabe onde eu moro – disse ela, se lembrando que Castiel não sabia que havia se mudado.

– Claro que eu sei. Já fui lá várias vezes, esqueceu? – falou o ruivo com o cenho franzido. Era claro que ele sabia onde a Tábua morava. Na época que era seu motorista foi lá várias vezes, e também quando estavam juntos... Ele forçou a mandíbula, lembrar daquela época era bom, mas ao mesmo tempo difícil. Recordar dos momentos que teve com ela causava saudade em seu peito. Como queria que aqueles tempos voltassem. Queria que aquela aproximação entre eles nunca acabasse, ainda queria tê-la em seus braços como naquela época.

Hannah abaixou o olhar por um instante. Ela também lembrou daquela época e se sentia exatamente igual a ele.

– Eu me mudei de lá – disse ela, quebrando aquele clima nostálgico que havia fluído entre eles. O guitarrista apenas esboçou um “Ah”, mas não podia negar que ficou um pouco surpreso. Disso ele não sabia, será que tinha mais coisas que ele não sabia? Ele se perguntava o aconteceu na sua vida esse tempo em que ficou fora. Será que esteve feliz, que conheceu novas pessoas? Ele não sabia nada, apenas que ela fez uma cirurgia e voltou a andar. Mas ele sentia que sabia o suficiente, mesmo pressentindo que havia coisas que não sabia. Afinal, ele não tinha esse direito de querer saber o que aconteceu com ela nesse tempo, pois não era nada seu atualmente, era só um “colega”.

– Não tem problema, é só você me dizer onde é sua casa agora – disse ele, descendo da moto e se aproximando dela.

– Mas, Castiel, eu tô de vestido. Não dá...

– Larga de frescura e vem logo, mulher – disse a interrompendo e revirando os olhos. Então ele lhe deu a costas e foi até a moto, montando nela em seguida – Aproveita que hoje eu tô bonzinho – disse com um leve sorriso e estendendo o capacete para ela. Hannah bufou uma leve risada e se deu por vencida, pegando o capacete. Ela sabia que o ruivo não iria sossegar enquanto não conseguisse o que queria. Ele queria realmente levá-la e deixá-la em casa em segurança.

Logo a morena colocou o capacete e se aproximou. Ela se segurou nos ombros dele para ter segurança e subiu na moto. Agradeceu mentalmente por estar usando um shortinho por baixo do vestido.

– Você vai sem capacete? – disse ela, reparando que só tinha um.

– Não tem nada não. Só reza pra a polícia não aparecer – disse ele com um sorriso travesso, demonstrando sua rebeldia. Então ele ligou a moto e a morena lhe disse onde morava – Se segura – disse, já acelerando. Hannah não teve outra escolha a não ser se agarrar na cintura dele para não cair com aquela aceleração repentina. Com certeza aquele ruivo fez aquilo de propósito para ela se segurar nele. A moto acelerava cada vez mais, a fazendo sentir um frio na barriga. Aquilo era algo novo para ela, pois nunca havia andando de moto. Ela estava um pouco insegura, mas era uma sensação boa. Sentia uma sensação de liberdade, sentia seu lado rebelde vindo à tona. O vento batia em seus cabelos, os fazendo voarem no ar, assim como os de Castiel. A adrenalina pulsava dentro de si com a velocidade do veículo potente, fazendo seu coração acelerar, e consequentemente a fazendo, sem perceber, apertar suas mãos no abdômen dele, sentindo os músculos definidos sobre a camiseta.

Castiel esboçou um sorriso de lado. Aquela sensação era boa, estava gostando dessa aproximação. Sentir o corpo dela tão próximo ao seu deixava seu interior em completo êxtase. Sentir suas mãos o apertando e seu calor, fazia seu corpo se arrepiar e vibrar por completo. Hannah tinha um efeito incrível sobre ele, ela o deixava louco, mesmo sem querer. Sua vontade era de parar aquela moto ali mesmo e tomá-la em seus braços. Queria senti-la novamente, queria beijá-la até o dia amanhecer. Mas tinha que se controlar, tinha que respeitar esse tempo que ela pediu. Teria que aguentar esse tempo até ela estiver recuperada, ele iria esperar. Ele a entendia, e seria paciente com ela.

Então ele se concentrou na rua, se livrando daqueles pensamentos, e seguiu caminho.

★★★

Depois de alguns minutos, eles chegaram. A casa de Hannah era um pouco longe da de Lysandre.

Então eles desceram da moto. Hannah tirou o capacete e passou a mão pelos cabelos, que estavam um pouco bagunçados por causa do vento.

– Tá entregue, Hannah Robles – disse o ruivo com um leve sorriso. Hannah sorriu, adorava ouvir a voz dele pronunciando seu nome. Sua voz grossa e ao mesmo tempo levemente rouca fazia seu corpo todo se estremecer.

– Obrigado – disse ela, lhe devolvendo o capacete. Castiel o pegou, e por um instante eles se olharam nos olhos profundamente. Eles se perdiam no olhar um do outro. Mas era estranho para ele. Ela estava ali tão perto, mas ao mesmo tempo tão distante. Era difícil tê-la por perto e não poder senti-la da maneira que queria. Mas pelo menos estava perto dela – Eu me diverti muito essa noite – ela sorriu.

– Eu também. Foi uma boa festa – disse ele, retribuindo o sorriso. Na verdade não foi a festa em si que foi boa para ele, mas sim o tempo que passou com ela.

– É, foi sim – disse a morena assentindo. Aquela noite foi maravilhosa para ela, tanto pelo fato de ter retornado sua amizade com Alice, como por ter passado um tempo com ele. Foi ótimo ter dançado e se divertido junto com ele – Bom, agora eu vou entrar, porque estou tonta de sono – disse colocando a mão na frente da boca, e bocejando. Ela estava cansada, essa noite tinha sido bem agitada. O ruivo deu um leve sorriso, a observando.

– Eu já vou indo, então – disse e ela assentiu. Então ele se aproximou, colocando a mão livre em sua cintura, e logo em seguida pousando seus lábios na sua bochecha, em um beijo leve. Hannah fechou os olhos, sentindo aqueles lábios quentes tocar sua pele fria pelo sereno da madrugada. E involuntariamente, pousou uma das mãos no braço dele, sentindo o tecido macio do blazer que ele usava. Aquele gesto demonstrava o carinho e o cuidado que tinha por ela. Isso fazia o coração da morena se agitar em seu peito, e sua mente pensar se já não estava na hora de esquecer toda a mágoa que sentia e se render àquele amor – Tchau – disse afastando seus lábios de seu rosto. Ela abriu os olhos e fitou o rosto dele tão próximo do seu, fazendo seu interior chamar por ele, e a rebelde dentro de si querer beijá-lo naquele momento. Mas ainda não podia, ainda existia um bloqueio.

– Tchau – disse ela, com um leve sorriso e fitando os olhos negros. Castiel sorriu de lado e depois se afastou. Ele foi até sua moto e subiu na mesma, colocando o capacete logo em seguida – Vai com cuidado – disse ela. Ele assentiu e disse um “Pode deixar”. Então ela se virou, pegando a chave em sua bolsa e destrancou a porta. O motoqueiro esperou um pouco até ela entrar, e depois acelerou a moto, seguindo o caminho de casa.

★★★

Hannah entrou em casa e fechou a porta. Logo pôde ouvir a moto do ruivo acelerando e se distanciando. O barulho potente do motor se fez presente na rua até ele dobrar a esquina, e aos poucos foi se distanciando, e assim cessando.

A morena encostou a testa na madeira da porta, e fechou os olhos. Com um sorriso, mordeu levemente o lábio inferior. Seu interior estava em êxtase. Seu coração ainda batia forte por conta da adrenalina daquele momento. Foi incrível. Sentiu sua rebeldia sendo aflorada naquele instante, se sentia viva. Era assim que se sentia quando estava com ele. Tudo com aquele ruivo era intenso, emocionante, nada era monótono. Ele sabia como despertar sua rebeldia, sabia como a fazer se sentir viva. E era isso que ela mais gostava nele, era disso que ela precisava, daquela intensidade, para fugir da sua monotonia. Aquele jeito rebelde a conquistava completamente. Castiel era extremamente apaixonante com seu jeito autêntico. E não seria exagero dizer que ela estava se apaixonando ainda mais por ele, se é que isso é possível.

Então, ainda de olhos fechados, ela se virou.

– Meu Deus! Que susto! – disse quando abriu os olhos e se deparou com seu pai parado na sua frente, a olhando e com um copo d’água na mão. Ela levou sua mão até o peito, com o susto seu coração pulou. Se levasse mais um susto desse, não ia chegar aos 18.

– Gente, não precisa disso tudo. Eu não sou tão feio assim... – disse Max, olhando sua filha um pouco espantado, mas com certo divertimento. A morena caiu na risada, e ele a acompanhou.

– Não é isso, pai. É que eu tava distraída – disse ela, recuperando o fôlego que havia perdido por conta da risada.

– É, eu percebi – disse ele, rindo levemente. Sua filha parecia estar no mundo da lua quando entrou em casa – Eu escutei um barulho de moto, alguém te trouxe? – indagou. Hannah ficou pensativa por uns segundos. Não sabia se devia dizer que foi Castiel que a levou em casa, pois havia notado uns olhares nada amigáveis da parte dele para o ruivo no colégio.

– Sim, um amigo me trouxe. Ele não quis me deixar vir sozinha – disse ela.

– Ele fez bem. Não é seguro uma garota voltar para casa sozinha a essa hora. E, aliás, você chegou bem tarde, mocinha – disse um pouco sério, visto que já se passava das três da madrugada.

– Ah, pai, foi uma festa, e as festas não terminam cedo... – disse a morena, com um sorrisinho amarelo. Max estreitou os olhos – Bom, vou dormir, porque tô morrendo de sono – disse bocejando – Boa noite, pai – se aproximou e beijou seu rosto. Rapidamente ela tomou o caminho das escadas e subiu logo, antes que recebesse uma bronca por ter chegado tarde.

O professor balançou a cabeça sorrindo e depois bebeu sua água.


Continua...


Notas Finais


E, aí o que acharam? Comentem, quero saber o que acharam, e porque eu gosto de comentários rsrs. Ficou bom, chato, sem graça? Quero saber rs.

Bom, algumas pessoas já sabem, então vou dizer logo. E... Estou com um novo projeto de fanfic, weyyyy!
Vai ser uma história totalmente diferente dessa. Eu não vou revelar muito sobre a fic, mas já adianto que será com o Castiel de novo, porque sim.
Eu postei um jornal com os personagens da história, então quem quiser conhecê-los logo segue o link abaixo:
https://spiritfanfics.com/perfil/babizinhah/jornal/um-ano-apenas--personagens-7076232

Espero que gostem e digam o que acharam, comentem lá ou aqui, vocês que sabem. A opinião de vocês é muito importante para mim ^^

Bom, é isso. Até breve, amores. 😘


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