História Amor Sin Fin - Lutteo - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Personagens Originais
Tags Lumón, Lutteo, Romance, Segredos, Yamiro
Exibições 216
Palavras 2.433
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem pela demora em atualizar..

Capítulo 5 - Brigas


Durante toda a música, Luna não podia evitar olhar para Matteo. Ela não queria, mas era involuntário. Matteo estava cada vez mais encantado por aquela jovem cantora. Não sabia porque, mas sentia que a conhecia de algum lugar. E o pessoal que estava na boate acompanhando o Karaokê estava adorando a canção. Na ultima estrofe, o dono da boate decidiu elevar o palco para dar mais emoção para a apresentação. Mas, infelizmente, como Bella estava ocupada olhando para Matteo e o palco estava um pouco alto, a jovem acabou não prestando atenção no que estava acontecendo e tropeçou!

Ao ver que a jovem cantora estava a ponto de cair ao chão, Matteo se aproximou rapidamente, dando tempo para que a moça caísse nos braços dele. Os dois se olharam intensamente. Matteo se perdeu nos olhos de Felicity. Por algum motivo, ele achava esses olhos muito parecidos com os de Luna. Mas, como ele estava pensando muito nela ultimamente, achou que podia ser apenas coisa da sua cabeça. Mesmo assim, a jovem de cabelos rosas era linda, e ele não pode evitar sorrir para ela.

Desconfortável com o fato de estar nos braços do moreno, e dele parecer estar encantado por ela, Luna/Felicity, desviou seu rosto do dele, e pediu com a voz mais diferente que podia fazer, para que Edward a colocasse no chão.

— Por favor, senhor. Me coloque no chão.

Matteo atendeu o pedido dela, e a colocou no chão.

— Agora tá no chão, como pediu. Mas, não me chame de senhor, ou ficarei me sentindo um velho. - Pediu Matteo, rindo.

Luna deu um meio-sorriso. Parecia que mesmo com o passar dos anos, Matteo não havia perdido seu senso de humor. Foi então que a cantora reparou que o rapaz continuava quase que a comendo com os olhos. A morena bufou. Tudo o que ela menos precisava agora era que o homem ficasse interessado em Felicity. Isso seria um problema a mais que ela não queria ter que resolver.

Foi então que uma música lenta começou a tocar no local, e como Matteo já havia perdido as esperanças de que Luna apareceria ali naquela noite, não podia perder a oportunidade de tentar algo com Felicity. Ele não sabia porquê, mas algo nela o havia atraído. Matteo desceu os olhos para a boca rosada da moça, e se imaginou como seria beija-la. Não, ele não poderia trair Luna. Mas, se pensasse bem, Luna não queria mais nada com ele.. Pelo menos não por enquanto. Então, tecnicamente não estaria a traindo. Quanto a Ámbar, ele não a suportava, então não faria diferença. Sim, ele chamaria Felicity para uma dança.

— Então, Felicity? Aceita.. Dançar comigo? - Perguntou, sorrindo maliciosamente e se aproximando cada vez mais dela.

"Canalha!". - Luna pensou, mas sorriu falsamente para Matteo.

— Sabe, não posso dançar porquê... - "Ai, o que eu vou inventar para ele? Pensa rápido, Luna, pensa rápido". - Luna sorriu nervosamente. Claro que ela não queria de jeito nenhum dançar com Balsano nem ter toda essa proximidade com ele, mas a jovem não conseguia pensar em nada convincente para fugir da dança, e por conta disso, o rapaz sorriu maliciosamente e puxou-a antes que ela sequer pudesse esboçar qualquer reação.

Então os dois acabaram se encaminhando para a pista de dança, e começaram a se mover lentamente. A menina tentava soltar-se, mas ele era muito mais forte que ela nesse quesito, e não a deixava sair dali de jeito nenhum. Sorrindo abertamente, Matteo colou o corpo de Felicity contra o seu, sentindo os tremores da moça. Riu ao perceber que ela estava com medo da situação.

— Calma. Não sou um vampiro que vai te morder não. Posso até fazer isso, mas em outro sentido. - O moreno sussurrou de forma sedutora, praticamente comendo-a com os olhos. - Você me deixa louco, Felicity. - Matteo gemeu no ouvido da morena, e em seguida, sem lhe dar tempo de fazer nada, a beijou de forma quente.

Luna não se surpreendeu, pois sabia que aquilo estava por vir. Vira nos olhos de Matteo o quanto ele a estava desejando, e, mesmo que tivessem se passado muitos anos, ela ainda o conhecia muito bem. Mais do que queria. O que a surpreendeu foi o palpitar de seu coração ao sentir os lábios dele contra os seus novamente. Era incrível. Mesmo depois de todos esses anos o beijo de Matteo ainda a afetava daquela maneira.

Então Luna viu-se correspondendo ao beijo dele com vontade, esquecendo-se de tudo ao seu redor. Não havia nada. Apenas eles. Mas, depois percebeu o que estava acontecendo, e se afastou, completamente ofegante.

— O que foi? - Perguntou-lhe Matteo ao vê-la se afastar dele. Sorriu ao ver os lábios dela todos bagunçados por conta do batom, que havia saído do lugar. - Não gostou do beijo? - Aproximou-se.

Luna arfou, cansada e olhou fixamente para o homem que estava na sua frente.

— Não, eu não gostei do seu beijo, Matteo. Desculpa, mas a verdade é apenas uma. Eu não curto homens. - Ela aproximou-se dele, sussurrando a mentira inventada em seu ouvido e controlando-se para não rir. - Sou lésbica, querido. - Pontuou.

Ao ouvir a "confissão" da cantora, Balsano ficou branco e começou a tossir de tão nervoso que ficou. Nunca havia imaginado algo assim. Havia passado a maior vergonha de sua vida.

Divertindo-se com a situação, Luna deu tapinhas um tanto quanto fortes nas costas dele, e sorriu falsamente. Depois de alguns poucos segundos o homem conseguiu acalmar-se.

— Desculpe, não queria lhe causar mal, mas você me agarrou sem deixar-me terminar de falar, e eu nada pude fazer.

Matteo olhou fixamente para a jovem mais uma vez.

— Não. Você quem deve me desculpar, Felicity. Sabe, eu deveria ter percebido tudo. Ainda mais pelas suas... Roupas. - O moreno corou, completamente constrangido e sem saber como agir diante da vergonha que sentia naquele momento. - Bem, mais uma vez desculpe-me, e agora preciso mesmo. - Saiu.

Luna desatou a rir. Havia sido muito engraçada a cara de perplexidade que Matteo havia feito quando ela contara que era lésbica. Era um momento épico, que com certeza daria milhões de visualizações no Youtube. Mas, então lembrou que, querendo ou não, ela o havia beijado, e gostado. A morena passou as mãos pelos lábios e suspirou.

— Não posso gostar de Matteo, não depois de tudo o que ele me fez. - Falou ela, em voz baixa para si mesma, e achou melhor sair do bar e ir para casa.

.......

— Mamãe! - Mauricio sorriu largamente e abraçou-a apertado quando a viu em seu quarto. - Senti saudade. - O pequeno replicou.

Luna sorriu e beijou a testa do filho.

— Eu também senti. Muita saudade, sabia? - Respondeu. - Como foi com a vovó Monica e o vovô Miguel? - Indagou.

— Bem, eles são legais, mamãe, mais Sol é chata. - Reclamou o menino de cinco anos, fazendo bico e mantendo os bracinhos cruzados.

A morena suspirou. Quando isso pararia?

— De novo isso, Mauricio Valente? - Levantou a voz, alterando-se, olhando para Mauricio de forma firme. - Sol é sua irmã, vocês não podem ficar brigando um com o outro desse jeito entendeu? Eu não tolerarei mais esse tipo de comportamento vindo de nenhum dos dois.

Os olhos da criança semicerraram-se, mais uma vez ele ficava sentido com as broncas que levava da mãe.

— Sim, mãe. - Mauricio sussurrou, saindo da cama logo em seguida e indo até algo que havia despertado sua curiosidade. Uma foto!

— Que isso? - Perguntou ele, curioso, mostrando o papel para a morena com um meio-sorriso.

Luna respirou fundo. Era a foto para qual ela olhava mais cedo. Seu coração bateu mais forte e seu corpo tremeu. O que explicaria para seu filho? Ela conseguia ver o olhar de curiosidade em Mauricio. Nunca o havia visto assim por um simples foto. Parecia que ele sentia a verdade..

 A jovem mulher pareceu buscar palavras para dizer ao filho, quando Monica entrou no quatro com Sol em seu colo, praticamente dormindo, e suspirou aliviada, indo deitar os filhos.

— Eles são uns anjos dormindo. - Ouviu uma voz conhecida e virou-se constatando que era mesmo Matteo ali na sua frente, lhe sorrindo.

..........

No sótão do bar, Ámbar esbravejava com Simón, o xingando de todos os nomes possíveis por o rapaz lhe ter trancado ali. Simón já não aguentava mais tanta gritaria.

— Me solta daqui, garoto insuportável. O Matteo vai saber disso, e quando souber vai acabar com você, seu rapper imprestável. - Esbravejava a loira, completamente furiosa.

Simón apenas ria. O moreno se aproximou e agarrou nos pulsos da jovem. Os dois se encararam intensamente.

— Para de se iludir Ámbar, . Todos sabem, inclusive você mesma, que o Matteo sempre amou a Luna, e isso não vai mudar da noite para o dia. No fundo ele só tá com você por pena. Por que ninguém mais ficaria com você, Ámbar Smith. Ninguém suportaria uma pessoa tão desprezível e sem escrúpulos que passa por cima de tudo e todos só para subir na vida e se dar bem. Não ama o Matteo, só quer casar com ele por causa de seu dinheiro, e se acha que vai se safar tá muito enganada. Muitos podem não saber de nada, mas eu sei do seu segredinho que pode te afundar, então tome cuidado comigo. - Simón gritou, e olhou para a loira de forma ameaçadora.

Ámbar tremeu. Por um momento ficou com medo, mas ela era Ámbar Smith, então logo conseguiu recompor-se, pondo as mãos na cintura e um sorriso mais irônico que poderia haver.

— Você tá blefando. Não sabe de nada, e mesmo que soubesse não tenho medo de um nada, porque é isso que é, Simón. - Debochou.

O jovem bufou. Realmente não sabia de segredo algum da loira, mas agora tinha a plena certeza de que ela escondia sim algo, e ele não descansaria até que não descobrisse exatamente o que era. E nem aguentaria mais desaforos dessa cobra. Podia ser a noiva de seu melhor amigo, mas Simón sabia que essa relação não duraria muito tempo. Não agora com a volta de Luna . Então, aproximou-se e pós o dedo na cara de Ámbar, que apenas ria.

— Nunca mais ouse falar assim comigo, estúpida.. Senão. - Começou a falar, mas as gargalhadas altas da mulher o interromperam.

— Senão o que, hein? Diga, seu frouxo. Estou morrendo de medo. - Ámbar voltou a debochar.

Completamente furioso, e querendo calar a boca da loira irritante o mais rapidamente possível, Simón tomou coragem e calou-a com um beijo.

...........

Luna se levantou irritada ao ver o moreno ali. Quem ele pensava que era para invadir seu quarto duas vezes seguidas naquele dia? Não bastava ele ter invadido sua mente durante todos os dias de sua vida desde que haviam se conhecido. A morena suspirou, levantou-se, e encarou o homem a sua frente com feição brava, que estava estupefato com o traje que ela usava.

— Que foi? Nunca viu um pijama na vida, Mauricinho? - Luna foi sarcástica.

Matteo riu e apontou pro traje colado ao corpo da mulher que deixava suas pernas ao ar livre.

— Chama esse pedaço de pano de pijama? - Matteo riu. - Se bem que gostei da visão que ele me proporciona.

Luna mostrou a língua para ele.

— Fala logo o quer, desgraça, eu estava indo tomar banho.

— Tomar banho? - Matteo deu um sorriso malicioso. - Lembra quando fazíamos isso juntinhos?

Luna corou. Realmente, ela já havia dividido o chuveiro com Matteo inúmeras vezes quando namoravam, e claro que faziam muito mais do que apenas tomar banho.

— Lembrar eu lembro. Infelizmente não há como apagar esses momentos da minha memória. Mas, eu aposto, Balsano, que também fazia a mesma coisa com Ámbar pelas minhas costas, estou errada? - Indagou, provocante, mas triste ao recordar que seu namorado e sua melhor amiga haviam lhe traído da pior maneira possível. Tentou controlar as lágrimas, mas uma acabou por escapar, foi inevitável, e Matteo aproximou-se e a enxugou.

Os dois se encararam por alguns minutos, ficando apenas calados.

— Eu te amo, Luna. Sempre amei. Eu juro. Eu não quis te trair com Ámbar, nunca, mas foi preciso, para te proteger. - Explicou o moreno, também emotivo com as lembranças que lhe estavam vindo a tona.

A morena surpreendeu-se. Do que ele estaria falando?

— Me proteger? Explique isso direito, Balsano. - Ela pediu, curiosa e aflita.

Matteo abaixou a cabeça.

— Eu não posso Luna. Será perigoso para você saber, acredite em mim. - Pediu.

Luna suspirou. Estava claro que aquilo era apenas uma desculpa para ele tentar justificar o erro que cometeu anos atrás. Ele não havia mudado nada nesses últimos anos. Continuava sendo um completo covarde e um mentiroso.

— Sai daqui, Matteo. Me deixa em paz. Vai lá com a Ámbar ou qualquer uma das suas amantes e me deixa sozinha. Eu sou parte do seu passado, e vou continuar sendo. - Ela falou, firme, mas no fundo queria desabar no choro como uma menina pequena.

Matteo pareceu triste e magoado, mas resolveu atender ao pedido dela, não sem antes sussurrar um baixo "Eu te amo".

Assim que se viu sem companhia no quarto, Luna entrou debaixo do chuveiro e chorou. Repreendeu-se. Nunca mais choraria pelo Balsano. Talvez fosse melhor voltar para Madrid, onde tinha paz. Ligou a agua e tomou seu banho quente com calma, sem pensamentos rondando em sua cabeça.

Depois de um tempo saiu enrolada numa toalha e surpreendeu-se ao ver um homem de cabelos castanhos, olhos escuros e óculos sentado na sua cama. Parecia pálido e abatido. Mesmo assim, Luna abriu um largo sorriso. Era Pedro, seu amigo de Madrid. Mas, o que ele estaria fazendo aqui?

— Pedro! - Ela exclamou, abraçando-o. - Que saudades. Mas, o que faz aqui? - Indagou.

Pedro a encarou calado por alguns segundos.

— Bem, Delfi estava morrendo de saudades suas, e praticamente me arrastou até aqui para te ver, conhece como sua amiga pode ser persuasiva quando quer. - Falou, dando uma risada fraca.

Luna abriu um sorriso. Sua melhor amiga tinha vindo vê-la. Franziu a testa. Onde ela estaria.

— Onde Delfi tá? Quero lhe dar um abraço apertado.

Pedro abaixou a cabeça, e começou a chorar, assustando a mulher. O que estava acontecendo?

— Chegamos a três dias, e estávamos num hotel, alias, no único que há aqui. Íamos te fazer uma surpresa amanhã logo cedo. Hoje sai com um velho amigo que reencontrei para beber uma cerveja e quando voltei ao hotel.. Delfina estava morta. Suspeito que ela tenha sido assassinada, Luna. - Pedro revelou, aos prantos.



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