História Youkai Love - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Gugure! Kokkuri-san
Personagens Inugami, Kohina Ichimatsu, Kokkuri-san, Shigaraki, Tama, Tengu
Tags Kokkuri-san, Shigaraki
Visualizações 23
Palavras 2.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Fantasia, Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal, esta é a minha segunda fanfic. Eu sempre quis escrever uma história sobre este anime, acho-o super engraçado e o Shigaraki é o meu personagem preferido. Também adoro as interações que existem entre ele e Kokkuri-san na forma feminina por isso decide escrever uma fanfic sobre este par.
Espero que gostem e por favor comentem.
Boa leitura

Capítulo 1 - Só um sonho


(sonho on)

Num dia ensolarado de verão, duas crianças, uma rapariga e um rapaz, corriam numa floresta. O rapaz, que aparentava ter dez anos, tinha a parte de cima do cabelo de um tom castanho muito claro, quase cinzento e a parte de baixo preta, olhos verdes e usava um kimono preto. A rapariga, de oito anos, tinha o cabelo de um tom estranhamente prateado, olhos dourados e usava um kimono rosa. Pareciam crianças normais mas uma observação mais atenta revelava que ambos possuíam orelhas e caudas de animais, a rapariga as de uma raposa e o rapaz os de um guaxinim. O rapaz corria rapidamente e estava uns bons metros à frente da sua companheira, olhando para trás ele sorriu de canto ao reparar na dificuldade que a mesma tinha em acompanhar o seu ritmo.

- Estás a ficar para trás raposa! De certeza que não queres mudar para a tua forma animal? Só dessa forma é que me vais conseguir ultrapassar! – provocou.

A rapariga franziu a cara em irritação: - Não fiques convencido Shigaraki! A corrida começou há pouco tempo, eu ainda te posso ultrapassar e não me preciso de me transformar para que isso aconteça. – disse confiante, embora as suas pernas estivessem a começar a ficar cansadas e ela estivesse a respirar pesadamente.

O rapaz, de nome Shigaraki, reparando no seu cansaço, alargou o sorriso e aumentou a velocidade.

- Não precisas de ser tão orgulhosa, raposa. Ninguém vai pensar que és fraca por te transformares para ganhar uma corrida, temos de aproveitar todas as vantagens que temos ao longo da vida. – disse calmamente, sorrindo – Além disso, prometo que desta vez se te transformares não te roubo as roupas. – exclamou pondo uma expressão inocente no rosto mas a rapariga sabia melhor do que confiar na suas palavras, o seu amigo era um mentiroso profissional afinal de contas.

- Ha, como se eu fosse acreditar nisso! Não vou voltar a cair nessa Shigaraki! – exclamou, com as bochechas rosadas ao se lembrar do acontecimento de há uns dias atrás. Os dois estavam a brincar às escondidas e Shigaraki contava enquanto ela se escondia e ela teve a ideia de se transformar numa raposa para ser mais difícil encontra-la, só que ao deixar as roupas no chão (quando se transformava num animal as roupas não diminuam de tamanho) o rapaz aproveitou para pegá-las e o que era suposto ser um jogo de escondidas tornou-se num jogo da apanhada, em que a rapariga, agora uma raposa prateada, tentava desesperadamente reaver as suas roupas, saltando no ar e tentando deitar o rapaz no chão, que em resposta aos seus esforços apenas ria e levantava mais o braço que segurava as suas roupas fora do seu alcance até que finalmente ela foi forçada a regressar à forma humana, e muito envergonhada acabou dando-lhe um soco na cabeça que o deixou com um galo. Ela tinha a certeza que se se transformasse como ele queria, poderia ganhar a corrida mas acabaria por ser vista nua uma segunda vez, e ela não ia deixar isso acontecer.

Shigaraki sorrindo ainda mais e sem diminuir o ritmo de corrida exclamou: - Magoas-me raposa, ao não acreditares nas minhas palavras – pôs uma expressão falsa de mágoa no rosto, que foi facilmente percebida pela outra que revirou os olhos em resposta – Pronto está bem, apanhaste-me. – confessou tirando a expressão de falsa mágoa do rosto – Mas tens de decidir rapidamente o que vais fazer já nos estamos a aproximar da árvore grande que marca o fim da corrida. Ver-te nua ou perderes a corrida, tens de escolher entre essas duas pois de uma maneira ou outra eu ganho. Eu sei qual é a que preferia que escolhesses. – e com um sorriso malicioso que fez a outra ficar com as bochechas mais vermelhas, virou-se para a frente focando a sua atenção na maior árvore da floresta que se aproximava cada vez mais.

A rapariga ponderou as suas opções, não queria perder a corrida mas também não queria que o outro a visse nua. Talvez pudesse ganhar a corrida se se transformasse e levasse as suas roupas na boca mas rapidamente descartou essa possibilidade, transformar-se e reunir as suas roupas num monte para ser mais fácil levá-las levaria a que ela perdesse segundos preciosos, o suficiente para que ela perdesse a corrida e o outro muito provavelmente gozaria com ela por se ter transformado e mesmo assim não ter ganho. A rapariga, que começava a pensar que era melhor resignar-se a perder a corrida, parou esta linha de pensamento ao reparar num caminho pela floresta à sua esquerda.

- Um atalho! – pensou sorrindo. Aquele guaxinim pervertido iria apreender a não subestima-la, iria ganhar a corrida sem se transformar e tirar aquele sorriso convencido da cara dele.

Avançou pelo carreiro, mantendo os olhos na árvore grande, não reparando que o caminho ficava cada vez mais escuro, resultado do adensamento das árvores, à medida que avançava e que o carreiro dava voltas para a esquerda e para a direita, de tal forma que passado uns minutos tinha perdido a grande árvore de vista. A rapariga olhou em volta reparando que tinha entrado numa clareira escura e silenciosa, com árvores mirradas, completamente diferente da floresta de há minutos atrás. Ela não fazia a mínima ideia de onde estava, nunca tinha passado por esta parte da floresta e o seu instinto lhe dizia que não era uma boa ideia permanecer ali. Assustada, virou-se para sair dali pelo mesmo caminho com que entrou mas parou ao ouvir o estalar de galhos atrás de si. Virou-se para trás, arregalando os olhos perante a figura à sua frente.

- Ora, ora…O que temos aqui? Uma jovem cria de raposa youkai. – disse o ser, que era um enorme cão preto, com olhos vermelhos e garras e dentes afiados, com uma voz demoníaca que causou arrepios na jovem. – O que estás a fazer por estas bandas? O teu papá e a tua mamã nunca te disseram que era perigoso entrares nesta parte da floresta? – ele fez uma breve pausa esperando que ela respondesse mas a rapariga não conseguia pronunciar uma única palavra, a sua voz não lhe saia tal o medo que sentia. O cão riu-se sinistramente fazendo com que a rapariga começasse a suar frio – Bem, não importa por que entraste aqui, o importante é que nunca mais vais sair. Hoje é o meu dia de sorte, já não comia há tanto tempo. – começou a aproximar-se da rapariga que deu uns passos para trás.

Quando ele se aproximou mais a rapariga virou-se para trás correndo alguns metros, tentando fugir mas foi derrubada por uma das patas do cão lançando-a para longe. A rapariga gritou enquanto rolava pelo chão indo depois bater com a cabeça numa árvore, quando se levantou verificou que tinha um corte na parte de trás da cabeça, o cabelo coberto de folhas e a parte de baixo do kimono rasgado. Tentou concentrar-se para se transformar numa raposa e assim ter mais hipóteses de escapar mas a dor de cabeça e o terror que estava a sentir faziam com que não o conseguisse, perante esta realização lágrimas começaram a correr dos seus olhos, ela ia morrer aqui. Porque é que tinha seguido por aquele atalho? Porque é que não tinha prestado atenção no caminho? Nunca mais ia ver o seu melhor amigo, pensou começando chorar mais. Shigaraki provavelmente já tinha ganho a corrida e neste momento, perguntava-se onde ela estaria. Talvez nunca viesse a saber o que lhe tinha acontecido, os cães youkai eram conhecidos por não deixarem restos das suas vítimas para trás. Ela levantou a cabeça vendo que o cão estava mesmo à sua frente e que tinha a boca completamente aberta pronto para a devorar de uma só vez.

- Pelo menos ele está seguro. Perdoa-me Shigaraki – pensou, a cara sorridente do seu amigo apareceu na sua mente enquanto as lagrimas abundantes escorriam pela sua cara. Ela fechou os olhos esperando o momento em que ela seria abocanhada mas em vez de sentir dor excruciante sentiu alguém derrubá-la no chão. Abriu os olhos lentamente e ficou surpreendida ao ver que a pessoa que a tinha derrubado para longe daquele cão demoníaco era Shigaraki. O menino saiu de cima dela mas uma vez solta a rapariga não se moveu tamanho o seu espanto.

- Raposa idiota! Que estás a fazer? Temos de fugir! – exclamou pegando na sua mão e começando a correr. Enquanto corriam a rapariga olhou para trás vendo que o cão tinha mordido a árvore em que ela tinha batido a cabeça e que tinha estado atrás dela quando ele se preparava para a devorar, arrancando um pedaço enorme da mesma. Shigaraki tinha-a tirado de lá mesmo a tempo. O cão cuspiu os pedaços de árvore que estavam na sua boca e começou a persegui-los.

- Kuri, consegues transformar-te na tua forma animal? – perguntou fazendo a rapariga arregalar os olhos levemente, ele quase nunca a chamava pela sua alcunha. Sacudiu a cabeça concentrando-se no momento.

- Não, eu bati com a cabeça e está-me a doer muito. – respondeu, passando a mão pela parte de trás da cabeça, olhando-a de seguida verificando que a mesma tinha sangue nela. Ao ver aquilo os olhos do rapaz encheram-se de preocupação e ele olhou em volta.

- Se não consegues transformar-te temos menos hipóteses de escapar. – disse num tom calmo apesar da situação desesperada em que eles se encontravam, pensando uns instantes antes de falar outra vez – Tive uma ideia. Vamo-nos separar, eu distrai-o enquanto tu vais buscar ajuda – a rapariga olhou-o assustada.

- Estás maluco? Não podemos nos separar, temos de ficar juntos, se estiveres sozinho com ele, ele vai matar-te! – exclamou pondo-se à frente do rapaz com novas lágrimas a formarem-se no canto dos olhos.

- Ele vai matar-nos aos dois se continuarmos a fugir dele juntos! – retorquiu agarrando nos ombros da rapariga fortemente e olhando seriamente para os seus olhos dourados – Ouve Kuri, esta é a melhor solução. Ele é mais rápido do que nós somos na forma humana, se continuarmos a correr ele apanha-nos mais cedo ou mais tarde. Um de nós tem de o distrair e não vais ser tu a faze-lo, tu estás ferida, eu vou faze-lo enquanto tu vais buscar ajuda o mais rápido que conseguires. – vendo como a amiga ainda estava relutante em deixa-lo ir ele deu um sorriso largo – Relaxa raposa, nós vamos conseguir sair desta situação. Aquele rafeiro não me vai conseguir apanhar. Eu sou pequeno e rápido na minha forma animal lembras-te? Ele não tem hipóteses contra mim e antes que dês por isso já vamos estar em casa sãos e salvos. Agora vai, ele está a aproximar-se.

Shigaraki tirou as mãos dos ombros da mesma e a rapariga começou a correr rapidamente e quando já tinha corrido 10 metros deu uma olhada para trás verificando que o rapaz estava a correr noutra direção e a chamar a atenção do cão que o seguiu. A rapariga continuou a correr o mais rápido que pode, as suas pernas estavam muito cansadas, a cabeça parecia que ia explodir, o seu corpo implorava que ela parasse e respirasse fundo mas a rapariga continuou a correr. Só conseguia pensar no seu amigo que estava em perigo por sua causa.

- Shigaraki por favor fica a salvo! – desejou com todas as suas forças

(sonho off)

***

Uma jovem mulher de cabelos prateados acordou de repente assustada e ofegando. Olhou em volta verificando que se encontrava na cama do seu quarto, olhou para o relógio eletrónico que se encontrava na mesinha de cabeceira à beira da sua cama vendo que eram cinco horas da manhã. Suspirando, uniu as mãos, entrelaçando os dedos e apoiou a sua testa nelas.

- Era só um sonho, bem, mais um pesadelo na realidade. Porquê sonhar com isto agora? Já se passou tanto tempo – não entendia o motivo de ter sonhado com o seu melhor amigo de infância. Após uns instantes a pensar nos acontecimentos daquele dia que se passou há tanto tempo atrás, a mulher sacudiu a cabeça e estalou a língua – Ah, não importa o porquê! Vou voltar a dormir, não vou perder tempo de sono a pensar naquele idiota insensível. Amanhã tenho de preparar o pequeno-almoço para a Kohina. – concluiu voltando a deitar-se na cama. Passado uns instantes abriu os olhos dourados que mostravam tristeza ao se lembrar da cara sorridente do seu amigo, a cara que há tanto tempo atrás amava ver. – Por que é que por mais que o tempo passe não o consigo esquecer? – pensou amargurada, fechando os olhos novamente, caindo de seguida num sono leve.


Notas Finais


Alguém está curioso para saber por que motivo Shigaraki,o melhor amigo de infância de kokkuri, que lhe salvou a vida, agora é visto por ela como um idiota insensível? Se sim sigam a história, pois mais sobre a história destes dois será revelada.
Eu gosto de dar alcunhas aos meus personagens, por isso decidi que nos proximos capitulos o nome kuri vai aparecer muitas mais vezes que o nome kokkuri. Acham estranho esta alcunha? Eu achei que este nome ficava mais giro e feminino que o outro.
Até à próxima! Ah e se gostaram desta historia, por favor vejam a minha outra fanfic A princesa e o comerciante.


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