História Amores Efêmeros - Capítulo 1


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


~~ Tentando ter ideias para o Desafio.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu fui feito há sete dias, e moro no parque. Que parque?... O único parque que já vi em minha vida, o que coloca em dúvida meu conhecimento de que existem outros parques além deste. Como sei que existem outros parques? Bem... Já comecei pela parte errada. Eu aprendi recentemente que se deve começar uma conversa pelo nome. Eu não tenho um nome. Acho que não sou muito bom em começar conversas... Já que eu não tenho boca. Mas enfim... Eu não tenho nome nem boca. Isso não me faz pior que as outras pessoas. Eu também não sou uma pessoa.

Eu sou o que aprendi se chamar de um “boneco de neve”.  E isso eu sei desde as pedrinhas que fazem botões em minha barriga até a ponta da cenoura que é meu nariz. Nariz este que já foi quase atacado pelos esquilos do pinheiro ao lado... Mas o importante ainda é: Estou vivo. Como eu sei disso? Ela disse para mim. Quem é ela? Eu não sei seu nome, se é o que quer saber.

Tudo que sei dela e de grande parte de mim mesmo é que no dia em que eu nasci... Ou no dia em que me colocaram estes dois botões como olhos, ela estava lá. Ela vem aqui todos os dias. Senta-se no banco ao lado do pinheiro e também do meu, todas as manhãs, com um livro no colo. Ela e linda. Usa um cachecol cumprido e cheio de listras. Usa óculos e o cabelo preso. Sim, ela é linda. Ela lê muito e quando lê, o faz para lindamente. Ela fala em voz alta. Sei que ela lê para mim e somente para mim, pois quando as pessoas se aproximam dela ela lê baixinho... Mas logo que ficamos a sós, ela volta a ler claramente. Estou apaixonado. Eu a ouvi ler esta palavra uma vez... Apaixonado. Paixão. Ela lê e suspira. Ela enrubesce. Eu enrubesceria, mas não tenho sangue.

Eu sei que estou falante demais, para alguém que nem foi terminado com uma boca. Mas é que... Eu sinto... Saudade dela. Ela não veio aqui hoje. O parque está vazio. É noite. Eu a esperei de manhã e a tarde. Esperei que ela viesse ler para mim... Vejo os carros passando, as luzes das janelas dos prédios a meu redor se ascendendo e... Nada dela. Vejo poucas pessoas por aqui. Algumas caminham juntas pelas calçadas. Agasalhados. Mãos dadas... Será que estão apaixonados?... Outros eu vejo se recostando aos becos frios... Tentando ascender algum fogo, ou esfregam as mãos para se aquecer. Pessoas precisam de calor. Suponho que se elas não se aquecem, viram bonecos de neve.

Pensando nisso, eu chego à conclusão de talvez eu já tenha sido uma pessoa.  Ouvi mais cedo que hoje era um dia especial... Um dia em que seus desejos podiam ser realizados. Um dia quando se ganha presentes. Eu queria ser uma pessoa.  Queria poder ler. Ler para ela... Queria ser Apaixonado. E então depois derreter.

 


Notas Finais


Bem, coloquei algumas referencias e metáforas aqui que somente alguns atentos iriam entender... "Não tenho nome nem boca. Isso não me faz pior que as outras pessoas" se refere as massas, as pessoas pobres e que não possua nem identidade nem voz. As pessoas que passam frio, os 'bonecos de neve' eram mendigos... No caso o boneco de neve não sabe de verdade o que é estar 'apaixonado', assim como provavelmente nós dificilmente sabemos o que é realmente o natal, e ainda assim os usamos indiscriminadamente.
Claro, eu também quis brincar com os 'bonecos de neve' que conheço, algumas pessoas que se acham frias... Quando na verdade não tem coragem nem meios para expressar o que sentem.

Pena que não usarei esta história no desafio... Mas é bom pensar bem, e criar ideias.

Quanto ao título... Ele irá derreter... Ele em si e um ser efêmero... Como a Paixão é.


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