História Amores imperfeitos - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Romance
Visualizações 79
Palavras 1.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


YAAAAY CAPÍTULO NOVO
depois de 84 anos eu finalmente consegui escrever um novo capítulo e dar um desfecho a essa tour.
Não é um capítulo tão babadeiro, but o próximo vai ser lacre aguardem manas

Capítulo 10 - Angel


–E aí bebê, vai chupa ou vai lambe? –Ana chegou cantando em meu camarim me puxando para a realidade.

–Tá pensativa hoje em. –Ela me disse se aproximando de mim.

–Me diz o que você tem. Saiu correndo lá de casa hoje.

–Eu tive um sonho bem estranho. Do tipo muito estranho mesmo.

–Me conta, vai.

–Simplesmente você me matava. –Comecei a rir imediatamente. –Não do jeito que você tá pensando, me matava literalmente com uma faca.

–Ai que horror, tu achou que eu ia fazer isso contigo no café da manhã? Por que com certeza se eu fosse te matar eu faria de um jeito que envolvesse mais sofrimento.

–Nossa me deu até medo.

–A porta tá fechada? Por que eu pensei em te dar uns amassos pra passar o teu medo.

–Nossa Paola, a senhora é safada mesmo em.

–Senhora tá no céu.

–Eu acho que a gente precisa conversar. No fim do dia a gente vai pra sua casa e conversamos.

–Eu espero que a gente não fique só nessa conversa ‘senhora’. –Paola sendo irônica comigo? Nossa, agora sim parece ela de verdade.

–Tava até estranhando a falta de ironia. Achei que tinha morrido e sido substituída.

Fomos interrompidas pelo som da batida na porta do camarim.

–Anda, Ana, pro seu camarim agora, tá na hora de se arrumar. –Dizia Marcella quase que impaciente com Ana.

–Tá bom, mãe, já tô indo. –Ela disse rindo e me fazendo sorrir. Como pode um ser humano ser tão lindo assim. Ah eu amo essa mulher.

–E vê se não vai jantar sem mim.

–Eu não faria isso.

Quando me dei por conta mais um dia de gravações havia acabado. Menos um penso.

Aproveito que ainda está cedo e vou até Arturito ver o andamento da cozinha para o jantar. Tudo em ordem por incrível que pareça, seria um milagre? Nem sempre é tudo tão calmo por aqui. Resolvo ir até o escritório responder alguns emails e trabalhar um pouco, pois a parte administrativa não é nada fácil. Embora ajuda de pessoas especializadas na área, sempre é bom ver o que está acontecendo dentro da minha própria empresa,e além do Arturito tenho o La Guapa para me preocupar também.

Fico pensando como Ana da conta de tudo sem enlouquecer, afinal de contas ela administra suas empresas e ainda consegue tempo para gravar ao masterchef e se dedicar a vida pessoal dela. Sinto que ela faz isso com tanta naturalidade que nem parece que está sempre tão atarefada e preocupada.

Penso o que ela queria conversar comigo, as possibilidades são inúmeras e a cada segundo que passa eu me pergunto o que seria esse tão aguardado assunto. Eu detesto quando fazem isso comigo, não sou nem um pouco paciente e fico nervosa quando eu não sei sobre o que se trata.

Já passando das 18:30 resolvi ir para casa, tomar um banho e aproveitar o pouco tempo que tenho com minha filha. Desde a cirurgia não tenho tido o tempo e cuidados necessários com ela. O trabalho não para nunca e eu não consigo de dedicar a apenas ela. Sei que ela precisa de cuidados especiais por pelo menos duas semanas e irá ficar em casa por um mês. Infelizmente ela era perder muitas aulas, mas sei que se ela for pra escola irá correr e desobedecer todas as ordens médicas, sei como crianças são.

Logo que cheguei Fran já me esperava no sofá da sala assistindo seus desenhos favoritos. Ao lado dela Mané a fazia companhia. Ana o trouxe ontem para passar a semana com Fran, já que ela ama animais.

–Mãe, ele passou o dia todo do meu lado. Eu tô tão feliz que a tia Ana deixou ele comigo.

Sentei do seu lado no sofá e fiquei observando ela me contar de todos os detalhes do dia. Minutos depois conversei com a babá que já estava se arrumando para ir embora.

–Quer comer alguma coisa Fran? –Perguntei da cozinha.

–Não, eu acabei de comer salada de frutas.

Me surpreendi com a resposta, Fran não é muito fã de coisas saudáveis, mas desde que Ana passou a tomar café da manhã junto com nós ela desenvolveu esse hábito se comer mais frutas, o que é ótimo para a saúde dela.

–Eu vou tomar um banho e você cuida a porta, a Ana vai vir aqui daqui a pouco.

–Eba. –A ouvi exclamar da sala, Fran é uma criança extremamente tímida, mas junto de Ana ela perdeu toda essa timidez, realmente essa pequena faz milagres.


Terminei meu banho e me dei conta que tinha esquecido a toalha.

–Droga, vou molhar todo o banheiro. –Disse a mim mesma.

–Procurando por isso? –Diz Ana já na porta do banheiro segurando a toalha.

–Você lê pensamentos agora dona minion?

–É só mais um dos meus dons.

Sai do banheiro e vesti uma roupa qualquer. Só queria descansar e esquecer aquele dia cansativo.

–O que você queria conversar comigo? Eu fiquei preocupada o dia todo.

–Pensei que você soubesse.

–O que? Claro que não?

–Sobre a gente. –Ela parecia um pouco envergonhada em falar sobre o assunto.

–E o que você quer falar sobre a gente?

–Bom, eu não sei, eu gosto de você, e queria que soubesse disso. –Com toda a certeza do mundo ela estava desconfortável, talvez pense que eu não gosto dela do mesmo modo que gosta de mim.

–Bom, eu não gosto de você Ana, eu te amo. Eu te amo como eu nunca amei ninguém. –Vi uma lágrima escorrer em seu rosto. Cheguei mais perto dela e a abracei. –Você foi uma das pessoas mais especiais que eu tive a oportunidade de conhecer, eu não imagino uma vida em que você não esteja presente. Em tão pouco tempo tu se tornou o mundo pra mim e pra Fran, e graças a você eu me tornei quem eu sou hoje. Você sabe que eu não era feliz antes de te conhecer, e tu trouxe pra mim isso e veio de dentro de ti essa felicidade que eu tenho hoje. –Dei um beijo em sua testa e limpei as lágrimas que insistiam em cair de seu rosto.

Olhou em meus olhos e logo em seguida Fran chegou a abraçando.

–Tia, por que tá chorando? Não fica assim.

Ela abraçou Fran de volta.

–É porque eu amo vocês, e vocês são muito importantes pra mim, eu não poderia pedir por uma família melhor e mais cheia de amor igual vocês.

–A gente também te ama mãezinha. –Fran só chamava a Ana de mãe quando ela estava longe de mim, acho que talvez ela pense que eu vou sentir ciúmes se eu a ver chamando outra mulher de mãe. Mas eu sei como elas duas tem esse carinho especial uma com a outra.

–Vocês duas podiam casar e aí eu ter duas mães.

Ana me olhou com um sorriso no rosto e aquilo me fez sentir completa. Realmente nós três somos uma linda família.

–Eu amo vocês duas sabia. –Ela disse dando um abraço apertado em Fran e logo depois em mim.

–Eu também te amo muito. –Sussurrou em meu ouvido e eu me senti a mulher mais feliz do mundo naquele momento.

–Mãe, o que você vai fazer de janta pra gente? Me deu uma fome. –Ana riu do jeito da pequena, que de pequena não tem tanto assim. –Pra nós eu não sei, mas pra você é sopinha que o médico mandou.

–A mãe, eu não quero.

–Mas meu amor, você tem que comer sopa pra ficar forte e não ficar doente de novo. –Ana disse a ela.

–Eu sou como se for a tia Ana quem fizer. –Ela disse cruzando os braços e sentando na cama fazendo birra.

–Tá bom, eu faço, mas com uma condição, que você me dê um beijo e uma abraço bem apertado. –A birra de Fran não durou nem dois minutos e logo ela já estava alegre e sorridente novamente. –Agora você vai voltar para o seu sofá e ficar assistindo os seus desenhos enquanto eu vou lá pra cozinhar. –Eu apenas ouvi os passos lentos de Fran descendo a escada com a ajuda de Ana.

Sequei meu cabelo e logo depois fui até a sala dar os remédios da pequena, pois já estava na hora.

–Mãe, você não ficou brava que eu chamei a tia Ana de mãe hoje?

–Claro que não meu amor, eu sei que ela é sua segunda mãe.

–Então não tem problema eu chamar ela assim?

–Se ela deixar, você pode chamar ela de mãe.

Dei um beijo em sua testa e fui até a cozinha ajudar Ana.

O cheiro da cozinha era maravilhoso.

–Uau, parece que temos a próxima masterchef Brasil.

–Ata. –Ela me olhou fazendo graça.

–Essa sopa deve tá uma delícia, nossa acho que vou ter que ficar doente também pra você cozinhar pra mim.

–Ué, você nunca deixa eu cozinhar, mas se você ficar doente vai ser um prazer cozinhar pra você. Desejo que você não fique julgando meus pratos igual faz no programa.

–Ah, assim não tem graça, eu queria era te dar um tempo de prova e ficar fazendo regressiva depois igual você.

Ela logo riu, e eu me aproximei dela e a dei um beijo rápido. Era de longe a noite mais feliz da minha vida, como a mulher que eu amava e a partir de agora a nossa filha. 


Notas Finais


me falem manas o que acharam desse desfecho, se preparem, pois o próximo capítulo será impactante e juro que não irá demorar pra sair
quem gosto bate palma quem não gosto pau no cu


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