História Amorte - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Sehun, Tao
Tags +18peloyaoi, Angst, Love, Taohun
Exibições 25
Palavras 663
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então, olha só eu com uma micro-fic aqui outra vez...
Bom, acho justo dizer que essa é a história mais pessoas que já escrevi... Não que tudo seja timtim por timtim realidade, mas é sincero de minha parte dizer que temos aqui algo que está ainda totalmente embaralhado dentro de mim transformado em palavras.
Também aviso que a fanart da capa não é minha, eu a achei no Google, se souberem de quem é, por favor me digam que darei os créditos.
Espero que gostem <3

Capítulo 1 - Capítulo Único - Epitáfio


Fanfic / Fanfiction Amorte - Capítulo 1 - Capítulo Único - Epitáfio

- Muitas vezes a morte é uma simples metáfora para a perda de algo. Uma forma de dizermos que alguma coisa chegou ao seu final definitivo. - Minha voz saía como um fio incerto de dor e compreensão.

Minhas pernas colocadas sobre as suas, eu e você, deitados no sofá como o casal que sempre fomos. Seus olhos incisivos não se colocavam junto aos meus de forma alguma, já suas mãos me tocavam as coxas em um carinho consolador, que me fazia sentir aquecido, ao mesmo tempo que amedrontado.

Toquei seu rosto e sorri melancólico, encarando os fios delicados que lhe caíam sobre a face, enquanto via uma fina camada de lágrimas banhar suas orbes negras… Foi a primeira vez desde o dia em que nos conhecemos que te vi chorar.

- Mas o fim, é a mera metáfora de um novo começo. - Foi o que me disse com as mãos puxando-me para mais perto, enquanto lágrimas voltavam a descer, fazendo com que minhas mãos tremessem demasiadamente e meus olhos perdessem o foco. Sua crueldade era tão gentil, que me fazia querer ficar preso a teus braços eternamente.

- SeHunnie… Nós vamos morrer, ou apenas entrar em coma? - Perguntei em toda a minha inocência, tocando sua pele alva, enquanto tentava respirar corretamente. Me pergunto qual o tamanho de minha ingenuidade por ter em algum momento pensado que o amor bastaria para nós dois…

- Isso só o tempo vai dizer, não é? - Você me deu seu sorriso cheio de pena, sabendo que a primeira opção era a única em seu coração, mas tirando de si a responsabilidade sobre minha tristeza. Enquanto te encarava com profundidade, seus olhos fugiam de mim, suas mãos corriam meu corpo e nossas lágrimas desciam de forma mais do que silenciosa.

Não demorou para que nossos corpos se lembrassem de como éramos necessitados um do outro. Eu encarava seus lábios com tamanho desejo, que quando menos esperávamos nossos corpos nus se emaranhavam por baixo dos lençóis de algodão… aqueles que compramos juntos em uma viagem anos atrás.

Seu toque quente me confortava, ao mesmo tempo que fazia arder de dor meu coração completamente perdido em meio a sua decisão de me deixar sem qualquer esforço para que nosso amor tivesse algum futuro. E tão depressa quanto me entreguei a ti novamente, minhas lágrimas passaram a rolar em meio ao ato.

O que se passava em meu coração era tão absurdamente doloroso, incabível e desesperador que me fazia sentir como um animalzinho pequeno, cujo predador é, também, seu melhor amigo.

Seus olhos ficaram desesperados perante minhas lágrimas, parou de movimentar-se e limpou as gotas salgadas que molhavam minha face cheio de pena, me compensando por não querer-me mais em sua vida.

Saiu de cima de mim, sem nem ao menos se importar, vestiu as roupas e mandou que eu fizesse o mesmo, sem entender que o que mais precisava era seu corpo junto do meu, assim como sua completa ausência.

A dor mais forte era aquela estranha agonia, onde aquele que me fazia chorar, era também o remédio para minhas lágrimas.

Com um beijo doce me despedi de ti naquele dia, sentindo a chuva gelada do inverno me molhar as costas, enquanto o táxi parava de frente ao seu apartamento. Meus cabelos, agora tingidos de loiro, colados em minha testa e seus olhos focamos em minha figura disforme. Ouvi sua voz gritar de longe, com um tom entre a dor e o alívio:

- ZiTao, nunca se esqueça que a sombra depende da luz para existir, mas a luz por si só é a existência! - A chuva torrencial deixava a audição falha, mesmo assim entendi cada palavra.

Fico feliz que estivesse chovendo, pois assim minhas lágrimas se misturaríam às gotas e ninguém mais as poderia ver.

Adentrei o carro, no rádio uma música romântica tocava, deixei que o choro se fizesse presente e segui em direção a uma das mortes mais doces e delicadas que tive em minha vida.


Notas Finais


Deixem seu amor/ódio nos comentários <3 KJAHSDSHJD Obrigada por terem dado atenção a essa coisinha haha Amo vocês <3

Até mais <3


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