História Amour (Dés)Enchanté! - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charli, Charlotte, ChiNoMimi, Dajan, Dakota, Debrah, Dimitry, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Letícia, Li, Lynn, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya, Senhora Shermansky, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Nathaniel, Personagem Original
Exibições 5
Palavras 1.101
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


➸ 'Amour (Dés)Enchanté!' significa '(Des)Encantado Amor!'
➸ Qual autor/a não gosta de feedback?! Eu adoraria saber a opinião de vocês de como a estória está indo, se preciso melhorar, críticas construtivas, se estão gostando, etc.
➸ As postagens serão de quinze em quinze dias, porém talvez haverá algum momento em que eu possa atrasar.
➸ Eu tenho uma conta no Social Spirit (vocês podem encontrar o link no meu perfil) e por tal também estará acessível esta estória no site citado.
➸ Essa estória será APENAS disponível nos sites SocialSpirit e Nyah!Fanfiction, acaso vocês encontrem esta estória em algum outro site eu peço e agradeço que você me comuniquem e/ou denunciem. Plágio é crime e não sinto medo ou vergonha de processar tal indivíduo que cometer uma ação tão vexaminosa.
➸ Quero agradecer a Kunimitsu pela capa, eu realmente não sei fazer uma edição descente!

Espero que gostem e Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


Prólogo

Os céus eram de um belo tom de azul naquela manhã, as nuvens brancas e fofas. E o sol naquele dia parecia simplesmente mais brilhante que qualquer outro dia anterior. O calor típico do verão ainda estava fraco, contudo era esperado que esquentasse mais até o final daquele mês. Os moradores daquela cidade litorânea e turística estavam apinhando as ruas aos poucos, além dos visitantes que apareciam aos montes nos vários cafés e nos parques para um piquenique sob uma sombra fresca.

Todavia, enquanto muitos aproveitavam o inicio do verão com um sorriso no rosto e na companhia de amigos ou familiares; a jovem garota que andava calmamente na calçada lapidada mantinha um semblante melancólico. Os olhos caídos e a cabeça baixa deixando que seus fios compridos lhe fornecessem uma cortina ao redor do rosto fino e duma tez pálida quase que doentiamente. Ela era alheia aos acontecimentos ao seu redor, seus pés já sabiam automaticamente para onde seguia depois de tantas vezes que percorrera o mesmo caminho nas últimas semanas.

Era até mesmo triste se for para pensar em como uma garota tão jovem chegara até uma situação como aquela. Um ano atrás ela não pensava que voltaria para aquele tipo de lugar, mesmo que a pessoa fosse diferente ou que a cidade também não era a mesma; a dor que assolava seu peito era igual. Parecia-lhe, talvez, mais intenso do que experimentara há quase treze meses atrás. No entanto, ao contrário de antes, a adolescente presenciara de perto todo o acontecimento e nada pudera fazer para impedir. Se pudesse voltar no tempo com certeza faria as coisas de modo diferente. Se ela tivesse sido mais persistente, tido mais coragem para enfrentar todos os problemas que apareciam ao invés de ser tão dependente de outros... Talvez pudesse ter tomado decisões mais sábias, não ter magoado tanto aqueles que vieram a ser tão importantes para si.

Talvez ela pudesse ter sido capaz de salvá-lo de sua própria escuridão.

Mas era tarde demais para ficar tendo tais pensamentos, remoendo o passado como se assim pudesse mudar o presente. Sabia que era uma coisa inútil no momento, porém gostaria que seu coração também soubesse, compreendesse tal coisa ao invés de atormentar sua mente com a culpa e uma melancolia sem fim. Isso não fazia bem a sua saúde como comprovado por sua palidez anormal, os olhos fundos e com círculos escuros das noites mal dormidas devido à insônia ou algum pesadelo que a importunava às vezes. Tinha conhecimento que era algo que preocupava as pessoas ao seu redor – ela própria estava preocupada consigo –, mas não era como se desejasse por isso. Tentava, realmente tentava seguir em frente... Mesmo assim se via novamente em frente ao portão de ferro corroído com um caule de flor – um jacinto púrpuro – nas mãos delicadas.

Adentrou ao local com passos pequenos, deu um leve cumprimento ao senhor que estava por perto fazendo seu trabalho de vigiar e zelar os que permaneciam confinados para sempre abaixo da terra. Seguira pelo caminho de terra, passando por vários blocos de mármore ou cimento, alguns decorados e ornamentados, preservados ao longo dos anos; outros já encarvoados devido ao mal cuidado. Subiu até uma colina donde tinha uma vista de quase todo o terreno, para então seguir por um caminho de pedras por entre formosas árvores de folhas verdes vívidas. Seus passos abrandaram até estar em frente a uma coluna de pedras de mármores, uma pequena escultura de anjo enfeitava cada uma delas. A maioria parecia estar abandonada, todavia uma delas estava enfeitada dos mais diversos tipos de buquês, alguns já murchos e outros colocados recentemente. Era visível que a lápide era nova, pouco mais que um mês.

Abaixando-se lentamente depositara a flor no meio de tantas outras, era a primeira vez que ia ali e trazia algum agrado. Normalmente ela não ousava se aproximar, ficando alguns passos ao longe como se a sua mera presença poderia manchar ou ofender aquele que descansava eternamente. Mas naquele dia era diferente, apenas não compreendia o motivo de sentir a necessidade de se aproximar, ou mesmo o impulso de traçar as letras douradas gravadas na lápide como fazia naquele exato momento.

Seus olhos já não conseguiam derramar mais lágrimas, haviam se secado há muito tempo; a garganta doía ao tentar expurgar o caroço crescente. Engoliu em seco, o peito ardendo. Apenas não sucumbia por já estar em um estado que não poderia levá-la mais ainda ao chão. No entanto as pernas fraquejavam ao ponto de ter que ficar de joelhos na grama úmida e um pouco lamacenta – não se importava que estivesse sujando um vestido tão bonito. As mãos se entrelaçaram de encontro ao peito, o cabelo caindo na face devido ao vento que passava. Seus lábios rosados proferiam uma baixa oração, se servia para si ou para o falecido era difícil saber. Ao termino as pálpebras se abriram, nem havia notado que as fechara primeiramente, voltando o olhar para cima, ao céu límpido. O mesmo que céu que aquela pessoa que tanto gostava.

- Ei, je suis désolé... Não apareci antes, talvez eu estivesse com medo. – começou a dizer em um sussurro, quase como se fosse uma confissão proibida. – Sabe, muitas coisas aconteceram desde que você partira. Outras continuam a mesma. – um sorriso surgiu no canto de seus lábios, pequeno. – Você estava certo. O tempo todo certo, désolée por não ter percebido antes... Por não ter percebido tudo antes, inclusivo sobre você. – seu sorriso se tornara amargo, doloroso. – Queria poder voltar no tempo, ter feito outras coisas que pudessem tê-lo salvado, mesmo não sabendo se isso realmente era possível. Você era teimoso demais. – riu, um riso seco meio sufocado. – Mas eu gostava de você assim mesmo, era meu menino. Mon garçon têtu. Talvez eu tenha sempre esses arrependimentos comigo. – seus olhos se fecharam, um semblante mais sereno assumiu suas feições: - Merci. Você me ajudou em muitas coisas. Talvez seja por isso que tenho esse sentimento que não lhe ajudei o suficiente, afinal, você nem está mais aqui. Você não quis estar aqui. – seus olhos se abriram, o vento aumentou. – Eu entendo agora. Eu li sua carta. Irei fazer o que você me aconselhou, uma última vez. – sorriu, um sorriso que há algum tempo não aparecia em sua face. – Irei atrás dele, não deixarei escapar essa chance de felicidade. Eu só consigo graças a você, merci.

Ela levantou-se, sacudindo brevemente a poeira de sua roupa. Com um último olhar na lápide deu meia volta, sentindo o vento de alguma forma incompreensível lhe abraçar de uma forma familiar. J'espère que vous êtes en paix.


Notas Finais


* Jacinto púrpura - significa um pedido de desculpa, lamento.
* Je suis désolé - significa 'me desculpe' em francês.
* Désolée - significa 'desculpe' em francês.
* Mon garçon têtu - significa 'meu menino teimoso' em francês.
* Merci - significa 'obrigado/a' em francês.
* J'espère que vous êtes en paix - significa 'espero que você esteja em paz' em francês.

Hi dears! Como vão?
Espero que tenham gostado, é apenas uma prévia do que se espera mais adiante, mas tenho que dizer que esse prólogo se passa no futuro e apenas é pra dar um gostinho da estória ^^ Adoraria ver suas opiniões em como está achando da estória, precisa melhorar em algo, etc; é a minha primeira fanfic e espero que eu consiga ir até o fim!
Em fim, acho que não tenho muito a dizer no momento, então vejo vocês ou nos comentários ou em quinze dias!

Kissus, Cadis Etrama Di Raizel


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