História An Alien's I Love You (TaeKook) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Hatsune Miku, Jungkook, Suícidio, Taehyung, Taekook, Vkook
Exibições 104
Palavras 2.660
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi oi oi
Só sei que nada sei
Bom, mesmo com 300 milhões (exagerada pouco) de projetos de outras fics e escrevendo 2 livros, decidi que...
IA TACAR O FOD*-SE
e postar essa coisa linda que eu me orgulhei de escrever.
pode ter ficado uma merda? pode, mas fazer o que né?
Eu estava lá ouvindo musiconas ai eu ouço a música "An Alien's I Love You" da Hatsune e POW
tenho ideia de escrever essa fic
Eu realmente amei escreve-la, espero que vocês gostem
Ah e, tudo que estiver entre aspas e em negrito são letras da música ok?
Boa leitura e até lá em baixo~

Capítulo 1 - Capítulo Único - I really love you...


Tudo estava pronto. Ele estava decidido. Kim Taehyung iria tirar sua própria vida.

Não conseguia aguentar mais a angústia que sentia, ele era um alienígena e não devia estar ali, na Terra. A cadeira já estava posicionada no meio de sua minúscula sala e a corda balançava com a pequena brisa que entrava pela janela.

Ele estava deitado em sua cama que havia trazido do quarto para a sala, tendo seus últimos pensamentos antes de acabar com tudo. Queria pensar em sua vida por um tempo. Rapidamente, aquela pessoa dominou seus pensamentos. Ah! Como Taehyung sentia saudade dele. As memórias foram voltando novamente e se lembrou de cada detalhe de sua pequena vida com o garoto. Taehyung tem apenas 20 anos, mas já chegou a sofrer muito na vida.

Uma enorme necessidade de contar sua história completa em voz alta percorreu seu corpo. Era bobo, mas sentia que era necessário. Pensou um pouco e decidiu que o faria. Sentia a necessidade de relembrar toda sua história antes de acabar com a mesma por completo.

-Bom... -Respirou fundo, observando uma colina pela janela de sua pequena casa. Um dia, a algum tempo, existia uma árvore ali e, lembrando dela, voltou a falar. -Acho que devo começar bem pelo começo certo? -Riu, sem graça, estava se achando a pessoa mais boba do mundo. Ou o alienígena mais bobo do mundo. -Sem enrolação.

Respirou fundo.

-Lembro-me das histórias que me contavam quando eu era criança, as histórias de como minha família era e bem...

 

~~~*~~~

 

... eram todos felizes. Morávamos na mesma casa que estou vivendo atualmente, uma casa muito pequena para a quantidade de gente que morava na mesma. Eram apenas três cômodos, sendo uma sala minúscula onde meu avô dormia no sofá, um quarto onde dormiam eu e minha avó em uma cama de casal apertada e meu pais em um colchão no chão. Haviam também alguns pequenos armários com roupas e poucos pertences. Éramos muito pobres.

O terceiro cômodo era o banheiro, que tinha um chuveiro improvisado. Um fogão velho e uma pequena geladeira, que ficavam no fundo da sala, simbolizavam nossa cozinha.

Meus pais eram irmãos, sim, sou resultado de um amor entre irmãos, um ato de incesto. Por sorte, nasci "perfeito", sem nenhuma deficiência ou coisa do tipo.

 

"Desde que eu nasci

Eu tive 3 olhos, 4 braços e meu corpo era verde"

 

O dia de meu nascimento foi o dia de alegria de todos e foi o começo de meu sofrimento. Não só meu, mas também o início das desgraças em minha família.

Éramos coreanos, mas vivíamos em uma pequena vila japonesa. Minha família fez questão de guardar muito dinheiro para voltar à Coreia apenas para que eu nascesse e acabamos retornando logo depois que minha mãe pôde sair do hospital. E, por morarmos em uma vila muito pequena (pouco mais de 100 habitantes), todos sabiam da desgraça que era minha família.

Meus pais praticavam incesto, minha avó era tachada de bruxa e meu avô era o bêbado da vila. E, como eu fico nessa história toda? Bom, sou um alienígena nascido do fruto de um ato de incesto causado por uma bruxaria. Pois é, o povo inventa muito bem as coisas. E para ajudar, nunca acreditamos em uma religião, éramos ateus. E, você já sabe o que acontecia.

Quando entrei na creche, aquele foi o pior dia da minha vida. Ninguém falou comigo e eu me sentia um monstro ali, cheio de braços e olhos, como se fosse uma aberração. Eles me olhavam com cara de espanto, de nojo ou de deboche.

 

"Eu era saudável e crescia rapidamente.

Em uma casa pobre, porém calorosa."

 

Apesar de tudo, com apenas três anos eu já entendia o porquê de ninguém gostar de mim e também o que minha família era para todos da vila. No décimo dia de aula eu já estava acostumado com tudo, até mesmo a professora tinha nojo de mim. Mas, apesar de tudo, eu era um de seus alunos mais inteligentes, se não o mais, tinha sempre ideias diferentes e não tinha medo de falar sobre elas na frente de todos.

Muito diziam que eu era até mais evoluído que as crianças normais, como um alienígena.

Em casa, sempre ouvia a conversa de meus pais e avós, sempre perguntando sobre as coisas que não conhecia e eles eram super abertos comigo. Eu era uma criança prodígio. Com quatro anos já sabia contar até 30, ler algumas letras e poucas palavras completas. Estava aprendendo a escrever.

Minha família podia ser a mais pobre e odiada que fosse, mas uma coisa eles não eram, não eram ignorantes. Nunca foram. Meus pais até se sentiam culpados por terem se apaixonado, mas, como eles mesmos diziam, ninguém pode controlar seu coração, o amos pode ser complicado e pode aparecer do nada.

Todos tentavam me dar do bom e do melhor e quase nunca conseguiam. Mal tínhamos dinheiro para comer e ainda tínhamos o problema de meu avô, que sempre furtava um dinheiro de nossa caixa de "poupança" para se embebedar na taberna da vila. Mesmo assim, ainda encontrávamos a felicidade em nossos dias.

 

"Conheci meu primeiro amigo.

Na bela árvore de cerejeira, na creche."

 

Lembro-me do dia que você chegou à escola. Tínhamos 5 anos e nossa, você ficou tão popular! Até mesmo as crianças mais velhas te adoravam, você era muito fofo e engraçado. Eu ouvia todos falarem do quanto você era rico e legal.

Você foi a única pessoa que eu realmente tive vontade de conversar e conhecer.

Falo "você" na esperança que você, meu amado, esteja ouvindo minha história, se é que você ainda está vivo não é? Sinto como se estivesse contando a você. Acho que é efeito da saudade sabe? Ai ai, as lágrimas já ameaçam a cair.

Todos brincavam com você e, eu, apenas observava, achando graça no seu jeito animado e desengonçado. Eu conseguia ouvir eles falando mal de mim para você. E você o que fazia? Apenas pedia para eles pararem de me incomodar.

Sem eu perceber, você me observava. Depois de quatro meses, eu ainda estava sozinho, estava plantando uma árvore em uma colina que ficava entre minha casa e a creche (eram perto uma da outra). Você se aproximou de mim  e começou a querer conversar. No começo, eu fui tímido e não queria te responder,  mas depois de alguns poucos minutos eu me rendi, você era realmente muito legal!

"Qual seu nome?" -Você me perguntou, se sentando um pouco a frente do monte de terra onde eu havia plantado minha árvore.

"Kim Taehyung." -Respondi me sentando ao seu lado. "E o seu?"

"Jeon Jungkook." -Você riu. "Meu nome parece um biscoito."

Eu te encarei sem entender. "O que é biscoito?" -Perguntei por fim.

"São uma espécie de... não sei explicar. Nunca comeu um?" -Fiz que não com a cabeça. "Você tem que provar! Vou trazer alguns para você amanhã ok?"

Sorri pela sua generosidade e, em troca, ganhei o sorriso de um coelhinho, que estava sem um dos dentes da frente. E no dia seguinte, lá estava você, com uma sacola cheia de biscoitos.

Com o tempo nossa amizade foi crescendo cada vez mais. E eu estava feliz por ter um amigo com quem contar, você sempre cuidava de mim e eu sempre tentava cuidar de você. Até hoje, não entendo o porquê você veio falar comigo, o porquê de você ter virado meu amigo depois de tudo o que eles haviam lhe falado. Lembro-me de te perguntar isso e receber um sorriso como resposta, sem entender, apenas aceitei sorrindo de volta.

A árvore que eu havia plantado, cresceu, e logo descobrimos que era uma cerejeira. Na época, todos ficaram espantados, pois a planta havia crescido rápido demais. Talvez por conta de nossos cuidados com ela, a regávamos com pouca água todos os dias e jogávamos cascas de frutas como adubo em sua terra. 

Era nossa árvore especial, a chamávamos de "Nossa Cerejeira" ou "Nossa Sakura".

 

"Mas eu vi sua mãe

Me olhar com nojo."

 

Com o tempo, as crianças pararam de ter medo de mim e zombavam de mim todos os dias. Você sempre esteve lá para me defender. Sua mãe ficou enfurecida por você andar comigo, já tínhamos dez anos, as outras crianças haviam contado para suas mães que você andava comigo e, logo elas contaram para sua mãe.

E então, você foi afastado de mim pela primeira vez, com a desculpa de que vocês iriam viajar novamente para a Coreia para visitar sua família, já que você também era coreano. Nessa época, meus pais começaram a serem caçados pelo povo da vila e 3 meses depois, foram queimados vivos, alegavam que eles eram demônios. Eles eram orgulhosos demais para lutar contra todos.

Eu fiquei arrasado na época, estava sem você e sem meu pais, minha avó estava entrando em depressão de tanta tristeza por perder os 2 filhos e meu avô se enterrava cada vez mais nas bebidas.

 

"Apesar de eu ter ficado mais velho,

E de minha aparência ter mudado um pouco..."

 

Eu já tinha doze anos, sim, você demorou 2 anos para voltar, dois longos anos, e sim, eu continuei cuidando da Nossa Sakura apenas esperando o seu retorno. Eu sabia que um dia você iria voltar. Sem você, meus dias ficavam mais entediantes e as outras  crianças caçoavam de mim todos os dias, todas as horas que podiam.

"Sem mãe", "Sem família", "Alienígena", eram algumas das coisas de que me chamavam. Minha avó chegou a se matar 2 meses antes de sua volta, se jogou de um penhasco, a depressão havia a consumido.

Era um dia normal, eu estava indo regar Nossa Sakura, até que eu vi alguém a regando. Era você claro. Não tardei a correr em sua direção e te abraçar bem forte. A saudade era imensa. Eu chorei bastante em seu ombro e você apenas sorria com seus dentes de coelinho, me confortando.

Depois de algum tempo contando tudo que havia acontecido em sua ausência, você me consolou novamente pedindo mil e duas desculpas por ter me abandonado.

 

 

"Sem mudar, sem me erradicar,

Você sempre esteve construindo memórias comigo."

 

Os meses foram passando, estávamos muito próximos novamente. Você também começou a ser excluído pelas outras crianças, mas você não ligava, dizia que precisava apenas de mim. Você nunca me deixava sozinho, sempre estava comigo e, mesmo sua mãe tentando te afastar de mim, você a confrontava.

E depois de tudo, você apenas dizia: "É tudo por você TaeTae, é sempre tudo por você."

 

"Eu te amo, eu te amo,

Eu te amo, eu te amo.

 

Foi nessa época que percebi que estava te amando profundamente, mas, como sempre, a insegurança dominava meus sentidos.

Eu fui fraco e não me confessei. Apenas te amava secretamente.

 

"Eu nunca tive um sentimento como esse antes.

O começo da primavera, quando os frutos vermelhos brotam."

 

Você foi meu primeiro. O primeiro que eu amei em toda minha vida e também o único. É mentira se eu disser que esses sentimentos não existem mais. Na realidade, eles ainda estão tão fortes como naquela época, eu ainda te amo muito.

Eu queria cada vez mais estar perto de você, ouvir sua voz, sentir seu cheiro e te fazer sorrir. Ah! Seu sorriso era uma das coisas que eu mais amava. Daria tudo para vê-lo novamente.

Era primavera e, bem, não era apenas Nossa Sakura que estava florescendo. Algo em mim também crescia.

 

"Mas eu não posso me aproximar de você nunca mais.

Porque não sou qualificado."

 

Ao mesmo tempo que eu sentia uma felicidade enorme por estar com você, eu me sentia triste por não poder falar o que sentia a você. Eu tinha medo e era fraco.

Certo dia sua mãe me levou para um canto depois da escola, sem você ver, e me falou muitas coisas horríveis, me ameaçando, mandou eu sair de perto de você, ou ela faria coisas que depois com certeza, iria se arrepender. Fiquei com medo e assim o fiz. Te ignorava todos os dias e fingia que você não existia, te evitando sempre que podia. Foram dias muito difíceis para mim, eu me sentia culpado e chorava todas as noites, foram realmente dias sofridos.

Eu não era qualificado para te amar, eu não era digno. Eu não merecia amar ninguém e nem ser amado por ninguém.

Um dia, você me perguntou o porquê de eu estar te ignorando e, assustado, eu gritei com você. Espero que você tenha entendido minhas palavras jogadas no meio das frases. "Sua mãe", eu tentei dizer enquanto falava para você ficar longe. Mas você apenas foi embora, arrasado.

 

"Aqueles momentos em que as crianças corriam ao meu redor.

Com o tempo tornaram-se distantes, você também se foi."

 

Era fato que as crianças, agora adolescentes, só brincavam e ficavam mais ou menos perto de nós por causa de você. Mesmo por andar comigo, você ainda tinha sua popularidade com os outros adolescentes.  E assim que você se foi, elas também se foram e eu voltei novamente para a minha "época das trevas", ficando sozinho com apenas Nossa Sakura e as lembranças dos momentos com você, como acompanhantes.

 

Muito, muito tempo se passou. Foram quase 4 anos. Eu tinha 17 anos quando aquilo aconteceu. Você se lembra certo?

O dia em que eu fui estuprado.

Eles eram nojentos, cheiravam a bebida forte, eram 5 homens. Ele diziam coisas nojentas e perguntavam qual era o meu sexo, se eu era mesmo humano. E então começaram a tirar a minha roupa em um beco e... tudo aconteceu.

Mas, quando eles estavam quase me matando, você surgiu. Sim, você apareceu depois de quase 3 anos sem me ver. Até hoje eu me pergunto como você me achou, você estava tão bonito, com feições de um homem feito. Você bateu em todos eles e logo a polícia chegou, os prendendo. Você cuidou de mim naquela dia e foi o dia em que fui seu pela primeira e única vez.

Dormimos juntos, eu posso me lembrar até agora da sensação de te ter dentro de mim, de seu beijo e seus toques. Sinto tanta falta disso.

"Todas as pessoas têm o direito de amar e serem amadas por alguém desde seu nascimento." -Você me dizia enquanto estávamos deitados. Essas palavras ecoam em minha mente até hoje. Mas então, você sumiu novamente na semana seguinte.

Estou nesse momento sozinho em minha casa, quantas primaveras já passaram? Não me lembro da última vez que sai daqui desde a morte de meu avô e de nossa cerejeira.

 

~~~*~~~

 

-Onde você está agora? -As lágrimas caiam pelo rosto de Taehyung. -Você está pensando em mim? Se lembra de mim? -A dor corroía seu coração.

Andou até a cadeira, era a hora. Havia espalhado gasolina por toda a casa, iria queima-la. Subiu na cadeira e jogou o fósforo no chão, próximo da trilha de gasolina, e logo passou a corda pelo pescoço, olhando novamente para a colina pela janela que estava a sua frente.

-Adeus e obrigado. Eu estou feliz por ter te conhecido. Eu posso não ser qualificado. - O fogo atingiu a gasolina. -Mas ainda assim... -Pulou para fora da cadeira, e tudo ficou em câmera lenta. -Eu te amo Jeon Jungkook.

Sentiu por fim a corda apertando-lhe o pescoço. Sentia sua vida sendo retirada aos poucos de seu corpo e só conseguia pensar em Jungkook, realmente o amava muito.

Tudo já estava em chamas e sua visão estava ficando turva, ele estava quase alcançando seu objetivo quando de repente, o viu novamente. A porta foi aberta de forma bruta e um Jungkook entrou olhando para Taehyung.

-TaeTae! -Gritou, e isso foi a última coisa que Kim Taehyung ouviu.

Estava feliz, mesmo que aquilo poderia ser apenas uma alucinação de sua cabeça, havia o visto em seus últimos momentos.

"Jeon Jungkook, eu realmente te amo e nunca deixarei de te amar, não importa pra onde eu irei, eu sempre pensarei em você."


Notas Finais


Desculpa acabar assim, gosto de torturar vocês :3
Caso queiram ouvir a música que me inspirou: https://www.youtube.com/watch?v=TExF5hxHbxE
São fucking 3 horas da manhã e eu estou escrevendo essa oneshot desde as 00:20 meudeus

Espero que tenham gostado e até outras fanfics~~
*ou talvez um extra dessa fanfic, caso vocês queiram*


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