História An Angel Among Us - A Cidade dos Anjos (Livro Dois) - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags An Angel Among Us, Anjos, Cupidos, Guerra, Magia, Mistério, Nephillim, Rivalidades, Saga, Sobrenatural
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Palavras 1.594
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - A verdade pode machucar às Vezes...


 

Assim que “garota-pavão” foi embora eu continuei sentado no mesmo lugar, não me importando se alguém entrasse e me visse chorando, tentando assimilar tudo que ela disse.

Por um lado, eu não queria acreditar em suas palavras, afinal, eu mal a conheço! Como poderia acreditar em suas palavras? Mas tinha um certo porém, a misteriosa garota-pavão disse coisas que só eu, e consequentemente Enid, sabia. E, se parando bem para pensar, muitas das coisas que disse faziam o total sentido, o que me deixava ainda mais confuso.

Queria muito tirar satisfações da própria Enid? Queria.

Eu deveria tirar satisfações nesse momento, mesmo com os sentimentos a flor da pele?

Eu não sei…
 

O sinal do intervalo tocou, mas eu continuei onde estava, com os cotovelos apoiados nos dois joelhos e tampando meu rosto. Tentando inutilmente parar com aquela bendita choradeira. Só sai daquele estado quando ouço um barulho de livros caindo em um dos corredores, vindo em seguida de um leve gemido e acabei me lembrando das palavras da garota-pavão.

“Sei que vai querer tirar satisfações, então pegue esse presentinho meu...”

“Vá para o baú no fim da sala”

Olhei para o objeto dourado no chão e, mesmo contra minha vontade acabei o pegando relutante e o examino por alguns minutos antes de ouvir novamente o som de algo cair. Podia ouvir a voz doce da garota-pavão em meu ouvido dizendo a mesma frase “Vá para o baú”, e, como se estivesse esquecido por alguns instantes da minha tristeza acabei me levantando, segurando fortemente o objeto dourado e indo até onde ela havia me instruído.

“Tirar satisfações… Tirar satisfações….”

Talvez eu estivesse tendo outra crise e comecei a enlouquecer, ou era meus sentimentos respondendo por mim, mas uma parte minha estava começando a querer tirar satisfações.

Quando voltei a me dar conta, lá estava eu, olhando para o baú há alguns passos distante de onde estava, mas especificamente, olhava para o que tinha dentro do baú aberto.

- Mmff… minha cabeça dói.... - murmura a garota dentro do baú, afagando seus próprios cabelos e a vejo olhar para os lados - O… onde estou? Parker? - ela acaba se voltando para mim, e a vejo abrir um grande sorriso.

Sempre que via a garota sorrir, sempre sentia meu rosto esquentar. Nunca entendi o motivo, mas ela sempre dava um jeito de me deixar sem-graça com seu sorriso, mas não dessa vez. Não senti nada ao olhar para aquele sorriso, apenas…. Indiferença.

- A… ainda bem que nos encontramos Parker! Ou foi você me encontrou? - disse Enid enquanto tentava sair de dentro do baú - Bem, deixa isso pra lá pois eu tenho uma coisa muito importante para falar com você.

Após alguns minutos, finalmente ela consegue sair.

- Eu também tenho algo para conversar com você - digo num tom extremamente frio, segurando com mais força o objeto dourado - E você IRÁ me responder algumas perguntas.

- Tá, eu já sei que é sobre meu sumiço e tenho uma grande explicação para isso - disse a garota. Assim que ela voltar a me encarar, a vejo semicerrar os olhos - Parker… você está… diferente. O… o que aconteceu?

Não a respondo.

Ela tombou sua cabeça para esquerda, parecendo me avaliar por alguns minutos. Assim que abaixa um pouco o olhar, ela nota o quem eu carregava em minhas mãos. De repente seus olhos acabam ficando completamente negros.

- Loriel…. - disse ela num sussurro, recuando um pouco. Assim que seus olhos voltam ao seu ‘normal’, a vejo abraçar sua barriga, fazendo uma careta de dor - Parker… onde conseguiu isso?

Continuo sem a responder.

- Parker…. - disse ela, um pouco mais baixo - Onde conseguiu isso?

- O que fez a minha mãe? - finalmente quebro o silêncio, ainda mantendo o tom frio presente na voz. A vejo arregalar os olhos, surpresa - Me conte a verdade.

Dessa vez é ela que não responde.

Acabo dando um passo a frente, apontando o objeto pontiagudo em sua direção.

- Me diga a verdade. AGORA!

- Onde está o livro Parker? O Angeli Sigillum Praesidium? - questiona Enid, ainda num tom baixo.

- Não me interesso com a porcaria do livro! - retruco, dando mais um passo em sua direção - Quero que ele se exploda.

Novamente seus olhos voltam a ficar negros.

- Não me diga que fez o que estou pensando, Parker? - pergunta a garota, num tom um pouco mais autoritário. Eu fico em silêncio e ela já acaba obtendo a sua resposta - Droga Parker! Você acabou condenando a cidade inteira!

- Não me importo com a cidade. Agora responda a minha pergunta - digo tentando não me deixar levar por sentimento, mas estava impossível - É verdade que você conhecia a minha mãe? Que foi responsável pelo o que aconteceu a ela?

- Não posso responder.

Finalmente aproximo dela, pressionando o objeto pontudo contra seu rosto. A vejo fazer uma careta de dor por causa do metal estar encostado em seu rosto, porém parece se manter relutante.

- Por favor Parker… não me faça responder - diz chorosa.

- Apenas me responda, sim ou não.

-... Sim.

Aquilo foi tudo que conseguir suportar no momento. A bendita confirmação. A garota-pavão estava certa.

“Ela é uma abutre! Eles são capazes de tudo isso e ainda mais!”

- Por que?

- Era… meu trabalho - responde a garota, começando a chorar - Mas antes disso eu prometi que cuidaria de você até o último suspiro meu. Eu… devia isso a ela. Me desculpe?

Eu abaixo um pouco o objeto, levemente aturdido por suas palavras. Eu queria muito acreditar em suas palavras, queria muito, mas não conseguir. Só de pensar em como minha vida poderia ter sido diferente se Enid não tivesse tirado minha mãe de mim, sentia algo dentro de mim pesar.

- Sei que é meio difícil, e quero MUITO explicar tudo isso, mas temos algo a temer no momento Parker - fala Enid calmamente - Não vou culpá-lo por ter feito o que fez, notasse que deram um jeito de te fazer entregar o livro apelando para seu… ponto fraco…

Não prestei atenção em mais nenhuma palavra que ela dizia, ficando preso em meus próprios pensamentos.

"Ela não se importa com mais nada além dela mesma garoto, por isso ela matou a parte humana da sua mãe..."

Enquanto a garota continuava falando, olhei para o objeto em minhas mãos. Aquele brilho dourado era tudo que conseguia enxergar no momento, além da doce voz da garota-pavão e do que disse para mim antes de ir.

"Sei que vai querer tirar satisfações da abutre, então um presentinho meu....Ela é especial, sabe? É só entrar em contato com a abutre que isso vai machucar muito, talvez até mais do que ela te machucou escondendo esses segredos"

-... E é por isso que devemos recuperar o livro. Miguel não irá só focar sua ira nessa cidade, mas em qualquer uma quem abrigue pessoas como eu, fugitivos  -  ouço a platinada falar por fim e volto a encará-la, inexpressivo - Você entende Parker?

- Enid…

- Sim, Parker?

Aos poucos volto a levantar o objeto pontiagudo.

- Você já cumpriu sua promessa…. pois esse será seu último suspiro! - ao dizer isso eu tento avançar contra a garota, que tenta me impedir segurando meus pulsos - Eu vou te machucar!

- Pare com isso Parker! Você não está bem - fala Enid, tentando impedir que eu tentasse avançar e tenta me empurrar - Pare….

- Você vai me pagar!! - vocifero.

Depois de muito tentar, finalmente consegui derrubá-la, e mesmo se defendendo, consigo atingi-la algumas vezes.

- Você matou minha mãe…Afastou meu pai de mim... fez minha vida virar essa porcaria que é hoje…. merece morrer! - digo, com muita raiva, enquanto ela tentava se afastar.

- Pare… não…. me obrigue a machucá-lo Parker - dizia a garota tentando se soltar - Estou… fraca

Estava completamente cego de ódio, não ouvia mais nada a minha, somente minha respiração pesada e a voz em minha cabeça, que dizia  insistentemente “Tire satisfações...

- Não… por favor… pare.
 

Não sei explicar o que houve em seguida. Parecia que Enid estava ficando cada vez mais fraca quando tentava se defender de mim, e eu estava bem próximo de dar o golpe de misericórdia quando a vejo desenfaixar uma das mãos.

- Vamos… conversar Parker…. - diz ela, com sua voz manhosa e balanço a cabeça negativamente.

- Não falo com abutre - responde friamente pronto para dar o golpe final, mas segura minha mão a tempo, com a parte desenfaixada.

Parecia que eu estava levando um voltagem muito alta de eletricidade pelo meu corpo. Tudo estava girando a minha volta, não conseguia mais raciocinar.

- Não, não, não….  para! Para com isso! - podia ouvir a voz da Enid cada vez mais distante, e acabei sendo tomando por um cansaço inexplicável, até que pontos negros começaram a dançar na minha frente antes de ver tudo escuro.
 

||POVS Enid:

-  Parker! Parker, por favor me responda! - digo desesperada me aproximando lentamente do garoto desacordado, e, com bastante cuidado toco em seu rosto - N-não queria fazer isso! Eu juro! Por favor, me responda!

Não queria me alimentar da vitalidade dele, era apenas para atordoá-lo o suficiente para que eu conseguisse sumir, mas, como sempre, eu sempre fazia uma enorme burrada.

- Parker… por favor…. acorde… - digo baixinho tentando inutilmente acordar o garoto - Eu perdoo você… Eu perdoo... Por favor… Acorde.

“Eu…. eu o matei...” ||

 


Notas Finais


Antes que me ataquem pedras, deixe eu avisar que.... Essa não será a última surpresa que terão! MUAHAHA *foge da retaliação*

Xoxo~~


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