História An Angel in my wings - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Fantasia, Ficção, Homossexual, Jikook, Mistério, Yaoi
Exibições 8
Palavras 2.039
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fantasia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Achei esse capítulo meio meloso, mas não poderia ser evitado, então... Divirtam-se!!!

Capítulo 24 - [Extra] Pt 5 - Dúvidas e sentimentos.


Fanfic / Fanfiction An Angel in my wings - Capítulo 24 - [Extra] Pt 5 - Dúvidas e sentimentos.

[EXTRA] Parte : 5 – Dúvidas e sentimentos.

Voltemos ao dia em que Namjoon e Kim Seokjin se encontraram no apartamento de Min Yoongi.

~Namjoon~

Quando eu acordei, ainda era madrugada, e a luz da lua entrava pela janela do pequeno quarto, através de uma  fresta no encontro das persianas. Jin dormia ao meu lado, todo enrolado em um lençol branco.

Levantei-me ,e vestindo minha cueca, que estava jogada em cima de uma poltrona próxima, fui até a janela e observei a parte da cidade na qual nos encontrávamos. A periferia de Seul era um lugar timidamente movimentado quando às três da madrugada.

Um homem, vestindo um sobretudo preto, gorro e máscara também pretos, falava com uma garota, na rua do apartamento no qual estávamos. Eles estavam parados ao lado de um carro estacionado, e a mulher, com roupas curtas e escandalosas, se permitia ser tocada em vários lugares pelo homem, que assim como ela, se divertia com a situação.

“Não que sou diferente desse homem e dessa mulher se tocando livremente no meio da rua..." pensei “ Por impulso fiz algo com Jin do qual ele pode se arrepender completamente, além de ter sua vida como Arcanjo destruída.... Oque eu penso estar fazendo?! Já não basta oque aconteceu com Eunbi?!”

Saí de perto da janela, e fui direto para o banheiro, onde havia um espelho, pequeno o suficiente para escovar os dentes, dependurado em cima da pia. Olhei para meu reflexo, algo que apenas eu e outros seres celestiais poderiam fazer, e tive ódio de mim mesmo, ao ponto que dei um murro no vidro, e nem mesmo senti a ferida se formou em minha mão.

Jin ,assustado, apareceu na porta do banheiro, e ainda com os cabelos despenteados e a roupa íntima por colocar, olhou para minha mão e então para mim, sem entender nada.

- Mas...Mas... Oque foi que aconteceu, Namjoon? – ele gaguejou um tanto aflito, eu não era o tipo de pessoa que perdia a cabeça facilmente – Por que sua mão está assim?

Jin pegou uma toalha de rosto que estava colocada na maçaneta da porta, e levando-a até mim, enrolou a mesma em torno de minha mão, tirando-me gentilmente do banheiro e pedindo para que eu me sentasse em uma cadeira da cozinha.

- Não saia daí! – ele falou, após me ver sentado – Faça pressão com a toalha sobre seu ferimento, que eu irei até o quarto procurar por curativos! Fique aí!

Em um rompante, Jin foi à procura de uma caixa de primeiros socorros, que eu duvidava existir ali, já que Min Yoongi alugava aquele lugar, e não fazia o tipo que se importava com a saúde.

Porém, para minha surpresa e evidente curiosidade, Jin encontrou uma pequenina caixa com curativos, da onde ele tirou o suficiente para desinfetar e cobrir o ferimento.

- Pronto! – falou ele assim que terminou de cuidar de mim, e fechou a maleta. – Irei agora recolher os cacos de vidro que estão no banheiro. Do jeito que você é desastrado, é bem provável que resolva andar por lá e machuque os pés também. – ele sorriu ao dizer isso, entretanto, quando Jin já se levantava, eu agarrei seu pulso, e disse:

- Espere. – ele me olhou assustado pelo toque repentino. Eu apertei sutilmente seu braço – Não vá, preciso falar com você, Jin.

Sorrindo, Jin tirou minha mão de seu braço, e se levantou completamente ao dizer:

- O que é isso, Namjoon. – ele ainda sorria, mas era algo forçado, como se tentasse transparecer uma calma que não estava ali no momento – Eu apenas irei limpar o banheiro, assim que terminar eu venho até aqui e ...

- Não! – falei decidido, agarrando seu braço novamente, e me levantando ao fazer isso. – Não posso permitir que fique sozinho agora, quando eu tenho tantas dúvidas à discutir com você, Jin! – ele arregalou os olhos ao me ouvir falar – Sei que irá chorar baixinho assim que eu o deixar só naquele banheiro.

Jin desviou o olhar, e permitiu que eu o levasse até a cama, onde eu o fiz se sentar. Como o apartamento compunha apenas um cômodo grande, com quarto, cozinha e banheiro todos interligados, apenas peguei as roupas que estavam no chão e joguei-as em cima do balcão da cozinha, podendo arrastar assim a poltrona que ficava próxima à cama, até a frente de Jin, para que então pudéssemos conversar olhando um no rosto do outro.

- Eu não acho que o que fizemos foi errado, Namjoon. – falou Jin, assim que eu me sentei em sua frente – Sei que somos celestiais e uma atitude como essa não é permitida à nos, mas...eu não consigo ver isso como um erro, porque realmente não foi!

- Você não têm dúvidas sobre isso, Jin? – olhei em seus olhos, e pude ver a determinação que deles surgia, exatamente como se ele dependesse disso, ou melhor, nós dependêssemos. – Eu também não me arrependo, mas tenho medo do que as consequências podem lhe causar!

- Não tenho dúvidas quanto a sua preocupação sobre mim, Namjoon. - começou ele, segurando gentilmente minhas mãos. – Mas você não acha que isso é apenas uma desculpa que você criou para assim omitir seus verdadeiros sentimentos? Não estaria você com medo das consequências de nossos atos?

Eu me calei perante a fala de Jin. Será que quem estava com medo ali, era eu? Quem não fazia ideia do que estava fazendo, também era eu?

Um ou dois minutos se passaram até que Jin voltou a falar:

- Se martirizar e auto machucar – ele apontou para meu ferimento – não irá resolver nada! Pode ser algo ruim em um primeiro momento, mas nós temos noção, mais do que ninguém, que todos os atos tem consequências. Não se preocupe tanto, Namjoon. Eu estarei aqui.

Ao dizer isso, Jin acariciou minha bochecha esquerda, com tanto carinho que fez meu coração doer. Coloquei minha mão sadia atrás de sua nuca, e puxei-o para um beijo doce e necessitado, que ele retribuiu do mesmo jeito.

- Você está certo, Jin. – falei, assim que nos afastamos – Não devo temer por algo sobre o qual não vejo erro algum. Se iremos ser castigados ou não, será apenas uma consequência que devemos arcar.

Jin sorriu ao ouvir minhas palavras, e no momento em que eu me aproximava mais dele, para roubar outro beijo apaixonado, ele parou e disse:

- A propósito, Namjoon. – ele colocou uma de suas mãos em meu peito – Que lugar é esse? Não me diga que é...

- O apartamento do Yoongi? – completei com um sorriso amarelo.

Ao ouvir isso, Jin se levantou rapidamente da cama, me empurrando fortemente contra o encosto da poltrona. Ele levava suas roupas de cima do balcão da cozinha, e se vestia com raiva, pronto para ir embora dali.

- Ah Jin! – ri, vendo-o se vestir – Pare de criancices, e volte aqui! Já fizemos oque tínhamos que fazer mesmo, não há como reverter o passado!

- Eu reverteria, caso fosse possível, - ele vestia a camisa rapidamente – pois preferiria fazer isso até no meio do mato, mas não aqui, no apartamento de Min Yoongi!

- Até no meio do mato? – sorri, ao pensar sobre isso – Se você estiver disposto à tentar...

- Kim Namjoon! – ele gritou – Pare de ser tão luxurioso, e vista-se logo! Quero ir embora desse lugar o mais rápido possível!

Tentei convencer Jin à ficar, mas nada deu certo. Então simplesmente vesti minhas roupas, e fomos embora daquele lugar onde dois anjos entraram em pecado mortal.

~Yoongi~

Eu deixei os dois lá, e por mais incrível que pareça, eu sabia o rumo que aquela discussão iria tomar, e principalmente, que meu apartamento estaria envolvido naquilo.

Kim Namjoon e Seokjin tinham muito oque conversar, e eu sabia que estava atrapalhando, por isso decidi voltar para a casa de Jungkook, ou melhor, o lugar onde ele morava. Yang mi tinha voltado para lá quando cheguei, e Jimin ainda dormia profundamente. Ignorando a impaciência de Jungkook relativa aquele garoto, e apenas suportando Yang mi naquele lugar, eu me sentei no sofá e comecei a folhear um jornal. Ninguém ali parecia estar muito interessado em mim.

Por fim, após oque me pareceram dias, o garoto Jimin acordou, e nem mesmo por um minuto deixou de me encarar, mesmo que eu desconfie que nem mesmo ele tenha noção disso...

Jimin me observou tanto, que até mesmo viu aquilo...Aquilo que fez o resquício de meu coração se apertar, e deixou transparecer, mesmo que minimamente, meus sentimentos.

Quando Jung Hoseok entrou no quarto, eu parei, e quando ele me atravessou como se eu não existisse, eu congelei. Congelei de uma forma que meu coração frio começou a queimar, e meu cérebro rápido, decidiu parar. Eu ainda não entendia oque havia acontecido ali.

- Yoongi! – chamava Yang mi – Ô Yoongi! Acorde! Vamos embora!

Mas parecia que a voz dela estava muito distante, tão distante e inócua que eu podia simplesmente ignorar....

Quando Jung Hoseok me atravessou, eu nunca quis tanto deixar de ser quem eu era. É óbvio que a maioria dos mortais não podem me ver (caso eu assim queira), e que boa parte deles já me atravessou enquanto eu andava despreocupadamente pela rua.

Entretanto, o fato aparentemente aleatório de ser ignorado por Hoseok me fez sentir coisas que há muito eu não sentia, coisas humanas...

Lembro-me que Jimin me encarava naquele momento, oque fez com que eu desaparecesse dali o mais rápido possível, sendo seguido por Yang mi.

- Qual é o seu problema, Yoongi? – falou ela me seguindo pela rua. Nós estávamos em frente a mansão, e eu andava de um lado para o outro com a mão na cintura, ainda não acreditando que aquela garota havia me seguido até ali. Inferno! – Você simplesmente parou no meio do caminho, me ignorando completamente! Você está bem?!

- Yang mi, só uma coisa...- falei, parando em frente dela e apontando o dedo indicador em sua face – Saía daqui! Me deixe em paz, cacete!

Por algum motivo, que eu não tinha ideia de qual era, Yang mi começou a chorar, e dizendo que eu iria me arrepender de agir daquela forma com ela, foi embora, como se finalmente ouvisse as minhas preces.

“ Estranho, eu sempre gritei com ela dessa maneira, por que hoje ela...”

Antes que eu terminasse de pensar, percebi que alguém se aproximava da casa, andando à passos largos, lentos e compassados. Confesso que me assustei ao ver o garoto que abria o portão, pois apesar de saber que ele era Kim Taehyung, primo e suposto amigo de Jungkook, não senti nada de bom em sua áurea, exatamente como se estivesse... possuída. O mais estranho, era que eu não conseguia identificar a alma maligna que ali estava, e confesso que se Taehyung tivesse passado rapidamente por mim, eu nem mesmo diria que ele estava possuído. Engraçado, aquilo era algo raro de se acontecer, quase como se...

Eu parei. Não, não podia ser isso, já que era algo quase Impossível de se fazer hoje em dia, principalmente por que as bruxas estavam extintas e... Resolvi seguir Taehyung. Independentemente do que eu pensava ser verdade ou não, era minimamente plausível que eu o seguisse, “Talvez apenas por precaução” pensei, enquanto entrava na casa logo atrás do garoto.

Taehyung seguiu pelo corredor, deixando sua mochila jogada no cabideiro de entrada (algo que não era de seu feitio), e pegando um livro que se encontrava em cima da mesa de centro. Ele por fim encontrou Hoseok e Jungkook conversando, e eu, para evitar ser visto por meu amigo, não me aproximei da cena, apenas observei e escutei as informações dadas à eles por Taehyung. O problema mesmo foi quando a ideia de Jungkook dirigir foi colocada em xeque, e o idiota aceitou a proposta sem mesmo pestanejar!

- Ah mas é claro! – falou ele – Eu posso fazer isso!

“A bunda que você pode , Jungkook!” berrei mentalmente. Oque as crianças de hoje em dia pensam sobre a vida?

Vi Hoseok suspirar de procuração, e Taehyung sorrir, animado com aquilo. Após algum tempo, todos seguiram seus respectivos caminhos, e eu estava prestes a entrar no quarto de Jungkook, quando me dei conta de que ele estava com Jimin...eu não podia atrapalhar aquilo, por isso fui embora, rumo à um bordel qualquer.

Continua...



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