História An Angel With A Shotgun - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Romance
Exibições 5
Palavras 3.638
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorou mas ta aí! Vamo conhecer um pouco do crush!

Capítulo 2 - Capítulo l


 

 

 

Amélia Brauwn-Pipper procurava manter-se concentrada a sua tarefa enquanto espera. Ondas castanhas deslizavam por baixo do chapéu de palha usado para proteger a pele clara e delicada do sol. Usava uma luva de pano, própria para jardinagem, para tosar os galhos de uma abundante roseira.

Passara horas em frente ao espelho ponderando sobre qual seria a melhor escolha a respeito do que usar, um aspecto casula ou algo mais elaborado? Sentia-se ridícula diante desse comportamento.

         Com 47 anos, era uma mulher bastante atraente. O contorno dos seus olhos e boca já apresentava uma fina rede de pequenas rugas, mas a juventude era conservada por meio de quatro aulas semanais em uma academia de ginastica, tratamentos caros em spas e algumas sessões de botox. Possuía olhos de um azul comum e os lábios carnudos por intervenção cirúrgica.  Reconhecia que andava tendo mais dificuldade para praticar suas atividades físicas e temia está entrando na menopausa.

Tentou acalmar a pulsação ao vê-lo se aproximar. Pontual, como sempre. Estava lindo vestindo jeans preto e camisa cinza, os sapatos sujos de tinta e o cabelo despenteado, como conseguia ser tão bonito sem nenhum esforço? Sob o sol poente, tornando o seu olhar ainda mais impactante.

Ele sorri, contente em vê-la.

— Olá Sra. Brou... Amélia! — Corrige após o olhar de advertência.

— Oi Robb. Já teve noticias da NYAC?

Amélia Brouwn-Pipper viu o rosto de Robb McCall se alterar e seu lindo sorriso esmorecer. Sabia resposta: não. Nos meses em que convivera com ela, aprendera que ele nunca mentia. Era de uma transparência absurda e não precisava conhecê-lo bem para saber exatamente o que passava por sua cabeça.

— Os correios ficam lentos essa época do ano. Não se preocupe, logo vai receber sua carta — Disse da forma mais maternal que foi capaz.

— Eu acho que não.

Súbito, sentiu-se furiosa. Diversas vezes ele a solicitava para dar opinião sobre suas obras. Amélia aprendera uma coisa ou outra durante o período que fora casado com Vincent Pipper, e mesmo alguém leigo poderia dizer que Robb é dotado de grande talento. Sentia vontade de escrever uma carta repleta de insultos para a banca de amestradores da NYAC.

— Olha só, você é maravilhoso! — diz ela.

Robb vira o rosto, não acreditando nas palavras de Amélia. Forçando-a a segurar o rosto do rapaz entre as mãos e encara-lo.

— Robb, você é extraordinário e se aqueles idiotas não veem isso o problema é deles!

— Mas...

— Mas nada. Vem, me ajuda com aqueles sacos.

Definitivamente era um rapaz magnifico, sua forma física perfeita, intimidade ao primeiro contato. Com apenas dezessete já atingira 1,90 de autua. Possui o torso esquio e os ombros largos, braços compridos e músculos, firmes, do tipo que é visto apenas nos catálogos da Calvin Klein. Porem sem nenhum tipo de photoshop ou maquiagem, apenas a genuína beleza masculina.

O rosto tinha um aspecto tranquilo e serio ao mesmo tempo, o nariz perfeito e os lábios bem desenhados sobre a mandíbula quadrada.

Eram, porém, os olhos seu maior atrativo, azuis e transparentes. Um vitral contra a luz. Que o tornavam simpático logo ao primeiro olhar e imediatamente denotavam a sua inteira franqueza, a sua amabilidade consciente que, aliás, não oferecia à toa.

Uma mulher facilmente se apaixonaria por aqueles olhos, entregaria sua alma nas mãos dele tornando mestre de sua vontade.

Não era apropriada — ou mesmo saldável — uma mulher de sua idade derreter-se toda por causa de um garoto.

Porem Amélia nunca fez o que era considerado apropriado.

Vinha de uma família atuante da igreja católica e muito conservadora. O pai, descrito como um pilar moral da sociedade e exemplo de um patriarca, mas em casa não passava de um homem das cavernas. Grosseiro com suas opiniões preconceituosas, principalmente em relação às mulheres. Era dono de uma empresa que se recusava estritamente contratar mulheres alegando que se tratava de um sexo incompetente e sentimentalista que somente acarretaria em prejuízos, porem em conversas particulares com os sócios do clube de golfe dizia que para ele as mulheres deveriam somente abrir a boca de fosse para por um pênis dentro.

Uma vez chegara ao ponto de contratar marginais para espancar as lideres de um grupo feminista que fazia protestos em frente à sede da empresa em Cleveland.

Por ironia do destino havia tido somente quatro filhas. Seu pensamento era tão arcaico que culpara a esposa por isso e constantemente a humilhava. Levara esse pensamento até o fim da vida, mesmo com os inúmeros processos por discriminação.

Amélia fora casada somente duas vezes, o que já era um escândalo na comunidade religiosa. Primeiro com o filho do sócio do pai, Leonard Carmichael, um advogado criminal que hoje concorria ao senado e era quinze anos mais velho, uma relação estritamente comercial visando apenas o beneficio financeiro. Vivera insatisfeita por vinte anos.

Perdeu a virgindade com o marido na noite de núpcias e fora uma experiência que só poderia ser descrita como dolorosa e humilhante, não sentira absolutamente nenhum prazer, e durante muito tempo imaginou que todas as relações fossem como a dela. A única coisa boa de seu casamento fora sua única filha, Hellen, que enchia seus dias de alegria. Amélia concentrava seus dias em ser a perfeita dona de casa, mãe e esposa exemplar.

Participava de eventos de caridade e fazia parte da Liga das Donas de Casa Católicas Americanas, vivia pela família, e achou que mesmo sem a satisfação poderia viver bem ao lado daquele homem frio e distante, obcecado pelo trabalho.

Não demorou muito para descobrir que as noites fora de casa não eram realmente sobre trabalho. Casara-se com um verdadeiro pervertido. Gastou boa parte da fortuna com prostitutas e profissionais do prazer.

 Fora ensinada que um homem tinha suas necessidades. Nem pensava em se meter nas histórias do marido com as mulheres — que eram muitas e complicadas; só esperava que as preferencias dele não resultassem em problemas para família. Porem a gota d’agua havia sido em seu aniversario de 18 anos de casamento quanto Leo levara três garotos de programa para sua casa onde dormia a sua filha e a obrigara a assistir enquanto fazia sexo com os três ao mesmo tempo. Não suportou tamanha humilhação e recorrera a uma medida drástica e condenável por sua família: O divorcio.

Eram casados em comunhão total de bens e Leo se recusou a dividir seu patrimônio com Amélia.

Quando ameaçou revelar a imprensa seu comportamento pecaminoso ele fizera sua caveira, dizendo a todos os jornais que ela o traíra e sustentava amantes com o dinheiro dele. Chegara até a apresentar provas. Sem duvida seria um excelente politico.

No fim do processo Amélia tinha trinta e quatro anos, estava falida, renegada pela família, proibida de ver a filha e nunca havia experimentado um orgasmo.  Decidira então que o que ela fazia na cama e o seu jeito de viver a vida só diziam respeito a si mesma. Mas ficava imensamente triste ao ver tantos de seus supostos “amigos” cortarem relação com ela após o divorcio.

Os tabloides de fofoca a perseguiam como abutres diante de uma carcaça. Atingiram o ápice da loucura ao publicarem uma matéria alegando que ela havia se internado em uma clinica especialista em tratamento da compulsão sexual.

Algumas pessoas realmente não tinham mais o que fazer? Por que não cuidam da própria vida! Refletiu um instante, tentando imaginar que tipo de pessoa passava o dia inteiro lendo fofoca a respeito de desconhecidos.

De certo possuía uma vida sexual bastante ativa. Sexo era algo que Amélia Brouwn-Pipper priorizara. Pós passar boa parte de sua juventude frustrada em um casamento medíocre, ela procurou recuperar o tempo perdido buscando a satisfação.

Experimentara tudo que ouvira falar: flertes avançados com colegas de trabalho, relação complicada com um chefe bem mais velho, sexo por telefone e sexo com um presidiário . Provara de tudo o que lhe interessava no campo do erotismo.

Começara a exercitar práticas sadomasoquistas, fora membro do clube que organizava festas pouco recomendáveis. Em várias oportunidades, experimentara o sexo com outras mulheres e concluíra, deliciada, que possuía tenências bixesuais, as mulheres eram capazes de excitá-la satisfaze-la como qualquer homem. E por diversas vezes experimentara o sexo com mais de um homem.

Porem estava longe de ser a vadia ninfomaníaca que treparia com um tronco de arvore de isso a fizesse gozar, como era pintada pela mídia sensacionalista. Basicamente vivia da mesma forma que o ex-marido enquanto ainda eram casados.

O que em pleno século 21 um é inaceitável na sociedade.

Leo era um homem. Podia ir de uma cama a outra com mulheres de caráter questionáveis sem que ninguém sequer cogitasse repreende-lo, em alguns círculos seu comportamento seria até ovacionado. Ela era somente uma mulher, e o fato de exercer sua sexualidade e sua sensualidade livremente suscitava conversas no mínimo interessantes nos jantares da cidade, taxando-a de promiscua e imoral.

Sua liberdade não fora somente regada a festas, álcool e a sexo; Aproveitou pra investira em sua formação acadêmica em administração e adquirir uma carreira e finalmente conquistar sua independência financeira — É claro que essa parte da sua vida a impressa azia questão de manter escondida.

Não se incomodava com fofocas ao seu respeito. Fodam-se todos eles! Porem isso prejudicara a relação com Hellen.

Cansada dos olhares de esguelhas e dos risinhos debochados, mudou-se de Cleveland para Seattle, uma cidade maior com pessoas de mentalidade mais abrangente.

Foi onde conhecera seus segundo marido, Vincent Pipper, possuía toda a excentricidade dos artistas. Não era apenas artista plástico; era, sobretudo um amante de história da arte e autor de vários livros sobre o assunto que nunca foram publicados. Participava regularmente de debates em sites especializados, e ganhava a vida prestando frequente consultoria grandes empresas de arquitetura.

Vivera feliz em um casamento de cinco anos, o que mais amava no novo marido era o fato de não ter medo de viver, adorava participar de aventuras memoráveis e ela o acompanha apenas para ter a certeza que ele não faria nada estupido, como quando dormirão em uma tenda em Guadalajara com mosquitos enormes picando seu bunda, ou quando pegou disenteria por causa de um prato que comeu em uma barraca na Índia.

Lastimava pensar que um homem apaixonado pela vida tivera um fim daqueles. Após quatro anos o marido  descobriu ser portador de um câncer nos ossos que atingiu os órgãos e prejudicara o coração, passaram o ultimo ano em hospitais fazendo dialises e ele morre um semana antes de acarem um doador.

 Vendera o loft moderno no centro da cidade e se mudara par uma casa no subúrbio, não suportava as recordações e pensou não ser capaz de abrir seu coração novamente até conhecer o jovem Robb McCall por quem imediatamente se interessara.

Jamais avançara no flerte, é claro. Inicialmente havia se aproximada da família McCall com o único proposito de ficar perto do garoto, porem desistira assim que soube a idade dele, não gostaria de acrescentar “corruptora de menores” ao seu vasto currículo.

Acabara se criando uma relação amigável com a família que em pouco tempo evoluirá para uma grande amizade.

Nunca esquecera o dia em que criara coragem para se aproximar dos novos vizinhos. Ao ver a imponente achada da mansão, Amélia soltara um suspiro. Imaginava pessoas hipócritas e fúteis. Um empregado estava focado em librar uma tubulação entupida que nem notara a sua presença, estava imundo e soado. Ela perguntou quem era o proprietário da mansão e o empregado havia se levantado e com um sorriso caloroso se apresentara como Jonathan McCall, o “o dono da casa”. Amélia imediatamente gostara dele.

 Passara a frequentar jantares e sentia-se bem na presença dos McCalls; nunca ninguém a olhara com o julgamento que a ela encontrava na maioria das pessoas. E esse era um dos motivos para não querer causar nenhum tipo de desavença que poderia cortar os laços que fizera com aquela família.

Contentava penas em tê-lo por perto, de uma maneira platônica. É claro que se Robb retribuísse o sentimento ela não pensaria duas vezes antes de mandar todos para o inferno e ficar com ele.

Sempre que podia procurava um pretexto para falar com ele, dessa vez disse pretendia reformar a estufa e o jardim e precisava de auxilio para carregar os sacos de esterco, pesados demais para ela. Robb equilibrava facilmente três ao mesmo tempo, fazendo com que a tarefa não levasse tanto tempo como ela imaginava, quando terminou ainda eram seis horas.

— Obrigada Amelia. - diz apos acabar sua  tarefa.

— Pelo que?

— Pelo que você disse, eu... - Olha em volta para garantir que não havia plateia — Bem, eu... eu estou com medo de não conseguir.

Isso não iria acontecer.

Ainda possuía alguns o contado de alguns amigos do seu marido que ficariam gratos em ajudar um jovem talentoso a alcançar o sucesso mais do que merecido, independente do resultado da universidade.

— Vai sim, é só esperar.

Podia facilmente visualiza-lo em dez anos, exuberante vestido em um terno caro, expondo suas belas telas em uma imponente galeria de Milão, sendo aclamado pelos críticos e assediado por paparazzi. Diariamente bombardeado por convites para frequentar a alta sociedade. Sendo citado como parâmetro e expirando jovens artistas a seguirem seus passos.

E Amélia faria o que estivesse ao seu alcance para tornar essa visão uma realidade.

Porem, com tristeza, também podia ver a mulher que estria ao lado dele. Uma jovem que compartilhasse os mesmos princípios; gentil, educada e altruísta; que passara a adolescência com a cara enfiada nos livros e ambicionava contribuir na construção de um mundo melhor.

 

~.~

 

Chovia bastante, mas a garota não se incomodou em levantar as lapelas do sobretudo, ou tentou driblar o aguaceiro que escorria pela causada. Parecia muito aleia ao frio úmido da tarde, mesmo suas roupas não sendo adequadas ao clima. Ela ainda usava o vestidinho rosa floral e as botas curtas sem salto que pusera naquela manha para ir a um recital de música ao ar livre. Seu humor estava gélido como o tempo.

A jovem olha para o céu coberto por pesadas nuvens negras enquanto atravessa a pista de pouso. Rangia os dentes de pura raiva, seu egocentrismo dizendo-lhe que a chuva caia com o único intuito de tornar seu dia pior. Ela lamentava ter que interromper suas férias e dizer adeus ao reconfortante o calor proporcionado pelo sol do oriente, crescera em lugar ensolarado, e não estava nada contente por retornar a essa paisagem cinzenta e enevoada.  Como ela havia concordo em deixar para traz um paraíso tropical e voltar para a merda desse buraco frio e úmido?!

Odiava os Estados Unidos, mas não havia muitas coisas que ela não odiava.

Paretti...

Perdera o rasto dele havia pouco mais de um ano. Sabia que no caso de pessoas desaparecidas quanto mais tempo passava mais difícil tornava-se encontra-las.

Principalmente se a pessoa em questão não quer ser encontrada.

Um homem alto, moreno, vestindo um elegante terno cinza, na casa dos cinquenta e com marcas de riso em seu rosto largo se oferecera para carregar sua mala, ela educadamente recusara. O homem é claro, insistira, mesmo ao avistar o circulo dourado na mão esquerda dela. Sua aliança. Algo tão fino que para muito carregava tamanho significado, aparentemente não para o homem. A garota tentava passar despercebida, mas era quase impossível para alguém com tamanha beleza. Apos algumas tentativas fracassadas ele a deixara, porem não sem antes de fazer um comentário irônico sobre seu marido e a coragem dele ao permitir que ela viajasse sozinha.

Em parte estava decepcionada, queria apenas um motivo para perder a paciência e quebrar a garganta de alguém. Ela continuou dignando-se a dar a ele um sorriso claramente falso.

É claro que passar oito horas dentro de avião onde não havia nada para entreter-se além de um filme dos anos oitenta cujo enredo mal escrito girava em torno de um romance meloso e depressivo, deixaria até mesmo Buda fora de controle. Ela apresentava sinal de enxaqueca, o aeroporto internacional estava lotado, como de costume, um turbilhão de pessoas transitando apressadas em todas as direções carregando bagagens e falando umas com as outras em línguas diferentes combinadas com o barulho dos jatos que decolavam e pousavam eram como uma britadeira em sua cabeça.

A garota, é claro, viajou de primeira classe, e a aeromoça, uma loira bonita de pele artificialmente bronzeada, serviu-lhe champanhe. Ela, na tentativa de acalmar os nervos, bebeu uma garrafa em apenas alguns minutos, o que fora uma má ideia, levando em conta seu estado nada receptivo.

Ela para e aperta com força a alça da mala, mas estava úmida e seus dedos escorregavam. Ou será que ela estava começando a ficar nervosa? Ela respira fundo, para relaxar, lembrando-se que não havia motivos para tanto, afinal não era isso que ela sempre quisera?  Então retorna a andar, agora com mais firmeza até finalmente encontra-lo.

Um sorriso deslumbrante surgiu em seu rosto ao ver um lindo jovem loiro esperando-a no saguão. O torpor evaporando como éter no sol, dando lugar a euforia.

Ele estava sentado em uma das desconfortáveis cadeiras de plástico enfileiradas do aeroporto, as pernas longas e esguias esticadas de uma forma despojada, um copo de café descartado ao lado. Usava roupas esportivas e parecia bastante concentrado enquanto brincava com o celular.  Ao que tudo indica estava esperando-a a horas, e mesmo o cansaço não conseguira depreciar sua resplandecente presença.

Era fácil encontra-lo em uma multidão, o cabelo loiro espalhados para todos os lados em um penteado moderno, se destacavam, eram de um loiro tão claro que por vezes pareciam brancos quando em contado com a luz artificial, estavam espalhados para todas as direções. A pele anormalmente pálida de garoto da cidade fazia contraste com as inúmeras sardas que o proporcionavam um ar de inocência. Tudo davam a ele uma aparência única. Em sua mão esquerda o dourado da aliança se destacava, fazendo-a institivamente olhar para a própria mão. Ele tinha em mãos um boque de rosas vermelhas, as favoritas dela.

Ele ergue a cabeça e sorrir amplamente ao vê-la.

 A garota larga a mala e corre por entre os passageiros de encontro a ele, ambos se encontram em um abraço apertado, saudoso e desesperado. O rapaz a levanta do chão e rodopia com ela em seus braços recebendo em troca gritinhos entusiasmados. Em seguida ele começa a beija-la loucamente em meio a sorrisos eufóricos.

Uma das mãos do rapaz se enrosca na cascata de cabelos úmidos, enrolando os fios louros em seus dedos, sustentando todo o peso do corpo dela com um único braço. Enquanto a boca dele acariciava a sua, explorando-a agressivamente aponto dos dentes batem uns nos outros, ela percebeu que a pulsação do sangue nas veias acelerou.

A língua da garota explorava cada canto do rapaz de uma maneira violenta enquanto os braços disposto na nuca o puxavam para mais perto possível dela. Quando a consciência retornou, ela enfim percebera que este comportamento não era propicio para um lugar publico, mesmo que ninguém desmontasse destinar grande atenção, aparentemente essas cenas de reencontros apaixonados eram comuns em lugares como este. Mesmo assim ela não evitou que seu rosto se tornasse um pimentão.

Ela o abraça, com o intuito de esconder a vermelhidão do rosto na curvatura do pescoço dele, sentindo o agradável aroma do perfume que ele pusera para encontra-la. Ela notara que ele usava mais que o necessário e supôs que devia estar ansioso com o encontro.

Ele começou a respirar novamente.

— Oi bonitão.

— Oi meu amor, que bom que você voltou! Eu senti tanto a sua falta. Como você está? — Pergunta ele. Os olhos castanhos amendoados examinando-a com cautela.

Ela suspira aliviada, como se o peso esmagador do mundo estivesse sido retirado se seus ombros somente por estar de volta nos braços dele.

Ela sorriu e disse:

— Bem, eu acho. Meu Deus, melhor agora que estou com você, não faz ideia do quanto foi difícil ficar longe de você. — confessa sorridente, ainda tentando recuperar o folego. Os dedos longos brincando com o cabelo loiro dele — Como estão todos? E as crianças?

— Ansiosos para te ver.

— Eu também.

Ele a beijou novamente, Os lábios macios continuavam carinhosos, movendo-se devagar sobre os dela, todavia fora um beijo mais recatado, porem não menos apaixonado.

— Nossa! Olha só pra você, está tão linda. Que lindo vestido — As mãos dele se infiltrarão por baixo do sobretudo da garota, sele segura firmemente sua cintura, apertando-a de maneira sutil, mas que deixava claro a intenção.

Ele sorriu com malicia ao sussurrar no ouvido dela:

 — Ele ficaria mais bonito jogado no chão do nosso quarto.

A garota morde o lábio inferior.

— Isso tudo é porque você não me vê a semanas?

Ele pegou seu queixo e apertou afetuosamente.

— Não sua bobinha linda, isso tudo é porque sou completamente apaixonado por você.  Venha, quero que me conte tudo sobre a sua grande aventura no Oriente no caminho para casa.

O rapaz segura a mala dela com uma mão e passa o braço em volta garota enquanto a conduz para fora do aeroporto. Ele vira a cabeça e distribui inúmeros beijinhos no ombro, nariz, têmpora e todo o espaço do rosto dela, demonstrando uma espécie de amor silencioso.

Eles caminham de mãos dadas até pararem em frente a um Lexus preto estacionado no fim da rua. Os prédios antigos da época da renascença desbotados pelas constantes chuvas se misturado aos enormes arranha-céus, o ar estava ficando mais frio com a chegada da noite e ela estava contente por entrar em um espaço aquecido. O rapaz gentilmente guardar a sua mala e abri a porta para do passageiro para ela, em seguida ocupa o espaço ao lado.

Ele dá partida na ignição, e o motor ruge. O carro começa a mover-se.

— O meu nome é Reed. E o seu? — pergunta o rapaz.

— Sloan. — diz ela. A voz adquirindo outra tonalidade.

— É um prazer conhece-la. Ele está esperando por você.

Puta merda!


Notas Finais


cof cof,


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