História Anarquia em versos românticos - Capítulo 29


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Hidan, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kiba Inuzuka, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Colegial, Naruto, Naruto Uzumaki, Novel, Romance, Sasuke Uchiha, Sasunaru, Yaoi
Exibições 134
Palavras 1.977
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Capítulo XXIX - Três Sons


Capítulo XXVIV

A barriga de Naruto doía, como se ele tivesse acabado de vomitar, como se algo estivesse tentando passar sobre sua caixa torácica para fora de seu corpo, algo que ele não queria deixar sair. Medo, ele achava que era mais provável.

– Naruto? – Deidara o chamou com o semblante sério.

Naruto virou a cabeça na direção dele e o encarou com os olhos vermelhos com o choro entalado na garganta.

– Sim? – respondeu, com a voz reduzida em um murmúrio tenso. Tentou mostrar os dentes, mas imaginou que devia ter soado patético. Não era um momento para sorrir.

Deidara encostou-se na lataria da van, analisando Naruto.

– Não fique tão tenso. Está tudo bem.

– Não se preocupe, estou ótimo.

Os lábios de Deidara de alargaram e ele ofereceu um singelo sorriso de compaixão. Uma lágrima quente desceu do olho esquerdo de Naruto e ele a limpou antes que o garoto pudesse ver.

A Kombi estava quase silenciosa, exceto pelas respirações ásperas dos garotos e do assoviar do vento batendo contra a lataria. Naruto achava que Sasuke já havia entrado a muito tempo, mas quando olhou no visor do celular, viu que haviam passado apenas 15 minutos.

Fechou os olhos, tentando esquecer um pouco do tempo, relaxar – quem sabe, até mesmo, cochilar – estava conseguindo deixar as pernas e os braços completamente soltos, seus olhos começavam a pesar, foi quando, neste momento, em que Naruto estava quase caindo no sono, que um barulho alto, seguido de mais dois, interrompeu sua calmaria.

Primeiramente, ele considerava ser sua imaginação – como nesses sonhos que levam a queda e o susto faz acordar de supetão – mas quando abriu os olhos, os enormes olhos azuis, Deidara tinha se jogado para perto de Sasori, sacudindo o braço em uma tentativa de abraça-lo, os olhos, igualmente azuis, permaneciam arregalados enquanto circundavam o ambiente. Foram pássaros chocando-se contra a Kombi, Naruto pensou. Só podia ser isso. Que outro barulho parecidos com tiros, poderia ser capaz de fazer tal som?

Mal notou, que colocava-se de pé e ia em direção a porta. Quando alcançou a maçaneta para puxa-la, a mão de Sasori puxou a camiseta dele.

– Não vá sair. É perigoso – o tom de sua voz era tão calmo que causou náuseas em Naruto.

– Não vou deixar Sasuke lá – Naruto berrou – Tem alguém atirando.

Investiu mais uma vez para a porta de saída e novamente foi agarrado, Naruto – por alguns segundos – esqueceu quem o segurara, sacudiu a mão e impeliu a mão direita contra o queixo de Sasori, um soco com força o suficiente para a cabeça ruiva girar para o lado. Deidara gritou. Uma carga de dor lastimante atingiu a mão de Naruto, era como levar um choque.

– Me desculpe, Sasori. Por favor, me desculpe – Naruto parou por um segundo, antes de puxar a a porta e sair.

Uma lufada de ar quente atingiu o rosto de Naruto, um clima úmido, pegajoso. O mundo, por um momento, vacilou, em seguida escureceu. Estava desmaiando. Não. Lutou para manter a consciência, precisava ajudar Sasuke. Devagar, o mundo parou de rodar e iluminou-se novamente. Uma gota de suor desceu pela bochecha de Naruto e pingou no chão.

Deu um passo vacilante para frente, os ouvidos zunindo. A mão que havia acertado Sasori tremia. Começou a usar os pés para rastejar devagar até o muro, suas pernas tremiam furiosamente. Respirou fundo três vezes e lutou para chegar até o muro, era pequeno. Um metro e cinquenta, talvez. Olhou em direção a casa quando viu. 

Sasuke vinha, desajeitadamente, em direção a ele. Neste momento, o coração de Naruto batia tão forte que chegava a machuca-lo. Permaneceu em cima do muro, esperando Sasuke, já com um sorriso querendo brotar no rosto, quando notou o líquido viscoso escorrendo pelo braço dele, realçando a pele branca como se berrasse. Ele mantinha o braço direito contra o ombro do braço esquerdo, em sua mão direita a arma reluzia, com partes pintadas de carmesim que convidava os olhos a olhar.

Sasuke rastejou até encontrar Naruto e ficar bem rente ao corpo dele. A mão de Naruto se ergueu, pretendendo ver o que Sasuke escondia atrás da mão e da arma. Sangue jorrou.

– Jogue a arma – Hidan gritou para ele enquanto descia rapidamente de trás do banco do motorista. Sasuke a jogou e Hidan a pegou – Naruto ajude-o a descer, precisamos sair daqui – ele disse, quase gritando.

Naruto passou a mão direita pelo quadril de Sasuke, ajudando a pular para fora do pátio, enquanto a mão esquerda pressionavam o ferimento no ombro do namorado. Sasuke rosnou, torcendo a cabeça para trás, enquanto caminhava desajeitadamente, como se estivesse bêbado. Ele oscilou para frente, mas o braço em seu quadril o amparou. Ele forçou Sasuke a entrar na Kombi enquanto Hidan já a colocava em movimento, deixando a casa de Orochimaru para trás.

Sasuke contorcia-se no banco, sua cabeça estava inclinada para o lado, expondo sua garganta esquálida. Naruto mantinha a cabeça de Sasuke mais afastada possível. Ele retirou a blusa e rasgou sua barra com um único puxão, amarrou ao redor do braço de Sasuke, fazendo dois nós com toda a força que ainda lhe restava no corpo, buscando estancar o sangramento.

– Precisamos ir para o hospital, Hidan – Naruto berrou, rompendo o silêncio pesado que pairava sobre eles – Sasuke levou um tiro! Onde você estava com a cabeça, Sasuke?! Você podia ter morrido! – Naruto berrava.

– Hidan... Arg-... – Sasuke começou a falar – Por favor... O que combinamos.

A respiração de Naruto vinha em soluços. Sasuke virou a cabeça para encara-lo.

– Não chore, Naruto – a voz engasgada saiu fraca, os olhos de Sasuke pesavam em suas pálpebras, Naruto tinha certeza que ele não estava mais acordado quando terminou de falar.

Pouco depois, Sasuke estava encostado no corpo de Naruto, entre suas pernas. Havia desmaiado. O sangramento de seu braço havia, gradualmente, parado. Hidan dirigia por alguns caminhos fechados, o que Naruto achava que estavam indo para o interior.

Deidara estava no canto da Kombi, abraçava os joelhos enquanto o queixo descansava sobre eles. Os olhos estavam vermelhos e Naruto pode ouvir, por diversas vezes, o garoto soluçando. Eles já estavam dirigindo por uns trinta minutos. Naruto tirou a faixa sobre o machucado de Sasuke e, novamente, fez outro rasgo na sua camiseta, tirando uma nova tira sequinha.

Agora que o machucado parara de sangrar, Naruto podia ver um negro e grosseiro rasgo na carne branca do braço de Sasuke. Não era tão fundo, mas ainda assim, era feio. Deslizou a mão sobre o ferimento, o cobrindo com o novo retalho, Sasuke remexeu-se e despertou, os olhos cansados e opacos. Olhava para Naruto, um sincero pedido de desculpas não produzido por um única palavra.

Hidan estacionou a Kombi em um lugar escuro. Naruto pode escutar os grilos trintrilando, e, também, o barulho de água.

Sasuke tentou falar. Mas Naruto achou que ele estava fraco demais, então, fez um gesto negativo para ele com a cabeça. Os olhos negros imploravam desculpas, Naruto via as lágrimas nos cantos de seus olhos. Ele murmurou algo, mas era difícil ouvi-lo por causa do barulho da água, que ficou ainda mais forte quando Hidan abriu a porta e desceu.

– Me... desculpe – disse Sasuke – Me desculpe... por isso... Naruto.

Naruto o encarou com ainda mais vontade de chorar, tremia incontrolavelmente. Hidan abriu a porta de trás da Kombi, o rosto cansado. Ele abriu a boca para falar, mas ao invés disso, respirou. Então, tentou de novo.

– Pegue todas as coisas com sangue. Inclusive suas roupas.

Naruto obedeceu. Tirou as roupas de Sasuke devagar, cuidando para não machuca-lo e em seguida, tirou as suas próprias. Suas mãos estavam pintadas de vermelho e quando viu, de relance, o espelho retrovisor, viu que seu rosto também estava.

Entregou suas roupas para Hidan, ele envolveu a arma com elas, e pegou impulso, jogando o braço para trás e depois lançou a trouxa para dentro da baía.

Naruto virou o rosto para contemplar o ambiente. Estavam no começo da praia. Era um local pouco visitado devido a enorme quantidade de abelhas que moravam ali. Era composto por uma baía e um enorme rochedo no começo, onde o mar alavancava-se sem timidez, chocando-se contra as pedras. Em pouco tempo, a correnteza levaria a arma e as roupas para o outro lado do país.

Naruto estremeceu.

– Hidan – Sasuke o chamou, agora mais lúcido, os olhos voltando ao brilho original – Leve Naruto ao dormitório.

– O que? – Naruto balbuciou – Não. Vou ir com você ao pronto-socorro.

– Hidan. Por favor – Sasuke insistiu.

Os olhos de Hidan passaram de Sasuke para Naruto, contorcidos pelo esforço. Ele apontou para uma mochila que estava atrás de Deidara.

– Há roupas ali. Vista-se.

Naruto o fitou com o olhar vidrado e desentendido, Hidan abaixou os olhos e suspirou, fechado a porta da Kombi e indo em direção a parte da frente.

– Naruto – Sasuke começou, enquanto ajeitava-se no banco e tornava a olha-lo – Me alcance aquela garrafa – os dedos brancos e trêmulos apontaram para uma garrafa de Whisky que saía da fenda da mochila que Hidan havia apontado antes.

Naruto esticou o braço e puxou o vidro agitando o líquido dentro dela, entregou-a à Sasuke, que a destampou com a mão direita e a colocou na boca, bebendo grandes e generosos goles sem fazer cara feia. Ele abaixou a garrafa e respirou fundo, fechando os olhos, quando os abriu novamente, eles encaram Naruto de forma séria.

– Agora, preste atenção no que eu vou te dizer, Naruto – ele começou – Hidan vai te levar até o dormitório – Naruto abriu a boca para protestar, mas Sasuke o interrompeu – Você prometeu fazer o que eu te disser se eu te deixasse vir junto, eu deixei, sua vez de cumprir o combinado – Naruto fez uma careta de reprovação, mas fechou a boca – Hidan irá te levar ao dormitório, você vai falar com Kiba e vai faze-lo jurar que, se alguém perguntar aonde você estava hoje, ele irá dizer que você estava no dormitório estudando junto com ele – Naruto o encarou de maneira torturosa, as sobrancelhas se unindo – Você precisa faze-lo jurar, Naruto.

– Sasuke, o que vai acontecer? – ele perguntou atônito.

Sasuke balançou a cabeça.

– Não sei – ele suspirou e continuar a falar – Não me mande mensagens sobre o que aconteceu hoje de noite. Amanhã cedo, vá ao meu quarto como se nada tivesse acontecido e me trate normalmente. Não ligue para mim para falar sobre isso, ok Naruto?

Ele balançou a cabeça afirmativamente.

– Vista a roupa que Hidan disse para vestir.

Naruto, como um cachorro, virou-se para pegar a mochila e tirar as roupas de lá. Hesitou e seu olhar caiu sobre Sasuke novamente.

– Mas e seu braço?

– Não se preocupe com isso – Sasuke tentou sorrir e foi o sorriso mais triste que Naruto já vira – Foi só de raspão.

Ele novamente pegou a garrafa, que agora estava pela metade, e tomou mais alguns goles. Naruto tirou a roupa de Hidan da mochila e a vestiu – uma calça de moletom e uma camiseta preta – que ele julgou que devia ser usado para ir a academia, pois, ao lado da mochila havia um tênis próprio para exercícios.

– Sasuke... E se Kiba não aceitar dizer, seja lá para quem for, que eu estava com ele? – Naruto indagou.

– Então, diga que vou pagar pelo silêncio dele, o quanto ele quiser – disse sem pestanejar.

                                                                 -x-

Naruto desceu na Kombi, sozinho. Sasuke disse que deveria ser assim, não podiam ser vistos juntos. Caminhou para a escola atordoado, os passos iam lentos em direção ao prédio. O tempo não tinha mais importância. Naruto levantou o braço para limpar as lágrimas que agora caíam aos montes. Ele queria gritar e chorar como um bebê, mas manteve a postura e continuou andando até o prédio.

Abriu a porta de seu quarto e jogou-se para dentro, enquanto os som de seus soluços tomavam conta do quarto, escorregou atrás da porta, enterrando o rosto nas mãos manchadas de sangue seco.   

 


Notas Finais


Ohayo! Como vai?
Parece que agora o circo pegou fogo de vez, hm?
--
A história está chegando ao fim /mimimi, quero chorar/ acredito que terá no máximo mais três capítulos, mas eu duvido muito que chegue a tanto.
Fiquem bem ansiosos para o próximo, okay? Haha.
Estarei esperando vocês! Beijocas.


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