História Anarquia:Resistência - Capítulo 5


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Self Inserction, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nome:Matheus Lopez,carinhosamente chamado de Tsuna
Idade:23
Olhos castanho escuro e cabelos pretos,rapaz magro de pele parda,cabelo bagunçado e óculos retangulares pretos.Usa uma jaqueta de tecido vermelho escuro.
Peso:58kg
Altura:1,74

Capítulo 5 - Capítulo 05-Caixas


 

>19.12.2033

 

  Abri os olhos lentamente, estava sentindo uma leve náusea, mas consegui me mexer normalmente, apesar de muito confuso. Minha irmã foi a primeira coisa que me veio à tona, logo depois vi uma garota desconhecida no quarto.

Tomo: Q-Quem é você? - perguntei para a menina, que se espantou, e saiu andando apressadamente do quarto onde estavamos - Ei... EI! ESPERA! 

  Tentei me levantar e ir atrás dela, mas logo veio aquela sensação armagurante que já havia me visitado antes. Hoje ela veio pra me fazer perceber que não sentia uma das minhas pernas. Ainda muito confuso, olho para meus braços e minha perna que ainda conseguia sentir, só para checar se ainda estavam como eu os conhecia. Por último vi minha perna direita, já sabendo que não veria coisa boa. Tirei o lençol sujo que me cobria, e então vi aquele cotoco. Toquei a ferida levemente, arrastando a ponta dos dedos entre as ruas da cicatriz que ainda estava se formando. Ver aquele pedaço de carne escancarado agravou a confusão em minha mente. Rafaela encostou no meu rosto e me chamou, levantando minha cabeça. A última coisa que lembro era ter visto uma lágrima descendo pela bochecha de minha irmã.

 

*

 

>>15.01.2026

Rafaela: Me dá a mala, Tomo - minha irmã tentou alcançar minha bagagem, mas eu me afastei levemente.

Tomo: Não, não precisa.

Rafaela: Tomo. Me dá a mala - ela falou em um tom sério e tentou tirar a mala da minha mão.

Tomo: Eu já disse que não precisa! - Gritei com ela, em um tom mais rude do que pretendia, puxando a mala, a fazendo largar.

Jonas: Dá essa mala pra menina, moleque. Não tá vendo que você tá fraco? - ele resmungou, indo em minha direção e arrancando a mala com violência, a jogando em minha irmã. Ele me olhou com uma cara de raiva e voltou ao seu percurso, ao lado da atendente que nos levava até a saída do hospital.

  Suspirei de raiva, com uma vontade quase incontrolável de socar aquele merda, mas minha força não era das maiores, então tive que me conter. Segurei o braço de Rafa para que ela parasse até que eles se afastassem mais. Me aproximei mais dela e sussurrei, encarando Jonas pelas costas.

Tomo: Foram eles.

Rafa: O que?

Tomo: Foram nossos tios. Eles fraudaram o carro na revisão.

Rafa: O que? Por quê? 

Tomo: E-eu não sei. Mas tenho certeza disso.

Rafa: Pfft, você tá viajando. A tia Gina é irmã da Gilda.

Tomo: E por acaso você já viu qualquer sinal de afeto entre as duas? Você mesma dizia que a Gina tinha inveja da mãe por ter uma família boa e bem de vida - Rafa ficou quieta por alguns segundos.

Rafa: ...Mas você não tem provas. Por que acha isso?

Tomo: Pensa. Quais são as chances de haver um acidente de carro hoje em dia? Quando o caminhão surgiu na nossa frente... A mãe até tentou... Mas o carro sequer freiou... Por que será?

Rafa: Ai, eu não sei, não, Tomo...

Tomo: Você viu como foi a cara de contorcida da Gina quando o médico disse que toda a herança que deixaram pra nós dois foi usado pra quitar todo o gasto com o hospital e minha prótese... Eles devem ter armado esse planinho de merda, mas não deu tão certo, porque os herdeiros legítimos sobreviveram ao acidente. 

  Minha irmã olhou sem foco para o chão.

Rafa: Mas... Se isso for verdade... O que vai acontecer com a gente agora? Eles vão simplesmente se dar ao trabalho de cuidar de nós?

Tomo: Pfft, não, né. Claro que não. Eles planejaram tudo, é claro que a mamãe ia ajudar a irmã dela e ia mandar o carro pra mecânica dela. Eles aproveitaram essa chance pra revisar o carro de acordo com o plano. Até arrumaram um jeito de fazer o carro queimar depois do acidente, só pra não levantar nenhuma suspeita e diminuir as chances de sobrevivência. - Dei um sorriso irônico de lado, e balancei a cabeça como deboche. - Eles devem estar pensando em como terminar o serviço agora. Putos inteligentes.

Rafa: Como assim? Terminar o serviço?! Você acha que eles vão tentar--

Tomo: Heh, nos matar? Na real, não sei, é uma proposta muito precipitada...Mas mesmo assim... Não confie neles.-Sua visão se focou novamente e ela olhou assustada para mim.

Tomo: Não baixe a guarda. Não confie neles,Rafa- Encarava Jonas e Gina sussurando um para o outro. Nunca deixaria eles machucarem minha irmã. - Não confie...em ninguém.

 

*

 

>>19.12.2033

 

Rafa: Tomo!! - Minha irmã correu em minha direção e me abraçou. Sentir o abraço dela me trouxe de volta à realidade, eu finalmente tinha me livrado daquela escuridão, e isso tirou um grande peso de minhas costas. Minha irmã ainda estava bem nesse tempo em que eu não estava com ela.

Tomo: Ah! - A abracei de volta, ainda mais forte - Você tá bem? - senti meus olhos se encherem de água.

Rafa: Tô! Não faça mais isso, babaca. - Ela me deu um leve tapa nas costas.

  Com toda a gritaria que Rafa fez, os outros chegaram pouco tempo depois, juntos de 3 estranhos, inclusive a garota de antes. Kalynna foi a primeira me abraçar, chorando copiosamente.

Tomo: Ei, ei, pra que tanto choro,Ka?

Kalynna: Me... M-me desculpa - Ela soluçava .

   Como não queria fazer merda pra piorar a situação, apenas a perdoei, por seja lá o que ela tinha feito, e a abracei. Ryuu foi o seguinte a me cumprimentar.

Ryuu: Que bom que você acordou,cara! Você fez muita falta, brother. - Ele deu um toque em meu ombro e logo me abraçou, por cima de Rafa, que ainda estava grudada em mim.

   Tsuna veio em seguida, me abraçando em silêncio, mas com um sorriso no rosto. Percebi que Ka ainda chorava.

Tomo: Ei, Ka, tá tudo bem, sério. - Soltei os outros e passei a mão na cabeça dela, enquanto olhava de canto os sujeitos estranhos.

  Tsuna, notando minha confusão sobre os outros, quebrou o silêncio que estava no quarto.

Tsuna: Ah, e esses são Tori, Darwin e Sona. Eles são... amigos. A Sona é médica,ela cuidou de você. - estranhei Tsuna, não por sua afirmação sobre a confiança com os estranhos, mas pelo seu modo de falar. Então percebi que todos estavam falando alto demais para o que estávamos acostumados desde o começo da infecção, já que o tempo todo a gente ficava o mais quietos e falar o mais baixo possível, pra tentar não atrair a atenção dos mordedores. Estava distraído nesse pensamento quando a tal Sona se pôs a falar.

Sona: Eu sinto muito pela sua perna. Ela já estava necrosando, não tinha muita coisa pra fazer... Era ela ou sua vida.Optei pelo que achava certo.

Tomo: Não, beleza, obrigado. – Eu estenderia a mão à ela, mas não me senti confortável em confiar em alguém tão rápido. Ela acenou com a cabeça e olhou para o lado, mas quando voltou a olhar para mim a encarei, tentando lembrar de onde eu reconhecia aquele rosto familiar.  - Onde a gente tá? 

Ryuu: Ah, é um hotel aí que a gente pegou.

Rafa: Ata, você diz como se tivesse sido muito fácil "pegá-lo".

Kalynna: Você precisa ver, tem,,,muita comida .- Ka finalmente conseguiu parar de chorar, e abriu um leve sorriso.

Sona: Com licença. - a mulher fez com que todos se afastassem de mim, ela se aproximou de mim - Tá sentindo alguma coisa?

Tomo: Um pouco de enjoo. E me sinto meio cansado. – Ela puxou minhas bochechas para baixo, olhando minhas pálpebras inferiores

Sona: Uhum,olhe para o meu dedo. - Ela levantou o dedo indicador  e o moveu para esquerda e direta. Acho que era alguma examinação. - Sente alguma dor, formigamento?

Tomo: Não, nada.Por quanto tempo eu fiquei - - Sona apertou minhas bochechas e continuou a me examinar.

Tsuna: Umas duas semanas e meia.

Tomo: Vocês amputaram minha perna e ela cicatrizou em 20 dias?!

Sona: A cicatrização foi acelerada.

Tomo: Que? Com o que?

Ryuu: Com o que você acha ?- A tal Tori deu um tapa na cabeça de Ryuu.

Tori: Cala boca.

Sona: Soro de Aceleramento Regenerativo.

Tomo: Caralho, onde vocês arranjaram isso?! – Me espantei , já que no antigo mundo tal substância era altamente cara.

Sona: Eu roubei.

Tomo: De onde?

Sona: Do... do meu pai. Ele era médico. - mais uma peça se encaixou pra eu me recordar sobre o rosto dela.

Tori: Você não disse que estava sozinha?

Sona: Disse,mas ele ficou pra trás.-Ela disse em um ar meio estranho.- Ele precisa comer e descançar.

Tsuna: Tá bom, vamos lá pra recepção, gente. - Tsuna pressionou para que todos saíssem.

Rafa: Sona, posso ficar? - a médica deu de ombros, mas acenou com a cabeça.

Sona: Ei, ei, Ka! - ela chamou a menina que estava saindo, que logo voltou - Prepara a sopa pra ele pra mim, por favor?

Kalynna: Ok, já vou.

Tomo: Eu não gosto de sopa, moça.

Sona: Não importa, vai ter quer comer.

  Ela foi até o banheiro e pegou um balde,depois o colocou do lado  da minha cama.

Rafa: Pra que isso?

Sona: Ele já já vai começar a vomitar.Precisa defecar ou urinar?

Tomo: N-não. - Fiquei vermelho, odeio essas perguntas íntimas, sério.

Sona: Rafa, acho melhor já dar banho nele depois.

Tomo: Banho?

Rafa: Tá, mas não sei se ele vai gostar dessa ideia.

Sona: Ele não tem que gostar.

Tomo: Que banho? - cutuquei Rafa, para que elas parassem de me ignorar.

Rafa: Aquele que tem um négocio que chama água e outro que chama sabão, sabe? Aquele que você não costumava tomar com muita frequência, cara!

Tomo: Rafaela, cala a boca! - dei um soquinho na perna dela, que ria me zuando, junto de Sona que ria baixinho. - Eu tomava banho sim, tá.

Rafa: Uhum, mas não todos os dias. E inclusive,faz mais de 20 dias que você não passa água nessa sua bunda suja.

Sona: Rafa.-Ela estava com um sorriso de lado.-Deixa seu irmão em paz.-Inclinou o olhar pra mim.-Não se preocupa,não faz  mais de 20 dias que você não se limpa,a gente te banhou.

Tomo: Vocês..Aaah enfim... Eu consigo fazer isso sozinho, não preciso de voc--- vomitei um jato no balde.

Sona: Tu mal consegue se agachar pra defecar sozinho,pivete.

Tomo: Hunf... - limpei a boca com a manga da blusa.

 

*

 

>>02.02.2026

 

  Tio Jonas acabava de colocar algumas caixas no porta-malas da caminhonete.

Rafa: Trabalhar ? Na oficina ?

  Nosso tio apenas acenou com um soar sarcástico. 

Tomo: Mas a gente ainda não tem idade pra trabalhar.

Jonas: Olha aqui, pivete. A gente tá acolhendo vocês dois em nossa própria casa. Vocês deveriam saber como agradecer a boa vontade de alguém. Mimadinhos ingratos. - Ele bateu a porta do porta-malas e entrou no carro.

Sussurrei-lhe novamente.

Tomo: Se eles tentarem qualquer coisa com voc--

Rafa: Eu sei. - ela me respondeu, fria e irritada. Ela estava muito ranzinza comigo ultimamente.

 

*

 

19.12.2033

 

  Acordei de novo, agora só a tal médica estava no quarto, de costas pra mim, fazendo alguma coisa.

Tomo: Cadê Rafaela?

Sona: Esquentando a água.

Tomo: Eu... lembro de você - eu passava a mão em minha testa, meio zonzo, mas eu tinha acabado de lembrar dela. 

Sona: O quê?

Tomo: Sim, lembro de tudo daquela hora... Foi traumatizante, mas eu lembro de cada detalhe. Era você quem estava discutindo com o médico no hospital aquele dia... Você tava discutindo com... seu pai... - Ela parou o que estava fazendo.-Samuel,né?...Samuel Ann.

  Ela de repente se virou e me encarou com uma cara séria.

Sona: Esse não é mais o meu nome. – Seus olhos brilharam.

Tomo: O que aconteceu com ele? Ele morreu?

Sona: Não é da sua conta. - Ela limpou um dos olhos e seguiu em minha direção.

Tomo: Por que ele ficou pra trás?

Sona: Já disse que não é da sua conta! -  Ela puxou o lençol de cima de mim com raiva e pegou em meu braço - Levanta.

  Ela colocou meu braço por cima de sua nuca e me puxou. No momento em que fui colocado de pé, pela primeira vez em 20 dias, quase caí desequilibrado por estar em 1 perna só, por estar zonzo de ter sido levantado tão bruscamente e por Sona não conseguir aguentar meu peso direito. Demos alguns passos devagar e ela me largou na cadeira. Não demorou muito até que Rafa aparecesse com um balde com água morna.

Rafa: O que aconteceu?

Sona: Nada, esquece. – Ela fechou a porta.Abaixei minha cabeça e olhei para a água, que parecia bem limpa, comparada com o que vimos antes disso tudo.

Tomo: Onde vocês arranjaram essa água?

Rafa: Essa a gente pegou de privada, mas já saímos pra pegar mais.

Sona: Pronto, me ajuda a tirar a roupa dele.

 

*

 

  Victoria se encarava no espelho há mais de 15 minutos, mexendo em seu cabelo, pensando onde iria cortar. A tesoura, comum, de cortar plástico e papel, estava esperando ela tomar coragem. Tori suspirou fundo e pegou a tesoura.

Tori: Beleza, vamo lá.

  Ela pegou uma mecha grande, mediu, como se soubesse o que estava fazendo, e cortou, um pouco acima da orelha.

Tori: Ai caralho... - ela sentiu seus olhos enchendo d'água. - Não para, tu tem que fazer isso,Victoria.- ela disse a si mesma, separando mais uma mecha.

  Tsuna chegou devagar, em silêncio, se apoiou na porta e cruzou os braços, olhando Tori pelo espelho.

Tsuna: Isso é por causa de ontem?

  Tori murmurou um sim, concentrada em seu cabelo.

Tsuna: É melhor assim, não gasta tanta água pra lavar e é menos perigoso.

Tori: O que tá caindo no chão não é só meu cabelo. É o resto do meu orgulho indo embora .

Tsuna: Ah, para de drama, é pro seu próprio bem.

  A mulher resmungou coisas e xingamentos inescutáveis.

Tsuna: O que disse?

Tori: Tsc, nada. Para de me desconcentrar, já cortei uma coisa errada aqui, caralho. - Ela disse irritada e deixando um par de lágrimas escaparem de seus olhos.

Tsuna: Bom, se tá afim de ser mordida quando um infectado te puxar pelo cabelo de novo, me avisa antes, aí eu não me arrisco e volto pra te salvar de novo.

Tori: E-eu podia ter dado conta sozinha, tá?

Tsuna: Ah, podia, é? - Ele deu um sorriso de deboche.

Tori: Sim, podia!

Tsuna: Nossa - ele descruzou e levantou os braços como rendição irônicamente. - Tá bom então, eu vou embora. - ele se virou para sair, e disse por cima do ombro.- Ah, e você ta cortando tudo torto.

Tori: Puta que merda! - ela gritou ao errar mais uma tesourada – Eu podia sim...

 

*

 

  As duas terminavam de me ajudar a me vestir.

Rafa: Pronto, bebezão, não foi tão ruim.

Tomo: Por que não foi com você.

Sona: É só seu corpo, deixe desse tabu.- Sona se virou, recolhendo as roupas e os lençois do chão.

Tomo: Eu sei que é só um tabu, mas...Sei lá. Eu ainda me importo. - Apesar de sempre ter sido solitário, sempre acabei me importando com o que as pessoas poderiam pensar sobre mim, mesmo que involuntariamente.

Sona: Desnecessário. Rafa, acho que já dá pra chamar os outros.

Tomo: Pra que?

Rafa: Precisamos conversar.

 

*

 

>>15.02.2026

Tomo: Ei, preciso falar com você. - Tentei falar com minha irmã no intervalo da aula, mas ela continuou me ignorando -Rafaela!

Rafa: O que você quer? - ela bateu na minha mão que havia encostado no ombro dela,

Tomo: Por que está assim comigo?

Rafa: O que você quer conversar, Gabriel?

Tomo: Gina e Jonas - Ela revirou os olhos, resmugou e tentou sair, mas peguei seu braço antes. - Rafael--

Rafa: Mano, dá pra parar com essa nóia?! Que saco! - ela puxou seu braço e voltou a andar. - Me deixa em paz!

Tomo: Caralho, o que você tem?!

Rafa: O que EU tenho? Cara, nossas mães morreram. Eles só nos acolheram lá!

Tomo: Acolheram mas nos tratam como lixo. Eles fazem a gente trabalhar pesado. Você já tá ficando toda machucada por ficar mexendo com as coisas da oficina!

Rafa: Cara, nos tratam do jeito deles, não é culpa deles serem assim!Eles nos amam, Gabriel! - ela se aproximou mais de mim - ELES SÃO FAMÍLIA! - ela gritou com raiva, me olhando nos olhos.

Tomo: Rafaela, você sabe que isso não é a verdade! PARA DE VIVER NESSA FARSA!

Rafa: FARSA?! EU TÔ VIVENDO NA REALIDADE,VOCÊ QUE TÁ CHEIO DE PARANÓIA!

Tomo: EU PROMETI PRA ELAS QUE EU IA TE PROTEGER!

Rafa: EU NÃO PRECISO DE VOCÊ NO MEU PÉ, MANO! - ela começou a chorar

Tomo: Eu sou seu irmã--

Rafa: EU SEI, CARALHO! - Ela gritou novamente, todos os alunos próximos se nos olhavam  - Mas elas se foram, elas não estão mais aqui...

Tomo: Rafa... - tentei me aproximar

Rafa: Não, para, me deixa quieta.- ela recusou a aproximação, limpando as lágrimas e tentando se conter. –Só...Me deixa em paz.-Logo ela voltou para seu grupo de amigos.

   Depois desse dia, ela se afastou ainda mais de mim, e não tendo ninguém para conversar sobre isso, me isolei, com o intuito de tirar essas coisas da cabeça. Me tranquei na minha própria caixinha, na minha bolha solitária. Resolvi trabalhar mais duro na oficina, tomando o lugar dos outros funcionários e ganhando um salário maior. Rafa não recebia nada, mas ela aceitava isso de boa, já que Gina fez sua cabeça, a fazendo pensar que o salário serviria para cobrir os gastos com ela, mas eu consegui me conter e conversar com meu tio, argumentei ao meu favor, dizendo que se ele me desse o dinheiro que eu merecia eu sairia de casa mais rápido, e ele aceitou a proposta, sem que Gina soubesse. Assim que terminei o ensino médio, saí do A-38, me mudei para Aserich, onde morei com um companheiro da minha classe, e cursei engenharia.

 

*

 

>>19.12.2033

 

   Todos entraram novamente no que eu passei de chamar de meu quarto.

Tomo: Isso tá ficando estranho.

Sona: Se quiser privacidade, vaza e se vira sozinho.

Tomo: O que foi?

Ryuu: Caixas...

Tomo: Como assim "caixas"?

Tsuna: Tem caixas enormes , na cidade inteira. Caixas com paraquedas.

Ryuu: Essas caixas tem alguma coisa que eles querem.

Tori: Comida, óbvio.- disse a garota encostada na parede, com o cabelo recém cortado, totalmente torto, por sinal, e com uma cara de sono.  

Darwin: Na real não sabemos se é mesmo comida, mas parece ser algum tipo de carne, muito estranha, inclusive.

Tori: Eles se amontoam em cima das caixas que nem formiga em doce.

Tomo: Mas de onde vêm essas caixas?

Rafa: Eu vi... um avião... jogando uma caixa.Um avião militar.

Tomo: Mas podem ser mantimentos para quem ainda não foi infectado...

Sona: Não são. Caixas de mantimentos são diferentes, tanto em cor como função

Ryuu: Sim, quando eu trabalhei no exército eles ensinaram que as caixas de mantimentos têm que ser vermelhas. As que vimos são verdes escuro, e são do tipo que se abrem assim que chegam ao chão. Se fossem mantimentos ou remédios, elas estariam completamente lacradas, só um humano normal seria capaz de abrir.Não acho que essas caixas são jogadas para sobreviventes... - Ryuu disse, sério. Ele tinha razão, aprendemos na faculdade como fazer uma caixa programada para de abrir.

Darwin: Mas e se tiverem algum tipo de comida com veneno contra os infectados?

Tsuna: Até poderia ser, mas os doentes que estavam com a caixa que vimos no dia em que nos encontramos ainda estão vivos, e  não parecem ter mudado, tanto por fora como por dentro...

Sona: Acho que essas caixas são algum tipo de arma biológica. Um vírus pode ter sido "vazado", e nesse caso,ele é sonelliano. Ou pode ser um ataque proposital, um ataque biológico em massa.

Darwin: Foi por Eloirinn?

Sona: Não sabemos, não temos nenhuma certeza.

Tomo: Nenhuma certeza? Por que Sonell envenenaria a si mesma?

Sona: Não sei, talvez tenha sido algum experimento, sei lá.

Tomo: Não seria muito azar se Sonell se envenenasse, logo em uma época de paz armada com Eloirinn? Não pode ter sido "apenas um experimento".

Darwin: Muitas coisas acontecem e evoluem na guerra...

Tomo: Eu disse paz armada, não guerra.

Tsuna: Xylia pode estar envolvido nisso. Eles estavam muito estranhos ultimamente.

Rafa: Ultimamente quer dizer sempre, né?

Ryuu: Sim, Xylia ergue uma muralha da noite pro dia, sem qualquer justificativa forte, daí começa a importar e exportar, comprar e produzir equipamento bélico cada dia mais...

Tsuna: Pra quê discutirmos política se não podemos fazer exatamente nada? - todos se calaram de novo.

Sona: Precisamos de máscaras. Não podemos ficar a toa em um lugar infectado. Também precisamos de luvas , se possível.

Ryuu: Mas a doença só é transmitida por mordida.

Sona: Não tô falando só do vírus. Esses infectados urinam e defecam nas calças, isso pode provocar infecções, atrair bichos, insetos e outras doenças, que não vão demorar muito pra começar a ser transmitidas.

Rafa: Viu o que acontece quando a gente não se limpa, Tomo? É por isso que precisamos tomar ban-- - dei um tapa na cabeça dela, apesar dela estar brincando para aliviar o clima, isso ainda me constrangia.

Darwin: O que vamos fazer daqui pra frente?

Tori: Acho que só podemos tentar sobreviver...

Tsuna: Sim , pelo menos até algum resgate chegar, ou se tudo acabar...

Ryuu: Isso SE houver um resgate ou um fim...

Kalynna: Por que isso tinha que acontecer?

   Todos continuaram quietos, o silêncio só era cortado pelo choro de Ka. Nosso jogo de sobrevivência havia começado, e não tínhamos a mínima noção de quanto tempo isso ia levar.E supostamente , ninguém era o favorito a vencedor.


Notas Finais


Críticas CONSTRUTIVAS E COM ARGUMENTOS QUE NÃO SEJAM ACHISTAS são muito bem-vindas,assim como elogios.
Se tu gostou ajuda as titia ae plz e da favorito,comenta o personagem que você mais gosta ou o seu capítulo favorito e se tiver boa vontade compartilha cosamiguinho :3
Quem não comentar e favoritar não ganha biscoito >:(

Cap escrito por Daniela e Vitória


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