História ANBU - Academia Especial de Assassinato e Tática - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Konan, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko
Tags Anbu, Naruhina, Nejiten, Ninjas, Saiino, Sasodei, Sasusaku
Visualizações 297
Palavras 12.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Escolar, Festa, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Finalmente saiu a segunda parte da ONE e queríamos muito agradecer a todos vocês pela incrível recepção que nossa amada ANBU teve. Foram mais de 89 favoritos em apenas 3 capítulo e um comentário mais apaixonante que o outro. Esperamos que gostem também desse capítulo. Ja ne

Capítulo 4 - ONE - parte II


Fanfic / Fanfiction ANBU - Academia Especial de Assassinato e Tática - Capítulo 4 - ONE - parte II

Nem todos os alunos da ANBU correm atrás do Kakashi para se tornarem pupilos. Sim, ele é o mais disputado, como já foi dito, mas há mais professores com as suas capacidades e especificações e eles, tal qual o Hatake, conseguem chamar a atenção dos interessados nas áreas de atuação em que são mestres. Na ONE, até isso é usado pro… “Mal”.

Há, na ANBU, um dos melhores professores de Taijutsu do mundo, isso se não for o melhor. Bom, é por enquanto, pelo menos até que o seu pupilo se forme. Might Guy é um cara “peculiar”. Seu riso solto e sua chama acesa de juventude afasta muitos daqueles que querem se manter descolados, ainda mais pelo seu uniforme não convencional, composto de um macacão verde bem pouco usual. Mas é inegável que Guy é extraordinário como ninja. E isso chamou a atenção de um aluno há alguns anos, que se tornou seu mais fiel aprendiz. Rock Lee age com Guy como Itachi age com Kakashi. É quase um ídolo, um exemplo a ser seguido, um mestre a ser idolatrado. A diferença, é que Ial. Lee usa até as mesmas roupas. Reverencia seu mestre e é reverenciado de volta. Mas, não se enganem. Rock Lee é o futuro do Taijutsu. Até Guy já deixou escapar que ele será ultrapassado pelo pupilo quando o mesmo se formar na ANBU. Ninguém duvidou.

Mas o que isso tem a ver com a ONE? Bom, começou no ano em que Lee era novato e a tradição se manteve. Agora, ele virou trote. Geralmente, ele é muito sério e dedicado. Tem o mesmo riso solto do mestre e a amizade com todo mundo, mas quando o assunto é o controle do corpo, não se perde pra nada. Tirando o fato de que, se misturar sua habilidade suprema no Taijutsu com bebida alcoólica, ele vira uma arma mortal. Sempre que Lee bebe, ele assume a capacidade de lutar pelo estilo da Vara Bêbada ou Punho Zonzo e isso, além de lindo, é absurdamente perigoso.

A cara da ONE.

Resultado: um dos trotes com os novatos, envolve o Rock Lee, um copo de água batizada com bebida e um pobre coitado que terá que ultrapassar o mortal Lee no estilo mais complicado de todos de luta.

A cerimônia de iniciação, pros veteranos, serve basicamente pra marcar quais dos novatos eles irão escolher pra atormentar e qual será a tortura. Tem os que se safam, com as coisas mais leves, mas tem que os que acabam caindo nas coisas mais… Mortais.

É aquela premissa básica: na ANBU, você garante a sua própria segurança e um ninja nunca baixa a guarda. Nunca.

Sai e Shikamaru estavam atentos à isso o tempo todo. O folgado, afinal, era até esperto pra se ligar nos copos com droga e nas rodinhas mal intencionadas. Com isso, conseguiram escapar de quase todos os ataques. Até que houve um mais direto e nesse, Shikamaru se mostrou mais ágil do que nunca. Rapidamente saiu do meio dos veteranos que rodearam ele e Sai e deixou o companheiro de dormitório ali, à mercê do que quer que os malucos quisessem fazer.

Dava pra imaginar que eles iriam drogar Sai, ainda mais depois que dois prenderam seus braços e um derramou um copo inteiro na boca do coitado, que tentava se soltar, em vão. O que não dava pra imaginar, era o tamanho do sadismo que vinha depois de fazê-lo engolir aquele líquido esverdeado.

- Muito bem, novato! Bebeu tudo! Agora, você tem dez minutos pra pegar o antídoto do veneno, senão você já era. - o que tinha derramado a bebida disse com um sorriso demoníaco no rosto.

Então não era droga, era veneno. Shikamaru voltou até eles, pra prestar atenção na conversa.

- É sério isso aí? - perguntou com sua calma habitual, levando em conta que Sai estava em choque com o que tinha ouvido. Não esperava morrer na primeira noite e muito menos assim.

- Sério é o veneno que ele tomou, Nara. Dez minutos, correndo. - um dos três disse rindo e balançando o corpo estático de Sai.

- Vixe… Que negócio esquisito que vocês fizeram, hein? - Shikamaru coçou a cabeça, pensando em um possível plano de ação. - E onde tá esse antídoto? Tá com algum tutor? Com o Hokage? - pensou nas possibilidades mais complexas, mas começou a achar pior quando os três começaram a rir maldosamente.

- Nada… Está suave pra ele. Está no pescoço do veterano do Guy. Vai ser fácil reconhecer. Macacão verde, cabelo tigelinha… Rock Lee. O cara é gente boa. Só pedir que ele dá. - a ironia estava explícita na voz dele, mas Sai estava em pânico. Assim que ouviu a solução do problema, levantou e saiu no meio da multidão, procurando o tal Rock Lee. Precisava achar o cara e já tinha perdido uns bons dois minutos naquela enrolação.

Shikamaru foi atrás dele. Com as mãos no bolso, o olhar preguiçoso e a certeza de que não seria tão fácil assim. De longe, ele viu a figura que tinham descrito. Não era possível que teriam duas pessoas tão mal vestidas daquele jeito. Mas também enxergou o problema na hora.

- Isso vai ser problemático… - suspirou pra ele mesmo. - Aí, Sai! Ali, o cara!

Sai parou de girar de um lado pro outro e acompanhou o dedo de Shikamaru. Correu até onde Lee estava, disposto a implorar pelo antídoto. Sabia que não devia agir assim, afinal era um ninja, mas tinha sido pego desprevenido e a única coisa que tinha que fazer, agora, era contenção de danos. E os malditos tinham dito que o tal Lee era um cara legal, certo? Não teria maiores problemas.

Bom, em circunstâncias normais, realmente não teria. Sai e Lee até se dariam bem. Mas hoje, na ONE, Rock Lee é uma arma. E das mortais. Nessa altura da festa, ele já está bêbado o bastante pra atacar qualquer sombra que se aproxime dele. Não foi diferente com Sai.

Assim que ele se aproximou, rápido demais devido ao desespero, Lee esquivou e deu uma cotovelada precisa em suas costas. O impacto o jogou no chão. Sai sentiu a dor no peito devido à batida contra a terra batida, mas levou em conta que tinha chegado de modo brusco e Lee tinha reagido no automático. Normal. Era um ninja veterano.

Se levantou devagar, com as mãos no alto, em sinal de rendição.

- Você é Rock Lee, certo? - perguntou fazendo careta, ainda sentindo as dores do único golpe.

- Rock Lee, o demônio bonitão da Academia de… Academia dos ninjas! - respondeu visivelmente embriagado, se mexendo sem parar e fazendo movimentos precisos de taijutsu.

- Meu nome é Sai. Eu preciso do pingente que você tá carregando. - e apontou um pequeno frasco que ele tinha amarrado no pescoço.

- Então me vença, Sai! - Lee armou a posição de luta e o chamou com os dedos, dando um soluço.

O desespero voltou a tomar conta do peito dolorido dele. Atacou Lee, mas nenhum de seus golpes entravam e só apanhava. Ainda tentou ir pela conversa, pedir, implorar, mas lutava e fazia as contas ao mesmo tempo. Sabia que seu tempo estava acabando e não tinha conseguido chegar nem perto do pescoço de Rock Lee. De longe, Shikamaru assistia àquela luta lamentável. Pensou, por um segundo, se o companheiro de quarto era tão ruim como ninja ou se era só o desnorteio.

- Sai! - deu um grito que afastou o outro do próximo golpe, que provavelmente o desacordaria. - Ai, ai… Deixa eu falar com ele. - resmungou se aproximando, com as mesmas mãos nos bolsos e a expressão de quem já estava cansado, antes mesmo de começar qualquer coisa.

- Mais um oponente pro grande… Rock Lee! - e soluçou de novo.

- É, é… Grande, isso aí mesmo… Então Lee, você sabe que antes de qualquer luta é correto que os adversários se cumprimentem, certo? - Shikamaru propôs e o sentimento de honra exacerbada em Lee aflorou. Ele corrigiu a postura na mesma hora e abaixou o tronco, angulando quase noventa graus.

Pronto. Assim que o pingente pendeu, Shikamaru puxou com a mão e entregou pra Sai, que bebeu imediatamente e voltou os olhos pro preguiçoso mais genial que já tinha conhecido. Viraram as costas e foram saindo.

- Ei, você! E a luta? - Lee gritou, ao ver que Shikamaru estava indo embora.

- Tá louco… Lutar? Você já ganhou, Lee. - respondeu caminhando e começou a rir. Para Sai, confidenciou. - Depois dessa, eu quero mais é ficar doidão.

Sasuke foi conduzido para uma pequena sala nos fundos do grande prédio da Academia. Apenas se ouvia as batidas eletrônicas da ONE ao longe, e as respirações de seus sequestradores. Sem sua visão excepcional, o garoto usava sua audição que também era impecável, conseguindo ouvir os passos dos três homens que o cercavam, e cada movimento dos mesmos. Sua mente arquitetava seus próximos passos, pensando estrategicamente como se livraria dali, e mataria cada um dos três, três mortas dolorosas. Três contra um? Não parecia justo. Era uma desvantagem muito grande, para eles. 

 

 

O moreno foi sentado bruscamente em uma cadeira de madeira velha, uma mão firme amarrando seus dois pulsos um no outro com força. Sasuke range os dentes ao sentir os tapas em seu rosto por cima do capuz negro. 

 

- Você não parece tão especial agora, ein,  Uchiha? - Ele escuta um dos homens dizer. - Agora vamos começar a falar sobre seu clã imundo, sim? Afinal, você já é um homem morto mesmo.

 

- O que você sabe sobre minha família?? - o Uchiha mais novo pergunta, cerrando os dentes de raiva.

 

- Eu sei que são uns merdinhas que só sabem pensar com o pinto. Seu irmão tá ai para provar isso! - Diz uma segunda voz masculina, cospindo logo em seguida no rapaz amarrado, causando a risada dos outros dois.

 

CHEGA! Gritou Sasuke em seus pensamentos. Faria aqueles seres desprezíveis engolirem cada palavra dita contra seu irmão. Fechou seus olhos abaixo do capuz negro, abrindo logo em seguida com os orbes negros mudando para vermelho sangue,  e a marca de seu sharingan avançado.

 Os três rapazes estremeceram ao encararem seus olhos por debaixo do capuz, o vermelho brilhante, e no mesmo instante que estavam naquela sala minúscula, se viam agora presos em um tronco de madeira, o céu aberto parecia estar sangrando sobre suas cabeça, as nuvens negras paradas como se o tempo não existisse ali. Os pares de olhos dos três, arregalados para a figura a sua frente. Sasuke Uchiha não estava mais preso em sua cadeira, e apenas encarava os três paralisados na sua frente de forma fria. 

 

- Vocês, escórias, erraram feio ao insultar meu clã de forma tão desonrosa, e vão sofrer as consequências.  O vermelho no símbolo do meu clã pode parecer dramático..., Mas para nossos inimigos nunca fez mais sentido, afinal a última coisa a verem são nossos olhos e seu sangue escorrendo. - A voz rouca do garoto soa no ouvido dos mascarados, e assim que ele pronuncia sua última palavra, kunais de diversos tamanhos, perfuram o corpo dos homens, entrando em suas entranhas de forma dolorosas.

 Três kage bunshin do novato surgiam a sua frente, seus sorriso diabólicos para as vítimas à sua frente, ao começarem a pequena tortura. A mão do garoto atravessava o estômago dos mascarados, arrancando suas tripas como se não fosse nada. Tinham vontade de desmaiar ao ver aquela cena, e sentir a dor latente, logo após sentindo seus membros serem arrancados um por um. No fundo, sabiam que aquilo não era real. Mas a dor era. Sentia a dor latente de cada par decapitado, e sentiam sua sanidade esvaindo aos poucos. Quando todos os membros eram arrancados, tudo recomeçava. As kunais gigantes perfurando, o sorriso diabólico... Tudo novamente. Parecia que estavam ali a dias, quando havia passado apenas segundos. Estavam em um genjutsu da família Uchiha,  a dor era real e gigantesca. Descomunal. Gritavam em puro desespero.  

 

Enquanto isso, fora dali, Sasuke conseguia se soltar com maestria de seu capuz e corda, sem nenhuma dificuldade. Se põe de pé em um instante, parando na frente de seu sequestrador. Sem pensar duas vezes, enquanto o mascarado ainda encarava o nada e gritava desesperadamente, Sasuke segura dos dois lados da cabeça do homem, quebrando seu pescoço em um estalo, jogando o seu corpo para longe. Os gritos já estavam o irritando, então fizera o mesmo com os outros dois, arrancando a cabeça do maior membro deles, por pura raiva e diversão,  interrompendo os gritos feitos pelos cadáveres, interrompendo também seu genjutsu mais potente. 

 

Fechou seus olhos, suspirando ao ver a cena dos três homens mortos ao seus pés. Não se considerava um cara violento, sempre fora quieto em seu canto, evitando violência desnecessária. Mas aqueles mascarados haviam brincado com a sorte ao sequestrarem um dos membros do clã Uchiha, superestimando sua capacidade, ofendendo seu irmão mais velho... Sabia que era vida ou morte dali para frente. E não perderia sua vida e o segredo de seu clã daquela forma. 

 

Saiu daquela sala sem olhar pra trás, optando por ir para seu dormitório. Já usará suficientemente seu chakra, o melhor que tinha à fazer era descansar. 

Após entrar naquela salinha que Ino desconhecia, o clima já havia esquentado. A temperatura normal já havia sido quebrada pelos toques do tal Kakashi. E o mais interessante ali, para ambos, era a identidade dominadora. Ino, por mais que fosse louca por sexo, gostava mais ainda de ser a dona da situação. Talvez isso que tenha atraído Kakashi, que era outro alfa nato. A caçada. A briga pela dominância. A lascividade e estar com alguém assim na cama, era tentador demais. Ele reconheceu Ino de longe como uma igual. Gostou ainda mais dela quando ficaram mais próximos, dentro daquelas quatro paredes. Mas a adorou mesmo, quando se viu sendo arrastado, puxado pela camisa e jogado em uma cadeira, sendo colocado em um papel tão diferente do que sempre assumia: hoje era presa. Ali, claramente, ele era presa daquela fêmea linda de cabelo comprido.

Ino sentou no colo daquele professor misterioso, com as pernas abertas, o prendendo na cadeira com o próprio corpo. Estrategicamente posicionada sobre uma certa parte dele, que pulsava a cada remexida que ela dava. O sorriso malicioso no rosto da loira era visível e ela não fazia nem questão de esconder. Com aquela cara de safada, desceu até o pescoço do prateado e mordeu.

- Que tal brincarmos mais? - sua voz embargada em malícia e pura luxúria deixava Kakashi desnorteado. Se aquilo fosse uma tortura para impor seus segredos ao público, ela estava no caminho certo. Seria uma ótima veterana. Quiçá, uma excelente tutora. Do nível dele, inclusive.

Ino levou suas mãos ao primeiro botão da camisa. Em uma lentidão angustiante, começou a abrir cada um deles, saboreando o ato como se estivesse fazendo uma coisa importantíssima. Muita demora. Muita. À essa altura, Kakashi contava que já teria comido essa gostosa e provavelmente estaria na segunda investida. Quem sabe até em outra novata. Aquela lentidão era uma clara provocação e uma determinação de limites. Ela queria mostrar quem mandava. Pois bem. Ele já tinha perdido a paciência pela lerdeza de Ino. Sem contar que, apesar de estar submisso até agora, estava longe de ser tão passivo assim. Segurou as mãos dela em um movimento até bruto, a pegando pelos punhos, e trouxe a loirinha pra um beijo, quente e marcante.

- Você não está brincando direito. - Ino interrompeu o beijo rindo e o empurrou novamente para a cadeira. - Ou talvez não tenha entendido, professor… Você não pode me tocar, apenas eu posso.

Kakashi deu um suspiro enjoado. Era meio cansativa essa história das meninas que vinham com essa de “só eu posso tocar”. Não entendia qual era a graça nisso. Sexo com benefício mútuo é sempre tão bom! Mas deu de ombros. Se não podia tocá-la, muito que bem. Deveria ter pego mais uma bebida pra tomar, enquanto ela estivesse pulando no seu pau.

- Vai em frente, então. - respondeu à provocação de Ino com um leve desdém, pensando que talvez devesse ter ido atrás da cereja arisca. Aquela lá sim ia dar uma puta foda gostosa.

Mas Ino não é o tipo de mulher que admite olhares de desdém. Muito menos quando está sentada no colo de um homem, plenamente disposta a transar com ele. Aquele semblante indiferente de Kakashi começou a mudar para um mais interessado, assim que ela estourou os três botões que faltavam para abrir. Disso ele gostou. Voltou a olhá-la com olhos de cobiça e ela notou a mudança. Seu sorriso mais presunçoso surgiu e decidiu que tava na hora de ver o rosto daquele homem por completo. Levou a mão até a máscara mas foi impedida por novo movimento ríspido.

- Está passando dos limites, gostosa. - Kakashi disse com malícia, mordendo o dedo de Ino sob a máscara preta. Ela não ligou.

- E como você vai me chupar sem tirar essa porcaria da cara? - ele arqueou uma sobrancelha, surpreso com a pergunta.

- Então agora eu posso te tocar? - tinha uma ironia nesse tom de voz mas passou pra confusão assim que a gargalhada de Ino irrompeu o ar.

- Ai, professor Hatake… você ainda não entendeu. Você pode me tocar. - disse sorrindo perigosamente e levando a cadeira com o pé até perto da mesa, sem sair do colo dele. - Desde que eu autorize.

Esses termos eram mais interessantes que os anteriores. Bem mais. E Kakashi percebeu que ela não era tempo perdido, quando viu Ino sair de seu colo e sentar na mesa, com as pernas abertas. Sentiu a boca encher de saliva e os olhos arderem.

- Que tipo de novata vai sem calcinha e de vestido na ONE? - perguntou hipnotizado, levando um dedo até a intimidade molhada dela.

- Eu tava de calcinha. - Ino respondeu zombando. - Tirei quando vi você me comer com os olhos na cerimônia. Daí eu quis que me comesse com outra parte.

- Ah, eu posso fazer isso… - respondeu sem tirar os olhos da boceta dela. - Eu posso muito te comer com outra parte do meu corpo.

Baixou a máscara e se enfiou entre suas pernas, fazendo Ino se perder na carícia. Ela apoiou os cotovelos no tampo da mesa e se controlou, para não entregar de cara o tanto que estava adorando aquela língua ágil lambendo seu clitóris estimulado. Kakashi beijava aqueles lábios com a mesma fúria que beijou sua boca e mordiscava as partes sensíveis, dando choques de prazer que arrancaram de Ino os gemidos mais sofridos que tinha. Não queria gemer, não ainda. Mas tava gostando pra caralho dessa boca quente do professor gostoso, bom de oral!

- Você vai gozar na minha boca, gostosa? - a pergunta safada fez ela rir uma gargalhada sincera.

- Se você for bom o bastante… - murmurou a resposta, sabendo que ia, sim. Inclusive, já estava bem perto disso.

E Kakashi também sabia o quão bom era. Sabia inclusive que aquele cheiro, aquela viscosidade, aquele aperto, aquele tanto de remexidas sob o ritmo das estocadas dos seus dedos, significava uma coisa só: a fêmea dominadora estava se derretendo pra ele. Aproveitou aquele gosto, que era sempre bom. Mas gozo de mulher metida, é sempre bom demais.

Levantou a cabeça, rindo vitorioso, sem se importar que estava sem a máscara, para encontrá-la deitada na mesa, sorrindo molinha depois do orgasmo. Puxou Ino pelas pernas, pra que se encostassem. Abriu rapidamente a calça e colocou o pênis pra fora, esfregando na intimidade sensível dela e arrancou alguns murmúrios e risinhos da loirinha, que já o encarava com aquela malícia de novo.

- Tá esperando o quê, professor? - perguntou sorrindo com o canto da boca, ao vê-lo continuar naquela tortura gostosa.

- Sua autorização, ué. Não é assim que funciona? - respondeu com ironia, sorrindo satisfeito de ouvir a risada esganiçada que ela deu. Mas quando Ino parou de rir e encontrou o olhar com o dele, engoliu à seco.

- Me fode. Forte. Duro. Rápido. - era uma ordem e aquele tom de autoridade da loirinha gostosa transtornou Kakashi, que chegou a rosnar em um misto de ódio com tesão. Pegou uma camisinha no bolso da calça e colocou o mais rápido que conseguiu. Em segundos, estava se enfiando naquela cretina petulante com tanta força, que duvidava que ela fosse conseguir andar no outro dia. Mas, ao contrário disso, ela parecia estar se divertindo, com as pernas encaixadas no seus ombros, rindo e tocando os próprios seios. Definitivamente, adorando a foda brutal.

Era a dominação, ele entendeu isso. Enquanto ela estivesse se sentindo superior, estaria tudo bem. Mais ia subjulgá-la. Ou ele não era Kakashi Hatake.

Arrancou as pernas de Ino de seus ombros com rispidez e a puxou pra baixo, virando-a de barriga pra baixo. Empinou a bunda da loirinha e ainda se esfregou, já melado dos fluidos dela, por toda a sua nádega, mas voltou a penetrá-la normalmente. De quatro. Com a mão enrolada naquele rabo de cavalo enlouquecedor, fazendo com que a metidinha ficasse do jeitinho que ele queria. Aí estocou com vontade, como ela tinha falado. Forte. Duro. Rápido. O som das bolas batendo contra as coxas dela era absurdo. O som dos gemidos de Ino eram incontroláveis. O tesão de Kakashi era palpável. A camisa aberta no peito, não cobria os músculos da barriga, que se contraíam e voltavam, mostrando a definição de anos de ninja, mas que, em horas como essa, colaboravam para se tornar alguém extremamente atraente.

E Ino também não deu trégua. Apesar da foda dura, se manteve provocando, rebolando contra essa barriga definida, fazendo com que o famoso Kakashi Hatake gemesse sem controle também e puxasse seu cabelo, em alguma tentativa de domínio. Só que não dava pra negar. Ele era gostoso pra porra! E dava um orgasmo como ninguém! Sentiu o corpo reagir às bombadas firmes e espalmou as mãos na mesa de madeira, rindo enquanto gozava, apertando ele o máximo que conseguia.

Ao se sentir esmagado daquele jeito, depois de todo aquela “briga” por dominância, Kakashi soube que também ia gozar. Investiu ainda mais rápido, trazendo o quadril dela de volta com mais força, até se sentir libertado, gemendo alto, meio gritado, e enquanto gozava, ouviu ela falar.

- Ino, professor. Pode me chamar. Eu não conto pra ninguém.

De olhos fechados e dando as últimas bombadas pra liberar o resto de gozo, riu da arrogância da loirinha gostosa. Mas fez a sua vontade. Gemeu seu nome enquanto acabava de se derramar. Ela mereceu.

Quando se desencaixou dela, pensou mais: ela merecia ficar na tutela dele. Era, com certeza, alguém que ia se dar muito bem na ANBU. Pelo menos nessa parte de… Promiscuidade.

Após ter apagado o fogo entre os dois, momentaneamente, Kakashi decidiu pegar uma bebida para ambos, do próprio estoque particular dos professores. Não queria correr o risco de ficar drogado, e apesar de sua enorme vontade de tentar arrancar o segredo de Ino, apenas a chance de tê-la em sua cama novamente o segurava.

Ino ficou perto da pista de dança, observando o aglomerado de corpos se movimentando, estava ponderando se deveria ir dançar um pouco, quando foi abordada.

- Quer ver meu lado bonito, gatinha? – Deidara perguntou com diversão para Ino.

Ela se virou irritada com a ousadia da pessoa, pronta para dar um fora à altura,  e ao se dar conta de que era o irmão, sorriu se jogando nos braços dele.

- Dei, você não tem nenhum lado bonito, é totalmente repulsivo. – respondeu mordaz, beijando-o nos lábios.

Sasori que acompanhava Deidara, abriu a boca incrédulo com aquele cumprimento de irmãos, mas deixou para lá, pelo que conhecia até agora do companheiro de quarto, achou melhor não entender.

- Continua gostosa como sempre, se não fosse minha irmã... – balançou o rosto, piscando com malícia.

- Você é uma versão masculina minha, e é claro que eu me pegaria. – acertou um tapa no braço dele e riu pelo olhar ofendido que recebeu.

O olhar de Ino recaiu sobre Sasori, medindo-o de cima a baixo, e como se o aprovasse, estendeu a mão com um sorriso malicioso.

- Meu irmão não disse que tinha amigos tão gostosos. – Sasori apertou as mãos de forma firme, e Ino amoleceu ao pensar em quão firme seria aquela pegada. – Sou Ino.

- Sasori. – sorriu sem humor. Estava acostumado a encontrar garotas de personalidades fortes como a loira, infelizmente ela não fazia seu tipo. Preferia as mais difíceis. - É um prazer conhecê-la.  

Deidara ficou observando aquela falsidade, balançando o rosto divertido. Na verdade o ruivo era mais interessante do que imaginava, era para glorificar de pé encontrar alguém que não cedia aos encantos da irmã.

- Não disse, porque não tenho. – o sarcasmo na voz fez Sasori arquear a sobrancelha, havia entendido a indireta. Até demais.

- Você é realmente brincalhão, não é “Dei”? – pronunciou o apelido com insinuações explícitas, se aproximando e enlaçando a cintura do mesmo. – Agora que já passamos as partes da apresentação, que tal nos apresentar como o que realmente somos? – depositou um beijo no pescoço do loiro.

“Maldito, filho da mãe, desgraçado”, Deidara o xingava de todos os nomes possíveis, e ainda assim não pôde deixar de se arrepiar com o toque. Quase fechou os olhos apreciando o contato, mas então se lembrou de que estava em frente á irmã que olhava a cena boquiaberta, e porque sabia que Sasori era hétero, e adorava zuar, havia aprendido isso no pouco tempo que passaram juntos.

- Quando pretendia me contar? – Ino cruzou os braços com um biquinho que sempre desmanchava o irmão.

- Irmãzinha, só um instante, eu quero ter uma conversinha com meu “amor”, vamos? – ia puxar o ruivo, mas foi interrompido pela loira.

- Sem chance, quero um beijinho para ficar gravado na mente. Sempre quis ver uma cena dessa na minha frente. – batia as mãos como uma criança.

Deidara estava prestes a recusar, mas quando viu a careta de Sasori , junto ao engolir em seco,  sorriu de forma malvada e se voltou.

– Bom, já que estamos aqui, por que não? Né “amor”?

Ok, o jogo estava virando. Puta que pariu. Como ia sair daquela? Sem chance de beijar outro cara. Sasori olhava para todos os lados, tentando encontrar uma solução, enquanto Deidara se divertia às suas custas.

Ia ter volta.

Definitivamente teria volta.

- Olha só se não é o professor que está me chamando, com licença, foi um prazer te conhecer.

Certo, era oficial, Sasori saiu dali antes que pudesse ser contaminado com aquela loucura e ego maior que o fogo dos irmãos.

Deidara e Ino se entreolharam e caíram na risada, apoiando-se um no outro.

- Isso foi maldade. – Falava com os braços ao redor dos ombros dela.

- Ele pediu por isso, e você bem que aproveitou o beijo né seu safado. – ainda ria, quando se dirigiram para um canto, se escorando na parede, com Deidara de frente para ela.

- Ele é um cara bem sério, não?

- Sério? Sério é quem nunca brinca e faz seu melhor em tudo. Ele é grosso mesmo.

- He? Não sabia que já tinha chego tão longe com ele. - com um olhar malicioso, fugiu do sido do irmão.

- Idiota. - bagunçou o cabelo dela em vingança.

Kakashi havia se atrasado um pouco no caminho, pois teve que cuidar de alguns assuntos envolvendo a morte de dois novatos. Naquele ano a ONE estava sendo bem proveitosa.  Mais do que esperava.

Por instantes se viu tentado a descobrir como seu pupilo estava indo. Duas gostosas como aquelas não era fácil de encontrar, mas ao se lembrar de sua própria sorte  e de um possível segundo round, não exitou em ir atrás de Ino. Levou algum tempo procurando, a loirinha não estava no mesmo lugar. Com impaciência acabou utilizando sua habilidade.

- Sharingan. - os olhos se tornaram vermelhos, com uma vírgula.

Seguiu o rastro do chakra, e quando a viu de costas, perto da parede conversando com outra pessoa, seguiu irritado. Sem chances de deixar alguém atrapalhar sua foda.

Iria colocar o imbecil em seu lugar.

Com a mão livre, agarrou a cintura de Ino, depositando um beijo em seu pescoço.

- Esperou demais, lindinha? - e finalmente olhou para o otário. O sorriso morreu ao notar seu erro.

- Mas que porra… - Em uma velocidade assustadora para um novato, Deidara passou uma rasteira, levando Kakashi a cair de joelho, o líquido esparramado pelo chão e as mãos presas às costas. - Está me estranhando, mano? - Deidara se encontrava puto. Não que não gostasse de homens, pelo contrário, era bi. Mas odiava quando chegavam nele, achando que tinham intimidade.

- Ôe, ôe, calma aê novato, eu apenas te confundi com outra pessoa. - Kakashi tentou apaziguar, não queria briga, nem matar alguém, pois estava de bom humor. Porém algumas pessoas começavam a olhar, e sua reputação como o poderoso professor Hatake estava em jogo.

- Me confundiu? Eu pareço ter corpo de mulher, para você? Com quem você poderia… - e como se tivesse se dado conta, os olhos caíram sobre a irmã, que encarava a cena rindo e apoiando uma das mãos na parede. - Ino, é claro. - soltou o grisalho que se levantou irritado.

Olhou para os irmãos irritado, eram iguais. Até a parte selvagem. A diferença era que Ino utilizava isso em outro lugar, e em outras posições.

- Você estava se atracando com minha irmã? - com os olhos estreitos, fechou o punho.

Em instinto, Kakashi ativou novamente o Sharingan, para assustar o pirralho, mas ele não recuou, pelo contrário, sorriu mais ainda.

- Ok, ok. Vamos parar com essa palhaçada. Esse é o professor Hatake, Dei. - e puxando o irmão sussurrou em seu ouvido. - Você pode acabar parando como aluno dele, não faça inimigos tão rápido. - advertiu séria.

- Pelo que eu sei, ele pode ser o Hokage, mas eu mato se te tocar. Está ouvindo, velhote? - Ino revirou os olhos com a superproteção do irmão, e Kakashi quase soltou uma piadinha sobre já ter feito bem mais que aquilo, entretanto a aura ameaçadora da loira, o calou.

Melhor não provocar uma mulher.

- Claro, claro. - ergueu as mãos com ironia.

- Não ande com essas más influências, maninha. - beijando a testa de Ino, saiu à procura de Sasori.

- Má influência? - O grisalho zombou, vendo Ino dar de ombros. - É mais fácil você me influenciar e devorar do que o contrário.

- Você bem que gostaria de novo, professor. - colou o corpo no dele, sussurrando a última parte em seu ouvido e mordendo o lóbulo.

Kakashi a prensou na parede. O melhor dia de sua vida até agora, e estava só começando.

A noite era uma criança.

Tudo bem que Hinata tinha resolvido sozinha a questão com o paspalho que a atormentava mas, ainda assim, a herdeira dos Hyuuga se ver naquela condição? Pressionada por um inferior? Neji sabia que tinha feito o certo ao confrontá-la. Por mais que, dentro da hierarquia familiar, ela fosse sua superior, era seu dever lembrá-la de que tinha que honrar o nome dos Hyuuga e não se deixar cair em qualquer armadilha ridícula. Muito menos precisar da ajuda de azarões. Ainda mais os que pintam os cabelos de cores chamativas como aquela que tava andando com Hinata pra cima e pra baixo.

Era mesmo a cara da princesinha… se meter com uma avulsa de cabelo rosa.

Se afastou dela rindo, achando graça da própria situação. Ele, Hyuuga Neji, absurdamente mais poderoso que a bobinha, servindo de babá de mini-byakugan. Era pra chorar de rir. E foi o que fez. Começou a rir até sentir que os olhos brancos, perolados, formavam lágrimas pela quantidade imensa de risada. Os músculos do rosto chegavam a doer. Natural. Nunca tinham sido estimulados desse tanto pra esse determinado fim. Riu até, literalmente, dobrar o corpo.

Então percebeu.

- Desgraçada… - xingou, ainda em meio à gargalhada. - Aquela maldita me drogou!

Procurou Hinata com o olhar e viu ela o cumprimentar de longe, levantando um comprimido desses coloridos, que evitou a noite toda. Os olhos da priminha estavam anormalmente maldosos. Teve que admitir: se ela conseguiu a proeza de drogá-lo, talvez merecesse mais crédito que ele estava lhe dando. Levantou o copo de volta, em claro sinal de “rendição”.

- Okay, princesinha… Dessa vez, você venceu. - resmungou sozinho, rindo da própria situação patética e pensando que só estava admitindo isso por causa do efeito claro da droga no organismo.

O corpo estava liberto da tensão habitual. Os olhos, sempre tão ágeis em notar qualquer risco, estavam anormalmente nublados. E a graça… nossa, como tudo era engraçado. Até aqueles medíocres que tinham se aproximado antes, que pareciam tão desagradáveis, agora eram tentadores viáveis para um papo descontraído. Descontraído. Tá aí uma coisa que Hyuuga Neji nunca foi.

Tentou uma aproximação casual, mas nem sabia como fazer isso. Puxou uma conversa, deu risada de si mesmo, foi motivo de piada dos caras, e devido à falta de senso crítico, achou que estava tudo em ordem. Não conseguia nem enxergar que o seu papel, naquela equação, era o mais feio de todos. Quem diria que o Hyuuga que faria papelão na ONE seria ele… Virou alvo das piadinhas e dos risos.

Alguém precisava salvar Neji dele mesmo. Sua própria rigidez nunca o preparou para situações onde o jogo de cintura seria necessário.

Não é que a princesinha Hyuuga era mais forte do que ele imaginava. Ele é todo mundo. Ouvira falar que a garota não gostava de nada daquilo e estava ali obrigada e aquilo trazia outra preocupação. Se a garota ir não queria ser ninja era capaz de subjugar um veterano no seu primeiro dia de ANBU, o que o seu primo, o prodígio Hyuuga era capaz de fazer?

Enquanto devaneava sobre o poder dos Hyuugas, observou de longe a cena em que a morena depositava algo no copo do primo que em seguida bebeu sem notar o presente que recebera.

- É, parece que até o grande Neji Hyuuga tem sua fraqueza.

Assim como a maioria dos nascidos em clãs ali, Naruto não era muito fã dos Hyuugas, o clã era considerado pela maioria ali como um clã de pessoas arrogantes e prepotentes. Fora uma surpresa quando pra todos quando vieram os boatos que a tão esperada herdeira de Hiashi simplesmente não dava “a devida importância” a tudo aquilo. De fato, saber que a menina não se dedicava àquilo e que provavelmente não seria “uma ninja a altura dos Hyuugas” como o próprio clã gostava de classificar outros ninjas era motivo de satisfação para muitos.

Bem, a maioria ali estava enganada o que deixou o loiro ainda mais intrigado sobre aquela garota. E de quebra, ela ainda parecia ser amiga da rosada, mas dessa aí ele cuidava depois, naquele momento ele só queria esquecer todas aquela história de clãs de lado e arrastar aquela loira deliciosa que lhe dava mole para algum canto e se divertir.

A loira tinha os cabelos compridos preso num rabo de cavalo, os olhos negros e o lábios pequenos. Seu corpo era esguio de curvas medianas tal como seus seios. “Muito gostosa” pensava o loiro.

Colocou um sorriso safado no rosto e se aproximou da garota que lhe devolveu o sorriso. Aquilo ia ser fácil, ela também queria, mas tinha que se cuidar, a garota era veterana a podia estar a gente de eliminá-lo. Aproximou do ouvido de da garota e falou com a voz rouca:

- Gostou? - viu os pelos da garota eriçarem, o que o deixou ainda mais satisfeito.

- Muito. - Ah, ela também jogava o jogo dele, aquilo ia ser divertido.

- Que tal a gente ir para um local mais reservado, então?

- Que tal a gente curtir a adrenalina? - então a garota queria transar ali mesmo no meio da festa? Não seria ele que recusaria. soltou uma sonora gargalhada antes de laçar o cabelo da loira com os dedos e beijá-la enquanto discretamente se afastavam em direção ao canto antes ocupado por Hinata.

Acariciava os seios da garota ainda por cima da blusa. Toda aquela adrenalina do sexo em público o deixava ainda mais excitado, mas tinha que se cuidar , ali era ainda mais fácil para a loira fazê-lo ser expulso.

Prensou a garota contra a parede e a ouviu suspirar enquanto roçava seu membro já ereto em sua intimidade. Analisou a situação é ficou feliz ao reparar que a loira estava de saia, e isso facilitaria muito seu trabalho. sorriu malicioso e voltou a beijá-la descendo os beijos para o pescoço. Os dedos da garota enlaçavam seus cabelos e o puxava pra mais perto. As mãos do loiro desceram até a barra da saia da garota apertando suas coxas enquanto as subia novamente em direção ao seu bumbum. “Sem calcinha”. O pensamento fez o loiro rir enquanto beija o colo da garota. Muito mal intencionada, bom para ele. Desceu os dedos em direção a intimidade descoberta. Ela tava molhada. Ótimo.

Sentiu a mão da loira no zíper de sua calça e continuou os movimentos circulares que fazia no clitóris dela enquanto a sentia acariciar seu membro já descoberto. Ela também tinha pressa. Colocou uma camisinha e levantou uma das pernas da loira enquanto a mesma posicionava o membro em sua entrada. Afundou-se de uma só vez enquanto abafava seu gemidos com um beijo cheio de luxúria.

Começou a estoca-la forte no ritmo da batida que ecoava ao fundo. Toda aquela atmosfera mexia com os sentidos dos dois. Álcool, drogas, perigo, luxúria, essa com certeza não era uma boa combinação. A não ser que você estivesse na ONE. Melhor ainda, se estivesse transando em um no meio da ONE.

Sentiu as unhas da loira em suas costas enquanto acariciava seus seios por cima da blusa. Ela estava gostando. Aumentou as estocadas e a sentiu arquear contra si. Foda-se que estivessem em público, ali era a ONE afinal. Puxou blusa de lado para liberar os seios da garota e em seguida começou a chupa-los. Ouviu mais um gemido rouco. Sentiu o corpo da loira tremer, ela não demoraria a gozar. Num movimento rápido saiu de dentro dela é a virou contra a parede voltando a se enterrar dentro dela novamente. Segurou seu rabo de cavalo enroscado em sua mão puxando-o de encontro a si. Sentiu a intimidade da garota apertar seu membro. Ela estava gozando. Aumentou as estocadas para gozar logo depois. Saiu de dentro da garota  e tirava a camisinha quando a ouviu falar.

- Desisti de te eliminar. Posso te aproveitar melhor aqui dentro - sorriu ao ver a loira se afastar com a roupa já no lugar como se nada tivesse acontecido. Eles realmente poderiam se aproveitar melhor.

Tenten estava vendo de longe aquele ser humano fazendo papel de ridículo. E pensar que, durante a cerimônia, tinha achado esse tal Hyuuga Neji até interessante. Sério, distinto, bonito, visivelmente poderoso. Agora estava ali, parecendo outro daqueles comuns, totalmente bêbado e drogado. Talvez devesse interferir para ajudar, afinal, uma aliança com um Hyuuga não era nenhuma má ideia e se aliar àquele podia trazer muito, mas muito, prazer. Mas vendo aquela cena, começou a pensar que era melhor se aliar à Hyuuga que expulsou um veterano. Não colaria velcro, mas pelo menos a baixinha não deu vexame na festa.

- Realmente a ONE deixa as pessoas no limite. - sabia que tinha alguém se aproximando, mas a mão na kunai que tinha recebido a permitiu se manter calma pra que esse indivíduo chegasse sem maiores sobressaltos. - Me refiro ao…

- Sei a quem se refere. - cortou o papo do veterano que se aproximou. - E não é a ONE que deixa ninguém no limite. São as pessoas que baixam os seus padrões aqui. - encerrou, olhando pra ele com superioridade e até com arrogância.

O estranho achou interessante essa colocação. Pôs as mãos para trás, aceitando essas palavras desafiadoras.

- É novata? - Tenten confirmou com a cabeça, sem desfazer a pose, muito menos tirar a mão da kunai, no coldre lateral. - Pois bem, novata. Você realmente acha que são as pessoas que baixam os seus limites aqui? Acha que não é a festa que proporciona isso?

- Um ninja não deve se abalar pelo lugar onde está. - ela respondeu firme, ainda arrogante. Tinha que manter seu ponto de vista.

Ele deu um sorrisinho maquiavélico.

- E você acha que está acima das insanidades da ONE? - perguntou com sarcasmo.

- Sem dúvida. - Tenten já tinha até perdido o interesse, quando o viu tirar as mãos das costas e se virar, em direção ao outro lado de onde estavam.

- Então me prova. - desafiou e começou a andar. Ela pensou em não ir e o veterano estranho continuou caminhando tranquilamente, se afastando alguns passos, até parar e girar o pescoço pro seu lado. - Pode trazer essa kunai, se for se sentir mais segura.

Ah, não. Aí se sentiu desafiada. Poderia até estar tentada à ir, mas ser chamada de covarde, dar a entender que precisava de alguma arma pra se defender… Soltou a kunai no coldre e o alcançou com passos firmes. No caminho, o veterano pegou uma cadeira, jogada no chão, sem dizer nenhuma palavra. Apenas andou.

Quando estavam isolados o bastante, escondidos sob a sombra de uma das rochas que compunham o labirinto estrategicamente feito pra mexer com os pensamentos mais sórdidos dos integrantes da ANBU, o estranho colocou a cadeira no chão e a apontou.

- Senta. - foi uma ordem. E ela obedeceu. - Veja, novata, só isso já é motivo de reprovação. Você é passiva demais. Por mais que tenha esse queixo duro e esse nariz empinado, palavras ácidas não vão te ajudar em nada durante uma missão. - disse rindo, caminhando em volta dela. Ao ouvir isso, Tenten decidiu que tinha passado da hora de sair dali. Se levantou, mas foi colocada de volta na cadeira, com um tapa preciso, que a jogou de volta. Talvez pelo susto, ficou em silêncio. - Um ninja não se deixa capturar. Jamais.

- Eu não me deixei capturar, seu imbecil! Eu vim porque eu quis! - e teria falado bem mais, não fosse a picada de agulha que recebeu em seu pescoço, a fazendo levar a mão até o lugar. Arregalou os olhos, vendo o veterano estranho sorrindo de modo perigoso com uma seringa na mão. - Você me drogou, seu lunático?!

- Ué?! Você não é a poderosa que não baixa os limites?! - perguntou gargalhando.

A vista de Tenten começou a embaçar, se perdendo nas risadas do maldito, enquanto sentia um gosto estranho na boca. Não era droga… pelo menos, não comum.

- O que você me injetou? - perguntou com a voz embargada, embolando um pouco as palavras e forçando os olhos pra focalizar a visão no cretino, que se ajoelhou aos seus pés.

- Tiopental sódico, mais conhecido como…

- Soro da verdade… - ela murmurou, o interrompendo e tentando se levantar pra sair dali. Já tinha passado por um treinamento assim, tentando se controlar sob o uso dessa substância mas tinha falhado miseravelmente. Sabia que ia se render. Precisava sair dali. Mas um novo tapa a jogou de volta na cadeira e, dessa vez, ficou meio caída, lutando contra o próprio corpo para conseguir se movimentar.

- Vamo ver se já fez efeito. - a voz do cara beirava o sadismo. - Onde você tá?

- ANBU. - respondeu murmurado, se odiando pela passividade.

- Excelente. Qual o seu nome?

- Tenten.

- Olha que nome diferente… Tenten… Gostei! Qual sua especialidade, Tenten?

- Armas.

- Sexy. Gosto das gatas selvagens… pena que você não passa de hoje.

O olhar de Tenten era raivoso. Sentia, aos poucos, o corpo começar a reagir aos seus comandos. Da última vez que se submeteu ao treinamento com tiopental sódico, retomou o controle corporal com rapidez, apesar de ainda se manter passiva às perguntas. Mas já era um começo. Um ótimo começo. Jogou os braços pra trás, como se estivessem caídos e, discretamente, alcançou a kunai. Fez um corte no braço, para o sangue drogado começar a escorrer.

- Vamo lá, Tenten… - o veterano sibilou, passando o dedo em seus lábios. Ela girou o rosto mas ele puxou de volta em um movimento rápido. - Me conta o segredo que você é obrigada a manter.

Era uma pergunta genérica. Ela poderia refugar.

- Não.

- Qual o segredo do seu clã, Tenten?

- Não é esse meu segredo.

- Você é um dos azarões?

- Não.

O veterano ficou confuso. Se ela não tinha segredo de clã e não era uma avulsa, qual era o segredo que guardava? Só se…

- Você tem clã, Tenten? - essa não dava pra fugir.

- Sim.

- E tá aqui como azarão?

- Sim. - mordeu a resposta, se odiando por ter entregado o próprio segredo.

Sua expressão foi tão raivosa, que fez o estranho dar uma risada alta.

- Esse é o seu segredo? Você é uma de clã se fingindo de avulsa? Por quê? - perguntou sarcástico, provavelmente sem entender o que a levaria à isso. Tudo bem que na ANBU haviam poucas distinções nesses casos, mas ainda assim, ser de clã era infinitamente melhor que ser azarão. Começou a atormentá-la, dando tapinhas em seu rosto, para incitar Tenten a falar. Mas, a cada tapa, mas o sangue fluía com mais velocidade, provavelmente pela raiva, vazando pelo corte, e dando a ela maior controle da própria carne. No último tapa, mais forte, ela baixou o rosto. Por um segundo, o veterano estranho achou que ela pudesse ter desmaiado.

- Droga, perdi a oportunidade de expulsar uma novata… - resmungou, se levantando do meio das pernas dela.

Ela não estava desmaiada. Uma risada malvada surgiu em seus lábios e o som chamou a atenção do cara, que já tinha se afastado dois passos. Olhou para ela, intrigado. Na verdade, pronto para continuar o interrogatório.

- Já voltou, Tenten? Pronta pra me dizer seu seg…

Não conseguiu terminar de falar, antes que a kunai estivesse enfincada em sua traqueia. E a força que ela jogou foi tanta, que o prendeu na rocha, atrás dele. Tranquilamente, Tenten levantou da cadeira, pegando uma bandagem no coldre e enrolando no corte. Foi caminhando a passos tranquilos, até o homem que engasgava no próprio sangue. A expressão desesperada e o som do ar escapando pelo osso, misturado com os fluídos dele, a excitavam. Era uma coisa bonita de se ver. Deu um sorriso satisfeito.

- Eu não podia deixar um merda como você saber meu segredo. - sibilou as palavras, arrancando a kunai com força da pedra e passando pelo pescoço dele, pra acabar com o sofrimento. Viu o homem cair, morto, aos seus pés. Ainda limpou a arma na roupa dele, antes de sair dali, de volta pra festa.

Quando chegou, se deparou com Hyuuga Neji na mesma situação lamentável, sendo ridicularizado por dois outros alunos. Tudo bem. Tinha acabado de matar uma pessoa. Não custava tentar balancear a equação, certo.

Chegou empurrando os dois cretinos que atormentavam o Hyuuga e ainda ameaçou.

- Já matei um. Posso matar mais dois sem nenhum problema. - isso poderia gerar uma disputa e eles partirem pra cima dela, mas Tenten tava sob efeito do soro da verdade. Ela poderia mesmo matá-los. Mesmo não sabendo disso, os dois alunos acharam melhor recuar.

Neji, ao vê-la pegar pelo braço e colocar sobre o ombro, estranhou. Mas não se privou de comentar algo que, obviamente, não comentaria sob outras circunstâncias.

- Nossa, como você é linda! - falou em um fôlego só, olhando bem de perto o rosto contraído de Tenten.

Aliás, contraído até ouvir isso. Depois dessa frase, até ela se rendeu à um sorrisinho que escapou.

- Tá certo, Don Juan. Vamo sair daqui, que você já passou de qualquer limite. - respondeu ao galanteio sorrindo bem mais que o normal.

- Hyuuga Neji. Não é Don Juan. É Neji. - ele corrigiu, sem entender a ironia. E dessa vez, arrancou bem mais que um sorriso. Arrancou um riso alto, quase uma gargalhada.

- Eu sei. Muito prazer, Neji. Eu sou a Tenten.

- Tenten! Minha linda, Tenten! - foi suspirando o nome dela, completamente bêbado e amparado pelos braços que tinham acabado de matar alguém e que, agora, o ajudava a chegar ao dormitório antes que acabasse na mesma situação que ela: entregando o que não devia.

Gaara desceu daquele telhado frustrado. Tinha perdido um tempo grande com a rosinha e dividido o último baseado com ela, na intenção de garantir uma trepada ao ar livre, à luz da lua. Olha que romântico… Que mais que ela queria?! Menininha mais chata! Regulando na última hora. Ainda deu uma joelhada fodida no meio das pernas dele, que chegou a tirar o ar. Resultado: sem foda, sem droga e com uma puta dor no pau.

Precisava beber alguma coisa e, sem dúvida, precisava ficar doido de novo. Aquela joelhada tinha tirado qualquer resto de droga do seu organismo. Que isso…

Passou em um dos bares e encheu um copo. Tomou dois doces de uma vez e sentiu a brisa bater no corpo. O sorriso de canto se instalou imediatamente. Agora, precisava resolver o problema da dor. Nada que um beijinho não sarasse. De longe, viu uma loira olhando demais. Demais. Alta, bonita, um corpo perfeito. O cabelo liso, pendendo até o meio das costas, ideal para ser enrolado no pulso enquanto metia forte nela de quatro. Lábios carnudos, que a gostosa fazia questão de umedecer de segundo em segundo. Olhos achocolatados. É…

Sentou em um dos sofás que tinham por ali, ao lado da bancada do bar, e chamou com a mão. A loira nem fez charme. Veio rebolando, sensual, mantendo o contato visual.

- Bonita pra caralho, hein? - sibilou, sentado, analisando a mulher de cima a baixo. - Como você chama, gata?

- Fada madrinha, novato. E eu vou realizar um desejo seu hoje. - disse maliciosa, se sentando sobre o colo dele e levando a boca até a sua orelha. - Qualquer um… - encerrou com uma mordidinha maldosa no lóbulo.

Gaara sentiu cada pelo do seu corpo se eriçar com a promessa e não conteve a risadinha sacana.

- Qualquer um? - confirmou de olhos fechados, adorando o movimento que ela fazia, de rebolar no seu colo.

- O que você quiser, novato. - a loira murmurou, distribuindo beijinhos pelo pescoço dele, que tombou a cabeça pra aumentar sua área de ação.

Ele sabia o que queria. Precisava de um beijinho pra sarar a dor de uma determinada parte do corpo que tinha tomado uma joelhada poderosa, minutos atrás. Ia propor. Se a gostosa não topasse, pedia outra coisa. Na verdade, qualquer coisa com essa mulher ia estar bom.

- Ajoelha aqui na frente, então. - mesmo com o sorrisinho, o tom era de ordem. A moça, contudo, adorou a ideia. Olhou pra ele animada e deu uma risadinha empolgada, saindo do colo dele aos pulinhos. Se ajeitou entre suas pernas, de joelhos no chão, e ainda ajudou a abrir o botão da calça jeans. Baixou a peça e a cueca, como se não tivesse ninguém em volta e, na hora que pegou o membro dele na mão, recebeu o aviso manhoso. - Com cuidado, fada madrinha… Porque uma bruxa malvada me machucou… - teve direito a beicinho e tudo.

Ela caiu no jogo. Respondeu o biquinho, fingindo uma dó inexistente, e deu o beijinho que ele buscou desde o início. Aí a inocência do nunca inocente Gaara sumiu. Ele se ajeitou no sofá e só curtiu o boquete fenomenal que tava recebendo no meio da festa, cumprimentando as pessoas que paravam pra olhar, com o sorriso mais puto que tinha no rosto.

Itachi tava voltando daquela foda com as Tayuya e Temari, ainda insatisfeito por não ter fodido com a ruiva, quando se deparou com aquela cena: um novato, com as calças abaixadas, ganhando uma chupada de uma loira delícia no meio da festa.

Achou lindo!

- Eu tô com inveja desse cara! - ele devia ter notado a aproximação do estranho, mas a cena era absurda demais pra ter prestado atenção em qualquer outra coisa. Só depois da fala e de concordar com o estranho, é que olhou pro carinha.

- Eu também… É novato? - Itachi perguntou com um olho no estranho e outro no boquete.

- Pode crer. Inuzuka Kiba. - se apresentou do mesmo jeito, com um olho em Itachi e o outro no boquete.

- Uchiha Itachi… - murmurou em resposta. - Cara, eu vou lá descolar uma chupeta também. Vamo?

- Demorô! - Kiba até esfregou as mãos, andando ao lado de Itachi, que já chegou lançando seu sorriso famoso de pupilo de Kakashi.

- As coisas aqui tão animadas, hein? Não tem pra mim? - perguntou ansioso, vendo a loira tirar a boca do pênis e olhar pros lados. Chamou duas meninas com as mãos, que vieram rapidamente.

Kiba e Itachi se sentaram sem demora. Em segundos, estavam do mesmo jeito que Gaara.

- E aí, cara? Itachi. Puta que pariu… - resmungou quando sentiu que a boca da moça dele começou a trabalhar.

Arrancou uma gargalhada dos dois que estavam ao seu lado.

- Gaara. - murmurou, estendendo a mão pros dois.

- Kiba. Mano, a minha é igual a tua, você viu? - perguntou, brincalhão, se referindo ao fato de as duas moças serem gêmeas.

Não tinham visto. Na verdade, estavam os três, sentados no sofá, sendo chupados, e trocando ideia como se só tivessem bebendo normalmente. Vez ou outra saía um palavrão ou um murmúrio. Mas, pra eles, o mais engraçado estava sendo a cara das pessoas que passavam, vendo os três ali, naquela situação.

E, de todos, a melhor expressão, a mais cômica, foi a de Naruto. Vinha de algum lugar e parou, chocado, com a boca aberta, vendo aquilo.

- Ei, Naruto! - Itachi cumprimentou, rindo. Eram amigos. - Tá curtindo a ONE, cara?

- Não tanto quanto você, filho da puta… - resmungou de volta, sem piscar, vendo Itachi investir contra a boca da morena dele.

- Respeita a Mikoto, moleque! - ralhou dando risada. - Quer uma? A gente te arranja. Senta aí.

Não foi preciso que o convite fosse feito duas vezes. Nem que nenhuma das três meninas procurasse alguma amiga, afinal, era Uzumaki Naruto que estava ali. Todas as garotas que estavam em volta daquela cena, já estavam tomadas de luxúria e o primeiro que apareceu ser justamente ele, era uma sorte sem tamanho.

Uma morena linda, corpo escultural, cabelo curtinho, com mechas rosas, chegou jogando charme. Naruto tava meio em choque. Precisou de um incentivo para entrar na brincadeira.

- Pergunta se ela é fada madrinha também. - Gaara brincou de longe, vendo a morena sentar no colo de um Naruto meio abobalhado.

- Fada madrinha? - ele perguntou, confuso.

- Uhum… - a moça respondeu manhosa, lambendo os lábios dele devagar. - Se eu for a sua fada madrinha, eu posso realizar esse desejo que você tá querendo tanto…

Tudo bem que Naruto estivesse um tanto fora do ar pelo clima da festa. Mas uma mulher linda daquelas, no seu colo, lambendo sua boca e dizendo aquilo… não precisou de muito mais explicação. As mãos dele agarraram a bunda dela, esfregando na ereção que surgiu no instante que viu aquela fila de boquetes.

- Você é a minha fada madrinha, gostosa? - perguntou sibilado, meio malandro, mordendo o lábio dela.

- Sou sim. E eu vou te dar um desejo. O que você quer? - a resposta veio em demonstração. Também não precisava ser nenhum gênio pra deduzir o que ele ia querer: a moça de joelhos, fazendo o mesmo que as outras.

Quatro pessoas de índoles promíscuas se encontrando na ONE. A quinta, tá com o dono do time. Esse ano, Kakashi vai ter mais discípulos do que imagina.

Quando aquela lesma que atende pelo nome de Shikamaru tinha lhe dito que ia ficar doidão, Sai duvidou. Não conseguiu acreditar que alguém morto em pé como ele, tivesse ânimo pra qualquer coisa que não fosse deitar numa boa e ver o dia passar. Mas se surpreendeu.

- Cara, essas bebidas tão batizadas, você tá ligado, né? - achou melhor avisar. Vai que Shikamaru não tinha notado…

- Batizado quero ficar eu, parceiro. - ele respondeu dando uma risada alta, misturando bebidas de duas garrafas diferentes. - Você vai beber?

Depois do susto com o veneno, qualquer chance que Sai tinha de beber alguma coisa nessa festa, acabou. Precisava de todos os sentidos alerta. E se tivesse mais sentidos, colocaria todos em guarda também.

- Vou nada. Tô de boa de beber as coisas aqui. - respondeu ressabiado, vendo o companheiro, agora quase amigo, arrematar o conteúdo do copo numa golada só.

- Então eu vou cobrar a ajuda que eu te dei lá com o tal do Lee. - Shikamaru disse, limpando o que tinha escorrido pelo canto da boca e respirando fundo, quando sentiu a bebida forte descer queimando o peito. - Eu vou ficar bem louco, Sai. Bem louco, mesmo. Sabe, louco? Já viu alguém que tá louco? Eu vou ficar mais. Então, se eu fizer alguma merda que coloque a minha vida em risco, você impede, beleza?

Sai não conseguiu definir bem se aquilo era um pedido, um aviso ou uma ameaça. Só concordou com a cabeça, afinal, devia isso à Shikamaru.

- Vai lá, cara. Pode ficar… locão? Faz aí suas paradas, que eu tomo conta de você. - respondeu rindo de nervoso, pensando em como seria cuidar daquele ser devagar quase parando, “bem louco”.

Depois de ouvir isso, Shikamaru confiou. Não queria mesmo ser o único nessa ONE que não ia se aproveitar da liberdade de loucura. Ah, mas não queria mesmo. Tinha ali uma disposição de sintéticos de uso fácil, mas gostava mais daqueles mecânicos, que envolvem uma habilidade do utilizador. Limpou o molhado da bancada com a manga da camiseta e puxou uma cápsula do bolso. Também não ia confiar na droga que davam ali. Tinha a dele. Esticou uma carreira de pó, enrolou uma nota e, em uma sugada rápida, cheirou o que tinha colocado. Ainda passou um pouquinho na boca, fungando algumas vezes e arregalando os olhos de um tanto que Sai julgou que ele nunca devia ter feito na vida.

- Tá… Branco aí… - apontou discretamente o nariz de Shikamaru, que limpou rapidinho, dando mais uma ou duas fungadas profundas. - Estralou o olho hein, maluco? - comentou rindo. Não dava pra não falar. Geralmente o Nara tinha olhos tão preguiçosos e agora tava lá, com os dois olhos arregalados.

- Agora eu tô atento. - respondeu rindo de volta, passando a mão no nariz em um movimento frenético.

Se estava realmente concentrado, Sai não sabia. Mas que Shikamaru estava inquieto, isso estava. Não parava no lugar. E mesmo quando parava, ficava trocando de perna, dançando aquela música eletrônica desnorteante, com aqueles olhos arregalados engraçadíssimos, passando a língua na boca sem parar e fungando o tempo inteiro.

- Vou mais uma! - gritou tão empolgado, que nem parecia ele. Sai, como bom guarda-costas, foi junto. Viu, de novo, ele repetir aquele mesmo ritual e cheirar tudo de uma vez. O olho, agora, ainda maior. - Puta que pariu, eu vou morrer! - gritou, assim que levantou a cabeça. Não era sério, claro. Era só um modo bem louco de dizer que tinha sido das boas. Chacoalhou a cabeça, dando um tapa de cada lado do rosto e um bufo, tipo um relincho.

- Mano, você tá pegaço! - era um comentário óbvio. Mas Sai precisava falar, ainda mais vendo o amigo sapatear no lugar sem parar.

- Sai, meu brother, eu tô tão pego, que eu não tenho mais veia. Eu tenho fibra ótica! - e o pior de tudo, foi o Shikamaru foi ter dito isso sério. Não riu. Só manteve aqueles olhos arregalados e o nariz fungando, enquanto falava uma coisa tão… coerente.

Já o Sai riu. Riu de dobrar. Riu de gargalhar. Fibra ótica?! Porra, agora ele tinha se superado. Só parou de dar risada, quando tinha acabado o ar e as lágrimas tinham escorrido pelo rosto. Voltou a ficar de pé, para encontrar um Shikamaru seríssimo, encarando um ponto distante, no meio das árvores.

- Quê que foi, Shika? - perguntou ainda com restos de riso, vendo o outro olhar aquele lugar, até estático.

- Sai… que parada é aquela lá? - não desviou os olhos.

Sai foi ver o que era. Era… nada. Só uma árvore. Ladeada por outras.

- Árvore? - respondeu confuso, vendo que isso não ia responder a pergunta de Shikamaru, que ajeitou o corpo, mas a cabeça continuou focada naquele ponto que só ele via.

- Ô louco… - murmurou sozinho. - Ah, lá! Ah, lá! - puxou Sai pelo braço, apontando o mesmo lugar. - Você viu? Tem alguém lá.

Realmente podia ter, mas Sai tinha uma visão privilegiada e se estava dizendo que era só uma árvore, era só uma árvore.

- Tem nada lá, não. - respondeu sem dar atenção, mas não adiantou. Era tarde. O foco de Shikamaru estava todo nisso.

- Tô falando que tem, pô… Coisa de ninja, você tá ligado. Ficar escondido na sombra… - resmungou, firmando os olhos.

- Faz sentido, né? Numa escola de ninja, que tenha ninja nos lugares… - Sai comentou se rendendo ao riso. Já tinha entendido tudo. - Mano, você encanou errado.

- Encanei? - Shikamaru perguntou assustado, olhando pra Sai com aqueles olhos arregalados que eram assustadores e mordendo o lábio sem parar. - Encanei nada. Só porque eu acho que tem um ninja escond…

Se fosse só por isso, Sai já teria bastante certeza que tinha batido errado. Mas o fato de a explicação de Shikamaru ter sido cortada por ele mesmo se abaixando para desviar de uma ave noturna, gritando que o ninja tava jogando uma shuriken, foi a prova cabal.

- Shika, chega de pó, mano. Bateu errado… - era um conselho de amigo.

- Que merda, Sai. Tava tão na brisa de ficar doidão. É foda quando bate errado… Já tô na bad. Devia ter tomado um doce. Olha aí a galera, tudo feliz e eu aqui, encanando com shuriken. Tomar no cú, viu! - resmungou, fungando mais algumas vezes.

Sai ouviu aquilo rindo. Bateu errado e já deu bad trip. Até pra usar droga esse Shikamaru era esquisito.

- Acho que deu de ONE pra você, parceiro… - disse tranquilo, indo dar um abraço camarada, até solidário no companheiro de quarto, mas encanado como estava, Shikamaru distorceu tudo.

- Você tá com os caras, Sai? Cadê eles? Tão aqui? - perguntou angustiado, olhando pros lados. Claro que não tinha ninguém e Sai foi tentar, de novo, ajudá-lo, mas dessa vez foi afastado por um golpe forte, que o tacou alguns passos pra trás.

Okay. Isso tinha ficado perigoso.

O risco que envolve o clã dos Nara é o jutsu das sombras e todos sabem disso. Sai não achou que Shikamaru tivesse em condição mental de conseguir montar qualquer movimento de mãos ali, mas foi justamente sua “inocência”, que o colocou em perigo. Quando se deu conta, estava preso pelo jutsu do próprio companheiro que tentava ajudar. Olhou assustado, pois sabia que sair de um jutsu assim era absurdamente difícil.

- Shikamaru, não tem graça! - falou com aflição. Só não tinha entrado em pânico ainda, porque sabia que seu parceiro não queria matá-lo, senão já teria feito isso. Ou estava esperando o momento certo. Droga. A risada do Nara também não tava ajudando seus nervos.

Começou a mexer os braços até a barra da calça preta. Procurou por algo até achar uma pequena caneta e papel. O que alguém faria com um papel e caneta em uma festa? Pegou a caneta do bolso e foi levando até o pescoço. Pensava em toda a quantidade de merdas que já tinha se metido e a de agora, só porque quis ajudar o cara. Tá, beleza, o Shika tinha ajudado primeiro, mas mesmo assim. A cabeça tentava pensar em como poderia sair de um jutsu de sombra (que já era poderoso) de um drogado que tinha encanado errado. Não dava pra brincar, muito menos errar. Não se brinca com um Nara e seus jutsus. Tinha aprendido isso, quando ouviu falar que um deles tinha matado um homem sem esforço nenhum, só usando a sombra. Maldita hora! Maldito companheiro de quarto!

Olhou para Shikamaru mais uma vez. Ia apelar pro bom senso dele de novo, mas reconheceu o olhar estralado. Estava viajando. Teria que ser esperto, se aproveitar disso.

- Abaixa, Shikamaru! Shuriken! - gritou, apontando as costas dele.

Foi instantâneo. O outro se jogou no chão, talvez consciente de que não seria capaz de desviar nem de uma bolinha de papel, muito menos de uma arma letal. Com isso, desfez o jutsu e Sai não perdeu tempo. Partiu pra cima de Shikamaru e antes que o outro tivesse qualquer chance de reação, o desmaiou com um golpe preciso no pescoço. Pronto. Pelo menos o ajudou a dormir, já que depois daquele tanto de cocaína, tinha chance de ficar acordado por três dias, tentando matar os outros. Colocou Shikamaru nos ombros e ainda riu, no final.

- Puta merda, maluco… Bom, acho que deu de ONE pra mim também. - resmungou, carregando aquele que foi seu salvador e seu algoz na mesma noite.

Ibiki caminhou pela festa procurando novas vítimas, naquele ano a ONE estava sendo entediante. Havia ficado responsável por se livrar dos corpos na festa e dos “confessadores”, bem como para diminuir o número de admissão a Academia.

Diferente de Kakashi que era conhecido por expulsar pelo prazer, Ibiki expulsava pela dor. Nada o deixava mais feliz que os gemidos de desespero, o sangue respingando, os membros sendo arrancados, a maneira como imploravam e a melhor parte, quando se quebravam, expondo seus segredos e tudo que quisesse saber.

Ele havia ganho um apelido, sua marca registrada: “O Juiz”. E isso só afastava os alunos dele. Não era fácil encontrar bons pupilos, alguém que fosse digno de aprender a Arte da Tortura.

Quando ouviu que uma novata havia subjugado um veterano, havia se interessado, porém logo perdeu o interesse ao ver a forma como lidou com os adversários. Brusca.

Onde estava a diversão nisso? A morte era como a sedução. Devia ser lenta, conquistando passo a passo o inimigo.

Algumas pessoas acreditavam em deuses e passavam suas vidas servindo à eles. Ele acreditava na morte, e oferecia vidas à ela.

Por estar prestando atenção ao arredor, viu o momento que Yamato, integrante da Anbu interna, foi abordado por duas alunas que pareciam desesperadas. Pareciam, pois era óbvio que estavam sendo controladas, mas o outro não notou isso. Yamato seguiu-as e de repente foi nocauteado.

- Fraco. - sussurrou indo atrás das garotas que arrastavam o corpo até o porão da festa.

Foi com interesse que viu a porta sendo aberta por um ruivo, de sorriso maníaco e olhar que atraiu sua atenção. Conhecia aquele olhar. Um olhar que prometia uma morte dolosa.

Ibiki deu a volta, iria para os tubos de ventilação, não tinha intenção de perder as possíveis cenas.

Escuridão.

Era tudo que Yamato via a sua volta. Estava frio e o silêncio abafava a sua própria respiração. Sentia uma dor enorme por todo seu corpo.

Tentou mover o corpo, e se deu conta de que estava preso. As mãos amarradas acima da cabeça, em pé com as pernas presas também.

E pior vendado.

Havia sido pego, como foi idiota, deveria ter desconfiado das vadias que lhe pediram ajuda com um veterano.

De repente, ao fundo, ele pôde ouvir passos e murmúrios.

- Essa é uma bela visão. - Sasori arrancou  venda dos olhos de sua vítima.

A primeira coisa que Yamato notou foram os olhos, sedentos de sangue.

Estava preso a uma estrutura e metal que o mantinha em pé, em uma sala marrom, mal iluminada, uma pequena mesa de metal do lado esquerdo,  com diversos instrumentos de tortura.

Um pirralho querendo arrancar informações dele. Sorriu divertido, ele era da Anbu, ninguém chegava à Organização interna sem passar pelos piores tipos de dores possíveis.

- Mostrando seu rosto desse jeito, você tem coragem, moleque.

- Quando terminarmos, a única coisa da qual vai se lembrar é da dor, ela vai se sobressair a qualquer outra lembrança. - com um sorriso se aproximou das duas que o enganaram. - Acho que já conhece as duas, a ruiva é Haruna, a loira, Kyio.

- Essas putas. São suas lacaias? Não é homem o bastante para me pegar?

- Te pegar? - riu divertido pegando uma pequena seringa na mesa. - Várias interpretações para isso, mas não vamos focar. Lacaias? São minhas bonecas.

- Bonecas? Não sabia que homens também gostam de brincar.

- Não só de brincar, mas de remodelá-las. Haruna, deite-se na mesa. - ordenou e imediatamente ela obedeceu. Pegou uma pequena faca, em seu rosto um sorriso insano.

Sasori lentamente começou a abrir a barriga. A vontade de Yamato era de vomitar com aquela cena, e só então se deu conta.

- Não tem sangue. - falou surpreso. Nem sangue, nem gritos. Ela simplesmente parecia não se importar com o que acontecia.

- É claro que não, tudo que havia por dentro, já foi limpado. - continuou abrindo, e ao terminar, havia feito um corte do pescoço ao umbigo, fazendo questão de mostrar ao outro. Nada, não havia nada por dentro. - Isso… É o que irá acontecer à você.

Yamato sentiu arrepios pelo corpo, o garoto era louco. Já tinha ouvido falar antes de um assassino conhecido como  Mestre das Marionetes, mas nunca pensou que fosse ser pego por ele.

- Faça o que tiver de fazer, garoto. Não direi nada.

Sasori pegou um objeto na mesa e se aproximou de Yamato, apertando o punho no metal, colocou uma rosca em cima da mão do outro.

- É o seguinte, existe um rato dos Taka aqui, e eu quero saber quem é. - manteve os olhos fixos na sua vítima, não queria deixar passar nada.

Yamato se manteve impassível, não diria nada. Mas estava surpreso por seu captor saber sobre aquilo, era uma informação privilegiada, interna, e poucos sabiam.

- Entendo. - lentamente começou a girar a rosca que penetrou na carne e foi afundando.

Yamato apertou a mão com força, os dentes cerrados. Aquilo não era nada.

- Kyio, traga o alicate. - sorriu divertido vendo o sangue pingar. Ah, como ele adorava aquilo. E ver o outro impassível apenas aumentava seu prazer.

Deixou Kyio girando, e com o alicate, começou a arrancar as unhas.

- Olhe só essa sujeira, mas não se preocupe, nunca mais terá de se preocupar com isso.

A cada unha arrancada, Yamato arregalava os olhos, repetindo para si mesmo que não era nada. E a felicidade de Sasori só aumentava. Ele se moveu pegando vários fios de arame, e se divertiu costurando e ficando em várias partes do corpo.

- O rato. - pediu mais uma vez. - Diga o nome.

- Não é nada. - sussurrava para si mesmo.

De repente o barulho da porta se abrindo fez presente,  e Yamato pensou que estava salvo ao ver um aluno loiro ali.

- Sasori, o que você pensa que está fazendo? - Deidara perguntou ao ver o corpo cheio de hematomas, vergões, arames e o sangue no chão.

- O que me foi ordenado.

- Era para ser discreto, e você pega logo um integrante importante da Anbu? - puxou o braço do ruivo, que se voltou irritado para ele.

- Tire as mãos de mim. - Deidara recuou diante do tom lento e ameaçador, estranhando a atitude do parceiro.

Antes que se desse conta, teve o corpo jogado contra a parede e a garganta apertada com força.

- Não se meta nos meus assuntos. - sussurrou com um olhar de ódio.

Por um instante, Deidara podia jurar que era outra pessoa. Odiava Ser ameaçado, quem aquele merdinha pensava que era?

-   Se você não me soltar, vou arrancar sua mão fora e parceria nenhuma  vai me impedir de te matar. - a voz carregada de promessa, fez os instintos de Sasori levá-lo a se afastar. Deidara saiu irritado, não sem antes fazer uma última ameaça. - Não sei o que deu em você, mas se fizer isso de novo, eu te mato. - bateu a porta, saindo.

Sasori bufou irritado e confuso. Quem era o loiro irritado? Parecia conhecê-lo. Sua cabeça estava latejando e doendo. Voltou-se para Yamato com raiva, precisava descontar suas frustrações.

Pegando um aparelho eletrônico, conectou os fios que estavam no corpo do outro, no objeto e ligou.

Os espasmos eram violentos, o choque percorria com força, e em intervalos, fazia cortes longos pelo peito do Anbu.

Yamato queria gritar, mandar parar, seu corpo ardia como o inferno, e os choques só pioravam. Quando pensou que  iria desmaiar, Sasori desligou o aparelho. Pegou uma cadeira  e se sentou de frente para o outro.

- Eu sempre achei interessante a Anbu, principalmente pelos seus requisitos. Você sabia que ela é dividida em vários cargos, e o  importante é a Anbu Ne? Para entrar para a Anbu Ne você não pode ter família, mas é claro que você já sabia, você faz parte dela. Agora você pode imaginar minha surpresa ao descobrir que Você tem uma filha pequena?

Yamato levantou o rosto rapidamente, o medo envolvendo-o lentamente. Impossível, como ele sabia?

- Eu me pergunto como eles te deixaram entrar. - se levantou, sua mão segurando  rosto de Yamato com força. - A menos que eles não saibam, nesse caso, você deve ter escondido muito bem.

- Como você…

- Há, você finalmente falou. Não à nada que eu não saiba. Você pode imaginar que pena seria se algo acontecesse com ela?

- Se você encostar na minha filha… - gritou cheio de ódio. Tudo menos aquilo, não a sua pequena criança. Ela era tudo que lhe restará de sua falecida esposa. - Por favor. - implorou pela primeira vez, e a satisfação que Sasori sentiu era indescritível.

- Ela é realmente bonita, com aqueles olhinhos azuis e cabelos cacheados, daria uma ótima marionete.

- Para. - a voz tremeu, enquanto pequenas lágrimas rolavam do rosto.

- Mas eu teria que modelá-la, é claro. Usaria cera quente, para limpá-la e deixá-la da minha maneira. - riu ao descrever  cena. - Talvez eu tire os olhos, e acrescente alguma arma no local. E as mãos, sem dúvidas irei arrancar…

- Chega, eu , digo o que quiser…

Sasori parou, e riu, agora sim, só precisava do nome, e depois, bom… Poderia terminar o que começou.

Deidara estava puto. Qual era o problema daquele cara? Precisava de uma bebida. Estava próximo a  quando foi puxado por um veterano enorme. O sorriso atrevido dizia muito sobre as intenções do outro.

- Procurando companhia? - aproximou a mão de  Deidara, mas foi segurado e ao receber um chute no queixo, caiu para trás.

Ficou desesperado quando Deidara se ajoelhou tampando sua boca, com  medo de ser veneno. Sentiu dois objetos redondos serem forçados goela abaixo. Chutou, debateu, tentou usar seu chakra, mas estranhamente não conseguia senti-lo.

Após engolir o que quer que fosse, viu o loiro sumir no meio da multidão.

Desesperado tentou forçar vômito sem sucesso. Esperou alguns minutos e nada aconteceu, talvez o novato tivesse trolado ele.  Aliviado se levantou, e começou a andar.

BUM.

Gritos se espalharam pela festa ao verem o corpo de um veterano explodir, o sangue cobrindo várias pessoas próximas, e pedaços de tripa caindo em cima da bebida.

Longe dali, Deidara sorriu ao sair pela porta.

- A arte é um estouro.



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