História Ancestral - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Chensoo, Exo, Guerras, Hunhan, Kaimin, Magia, Menção Xiuchen, Poderes, Sulay, Taoris, Yaoi
Visualizações 17
Palavras 6.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sorry a demora, minhas férias eu passei hibernando então releva.
VOLTEIIII, só isso mesmo.
Bye.

Capítulo 6 - Dança


Fanfic / Fanfiction Ancestral - Capítulo 6 - Dança

 

(Sehun On)

 

Que sono!

Se eu dormir na aula hoje juro que não é minha culpa, não tenho poder sobre minhas necessidades de estar na cama. Bom, tem dois jeitos de ir para cama mas minha vida é particular e se eu pensar muito Tao pode ouvir e ficar traumatizado pelo resto da vida.

Mas agora voltando ao meu sono, para piorar meu dia e me ajudar a levar outra advertência, estou contemplando os textos de Aristóteles .

Como o grande clichê que meu professor é, seus fios castanhos mais longo do que várias meninas  eram bagunçados pela pequena brisa que o atingia ao caminhar lentamente pela sala de aula enquanto explicava a matéria em um tom que, mesmo não prestando atenção, todos sabiam ser monótono. Que raios de pessoa consegue ser tão noiada para virar um professor de Filosofia? Sem querer ofender os raros e praticamente inexistentes bons professores de filosofia mas meu professor realmente não tinha o que fazer quando decidiu estudar essa matéria, porque ficar sentado pensando é algo muito trabalhoso que ocupa um bom tempo.-sentiu a ironia?-

Nem o Kim certinho JongIn conseguiu resistir ao tédio, sobre o ChanYeol só é necessário saber que não é a primeira vez que vejo a sua úvula enquanto ele ronca. Não sei exatamente o porquê mas os professores apenas o deixa dormir invês de dar uma advertência. Injustiça! Eu saio de sala porque cochilo e o Park apenas desfruta do sono de beleza. 

- Vamos fazer os exercícios abram na página três. - por favor que não seja mais um texto gigante para ler e outro para escrever. - Para fazer o exercício um, vamos ler o texto "Sobre a Natureza", você começa BaekHyun?

Se eu fosse ele faria amizade com os professores para conseguir nota sem precisar abrir minha boca na aula já que ele tem um contato interno, ou seja, a sua mãe. Iria ser interessante conquistar alguns professores gostosos. Mais interessante seria a nota que eu tiraria depois de uma boa foda na sala dos professores... Como consigo ser tão falso? É tão divertido!

- Você não é falso apenas inteligente. - Tao sussurrou em meu ouvido sem desviar o olhar do caderno.

- Desde quando está...?

- Infelizmente desde que você se imaginou transando com um professor qualquer na mesa.

- Não é um qualquer! O Nahm é especial! Especialmente a bunda!

- Sehun! - repreendeu o mais velho

- O qu...

- Silêncio! - o professor interrompeu a leitura de Byun, mas o mais importante: me cortou, e ninguém corta Oh Sehun. - Desculpe BaekHyun, continue por favor.

- Aquele em que eram os mortais desprovidos de saber e com dupla cabeça... - a voz do mais baixo ecoou pela classe agora silenciosa.

O silêncio sempre aparecia nas piores horas. Assim que a voz profunda e séria de Byun tocou meus ouvidos, a vontade de rir se tornou incontrolável atraindo a atenção de todos na sala e ouvi Tao segurar sua risada escandalosa.

- Senhor Sehun!

- De-Desculpe professor. - de tanto rir, engasguei com minha própria saliva. - Não co-consigo parar.

- Você poderia nos dizer o que é tão engraçado?

- Prefiro não contar. - suspirei tentando recuperar o fôlego.

- Não estou mais pedindo, estou mandando.

- Bem o senhor realmente não vê o duplo sentido na frase?

- Realmente é sobre isso Oh? Que imaturidade da sua parte.

- Qual é professor? - relaxei ainda mais na minha cadeira. - O Byun lê totalmente sério, em uma sala que cheira testosterona, uma frase que pode falar sobre a outra cabeça e espera que eu não ria?

- Como seus padrastos ficariam quando souberem que você pensa com a outra cabeça?

- Minha MÃE. - dei ênfase na palavra. - Provavelmente me dará camisinhas.

- Vá dar uma volta para esfriar a cabeça... de cima. - indicou a porta com o dedo.

- Com todo o prazer. - levantei-me da cadeira quase voando até a saída vendo Tao sorrir balançando a cabeça negativamente. - Conselho para os gafanhotos: já que estão no inferno, abracem o capeta. Fui.

Corri para fora antes que o professor resolvesse me mandar para a diretoria de uma vez. O corredor estava totalmente deserto exceto por MinSeok, o hyung mais gentil do segundo ano que encarava o próprio armário como se lá estivesse o responsável por toda merda que aconteceu em sua vida.

Com passos de ninja me aproximei sem chamar atenção do mais velho que exalava uma aura assassina. Com  grunido fechou o armário com tanta violência que me assustei com o som do metal. Logo depois um pedaço de papel completamente amassado foi direto chão. De repente senti pena do papel.

Sua respiração ficava cada vez mais acelerada e pesada, o ódio transbordava pelos seus poros e pude ver mesmo distante que se alguém aparecesse na frente do menor essa pessoa não andaria tão cedo. E ao mesmo tempo que terminei essa linha de pensamento vi a linha do maxilar de Minseok travar e seu punho voar em uma velocidade impressionante contra o armário azul produzindo um barulho que ficou ecoando na minha mente.

Depois disso o mais velho encostou a cabeça logo acima de onde tinha socado e tentou respirar mais devagar, tudo nele foi se acalmando. Até mesmo eu me acalmei.

Não havia percebido que tinha travado no lugar assim que o menor fechou seu armário, que todos os meus pelos se eriçaram e que meus joelhos estavam dobrados em uma maia posição de fuga. Eu tinha ficado com medo, medo do hyung mais inofensivo que já conheci. Medo que uma presa sente pelo seu predador.

De repente MinSeok saiu do lugar de seu pequeno ataque e andou em direção a saída, foi ai que recuperei os movimentos das pernas e comecei a caminhar o mais rápido possível em direção a saída.

Mas com o canto dos olhos vi algo que chamou minha atenção. Um dos vários armários  de ferro azul espalhados pelo corredor estava amaçado quase destruído, retrocedi para observar melhor. 

Era um punho, encravado na pequena portinha havia a marca quase perfeita de seus dedos fortes. E antes mesmo de ver o nome de quem pertencia o armário já sabia de quem era pois tinha acabado de presenciar o acontecimento. Xiumin acabara de amassar um pedaço de ferro como se fosse nada, sem um gemido de dor.

- Hey MinSeok hyung! - chamei-o  voltando a andar em sua direção sem desviar os olhos do armário quase destruido. - Espere!

- Sehun? - estacou diante a porta  enquanto me via correr em sua direção.

- Hyung! Está tudo bem? - perguntei assim que o alcancei.

- Sim. - o encarei com a sobrancelha arqueada. - Mais ou menos, por que?

- O professor me tirou de sala...

- De novo Sehun?

- Sim hyung. - revirei os olhos. - E vi você socar o armário, está tudo bem?

- Você só me viu socar o armário?

- Sim. - menti, mas acho que o amassar de papel não era importante para ser mencionado.

- Eu... eu estava com um pouco de raiva. - sua expressão voltou a ser a pensativa de quando se acalmava.

Um pouco? Imagine se ele ficasse com muita raiva! Ele seria capaz de destruir um pequeno exército. Como o Hulk.

- Você se importa de me contar o que aconteceu?

- Não foi nada demais. - afirmou distraído enquanto saia do prédio escolar e eu o segui. - O Luhannie esqueceu de me acordar e  realmente preciso manter minhas notas e perder aulas não ajuda em nada. 

Andamos calmamente até um banco do lado da estrutura branca e sentamos antes de prosseguir.

- Ele parece meio avoado mesmo. - lembrei de como o menor tagarelou no dia anterior.

- Bastante, com tantas personalidades que não sei se posso falar que é adorável.

- Jeito interessante de descrever alguém.

- Concordo. - sorriu tímido. 

Gosto de seu sorriso.

- Mas... foi só isso hyung? - perguntei cauteloso.

- Também vi algo que me trouxe ao passado, um passado que prefiro não lembrar mas não consigo esquecer.

- Não consegue ou não quer?

- Os dois talvez? - sorriu de novo, dessa vez envergonhado. - Mas prefiro não falar sobre isso.

- Prefere falar sobre o seu time? Continua sendo atacante certo?

- Na verdade vou fazer teste para goleiro.

- Por quê?

- Porque eu machucava muitas pessoas, não consigo controlar bem minha raiva e força e alguém do outro time sempre se machucava feio por conta disso.

"Percebi" comentei para mim mesmo.

- As vezes é bom descontar sua raiva, alivia todo o peso que pode te enlouquecer.

- Desde quando você é tão sábio?

- Sempre fui, mas ninguém percebe.

- Percebi  agora.

Ficamos em silêncio meio desconfortável e tentei puxar assunto.

- Acho que você vai se dar muito bem como goleiro. - afirmei com meu sorriso de meia lua.

- Acha mesmo?

- Claro! Meu hyung consegue fazer tudo! Até conseguiu que eu te chamasse de hyung, e raramente chamo as pessoas de hyung!

- Você está me envergonhando Sehun!

- É porque você fica fofo todo vermelho.

- Sehun!

- Desculpe hyung.

- Tudo bem. - dessa vez sorriu completamente, sem estar preso em algo que o tinha chateado. - Você me fez ficar feliz em um momento que raramente consigo e por isso te perdoo por ficar me envergonhando.

Quer dizer que isso já tinha acontecido antes?

- Gosto de seu sorriso, por isso faço essas coisas.

- Obrigado.

- Sempre que precisar.

Por que só eu presencio coisas estranhas desse jeito? Estranhas do nivel de ZiTao.

Preciso contar o que aconteceu para Taozi, a força de MinSeok pode ser igual a sua habilidade de ler mentes.

 Primeiro Tao, depois LuHan e agora MinSeok. Se as coisas continuarem assim o panda vai me usar como bússola de sobrenatural.

 

(Pov's Xiumin On)

 

- Hyung?

- Uhn?

- Olha para mim hyung!

Desviei meu olhar das anotações por menos de cinco segundos para vislumbrar a expressão aborrecida do meu novo colega de quarto e rapidamente voltei a encarar os problemas matemáticos.

- Olhei.

- Hyuuuuung! - resmungou manhoso. - Você está estudando há um tempão!

- É que eu preciso Hannie. - disse sentindo minhas costas doerem de tanto ficar debruçado sobre a mesa.

- Mas faz mal ficar estudando durante todo esse tempo, vem me dar atenção hyuuuung.

Não olhe Kim MinSeok, não olhe! Você não pode cair no aegyo dele! Tudo estará perdido se você olhar para o Luhan agora, ver  aquela expressão de pequeno filhotinho de cachorro com olhos brilhantes e inocentes e aquele biquinho tremulo como se ele fosse chorar. MinSeok! Não imagine!

- Hyuuuung! - sua voz estava bem mais perto de mim e quase tive um ataque cardíaco quando, de repente ,ele agarrou meu braço. - Por favooooor!

Retirei meus óculos suspirando e virei-me para encarar o mais novo que como previsto estava com uma expressão fofa, é incrivel que mesmo tendo conhecido ele por apenas um dia e meio eu já saiba uma de suas manias.

- Tudo bem LuHan, desisto.

- Ebaaaa! - comemorou sorrindo brilhantemente.

- O que você quer fazer dongsaeng?

- Bem... você sabe que saiu de manhã sobre hoje termos os testes para um monte de coisas, né? - começou tímido.

- Sei, por quê? Você quer fazer algum?

- Eu queria, mas tenho vergonha. - falou rubro.

- Vergonha?

- Sim! Eu era parte do teatro da minha antiga escola e eu quero participar do daqui também, mas e se eu não passar no teste? Além de que não tenho nada preparado já que não avisaram antes e sinceramente não sei do porquê de não terem avisado. - terminou a pequena explicação emburrado.

- Respira Lu, também não entendo o porquê de fazerem isso, muitos calouros perdem os testes por causa desse costume estúpido. - falei sorrindo. - Mas deixe isso de lado, e vá fazer o teste, o que você tem a perder? Tenho certeza que o senhor é muito talentoso e se o professor Min não te aceitar no clube de teatro ele  que estará perdendo.

- MinSeok hyung! - exclamou se jogando em mim e me abraçando até quase me transformar em um ser plano. - Como você sabe o que dizer sempre?

- Porque eu leio mentes. - falei  um pouco surpreso pelo abraço repentino.

- Bobo.

- Não mais do que você Hannie.

- Magoei depois dessa. - disse me soltando. - Agora levanta que você vai me levar até o teatro.

- Eu vou? - perguntei arqueando a sobrancelha.

- Vai, porque você não quer que seu lindo e inocente dongsaeng se perca nessa imensidão que chamamos de colégio.

- Tenho certeza que você consegue achar o caminho sozinho.

- Hyung!

- Tudo bem. - disse levantando-me. - Vamos.

- Ebaaaa! - gritou correndo para a porta.

- Me espera.

- Você é muito devagar, tartaruga hyung. - disse mostrando a língua.

- Acho que não vou mais te levar para o teatro.

- Desculpa hyung! Me leva por favor!

- Acho que uma tartaruga não é um guia apropriado. - falei me dirigindo a minha escrivaninha.

- Hyung! Vamos logo!

- Tudo bem. - suspirei fundo. - Vamos.

- Não brinca mais assim hyung, desse jeito vou chegar atrasado.

- Quem disse que eu estava brincando?

- V-Você nunca me deixaria ir sozinho hyung.

- Tudo bem, eu não deixaria.

- Ah, e hyung?

- O que?

- Você pode ficar no teatro comigo? E me encorajar?

- Claro Hannie.

 

                                            *  *  *

 

O auditório estava lotado, meninos de diferentes idades e etnias andavam de um lado para o outro, nervosos, reviam suas falas, canções e até mesmo coreografias já que queriam impressionar o professor Min mostrando que possuíam mais do que a habilidade de atuar, uma coisa que abriria as opções para a escolha das peças teatrais... Ou pelo menos foi isso que o professor falou antes do início das audições.

Senti Luhan trocar sua posição mais uma vez por conta do nervosismo, virei-me para observa-lo. Seus dedos batucavam o braço da cadeira em um ritmo qualquer, seu cabelo completamente bagunçado, seus lábias ameaçavam sangrar de tanto serem mordidos e seus olhos não desviavam do palco, acho que sentar apenas duas fileiras atrás do "jurado" não foi uma boa ideia. Abracei com força seus ombros tentando passar um pouco que tranquilidade e confiança.

- Tudo ficará bem Hannie.

- E-Espero que você tenha razão hyung. - sua voz não passou de um fraco sussurro.

- Sempre tenho razão.

- Convencido. - declarou com um sorriso de canto.

- Há! Você sorriu!

- Eu sorrio sempre hyung.

- Bem, desde de que você pôs os pés no auditório o máximo que você fez foi resmungar que nem um velho caquético.

- Yah!

- Número 53. - a voz fina de SongHa, uma secretária que auxiliar o professor Min, ecoou pelo auditório. - Número 53.

- É você Hannie. - sussurrei olhando para o crachá do mais novo.

- Eu sei hyung. - respondeu se levantando. - É agora ou nunca.

- Fighting!

- Obrigado Xiumin hyung!

LuHan foi ao palco com passos calmos e firmes, mas eu podia ver seus ombros tensos. Curvou-se rapidamente para SongHa, que sorria atrás de seu pequeno balcão no canto direito do palco, e foi em direção ao centro.

- Sou LuHan do segundo ano. - curvou-se profundamente ao professor sentado na primeira fileira do auditório.

- E?

- Irei apresentar uma coreografia antes de meu ato.

O que...? Coreografia? LuHan me disse que não tinha nada planejado, o  que esse garoto está tramando?

- Vá em frente.

- Sim. - e esperou

Desviei meus olhos do loiro para SongHa que procurava confusa pelo CD de LuHan no meio dos arquivos e CDs de tantos outros.

- Desculpe senhor Luhan, mas sua música não está comigo.

- O que?! - com os olhos arregalados o mais novo dirigiu-se até a senhorita. - Não pode ser.

- Infelizmente, não tenho seu CD.

- Mas tem que estar aqui.

- Aluno LuHan...

- Espere um segundo professor. - sua voz saiu trêmula, soando desesperado por não conseguir, pessoalmente, encontrar sua música. Será que ele tinha uma dança planejada de verdade? - Você não pode fazer isso comigo...

Virou-se para SongHa, desistindo de achar seu CD

- Você está brincando Noona? - perguntou com um sorriso nervoso.

- Noona? O que?

 Você escondeu meu CD para me assustar certo? - riu fraco. - Pare de brincar Noona, e me entregue a música.

- Não estou te entenden-

- É para que eu note que não consigo sem você? Eu já sei disso!

- O que?

- Vamos lá Noona! Entreguei o CD para você antes de irmos dormir ontem!

Os dois se conhecem? Como? Será que eles realmente são... como ele insinuou?

- Do que você está falando?! - sua testa estava franzida em confusão.

- Você não pode fazer isso comigo!

- Fazer o que?! - perguntou assustada.

- Você prometeu que se eu viesse para esse internato, eu poderia atuar. - soltou desesperado. - Nós ficaríamos juntos!

- Vocês se conhecem?! - a voz assustadora do professor cortou a confusa conversa.- Respondam!

- Senhor? Não! - SongHa se levantou. - Nunca o vi!

- Sim! - LuHan falou ao mesmo tempo. - Ela é minha-

- Não senhor Min! - seu tom cada vez mais desesperado. - Nunca vi o senhor Lu!

- Temos que esconder nosso relacionamento até aqui Noona? - seu olhar era pura decepção.

Relacionamento?!

- Rela...? Não existe nada entre nós, juro!

- Você está falando que nunca signifiquei nada para você? - pude ver seus olhos encherem-se de água.

- Os dois! Na frente agora!! - o loiro e SongHa andaram depressa até o centro do palco, desespero e confusão estavam estampados no rosto da secretária. - Expliquem essa cena agora! Vocês se conhecem?!

- Pensei que a conhecia. - o olhar decepcionado que o Han dirigia a SongHa era tão intenso que quis me esconder. - Mas parece que conheci apenas mentiras.

- Senhor eu juro para você...

- Chega disso! Irei envia-los ao vice-diretor agora!

- Professor Min, eu te imploro! Até me ajuelho para provar...

- Não me interessa. - declarou contendo sua surpresa misturada com raiva. - O diretor e o conselho irão resolver isso!

- Professor... - A fala da mulher foi interrompida por um leve riso.

- Desculpe. - LuHan falou sorrindo. - Não tive tempo de planejar um ato de verdade então improvisei, mas acho que fui bem, não é?

- O que? - a voz da secretária saiu fraca.

- Desculpe senhorita. - curvou-se. - Não queria te preocupar, irei fazer de tudo para recompensa-la.

- Improviso, hein? - perguntou o professor.

- Sim, senhor. - mm sorriso confiante apareceu no rosto delicado do mais novo comprovando sua satisfação com a apresentação e consigo mesmo, a palma de sua mão foi aos olhos limpando as falsas lágrimas que de lá saíram.

E ri, ri enquanto ficava em pé para aplaudir o mais novo. Nunca pensei que o fofo,  alegre, tagarela e totalmente sedentário Lu Han seria esse garoto genial e totalmente pirado, e realmente acho que isso é algo bom. 

E por mais estranho que pareça ao observar o loiro descer confiante do palco e caminhar até pensei que o único momento que verei o verdadeiro LuHan será enquanto o assisto atuar.

- MinSeok hyung! - falou sorrindo. - Já está tarde, vamos embora. 

- Já? - perguntei sorrindo abertamente para o mais novo meio confuso pois pensei que  LuHan iria querer aproveitar um pouco de sua nova fama entre esses jovens atores.

- Estou cansado e sei muito bem que o senhor tem um teste.

- Tes...? Meu teste! - comecei a puxar o mais novo até a porta do auditório. - Vamos!

- Calma hyung! Você já é parte do time. - falou rindo.

- Como atacante! - continuei a afasta-lo do auditório. - Mas hoje vou fazer teste para ser goleiro.

- Por quê?

- Atacantes machucam pessoas e prefiro não causar mal a ninguém.

- Esse é o hyung que conheço!

- Luhan, Luhan... - sorri negando com a cabeça. - Só você para me fazer rir quando estou atrasado.

- V-Você está atrasado?

- Sim?

- Então o que está esperando? - soltou seu pulso do meu aperto. - Vai logo e depois me conta como conseguiu a vaga.

- Mas, eu ainda...

- Hyung...

- Já estou indo. - ainda com um sorriso nos lábios comecei a correr na direção do campo onde a vaga de goleiro me esperava.

- Não quebre a perna hyung!

Esse Luhan ainda me deixa doido e de cabelo em pé.

 

(Pov's KyungSoo On)

 

- 57,58,59 e sessen...ta. - suspirei cansado largando os braços ao lado de meu corpo
Meus braços queimavam pelas flexões que o treinador me obrigava a fazer antes do treino para fortalecer minha mosculatura fraca. Não é minha culpa que minhas pernas são naturalmente fortes enquanto meus braços não, como o treinador diz: da cintura para baixo tenho os músculos de um homem e da cintura para cima de mulher.

Levantei-me do gramado sentindo o suor escorrer pelo meu queixo e olhei diretamente para o bebedouro, aquele objeto lindo e perfeito que se mantinha preso a parede ao lado do vestiário. Fui correndo ao seu encontro tamanha minha sede, poderia me casar com aquele cotoco de metal.

Inspirei profundamente antes de apertar o botão do lado direito e me deliciar com cada gota de água gelada que tocava meus lábios sem ao menos parar para respirar.

Senti meu estômago pesar pela quantidade absurda de água que engoli e me virei para o campo de lacrosse, mas com o canto do olho vi algo que me impediu de ir em direção aos jogadores que começavam a chegar. Uma das cenas mais hilárias da minha vida se desenrolava na pista de corrida que envolvia o campo

Jongin tentava puxar meu namorado, que estava jogado no chão vermelho da quadra, enquanto xingava o sedentário de tudo quanto é nome, mas a palavra que consegui identificar mais vezes era "preguiçoso".

Sem me conter caminhei calmamente até os dois rindo da situação que o Chen se encontrava.

- Pelo jeito conseguiu tirar o saco de areia do quarto.

- Só para ele deitar no chão invés da cama. - reclamou Jongin dando um olhar raivoso para JongDae.

- Levanta Chennie. - puxava seu braço de leve.

- Está calor, estou cansado, quero a minha cama. - choramingou ainda no chão.

- Para de ser mole  e vamos correr. - Kai cruzou os braços mostrando que sua paciência estava chegando ao fim.

- Nãão. - resmungou Chen agora sentado no chão. - Você me obrigou a largar meu video-game, por que tenho que te obedecer?

- Vou contar até três. - começou o moreno. - Um, dois...

- Já estou levantando!

- Isso mesmo amor. - incentivei. - Não deixe a preguiça vencer.

- Eu levantei e isso não quer dizer que vou correr.

- Só faltam 13 voltas B.P.

- Só 13? Vai se ferrar! - ele revirou os olhos.

- Vamos logo B.P.

- B.P? - perguntei.

- De bicho preguiça. - ri brevemente com a explicação de Jongin.

- Cade o respeito? Eu sou mais velho. - resmungou JongDae. - Não me chame assim Kai.

- Pode deixar B.P.

- Argh! Kai! 

- Coitado do meu filhote. - aproximei-me do maior e lhe dei um selinho.

- Tem uma criança aqui sabia Soo? - Jongin exclamou

- E essa é você? - JongDae perguntou sarcástico.

- Com certeza! - Kai revirou os olhos pela décima vez apenas naqueles minutos.

- KyungSoo! Deixe seu namorado e venha aqui!! - o treinador gritou.

- É melhor eu ir. - dei outro beijo em JongDae  antes de continuar. - Nos vemos depois?

- Sim. - ele sorriu, mesmo com aquele cabelo grudado na testa por conta do suor ele continuava lindo.

Me despedi de JongIn que ainda estava indignado por ter um amigo tão folgado quanto Chen, acho que apesar de odiar a lerdeza dele, Kai adora Daennie, com os defeitos e tudo.

Estava ansioso para os testes esse ano, serão no mínimo interessantes.

 

(Pov's Suho On)

 

Conduzi mais um delicioso pedaço do bolo da Ajumma Kim para minha boca. Sabor era do mais puro açúcar que fazia minha língua dançar de felicidade.

- Delicioso. - murmurei ao lamber a gianduia que escapou pelos meus lábios.

- Para você estar comendo igual a um condenado, deve ser maravilhoso.

- Dos deuses. - respondi distraído pelo chocolate que derretia sobre minha língua. - E não estou comendo que nem um condenado.

- Você acabou de jantar e já esta comendo o seu segundo pedaço de bolo. - explicou HongKi.

- Só falta falar que engordei para agir igual a uma esposa. - resmunguei  lembrando de como minha mãe reclamava dos hábitos alimentícios de seu marido.

- Você teria sorte de me ter como esposa.

- O que?

- Eu cozinharia coisas gostosas e o sexo seria ótimo. - respondeu desinteressado.

- Prefiro não descobrir. - estremeci só de imaginar eu e HongKi juntos... nojento.

- Assim me magoa. - fez um bico exagerado. - Nem vou mais tentar.

- Objetivo alcançado! - exclamei comendo mais um pedaço em seguida

- ... Não fique achando que irá se casar com qualquer um que quiser. - começou fingindo irritabilidade. - E irá se arrepender de não ter se casado com alguém que sabe todos seus defeitos.

- O que quis dizer com isso? - perguntei curioso para saber sua resposta planejada.

- Seu rostinho irá envelhecer.

- Mesmo? - sorri de canto.

- E nem seu tanquinho durará para sempre.

- Não pode ser! É mentira! - ironizei.

- Na verdade já está sumindo.

- Verdade? - meu tom de voz deixou de ser sarcástico para ser sério. Comecei a cutucar minha barriga e não senti nada diferente, será que eu realmente estava engordando?

- Acha que eu mentiria?

- Com certeza. - respondi sem pensar duas vezes.

- Que ótima imagem você tem de seu melhor amigo!

- Só digo o que vejo HongKi.

Olhei para o prato com o resto de bolo, HongKi estava brincado mas eu realmente estou comendo demais. Não posso engordar, meu peso tem que ser ideal para as futuras apresentações e por esse motivo afastei aquele lindo pedaço de glicose. Melhor prevenir.

- Posso comer o resto? - o mais velho perguntou quando minha mão ainda não tinha soltado o prato.

- Só não devore meus dedos.

- Pode deixar capitão.

Imediatamente o maior passou a devorar o resto do doce como um animal selvagem. Desviei meu olhar dele para não acabar vomitando na mesa da lanchonete.

- Delicioso JunMyeon. - resmungou com um pedaço gigante de bolo na boca.

- Nojento. - murmurei.

- O que?

- Nada hyung, nada. - as vezes ele consegue me fazer rir  com besteiras.

Comecei a observar o ambiente a minha volta, o pôr do sol estava cada vez mais próximo deixando o céu meio rosado. Os meninos mais jovens corriam de um lado para o outro como loucos, o campo de lacrosse estava cheio dos jogadores dando o máximo de si, pelo cheiro deduzi que a ajumma Kim cozinhava algo delicioso. Um dia normal e tranquilo, tranquilidade que acabaria no fim do ano quando todos perceberem que necessitam de nota.

Mas com o canto dos olhos consegui identificar um Jung il Woo caminhando lentamente completamente curvado e  silencioso em direção a nossa mesa. Ao notar que o tinha visto pediu com sinais para que eu não o denunciasse a HongKi que se aproximava de suas costas. O que esse garoto estava aprontando para acabar com a minha tranquilidade? 

- Sinceramente caro dongsaeng. - começou o mais velho sentado a minha frente com os lábios sujos de chocolate. - Esse foi o melhor bolo que já comi na vida.

- Você sempre fala isso quando come um diferente.

- Mas dessa vez é a verdade absoluta.

- Mesmo Honggie? - il Woo sussurrou em seu ouvido esquerdo.

- AHHHHHHHH! - HongKi hyung pulou imediatamente de seu assento como se o mesmo estivesse coberto de formigas, me fazendo gargalhar.

- Merda! Perdi dois anos de vida com essa il Woo!

- Estou fazendo um favor ao mundo encurtando seu tempo na Terra. - sentou-se na cadeira recém desocupada por HongKi.

- Yah! - falou pegando a cadeira de outra mesa vazia. - Não é como se sua existência fosse a melhor para o mundo!

- Sendo melhor que sua estou feliz.

- Parem os dois. - me entrometi antes que aquela birra se prolongasse. - Parecem duas crianças.

- Ele que começou. - resmungou o menor entre os dois.

- Eu o caramba. - revirei os olhos.

- Chega! - finalmente me irritei. - Vai dar casamento vocês dois. 

- Nem vem. - começou HongKi. - Se Woo for se casar iria ser com você Suho, ambos são opostos, não dizem que opostos se atraem? - Brincou.

- Uma coisa tão linda como eu nunca sairia com o JunMyeon. - il Woo declarou.

- Lindo só o seu egocentrismo. - disse.

- Uma das minhas melhores qualidades. - sorriu convencido.

- As vezes acho que seu ego vai acabar sufocando o resto de nós. - resmungou Honggie hyung.

- Estou contando os dias para isso. - respondeu cínico. - Mas não vim até aqui para mata-los... ainda.

- Veio para que? Nos iluminar com sua beleza estonteante? - perguntei sentindo o sarcasmo escorrer pelo meu queixo.

- Também, mas o principal é que vim ferrar com um aluno inocente.

- O que fiz desse vez? - HongKi  hyung perguntou indignado.

- De inocente você não tem nada.

- Então de quem está falando? - estava curioso, fazia tempo que o mais velho queria "ferrar" com a vida de alguém.

- Sinceramente não sei. - declarou dando de ombros. - Só escutei a música quando fui procurar por você JunMyeon.

- Música? - eu e HongKi perguntamos simultaneamente.

- Em um lugar onde é estritamente proibido a entrada de pessoas sem alguém responsável. - Se fez de inocente cantarolando a ultima parte.

- Não estou vendo seu ponto.

- A sala de dança. - disse sílaba por sílaba

-  O quê?!

- Exatamente e que eu saiba o responsável é : v-o-c-ê.

Levantei-me imediatamente não acreditando que alguém quebrou uma regra no segundo dia de aula do ano, uma regra estabelecida quando o clube de dança foi criado. Quem seria tão irresponsável e idiota? Mas o mais importante: como alguém conseguiu entrar numa sala trancada?

- Vocês dois não briguem. - declarei de dentes cerrados. - Voltarei depois de castigar alguém muito estúpido.

- É a primeira semana de aula JunMyeon, não seja tão cruel.

- Não se preocupe HongKi. - sorri. - Não serei TÃO cruel.

- Que pena. - disse il Woo.

- Até logo e não se matem.

Comecei a me afastar mas pude ouvir Honggie falando:

- Se eu mata-lo será legítima defesa.


                      *  *  * 

 

Meus passos aceleraram ao ver o prédio já conhecido, queria acabar com a palhaçada do folgado que invadira a sala do meu clube como se não fosse nada. Se o garoto tivesse pedido primeiro talvez eu deixasse, mas é claro que teve que ir direto para a invasão.

Aquela sala é preciosa,  os antigos integrantes do clube batalhamos duro para conquista-la, nela tem nosso suor e sangue e memórias marcantes. Além de guardar nossas coreografias, troféus, vídeos de nosso treino, nossas inspirações, minha raiva subiu em pensar que alguém poderia estar traindo nossa escola passando informação para os grupos rivais. Talvez eu haja cruelmente... desculpe HongKi.

Estava tão irritado que nem percebi que já tinha subido as escadas podendo ouvir a batida de uma música sem mesmo estar tão perto, pelo jeito o cara não era muito inteligente já que deixara o som muito alto e qualquer um que passasse poderia ouvir, mas pelo menos a música é boa de dançar.

Inconscientemente andei até minha preciosa sala, agora a ira estava misturada pela curiosidade. Eu havia pensado que algum idiota tinha ido à sala para escutar música enquanto fumava ou algo do tipo, mas essa música não era algo relaxante de algum burlador de regras, parecia mais com algo que eu usaria para criar uma coreografia.

Por causa da curiosidade ao invés de abrir a porta com tudo eu a abri lentamente para ver o que estava acontecendo por um pequena fresta e me surpreendi com o que vi: um garoto dançava. Com toda a sua alma.

Sim era uma sala de prática mas ele não é um dos dançarinos, ele é um novato. Lembro de sua expressão tímida e nervosa, como parecia alguém adorável e inocente que não causaria nenhum problema, mas não era o que eu via nesse momento.

A sua expressão era forte como aço, o cabelo preso em um boné permitiu que eu visse seus olhos que  quase transmitiam fogo de tão concentrados na sequencia. Não era um cover, era algo que eu nunca tinha visto mas que o maior parecia conhecer desde sempre.

Os movimentos eram tão naturais como o fluxo de água, como se ele tivesse nascido para dançar aquilo. Sua leveza, sua determinação, o jeito que aproveitava toda a sala era impressionante, era como se tudo e todos pertencessem a ele.

Com apenas alguns segundo o observando deu para perceber que é alguém que nasceu com o talento que ele não é uam pessoa que precisa de horas de treinamento para ficar bom em uma sequencia ao contrário de mim. Os naturais sempre me irritaram, mas seria bom ter alguém como ele no clube.

Fiquei observando sua técnica quase perfeita, seu sorriso confiante e os olhos de fogo até que minha raiva voltou com força total: o que esse moleque está fazendo aqui? Então no meio de um movimento e uma frase na batida desconhecida empurrei a porta com tudo e gritei:

- O que você está fazendo?

Depois de se recuperar do pequeno susto o maior desligou o som e me encarou entediado.

- Dançando. - ah, não me diga!

- Isso eu sei, mas-

- Então por que perguntou? - cortou-me.

- Não me interrompa. - respirei fundo para continuar, aquele garoto estava me dando nos nervos. - Por acaso sabe quem sou para falar assim?

- Não faço ideia, e não ligo.

- Pois devia. - senti-me um pouco ofendido, mas também não devia, o que vem desses encrenqueiros não devia me atingir.

- Por quê?

- Sou o presidente do clube de dança que possui a sala que você invadiu.

- E?

- Tenha respeito!

- Desculpe por não te reconhecer presidente já que esse é meu segundo dia de aula. - falou sarcástico.

- Cuidado com o que fala moleque!

- Mas eu fiz o que me pediu... ou quer que eu me ajoelhe?

- Só me fale como entrou aqui.

- Pela porta. - o encarei sério e ele continuou. - Estava aberta. - arqueou uma das sobrancelhas.

- Algum dos novatos deve ter esquecido de trancar. - murmurei para mim.

- O quê?

- Não é nada. - neguei com a cabeça. - Não é permitido a entrada de não integrantes do clube.

- Que regra estúpida. - resmungou.

- Não pedi sua opinião sobre as regras, e não, você não pode entrar no time.

- Eu não quero entrar . - pegou sua mochila que descansava no canto da sala e se dirigiu a saída.

- O quê?! - exclamei fazendo-o virar para mim.

- Por que eu iria participar de um clube de dança liderado por você?

- Não importa por quem é liderado, se você ama dança deveria superar uma infantilidade como essa, e você tem talento.

- Séri... quero dizer, e?

- Precisa de uma explicação para dançar?

- Claro.

- E qual é a sua para estar aqui ensaiando?

- Não te interessa.

- Pensei que fosse mais educado Yixing.

- Idiota. - murmurou alto o suficiente para eu ouvir.

- Do que me chamou?! - a princípio ele apenas me ignorou, odeio que me ignorem, então repeti a pergunta, só que dessa vez mais alto.

- De idiota. - disse devagar com a maior calma do mundo. - Tenho coisas melhor para fazer, até mais... "Presidente".

E saiu antes que eu pudesse retrucar, nem pude coloca-lo em detenção mas não é como se eu não fosse fazer mais tarde. Aish, parece que eu estava errado sobre ele ser alguém adorável e inocente que não causaria problemas, pelo contrário. Zhang Yixing deve ser um ímã de problemas.

- E acho que o ser divino que o criou desperdiçou o talento com a pessoa errada. - resmunguei para mim mesmo depois de apagar a luz da sala e trancar a porta.

Uns novatos terão que ser repreendidos. Não tão cruelmente.



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