História And In The End, We'll Be Together. - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Haikyuu!!
Personagens Akaashi Keiji, Asahi Azumane, Bokuto Koutarou, Daichi Sawamura, Kei Tsukishima, Koushi Sugawara, Ryuunosuke Tanaka, Shouyou Hinata, Tetsurou Kuroo, Tobio Kageyama, Yuu Nishinoya
Tags Daisuga, Shonen, Yaoi
Exibições 65
Palavras 1.842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Escolar, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, desculpe a demora, desfrute do capítulo. Ah, leiam as notas finais, não quero dar spoiler, então aproveitem o capítulo.

Capítulo 10 - Capítulo Dez - As long as you're by my side.


Fanfic / Fanfiction And In The End, We'll Be Together. - Capítulo 10 - Capítulo Dez - As long as you're by my side.

P.O.V. Sawamura Daichi. 

 

Acordei esperando encontrar os olhos de Suga sobre mim, mas me encontrei sozinho em meu quarto. 

Segunda, a indisposição estava tomando o meu corpo, talvez mais rápido do que o final de semana que havia sugado minhas energias. 

Me arrastei para fora da cama determinado a ter um bom dia. Fiz minha higiene matinal e fui para a cozinha ainda com o cabelo desarrumado e de pijama. Bocejei quando pretendia falar "Bom dia" para minha mãe, que riu um pouco quando me viu. 

- Bom dia meu anjo. - Ela disse. 

- Bom... Dia. - Eu respondi com a voz arrastada. 

- Passou quase dois dias fora de casa, eu não esperava menos que isso. - Ela disse me servindo um pouco de chá. - Seja sincero comigo, passou esses dois dias na casa de uma namorada. - Ela concluiu e eu tenho certeza, se não tivesse cuspido todo o chá que coloquei na boca pelo o que ela falou, seria porque estava muito quente. 

- Hã? - Apenas soltei. 

- Não precisa me esconder. Você saiu cedo e se dependesse de você não voltava. Se fosse na casa de um amigo, você pediria para passar a noite. - Falou.

- Eu estava na casa de Suga, se quiser ligar para ele para confirmar que eu não tenho namorada alguma. - Declarei, voltando a tentar tomar o chá que ela havia preparado. 

- Sabe, Daichi, eu sempre vou querer o melhor para você, isso inclui insistir para você largar do vôlei para arranjar logo uma namorada. Você tem 16 anos, só pensa nos seus amigos e nesse esporte maldito. - Ela disse, apenas a encarei, a espera de mais baboseiras. - Sabe que eu sempre quis que você namorasse muito, que você me apresentasse as garotas com quais você sai, mas você nunca me apresentou ninguém na sua vida para mim! - Protestou ela. 

- Meus amigos não contam? - Eu indaguei, um pouco revoltado com a situação. 

Algo que ela nunca havia entendido era que: Ela não podia controlar toda a minha vida. Desde que eu me lembro, ela tentava me arranjar com alguma garota ou outra, me forçando a ficar entre estudos e algum namoro que ela fantasiava comigo. Ela queria tanto que eu desse a ela belos netos, que eu fizesse para ela tudo o que ela nunca pode realmente me dar, que eu fosse ao contrário de meu pai: um homem presente e responsável. Talvez ela nunca entendesse que nem tudo podia ser como ELA queria, e que talvez isso a machucaria, e muito. 

- Claro que não! Você não pode namorar com eles! - Retrucou ela. 

- Por que eu não poderia namorar com um garoto? Tem dois amigos meus que se gostam e recentemente começaram a namorar. - Disse. 

- Daichi, você pode imaginar o desgosto que eles estão dando a suas famílias? Eles não podem gerar uma vida. Deus crio...

- Cala a boca! - Eu soltei sem pensar. - Você diz "o desgosto" que eles dão? Eu digo o nojo que você está me dando. E se eu fosse como eles? Se eu não gostasse de garotas? Qual seria o problema? Você preferiria que eu fosse um homem casado com uma mulher, tendo filhos e me condenando e culpando todos os dias por não ama-la e ainda sim estar com ela ou me aceitaria por mais que não me entendesse, me deixando ser feliz? 

- Você não vai se tornar isso Daichi, você não pode vira...

- Ninguém vira nada. Se você não nasce, você não é! - Eu retruquei. - Dois iguais não fazem um filho, mas adotam, dão carinho e acolhimento para aquele que dois diferentes fizeram e deixaram ele lá. - Ela estava pasma comigo. Talvez fosse o fato que eu nunca havia defendido nem mesmo eu daquele modo, ou talvez simplesmente porque eu nunca tinha levantado a voz para ela. 

- Você acha mesmo que Deus está feliz com o que eles fazem? - Ela indagou. 

- Você realmente acha que Deus está ligando para eles, que estão felizes, mas ignora pessoas preconceituosas que pregam o ódio em pessoas que não merecem isso? - Seus olhos pareceram entrar em chamas. 

- Inocentes? Como pode dizer isso deles? - Ela gritou e jogou sua xícara longe, fazendo dela em pedaços na parede. 

- Me responda isso: Quando você escolheu gostar apenas de pessoas do sexo oposto? - Ela se manteve em silêncio por um tempo. - É, eles também não escolheram. E só porque você não aceita, só porque você os odeia, não quer dizer que esse Deus que você tanto venera concorda com tua palavra. - Eu me levantei. - Porque francamente, o meu Deus não precisa saber quem te faz feliz, como é essa pessoa ou o que ela pensa, se ela te traz a felicidade, isso já está de bom tamanho. 

Virei-me em direção ao meu quarto e caminhei até lá calmamente, mas eu sentia que por dentro, a cada passo, eu podia desmoronar. Adentrei meu quarto e fechei a porta atrás de mim. Senti algo me atravessar, tão afiado como uma lamina, tão forte quanto um tiro, mas mais invisível do que toda a dor que eu havia escondido por tanto tempo. 

Vesti o meu uniforme e me sentei na cama. Sabia que eu podia me atrasar, mas eu nem me importava muito com aquilo. Peguei meu celular e abri uma nota e comecei a escrever. 

"Eu posso não entender porque você me odeia tanto, mas eu não preciso te entender, só aceitar seu sentimento e entender que talvez não haja nada que eu possa fazer para mudar isso. Assim como você deveria aceitar que eu sou assim e que não vou mudar. Era só isso que eu queria de você, aceitação. Talvez para você isso não seja quase nada, talvez na sua mente eu simplesmente não mereça isso. Destrui o seu sonho de ter netos do jeito que você queria, não vou engravidar mulher alguma, mesmo porque, nunca tive a intenção de olhar para alguma. Isso significa que eu não poderia adotar uma criança e mostrar para ela que existe coisas erradas nesse mundo como: Matar, Roubar, Mentir, Magoar os outros porque eles são o que são. Eu juro que tentei de todos os modos te mostrar que não é como você imagina, que não são todos nojentos como você imagina, que não são todos que mudam, que podemos ser os mesmos de antes de admitir que não somos o que vocês esperam. Não somos todos bons, mas não existe nenhuma coisa que ao todo seja boa. Não negue. Eu sei que é difícil de entender, mas talvez, eu me afastando, você pode ver de longe que eu não mudei, porque nunca quis mudar. Eu sempre vou ser seu filho, sempre vou te amar, sempre vou amar vôlei, sempre vou amar ele. Nunca parei de ama-lo, desde o primeiro dia que o vi. Eu sei que é muito para você entender, mas eu sei que tudo o que você precisa agora é tempo, e eu também preciso disso, e é exatamente isso que eu vou lhe dar: Tempo. Talvez eu dê a você mais tempo do que é necessário, mas para mim pode ser pouco, talvez seja inverso. Espero que você entenda. Ainda te amo.

Quando parei de digitar, senti as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Sequei-as de forma meio agressiva, machucando meu rosto com as mangas da camisa. Me levantei e joguei o celular dentro da mochila. 

Caminhei até a porta com o rosto levantado, como se não estivesse chorando ainda. Me sentei em frente a porta e coloquei meus sapatos. 

- Já vai tão cedo? - Minha mãe perguntou. 

- Aparentemente, não há motivos para eu ficar aqui. - Eu respondi. - Estou indo¹.

- Vá com cuidado². - Ela disse e eu abri a porta. Virei e a encarei por um segundo. Sua expressão vazia, e novamente, senti a dor invadir meu íntimo. Corri para fora, em direção do colégio. Em direção da única coisa que poderia me salvar naquele momento. 

Cheguei no colégio bem mais cedo que o normal. Peguei meu celular e caminhando em direção do banheiro masculino. 

- Alô? - Suga respondeu do outro lado da linha. - Daichi, o que foi? - Ele disse já preocupado. 

- Só queria dizer bom dia. - Eu disse sentindo meu rosto molhar novamente com as lágrimas. 

- Onde você está? - Ele indagou, mas eu me manti em silêncio. - ME RESPONDE DAICHI! QUE MERDA!

- No colégio. - Respondi com a voz arrastada. 

- Em dez minutos eu estou ai. - Avisou. 

- Em dez minutos eu posso fazer muita besteira. - Eu ri sem humor. - Venha. Por favor. - Disse. 

- Por favor, aguente mais um pouco. - Ele pediu. 

Ele desligou e eu joguei minha mochila dentro de um dos cubículos do banheiro. Entrei logo em seguida no último e tranquei a porta. Abracei meu corpo e escorreguei até me encontrar sentado no chão. Como eu podia ser tão estúpido?

 

P.O.V. Sugawara Koushi

 

Corri para o colégio, e cheguei lá em menos de dez minutos. Bem menos que isso. Procurei Daichi na entrada, perto dos portões, mas imaginei que não estaria. "Onde ele pode estar?" - Eu pensei. Na hora, como uma luz, eu corri para o banheiro, onde eu podia ouvir um murmúrio baixo, um soluçar. 

- DAICHI? - Eu gritei, embora não fosse necessário. Ele abriu a porta e eu fui até ele com passos rápidos. - Daichi. - Eu disse fechando a porta, deixando nós dois ali, sozinhos, talvez, muito provavelmente presos naquele cubículo. - Me conta se quiser. - Eu disse sentando na frente dele. 

- Só me abraça. - Ele pediu. - Quero sentir você. - Continuou. 

Sentei-me ao lado dele e o abracei. Suas lágrimas molhavam a minha camiseta, mas eu não me importava com aquilo.

Era a primeira vez que eu via Daichi tão vulnerável, ele nunca havia chorado na frente de ninguém, mas naquele momento, ele nem ligava se soluçava alto ou não, ele apenas deixava seus sentimentos expostos. 

- Eu amo você Koushi. - Disse. - Eu amo você demais. - Ele segurou meu rosto em suas mãos e me encarou com os olhos vermelhos.  - E independente do que acontecer daqui para frente, eu vou estar do seu lado, espero que você possa fazer o mesmo por mim. - Ele disse com um sorriso vazio. 

- Daichi, eu nunca mais vou sair de perto de você. - Eu disse. Dessa vez, o sorriso que se fez presente, era real, era de alguma forma, feliz. - Pode parecer uma pergunta estranha, mas você pode fazer a porra do favor de me beijar? - Eu indaguei e ele riu. 

- Você poderia fazer isso sozinho. - Ele retrucou. 

 

Eu entendi, que para Daichi, para mim, para qualquer pessoa que estivesse amando, não importa o que acontece, desde que você esteja ao meu lado, estará tudo bem. 
 


Notas Finais


¹ Itekimasu
² Iterashai

Olá de novo. Então, eu só queria agradecer para você que leu até agora, e dizer desculpa, porque eu sei que o capítulo demorou muito [como todos os outros], e sim, foi curto, eu queria que fosse bem mais longo, mas achei que eu não deveria ficar me enrolando muito, narrando detalhes, coisa e tal, queria que tivesse mais sentimento nas palavras e menos nos atos, e foi bem desafiador isso porque eu não tinha certeza se fazia essa parte do preconceito na estória, mas acho que vai dar um toque de realidade, porque nem todos os pais aceitam os filhos.
Bem, a partir desse ponto, vai focar um pouquinho mais na família dos meninos já que eles querem ter um relacionamento sério e vão continuar com isso.
Sobre os outros ships, embora não tenha aparecido descaradamente, Nishinoya e Asahi já começaram a desenvolver um relacionamento mais próximo, mas não um namoro. Hitoka e Tanaka começaram a se enrolar um com o outro. Sim, Hitoka e Tanaka.
Vai ter alguns capítulos de cada um dos casais, mas acho que o próximo que vai ganhar destaque vai ser AsaNoya e depois KurooTsukki.
Espero que tenham gostado. Espero postar o próximo capítulo em breve.
Beijos. Nick.


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