História And In The End, We'll Be Together. - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Haikyuu!!
Personagens Akaashi Keiji, Asahi Azumane, Bokuto Koutarou, Daichi Sawamura, Kei Tsukishima, Koushi Sugawara, Ryuunosuke Tanaka, Shouyou Hinata, Tetsurou Kuroo, Tobio Kageyama, Yuu Nishinoya
Tags Daisuga, Shonen, Yaoi
Exibições 167
Palavras 2.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Escolar, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Tá, eu demorei.
Tá, não tem encontro de verdade.
Tá, o próximo é lemon e não de KageHina.
Tá, leiam minha fanfic de AMOLAD (se não sabem que sigla é essa, joga no google, lê a comic, depois vai ler a fanfic).
Tá, eu tô meio atrasada pra postar por uns problemas pessoais, logo logo eu volto ao normal.
Tem link de sugestão de música (de play a partir da parte que eu coloco [ligue a música] 'kay?)
Gomen nee.
Kissus
Nick.

Capítulo 7 - Capítulo Sete - Im Lost in your eyes


Fanfic / Fanfiction And In The End, We'll Be Together. - Capítulo 7 - Capítulo Sete - Im Lost in your eyes

P.O.V. Kageyama Tobio.

 

Vários dias tinham se passado após aquela declaração de Hinata.

"Apenas esqueça tudo o que eu disse", as palavras dele ainda ecoavam na minha cabeça. "Por mais real que eu te disse, é só fingir que era tudo uma mentira". Eu não conseguia pensar em nada.

– MAS QUE PORRA! – Ayame gritou, abrindo minha porta. – CARALHO TOBIO, TÁ SURDO, É? CACETE! – Minha prima me encarava, incrédula.

– Que foi? – questionei, sonolento. Embora eu não estivesse dormindo, eu ainda estava cansado, um peso de uma semana toda puxada de aula e a adição de muitos fatos acabavam comigo. Minha prima estava extremamente sensual naquele pijama curto, e eu sabia que qualquer garoto babaria nela. Um short azul e muito curto, mostrando suas coxas fartas e sua barriga dura e definida por causa de tantos treinos, uma cintura fina, seios fartos como sua bunda e um top preto era o que completava a roupa. Seus cabelos curtos e bagunçados deixavam ela de um jeito meio ameaçador.

– Além de surdo, estava acordado esse tempo todo. – Ela ameaçou, e se jogou em cima de mim.

– Ai! - Reclamei. Ela sentou sobre meu corpo seminu.

– Vocês meninos têm o péssimo hábito de dormir quase pelados – ela disse.

– Olha o exemplo – retruquei.

– Cala a porra da boca, Kageyama Tobio – ela falou.

– Vá pro inferno, Arita Ayame – retruquei.

Ela segurou o riso o máximo que pode, porém, não aguentou e começou a rir como uma louca. Olhei para meu celular e encarei o relógio: 07h53 am.

– Pra quê me acordar esse horário? – Indaguei. Ela se aconchegou entre meu peito e meu braço esquerdo. Seu cabelo fazia um pouco de cócegas no meu peitoral.

– Porque eu não dormi, e fiz uns esquemas para você – explicou. Encarei-a incrédulo, ela era capaz de tudo e, mesmo que só estivesse ali há poucos dias, ela era uma das únicas pessoas que faria de tudo para me ajudar.

– Com quem, desta vez? – Já esperava por uma resposta horrível.

– Hinata – respondeu.

– Oi?!

– Calma. Relaxa. – Ela falou. – Eu estava falando com o meu namorado…

– Qual deles? – Interrompi.

– Yuu. Enfim, ele vai me ajudar a…

– O Nishinoya? – Indaguei.

– Você poderia fazer a caralha do favor de calar a porra da sua boca antes que eu faça isso? – Ela se estressou e eu apenas sorri. – Bom, ele convenceu ao Shou-kun a ir encontrá-lo no parque – ela disse, maliciosa. – Porém, mal sabe ele que vocês dois vão ter um encontro. Entretanto, ele vai falar comigo primeiro.

– Como assim? – Deixei a preocupação transparecer na voz.

– Não se preocupe. – Ela beijou minha bochecha. – Você tem mais coisas para pensar antes de tudo. Como... Tomar um banho. – Ela sugeriu saindo de perto de mim.

 

Após algumas horas, eu já tinha tudo pronto, inclusive minhas falas. Ayame estava pronta para ir encontrar Hinata num café próximo ao parque. Eu iria ficar com Nishinoya numa livraria nos arredores, o que era extremamente irônico, já que Hinata odiava café, e eu odiava livros.

Ayame tinha um encontro com Nishinoya logo depois, ela planejava terminar com ele. Dizia que ambos sabiam que aquilo não daria mais certo, e ela sabia que Nishinoya estava apaixonado por Asahi, desde o começo. Mas ela não parecia abatida com isso. Eu sempre soube que ela nunca tinha prestado para entrar em relacionamentos de longa data, e quando fazia isso – ou melhor, tentava fazer isso – só acabava machucando e machucada.

– Você tá ridículo. – Ela riu.

Em uma bota preta com tiras, uma meia-calça preta toda rasgada – por um canivete afiado até demais –, uma saia com detalhes de renda, uma blusa branca com a estrutura óssea do peitoral, uma jaqueta de couro completava o estilo gótico.

– Você é amorzinho, como sempre – eu disse.

– Cala a boca. – Ela caminhou até mim e abriu o primeiro botão da minha blusa social azul e seguiu por todos os outros, tirando minha camisa. – Você vai encontrar com ele num parque, não na porcaria do restaurante mais chique do Japão. – Ela abriu meu armário e jogou uma camiseta clara sobre o meu rosto. – Agora, se vista apropriadamente.

Ela saiu do meu quarto e me deixou sozinho.

 

P.O.V. Nishinoya Yuu

 

Encarei-a vindo até a porta da livraria e, eu não podia negar, ela era muito linda.

- Oi Yuu. – falou. Me levantei e dei um longo beijo nela, que não negou, entrelaçando suas unhas negras em meus cabelos. – Vamos deixar isso para depois? – Ela indagou separando o beijo.

– Certo – falei. Ela me deu mais um pequeno beijo e correu para a cafeteria.

Queria poder negar, mas tanto ela quanto eu sabíamos que aquele beijo era um dos últimos. Tínhamos caído de cabeça no relacionamento, fomos rápido demais, e ela já havia dito: “Tudo o que começa rápido demais, acaba rápido demais.”. E ela, como sempre, estava certa até demais. Indecisa, louca, instável, ela era assim, mas sabia ser séria, rápida, e tudo.

Vi ela ser quase atropelada por um carro e xingar o motorista, e lhe mostrar o dedo. Eu apenas ri. Meus pensamentos voaram para longe quando ela entrou na cafeteria. Longe seria para o corpo de uma certa pessoa, a qual eu não deveria pensar. Eu sou um garoto, eu entrei na porcaria daquele colégio por causa dos uniformes curtos, pelas garotas, e agora, estou caído em amores por um cara.

Peguei um livro qualquer e comecei a folhear. "Vou te contar sobre quando me dei conta de que estava realmente apaixonado por Matt Gooby", era a primeira frase do livro. Fechei-o e encarei a capa. “Quando você se apaixona pela pessoa errada pelos motivos certos, Tudo Pode Acontecer”.

Virei o livro e encarei a contra capa. Parecia ser interessante, o que me assustava, já que eu não gostava de ler. Por fim, a estória eu poderia entender em parte, o protagonista gay. Eu não podia entender tudo já que eu não era gay.

Coloquei o livro sobre a mesa e fiquei esperando Kageyama por mais um tempo. Quando ele finalmente apareceu, me impressionei, se ele andasse todos os dias com roupas daquela maneira, com certeza Shou iria ter um problema de espantar as meninas de perto do seu namorado.

- Tantos lugares no mundo, e justo o que eu mais odeio? - Ele reclamou.

Eu ri naquele momento, mas por fim, valeria a pena cada segundo daquela noite em claro. Ele sorriu e se sentou na minha frente.

- Ansioso? - Eu perguntei. A expressão no rosto dele ficou um pouco mais tensa, mas ele continuou sorrindo, o que era meio raro de se ver.

- Muito. - Admitiu. - Noya-senpai. - Ele chamou.

- Sim? - Eu sabia que ele queria algo, mas ainda sim aquilo me preocupava um pouco.

- Você é feliz com a minha prima? - Ele indagou.

A pergunta ecoou na minha cabeça, sem resposta, apenas ali, ecoando, criando mentiras apenas para não dizer "Não.". Estar com a Ayame não era exatamente estar feliz ou não. Mas isso era o preocupante, não fazia diferença. Ela era uma amiga muito fiel, mas não me servia  como namorada.

- Sinceramente? Não sei. - Admiti.

- Ela quer terminar com você. - Ele continuou. - Não porque você é um namorado ruim, mas ela me disse que não vai obrigar você gostar dela enquanto você tem outra pessoa em seu coração. - Kageyama finalizou. Meu coração estava disparado. Ela sabia e entendia. Minha mente murmurava "Obrigada Yame", esperando que de alguma forma ela me ouvisse.

- Por isso que entre a gente deu certo, ela me entende, e eu entendo ela. - Falei.

- Vocês são estranhos. - Tobio disse.

Qualquer coisa que ele falasse depois do que ele havia me contado, me arrancaria o sorriso do rosto.

 

P.O.V. Hinata Shouyou

 

Esperando por uma completa desconhecida, eu estava ali. Yuu disse que sua namorada me ajudaria com Kageyama de uma forma. Preferi acreditar nele, mas na verdade eu não tinha muita escolha.

Desbloqueei o celular e então, fiquei por alguns segundos encarando a foto, procurando por alguém parecido na rua. Cabelo claro, curto, magra, parecia ser baixa, mas simplesmente não havia ninguém assim na rua.

- Shou-kun? - Alguém disse atrás de mim, me fazendo pular na cadeira. - Ah, desculpe.

Uma garota não muito alta, eu já estava desconsiderando seu salto enorme, olhos com rímel, lápis de olho muito bem marcado, lábios carnudos, mas não havia nada neles, sua roupa quase por completa negra, assim como seu cabelo comprido.

- Quem é você? - Indaguei confuso. Eu estava confuso por dois motivos, eu estava esperando uma outra garota, e por que uma garota linda como ela falaria comigo?

- Não acredito. Yuu não te falou sobre mim? - Ela pareceu indignada.

- Arita Ayame? - Perguntei e então ela abriu um grande sorriso. - Sou…

- Eu te conheço Shou-kun, Yuu está sempre falando de você. Ele te admira de uma forma que não sei se consegue notar. - Ela se sentou na cadeira a minha frente e pediu um café com leite e um cappuccino para mim. - O motivo de eu estar aqui é outro. Estou aqui por Kageyama Tobio. - Ela disse, encarando-me com seus olhos castanhos quase pretos, pareciam perfurar minha alma, se eu não quisesse falar a verdade, ela a arrancaria de mim.  

- Sim, estamos aqui por causa dele. - Disse. Não queria falar dele tão rápido, me apavorava o fato que eu teria que sair com ele, me irritava o fato que mesmo depois de tudo, eu ainda sentia algo muito forte por ele, me assustava o fato que, talvez, ele pudesse retribuir tudo aquilo.

O café e o cappuccino chegaram, ela pediu uma porção de rosquinhas, iríamos dividir.  Estava tão distante, ela nem parecia pertencer a esse mundo. Um ser completamente estranho, novo e surpreendente bem na minha frente.

- Eu sei que está tenso Shou, porém, não tem que ficar assim. - Ela disse olhando para a janela, lá fora. - Se não quiser falar dele tão de cara, me pergunte algo.

- Você e o Nishinoya. - Não era bem uma pergunta, mas qualquer assunto que pudesse nos desviar de Kageyama e eu. - Como é o relacionamento de vocês?

- Aos outros ou para nós? - Ela perguntou.

- Como assim? - Deixei a confusão transparecer em minha voz, mas Arita-san não pareceu se incomodar, apenas deu um meio-sorriso para mim.

- Bem, somos ambos cabeças duras demais, orgulhosos demais, livres demais. Estamos juntos, mas não estamos. Os outros julgam, mas se fosse para ser algo real, seríamos julgados da mesma maneira. - Ela suspirou, parecia triste, ou um pouco desesperada. - Admiro sua coragem Hinata. - Ela disse. - Eu e o Yuu estamos juntos, mas eu sei que ele não sente nada por mim, como eu também não sinto nada nesse sentido por ele. - Seus olhos encontraram os meus. - Se ele quiser ir embora, ele está mais do que livre para ir. - Finalizou ela por fim.

 

Depois de algumas rosquinhas, nosso assunto chegou no que realmente importava, ela me disse coisas idiotas que eu duvidasse que fosse real, mas a escutei atentamente ainda sim. Terminamos nosso assunto após alguns minutos, mas continuamos a conversar sobre Kageyama, tudo o que eu gostava e odiava nele. Eu finalmente me senti seguro para contar sobre tudo isso a alguém, sem ter medo do que poderia acontecer.

- Prometo guardar segredo. - Ela disse. -  Palavra de escoteira. - Jurou.

- Você já foi escoteira? - Perguntei curioso.

- Não. - Ela respondeu já rindo.

Deixei-me gargalhar por piadas bobas, por sorrisos tímidos, por memórias que sequer eram minhas. Arita-san era uma boa garota.

 

- Hinata. - Ela me chamou quando estávamos indo em direções opostas, fora do café. - Não tenha medo de se afogar no mar que existe nos olhos dele. Se deixe levar por esse sentimento. Se deixe perder na imensidão dos olhos dele. - Ela disse. Piscou para mim e correu em seus incríveis saltos de 15 centímetros que me deixava baixinho perto dela.

Senti meu coração pulsar mais uma vez, e mais uma, mais e mais eu sentia ele mais forte, e então, notei. Ela tinha falado para mim tudo aquilo que eu tinha medo de admitir.

Ela me fez ver com clareza o que eu já sentia. Eu já estava perdido naquelas curvas que seu rosto faziam quando ele sorria, eu já tinha me perdido na imensidão azul do mar em seus olhos.

- Hinata. - A voz dele me causou arrepios.

Virei-me calmo, até um pouco hesitante, mas a ansiedade queria fazer-me virar com rapidez, pulasse nele, o beijasse com todas as minhas forças. Me obriguei a olhar em seus olhos. Tocando em seus lábios, uma única rosa em sua mão, a cor azul clara dela combinavam com seus olhos. Ele caminhou até mim e me entregou a rosa, percebi suas bochechas vermelhas e não contive o sorriso.

- Vamos? - Ele indagou e eu assenti, indo na frente.

- Pode me dizer uma coisa? - Indaguei.

O sol estava no final da rua, se pondo, fazendo uma sombra atrás de nós, era uma tarde agradável, muito mágica. Tudo era diferente com Kageyama lá.

- Sim. - Ele respondeu, um pouco hesitante.

- Por que azul claro? - Indaguei apontando para a rosa. Ele desviou o olhar para longe e ficou muito vermelho.

- Essa cor numa rosa significa amor puro e eterno, quando você dá essa rosa a alguém você espera que o amor da pessoa seja assim, puro e eterno. - Ele murmurou. Meu coração acelerou, fazendo-me perder a cabeça, ele era tão fofo, romântico, puro, inocente.

- Olhe para mim. - Eu pedi, ele negou. - Tudo bem. - Disse, fingindo uma voz de derrotado. - Geralmente não beijamos de olhos abertos mesmo. - Eu comentei e o puxei.

Selei os lábios dele, os tomei para os meus, a sensação de maciez se mesclava a sensação dos lábios secos dele. Era maravilhoso estar ali.

Eu estava tremendamente perdido por tudo o que havia em Kegeyama, seus olhos, seus sorrisos, lábios, sobrancelhas, cabelos, mãos, eu estava tremendamente perdido por ele, e não pretendia achar o meu caminho de volta.


Notas Finais


Link de sugestão de música. https://soundcloud.com/myuu/kingdom-hearts?
Espero que tenham gostado. Talvez o lemon saia daqui uns dois dias, prometo nada.
Tia Nick,


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...