História And Love Happened - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Daniel, Emma Swan, Lilith "Lily" Page, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Tinker Bell, Xerife Graham Humbert (Caçador)
Tags Masterchefbr, Masterchefbrasil, Queen, Swan, Swanmills, Swanqueen, Swen
Visualizações 92
Palavras 2.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - We need to talk


Emma’s POV



 

A dor que senti ao ver a Regina beijando outra não se compara com nenhuma dor que senti na vida e olha que eu já senti muitas. Meu peito doía tanto que cheguei a sentir falta de ar. Eu não queria, eu não podia acreditar que ela estava me traindo, mas estava logo ali, bem na minha frente, aquela famosa frase “uma imagem vale mais que mil palavras nunca fizera tanto sentido. Como ela pode fazer isso comigo? Com o Henry? Principalmente com a família que estávamos construindo?!

 

Após suas palavras e sua saída abrupta de minha casa eu já não sabia mais o que pensar. E se não fosse o que eu tava pensando? Mas eu vi, eu fiquei parada ali vendo-a ser beijada, se não fosse o que eu tava pensando por que raios ela não a afastou?! Eram tantas perguntas sem resposta, tantas dores, por que a gente não pode simplesmente ficar juntas? O que o universo tinha contra nós?


 

Chegou uma hora que eu não podia lidar com isso sozinha então peguei meu carro aproveitando as ruas livres da madrugada de São Paulo fui rapidamente em direção a cada de Lily. Eu acho que durante o caminho eu passei de lamentação e questionamentos para raiva. Apertava tão forte o volante que a ponta dos meus dedos ficava amarelada e a medida que apertava o volante meu pé afundava no acelerador, não sei quantas multas tomei, mas sei que cheguei a casa de Lily em menos da metade do tempo que gastaria em uma velocidade permitida.  Assim que parei no grande portão negro o porteiro que estava na cabine ao lado do mesmo assustou-se com minha presença ali provavelmente pela hora, o senhor robusto pegou o interfone falou algo provavelmente anunciando minha chegada e logo se abriram os grandes portões de ferro que naquela madrugada escura estavam mais assustadores.

 

Só a Lilith mesmo. – Penso negando com a cabeça enquanto faço o caminho para a porta de sua casa que logo se abre revelando uma Lily incrédula.


 

– Posso saber o motivo de você estar aqui essa hora e não aproveitando a ausência do Henry pra transar loucamente? - Questiona arqueando uma sobrancelha após eu descer do carro e me aproximar.


 

– Ela me traiu. - Digo simplesmente olhando-a intensamente em um pedido mudo de socorro.


 

– Opa, volta a fita e conta do começo!

 

– Podemos entrar primeiro? To morrendo de frio. - Respondo abraçando meu corpo ainda vestido com aquele lindo vestido daquela fatídica festa.


 

– Você vai subir, tomar um banho quente, pegar uma roupa minha, enquanto eu faço chá para você se acalmar ai sim você me conta tudo desde o começo. - Diz quase que em uma intimidação mesmo estando com a voz branda, apenas assenti e fiz o caminho para seu quarto. Vejo Henry dormindo esparramado na cama de Lily fazendo-me sorrir triste com um aperto no coração.


 

Por que você fez isso com a gente, Regina?”


 

***


 

– E foi isso, está acabado e pelo visto não tem mais volta. - Termino de contar limpando algumas lágrimas rebeldes que insistiram em cair.


 

– Okay, vamos lá, pelo que eu entendi ela não retribuiu o beijo ou ao menos fechou o olho, ou seja, foi pega de surpresa então ela estava estática não tinha como ela afastar.


 

– Eu não acredito nisso, ela mesma tinha falado “se você não quer, tem quem queira”.


 

– Mas ela tava bêbada! - Fala como se fosse a coisa mais obvia do mundo, por fim ela suspira e quando eu vi Lily estava me beijando, fiquei sem reação na hora eu não estava esperando achei que ela tinha superado. - Pronto, feliz? Você não conseguiu me empurrar, pois foi pega de surpresa, agora deu pra entender o que eu queria falar?!


 

– Te odeio. - Suspiro deitando a cabeça em seu colo. - Mas elas estavam dançando juntas e depois aquilo, doeu tanto.


 

– Não to querendo provar que ela tá certa e sim que as duas estão erradas, agindo de forma imatura! Ela por claramente estar passando por algo e não compartilhar com você para depois afogar as mágoas na bebida, e o que falou com a mulher que foi apaixonada por você e não se entregou pra ninguém por 3 fucking anos além do mais praticamente adotou seu filho!

 

– Quando foi que você começou a defender ela?


 

– Quando eu vi o quão bem ela faz pra você e para Henry, eu vi o que ela passou quando você estava em cirurgia, Emma pensa, você é tão inteligente então usa a cabeça! A Regina não iria ficar com ninguém por 3 anos pra quando finalmente firmar com você jogar tudo pro ar!


 

– Tá, ok, eu to errada, ela tá errada, nós fomos imaturas e agora acabou.


 

– Por hora. Você vai aquietar o cpu, usar esse tempo separadas para colocar as ideias no lugar e ver o que quer do futuro, e se ele inclui ou não Regina Mills.


 

***


 

Os dias se passaram arrastando desde minha conversa com Lily, nesse meio tempo cada vez eu tinha mais certeza que eu e Regina precisávamos conversar, mas ainda tinha que pensar em algumas coisas. Henry sempre perguntava por ela e eu nunca sabia o que responder, falava que ela tava ocupada com o trabalho e lógico que meu filho ficava sentido por não ter a outra mãe por perto. Mesmo que não seja pra eu e Regina ficarmos juntas eu não podia negar que ela agora era a outra mãe do meu filho, os dois sempre tiveram uma ligação muito forte e o Henry a ama demais. Eu cheguei ao ponto de chorar toda vez que colocava meu filho pra dormir imaginando que um futuro em que eu, ele e Regina éramos uma linda família estava cada vez mais distante.  


 

Dormir já não era mais uma opção, no máximo eu cochilava por uma hora e depois acordava sentindo falta do corpo macio de Regina na cama.


 

Quando foi que eu me tornei tão dependente de Regina Mills??


 

Ouço o barulho dos pequenos passos de Henry e finjo que estou dormindo, com o olho meio aberto vejo meu filho pegando meu celular e voltando correndo para seu quarto, levanto-me sem fazer barulho e caminho lentamente até a porta de seu quarto. Ouço o mesmo no telefone e logo identifico quem era. Regina. Meu coração dói a cada fala de meu filho, quando a conversa acaba percebo que Henry dormiu com o telefone no ouvido e vou lá tirar. Vejo que a ligação ainda não foi encerrada e coloco no ouvido.


 

– If I've stolen, if I've stolen your heart It's because, just because I wish you well... Te amo, meu filho, a mamãe promete consertar tudo porque ela ama muito você e sua mãe. – Fala com a voz completamente embargada fazendo meu coração doer e meus olhos lacrimejarem, um soluço alto e a ligação foi encerrada.  


 

Eu sei que não deveria estar sentindo a culpa que estou sentindo agora, pois eu sei que ambas estamos erradas, mas eu deveria ter ouvido ela, não deveria ter duvidado do amor dela, eu sempre soube quem ela era e que nunca faria isso com ninguém, mas eu duvidei, eu falei coisas horríveis agora estamos ambas sofrendo e levando Henry a sofrer também, a gente precisava resolver isso de uma vez por todas.


 

Voltei para meu quarto e liguei meu notebook, já não conseguiria dormir que pelo menos eu tivesse uma madrugada produtiva. Por ironia do destino assim que abri a área de trabalho do computador a foto de Regina com Henry se fez presente no meu papel de parede. Fiquei alguns longos minutos admirando meus amores sorridentes e uma lágrima solitária caiu, respirei fundo e abri o navegador, não tinha coragem de tirar aquela foto, mas ficar sofrendo por ela estava fora de cogitação.  


 

***


 

Os dias iam passando arrastados e quando eu havia descoberto que Regina estava no Rio de Janeiro a trabalho pelo Henry que agora conversa com ela diariamente pelo celular da Granny, pelo visto ela não tinha coragem de me ligar para falar com Henry, mas não posso fazer nada, uma hora outra ela vai ter que me encarar.


 

A alguns dias atrás recebi uma mensagem de Killian avisando que estava vindo para o Brasil fotografar os turistas nas Olimpíadas e queria ver Henry, como não tivemos nenhuma desavença no término concordei na hora de ele vir aqui em casa, marcamos para assistirmos a abertura juntos e eu prepararia um jantar.


 

Henry não havia mencionado em o que Regina estava trabalhando no Rio, provavelmente nem o pequeno sabia, pois ele ficou tão surpreso quanto eu quando ligamos a televisão para ver a abertura e vimos Regina na tela. Ela estava tão linda com o terninho da Band que me aqueceu o coração de tanta fofura, e lógico que ela era a menor ali, uma bebê, minha bebê, ou costumava ser minha..


 

Estava sentada ao lado de Killian no sofá prestando atenção e colocando a conversa em dia, como não estava conseguindo esperar a janta estava comendo iogurte com doce de leite (ninguém é perfeito). A cada vez que a voz de Regina soava pela televisão eu suspirava forte até que Killian se aproximou de mim.


 

– Todos esses suspiros são porque você está sentindo falta dela? - Questiona baixo.


 

– Longa história, Jones. - Respondo fingindo concentrar na tv, vejo o mesmo puxando o cobertor que estava em volta de mim tapando metade do rosto e quando ia me virar para ver o que era um flash vem em meu rosto. - Me pegou desprevenida, meu fotógrafo! Deixe-me ver. - Peço e meu filho se aproxima. Vejo a foto e decidi postar no Twitter aproveitando para responder um pouco meus fãs.


 

A noite foi ótima e quando Henry foi dormir fiquei conversando com Killian, ele realmente é um ótimo amigo, me desejou tudo de melhor com a Regina e quase me intimou a não perder ela, pois segundo ele com seu “olhar de fotógrafo” dava para ver de longe o quanto nos amávamos e que era amor verdadeiro. Queria me apegar a isso, mas cada vez que pensava na nossa última conversa parecia mais remota a possibilidade de voltarmos.


 

***


 

Alguns dias depois da abertura estava me afundando no trabalho para superar a falta que Regina estava fazendo, percebi que Henry estava sentindo meu afastamento e decidi tirar o dia de folga para ficar com ele deixando-o faltar a aula, o pequeno já estava morrendo de saudades da outra mãe e eu não o faria sentir a minha também. Havia passado rapidamente no Swan's para avisar da minha folga e ver se estava tudo certo, quando voltei para casa ouvi a vozinha animada de Henry como não ouvia a muito tempo, vou em direção a sala para ver qual o motivo de tanta felicidade e vejo o mesmo no telefone de Granny que estava sentada no sofá vendo televisão.Lógico, Regina.


 

– Eu quero um Homem de Ferro, mamãe! … Verdade, então eu quero uma blusa do Homem de Ferro! … Eu não gosto dela … Tá bom, prometo. - Escutava a conversa escorada no batente da porta quando meu filho me avista. - A mamá chegou! - Fala animado.


 

– Henry deixa a mamá falar com sua mamãe um minutinho? - Pergunto e o pequeno assenti animado, pois ele sempre ficava triste quando perguntava para uma de nós duas se queria falar com a outra e negavamos.


 

– Oi, Regina. - Falo já com o telefone em mãos me afastando da sala.


 

– Emma. Tudo bem com você? – Pergunta meio incerta.


 

– Estou indo, e você?

 

– Na medida do possível. – E foi aí que a conversa literalmente morreu, ficamos alguns incontáveis minutos em silêncio até que eu decido quebrá-lo.


 

– Precisamos conversar.


 

– Certamente, mas essa conversa não deve acontecer por telefone. Eu volto para São Paulo ao fim das Olimpíadas e prometi o Henry passar aí para vê-lo então conversamos.


 

– Só para vê-lo? - Pergunto quase que em um sussurro.


 

– Eu preciso ir a Rose vai me lavar no Pão de Açúcar.


 

– Até. - Consigo dizer antes de a ligação ser encerrada. - Eu te amo.



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