História And Love Happened - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Tinker Bell, Xerife Graham Humbert (Caçador)
Tags Masterchefbrasil, Swanqueen
Exibições 96
Palavras 5.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - My Love



Emma's POV 
  
Após conversar com Killian, me veio um aperto no coração. Achei que fosse intuição de mãe. Logo liguei para Granny, a mesma disse que Henry estava bem e escovando os dentes para ir dormir. Agradeci e fui para o estacionamento. Vi que o carro de Regina já não estava mais ali e me veio um aperto no coração novamente ao lembrar dela. 
   
Será que aconteceu algo? 
  
Decidi ligar para a mesma assim que chegasse em casa. Liguei o som e fui cantando algumas músicas aleatórias do rádio. Quando cheguei Granny estava na sala vendo Jornal Nacional e Henry já havia adormecido. Após dar o dinheiro do táxi e o acerto de Granny, fui até o quarto de Henry novamente e dei-lhe um beijo de "Boa noite" na testa. 
    

- Durma bien, mi amor. -Sussurrei e sai do quarto indo em direção ao meu. 


Joguei-me na cama e peguei meu celular, no bolso da calça jeans, para ligar para a Regina. 
    
- Tink, eu disse que ia te ligar... - Atendeu Regina achando que era sua amiga. 
    
- Não é a Rose, Regina. - Respondi meio sem jeito. 
    
- Desculpe-me, Emma. Eu achei que era a Rose. O que quer? - Perguntou seca de repente. Definitivamente aconteceu algo, mas parecia que era só comigo. 
    
- Desculpe-me por achar que poderia ligar para ver se havia chegado bem. -Respondi irônica, cansada das mudanças de humor de Regina. 
    

- Eu estou ótima e presumo que você também, pois esta no telefone comigo. Agora tenho que ir, pois tenho coisa melhor para fazer. - Replicou fria. 
   

Ela desligou? O que diabos esta acontecendo? Será que ela ficou chateada mesmo com o negócio da vaca? Devia ser mal humor de novo. 
  
Decidi tomar um banho e amanhã resolveria esse caso da Regi. Fui para o banheiro já tirando a roupa e entrei em baixo do chuveiro morno sentindo meus músculos instantaneamente relaxarem. 
  
Fiquei com Regina na cabeça, pois algo me dizia que tinha algo a mais nesse mal humor dela. Ela atendeu o telefone toda normal achando que era a Rose e, pelo visto elas estavam conversando antes e ainda tinham mais coisas para falar, mas quando descobriu que era eu ficou toda fria e grossa. 
  

E quais “coisas melhores” eram aquelas, que ela tinha de fazer?! 
  

Fui interrompida de meus devaneios pelo celular que tocava insistentemente, no quarto. Sai enrolada na toalha e corri para atender.
Era Killian, conversamos, mais ou menos, uma hora e meia e logo o dispensei alegando estar com sono. 
  
Na verdade, me sentia extremamente culpada de "estar com os dois" ao mesmo tempo.  Eu, de fato, amo Kill. Ele foi uma luz na minha vida quando mais precisei, mas é mais carinho que amor. Sou eternamente grata a ele por tudo. É uma pena que tudo o que sinto não me faz vê-lo mais do que como um grande amigo, pois o que eu sinto quando estou com ele não chega aos pés do que eu sinto quando vejo ou fico com Regina. 
  
Ai Regina Mills. A mulher que despertou em mim sentimentos que até então eram desconhecidos por mim. A mulher que apenas pela sua aproximação minha mãos suavam e minha boca secava. A mulher teimosa que por mais que negue é SIM viciada em trabalho ainda - talvez menos que antes, mas continua sendo. A mulher doce que fica uma verdadeira Rainha Má da Branca de Neve quando esta com fome ou foi dormir tarde. A mulher que deve ter inspirado os Raimundos na música mulher de fases. 
   

Minha Capitu. 
   

"Eu amava Capitu! Capitu amava-me! [...] Esse primeiro palpitar da seiva, essa revelação da consciência a si própria, nunca mais me esqueceu, nem achei que lhe fosse comparável qualquer outra sensação da mesma espécie. Naturalmente por ser minha. Naturalmente também por ser a primeira." 
    Eu amava Regina Mills. Ela amava-me? Isso eu ainda não sabia. 

- A mulher que eu amo tem a pele morena 
é bonita é pequena e me ama também 
a mulher que eu amo tem tudo que eu quero 
e até mais do que espero, encontrar em alguém 
A mulher que eu amo tem um lindo sorriso 
é tudo que eu preciso pra minha alegria 
a mulher que eu amo tem nos olhos a calma 
ilumina minha alma, é o sol do meu dia 
Tem a luz das estrelas e a beleza da flor 
Ela é minha vida, Ela é o meu amor... -Cantarolo boba antes de pegar no sono. 

 
  *** 
   
Regina's POV 
  
- Tink??!! - Questionei coçando os olhos para ver se não era mais um sonho. 
  
- Sentiu minha falta? – Abriu os braços sorrindo, sem pensar duas vezes me joguei nos mesmos a apertando forte. 
  

- Te odeio, por morar no Rio.  -Murmurei com a cabeça no vão de seu pescoço. 
  

- A culpa não é minha se os estúdios de gravação de novela da Globo são no Rio. 
  

- E o que você faz aqui, sua louca?! 
  

- Minha melhor amiga/irmã de mães diferentes, está passando por um momento confuso e um pouco difícil na vida, eu estava morrendo de saudades e de folga até segunda. 
  

- Já disse que te amo? 
  

- Sempre, mas nunca teve sonho erótico comigo. - Respondeu sorrindo maliciosa. 
  
- Não sei do que esta falando. - Desconversei levantando rapidamente e indo para o banheiro fazer minha higiene matinal. Logo Tinker abriu a porta do banheiro fazendo-me revirar os olhos. 
  

- Ah, então você gemer o nome dela dormindo é banal?! - Questionou se divertindo com meu rosto rubro. 
  

- Esquece isso. Deleta. Finge que nunca me viu dormindo. - Disse fazendo gestos com a mão. - Por que mesmo eu te dei a chave do meu apartamento? 
  

- Pelo mesmo motivo que você tem a do meu. - Respondeu mostrando-me a língua. 
  

- Posso fazer minha higiene matinal em paz? - Perguntei com a escova na boca. 
  

- Vou fazer o café da manhã, comigo aqui você será obrigada a fazer todas as refeições. - Falou sorrindo enquanto saia quase correndo do banheiro e eu revirei os olhos. 
   

É sempre bom tê-la por perto. 
   

*** 
   

Estávamos tomando café e conversando banalidades quando me dei conta da hora. 
  

- Meu deus, eu tenho que ir para o escritório! - Falei levantando-me rapidamente. 
  

- E quem disse que você vai? - Perguntou arqueando uma sobrancelha. 
  

- Eu tenho problemas a resolver, desculpe. 
  

- Eu tomei a liberdade de ligar para o seu escritório e avisar que você só voltará na segunda. - Respondeu tirando a mesa. 
  

- VOCÊ O QUE? 
  
- Regina Mills, eu não vim aqui para ficar o dia te esperando voltar do trabalho. E hoje é sexta, o escritório sobrevive sem você! - Falou fazendo-me revirar os olhos.  
  

- Tudo bem, mas eu tenho que estar no estúdio uma e meia da tarde, pois tem a primeira gravação fora do estúdio. 
  

- Sim, senhora! - Respondeu batendo continência. 
         

*** 
   
A manhã com Tinker não poderia ter sido melhor apesar de termos ficado o tempo todo no shopping, o que eu particularmente adoro. Agora estava estacionando no estúdio para pegar a van e ir para o Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo! 
   
Uiii, estou ansiosa! Maior prova externa do Masterchef Brasil até hoje! 
  
- Rose! É sempre um prazer vê-la! - Cumprimentou Graham todo galante, assim que nos aproximamos. 
  
- Graham! É sempre uma honra. 
  
- Boa tarde, meninas! -Cumprimenta, Robin. 
  
- Só faltava você Regina, então já podemos ir. - Disse a produtora entrando na van. 
  
Entramos também e nos sentamos no meio, mais ao fundo onde não havia ninguém. Sentamos respectivamente, eu, Tinker e Victoria. Que por sinal, estava me ignorando. Tink sussurrou para mim que conversaria com ela. 
    
Ficamos conversando amenidades e vez ou outra lembrávamos de algumas coisas que passamos e gargalhávamos, nessas vezes, até Graham e Robin, que estavam na fileira da frente, riam e comentavam também. Apenas ouvi a voz de Emma quando ela conversava com Robin ou Graham, fora isso, nenhuma palavra foi dirigida a mim. 
    
"Melhor assim" - Pensei. 
    
Mentira. A quem eu queria enganar? Vê-la conversando com o Robin e não ter falado comigo me deu um certo receio, lógico. 
    
Meia hora depois, estávamos no Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo. Descemos e ficamos esperando o Coronel James para nos auxiliar, onde seriam os camarins improvisados pela equipe que chegou mais cedo e mostrar ao resto da equipe - que veio em uma van atrás da nossa - como funcionaria as coisas. 
    
Depois de um tempo conversando com o Coronel, ajeitei as coisas, fui para meu respectivo "camarim" e para minha surpresa teria que dividi-lo com Emma. 
  
- Sua roupa já esta separada na sua arara e daqui a pouco Kristin e Úrsula vem dar um jeito nessa sua carinha linda. - Falou Tinker. Já dentro do camarim, e com Emma lá também.  Apertou minhas bochechas no final me fazendo revirar os olhos. 
  
- Ok, agora vai dar uma volta. Vê se arruma um bombeiro gostoso e me deixa em paz um pouquinho. - Brinquei e ela mostrou a língua enquanto saia do camarim, deixando-me sozinha com Emma. 
  
- Podemos conversar? - Questionou Emma. 
  

- Agora não, por favor, já tenho problemas demais. – Falei, mais seca do que queria, enquanto ia em direção a arara. 
  

- Ok, desculpe ser mais um problema em sua vida. - Respondeu com a voz ressentida. 
    
Parabéns Regina Mills, você merece o título de idiota do século! 
  
- Não, Emm... - Tentei consertar a burrada, mas Emma me interrompeu. 
  
- Eu entendi. Agora quem não quer conversar sou eu. - Disse fria, nesta hora entra Tink, Kristin e Úrsula. 
    
Enquanto estávamos nos arrumando fiquei conversando com as meninas e Emma só abria a boca quando uma dela dizia algo diretamente para a mesma.  
Cerca de uma hora depois estávamos na garagem onde eles colocavam os caminhões de bombeiro para podermos ir ao encontro dos participantes que já haviam chegado. Eu iria em um caminhão menor a frente dos jurados, que iriam em um maior do que eu estaria. 
   
Emma e os chefs estavam vestidos de bombeiros e eu não pude evitar de sorrir ao ver a argentina ser engolida por aquela roupa enorme. 
  

- Está na hora, todos para seus respectivos caminhões. - Gritou o diretor. 
    

Entrei no caminhão toda animada e o motorista riu de minha animação. 
  
- Prazer, Josh Goodwin . - Se apresentou. 
   
Lindo e educado! Deus é mais. 
  
- Regina Mills. - Apertei sua mão e ele abriu um sorriso maravilhoso. 
  
- Pronta para ter seus 5 minutos de bombeira, senhorita Mills? 
  
- Sem formalidade, querido. Só Regina. 
    

Saímos da garagem e seguimos para onde os participantes estavam. 
  

- Atenção, competidores amadores, é dia de fogo na cozinha do Masterchef! -Disse no alto-falante do caminhão enquanto Josh buzinava. 
  

- Prontinho, esta entregue para fazer o seu trabalho. - Disse ao estacionar. 
  

- Obrigada, pelo pequeno passeio, espero te ver mais tarde. 
  

- Com prazer. - Disse sorrindo. 
   

Eu mordi o lábio inferior, desci do caminhão e estava chovendo. Logo, um cara da produção me deu um guarda chuva vermelho. 
  

- Muito bem vindos, essa é a maior prova externa do Masterchef Brasil... 

***
  

- Amarelo ou azul? - Perguntei sorridente em uma mesa extensa de bombeiros. 
  

Todos muito legais e animados, mas estava um empate total. Viro-me para a mesa de trás e a maioria diz amarelo. Quando ouvi uma voz conhecida, a pouco tempo por mim, viro-me para a ponta da mesa e lá está..Josh! 
  

- Eu prefiro o azul. – Disse com um sorriso desafiador. 
   

Mordi o lábio inferior e arqueei uma sobrancelha. 
 

  - Qual o diferencial do azul para você? 
  

- Nada, apenas gosto de contrariar. Os dois estão ótimos. - Disse dando de ombros e os outros brincaram com ele chamando-o de vacilão. Ri e sai dali para anunciar o final da prova. 

   - 122... 123. E claro que o vencedor é, parabéns time azul! -Anuncio o vencedor após a contagem dos votos. Apos toda uma comemoração e uma homenagem linda dos bombeiro fazendo flexões - que foi uma visão maravilhosa por sinal - o diretor gritou anunciando o fim das gravações de hoje. 
  

Agradecemos aos bombeiros pela participação, conversamos um pouco com eles e depois nos despedimos. 
  
- Até quem enfim! Estou morta. - Comentei com Graham enquanto caminhávamos em direção ao carro que nos levaria onde estavam os camarins improvisados, o chef riu e me deu o braço. - Cadê a Rose? 
  
- Eu vi ela caminhando com a Victoria e depois não a vi mais. - Comentou dando de ombros, logo chegamos onde haviam dois carros. 
    
O motorista do primeiro carro veio até mim informando que aquele era o que eu iria e o Graham no outro. Não questionei, nem ao menos aonde Emma e Robin iriam, pois havia os perdido de vista. 
    
Querendo ou não, a proximidade deles me incomodava.. E muito! - Balancei a cabeça para afastar os pensamentos e entrei no carro dando de cara com Emma que mexia em seu celular. 
  
- Oi... - Cumprimentei-a mais baixo do que deveria. Fui ignorada com sucesso, então voltei-me para a janela e recostei a cabeça na mesma. 
   
 - Que merda, Regina! Você faz as besteiras e depois se arrepende?! Decide o que você quer, mulher! - Gritava meu subconsciente. 
    
Eu não tenho culpa de estar chateada por ela ainda estar com Killian! Tenho? Claro que tenho! Que bela burra eu sou. Eu sabia do Killian quando tive aquela ideia de gerico de ir em seu escritório no restaurante aquele dia. Agora que já provei,  quero-a só pra mim? Não é assim que a banda toca! Vou ter que concertar a burrada que fiz e ter uma conversa séria com ela. 
    
Ao dar por mim estávamos estacionando, abri a boca para falar com Emma, mas a mesma desceu quase que em um pulo do carro. Desci rapidamente e fui atrás da mesma, entrei no camarim logo atrás dela e tranquei a porta. Decidi falar com ela após nos trocarmos, mas quanto comecei a fazê-lo desisti. O clima ali dentro estava insuportável e eu precisava concertar isso. Não liguei se já havia tirado a blusa e estava apenas de sutiã e calça. 
  
- Emma... - Comecei, mas sou interrompida. 
  - Não, Regina! - Disse seca ainda de costas para mim. 

  - Por fa... - Fui interrompida novamente. 
 

  - Eu cansei. Simplesmente cansei. 
  
- Que merda, Emma, vire para mim! - Falei mais alto que deveria, sei que não estava na posição de me exaltar, mas odeio que falem comigo de costas para mim. 
  
- Que merda, digo eu! É toda grossa comigo do nada, você que começa a me ignorar sem motivo aparente e depois vem brigar comigo?! Hazme un favor! Yo no soy Victoria e a Rose que você faz o que quer y después elas voltam com os rabinhos entre as pernas. Te olvidaste que soy sólo un problema más en su vida? - Ela podia estar muito brava, mas nada me faz amá-la mais que quando ela perdia a cabeça e começa a misturar português com espanhol. 
  
- Desculpa.. -Disse apenas, abaixando a cabeça. - E-eu... fiquei com ciúmes esta legal! - Falei de uma vez, jogando-me em um sofá preto que havia ali, coloquei as duas mãos no rosto massageando a têmpora e prossegui. - Eu ouvi você no telefone ontem com o Killian e meio que pirei. Sei que não deveria, mas dói... - Murmurei. 
   
Um silêncio se estabeleceu após minha pequena confissão e quando estava achando que Emma estava me ignorando senti uma perna de cada lado do meu corpo e logo sentando em meu colo. Levou suas mãos a meus braços tirando-os do meu rosto.  
  - Eu sinto muito, minha pequena. - Disse com os olhos marejados. - Eu sei que estou sendo errada de estar com os dois ao mesmo tempo, mas eu não posso terminar com o Killian de qualquer jeito. Ele foi uma fase importante da minha vida... E eu também não quero te perder.. Mesmo sabendo que não se pode perder uma coisa que nunca teve. – Falou a última frase baixo deixando uma lágrima solitária descer em seu rosto. 

  Levei minhas mãos para o mesmo puxando-a para um beijo calmo e cheio de incertezas sobre um futuro mais próximo que queríamos. 
  

- Você me tem mais do que pode imaginar... - Sussurrei com a testa colada a sua após o beijo. - Eu sou uma idiota, eu sabia que você estava com ele quando me lancei nisso... - Gesticulei com a mão. -Tudo. Eu nunca vou te deixar, chef de cozinha mais linda do mundo. – Brinquei e a mesma riu. 
  
  Jogou seu corpo para o meu lado, saindo do meu colo e recebeu um gruindo de desaprovação. Emma riu e me puxou pela cintura para me sentar de lado em seu colo. Deitei minha cabeça no vão de seu pescoço e Ems enlaçou minha cintura. 

  - Você sabe que esta apenas de sutiã, né?! - Perguntou um pouco tímida fazendo-me sorrir, apenas assenti e continuei no mesmo lugar. - Você sabe que é uma tentação e tem um corpinho lindo, né?! – Assenti novamente e ela riu. - Como você esta ciente trate de se levantar e trocar de roupa antes que nos procurem e te vejam assim. 
 

  - Eu tranquei a porta. - Sussurrei ao pé de seu ouvido para logo em seguida morder o lóbulo de sua orelha. 
  
Emma estremeceu e fechou os olhos. Beijei seu pescoço enquanto minha mão acariciava minha nuca. Uma de suas mãos apertou minha cintura fazendo-me soltar um gemido baixo e rouco. 
  - Regina Mills, você é uma perdição. - Disse antes de me pegar pela cintura com as duas mãos me fazendo enlaçar minha perna em si enquanto sua mão esquerda agarrou meu cabelo puxando-o para trás, a mesma beijava meu pescoço e dava alguns chupões que provavelmente deixariam marcas. 
    
Quando ela desceu seus beijos para cima do meu seio, coberto apenas por um sutiã preto, ouvimos batidas fortes na porta seguida da voz de Rose "VOCÊS DUAS AI! NINGUÉM DEMORA TANTO PRA TROCAR DE ROUPA, AQUI NÃO É MOTEL". Passado o susto, rimos de minha amiga e nos levantamos um pouco rubras pelo que acabará de acontecer. Nos trocamos rapidamente em silencio, mas antes de sair na porta puxei minha argentina para um beijo delicado e carregado de juras silenciosas de amor. 
  
- Achei que ia ter que arrombar a porta! - Falou Rose desencostando da parede onde estava esperando junto a Victoria.  
- Cuida mais da sua vida e me deixa, dear! - Brinquei e ela mostrou a língua. Caminhamos todas entre conversas e risos até que vi Josh se aproximando. 
  
- É.. Oi, Regina. E boa noite meninas. - Cumprimentou. 
  
- Boa noite, darling! - Falou Victoria toda sorridente se aproximando para apertar a mão dele, mas foi puxada pela cintura por Rose. 
   Espera! Oi?? 
  
- Nada de gracinhas senhorita! - Disse Tink seria. 

   - Depois nós conversamos sobre isso. – Falei apontando pras duas. -Desculpe minhas amigas, o que deseja Josh? 

   - Podemos conversar... hmm... a sós? 
   - Não podem, não! - Interveio Emma, também pegando possessivamente em minha cintura. -Temos que voltar a van para ir embora. - Disse puxando-me para andar, mas para no meio do caminho. - Antes que eu me esqueça, ela é minha mulher, não quero ver você de gracinha pra cima dela. - Falou por fim, e seguimos para a van deixando o bombeiro sem entender nada. 
   - Tadinho Emma, ele só queria falar a sós comigo. Ele é um fofo, não ia fazer nada. 
  
- Justamente por achar ele um fofo que você não vai ficar perto dele. 
  - Oook... Depois falamos sobre isso. Agora quero saber das duas pombinhas ai. - Disse apontando para Tinker e Victoria que estavam com as mãos enlaçadas. 
  - Então... meio que aconteceu. Eu tinha uma quedinha secreta por ela e hoje quando eu fui conversar com ela sobre a senhorita, nós acabamos nos beijando. E depois de novo, de novo e de novo. Fim. - Contou Tink dando um selinho em Vic. 
  - Só não vou pedir detalhes agora porque estou cansada, mas nem pense que vai ficar sem meu interrogatório. 
    
Entramos na van que apenas nos esperava e ficaram sentadas respectivamente, apenas Victoria e Rose na última fileira, Emma e eu na da frente e Graham e Robin na primeira com a produtora. Quando a van começou a andar, Emma enlaçou nossas mãos e deitou sua cabeça em meu ombro. 
  

- Cansada, querida? - Perguntei em um sussurro. 
  

- Dia cheio. – Respondeu já de olhos fechados. Comecei a fazer cafuné em sua cabeça e logo senti seu corpo relaxar completamente e sua respiração pesar. 
    
O trajeto foi até mais rápido que eu pensei - ou perdi a noção do tempo enquanto velava o sono do meu anjo - e logo estávamos entrando nos estúdios Band. Esperei todos descerem e disse que iria acordar Emma. Não queria acordá-la, ela estava tão linda dormindo. Ela é linda de qualquer jeito, mas dormindo parece um anjo. 
  
- Meu amor, acorde. - Sussurrei acariciando seu rosto, Emma murmurou algo, mas não acordou. - Querida, chegamos, vamos? - Chamei-a novamente e dessa vez ela despertou lentamente. 

   - Acho que dormi demais... - Disse bocejando. 
 

  - Você esta muito cansada, vou te levar pra casa. Você não tem condições de dirigir com esse sono todo. 
 

  - Eu estou bem. -Teimou se levantando. 
  
- Eu vou deixar meu carro com Tinker e te levo, de lá pego um táxi. - Falei ignorando sua oposição. 
  

- Mas vai dar... - Antes da mesma terminar a frase, a interrompi. 
 

  - Eu vou te levar e pronto. 
 

  - Ok, mas vai ter que dormir lá em casa, não vou deixar você voltar de táxi a essa hora. - Falou firme. 
 

  - Não quero incomodar. 
  - Você nunca incomoda e Henry esta doido para te ver. 
  - Tudo bem. - Suspirei chegando perto de Tink. 
   - Vou te esperar no carro. Boa noite meninas. – Despediu-se e foi em direção ao seu carro quase que se arrastando. 
   - Aqui a chave do carro. A do apartamento você já tem. Eu vou levar Emma porque ela esta morrendo de sono e de quebra vou dormir lá.  Antes que você abra a boca para fazer um comentário sobre isso eu vou me retirar, boa noite amores! Só não façam sexo na bancada da cozinha, por favor. - Falei e antes que elas pudessem retrucar, joguei um beijinho no ar e fui em direção ao carro. 
   
  Ao me aproximar do veiculo, vi Emma sentada no banco do motorista cantando animadamente uma música que não consegui identificar qual era, pois o vidro estava fechado. Abri a porta e a mesma se assustou. 
  - Eu vou dirigir, pode sair. - Disse seria, Emma bufou e desceu do carro. O refrão da música começou a soar e eu logo identifiquei qual era. Ems puxou-me pela mão e me rodou enquanto cantava o refrão. 
  - 'Cause all of me 
Loves all of you 
Love your curves and all your edges 
All your perfect imperfections 
Give your all to me 
I'll give my all to you 
You're my end and my beginning 
Even when I lose I'm winning 
'Cause I give you all of me 
And you give me all of you 
Give me all of you 

Porque tudo de mim 
Ama tudo em você 
Ama suas curvas e todos os seus limites 
Todas as suas perfeitas imperfeições 
Dê tudo de você para mim 
Eu te darei meu tudo 
Você é o meu fim e meu começo 
Mesmo quando perco estou ganhando 
Porque te dou tudo de mim 
E você me dá tudo de você oh 
Me dá tudo de você 


   Após nossa pequena e improvisada dança entramos no carro e seguimos cantando algumas músicas da rádio e rindo. Vez ou outra Emma levava sua mão até a minha e repousava ali. Com o trafego milagrosamente calmo logo estávamos estacionando na garagem de sua casa. 
  
- Esta entregue, minha chef. - Disse sorrindo e me inclinando para dar-lhe um selinho. Descemos do carro e, assim que passamos da porta de entrada, um vulto loiro agarrou Emma. 
   - Mama! - Gritou abraçado a perna da mão que o pegou no colo. 
   O loirinho colocou o rosto no vão do pescoço da mãe e não me viu ali. 
   - Oi meu príncipe! Como você esta? 
  - Yo estoy bien. Eu vi homem de ferro com a tia Granny! 
  
- De novo, Henry? Tadinha da Granny, deve saber até as falas do filme. – Comentou Emma fazendo o pequeno rir. 

  - Poxa, achei que ia ganhar pelo menos uma abraço... - Disse e logo ouvi um suspiro alto de surpresa. 
  

- TIA PRINCESAAAA! - Gritou pulando do colo da mãe para o meu. - Achei que você não fosse vim mais me ver. - Murmurou brincando com meu colar. 
  -  Eu nunca vou parar de te visitar príncipe, a tia estava apenas cheia de trabalho. 
  
- Promete a mí? 
  
- Sí, pequeño príncipe. - Prometi enchendo seu rosto de beijinhos. - Que saudades que eu estava de você! - Abracei-o forte. 
  
- Estou me sentindo excluída aqui! -Exclamou Paola fingindo indignação. 
  
- A senhorita vai tomar um banho enquanto eu e a príncipe da casa aqui preparamos sua janta. - Disse seria e Henry assentiu em concordância. 
Quando Emma ia tentar contestar, arqueei uma sobrancelha e a mesma bufou se virando. Foi em direção a sala para falar com Granny, poucos minutos depois a mais velha se despediu de nós com um beijo estalado na bochecha de cada uma e saiu. Hora de preparar uma refeição, pensei levando Henry para a cozinha. 
  
- Vejamos o que temos aqui, Henry... Tem que ser rápido e fácil de fazer. - Disse parando para pensar um pouco e logo tive uma ideia. - Que tal macarrão de jantar e brigadeiro de panela pra sobremesa? 
  - Sim!! - Concordou animado e logo colocamos a mão na massa.  
   
Quando a comida estava quase pronta, entrou uma Emma com os fios soltos e molhados, um pequeno robe e chinelo de dedo, fazendo-me ficar um pouco boquiaberta. 
  
- O que as senhoritas estão fazendo com a minha cozinha? - Questionou - E o que a senhor Henry David Swan está fazendo sentado na bancada? -Colocou as mãos na cintura. 
  - A Tia Princesa deixou! - Acusou apontando o dedinho. 
  
- Isso mesmo, vamos todos colocar a culpa na Regina. - Falei colocando o macarrão nos pratos. Quando me virei vi Emma perigosamente perto de mim, arqueei uma sobrancelha, mas logo senti seus dedos cutucando minha costela fazendo-me contorcer toda. 
  
- P-aa-ra! - Gaguejei rindo. 
  
- Eu demorei pra ensinar o pequeno ali a não sentar na bancada, sabia?! - Disse parando um pouco as cocegas, mas ainda com os braços enlaçados a minha cintura. 
  
- De-desculpa. - Falei cansada colocando a cabeça no vão de seu pescoço e tentando compensar a respiração. Fiquei um pouco ali e voltei a respirar normalmente. 
   
Jantamos entre risadas e brincadeira. Henry ficou chocado quando eu disse que nunca havia assistido Homem de Ferro, então decidimos comer o brigadeiro na cama enquanto víamos o filme da Marvel. 
  
- Tia Princesa, você vai dormir comigo e com meus super heróis? -Perguntou Henry enquanto lavávamos a louça. 
  
- Não sei, sua mãe tá querendo me por pra dormir no chão da cozinha. – Disse fingindo estar triste e Henry olhou indignado para Emma que arregalou os olhos. 
  
- Mentira! 
  
- Mama! Uma princesa não pode dormi no chão! - Brigou com a mãe, virei o rosto para reprimir a risada e levei um tapinha de Emma no braço. 
  
- Que tal os dois dormirem na minha cama? - Sugeriu e Henry ergueu os bracinhos em comemoração. 
   - Vou pegar meus super heróis!! -Saiu correndo da cozinha. 
   - APENAS DOIS, HENRY!! - Gritou para o filho e depois se virou para mim. - Serio mesmo? - Lançou-me um olhar de indignação e eu apenas dei de ombros. 
Emma ergueu uma sobrancelha, quando percebi o que ela estava prestes a fazer sai correndo da cozinha com a mesma atrás de mim, corri para seu quarto e fui para o outro lado da cama. 
  
- Não se atreva a fazer cocegas em mim novamente, Emma Swan! 
  
- Quem mandou falar que eu ia te por pra dormir na cozinha?! Depois dessa eu deveria mesmo! - Subiu em cima da cama e quanto tentei dar a volta pela mesma, Emma conseguiu me segurar e acabamos caindo as duas na cama. A mesma estava por cima e segurou meus braços em cima da cabeça. 
  
- Juro que quando nos imaginei nessa posição, você iria fazer outra coisa comigo...tsc, tsc, tsc. - Fiz barulho com a boca enquanto negava. 
Um sorriso malicioso brotou nos lábios de Ems e sabia que ela não perderia essa deixa por nada. 
  
- Então quer dizer que a senhorita anda tendo pensamentos impuros com minha pessoa, Regina Mills? – Questionou, ainda com um sorriso malicioso fazendo-me arrepiar.  
  
- Nunca saberemos... - Sussurrei, sendo salva ouvimos passos apressados no corredor e Emma saiu de cima de mim rapidamente enquanto eu me sentava. 
  - Eu trouxe o Hulk e o Homem de Ferro. - Entrou animado já de pijama. 
- Nossa, que homenzinho! Já até coloca o pijama sozinho! - Disse sentando-o em meu colo e Henry assentiu freneticamente a cabeça toda orgulhoso de si mesmo. 
  - Henry, vamos pegar o brigadeiro e fazer suco enquanto a Tia Princesa toma um banho, que tal? -Sugeriu Emma. Henry desceu do meu colo em um pulo e pegou a mão da mãe. - Meus pijamas estão na primeira gaveta do guarda roupa, escolha um, tem um robe para você no banheiro. 
   

As duas saíram do quarto enquanto eu segui para o grande guarda roupa de madeira escura que havia ali. Abri a gaveta e lá estavam suas lingeries e pijamas, mordi o lábio inferior e peguei peça por peça. 
 

  - Isso vai ser divertido... -Cantarolei baixinho. 
   
Peguei um baby doll rosinha, que com certeza iria fica bem curto em mim, e uma calcinha de renda branca. Segui para o banheiro, tomei um banho rápido, coloquei o robe por cima do mini baby doll e saio do banheiro encontrando Emma e Henry já encostados na cabeceira da cama. 
  - Quem quer ver Homem de Ferro?! 
  *** 
    
O filme finalmente acabou e, para minha surpresa, Emma conseguiu vê-lo todo. 
  - Hora de escovar os dentes e deitar, Henry. - Disse Ems se levantando e pegando o filho no colo. 
  
- Eu levo as coisas para a cozinha enquanto vocês escovam os dentes. – Ofereci-me e Ems sorriu em agradecimento. 
   
Levei as coisas para a cozinha, lavei os copos e quando voltei os dois já estavam deitados, Emma na beirada do lado esquerdo e Henry no meio. Sorri para os dois e fui em direção a minha bolsa pegar minha escova de dentes, que graças a Deus eu sempre levo para o estúdio. Segui para o banheiro, escovei os dentes, com uma pequena ideia na cabeça, e arrumei meus cabelos de um jeito desgrenhado e meio sexy para sair do banheiro. Coloquei minha escova de volta da bolsa, assim que sai, e soltei lentamente o laço do robe exibindo minha escolha. Caminhei lentamente até a cama e me deitei junto a elas. 
  
- Fecha a boca, Mama.. -Soltou Henry, já com a voz sonolenta. 
Como um menino tão pequeno podia ser tão esperto?? Reprimi uma gargalhada e olhei para Emma que estava rubra. 
    
Henry se aconchegou puxando-nos para mais perto de si e em poucos minutos senti sua respiração pesar e sussurrei para uma Emma sonolenta que iria leva-lo para o quarto. Peguei Henry cuidadosamente em meus braços, junto a seus brinquedos, o levei para seu quarto, dei-lhe um beijo de boa noite na testa e encostei a porta. Quando voltei para o quarto, vi Emma pensativa olhando para o nada. Deitei-me ao seu lado e puxei-a para mais perto. 

   - O que tanto a senhorita pensa? -Questionei dando-lhe um beijinho de esquimó. 

   - Hoje.. Na van, você me chamou de “meu amor”... -Disse olhando em meus olhos. 
 

  - Porque você é. Meu amor... Minha. 



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