História And Tomorrow?! - Capítulo 17


Escrita por: ~

Exibições 135
Palavras 2.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


GENTE! COMO ASSIM O SPIRIT NÃO DEIXA COLOCAR LINK NO CAPÍTULO???????? PALHAÇADA! DECEPCIONADA!

Enfim, o capítulo é grande, como prometido. Mas, eu queria botar musiquinha pra doer o coração.

Boa Leitura

Capítulo 17 - Welcome To The World!


" Deu vontade de chorar, sair correndo

sem nenhuma direção e só voltar

quando melhorar a situação."

 

Será que... Será que eu vou ter os bebês, agora? M-mas não era para ser agora, eles só deviam chegar daqui dois meses... Não pode ser isso! Isso está errado! E-eu preciso avisar a Ryo, ela vai me ajudar... Ainda perplexa, fui rapidamente até a bancada onde se encontrava o meu celular, disquei o número da Ryo e ela atendeu a ligação no mesmo momento.

---

Oi, Maddie! – Ela disse logo após atender.

Ryo e-eu tô morrendo!!!

O que foi?

Eu não sei, mas acho que foi a minha bolsa que estourou!

Mas, não está na hora. Devia ser só daqui dois meses.

JURA??? SE EU NÃO SOUBESSE DISSO EU NÃO ESTARIA RECLAMANDO! – Eu disse irritada.

Vá se fuder.

Ryo, sua ignorante! Aah, velho, me ajuda! – Eu disse choramingando.

Maddie, calma. Explica direito, eu hein. Cada uma!

Olha, eu acho que estou em trabalho de parto, ou algo do tipo.

Porque?

Eu sei lá. VAI ME AJUDAR OU NÃO? RIDÍCULA! – Eu gritei.

Calma, caralho! Se quer ajuda, me respeita! Eu hein. Troca de calça, e me espera do lado de fora que eu já estou indo para aí! Ah, e vou avisar para a sua mãe também.

Tá bom.

Ah, e uma coisa SE EU NÃO FICAR NA SALA DE PARTO, EU MATO VOCÊ E SUA FAMÍLIA INTEIRA. E ACABO COM A AMIZADE.

NOOOSSA. Tá, eu falo pra minha mãe que não é dessa vez. – Eu disse rindo

Estou falando sério, Maddie.

Eu também. – Não me segurei e ri mais ainda.

Vá se fuder, sinceramente. – Ela disse e desligou.

---

 

            Ao perceber que ela desligou eu também desliguei o telefone, troquei de calça, tomei um pouco de água, peguei a mala de maternidade da Emma e do Caleb, e a minha e fui para fora da minha casa esperar pela Ryo. Alguns minutos depois ela chegou, e nós fomos direto para o hospital. Ao chegar lá tivemos de esperar a minha mãe chegar, pois os médicos disseram que não atendiam adolescentes desacompanhados – uma puta sacanagem com a minha cara. Quando ela finalmente chegou, eu fui encaminhada para uma sala onde eu tive que usar uma roupa minúscula de hospital, e ter aparelhos em meu corpo ligados á grandes máquinas que acompanhavam os batimentos cardíacos dos bebês. Uma médica de estatura baixa, cabelo comprido, e roupa comum de enfermeira, adentrou a sala e começou a explicar sobre a dilatação uterina, e também disse que seu nome era Lola. Eu ainda estou com 0 cm de dilatação, o que é estranho já que minha bolsa já estourou. Eu sinto um pouco de pressão na minha barriga, não sei o porquê só sei que incomoda de mais. Sinto leves pontadas nas costas, e elas vão descendo até a minha virilha, o que me incomoda de mais, fazendo-me gritar baixo de dor.

            Uma hora depois a enfermeira voltou, verificou e ainda estava 0 cm de dilatação, o que foi bem estranho já que a bolsa tinha rompido. Minutos depois minha mãe chegou á sala onde eu estava (ela tinha ficado na recepção), atrás dela, acompanhado por dois guardas, estava o FILHO DA PUTA do Henry.

- QUE DIABOS ELE ESTÁ FAZENDO? – Eu não hesitei gritar.

- Filha, olha eu sei que é ruim. Mas, a juíza determinou de que ele teria o direito de ver o nascimento dos filhos dele.

- EU QUERO QUE ESSA JUÍZA TOME NO CÚ! ALÉM DE QUE PAI ELE NÃO É NÃO! EU NÃO VOU TER NINGUÉM COM ESSA MISÉRIA AQUI!! – Eu disse enquanto me levantava da cama. – VAMOS EMBORA! PORQUE COM ELE AQUI É QUE EU NÃO FICO!

- Maddie, você precisa ser mais compreensiva... Vai dar tudo certo, tá bom? – Ela disse me fazendo deitar novamente na cama.

- MALDITOS DIREITOS HUMANOS – Eu resmunguei.

            Algumas horas depois, a médica voltou, novamente para checar a dilatação... Já haviam se passado duas horas desde a última vez que ela havia vindo, e agora que tinha 1 cm. Ela disse que tentaríamos por dez horas, caso contrário, uma cesárea de emergência seria feita. Eu fiquei com a Ryo falando sobre algumas coisas, ela me ensinou uma matéria nova da escola, e quando ficou cansada foi para casa... E pensar que eu considero ela como minha melhor amiga...! Eu me entediei rápido, queria andar, andar, e andar... Na verdade eu queria correr muito, estou me sentindo debilitada nessa cama. Porque esses bebês não nascem logo? Eles quiseram vir antes do tempo, então porque não facilitam e saem logo? Eu hein!

            Algumas horas mais tarde, a Ryo tinha voltado para ficar comigo, porque ela tinha pedido para participar do parto... A médica voltou ao mercado pois já se faziam sete horas que eu estava ali, a médica me checou novamente, confesso que eu estava bem irritada. Eu sinceramente não quero fazer força por ninguém não, vai doer de mais pra eles crescerem e serem crianças ingratas. Mas, tudo bem. Enquanto ela checava a dilatação que estava em 3 cm, ela percebeu um sangramento, e começou a se desesperar...

RYOKO-CHAN

            Eu estava ao lado da Maddie, alegando ter dezoito anos. Entreguei documentos falsos, porque eu sou assim, eu sou a incrível Ryoko. A médica não deu muita atenção, e concordou com que eu acompanhasse o parto. Estávamos eu e a Maddie discutindo sobre a evolução do mundo, até ela reclamar de se sentir que estava, ahn, como posso dizer... Urinando! A médica olhou mesmo assim, e percebeu um sangramento, logo ela começou a gritar os outros médicos e a Maddie já estava desesperada, eu não estava entendendo nada, mas fiquei um pouco apreensiva. Três médicos entraram na sala e começaram a falar todos de uma vez.

- O QUE HOUVE? – Um médico, que no crachá dizia Dr.Bernado, exclamou.

- ELA ESTÁ TENDO CORRIMENTO! – A enfermeira Lola gritou, enquanto preparava Maddie.

- VOCÊ CHECOU? PORQUE VOCÊ NUNCA FAZ ISSO! – Dr. Bernado disse.

- É CLARO! VOCÊ ACHA QUE EU SOU O QUE?

- VOCÊS DOIS SÃO DOIS IDIOTAS, PRONTO FALEI! – Eu gritei e eles voltaram sua atenção para mim. – A MINHA AMIGA ESTÁ GRITANDO DE DOR, E VOCÊS ESTÃO DISCUTINDO? VAI LAVAR A CASA DA CACHORRA, PORRA!

            Eles começaram a agir, e eu pude notar que a Maddie apertava sua barriga, abaixo do umbigo, a parte que ela tinha como encostar. A roupa dela que antes estava incrivelmente branca, agora tinha uma vermelhidão causada pela hemorragia que ela estava tendo. Os médicos se desesperaram, chamaram outros enfermeiros, começaram a preparar a sala de cirurgia, e levaram-na para lá. Eu fiquei ao lado dela, um pouco longe, porque as médicas estavam aplicando a anestesia, o médico que estava fazendo a cirurgia disse.

- Porque estão adiantando o parto?

- Cesárea de emergência, precisamos fazer o processo logo, para evitar morte da mãe e do feto. – As últimas frases que ela me disse, me deixaram perplexa e atordoada, eu não posso perder minha amiga...

            A cirurgia foi longa, demorava de mais, eu estava muito apreensiva para esperar, mas logo, logo eles tiraram o primeiro bebê, Caleb, ele era o primeiro a nascer. Me entregaram, para mim segura-lo rapidamente antes de ele ser levado para o berçário, eu pude vê-los pesando o pequeno bebê, e o medindo, e então entregando para outras médicas que o limparam, e o levaram rapidamente para a o berçario, pois ele precisaria ficar na incubadora neonatal. Dois minutos depois, eles tiraram uma garotinha, eu não pude segura-la pois ela nasceu mais fraca, menor, e com mais problemas. Os médicos me informaram, ela era a que não evoluía durante a gravidez, eles precisariam agir, pois a vida da pequenina corria risco, é atordoante casos assim. Eles costuraram a minha amiga, e depois de alguns minutos, eles resolveram leva-la de volta para seu quarto. Eu tive de ir para casa, pois estava muito tarde, mas voltei logo pela manhã, ela ainda estava inconsciênte, a mãe dela não podia ficar com ela, pois trabalha com diversas coisas, e eu sou a única que posso. Não me sinto mal por perder aula, quer dizer, eu nunca deixaria uma amiga passar por isso sozinha.

            Ao adentrar o quarto, observei um pouco a Maddie, enquanto eles não deixavam eu ver os pequeninos. Ela estava com seus enormes loiros cabelos assanhados, se ela pudesse ver o estado que está, teria um surto. Sua pele um pouco bronzeada destacava o fato de que ela tinha bochechas rosadas, é engraçado, ela tem cara de bolacha. Eu comecei a rir, e os médicos talvez tenham me achado uma lunática, mas tudo bem. Sentei-me em uma poltrona ao lado da cama onde estava Maddie, e comecei á ler um livro qualquer que eu achei na minha penteadeira. Assim que terminei de ler, comecei a olhar para o “além” e percebi que a Maddie parece que morreu. Meu deus. Não, Ryo, ela só está dormindo, só dormindo... Eu espero. Algumas horas depois um médico adentrou a sala, e trocou o soro dela, e logo após me perguntou se eu queria ver os bebês eu assenti e depois o segui até o berçário. Ao entrar lá, pude ver três ou duas crianças em simples moisés, e os dois bebês dentro da incubadora. Antes de entrar, eles me fizeram colocar uma roupa especial, a mesma roupa que eu usei durante o parto, caminhei até a incubadora e coloquei minhas mãos dentre o espaço circular que permitia tocar a pele das pequenas crianças. Eu fitei os pequenos olhos castanhos (puxou á Maddie), e os cabelos castanhos (Henry...) que na verdade eram mais ou menos vinte riscos absurdamente lisos. Ele tinha uma sonda de alimentação, e um medidor de batimentos cardíacos.

            A Emma, estava com uma fralda (assim como o Caleb), porém, como o caso dela é mais grave, ela está com aparalho de respiração, uma sonda, medidor de batimentos cardíacos, é tão devastador saber que um ser que mal veio ao mundo já tem que passar por tudo isso. Só espero que melhorem logo, voltei ao quarto da Maddie, e ela estava recobrando a consciência.

- Oi putona.

- Ai Ryo, tô mal, não to bem.

- Ah tá.

- Cadê os bebês? – Ela disse enquanto coçava a nuca.

- Estão no berçário. Mas, é melhor você descansar... Depois você vê eles...

- É verdade.

            Ela continuou deitada, e depois cochilou, a mãe dela veio para cá e eu fui embora para a minha casa.

Maddie

            Eu acordei, e notei que a Ryo não estava mais aqui. Só a minha mãe que estava dormindo tão bem que acabou babando na cadeira... Eu sei, é nojento, mas foda se. Uma enfermeira veio falar comigo, eu me levantei, e com a ajuda dela fui até o berçário ver os meus então bebês. E eu nunca pensei que eu podia fazer gente bonita, sério, eu desde pequena disse para a Ryo que nunca teria filhos.

Flashback 9 anos atrás [on]

            Eu estava no parque com a minha melhor e suprema amiga Ryo, nós somos amigas a muito tempo, então somos super melhores supremas amigas. Ambas temos oito anos, porém a Ryo é mais velha, isso é ruim pois ela acaba enchendo o meu saco por eu ser mais nova. Nós estávamos falando de gravidez, pois a mãe dela estava gravida de novo.

- Eu ‘nunquinha’ vou ter filhos. – Eu disse.

- E por que não?

- Porque gente feia não pode ficar se reproduzindo.

- É verdade. Pensando bem, não vou ter filhos também não. Vamos ser loucas, tipo fazer coisas legais, ser diferentes...?

- Com certeza, é melhor do que ter responsabilidade.

- Sim, mas. Agora, vamos brincar de casinha, mas nenhuma de nós duas vamos ter bebês. Nossas bonecas serão... Hum... Fregueses?

- Sim!!

Flashback 9 anos atrás [off]

            Bom, nem tudo se cumpriu. Mesmo eu tendo ido á fundo com a ideia de que nunca teria filhos, quer dizer... A culpa não foi... Na verdade, o melhor que eu posso fazer é agradecer por eles estarem bem, e que, pelo menos eu fui mulher o bastante para assumir os bebês... Quer dizer...

Não importa!

Continua...


Notas Finais


E aí? O que acharam?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...