História And When I Look In Your Eyes. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Escolar, Fadas, Lobos, Lobsomens, Magia, Originais, Sobrenatural, Vampiros
Exibições 249
Palavras 4.907
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oiee<3
Bem vindos a minha fic Hehe, espero que gostem, vou deixar algumas informações especiais nas notas finais...
ENTÃO BORA LER MINHA GENTE!! (Estou mtu animada me ignorem hehe)

Capítulo 1 - 01


Fanfic / Fanfiction And When I Look In Your Eyes. - Capítulo 1 - 01

Prólogo.

"Por que você teve que me deixar? Eu sei foi culpa minha, mas eu não queria... Estou tão arrependido, vou correr até que os lobos se calem e a lua uive por eles, correr da minha culpa. Correr dos meus erros, afinal fui eu que te fiz parar de respirar... "

A noite caiu, e o céu chorou…  A chuva gélida caia sem parar molhando seu túmulo e as rosas que já haviam começado a murchar, a hora mais dolorosa estava se aproximando, teria que esquecer que algum dia ela existiu, seguir meu caminho sem ela…. Era tudo culpa minha. Sem hesitar, pulei as despedidas tristes e melosas e sai correndo pela chuva me escondendo nas trevas da floresta, era um lobo sem alcateia, um lobo sem amor, não havia sobrado ninguém… 
Envolto de minha doce melancolia um pequeno coelho se aproximou de mim, seu focinho se mexia exaltando a curiosidade que sentia, fiquei parado olhando aquela pequena bola de pelos branca, por algum motivo minha forma lupina parecia não o incomodar, rosnei para ele, mas ele apenas abaixou as orelhas sem recuar. Era estranho. Como se eu tivesse perdendo minha aparência ameaçadora, abri minha boca mostrando pra ele meus dentes pontudos e carniceiros..
-Agora você sente medo? -sua mente permanecia vazia, como se ele não existisse.
Num rosnado abocanhei seu pescoço peludo o matando,o cheiro de sangue e a sua carne ele era bem real, mordi sua carne aproveitando meu lanche, mas a fome ou a falta dela me fez deixar mais dá metade de sua carne para os abutres e as raposas comedores de carniça.
Me levantei e olhei embaixo de sua carcaça… Era um papel, tirei o papel dali e limpei o pouco de sangue que tinha nele… Era um convite, para um colégio.
“Ensino para jovens distintos"

Observei com atenção…  até que a pequena escrita abaixo da foto me chamou atenção

“proibido humanos.”

Proibido humanos.. Era uma escola para seres sobrenaturais, sorri vitorioso tinha achado um lugar para ir.
Voltei para a casa dela, um pequeno sobrado no meio da floresta, entrei pela porta entre aberta, estava intocada. A mobília antiga em madeira, as paredes num tom amarelo vivo alguns quadros, pude ver os ratos correndo da cozinha abandonada para seus buracos na parede, a comida estava na mesa, fria podia ver os alimentos começando a apodrecer, a sala toda manchada de sangue e pedaços de pano rasgados… É tudo culpa minha.

         ~Flashback on~
O dia parecia diferente, Lucy estava pondo a mesa enquanto assoviava uma de suas músicas desconexas e sem sentido. Me perdi olhando para ela.
-Ei Derick! – Ela me deu um leve tapa para que acordasse do transe
-Ei! – protestei
-Isso é tão injusto. -Ela se desmontou ao meu lado tristonha
-O que? – Abracei ela de lado.
-Você, sabe exatamente o que eu tô pensando e eu… tenho que ficar adivinhando -Ela olhou nos meus olhos. Lucy  era a garota mais linda que eu já havia conhecido, era  humana e exalava um cheiro doce como de biscoitos açucarados recém tirados do forno, tinha um belo par de olhos verdes, um cabelo cumprido ruivo brilhante e pele branca com umas manchinha, sardas… Ela não gostava muito, mas eu adorava ficar contando aqueles pontinhos em noites de chuva.
-Sabe o que estou pensando? – Olhei para ela acariciando seu rosto, seus olhinhos curiosos Ansiavam pela resposta. -Estou pensando em como te amo…  - Lucy se aproximou mais de mim. E eu não resisti beijando seus lábios.
-queria tanto saber o que você pensa… - ela me abraçou aspirando meu perfume.
-Se eu pudesse dava a telepatia pra você. – Fui sincero.
-Então faça…  - Ela colocou os dedos na testa como aqueles mágicos que fingem ser telepatas.
Olhei para ela um pouco agoniado.
-Eu nunca tentei algo do tipo..
-Tente… - Ela me interrompeu sorrindo – Por favor, lobinho… - ela fez aquele olhar que eu não resistia, seus olhinhos brilhando para mim,  não dava para negar… Eu devia ter negado.
-Tá bom.  – sorri -  vou fazer meu melhor só não quero te ver triste se não der certo, okay?
-okay! – Ela vibrou. Sorri ao ver a animação dela fechei os olhos para me concentrar na mente de Lucy, puxei a contra mim fechando seus olhos com minhas mãos. Me concentrei em seus pensamentos, suas memórias, ia colocar em suas memórias a lembrança da minha telepatia. Sua mente era cor de rosa, seus pensamentos inocentes como os de uma criança, sua infância feliz na cidade dos humanos… O dia em que fugiu comigo, nosso amor, Lucy tinha uma mente que qualquer pessoa amargurada e triste desejaria.  Apertei minha mão com força e comecei a apagar as memórias que julguei mais desnecessárias… Quando um grito de dor saiu entre seus dentes, soltei ela que começou a se debater caindo no chão.
-Lu-lucy – tentei segura lá enquanto se debatia
-QUEM SOU EU!? AHHHHHHHHHHH!! – Seus gritos ecoavam por toda a sala, segurei ela.
-Você é a minha Lucy…
-AR…. Estou sem ar… - ela me interrompeu ofegante com a mão segurando forte em sua garganta
-Respire Lucy…
-Não sei fazer isso – Ela sufocava como se estivesse debaixo da água, tentei por vezes ensina lá a respirar, mas ela me olhava com os olhos arregalados, não podia aguentar vela daquele jeito, virei lobo o mais rápido que pude e abocanhei seu pescoço dando um ponto final em seu sofrimento… ela se debateu um pouco, mas logo parou de se movimentar olhou em meus olhos e escutei o sussuro de sua mente
“Obrigado… “ e seus olhos fecharam para nunca mais abrir.
Sim, eu matei a minha Lucy.

                ~Flashback of~

Olhei por mais uma vez aquele sofá, ainda haviam respingos de sangue no chão, fui ao quarto e peguei algumas roupas para mim, e uma foto de Lucy seu enorme sorriso, naquela tarde de verão, lutei para não olhar muito para a foto e guardei o porta retrato virado para baixo.
-O que os olhos não vêem o coração não sente. – Sussurrei.
Com minha mala, sai da casa. Trancando a porta da frente e as memórias de Lucy para sempre.

Capítulo: 01

"Me desculpe, eu já comecei errado. Comecei pedindo desculpas, por que eu fiz? Estávamos tão próximos agora estamos tão distantes. Sabe, o amor pode nos tocar uma vez e durar uma vida, posso pedir mãos uma chance para sair da solidão?
-Mais uma chance? Seu amor ainda não foi descoberto. Primeiro amor você teve, mas há alguém que passará o resto da vida ao seu lado. Por que eu sou o amor e uni vocês com meus laços. "

Caminhei pela floresta, na forma humana o cheiro lupino impedia que animais se aproximassem então o único barulho que podia ouvir era o quebrar de galhos e folhas secas abaixo de meus pés. Quando me aproximei vi o prédio numa clareira, era bem grande parecia ter mais dois andares além do térreo,  me aproximei mais com cuidado observando, haviam algumas pessoas na porta.
Uma garota começou a se aproximar de mim, olhar curioso enquanto parecia me analisar, seus cabelos negros iam até o começo de sua coxa e seus olhos azuis se destacavam de todos os olhares que eu já vi. Ficamos parados nos olhando por uns instantes quando ela abriu a boca para falar:
-Oi…  - Ela aguardava uma resposta.
-O-olá. – me perdi um pouco nas sílabas.
Estava um pouco concentrado quando surgiram vários pensamentos das pessoas ao meu redor, tinha um de uma garota nervosa com seu primeiro dia de aula, outro que reproduzia a palavra “pássaro” seguidamente, ouvi também alguns pensamentos bem peculiares que em outra situação me deixariam excitado, mas um deles me chamou atenção uma garota e um rapaz conversavam, pareciam ter se conhecido recentemente, a garota falou, sua voz era capaz de me causar um tremor, para uma voz feminina era um tanto ameaçadora, era uma voz fofa delicada, mas tenho certeza que ela dublaria bem um psicopata.
-Eu sou uma bruxa. – Ela disse.

“Melhor você não saber o que mais, todos se afastam quando descobrem “
Pensou em seguida, curioso que sou resolvi vasculhar a mente da garota de cabelos negros e exuberantes olhos cor de jade, ao adentrar sua mente senti tamanha escuridão me sufocar, sua mente era escura incuberta por um manto negro, tudo que conseguia ouvir eram seus pensamentos. O garoto de cabelos rosados e expressão divertida ao seu lado parecia impressionado, ele não havia escutado os pensamentos dela com toda certeza.
-Bruxa… - ele arqueou a sobrancelha,  - Você deve ser melhor que eu na alquimia. – ele sorriu, um sorriso sarcástico e divertido.
-Como você está? – a garota perto de mim, me cutucou impaciente pela resposta.
-S-sim estou bem. – Droga! Gaguejei de novo. A garota me olhou, analisando de novo cada parte de mim.
“Ele é estranho…. Qual deve ser o poder dele? “
-Sou um lobo. – respondi.
-ah,  você lê pensamentos! – Ela riu de forma fofa.

“Ela é algo mais que bruxa…“

o garoto de cabelos rosados pensou, pude ver o que passava por sua mente
“Vampira “
“fada”
“uma criatura mitológica? “

Ele não era um bom detetive, nada do que ele pensou poderia representar aquela escuridão sufocante na mente daquela garota.
-oh….  M-m-m-me desculpe. - Havia deixado a garota na minha frente sem resposta.
-Tudo bem.  – Ela riu
-Prazer…. Meu nome é Derick.
-Eu sou a July. – um belo nome, para uma bela garota.
-Você tem um cheiro bom.. – pensei alto.
-Cheiro? – Ela me olhou assustada.
“É vc é bem estranho. “ escutei a voz em sua mente.  Estranho eu?
-Cada pessoa tem um cheiro, um perfume único e especial… e-eu gostei do seu. – coloquei as mãos nos bolsos da calça um pouco envergonhado.
-Ah…  - ela sorriu – obrigada.
De novo a conversa daqueles dois invadiu minha mente.

-Qual o nome da sua irmã? -  a garota perguntou
-Samantha, estou sentindo a presença dela, digo do poder dela.  – o garoto de cabelos rosados respondeu ainda pensativo.
-Até mais July. – Me despedi, e sai de perto dela.
-Até mais – Ela sussurrou.
A bruxa, ponderou um pouco e em seguida disse:
-Bom, tenho que ver meu dormitório, se a vir falo de você.
Temos quartos?
-Okay, é uma cacheada e o cabelo dela muda de dor cor por qualquer coisa…  - Ele parecia preocupado.
Sussurrei baixinho para mim mesmo:
-Quem são aqueles dois?
Uma lembrança invadiu minha mente, não era minha, mas me fez ossilar:

Aquele riso maligno, aquele choro, era uma garotinha.... Pequena com Seus quatro anos, chorava presa por correntes de ferro, a fome apertava e seu pequeno coração martelada em seu peito, ela gritava, gritos agudos que aos poucos ficavam roucos... A voz começava a faltar. Dor e sofrimento traduzidos num choro agonizante.

Olhei para July, seu olhar assustado, conclui, ela mesmo não queria ter pensado sobre aquilo.

“Não precisa ficar assim” sussurrei em sua mente… E ela se assustou
-assim como? – Ela olhou para mim
-desculpe, acho que invadi sua privacidade de novo.. – sussurrei perto dela
-Tudo bem. – Ela sorriu, um sorriso triste
-Não estou acostumado com tantas pessoas pensando, minha mente está um pouco bagunçada, mas consegui ouvir nitidamente o seu passado.
- Eu tento esquece lo, mas é  como uma maldição.

“Não vou pensar nisso, vou esquecer o passado vou esquecer… “  ela repetia sem parar de forma silenciosa

-se você ficar pensando “não vou pensar no meu passado” você já está pensando nele.
-Pense em algo  que você goste.  – falei baixinho
-Pode ser o meu aniversário de 12 anos?  - Ela fechou um olho
-Pense nele, seu passado está agarrado à sua alma é impossível de apagar essa memória.
-Pois é… Pera – ela arregalou os olhos – Você pode eliminar memórias?
-Posso tirar uma memória sua e te fazer pensar que aconteceu algo diferente,  - só que até agora isso nunca funcionou
-Nossa,  que louco. Todos os lobos tem esse poder? – Ela me olhou intrigada
-Você tem algum poder? – perguntei ignorando sua pergunta. Ela me olhou curiosa e sorriu
-Controlo o fogo. – Ela sorriu usando seu dedo para criar uma pequena chama.
-Você pode fazer churrasco de pessoas…
-Sim, - ela sorriu – Mas não sou tão má assim. – eu ri.
A bruxa com mente obscura se aproximou de nós, seus olhos cor de jade eram um tanto provocativos.
-Oi? – Ela olhou para mim, sua pele era bem lisa e  não tinha nenhuma verruga na ponta de seu nariz. Fiquei olhando para elá por um tempo, ela deveria ter um nome bem diabólico e assustador…
Como Maria.
July pensou: “É a Cristal “
-Oi…. Cristal. – Sorri amarelo
-Como você sabe meu nome? – Ela arqueou uma sobrancelha.
-Se eu contasse, você não iria acreditar.
-Oi Cristal,  - July sorriu
-conta vai… - Ela fez beicinho “agora estou curiosa “
“Posso contar pra ela? “ July pensou olhando para mim.
-conte. – eu sorri, e ela sorriu de volta.
Ficamos num silêncios eterno que durou alguns segundos.
-Então? – Cristal olhava para mim, para July e novamente para mim.
-Bom… eu escuto o que você pensa.
-Ah,  foi isso.  – Ela pensou numa série de feitiços

“Se ele soubesse que eu sou metade demônio… “

-Se eu soubesse…  - sorri
Ela me olhou assustada.
-Estou de saída, até mais July.  – Ela se virou e saiu
“Se eu souber que você contou para alguém… você terá. “ me espantei com sua ameaça,
“fique tranquila bruxinha “ respondi.
Adentrei na escola com July ao meu lado, caminhando pelos corredores pude ver muitas portas, algumas grandes outras menores, mas a que mais me interessou foi uma em madeira no centro da parede, empurrei devagar e vi prateleiras grandes até o teto lotadas de diversos livros como nunca havia visto antes,  no centro cadeiras e mesas para leitura e no teto para iluminação um belo lustre reluzente em bronze com pedras brilhantes, as paredes eram brancas e as estantes em madeira polida, haviam alguns poucos estudantes ali, mas uma garota me chamou atenção, duas na verdade. Uma delas, chamava mais atenção, suas roupas brilhavam como as asas que carregava nas costas, em tons de rosa e um azul quase branco seu vestido no meio da coxa sintilava,sua cintura fina e seus cabelos cumpridos que quase batiam no chão. Seus olhos num tom de roxo quase negros, usava salto de agulha na cor rosa enquanto sorria e falava em tom auto demais para o ambiente. A outra garota, ao seu lado, cultivava uma aparência mais humana, nariz arrebitado e sobrancelhas finas cobertas pela franja de seus cabelos castanhos abaixo dos ombros, seus olhos pequenos e brilhantes e seu sorriso fraco. Eram muito diferentes.
-Sabe alguma magia para achar livros rapidamente? – a fada batia as asas olhando entre as prateleiras.
- Eu só sei coisas básicas mexia nos livros da minha avó as vezes…  - recordou.
-Entendi.  -  a fada sorriu.
-É…. Sou só eu ou bateu uma fome aqui? – a garota de nariz arrebitado desconversou coçando a cabeça.
Um garoto entrou na biblioteca andando de forma descolada(como se tivesse bebido álcool suficiente para encher o tanque de um caminhão) atrás dele entraram mais alguns rapazes, todos com a calça baixa exibindo a cueca samba canção que usavam.
Se aproximaram de um garoto, sentado ao lado de algumas pilhas de livros, o qual tinha um de seus olhos coberto por um tapa olho,
-Rapazes… - O líder olhou malicioso – Aquele esquisitão com o livro é meu colega de quarto… vamos mostrar a ele quem manda nessa escola. – Ele sorriu de forma sinistra e todos caminharam até o garoto que lia seu livro atentamente.
O garoto tinha pele pálida, e cabelos num tom castanho avermelhado, um de seus olhos, o único que estava a mostra tinha um tom cinza esbranquiçado, sua expressão completamente fechada mostrava concentração total ao livro.
-I aí otário – o líder, Dave passou a mão nos cabelos do garoto de forma grosseira.
-An? – o garoto indagou com a boca entre aberta, como eu não entendia o que estava acontecendo. – Posso ajudar em algo? – ele olhou Dave curioso.
-Em nada. – Dave riu como uma hiena e tacou o livro do garoto no chão.
-Então tá. – O garoto de cabelos avermelhados assentiu, estendeu a mão e seu livro levitou até sua mão.
Wow....
Dave murmurou algo que não fui capaz de entender.
“que saco… Arruaceiros, detesto gangues “ o garoto de cabelos avermelhados rosnou em sua mente.
-vocês inúteis ataquem! – Dave esbravajou. Os garotos do grupo foram pra cima do garoto na tentativa de o socar, mas o mesmo continuava sentado desviando dos socos como se fosse algo natural.
-Vocês…. Querem… Brigar? – o garoto perguntou, sua voz era baixa e rouca.
-Eba Treta! – July deu uns pulinhos de alegria atrás de mim.
-Hahahah que idiota! – Dave exclamou fazendo cosplay de hiena
-Hahahah que idiota. – Yato imitou com uma voz fina, como se imitasse uma menininha.
-Okay garotinho você pediu! – Dave deu um grito agudo virando uma espécie de criatura bipede com orelhas grandes, garras e caninos que saiam para fora numa figura monstruosa e peluda.
-Treta em grande estilo! Eu voto no Dave! – July apostava com seu amiguinho imaginário, um sorriso enorme no rosto.
-garotinho? Que idade você tem mesmo? – Ele arqueou uma sobrancelha olhando a aberração a sua frente. A gangue de figurantes também se transformou, mas seu corpo não mudou muito em alguns apenas uma perna ou um braço atingiu a coloração de pelos verdes com garras e algumas escamas.
-acho que vocês querem mesmo brigar… mas, eu não tô afim agora – com um movimento de braço todos voaram longe e pudemos ouvir o ruído de todos batendo com força na parede.
-Wow… - arfei
-Ahhhhhhhhhhh! – July exclamou – eu mudei aposto no Yato. – Ela continou a conversar com o amigo imaginário, o que me roubou um sorriso.
Num rosnado David se levanta e parte pra cima de Yato.
-Nossa parece cena de filme de terror! – July sorriu me olhando.
Dave correu para cima de Yato, que segurou seu soco sem muita dificuldade:
-Sabe de uma coisa? – fez Dave cair segurando sua mão fechada. – Eu odeio gangues. – Yato girou a mão de Dave “Track! “ Dave arfando de dor. Sua mão estava quebrada.
-Se não se importa. Eu estava lendo meu livro. – Se vira dando as costas para Dave.
-Você vai se arrepender seu marica.
-Marica? – Yato riu maligno – Eu pensei que você tinha um cérebro. Yato tirou seu tapa olho, mostrando um olho escarlate que brilhava de forma aterrorizante. Os capachos de Dave se assustam e saem em desparada.
-Não me deixem seus inúteis! – Dave esbravajou, ele próprio se segurava para não correr para os braços da mamãe.
Yato sorriu de orelha a orelha e eu conclui que era hora de me divertir um pouco.
“Voltem seus inúteis”  clamei na mente deles e todos os medrosos voltaram assustados.
“Imitem uma…. Galinha” falei o primeiro animal que me veio a cabeça, rápido os marmanjos da gangue de Dave começaram a cacarejar e balançar os braços desesperados. July deu um riso alto observando atentamente e cena.
Yato pegou Dave com violência o segurando com força pela gola da camisa desabotoada, Dave se encolheu olhando para os olhos de Yato.
“Sentados! “ esbravajei e todos foram pro chão sentados.
-Continua! – July gargalhava e isso me animou um pouco a continuar.
-Finge de morto! – Falei em voz alta pela primeira vez, e eles se deitaram rápidos com a língua pra cima.
-O QUE VOCÊ FEZ COM MEUS OLHOS? MEUS OLHOS! – Dave clamava tocando seu rosto como se não enxergasse nada mais

Deveria fazer algo?

-Vamos! Defendam seu Alpha! – rugi mexendo minhas mãos como se controlasse marionetes. Os rapazes pouco transformados pularam de forma violenta em Yato, que em poucos instantes se libertou de todos segurando um, o mais fraco com apenas um braço transformado, Yato o olha profundamente com os olhar de um matador.
-Me desculpe por isso. – Ele sussurrou,  enfiando sua mão na barriga do rapaz, suas garras afiadas fizeram com que ele ultrapasse a pele, e o garoto cuspiu sangue.
Yato me olhou como se só tivesse percebido minha presença naquele momento. Rápido cortei o sinal entre seu cérebro e o sistema nervoso, de forma rápida para que ele, o menorzinho da gangue não sentisse dor.
“Você não sente dor! “ sussurrei firme em sua mente.
-Eu não sinto dor… - Ele repetiu maravilhado, Yato olhou maravilhado também, mas permaneceu silêncio.
“Estão me testando? “ ele pensou brevemente confuso. Por um instante pude ver um sorriso divertido em seus lábios, ele tirou a sua mão do corpo dele, e o garoto cuspiu sangue.
-Minha vez de me divertir um pouco. – July sorriu com os olhos já em tom vermelho.
-Vocês estão me atrapalhando. – Yato faz um movimento, uma magia imobilizando todos da gangue.

Fantoches fracos.
Senti um calor imenso vindo de July, seus olhos brilharam como chamas e um grito de horror, o fogo de July, rapidamente consumiu por completo um dos membros da gangue deixando apenas borralhos para contar a história.
-Wow…. – Arfei impressionado. Yato se virou saindo devagar, um cheiro invadiu meu nariz, como ferrugem senti o cheiro de sangue que jorrava pela barriga do garoto. Yato parou, ficou alguns instantes imóvel e bruscamente se virou, seus olhos vermelhos vivo e suas presas ansiando por aquele sabor.
-Ele é…  - Não consegui terminar minha fala,
Seus olhos brilaram num tom castanho, ele estava lutando com a sede..
Ordenei que todos ali fugissem, aquele Vampiro iria matar todos aqueles pobres seres. Os que conseguiram correram, mas não rápido o suficiente. Yato sorriu maldoso e num piscar de olhos já estava na frente de um dos membros da gangue.
-Vocês não deveriam ter me incomodado. – Yato sussurrou tirando a blusa de cima do pescoço do rapaz que tremia.
-Talvez eu deva….?  - Olhei para July que as pressas tentava entender oque acontecia
-Talvez nós devêssemos sair daqui. – July sussurrou um pouco temerosa.
Yato da uma mordida no pescoço do garoto, que tremia de dor…
Era hora de me intrometer.
Chamei minha forma lupina com força o formigamento e a sensação de meus ossos se quebrando foram rápidos. Rosnei entrando na frente de Yato, entre o caçador e a caça.
“Pare não o machuque… “
Sussurrei na mente de Yato, apelando pro seu lado racional.
-Ann? – Ele se virou perplexo para mim. – Eu não machuco as pessoas – Ele murmurou tomando mais um gole de sangue do pescoço do pobre coitado que chorava rezando para quem quer que fosse capaz de salva lo.
“Por que ele chora? Não acho que ele esteja gostando da brincadeira,  vamos você é mais forte que isso” – sussurrei na mente dele e ele parou por um instante, Yato olhou para mim, seu olhar divertido e inquieto.
-Gangues? – ele segurou grosseiro nos cabelos do garoto que gritava antes mesmo de ser machucado. – Não passam de incomodos. – Ele jogou o cara longe como se seu peso fosse idêntico ao de um lenço de papel. Respondi ao ato com um rosnado.
“Não gosto deles tanto quanto você! Mas, deixe os. “ fiz meu último pedido.
“Você não sabe o quanto odeio gangues. “ ele pensou olhando o garoto no chão lutando para levantar.

Mamãe caída, incapaz de lutar por sua vida, parada ela parecia ter parado de respirar, papai fazia o possível, mas eles eram muitos um bando de vampiros sujos... Uma gangue. Em pouco tempo papai estava dilacerado e o que sobrou de seu corpo caído ao lado de mamãe,  os olhos vermelhos do líder a se aproximar de mim, suas garras em meu pescoço. Seu chute me fez voar longe, não queriam dinheiro, não queriam informações... Queriam ver dor, ver o sofrimento eu odeio gangues"

A lembrança infantil que Yato carregava, o sofrimento que teve que encarar ainda criança, ele tinha motivos para detestar gangues.
Na mente dele sussurrei
“não são uma gangue, são um bando de pirralhos mimados que andam juntos para não serem atacados. “

Sentei devagar olhando ele com calma. Seus olhos voltaram ao normal suas garras afiadas e dentes pontudos sumiram. Ele era um garoto normal de novo. Ele olhou para mim, admirando pela primeira vez minha forma lupina, minha forma lupina era das medidas de um grande garanhão meus pelos negros, e meus olhos azuis levemente rosados, pareciam arrancar olhares curiosos, senti a presensa da garota de mente obscura, ela olhava assustada a cena.
Yato permanecia calado como se ainda interpretasse o que estava acontecendo, então ele  estalou os dedos e num piscar de olhos as coisas e a sujeira de sangue desapareceu.
-Eu sei limpar minha bagunça. – Ele limpou o sangue de seus lábios com a manga da blusa.
“você é bom. Mas não estou impressionado. “ fiz o difícil
-Wow o cara é mais forte que eu! – July deixava escapar toda a sua surpresa e espanto.
Quando percebi, na pressa de me transformar, minhas roupas haviam sido reduzidas a pedaços de pano inutilizável.
“que ótimo, lá se vão minhas roupas! “ revirei meus olhos lupinos.
-agradeço, acho que você é tão poderoso quanto eu, não seria legal lutar com você. – Ele me olhava pensativo. Ao terminar de me analisar ele me estendeu seu sobretudo caramelo.
-Você….
-Eu? – indaguei
-Vai precisar disso. – Ele murmurou. Peguei o casaco com a boca, considerando a presença das garotas não seria muito interessante ficar nu naquele momento.
-Não queria estar na sua pele quando voltar ao normal. – Ele deu um risinho.
“Não teve graça “ neguei na mente dele.
-Bom… Acho que eu fiquei sem colega de quarto. – Ele olhou para a parede onde devia estar estendido o corpo de Dave.
-Ele era meu colega de quarto, mas N acho que vá voltar.
“Você não gosta muito de companhia. “
-Só se essa companhia for indesejada. – Ele cruzou os braços.
“Ou que pertença a uma gangue. “ completei bocejando. Yato olhou para cima para o lustre brilhante em seguida para July e Cristal, Cristal como sempre com sua mente obscura.
-Suas companhias? – Ele apontou para elas.
“pensei que estivessem com você. “ respondi surpreso.
-Eu não estou com ninguém! – Cristal esbravajou.
-Eu também não. – July cruzou os braços impaciente.
-Eu não conheço. – Yato sussurrou e elas o observaram com espanto, talvez Yato sofresse de amnésia.
-Uma coisa vai refrescar sua memória. – Cristal sorriu, seus olhos ficaram completamente negros e um brilho invadiu suas mãos, um brilho branco poder… não, magia.
-Ah, você a garota que esbarrou na mesa enquanto eu lia. – ele a olhou sem dar muita importância.
-seu nome… Cristal não é? – Ela assentiu afirmativamente se aproximando devagar de Yato, com as mãos limpou os resquícios de sangue.
Senti a presensa de alguém, uma mente vazia e assassina, morte sangue, pessoas dormindo para sempre… era angustiante.
-Não consegue deixar de ser esquisito né Jeff? – Cristal Se aproximou dele e deu um tapinha em suas costas, ela era alguns centímetros maior que o garoto.
Jeff era o garoto silencioso de mente barulhenta, tinha cabelos negros com uma franja curto que de forma desgrenhada cobriam suas orelhas, pele branca pálida tanto quando a de Cristal. Seus lábios eram rasgados e tinham marcas de sangue, como se ele tivesse devorado carne fresca.
-Como eu disse… eu não tenho mais colega de quarto… - Yato colocou as mãos nos bolsos.
“Está me convidando para dormir com você? “ arqueei uma sobrancelha.
-Quartos servem para dormir, não? – ele me olhou.
-Eu aceito a proposta. – Voltei a minha forma humana vestindo apresado o sobretudo que Yato me dera. -Mas não tenho costume de dormir.
-Eu também não, gosto de ler a noite. – Ele riu.
-Bom… vou fazer meu lanche da madrugada com os que sobraram da sua gangue. – sorri
-Não se preocupe comigo, tenho algumas bolsas de sangue.
-Não vai precisar dividir comigo – ri.
Talvez, eu tenha feito meu primeiro amigo?


Notas Finais


Capítulo grandinho, né? Bom... Pra não dar aquele problema do Spirit numerando o Prólogo como Capítulo 1, coloquei ele junto, mas os outros capítulos não vão ser tão cumpridos.... Só pra atiçar a curiosidade de vocês Hehe.
Então o que acharam? Comentem. Gostaria mtu de ler,
Yato oq acharam da atitude dele?
Cristal.. Ela parece perigosa?
Será que Lucy era uma princesa de contos de fada... Comentem!!
Até o próximo capítulo hehe
BvBeijos<3


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