História Andorinhas nunca estão sozinhas - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Grand Chase
Tags Azin, Grand Chase, Romance
Visualizações 4
Palavras 1.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Magia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Dama Misteriosa


Quando Azin abriu os olhos, a luz quase o cegou. O sol já havia nascido à um tempo, e seus raios atravessavam as cortinas do quarto.

Ao se sentar, e esperar a visão se acostumar com a claridade, Azin percebeu que havia dormido mais do que o normal. Olhando para o lado, na direção da cama, notou também que Edel já havia se levantado.

O garoto bocejou preguiçosamente enquanto esticava os braços. Havia sido uma boa noite de sono, ele nunca havia dormido tão bem.

Após vestir suas roupas, Azin sentou-se na cama e esperou pela chegada de Edel, que não demorou muito.

Edel abriu a porta do quarto lentamente e se surpreendeu ao ver que Azin já havia arrumado os lençóis, então sorriu para ele:

- Você é muito prestativo, mas não precisava ter se dado ao trabalho.

- Não foi nada demais - falou enquanto admirava os próprios pés.

Edel novamente sorriu e falou - bom, vamos para baixo. Tem alguém que quer te ver, podemos tomar café todos juntos.

Azin ergueu uma sobrancelha, curioso quanto a notícia - e quem seria ?

Edel abriu a boca para falar, mas o som do estômago do garoto fez com que ela a fechasse novamente. Os dois concordaram silenciosamente de que era melhor ele ver por sí mesmo, e matar a fome de uma vez.


Novamente Azin ergueu a sobrancelha ao ver quem estava sentado á mesa, aguardando a chegada dos outros dois.

- Bom dia - falou Lass. Não havia qualquer emoção em suas palavras.

- Eae cara - Azin estava confuso - O que você ta' fazendo aqui ?

- Preciso conversar contigo.

- Vamos nos sentar então - disse Edel.

Azin concordou e foi para uma das cadeiras. Em seguida, alguns empregados adentraram no salão, trazendo bandejas e mais bandejas de comidas. Haviam pães doces e salgados, bebidas quentes e geladas, uma variedade infinita de coisas para se saborear. Após tudo estar servido, Edel se serviu, seguida por Azin. Lass ficou em silêncio, aguardando o momento para falar.

- Fique á vontade - falou a garota.

- Estou sem fome.

- Já podemos conversar então? - era Azin, com um doce erguido próximo a boca.

Lass seguiu em silêncio por alguns instantes, por fim falou:

- Vou precisar da sua ajuda mais tarde.

Azin comeu outro doce enquanto ouvia. Lass continuou.

- Estou com alguns... - ele silenciou-se, parecendo escolher com cuidado as proximas palavras - "problemas" em casa.

- Que tipo de problemas ? - perguntou o outro.

- Do tipo que não pode ser resolvido sem sua ajuda...

- Não entendi - Azin encarava o outro com clara confusão.

- Aquele problema que conversamos no parque...

Azin pareceu enfim perceber - Ahh! Aquele problema.

Lass assentiu. Edel não ficou nada satisfeita com aquela conversa.

- Do que vocês estão falando ?

- Não é nada demais - falou Azin euforicamente - só uma coisinha de nada.

- Sim - completou Lass - uma pequena infestação.

- Isso mesmo. Isso aí que ele falou.

Azin sorria estranhamente. Edel os encarou confusa, por fim, deu de ombros e voltou a comer.

- Então está resolvido - falou Lass se levantando - acho melhor eu ir adiantando as coisas.

- Mas já? - questionou Edel - Você mal chegou.

Lass parou, parecendo pensar por um instante, por fim falou:

- Eu realmente preciso ir. Não vou conseguir comer enquanto não resolver esse problema. Mas agradeço o convite.

Aquilo pareceu acalmar Edel, que apenas baixou os ombros.

- Tudo bem.Espero que resolvam isso logo.

- Eu também espero - replicou o ninja, e então olhou para Azin - Te vejo mais tarde.

- Ok - disse.

Lass foi acompanhado por um dos mordomos, enquanto Azin e Edel terminavam sua refeição.

Após estarem satisfeitos, os dois deixaram a mesa e foram em direção ao jardim.

Os dois caminharam lado a lado. 

Azin sentia a brisa suave que aquela manhã trazia, enquanto admirava o tamanho da propriedade dos Frost.

Edel por sua vez, encarava o chão, os olhos vagando, mil ideias flutuando em sua mente, mas sem saber se deveria ou não, comentar sobre aquilo.

- O Lass parecia com muita pressa - falou ela.

- É. Mas vamos resolver aquilo... na verdade, acho que já está na hora de ir me encontrar com o Lass.

- Ah, mas... - Edel hesitou, e baixou o olhar.

Azin sentiu-se mal em ter que sair tão cedo. Ele gostaria de aproveitar mais o dia ao lado da garota, mas o assunto com Lass exigia mais atenção no momento.

Segurando nos ombros de Edel, Azin sorriu para ela.

- Prometo que vou tentar terminar isso o mais breve possível, e aí eu volto pra cá.

As poucas palavras arrancaram pequeno sorriso de Edel.

E então lá estava ela. Edel Frost, sentada no gramado de seu quintal, observando Azin correr por entre os arbustos  e indo em direção a saída do local. 

Quando sozinha, Edel perguntou-se o que via de tão especial no garoto. Seria sua espontaneidade? Seria a felicidade que Edel sentia quando em sua presença? Ela não sabia, só sabia que gostava muito de Azin. 

- Que coisa mais linda - falou uma voz feminina debochada. - Os dois pombinhos se divertiram bastante enquanto puderam?

Rapidamente Edel se virou na direção da voz. Não havia ninguém ali. Então de outro canto a voz falou novamente:

- Espero não estar atrapalhando seus pensamentos...

Edel virou se outra vez. Nada.

- Quem é você?

Uma risada de gelar a espinha atravessou até a alma da garota.

- Ora querida, mesmo que eu dissesse você não me conheceria.

Uma névoa arroxeada cercou Edel, e aos poucos foi se apertando em torno de braços e pernas da mesma.

Com um grito alto, Edel desapareceu no ar. E novamente a risada ecoou pelo jardim dos Frost, até se extinguir.

Em outro local da cidade, Azin encarava sem reação aquilo que havia voltado para lhe assombrar.

- O que faz aqui ? - perguntou ele sem jeito.

Com uma sobrancelha erguida Jin respondeu.

- Foi o Lass quem me pediu para encontra-lo aqui.

- E vocês do jeitinho que eu queria - era a mesma voz feminina que encontrara Edel.

Azin, que estava na porta, olhou na direção em que a voz vinha. Jin fez o mesmo.

Uma mulher esguia, de cabelos arroxeados sorria para ambos. Seus olhos escarlates cintilantes estavam focados em Azin. 

- Vocês fizeram tudo do jeitinho que eu queria. - sua voz era suave e hipnotizante, e os dois garotos ouviam atentamente - Acho que merecem uma recompensa.

Ao erguer um dedo na direção da porta, a névoa roxa surgiu e cercou Azin rapidamente. Jin saiu do transe ao ouvir os gritos do outro, e correu em direção do mesmo.

O corpo de Azin sucumbiu as trevas, e recebeu o mesmo destino de Edel, desaparecendo no ar, sem deixar qualquer vestígio de onde poderia ter ido.

Jin olhou para a mulher novamente, que sorria e o observava - Cadê ele ?!

- Vamos, acalme-se - disse ela enquanto divertia-se com uma esfera negra no ar - eu disse que lhes daria uma recompensa, não é?

Jin não respondeu, apenas a encarava irritado. Ela continuou:

- Sua recompensa é ter a chance de salvar um de seus amigos, mas apenas um.

- Como assim ? - a raiva havia sido substituida por preocupação.

- Bom, encontre-me no parque ao anoitecer e descobrirá.

Uma pequena jóia verde brilhou na testa da mulher, e novamente a névoa surgiu, desta vez cobrindo a invocadora.

- Espera ! - gritou Jin.

- Ao anoitecer - falou a mulher, e desapareceu.






Notas Finais


Enfim terminei heh.


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