História Anestesia - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Banda Fly (Fly Br), Trio Yeah
Personagens Caíque Gama, Felipe "Fiu" Ryo, João "Johnny" Baroli, Nathan Barone, Paulo Castagnoli, Wallyson "Waah" Gustavo
Tags Fiu, Trio Yeah, Waah
Exibições 53
Palavras 2.385
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


A história agora caminha para um lado mais clichê ainda hehe, obrigada a quem não desistiu de mim ainda, amor vocês! <3

Capítulo 12 - Revelações


Fanfic / Fanfiction Anestesia - Capítulo 12 - Revelações

-O acordo seria usar os dois para subir tanto a imagem da empresa quanto à dos garotos na mídia. Seriam um casal que se ama incondicionalmente! Amor jovem sempre conquistou mais fãs e investidores. Eu inclusive acho que para o…

            Parei de escutar a partir dali. Hoje era apenas mais uma quinta em que a equipe de Waah se reunia para discutir o futuro da banda. Senti a perna dele passar por baixo da mesa e tocar a minha. Ele estava de frente para mim enquanto Paulo estava do meu lado conversando com alguém chamado Jorge sentado ao lado de Wallyson, sem contar uma mulher estranhamente laranja de cabelo loiro esverdeado e vestido até a metade das canelas.

            -Eles têm de assumir um namoro! Genial! O que você acha Gustavo? - a mulher disse e eu, que estava fitando as mãos dele sobre a mesa, passei a olhar para os seus olhos.

            -Namoro?

            -Sim!!! O que acha, Julie??? Já posso ver na capa da Capricho, matéria na Toda Teen, MTV Brasil surtando em 3, 2, 1… - disse a mulher com os olhos brilhando e não, eu não estava exagerando. Waah estava sorrindo encarando a mesa. Eu, por outro lado, não saberia onde enfiaria minha cabeça quando acontecesse, já que sim, aconteceria. Eu não tinha o mínimo poder de escolha nessa situação mesmo.

            -Sim, sim, genial… Mas vamos com calma, Laura. A menina é uma criança ainda. - “criança” pensei e travei meu maxilar, aquilo me irritou mesmo que tivesse vindo de Paulo. - O que interessa agora é apagar os rumores sobre eles terem se separado e divulgar o casal 20 para todas as revistas do universo.

            -Onde eu faço isso? - todos encaramos Waah que estava um pouco… corado, ou algo do tipo. - Quero dizer… pedir ela em namoro?

            -Poxa Gustavo, você não é nem um pouco romântico mesmo hein? Ela merece flores, bilhetinhos, velas… AI MEU DEUS!!! O QUE ELA ESTÁ FAZENDO AQUI AINDA??? É uma surpresa, Julie! Espera no corredor! E vocês dois também… - Jorge e Paulo se entreolharam e eu comecei a rir. Foi assim que Laura conseguiu ficar sozinha numa sala com meu home… Foco Julie. Foco!... Com Wallyson.

            Fui até o bebedouro e bebi um pouco de água. Eu estava calada durante toda a reunião assim como Waah. Peguei meu celular para checar qualquer outra novidade no meu snapchat e por curiosidade chequei também as datas dos shows dos meninos. O próximo seria em Suzano e eu, de novo, não iria. Mais um fim de semana longe do oxigenado.

 

            Vi Waah saindo da sala acompanhado de Laura. Ele foi até mim e me deu um beijo na bochecha enquanto abraçava minha cintura de lado. Escutei a risada que vinha de Jorge enquanto ela cochichava algo em seu ouvido e justo aquilo me incomodou bastante. Tentei fazer com que Waah fosse para casa comigo, porém isso só aconteceu depois de uma longa hora em que ele assinou alguns diversos papéis.

            Cheguei exausta, só queria banho e cama, por mais que ainda fossem duas da tarde. Recolhi um blusão dentro da minha bagunça de guarda-roupa e uma calcinha e corri para o banheiro. Eu sabia que Waah iria descer para o apartamento por isso deixei a porta aberta, claro não era sempre, afinal eu tinha medo do tarado do 302. Abandonei meus pensamentos e entrei no banheiro, nesse momento o filme Psicose passava na minha mente e eu só conseguia tremer. Por fim, gastei todos os meus minutos de bônus no banho pensando sobre coisas que nesse momento me pareciam estranhas. Namoro, publicidade, marketing, música nova, divulgação, revistas, entrevistas… Eu acho que estava pronta.

            Ouvi o som da porta do apartamento se fechando e saí dos meus devaneios. Terminei de enxaguar meu cabelo enquanto pedia para Wallyson me esperar sair do banho, em poucos minutos terminei e saí enrolada em minha toalha.

            -Olha, Waa… - não cheguei a terminar a frase já que vi João sentado em minha cama com a maior cara. Não pensei duas vezes antes de vestir a roupa, no banheiro diga-se de passagem, e só depois perguntar o que o japinha mais amor queria no meu humilde apartamento. Me escondi atrás da toalha já vestida e esperei alguma reação do rapaz.

            -Ele quer conversar… Com nós três.

            -O Gustavo?

            -É. Você tem a ver com isso não tem? Quero dizer… A vida dele se baseia em você agora.

            -Não… João, eu não sei. Eu tô surpresa na verdade… E agora vou ter q vestir um short.

            -Desculpa por aquele dia Jules. - ele abaixou a cabeça. Eu não relutei em olhá-lo.

            -Não foi sua culpa o lençol cair, Jhonny. Eu sei que você disse pra irritar o Waah… Não me constrangeu na verdade.

           -Não, Julie… Eu não disse para irritar o Waah. - e então eu parei, não sabia onde enfiar meu rosto de tão vermelha que eu tinha ficado. - Eu não sei porque estou te dizendo isso. O fiu me mandou vir e…

            -Baroli, você disse aquilo por quê? - sim, eu perguntei. Não fazia sentido! Se ele não quis irritar o Waah, não valia a pena dizer que me achava gostosa só porque realmente achava bem naquela hora.

            -Eu to afim de você, Julie. - ele riu e tapou o rosto com as mãos. - Eu gosto pra caralho de você… Talvez até mais que ele.

            -Não Jhonny… Faz isso não.

            -Não fazer o que, Julie? - ele se levantou - Olha pra mim, eu já tô apaixonado por você. O que eu faço agora?

            -João, e-eu não sei o que te dizer. - eu estava gaguejando.

            -É melhor esquecer né? Eu sei… Mas ele não te merece, Jules. Não mesmo. - ele olhou ao redor no quarto e saiu de cabeça baixa. - Sobe depois, o Wallyson precisa falar com a gente.

            Eu fiquei em choque. Aquilo só podia ser alguma brincadeira deles, eu literalmente estava perdida. Eu gostava de Waah e não o trocaria por Jhonny, aquilo nunca passou pela minha cabeça. Vesti shorts jeans e calcei meus chinelos, subi o mais rápido que pude para o apartamento dos garotos e fui recepcionada por Felipe com meu gato no colo. Sorri e o abracei aproveitando a oportunidade de pegar Marvin que soltou um miado longo, me sentei no sofá e cruzei as pernas esperando ansiosamente por algo que Waah diria. Ele logo chegou e riu provavelmente por eu ainda estar com a toalha na cabeça sentando-se em seguida ao meu lado e acariciando a cabeça do animal. João se aproximou com um copo de suco e Fiu se sentou no chão de frente pra gente. Minhas mãos ainda suavam de nervosismo mais pelo que Baroli me disse, ele não podia estar sóbrio com certeza.

-Eu vou dar uma festa… Eu, particularmente, estou com uma puta vontade de dar uma festa. - o garoto ao meu lado disse e sorriu. Senti um leve desconforto com a maneira que ele disse, foi estranho - Mas não vai ser aqui em casa. Eu já fechei uma boate para essa sexta. É claro que vocês vão.

-Por que lá? Por que não aqui? - João perguntou.

-Cara, não me importa! O que importa é a festa! - Felipe gargalhou e deu um soquinho na mão de Waah.

-Sexta? - perguntei ainda sem entender - Vocês têm o show sábado.

-Puta… É verdade! - Felipe levou uma mão à testa e cerrou os lábios. Era engraçado pois ele fazia isso quando estava mentindo.

-O show é à noite… Não vai dar nada.

Hoje era quinta e eu, como vocês devem notar, não estava trabalhando… Há uma semana mais ou menos. Paulo tinha me dado “férias prolongadas” já que eu estava teoricamente trabalhando ajudando a carreira do trio yeah a dar loopings. Eu sou bem prática, deu para perceber né? E mesmo faltando dois dias para a festa eu precisava comprar alguma roupa para ir. Tarefa difícil, difícil o suficiente para eu pedir ajuda de uma das pessoas mais sinceras que eu conhecia. Lucas.

            O telefone chamou algumas vezes e o próprio atendeu. Não precisei falar muito, como “mágica” ou algo do tipo ele adivinhou exatamente o que eu queria.

            -Quer ajuda pro vestido né, piranha? – eu não respondi apenas ri. – Tudo bem, me pega aqui em casa.

            -Calma, Lucas, como sabe da festa?

            -Você, Julie, acha mesmo que eu não descobri sobre a festa e liguei para o seu bofe perguntando se eu, melhor amigo da mulher dele, não poderia ir?

            -Acho não.

            -Pois está certa queridinha. Ele só me colocou no grupo do Whatsapp... Como você não está nele? Ah! Deixa pra lá, até parece que você não vai. – eu ri mais e desliguei o telefone sem nem me despedir, mandei uma mensagem dizendo que passaria lá às 17h e foi só sucesso.

            Como já era de se imaginar, a grana estava apertada naquele mês com todos os rolos que aconteceram meu dinheiro, em grande parte, foi gasto com comida. Fomos até o shopping mais próximo e eu entrei na primeira loja com altas expectativas de que compraria uma roupa foda logo de cara. Peguei alguns vestidos – baratos, diga-se de passagem – e entrei no provador, Lucas se encostou na parede de frente para ele e pigarreou baixo enquanto cruzava os braços.

            -Então... Como tá indo?

            -Estou vestindo o primeiro vestido ainda, praga! E ele aparentemente não passa do meu quadril. – com esse infeliz comentário recebi uma risada em resposta. – Se você disser para eu maneirar no sushi, eu saio daqui pelada mesmo e te mato.

            -Seria uma honra ser morto pela senhorita pelada, rainha do drama! – ele gargalhou – Enfim... Eu não estava falando do vestido, mocinha, estava falando do bofe.

            -O que tem o bofe?

            -Como vocês estão? O que está pegando...? – eu abri a cortina do provador e ele parou de falar o que me deu medo, eu sei que o vestido não tinha ficado bom, mas poxa.

            -Meus braços ficaram enormes nisso, meus peitos estão amassados, merda! – passei a mão em meus cabelos decepcionada e voltei a encarar Lucas que mantinha uma expressão meio apática.

            -Menina, vou te falar. Se eu tivesse esse corpo todo ia pelado! Principalmente porque esse vestido é horroroso, amiga, tira isso rápido! – Eu ri por mais que não concordasse com ele. Era um vestido verde aveludado e aberto com um decote baphônico nas costas.

Entrei no provador e peguei um vestido branco de manga comprida totalmente transparente, pouco largo no corpo coberto por uma renda bem clara. Vesti-o e notei que esse ao menos tampava meus braços enormes e gordurosos, um alívio.

            -Olha... sobre Waah. Nós estamos bem. É, acho que bem é a palavra.

            -Transaram?

            -OI?! – gritei indignada com a pergunta e coloquei minha cabeça para for do provador. – C-como assim, Lucas, que pergunta!

            -Me responde!

            -Sim... – olhei para baixo e voltei a encará-lo.

            -Ai carai, isso é decepção?

            -Não... não. É que... Foi só uma vez. – disse rápido e entrei no provador, logo Lucas, invadindo meu espaço, entrou também.

            -UMA VEZ, MULHER? Tá maluca?! Se fosse eu transaria com ele em todo lugar, A-N-Y-T-I-M-E!

            -Eu sei, Lucas eu também... Mas, a culpa não é dele, é minha. Eu tenho medo... Insegurança, toda coisa eu tenho.

            -Sabe o que isso quer dizer né?

            -Claro! – eu disse empurrando o garoto para fora do local e terminando de me vestir – Que ele vai me largar e pegar uma panicat. – Lucas gargalhou por mais que aquilo fosse deprimente.

            -Não, tolinha – ele disse rindo e eu estava quase chorando – Significa que temos que mudar isso... Você vai se transformar numa panicat!

            -Vou tomar proteína de cavalo?

            -Não, Julie. Cada panicat tem três quilos de suplemento em cada perna e outros três de autoconfiança. Atenção, projeto panicat! – eu apenas ri e saí do provador.

            -Tá vendo... Olha esse vestido, tá se achando bonita nele?

            -Ah, eu até estou. Não está tão ruim.

            -Ah começou bem, queridinha, porque só muita autoconfiança pra se achar bonita nesse troço horroroso. Troca isso!

            Vesti o terceiro vestido e tanto eu quanto Lucas detestamos. Resolvemos andar mais pelo shopping e vimos então o manequim de ouro, a roupa costurada pelos anjos, fabricada na china e transportada a preço de banana para ser vendida à cem reais numa loja de departamento. Obrigada inventor do cartão de crédito, sem você aquela compra não seria possível.

            Experimentei o vestido me preparando psicologicamente para não me deprimir caso o zíper não abrisse o suficiente, estragasse, ou pior, que ele não passasse da minha coxa. Quando senti o tecido alcançando minha cintura respirei fundo e coloquei as mãos no zíper – segurando a respiração – só faltava não fechar. E com muito suspense, custo e medo ele fechou. A peça ficou um pouquinho larga em mim, mas foi o ideal. Caiu como uma luva. Era um vestido preto com umas tiras inexplicáveis que trançavam nas costas e mangas compridas estilo Jeannie é um gênio – eu sei que ela não usa mangas, mas imagine se usasse – A saia era justa o que me deixava louca para usá-lo e para queimá-lo. Fala sério ele era lindo, mas será que era lindo em mim?

            Não precisei dizer nada, Lucas gritou no meio da loja dizendo que eu tinha que levar aquele vestido. Confesso, depois daquele show todo eu quis mais ainda levá-lo.

 

 

            Cheguei em casa extremamente empolgada, louca para mostrar a Luna a minha nova aquisição, mostrei a peça e ela, assim como Lucas faltou morrer, ele era lindo realmente. Depois de tudo aquilo, finalmente me acalmei, tomei um banho e relaxei ao som de Beatles. Sim, isso soou clichê.

            Resolvi que ir até o apartamento do Trio Yeah seria a solução da minha ansiedade e eu estava certa. Waah estava lá afinal. Mozão estava jantando pão com ovo, esse era o máximo do conhecimento culinário dele. Pelo meu bem estar e minha saúde eu recusei sua iguaria e sentei ao seu lado para assistir TV. Estava passando alguns clipes na MTV e logo depois passaria uma mini entrevista com os meninos antes de CatFish. Era impossível não sorrir junto ao ver Wallyson sorrindo, ele estava extremamente feliz por se ver na televisão, ver que sua carreira estava ótima e que o trio yeah tinha futuro. Eu sentia muito orgulho dele, não poderia ser diferente.



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