História Aneurism (larry stylinson a.u) - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais
Tags Aneurism, Harry, Harry!bottom, Larry, Louis, Louis!tops, Phillip, Sick, Stylinson
Exibições 125
Palavras 4.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


hey gurias, desculpem a demora, estava com um bloqueio horrível e também não consegui o número de comentários que queria, mas tudo bem... só peço que comentem muito e qualquer barbaridade porque é isso que me motiva a continuar escrevendo, gente1!!!!

Capítulo 27 - Zesentwintig


Fanfic / Fanfiction Aneurism (larry stylinson a.u) - Capítulo 27 - Zesentwintig

 

 

Louis observou Harry com adoração por mais alguns minutos, enquanto seu coração estava acelerado e podia ser comparado com atabaques em festas culturais, antes de levantar e ir bater o cartão. O expediente dele estava acabado, a licença começaria a valer em três dias e ele já sabia exatamente o que faria. No caminho da recepção, uma voz que ele conhecia o chamou e ele se virou, esboçando um grande sorriso ao observar as duas mulheres e um homem ali. 

- Hey, Anne, Gemma e Robin! Como estão? - disse, enquanto recebia três sorrisos cansados em resposta.

- Estamos todos bem, querido, e você? Por que sumiu? E como está Harry? - Anne respondeu carinhosa como sempre.

- Hm... er, alguns problemas, sabe? E o Harry... bom, aconteceram algumas coisas.

- Que tipo de coisas? - foi a vez de Robin, enquanto Gemma só estava lá, ainda sem demonstrar querer falar nada.

- Olhem, preciso só bater meu cartão agora, vocês podem me encontrar na recepção daqui uns minutos? O Harry está dormindo agora, e quando ele acordar, o doutor Horan provavelmente vai liberar a visita.  

- Claro, querido, nos encontramos lá - Anne disse novamente e seguiu para o local indicado com a família.

Louis finalmente pôde suspirar quando o olhar pesado da Styles de cabelos coloridos não estava mais sobre si. Ela provavelmente deve saber que sou um idiota, babaca, boçal, inút..., ele pensou e foi interrompido. Angelina se chocou com ele, ignorou o olhar de pouco caso, e passou a o seguir para onde quer que fosse, eles ainda precisariam conversar. 

- Louis - nada. - Vamos lá, Louis, precisamos conversar.

- Agora não dá, Angelina.

- Por que? - insistiu.

- Estou ocupado. Quer conversar? Arrume um lugar e lá pelas 21h de amanhã e me mande por mensagem, a gente se encontra e depois sigo minha vida.  

- Por que está agindo assim?

- Angel, de verdade, não quero ser grosseiro, mas ouça o que vou falar e não leve pro pessoal, sim? - ela assentiu. - Olha, a minha vida tá um verdadeiro caos. Eu me envolvi demais com aquele carinha que não conseguia respirar sozinho há pouco tempo atrás, o mesmo que costumava ter um marido e uma vida maravilhosa. Eu arruinei a vida dele, consegue entender? A gente se beijou, por algum acaso isso foi parar nos ouvidos do marido dele e agora eles terminaram um casamento de 6 anos, você consegue entender? Eu realmente quero saber o motivo de você ter aberto a porra da sua boca em vez de guardar só e apenas pra si mesma, e quero saber o quanto antes, mas não agora. Minha cabeça está cheia, quase explodindo, pedi uma licença para ir por pelo menos alguns dias para casa da minha mãe e agora não tenho tanta certeza se vai acontecer de fato. Estou em um dilema, Angel. Agora, consigo finalmente enxergar um futuro com alguém e isso é tão errado, porque Harry está quebrado. A família dele está me esperando na recepção para falar sobre isso e eu só não sei com que cara aparecer lá. O que posso dizer? "E aí, sogrinhos, George terminou com o filho de vocês e agora preparem o terreno, a gente tá quase junto", está bom para você?

- Desculpa, Lou, eu não...

- Não se desculpe. Você tem culpa nisso, mas não importa agora. Se não for atrapalhar, agora só preciso bater a porra do cartão e tomar um café bem quente para queimar o fundo da minha garganta e quem sabe ativar alguns neurônios que não estão funcionando tão bem.

Uma sensação maravilhosa atingiu Louis quando ele, enfim, bateu o cartão e tirou o jaleco. Agora ele era só Louis Tomlinson, nada de doutor ou qualquer outra coisa, ele ainda precisaria explicar o quadro de Harry à família, claro, mas era claramente menos exaustivo quando ele estava de camiseta e jeans, sem nada que pudesse o comparar a um médico importante. Agora, por mais errado e grotesco que fosse, ele se sentia livre até para ir até o quarto que Harry estava, o dar beijinhos, o chamar de amor, o arrumar para ir para casa e essas coisas que ele realmente queria fazer. Ele optou por não tomar o café que o hospital fornecia. Precisava de ar, e, por isso, decidiu comprar o café amargo de uma senhorinha que tinha uma pequena barraca de lanches e afins bem na frente do hospital. Não era sua melhor opção, ele sabia, mas estava realmente quente.

Ao voltar, Anne roía as unhas na recepção, enquanto Robin acariciava suas costas e Gemma, como sempre, só estava lá. No fundo, ela queria acertar uma marretada na cabeça de Louis pela ausência, mas ela também queria que Harry parasse de tentar enxergar o que George não tinha, porque em sua concepção, tudo ficaria certo enquanto Louis estivesse com o irmão, mesmo que ela nem tivesse tanta intimidade com ele, ela só sentia que era o certo, assim como as estações. Coitada, mal sabia que suas preces internas deram certo.  

- Oi, desculpem a demora, vocês querem café ou alguma coisa? Querem ir pra minha sala? 

- Dr. Tomlinson, senta aí e desembucha logo - Gemma falou pela primeira vez.

- Gemma, não seja assim, que falta de educação! - Anne repreendeu. 

- Hm, está tudo bem. E podem me chamar de Louis, veem? - apontou para si mesmo - Estou sem jaleco.   

- Tudo bem, querido, o que aconteceu?

Era a hora. Ele se sentia hipertenso, cansado, com calor, frio, fome, medo, sede, eram muitas sensações. Era a hora. A porra da hora que chega pra todos em algum momento tão constrangedor como esse.

- Bom, aconteceram algumas coisas. Como vocês devem saber, Harry veio para o operatório quatro dias antes do necessário, provavelmente por ter apresentado algum sintoma do quadro... Eu estarei entrando de licença em poucos dias, então pedi para o Niall assumir a cirurgia enquanto eu assinava toda a papelada. Ocorreu tudo bem, a recuperação estava indo bem e Harry poderia sair o quanto antes se as coisas não tivessem saído do limite...  

- O Harry chegou aqui quatro dias antes do necessário? Por quê? - foi a vez de Robin.

- Hm, o George não comunicou vocês?

- Não, nós descobrimos quando ligaram lá pra casa.

- Vocês tiveram notícias dele? 

- Louis, onde você quer chegar? - Gemma perguntou impaciente.

- Tudo que aconteceu relaciona o George, então...

- O que aconteceu? - Anne disse apreensiva. 

- Gente, de acordo com as normas do hospital, isso não é proibido, eu realmente não sei se o Harry gostaria que vocês soubessem por mim, mas é uma coisa meio séria e se vocês não estão sabendo até agora, precisam saber o quanto antes - suspirou. - O George veio entregar um bilhete para o Niall, que entregou pro Harry quando ele despertou. Hm, basicamente, ele rompeu o casamento, e o Harry ficou em estado de choque, acabou desmaiando e tendo que ser entubado. Ele acordou depois de um tempo e estava completamente agitado, tentando tirar as medicações e chorando muito, e nós precisamos sedá-lo. Ele acordou por uns dois minutos há quase uma hora e agora está dormindo novamente. 

- Você está dizendo que o George terminou tudo enquanto o Harry estava de pós operatório?

- Sim, eu não sei o que houve entre eles, mas foi exatamente isso. 

Os três soltaram longos suspiros, ficaram alguns minutos estáticos e Niall finalmente acabou com o momento quando chegou para avisar que Harry estava acordado e que só podiam entrar dois por vez.

- Podem ir, pais. Eu quero conversar com o Louis.

Anne e Robin seguiram Niall, Anne sendo carinhosa e abraçando o loiro que tinha a aparência cansada, mas ainda um belo sorriso no rosto e as bochechas coradas. Ao contrário de Horan, Louis estava se sentindo extremamente desconfortável ao lado da Styles, ela parecia saber de alguma coisa e que ia o atacar a qualquer momento.

- Então, onde é a sua sala mesmo?

- V-você quer ir lá?

- Meio óbvio, né?

O de olhos azuis ia indicando o caminho enquanto Gemma apenas ia atrás, com uma expressão brava e rindo internamente por conseguir intimidá-lo. Aos olhos dela, o irmão tinha uma sorte do caramba por ter encontrado alguém tão bonito e, ainda por cima, um médico conceituado - embora ela saiba muito bem que Harry não liga pra essas coisas -. Eles entraram calmamente, Louis se sentou na maca enquanto Gemma continuava em pé. Os papéis pareciam trocados.

- O que aconteceu realmente, Louis? Harry me contou que você sumiu.

- A gente se beijou. Foi isso - ele foi direto.

- E como isso aconteceu?

- Ah, você sabe, dois corpos, duas bocas, duas línguas...

- Pelo amor!

- Olha, Gemma, lembra aquele almoço em família? - ela assentiu. - Nós fomos embora, lembra? O Harry estava muito mal... hm, com... dor de barriga, é. Ele comeu comida árabe e ele sequer se dá bem com isso. Eu o levei para conhecer um apartamento pequeno que tenho e simplesmente aconteceu. Eu fiquei meio pasmo, e ele parecia querer mais. Porra, não era como se eu não quisesse, mas a gente só não podia. Acho que gosto do seu irmão mais que o essencial - divagou. -  Eu sumi porque não queria que Harry mesmo o fizesse, sabe? Sumi porque não queria que ele me tratasse ou olhasse com desprezo quando percebesse que foi só um equívoco ou coisa de momento. Eu deveria ter ficado com ele, porque agora não tenho como saber o que aconteceu quando eles estavam juntos, se o George o ma... - pensou melhor sobre o que falaria - fez comer comida árabe. Só sei que ele descobriu de algum jeito, trouxe um bilhete falando algo sobre o Harry me aproveitar bem e simplesmente foi embora - concluiu.

- E como você está se sentindo? - disse debochada, apenas para ver a reação do mais novo cunhado.

- Olha, eu sei que foi errado, eu sou um inútil e isso não deveria ter acontecido, eu só sinto mui...

- Pelo amor, Louis! Parabéns! - comemorou. - Mal posso esperar pra ver vocês morando juntos e fazendo coisas de casal, que amores! - sorriu boba. -  Posso organizar o chá de cozinha? Vai ser tão lindo e glamouroso...

-  Gemma, o que está dizendo? Eu destruí o relacionamento do seu irmão.

- Não seja sonso, vocês ainda vão casar.

No quarto, Harry abraçava os pais com uma devoção enorme, enquanto sua nova gatinha observava curiosa no canto do quarto. Ele estava com medo de ser deixado, e não estava demonstrando de forma direta porque sabia que os pais ainda não sabiam sobre o que aconteceu. Se perguntava se Louis tinha ido embora, se estava com Angelina e onde estava Gemma, enquanto também murmurava vários 'eu te amo' pros pais. 

- Querido, como se sente?

- Hm, estou bem, papai.

- Não precisa fingir, amor. Er, o George nos contou - a mãe mentiu.

- Contou, mamãe? O que mais ele disse?

- Só isso, amor, mas não se preocupe, vai ficar tudo bem.

- Eu tive um sonho, mamãe. Onde alguém me amava incondicionalmente.

- É mesmo, bebê? Você vai encontrar esse alguém, é uma questão de tempo...

- Eu não sei... talvez eu seja ruim demais para relacionamentos, olhe o que aconteceu comigo e George - e sua expressão entristeceu.

- Filho, desculpa interromper o momento, mas o que esse gato faz aqui? Você tem asma - Robin comentou.

- Foi um presente. Um presente do Louis. Shiiiiu - colocou o indicador nos lábios e indicou silêncio, - ninguém pode saber que a Darcy está aqui até eu ir embora.

- Que irresponsabilidade, por que ele fez isso?

- Era uma promessa. Ele me prometeu que me daria um gatinho e quando tudo aconteceu, ele só trouxe para que eu me distraisse um pouco.

- O Niall concordou?

- Sim, papai, alguém vai levá-la embora mais tarde... Cadê a Gemma?

- Está conversando com o Louis.

- Sobre o que?

- Não sabemos, querido.

E era esse o ápice para os lábios de Harry se tornar uma carranca e sua expressão fechar. Será que Gemma queria se envolver com Louis? Ou será que Louis queria se envolver com Gemma? Será que eles queriam fazer um ménage com Angelina? Sua mente começou a girar com coisas praticamente impossíveis, mas ele só não queria que Louis se envolvesse com ninguém.

Anne e Robin ficaram por certo tempo, conversaram com ele, Niall, acariciaram a gatinha, disseram que Gemma entraria logo e que Harry era um dos melhores presentes deles. Não tardou para Gemma entrar junto com Louis, que tinha um sorriso de lado e olhos meio arregalados.

- E aí, maninho, se sentindo renovado?

- Huh, um pouco, Gems.

- Eu estava conversando um pouco com o seu homem - apontou para Louis que ficou vermelho e Niall soltou uma gargalhada extremamente alta, - mas não se preocupe, ele só tem olhos pra você.

- O-o que?

- Ora, Haz, não se faça de besta - bagunçou os cabelos do irmão. - Nhaw, que gatinha linda, de quem é? Por que ela está aqui?

- Eu dei para ele. Sabe, pra ele se sentir melhor - Louis explicou.

- E qual é o nome?

- Darcy - falaram juntos.

- Que lindos, você gravou, Niall? - ela gritou. - Eles são como espelhos.

- Meu celular está descarregado, G, mas gravei na alma, onde ninguém pode apagar - o loiro murmurou dramático.

- Calem a boca!

- Ouch, calma, Haz. Eu entendo que você e o Lou estão sem transar, mas você pode afogar o ganso depois - Niall murmurou e tocou um hi-five com Gemma.

- Ah, é? Então por que vocês não me deixam sozinho com meu homem pra gente tentar afogar o ganso agora mesmo, hein? - murmurou afiado.

- Eita! Você ouviu essa, Louis? Estamos até nos retirando.

- Vocês poderiam levar a gatinha? - Louis disse. - Harry ainda vai ficar por uns dias, você pode cuidar dela na sua casa, Gemma? Depois a gente busca.

- Claro, vai ser um prazer, não é Niall? Nós sabemos que não vai ser bom pra Darcy presenciar essa foda - disse gargalhando e arrumando a bolinha de pelos de uma forma escondida.  

Louis continuava lá parado, vermelho demais pra rebater e com uma vergonha absurda. Sabe-se lá pra quem Gemma vai espalhar o que ele disse mais cedo. Os dois estranhos deixaram o quarto, Niall não perdendo a chance de piada quando jogou uma camisinha neon no rosto de Louis.

- Lou, o Harry precisa de um banho, o que acha de dispensarmos o interno e você ajudá-lo?

Quando eles saíram, Louis continuou parado exatamente onde estava, olhando unicamente para onde Darcy estava brincava com o vento há alguns minutos, nervoso demais para sequer dirigir o olhar para Harry.

- Looooooou?

 - Hey, H - disse ainda sem olhar.

- Você quer me dar banho?

- O que? Não, Harry!

- E me ajudar a tomar banho?

- Olha, você quer que eu chame algum interno?

- Não, Lou. Mas e tudo que você disse? 

- É a total verdade, Harry, espero que nunca desacredite. É só que você não pode ter certeza disso, seu casamento acabou e você ainda está sensível, não quero que diga ou retribua qualquer palavra ou coisa que eu fizer por pena, medo ou qualquer coisa, quero que o faça quando e se você realmente sentir algo por mim.

- Mas eu sinto, Lou. Acho que desde sempre, só não estava conseguindo ver isso. E agora você está bem na minha frente, seu corpo inteiro está chamando pelo meu e eu não posso simplesmente levantar e me jogar em você.

- Você tem certeza que quer isso, H? - se aproximou.

- Mais do que qualquer outra coisa.

- Vou te dar banho, então, tudo bem?

- Claro que sim, Lou. E eu adorei a Darcy, ela é muito linda e carinhosa e a cor dela é tão fofinha - comentou, rindo adorável enquanto Louis só pensava em beijar aqueles lábios vermelhinhos e gordinhos. - Lou, você está me ouvindo?

- Claro, e eu quero muito te beijar. Seu lábios são tão lindos, bebê. Você é todo lindo. Eu quero tanto beijar cada parte sua, cada pedacinho dessa pele macia e pálida, pra sempre te lembrar o quão amável, beijável e tocável você é.

- Faça isso, Lou, por favor - jogou os braços em direção ao de olhos azuis, o puxando suavemente para si.

- Calma, amor, preciso tirar essas agulhas de você.

Ele foi tirando com todo o cuidado do mundo todos os materiais que estavam ligados de alguma forma ao seu menino. Beijou-lhe os cachos suavemente, assim como a testa, o rosto e os lábios. O segurou em uma posição confortável, com as grandes e femininas pernas ao redor de sua cintura, os braços ao redor de seu pescoço e os lábios salpicando beijinhos pelo seu rosto. 

- Você vai ficar aqui comigo hoje?

- Não sei, não quero incomodar, sabe? - se fingiu inocente. - Essas camas são realmente muito pequenas.

- Looooou, vou dormir bem encolhidinho e você não vai atrapalhar em nada.

- Vou pensar, mocinho.

Ele apoiou Harry em si no pequeno banheiro, retirando a espécie de avental fornecido pelo hospital. Observou os pelos do maior se arrepiando por conta da diferença de temperatura e ajustou a água em uma temperatura agradável.  

- Você quer lavar os cabelos?

- Não, Lou.

Louis conseguiu prender o cabelo sem nenhum elástico e isso intrigou Harry, que por sua vez, só entrou na água e deixou que Louis tomasse conta do resto. O de olhos azuis passava o sabonete líquido que estava ali preso na parede com total delicadeza, massageando suavemente os ombros de Harry, limpando as orelhas, o rosto, as pernas.

- Hum, você pode lavar seu... - apontou discretamente.    

- Por que você não lava, Lou? Pra já ir acostumando.

- O que está acontecendo com você hoje, Hazz? 

- Suas palavras despertaram algumas coisas em mim, Lou.

- E que tipo de coisas?

Começou a lavar calmamente o pênis de Harry, sem nenhum tipo de malícia ou qualquer outra coisa, realmente. O cacheado, por outro lado, estava querendo muito algum contato com Louis, e tê-lo acariciando seu pau não estava ajudando em nada. Ele só conseguia focar e pensar no quão bonitas ficavam as mãos de Louis ao redor de si, sempre cuidadosas e delicadas, como se com medo que ele fugisse ou se machucasse com alguma coisa, o que não seria o caso no momento. Todo esse conjunto de pensamentos estavam o deixando duro e o médico percebeu.

- Harry?

- Lou.

- Você está ficando duro, amor.     

- Sim, Lou, você vai cuidar de mim?

- Ei, não, não, não. Você não pode ter um orgasmo agora.

- Hm, Lou - ele choramingou sôfrego. - Por favor.

- Querido, você só não pode, sim? Vamos sair, a gente pode ficar conversando até alguém vir te alimentar e você quiser dormir de novo.

- Mas, Lou - choramingou novamente.

- Bebê, não podemos, principalmente você. Me desculpe - disse suave, depositando um beijinho na nuca molhada do cacheado.   

 Eles voltaram pro quarto com Harry lamuriando e soluçando, mas ainda estava tudo bem. Ele estava feliz por simplesmente ter a atenção dos olhos azuis de Louis. Se aconchegaram de um jeito que Harry ficasse com o maior espaço, afinal, a cama ainda era dele e apenas ele estava de pós-operatório ali. Se beijavam suavemente, com muito amor guardado e carinho se sobressaindo no meio de tudo, se abraçavam calorosamente, um podendo ouvir e sentir as batidas do coração do outro, assim como toda a emoção que exalavam. O que totalizava todo o bom momento era apenas a companhia um do outro, mesmo que não estivessem nessa sessão de carinho, eles ainda estariam felizes por só estarem juntos ali, compartilhando o mesmo ar tão próximo, falando de coisas toscas e imaginando um milhão de coisas em suas mentes confusas. Harry sabia que era aquilo, ele estava decidido. Não importa o que aconteça depois, se George decidir voltar ou qualquer coisa que o envolva, ele simplesmente não vai aceitar porque agora ele sabe que Louis é tudo que ele sempre almejou. Ele sabe que quer passar todo o resto de sua vida com seu médico e isso é confuso pra caralho, porque ele acha que qualquer outra pessoa que tenha divorciado preferiria esperar pelo menos alguns meses para finalmente querer encontrar um outro amor. Talvez ele nem queira casar novamente, na verdade, ele não precisa de um título, uma aliança ou um papel que determine que Louis vai ser dele e estar com ele por um período indeterminado, e conseguiu aprender isso da pior forma.

Agora, com os olhos no teto e Harry com a cabeça em seu peitoral, Tomlinson parou para refletir no rumo que sua vida tomou nos últimos meses. Pelos céus, ele tem 30 anos, uma casa legal, carro, é um médico prestigiado e ilustre e toda sua perspectiva para o resto dos anos era baseada no hospital, mais precisamente nas pessoas que precisam de ajuda, talvez encontrar alguém legal pra tomar uma cerveja e transar no meio disso, e depois voltar para a rotina. Ele queria criar novos projetos que envolvessem os médicos de toda Londres, talvez de outras localidades e até outros países, para que conseguissem ajudar a população carente de partes do mundo. Isso costumava ser sua alegria pra enfrentar todos os dias que passavam com um belo sorriso, mas Harry entrou na jogada nos 40 minutos do segundo tempo e isso revirou sua mente. 

A porta do quarto se abriu abruptamente, atrapalhando a reflexão de Louis e revelando uma Angel de olhos arregalados enquanto observava o momento H+L e tinha uma bandeja de comida nas mãos.     

- O-oi. Desculpem interromper.

- Não foi nada, Angelina - Louis disse e recebeu um beliscão de Harry na cintura.

- Olha, a gente pode conversar? Os três? - ela tentou, decidida a desabafar sobre tudo que a corroía. 

- Não é um bom momento - Harry respondeu.

- Por favor, eu prometo que vou ser breve, e você pode terminar de comer enquanto isso, sr. Styles.

- Haz, tudo bem, ela está querendo falar sobre isso há algum tempo, é justo ouvi-la.

- É uma história longa - ela começou, andando pelo quarto. - Não sei muito bem quando aconteceu, mas só aconteceu. O meu nome é Angelina Atenezzi, vulgarmente chamada de Mel. Meu pai tem uma espécie de boteco, é grotesco, sujo, cheira a mofo e fica em um beco. Eu consegui pagar minha faculdade com muito custo, mas estava sendo muito difícil continuar sem uma especialização, e o meu pai me cobrava por meu salário ser menor do que ele esperava, me fazendo trabalhar naquela espelunca. Existem homens de todos os tipos lá, e eu só conseguia me sentir uma imprestável quando tudo que eu tinha que fazer era usar espartilhos, lingeries baratas e atender àqueles porcos com bebidas e drogas - seus olhos se encheram de lágrima. - Louis, eu estava muito querendo algo com você, porque eu simplesmente te considero incrível, mas tudo continuava tão difícil quando sou usada como fantoche fora daqui. Foi então que eu o conheci. Lindo, moreno, e gentil, mesmo que reclamasse muito do marido inútil, mas ele ainda me levava para comer em lugares legais e pagou a especialização que estou fazendo agora. Eu não sei como dizer isso - começou a soluçar forte, preocupando Louis, - mas eu descobri quem ele era depois. George Warnock, casado com Harry Styles que, olhem só, é o meu paciente. Me senti tão insignificante, vocês nunca vão conseguir entender. O George quase sempre ia e continua  lá para comprar cocaína, beber pra caralho e talvez comer alguém no fim da noite. Eu descobri, Harry - disse olhando pro cacheado, - eu descobri tudo o que você passa, ou passava, e eu me senti tão cruel porque ainda me acho culpada por isso ter acontecido. Você é maravilhoso, e não merece nenhuma das coisas que passou, nem do que descobri e nem sobre o que George me disse. Você não merecia ter apanhado naquela noite antes de vir pra cá, e não me pergunte como sei, mas o sexo nunca vai compensar as humilhações que você recebeu, e espero que entenda. Eu contei pro George sobre o beijo logo que descobri, porque eu sei que ele jamais aceitaria ser traído, quando só ele pode trair nessa relação maluca. Eu peço milhões de desculpas por isso ter te afetado dessa forma, espero que nenhum de vocês dois me odeiem, porque não odeio vocês, muito pelo contrário. Mesmo que pareça errado pra você, Harry, pra mim foi totalmente certo. E eu espero muito que você perceba logo que o que você quer está bem do seu lado. E ele chama Louis Tomlinson - sussurrou baixinho no ouvido do paciente. - Eu vou indo agora. Mais uma vez, desculpem por qualquer coisa - saiu apressada, sem dar chance de respostas para os dois, que no fundo, estavam tocados com a história da interna.             

A maior surpresa de Louis, foi que Harry não esboçou nenhuma reação, apenas virando o rosto, murmurando um 'me sinto tão mal por tê-la tratado de forma tão grosseira' abafado e formando  um biquinho que foi parar no meio de seu pescoço.


Notas Finais


#SAVEANGELINA


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