História Angel - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Exibições 628
Palavras 1.682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Suspense
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Quem é vivo sempre aparece '-'

Como as minhas histórias trágicas são sempre baseadas em pessoas e acontecimentos reais, porque eu não tenho muita criatividade pra inventar uma história que surge do nada, Angel também é. Não sei se eu já disse pra vocês, mas antes da fic ser excluída eu tinha dito. Enfim, é. E eu tava com problemas com as pessoas da vida real da fic Angel. Não sei se deu pra entender, mas é isso '-' prefiro não prolongar.
Sim, já resolvi o problema, obrigada.
Fim de semana posto capítulo duplo pra compensar, mas volto antes disso, não se preocupem uhasuhasuah
Obrigada pelo monte de comentário no capítulo passado o_o foi um montão, que lindo! <3 Façam isso sempre pra deixar a autora feliz ;E
Acho melhor dar uma recapitulada também antes de voltar a ler, até eu fiz isso. Tava mais perdida que cego em tiroteio uhasuhuhsa
OBS: Sofia tem cinco anos nessa fic.

Boa leitura! <3

Capítulo 13 - You and Me


QUARTA-FEIRA DA SEMANA SEGUINTE

Me dirijo a passos largos até a sala da coordenação, totalmente dividida entre o receio que estava sentindo por a coordenadora ter me chamado e a ansiedade que mal cabia em mim pela possibilidade de Lauren estar lá. Fazia quase uma semana que eu não a via.

Bato na porta.

- Pode entrar - a voz da senhora Johnson soa do outro lado da porta e eu logo sinto um desconforto em meu estômago, que eu tento ignorar logo em seguida.

Abro a porta devagar, tentando não parecer tão ansiosa quanto eu estava, mas parece tarefa impossível, principalmente quando vejo que Lauren realmente estava lá, de costas, como da primeira vez que a vi, olhando através da janela. Sinto meu coração se apertar num conflitos de sentimentos.

- Camila Cabello - a voz da coordenadora trás de volta minha atenção a ela - sente-se.

Dou mais uma olhada de soslaio em Lauren e sinto uma vontade quase incontrolável de falar com ela, mas tenho que me segurar. Também estranho o fato dela não ter virado para me ver, ela com certeza sabia que era eu ali.

- Você foi aprovada pra bolsa na biblioteca, Camila. Meus parabéns - as palavras dela me deixam brevemente surpresa e sem ação, se unindo ao choque de emoções que se formava dentro de mim - você precisa trazer seus documentos até amanhã - ela completa ao perceber que eu não diria nada - eu tenho a lista deles aqui, espere.

- Uhum - é a única coisa que consigo emitir.

Ela começa a procurar num monte de papéis em cima da mesa por um breve instante, mas logo desiste e fica de pé.

- Bem, eu tinha a lista aqui, mas tem muita coisa junto, acho melhor buscar um novo na biblioteca - ela diz, como que adivinhando que as únicas duas pessoas que estavam na sala com ela, queriam que ela fizesse exatamente isso - já volto.

Ela sai e deixa a porta entreaberta e após espiar pela porta e ver que ela tinha sumido, eu me dirijo até Lauren e simultaneamente ela faz o mesmo comigo. 

- Camz - o choque do seu corpo contra o meu me aquece com um alivio avassalador, que eu não sentia desde a última vez que que eu a vi - que saudade - suas últimas palavras mostram um misto de alegria e tristeza.

- Meu amor... - começo a falar mas ela me interrompe.

- Eu quero ir com você, Camz - seus olhos suplicavam junto a sua voz - por favor.

- Meu anjo - tento de novo, subitamente sentindo vontade de chorar. Me obrigo a engolir o bolo que cresce em minha garganta - sua mãe deixa você sair daqui? Você pode pedir pra ir no banheiro e me encontra lá depois? - ela assente, claramente tentando se concentrar no que eu falava - então eu-

Minha fala é interrompida pela entrada repentina da senhora Johnson, que quase me fez cair de costa que tanto medo. Imediatamente solto a mão de Lauren, que por força do hábito eu segurava, mas não a tempo suficiente de não sermos vistas. Sinto meu sangue congelar e Lauren provavelmente sentiu o mesmo, permanecendo estática onde estava.

- Olha ela aí - me esforço para não gaguejar - pode perguntar a ela - finjo falar com Lauren - ela quer ir no banheiro - me dirijo a senhora Johson.

- Ah - sua expressão é de desconfiança - pode ir, Lauren.

Lauren sai em disparada para fora da sala e eu sinto o clima no lugar ficar ainda mais tenso.

- Então, Camila - ela pigarreia, me tirando do meu torpor - aqui tá a lista de documentos. Você tem que trazer tudo até amanhã pra fazer seu cadastro pra bolsa - ela dá um sorriso dissimulado - alguma dúvida?

- Não, não - pego o papel, quase sem conseguir pensar em outra coisa que não fosse minha urgência pra sair dali.

- Tudo bem, pode voltar a aula.

- Ok - falo aliviada - muito obrigada!

Viro as costas pra sair de lá, mas infelizmente, com todo asar do mundo concentrado em mim, ela me impede.

- Camila - chama outra vez.

Me volto novamente a ela e lhe lanço um olhar interrogativo.

- Meu sobrinho faz uma das aulas com você - ela mal começa a falar e eu já sinto minha mente dar um rodopio de nervoso, como se eu fosse desmaiar - ele disse que minha filha foi na sala de vocês e te chamou. Por acaso você conhece Lauren? - há uma fagulha de agressividade em sua voz. 

- Ah - me forço a agir normalmente, mas tô obviamente longe do normal - eu conheci ela num dos primeiros dias pelos corredores - minto - ela me ajudou a encontrar a biblioteca um dia - finjo ter esquecido que já contei isso a ela antes.

- Você me disse - ela me corta, impaciente - mas por que ela foi atrás de você?

Meus pensamentos voam.

- Ela não foi atrás de mim - respondo quase sem pensar - ela foi atrás de uma prima dela, mas eu só fiquei sabendo depois, quando ela me disse. Eu só quis ajudar, ela parecia aflita e eu lembrei que a senhora tinha dito que ela é especial. Eu tenho um primo especial - outra mentira - ele é não-verbal, me lembra muito ela, ela quase não fala e é introvertida demais, não falou quase nada. Acho que ela não gosta quando me aproximo - forço uma risada.

- Ela é assim, não gosta de contato com estranhos. Mas não dê atenção a ela, nem ao que ela transparece, Lauren é muito manhosa.

- Entendo - reboco um sorriso - era só isso?

- Sim - a mentira parece ter a convencido - pode ir.

Saio da sala quase correndo e contemplo o alívio de sair de lá e ter me safado tão bem dessa, pelo menos por enquanto. Meu próximo extinto é lembrar de Lauren e é exatamente atrás dela que eu vou.

Mesmo não devendo.

Mesmo sendo arriscado.

[...]

- Olha pra ela, Cher - aponto pra Laur, que assistia a discussão de forma melindrosa - ela não pode voltar pra lá, por favor, você pode fazer alguma coisa - imploro.

- Eu não sei o que fazer, Camila - sua mandíbula está cerrada, como se ela estivesse a ponto de chorar - você acha que não me dói vê-la assim? É tudo mais complexo do que você acha e eu não tenho ideia do que fazer. Não é simples como aparenta ser.

Era dor aquilo no rosto dela? Ou medo?

- Então por que você não me diz como realmente é e me deixa tentar ajudar? - minha voz sai baixa e impotente.

- Eu não posso - ela fala e vira o rosto para que eu não veja a expressão em seu rosto - desculpa - completa, depois de se recompor.

Embora eu não consiga achar motivo bom o suficiente pra Cher esconder o que acontece com Lauren, no fundo me sinto mal por ela também, por assim como a Lauren, ser obrigada a fazer parte disso.

- Sua mãe não pode fazer nada? - relevo a ponto de não fazê-la se sentir culpada e pra não assustar Lauren mais do que ela já tava assustada.

- Eu vou ligar pra ela, vou pedir pra ela ligar pra mãe da Lauren e inventar alguma coisa pra que ela possa passar mais tempo com a gente - ela suspira e se volta pra Laur - você tem que voltar pra sala da sua mãe agora, Laur. Minha mãe vai ligar pra ela e é bom que você esteja lá pra ela não desconfiar.

Lolo pisca algumas vezes, digerindo a informação, depois assente e levanta da cama, abraça Cher e depois eu e sai do quarto sem relutar e sem falar nada. Meu coração fica ainda mais devastado ao vê-la assim tão conformada com o próprio sofrimento.

[...]

SÁBADO

Mãe, essa é a Lauren. Lolo, essa é a minha mãe - Lauren praticamente se escondia atrás de mim, embora eu tentasse mantê-la ao meu lado.

Faziam três dias que ela estava de volta na casa de Cher pra uma suposta viagem com a mãe dela. Foi essa a mentira que a mãe de Cher, sem pensar duas vezes, inventou pra tirar a sobrinha de uma situação que eu tinha a impressão de que todo mundo sabia, menos eu. 

Hoje Lauren ia passar o dia comigo na minha casa. Segundo a mãe de Cher, não teria problemas já que era final de semana, contanto que ficássemos apenas em casa.

- Oi, Lauren - minha mãe sorri pra ela e por um momento parece não saber como agir, provavelmente por pensar no que eu disse ontem pra ela sobre Lauren - entrem - completa depois de perceber que Lauren não responderia.

Entro e mostro a casa a Lauren, que observa tudo com atenção. Depois de abrir a porta pra nós, minha mãe sumiu lá pra dentro e pelo que conheço dela, era a forma dela nos deixar confortáveis, especialmente Laur.

- Milaaaaaa! - a voz estridente faz Lauren pular e eu rio da reação dela.

- Sofia! - me abaixo pra cumprimentar minha irmãzinha e ela se agarra ao meu pescoço e eu levanto com ela no colo - cada vez que venho aqui você tá maior!

- Claro - ela se gaba - eu cresci 3 cm esses dias - ela dá um sorriso orgulhoso e caio na gargalhada, depositando beijos em seu rostinho.

- Aaaann - Lauren choraminga e eu instantaneamente olho pra ela - Camzz - ela se queixa. 

Fico surpresa ao perceber que não era por medo, birra ou tristeza que ela tava reclamando, assim como das outras vezes que a vi assim. Lauren tava com ciúme.

- Camz, para - ela tenta puxar minha mão e eu quase solto Sofia, que emburra a cara.

Esse dia seria longo. 


Notas Finais




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