História Angel - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~miukie

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Sobi, Yoonseok
Exibições 387
Palavras 3.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Annyeonghaseyo, tudo bem com vocês?


Por favor, não nos matem pela demora. Ultimamente estamos com alguns problemas e está bem difícil de escrever e postar. (As vezes até responder os comentários é complicado) Mas prometo que não iremos entrar em hiatus ou coisa do tipo, nem vamos demorar tanto pra postar nas próximas semanas. Nossas sinceras desculpas.

Capítulo 6 - Mau pressentimento


Fanfic / Fanfiction Angel - Capítulo 6 - Mau pressentimento

Eu estava passando os canais da TV depois de Hoseok me dar um sossego e ir pro quarto com a desculpa de que precisava repor suas energias já que ser um anjo as esgotava rapidamente e adormeceu. Eu não sabia se isso era realmente verdade, mas deixei-o em paz, até porque eu estava bem feliz pelo silêncio que estava na casa da minha avó.

Deitei de qualquer jeito no sofá e comecei a ver um programa de variedades qualquer.

Era gostoso ter sossego pelo menos por um tempo, mesmo que esse tenha durado pouco, já que a campainha tocou e eu tive que levantar da minha posição mais confortável e ir atender a porta.

Estranhei ao me deparar com um cara alto – que parecia uma vara de pesca – vestido formalmente.

— Olá, meu nome é Bang Yongguk – estendeu a mão, mas não apertei, ao invés disso eu cruzei os braços e o encarei. Não pude deixar de reparar na sua voz, já que a mesma era incrivelmente grossa.

Ele recolheu a mão meio sem graça.

— Podemos conversar, Yoongi? – falou e eu senti as pernas bambearem e todo o corpo estremecer. Como ele sabia meu nome?

— Como... – comecei, mas não quis me mostrar intimidado, por mais que eu estivesse me borrando de medo por dentro, imaginando se ele estava armado.

Cara de criminoso ele já tinha.

— Eu sei que você é um protegido – ajeitou a gravata — E eu quero te fazer uma proposta.

Respirei fundo e fiz minha melhor pose de macho.

— Fale.

Ele sorriu, e merda, seu sorriso dava arrepios. Seus olhos ficaram inteiramente negros de repente, e eu estremeci, engolindo em seco e recuando dois passos para trás.

— Você me entrega o anjo, e em troca eu lhe dou o que quiser. Dinheiro, imortalidade, poderes, ou tudo isso junto.

Espera aí! Isso era tipo um pacto? Esse cara era o quê, exatamente?

— Tá maluco? Não vou te dar meu anjo!

— Por que não? Ele é tão importante assim pra você?

Corei.

— N-não. Eu não ligo para ele.

— Então você precisa dele. – ele ficou sério, de repente.

— Eu não preciso do Hoseok – parei, mas logo emendei: — Mas não vou entrega-lo pra você.

Ele suspirou.

— Hm, de qualquer forma, aqui está – entregou um cartão e seus olhos voltaram à coloração normal — Se mudar de ideia, entre em contato.

Bati a porta na cara dele e amassei o cartão, jogando em qualquer canto, tentando tirar aquela conversa estranha da cabeça.

x

— Arranjamos um emprego para você! – minha mãe chegou na sala completamente animada e eu a olhei.

— Por que o plural?

— Seu amigo me ajudou – ela sorriu — Esse menino é um anjo!

Ri debochado.

— Com certeza.

Ela se sentou ao meu lado e me contou sobre uma loja de conveniência em que estavam precisando de atendentes. O chefe do lugar, Kim Namjoon, tem minha idade mas não pode cuidar da loja e precisa de alguém pra fazer isso por ele. Minha mãe, gentilmente, me indicou e disse que eu sou altamente qualificado para o trabalho e sou capaz de cuidar de um estabelecimento, e o idiota acreditou.

Pobre Namjoon.

Eu odiava a ideia de ter que trabalhar atendendo pessoas, mas eu não tinha escolha, eu precisava arranjar dinheiro para me mudar logo, já que não podia passar o resto da minha vida morando com minha mãe e minha avó.

— É melhor você ir conhece-lo hoje. – A mulher disse, me fazendo suspirar e eu concordei.

Eu não fazia ideia de onde Hoseok estava, mas seria melhor sair sem avisá-lo, já que ele podia muito bem acabar fazendo mais uma de suas besteiras.

Cheguei à loja de conveniência, arrumando meu cabelo com as mãos enquanto olhava o reflexo na vitrine do lugar, endireitei a postura e entrei, fazendo o sininho do lugar tocar no alto da minha cabeça.

— Com licença.

Olhei para um garoto que estava no balcão, ele via TV enquanto comia um sanduíche de queijo e tinha um uniforme com um crachá grudado:

“Kim NamJoon”

Então era ele...

Ok, ele não tinha cara de chefe, estava mais para um delinquente.

Seu cabelo era tingido de loiro, assim como o meu também era a uns tempos atrás, ele usava piercings e brincos em ambas suas orelhas, mas era incrivelmente cheiroso, dava pra sentir seu perfume melhor cada vez que eu me aproximava.

— Min Yoongi? – ele deixou o sanduíche no prato e bateu suas mãos na calça jeans para tirar os farelos do pão, estendendo a mão para mim em seguida, apertei sua mão e assenti com a cabeça, me curvando em seguida.

— Obrigado pelo emprego, senhor.

Ele riu.

— Me chame de Namjoon, apenas – limpou os cantos da boca com um guardanapo e o amassou, jogando-o por cima de mim, virei para trás e vi a bolinha acertar mais ou menos dois metros depois da cesta de lixo. Ele era péssimo arremessador.

Namjoon suspirou.

— Deve ser por isso que eu nunca consegui sair do banco de reserva no time de basquete do colégio.

Soltei um riso baixo.

— Quando eu posso começar? – perguntei e ele olhou o calendário.

— Eu tenho um compromisso importante amanhã à tarde, então pode começar de manhã, às 7. – falou e eu concordei.

Desde que desisti da música, não trabalhei nem ao menos me interessei em fazer faculdade. Minha mãe casou bem cedo depois da morte do meu pai e eu meio que me revoltei, eu era adolescente, então meu comportamento talvez fosse aceitável para a idade. Mas agora que o casamento dela havia acabado de vez, eu tinha que fazer algo, não podia deixar minha mãe trabalhar e dar duro sozinha, então não reclamei do emprego, apesar dele ser meio bosta.

A minha vida também era meio bosta, mas agora que eu tinha um anjo não tinha direito de reclamar. Ou tinha?

Seria bem ingrato da minha parte.

— Bu! – ouvi e me virei, assustado. Hoseok estava sorrindo.

— Filho da... – respirei fundo para não xingá-lo, eu não sabia se xingar um anjo de filho da puta era pecado, mas deduzi que sim — O que faz aqui?

— Ué, sou seu anjo da guarda, tenho que te “guardar” – fez aspas e riu da própria piada, mas eu permaneci sério.

Era isso que aquele tal de Yongguk queria comprar? Coitado.

— O que foi? – ele perguntou, vendo que eu não achei graça na sua piadinha.

— Nada, só tô meio cansado.

— Falando sozinho, Yoongi? – Namjoon apareceu na porta da loja e eu me virei, envergonhado.

— Hm? A-ah, n-não, eu...

Ele riu e veio para perto.

— Estou brincando, eu queria saber se você aceita jantar comigo hoje.

Hoseok estava do lado dele – por mais que ele não visse – de braços cruzados e semblante sério, coisa que eu nunca tinha visto em seu rosto.

— Você não vai sair com esse cara, vai? – perguntou para mim.

— E-eu...

— Yoongi! – os dois disseram ao mesmo tempo.

Suspirei.

— Eu quero sim.

— Não acredito numa coisa dessas! – Hoseok disse alto, e apontou para a cara de Namjoon — Ele tem cara de pervertido, olha, ele quer fazer coisas erradas com você. Acredite em mim, eu sou seu anjo e sei do que estou falando.

— Legal, tenho seu número, vou te ligar mais tarde. – o loiro piscou, e o anjo o deu um soco no braço — Ai! Acho que dei mal jeito no ombro...

Lancei um olhar repreendedor sobre o moreno, e o mesmo bufou, dando de ombros.

— Tudo bem... Nos vemos depois, então.

Assim que ele sumiu pela porta da loja, puxei o garoto para longe e o dei um beliscão.

— O que está fazendo?

Merda. Esqueci que ele não sente dor.

— Por que têm que ficar se intrometendo em tudo?

— Dã, eu sou seu anjo. – revirou os olhos — É meu dever cuidar de você e te proteger.

— Mas não é seu dever se meter na minha vida pessoal, Namjoon não é perigoso.

Ele suspirou.

— Não é dele que você têm que ter medo, Yoongi, mas eu estou com um mau pressentimento, e quando eu tenho um mau pressentimento, é porque algo ruim irá acontecer. Não vá nesse jantar, por favor.

Abaixei a cabeça e chutei uma pedrinha.

— Aish, eu não posso desmarcar...

— Então deixe eu ir junto.

— ...oi?

— Eu. Você. Ele. Jantar. Entendeu?

— É claro que eu entendi, idiota – bufei — Só não acho que seja uma boa ideia.

— Por favor, prometo ficar quietinho, ele nem vai me ver mesmo – sorriu.

Fiquei um pouco relutante em deixar o garoto ir comigo, ele era sempre muito inconveniente. Mas se ele não ia aparecer... então não havia problema, né?

— Tudo bem, você pode ir.

Ele deu pulinhos.

— UHUL!

— Mas você não vai comer a comida do meu prato, aliás, não vai nem abrir a boca, estamos entendidos? – apontei o dedo em seu rosto e ele o afastou, fazendo uma careta.

— Tá, seu chato.

Eu esperava não me arrepender disso depois.

x

Voltamos para casa e eu comecei a me arrumar para o jantar com meu novo chefe, Hoseok me ajudou a escolher a roupa que eu iria usar, que consistia em uma calça jeans preta, camisa lisa branca e moletom cinza, o mesmo disse que assim Namjoon não iria querer abusar de mim.

Ele estava levando bem a sério essa coisa de me proteger.

Eu não sabia de onde que meu anjo arranjava roupas, algumas vezes ele roubava algo do meu closet, mas geralmente aparecia com roupas bonitas e que pareciam ser caras.

— Tem guarda-roupa no céu? – perguntei, apontando para suas vestes.

O garoto deu de ombros.

— Tem muita coisa no céu.

Sempre que eu o perguntava sobre como eram as coisas lá no andar de cima, ele se desvencilhava das perguntas, como se fosse proibido responder sobre isso, então não insisti, não queria que ele entrasse em alguma encrenca com Deus ou os outros anjos por minha causa.

Estava ajeitando meu cabelo quando o meu celular tocou e eu atendi.

— Oi, está pronto? – era meu chefe.

— Sim, quer se encontrar comigo aonde?

— Venha até a loja, eu estou te esperando aqui em frente.

E eu fui, com meu anjo da guarda colado comigo.

— E se ele tentar fazer coisas com você?

— Já falei que não estou interessado nele, Hoseok. – resmunguei.

— Eu sei, mas ás vezes ele é e você pode cair na dele e...

— Cala a boca. – dei-lhe um chute discreto e acenei para Namjoon, que estava me esperando com o celular na mão, ele me viu e sorriu.

Namjoon não estava muito diferente de mim no quesito roupas. Ele usava roupas que combinavam com seu estilo.

Não parecia mais tão delinquente, se fosse compara-lo a mim.

— Oi, você está bonito. – ele elogiou e eu agradeci.

— Pronto, começou a patifaria – Hoseok sussurrou e eu ri nasalado.

— Do que está rindo? – Namjoon virou o rosto.

Pigarreei.

— Nada, eu só lembrei de algo.

Ele soltou um “ah” meio baixo e começamos a conversar. Descobri que Kim Namjoon largado a faculdade e eu contei-lhe que nunca tive vontade de fazer uma, ele disse também que se emancipou cedo dos pais e herdou a loja do seu tio, mas que ele ia voltar a estudar e por isso precisava de alguém para cuidar dela.

Quando lhe perguntei o que ele iria estudar dessa vez, ele deu de ombros e disse:

— O que me interessar, eu faço.

A resposta pareceu convincente.

Chegamos ao restaurante que íamos jantar, não era nada luxuoso nem chique, mas um lugar confortável com estilo retrô.

Escolhemos nossas mesas e nos sentamos, Hoseok estava quieto, e eu agradecia mentalmente por isso. Namjoon se sentou na minha frente e ficamos batendo papo até escolher o que comer. Ele era legal, tínhamos muitas coisas em comum, até. Nossa conversa inicial me lembrou de quando conheci meu anjo.

Eu, deitado no meio da rua esperando pela morte, e ele me cutucando com o pé dizendo que eu iria manchar o asfalto de sangue.

Bons tempos.

O loiro fez os nossos pedidos e eu aproveitei para dar uma olhada no lugar em que estávamos, era tudo bem organizado e bonito, e eu estava me sentindo bem melhor por ser um lugar sem gente esnobe e rica.

Por outro lado, o anjo parecia incomodado com alguma coisa.

Quando Namjoon avisou que iria usar o banheiro, cutuquei Hoseok disfarçadamente por debaixo da mesa e ele virou o rosto para mim.

Peguei o cardápio e fingi ler algumas coisas, enquanto falava com ele.

— O que você tem? – murmurei — Seu anjômetro apitou ou algo assim?

— Eu não tenho um anjômetro, tenho sexto sentido, é diferente – ele apoiou o cotovelo na mesa e segurou o rosto com ambas as mãos, fazendo um biquinho — Algo ruim vai acontecer.

Pela primeira vez, eu senti que ele estava realmente preocupado comigo, e pousei minha mão sobre a sua, sem olhar pra ele, mas sentindo que ele me olhava.

— Relaxa, talvez seja só impressão sua.

— Espero que sim – apertou minha mão e quando Namjoon voltou, eu fiz questão de tirar a minha.

A comida chegou e comemos enquanto batíamos papo sobre algo aleatório, Hoseok aproximou o rosto do meu e sussurrou em meu ouvido algo como “volto logo” e eu continuei conversando com Namjoon, disfarçando o fato de estar incomodado com a saída repentina dele.

Terminei de comer rápido e olhei para o loiro.

— Já volto.

Ele assentiu meio confuso e eu saí correndo para fora do restaurante, olhei em volta, procurando por Hoseok, mas ele havia sumido. Entrei em desespero só de imaginar que ele pudesse nunca mais voltar e gritei seu nome, mas nada.

Vi duas silhuetas no beco atrás do restaurante e me aproximei devagar, sem fazer barulho.

Reconheci o mais alto, era Yongguk, o estranho que queria comprar meu anjo.

— Se você vier comigo, eu posso te oferecer muitas coisas – ele tocou o ombro do moreno — É diferente do céu, posso te levar a um lugar bem melhor, Hoseok.

O garoto estava relutante, ele recuou.

— Não vou deixar meu protegido.

— Ah, o Yoongi? Ele não está nem aí pra você – riu — E eu posso provar.

— É meu dever cuidar dele.

Yongguk tirou o celular do bolso do paletó, dando play em uma gravação:

“— Você me entrega o anjo, e em troca eu lhe dou o que quiser. Dinheiro, imortalidade, poderes, ou tudo isso junto.

— Tá maluco? Não vou te dar meu anjo!

— Por que não? Ele é tão importante assim pra você?

— N-não. Eu não ligo para ele.

— Então você precisa dele.

— Eu não preciso do Hoseok.”

DESGRAÇADO! Ele gravou nossa conversa, e ainda cortou a última parte.

Cruzei os dedos e olhei esperançoso para o anjo, seu rosto não mostrava nenhuma alteração de humor, era sempre indiferente.

Por favor, Hoseok, não acredite nele...

— Ele não te dá valor, garoto – Yongguk tomou a rédea da conversa novamente — Ele não precisa de você.

Hoseok ergueu o olhar.

— Você vem comigo? – estendeu a mão.

— Não, não, não – sussurrei, estava pronto para ir até lá e afastá-lo, mas eu não tinha coragem.

Sabe-se lá o que aquele cara poderia fazer comigo.

O anjo não respondeu, apenas apertou a mão do mais alto, que sorriu e piscou os olhos, fazendo-os ficarem negros novamente.

— NÃO! – gritei e corri, mas eles já haviam sumido.

Aquele demônio havia levado meu anjo.

Já não adiantava mais gritar, passei a mão pelos cabelos desesperado, com as mãos e lábios trêmulos e a garganta ardendo para gritar por Hoseok cada vez mais alto.

​Corri para casa, ignorando Namjoon gritando para que eu voltasse.

Por quê diabos eu fui dizer aquilo? Por que eu simplesmente não bati a porta na cara daquele demônio maldito?

Eu havia perdido Hoseok mais uma vez, e eu temia que dessa vez ele não voltasse quando eu desejasse novamente sua companhia.

x

— Vamos lá, isso tem que dar certo... – murmurei e ajoelhei no pé da cama, fechando meus olhos e respirando fundo.

Como eu começaria uma oração se eu nunca tinha feito isso antes? Merda.

Eu não sabia como isso podia dar certo, já que eu não era religioso e até um tempo atrás me dizia ateu, então talvez eu não fosse o humano preferido de Jesus Cristo e tal.

— É... então...

Mas, se existe anjos, com certeza existe um Deus, né? Afinal, eles têm que servir e adorar alguém.

— Oi, Senhor Extremo Todo Poderoso – comecei e sorri debochado.

Eu tinha que fazer Deus ir com a minha cara se eu quisesse ajuda dele.

— Eu não sei como isso funciona, se é tipo um rádio para anjos ou um canal de espíritos, mas eu preciso de ajuda, e espero que alguém aí no andar de cima esteja me ouvindo. – suspirei — Meu anjo da guarda desapareceu, na verdade, um cara estranho o levou. Então, me ajudem, por favor.

Abri os olhos e olhei para os lados. Acho que faltou algo.

Fechei-os novamente.

— É... amém? – murmurei.

— Posso ajudar? – ouvi e abri os olhos, encarando a figura sentada na minha cama, de modo desleixado e com expressão de tédio.

Entreabri a boca, meio perplexo.

— O atendente da livraria? – apontei e o garoto sorriu, sem tirar os olhos do celular. Ele digitava afoitamente e sequer me encarava.

— Meu nome é Seokjin, bobinho. – ele disse — Agora me diga logo o que quer, eu estava curtindo minhas férias em Daegu quando você me chamou.

Pisquei os olhos algumas vezes.

Como assim seres celestiais têm direito a férias e coisas do tipo? Povinho estranho, eu hein.

— M-meu anjo da guarda sumiu.

— Como assim “sumiu”? Anjos da guarda não podem abandonar seu protegido – Seokjin endireitou a postura — Explique.

E então eu lhe contei, enquanto o mesmo ouvia atentamente toda a história e eu tentava não parecer desesperado.

Era claro que eu sentia falta do mesmo, era difícil deitar a cabeça no travesseiro e não imaginá-lo do meu lado me cutucando e enchendo o saco, eu não queria admitir que ele fazia meu coração bater mais rápido.

— Você disse Yongguk, né? – o mesmo levou a mão ao queixo e ficou pensativo — Ele é um demônio, um ser do submundo.

— E...?

— E aí que ele levou Jung Hoseok para o inferno.

Arregalei os olhos.

— I-I-INFERNO?

Ele assentiu.

— Puta merda... – sussurrei.

Na minha mente se passava milhares de coisas ruins que poderiam acontecer com o garoto, e era cada uma pior que a outra.

— Fique tranquilo, eles não podem tocar em um servo dos céus – falou, e eu suspirei aliviado.

— Como o tiramos de lá?

— Bom, tem um jeito...

— Qual?

— Hoseok é um soldado poderoso, beirando a força de um arcanjo, ele pode muito bem sair dali por livre e espontânea vontade, porém...

— O quê? – perguntei.

Ele deu um sorriso meio sem jeito e coçou a nuca.

— Ele não é muito inteligente, sabe...

Não pode ser.

— Então, ele...

— É, ele não sabe no que está se metendo – concluiu.

Fiquei imaginando o anjo fazendo milhares de perguntas a Yongguk e irritando até mesmo o próprio Lúcifer e não pude conter uma risada, mas era de desespero. Sabe-se lá o que eles podiam fazer com o mesmo se ele ficasse muito tempo lá.

— Eu posso tentar avisá-lo.

— E isso pode dar certo? – indaguei, cada vez mais curioso.

— Provavelmente.

Aquilo me tranquilizou mais, e eu olhei para Seokjin.

— Muito obrigado, mas eu ainda não sei o que você é...

— Ah, deixe-me me apresentar de forma mais educada.

Ele deixou o aparelho de lado e ergueu sua mão, eu a apertei, um pouco assustado.

— Muito prazer, Min Yoongi. Eu sou Deus.

 


Notas Finais


E então, me contem qual é a teoria de vocês pro final da fic, hehe.


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