História Angel - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~miukie

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Sobi, Yoonseok
Visualizações 546
Palavras 2.047
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi~ Aqui é a Lolla (miukie) e eu vim dar um recadinho pra vocês antes de lerem o capítulo:

Eu e a Aysa temos estado bem atarefadas, tanto com coisas pessoais como com trabalhos escolares e planos futuros, por isso a demora para atualizar. Nós pensamos que era melhor escrever o final e ir postando só quando terminássemos a fanfic, mas chegamos à conclusão de que se fizéssemos isso, demoraria bem mais e seria possível que alguns leitores desistissem e abandonassem a história, e claro, não queremos isso. Portanto, postei esse pra dar esse aviso aqui, eu achei o capítulo bem pequeno, mas foi o que deu pra escrever no pouco tempo que tivemos livre. Peço que perdoem nosso atraso mas não desistam da fanfic, ainda tem mais pela frente, e vamos tentar escrever assim que acabar nossa semana de provas.

É isso aí, boa leitura! ♥

Capítulo 7 - Anjo idiota


Fanfic / Fanfiction Angel - Capítulo 7 - Anjo idiota

Minha ficha ainda não tinha caído, isso tudo era muita loucura. Eu estava mesmo sentado no banco de uma praça com DEUS? O mesmo ser que eu nem tinha certeza se acreditava na existência? Parei um segundo para refletir: que diabos estava acontecendo na minha vida? Eu e Deus – que até pouco tempo eu achava que era um atendente tarado da livraria – estávamos pensando no plano perfeito para convencer um anjo (lê-se idiota) a não ir para o inferno? Eu só podia estar louco. Completamente maluco.

Em pouco tempo de conversa com o Todo Poderoso – que gostava de ser chamado apenas de Seokjin, já que era bem modesto – descobri que ele gosta de certas coisas mundanas também, tipo música country e romances policiais.

De todas as coisas que eu já havia pensado em fazer na minha vida, dentre elas estavam:

• Arrumar uma namoradinha;

• Virar presidente dos Estados Unidos (se até o Donald Trump conseguiu, por que eu não conseguiria?);

• Ficar rico;

• Terminar One Piece;

• Morrer.

Notaram que dentre essas não tinha a opção “conhecer um anjo meio burro e bater um papinho com Deus na pracinha perto de casa”? Pois é.

Estranho mesmo era perceber que eu, um ser mundano qualquer, era um protegido, alguém que tinha a alma guardada por anjos, mesmo sendo um completo bocó. Qual é, eu nem sequer ia à igreja, e também com certeza não era o bom menino em primeiro lugar da lista do Papai Noel quando criança. Então, por que logo eu? Poderiam ter colocado uma pessoa mais necessitada no meu lugar.

Eu tinha vontade de perguntar a ele sobre isso, mas não tinha coragem, ele já estava sendo bom demais ao me ajudar com a operação resgate-anjo.

Inventei o nome agora, ficou foda, né?

— Então, Min Yoongi, é o seguinte – Ele me tirou do transe e eu coloquei as mãos no bolso da calça jeans velha — Yongguk vai dar três dias para o seu anjo decidir se vai ou não com ele. Ou seja, você tem três dias para convencê-lo de que você não o odeia e que ele deve ficar aqui. Você tem que conseguir.

Me arrepiei um pouco, ainda não me acostumei a receber ordens de um cara como ele.

— Beleza. Mas como eu faço isso? – arrisquei perguntar e ele me olhou como se eu tivesse feito a pergunta mais idiota do mundo.

— Quer trabalho mais fácil que influenciar o Hoseok? Se conseguiram fazer ele querer ir para o inferno, o que ele não toparia?

— O demônio é esperto – chutei uma pedrinha.

— Mas o Hoseok nem tanto. – Falou e eu ri.

Era legal saber que até mesmo o criador desse mundo tinha bom senso de humor.

Podia-se dizer que Seokjin era adorável.

— De qualquer forma, o que eu faço? – me virei para encará-lo.

— Tente mostrar a ele que aqui é muito melhor do que o lugar para onde ele vai.

Assenti pensativo, e um tempo depois, decidi tirar uma dúvida que me rodeava a algum tempo.

— Deus, posso fazer uma pergunta? – ele me olhou meio sério e eu pigarreei — Digo, Seokjin.

— Sim?

— O inferno é quente?

O moreno revirou os olhos.

— Me poupe, Min Yoongi.

 

— Você não vai embora com aquele cara, não é, Hobi? – perguntei, o encarando sem retorno, já que o mesmo lavava a louça da nossa última refeição. — Você não pode ir com ele, seja lá para onde for.

Estávamos na cozinha, após almoçar juntos, eu o ajudava a secar os pratos enquanto ele lavava. Esperei por sua resposta, e ele disse, enfim, sem me olhar:

— Por que você se importa? Pensei que não ligasse pra mim.

Ele realmente achava que eu não ligava? Tudo bem, foi o que eu disse, mas com certeza não era o que eu sentia. Talvez Hoseok estivesse apenas brincando comigo. No fundo ele sabia que eu realmente precisava dele do meu lado.

Desde que o garoto chegou, a minha vida mudou por completo, eu não conseguia mais me ver sem ele. Em poucos minutos que nós nos afastávamos, eu sentia sua falta, e a todo segundo tinha medo de que ele pudesse sumir novamente e eu nunca mais tivesse contato com ele. Sei que isso acabaria comigo.

— Tudo bem, pode ir. Mas para onde ele vai te levar não tem sorvete de chocolate.

"Até porque no inferno não deve ter nada gelado."

Arqueei a sobrancelha e dei um sorriso de canto, na esperança de ouvir alguma resposta que me alegrasse. Com certeza sorvete de chocolate era a coisa perfeita para fazer com que Hoseok desistisse daquela loucura toda. Sorvete era seu ponto fraco.

Ou pelo menos eu achava que era.

Esperei por um “oh meu Deus, irei ficar e tomaremos sorvete juntos pelo resto da sua vida”, mas não foi bem isso que recebi.

— Não importa – foi o que ele respondeu, indiferente.

Percebi que o moreno estava realmente chateado comigo quando ele disse que não se importava com a coisa que ele mais gostava – depois de Min Yoongi, é claro – que era sorvete.

Era minha primeira tentativa e eu já estava quase desistindo.

Ele estava mesmo querendo me largar e ir para o inferno? Qual é o sentido nisso? Desde quando um lugar feio, com cheiro de enxofre (vi isso em uma série de TV), almas queimando no fogo, era melhor que a Terra, com sorvete, e euzinho?

Poxa, Hoseok, colabora!

— Tenho uma proposta para te fazer – soltei, a ponto de desistir de tudo e deixa-lo ir — Soube que você ainda pode desistir de ir com ele dentro de três dias, então, me dê esse prazo pra te mostrar que vai ser bem melhor ficar comigo.

As bochechas dele agora pareciam duas cerejinhas, completamente avermelhadas. Talvez "ficar comigo" não fosse uma boa expressão para ser usada. Soou como se eu o quisesse daquela forma. E não era bem isso que eu queria.

Ou era, eu já não sabia mais o que pensar.

De qualquer forma, eu não podia mesmo deixar que o mesmo fosse.

— O-ok. – Ele disse, num fio de voz e eu sorri largo.

— JURA?! YES! Eu vou conseguir, eu vou conseguir! – fiz uma dancinha ridiculamente animada, o que o fez sorrir pequeno.

Por impulso, o abracei e ele nem se mexeu, mas não me importei com isso.

— Você vai ver só! Eu sou muito melhor do que aquele demônio escroto.

x

— Não mexa nisso – sussurrei para o garoto, que cutucava um enorme urso na prateleira da loja de brinquedos, e ele fez um bico.

Talvez sua intenção fosse deixar aquilo cair e me fazer pagar o maior micão na frente de todos os clientes, ele ainda estava chateado comigo, o que me deixava frustrado.

A bipolaridade de Hoseok era algo a ser estudado.

— O que viemos fazer aqui? – perguntou, não se importando com minha advertência e continuando a cutucar o urso, olhei para os lados a fim de ver se não tinha ninguém me olhando e dei um tapa fraco em sua mão.

Por sorte, ninguém me viu dando um tapa no “ar”.

— Vim comprar uma coisa, e pare de mexer nisso!

Ele revirou os olhos e me esperou, enquanto eu pegava um jogo de tabuleiro e levava até o caixa, paguei e acenei com a cabeça para que ele me seguisse.

Durante o caminho, ele não falava nada, e só respondia minhas questões com um aceno de cabeça, ou um gesto com as mãos. Eu sentia até falta daquele seu falatório irritante de quando nos conhecemos.

— Então nós... – virei para ele, e vi que o anjo estava parado em frente a uma loja de eletrônico, observando os televisores na vitrine — Hobi...?

Desviei o olhar até a TV. Estava passando um comercial, onde mostrava uma família unida e feliz, o tipo de coisa que as emissoras de televisão te fazem acreditar que é real, quando na verdade não passa de uma mentira.

Quando voltei a encará-lo, percebi algo brilhante em seu rosto, mas não pude identificar o que era. Não podia ser uma lágrima, ele não tinha sentimentos, era apenas um anjo.

— Vamos embora. – Ele abaixou a cabeça e colocou as mãos no bolso do casaco, tornando a andar em direção a casa da vovó novamente.

 

Sentei-me em sua frente com a caixa em mãos, sorrindo ladino como um mafioso. Tinha que dar certo.

— O que pretende fazer com essa coisa? – ele apontou e eu dei de ombros.

— Me tornar rico e bem-sucedido.

O próximo passo era conseguir a presidência.

Ele se inclinou para ler o que estava escrito na tampa, ficando assim bem próximo do meu rosto, engoli em seco e permaneci parado.

— Banco... imobiliário?

— Sim – sorri — Aproxime-se, meu jovem, irei te ensinar como ser poderoso e milionário.

— Oh... isso funciona na vida real? – animou-se e eu suspirei.

Coitadinho, é burro...

— Não, Hobi, não funciona na vida real, é só um jogo.

Ele ficou emburrado e cruzou os braços.

— E qual o sentido de se iludir com dinheiro falso? Aquele tal de Yongguk disse que eu poderia ter dinheiro de verdade se fosse com ele.

Abaixei a cabeça e comecei a recolher as pecinhas, me sentindo a personificação humana do fracasso.

— Tudo bem, se você não quer jogar comigo e prefere ele, eu entendo...

Rapidamente, o mesmo pegou de volta as peças e colocou em cima do tabuleiro, pegando as cartas e o manual. Sorri, nem mesmo ele resistia às minhas chantagens.

Ele leu o papel em um piscar de olhos, e então o dobrou e colocou na caixa.

— Já entendi como funciona.

Pisquei.

— Como? Você nem leu tu-

— Eu li sim, tenho memória fotográfica. Sou um anjo, esqueceu? Poderes e tudo mais – deu de ombros e eu revirei os olhos.  

— Isso não é justo... mas tanto faz.

Começamos a jogar, e em poucos minutos Jung Hoseok já tinha milhões em sua conta bancária e eu... bom, eu estava começando a falir e devia em torno de dez mil para ele.

Bufei e joguei as peças para o lado.

— Já chega, esse jogo é muito chato – resmunguei e ele fez um bico.

— Eu estava gostando...

É claro, isso porque você era rico.        

— Vamos fazer outra coisa, quer ver um filme? – não esperei que ele respondesse e liguei a televisão, colocando almofadas no chão para ficar mais confortável e sentei.

Hobi se sentou do meu lado e, surpreendentemente, abraçou minha cintura, pousando a cabeça no meu peito e suspirando. Arregalei os olhos e tentei me mover, mas ele continuou ali, resolvi deixa-lo naquela posição e comecei a passar os canais.

O controle acabou escorregando e eu até teria tentado pegar se ele não estivesse tão confortável ali. Como havia caído num canal onde passava um filme dramático, me ajeitei com o corpo dele ainda colado ao meu e assisti.

O filme falava justamente sobre amor não correspondido, e eu estava segurando a vontade de empurrar o garoto para longe e tirar daquela tortura que era assistir um filme de drama romântico.

Em todas as cenas, eu esperava algo sanguinário, com ação e tudo mais, para que pudesse finalmente me interessar, mas sempre aparecia um casal com a mesma enrolação de sempre.

Bufei e percebi que o garoto havia adormecido quando sua respiração pesou, então o arrastei para a cama com cuidado para não o acordar, ele era pesado.

— Aish, o que você tem comido? – murmurei e o cobri com o edredom.

Me sentei na cama e o fitei, ele era realmente muito bonito, isso não dava para negar. Seus cabelos escuros caíam pelos olhos e cada detalhe de seu rosto parecia ter sido esculpido.

— Realmente um anjo – sussurrei, dada sua beleza como um.

Levei a mão até seu rosto e acariciei sua bochecha com a ponta do polegar. Não era algo que eu fazia frequentemente, sequer pensava em fazer algum dia, mas algo nele me atraía, e não era só o fato dele não ser humano. Recolhi a mão quando ele se ajeitou na cama e me levantei. Suspirei e passei pelo espelho, mas não sem antes parar para ajeitar os cabelos.

Minha cara estava digna de um filme de terror, eu parecia uma assombração. Reparei em uma mancha na minha camiseta e toquei de leve, estava molhado.

— O filho da mãe babou na minha camisa! – puxei até o nariz — Espera...

Eram lágrimas. Ele havia chorado.

Mas a pergunta era: como?


Notas Finais


Até! <3

XOXO, Lolla.


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