História Angel Falls - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Layla Heartfilia, Lucy Heartfilia, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Virgo, Wendy Marvell
Tags Ere-chan, Fairy Tail, Lucy, Nalu, Natsu, Romance, Tragedia
Exibições 269
Palavras 3.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


AEHOOOOO
VOLTEEEEEII
DEMOREI, MAS VOLTEEEEIIII
E pra compensar tem capítulo mais longo que o normal: +3.000 palavras, pq eu sou demais :v
Desculpem eu ter sumido, eu até explicaria, mas quero continuar logo, o motivo está nas notas finais :p

Não tirei uma música da Taylor Swift da cabeça, então os "Sherlock's Homes" de plantão vão saber qual é :v

Então... VAMOS LOGO COM ESSA COISA QUE EU ME EMPOLGUEI DE MAIS E QUERO QUE VOCÊ LEIAM LOGO

TCHAU

Boa leitura! :3

Capítulo 11 - Enchanted to meet you too


 

— Está tudo pronto? — perguntou o rosado, em seu uniforme escolar e mochila nas costas, vendo a loira sair pelo portão de casa.

— Uau! — Lucy o encarava com um brilho nos olhos — É a primeira vez que eu vejo você de uniforme... — se calou por um segundo — Eu queria usar também — murmurou chateada.

— Você diz isso, mas está adorando ir pra aula com seu vestido novo — espalmou as mãos no ar — Estilo emo gótica vampira rainha das trevas 667 from the hell — disse debochadamente, fazendo a garota corar.

Ela fez um biquinho.

— Você tá exagerando — resmungou, respondendo a implicância do garoto com seu vestido. Tá, que ele poderia ser preto demais e talvez ter alguns babados em excesso, mas não era taaaanto assim — B-bem, v-vamos logo! — vociferou, dando o primeiro passo nas muletas articuladas.

Natsu observou com tédio Lucy andando lentamente pela calçada.

— Você tem medo de quebrar as muletas ou algo do tipo?

Ela parou de andar.

— N-não.

— Então por que está andando assim? — perguntou novamente.

Lucy demorou alguns segundos para processar aquela pergunta, mas quando inflou as bochechas e ficou tão vermelha de raiva a ponto de poder explodir, Natsu rapidamente se pôs a pensar no que havia dito de errado que havia deixado-a tão irritada.

— Vamos mais rápido então! — ela começou a mover agilmente os braços e a andar mais rapidamente — Tá melhor assim?!

Natsu deu uma corridinha e a alcançou.

— Por que ficou irritada? — perguntou arqueando a sobrancelha.

— Por nada! — respondeu fazendo birra.

— Eu disse alguma coisa errada? — insistiu.

— Ah, não! Imagina. — ironizou.

— Quando foi que aprendeu a usar sarcasmo? — perguntou surpreso — A influência da Levy não tá fazendo bem pra você.

Ela apenas continuou com a cara virada, se recusava a encarar o rosado naquele momento.

—... — ele encolheu os ombros — Ela já foi? — sussurrou depois de um tempo após passar por uns três quarteirões.

Lucy o encarou de soslaio, desviou o olhar novamente e assentiu com a cabeça, ainda chateada.

— Sim; Virgo já parou de nos seguir — confirmou novamente.

Natsu suspirou aliviado.

— Não sei por que toda essa preocupação.

— Ela queria que eu viesse de cadeira de rodas... — informou, lembrando o quanto custou para fazer a empregada ceder — Mas eu disse que preferia vir de muletas e só depois de dizer uns cem argumentos das desvantagens de vir de cadeira de rodas que ela esqueceu o assunto — explicou, prolongando o "depois".

— Vai ver ela apenas estivesse insegura.

Eles pararam, esperando o sinal abrir.

Lucy o olhou novamente e depois sorriu. 

— É... Talvez só fosse isso mesmo. — respondeu, mesmo sabendo dos verdadeiros motivos para que Virgo tivesse os seguido.

 

Chapter 11: I was enchanted to meet you too.

 

Lucy estava na sala da direção com o diretor Makarov e o tempo passou num estalar de dedos entre a conversa interessante. O sinal tocou e ambos se espantaram, Makarov acompanhou a loira até o local e agora a mesma se encontrava de frente para a porta da sala do terceiro ano, o coração batia rapidamente em seu peito, cada palavra do professor a fazia ficar mais ansiosa pelo momento em que entraria. Natsu já estava lá, junto de Levy, Gajeel e Gray.

Ahh, estava tão animada!

Será que gostariam dela? Achariam-na chata? Ou talvez implicassem sua necessidade das muletas? Não sabia; não até que visse com os próprios olhos.

— [...] Lucy Heartfilia, entre por favor — a voz abafada pela porta do professor Gildarts despertou-a de seus pensamentos.

Engoliu a seco e deu o seu melhor sorriso.  Abriu a porta e entrou, não do jeito que queria, pois dava pequeno pulinhos para o uso das muletas, mas ficou ainda mais feliz quando viu que nenhum daqueles alunos a olhavam com pena. No fundão, Natsu e os outros também a olhavam.

Eu devia imaginar — pensou com uma gota na cabeça — Um delinquente não sentaria em uma carteira da primeira fila.

— Lucy, apresente-se por favor — Gildarts pediu.

Umedeceu os lábios e começou a falar:

— Me chamo Lucy Heartfilia, 18 anos, passarei essa ultima semana com vocês então espero que sejam legais comigo — ela apenas acenou levemente com a cabeça — "Eu até me curvaria pra vocês, mas provavelmente eu me espatifaria no chão de maneira nada graciosa e quando tentasse levantar pareceria uma foca tentando voar", ou algo assim — riu discretamente, reprovando os próprios pensamentos.

— Alguma pergunta? — o professor perguntou olhando para a classe — Não? Então sente-se, srta. Heartfilia, seja bem-vinda — ele sorriu para a loira, sentou também e pegou um caderno, começando a folhea-lo.

Lucy passou o olhar por toda a sala, provavelmente decidindo onde sentaria e andou até que parasse em frente à cadeira escolhida, sendo seguida pelos olhares de todos.

 

POV Natsu Dragneel

"Essa idiota...", foi a primeira coisa que pensei quando vi ela vindo na nossa direção. Sim; nossa, pois ela parecia olhar parecia alternar olhares entre Levy, Gray e Gajeel também. 

Estranhamente ela parecia a pessoa mais feliz do mundo ao sentar à minha esquerda, emplacada pela parede ela apenas poderia falar comigo ou com Gray, que como de costume sentava na minha frente.

— Ah, quase esqueço! — Gildarts exclamou, chamando a atenção da sala inteira, ele olhou para a Heartfilia — Lucy, você terá de sentar com alguém, já que não tem o material — ele informou — Sente-se com nossa representante: Srta. McGarden — indicou o local que a garota sentava, mesmo que não precisasse já que Lucy sabia que era Levy.

A loira levantou a mão, tímida.

— Sr. Gildarts, eu ficaria muito feliz de sentar com a Levy, mas em vez dela posso fazer dupla com Natsu Dragneel?

Imediatamente os cochichos começaram.

Suspirei, já prevendo isso.

Gildarts estava surpreso e passou a encara-lá com um misto de confusão e curiosidade.

— B-bom... — ele coçou a cabeça — Tudo bem, não vejo problemas — e sentou na cadeira, embora ainda estivesse meio encabulado com a decisão da garota.

Mas os comentários não paravam.

—  Que cruel, Lu-chan — Levy fingiu um tom triste — Magoou — ela fez sinal de "x" com os dedos.

Lucy soltou uma risada abafada e respondeu:

— Prometo que amanhã vamos sentar juntas — sorriu sincera.

A pequena azulada fez um biquinho e assentiu.

 

~*~

— Você é impossível — sussurrei com leve tom de irritação para a loira, enquanto escrevia alguma coisa que o professor passava na lousa.

Lucy me olhou de canto.

— O que queria? Que eu fingisse que nem conhecia vocês, é isso? — sussurrou pra mim também — Você sabe que não daria certo! E nem vem que eu sei que você ficaria chateado! — empinou o nariz e fechou os olhos.

Fiquei sem saber o que responder, porque era verdade.

Ela sorria vitoriosa.

— Não fique convencida — murmurei, virando o rosto para o outro lado.

— Não falei nada — virou para o outro.

Passou-se alguns segundos e eu soltei um riso abafado.

— Certo, srta. Não Falei Nada, como você faria para resolver o problema número 3? — perguntei debochando.

Lucy olhou rapidamente para mim de boca aberta, espantada e exclamando em tom de surpresa, como se não estivesse acreditando que eu tinha dito aquilo.

— Que ousadia! — reprimi uma gargalhada com seu tom de "Oh! Que tragédia!" — Você está muito debochado hoje!

— E então? Girard¹ está esperando. — ignorei seu comentário e voltei a questioná-la.

Ela estalou a língua no céu da boca e se esticou pra ver qual era a pergunta.

Facilitei as coisas pra ela e empurrei um pouco o caderno em sua direção.

Ficou analisando a questão e contraiu os lábios.

— Me dá isso aqui. — arrancou o lápis da minha mão e passou a se concentrar mais.

Apoiei meu queixo na minha mão direita enquanto a observava escrever alguma coisa lá, mas que não liguei muito na hora já que estava ocupado de mais analisando o seu rosto. Naquele momento, mirando em seus olhos amendoados esbanjando curiosidade, percebendo o quanto eram inocentes e bonitos, torci a boca e desejei quase como uma súplica:

"Por favor não esteja apaixonada por outra pessoa." 

Ela deve ter notado minha expressão inquieta, pois segundos depois me olhou de canto.

— O que foi?

Pisquei uma vez, saindo do transe, e disfarçando minha preocupação, olhei para frente.

— Nada não.

Para a minha glória o sinal para o intervalo havia tocado e várias pessoas vieram na direção de Lucy, incluindo Levy.

— Já volto — falei, levantando o mais rápido possível da cadeira.

— Espera! — Lucy esticou o braço e tentou me segurar.

Levy a abraçou e disse:

— Nada disso, Lu-chan! É nossa vez de passar um tempo com você! — ela fez um biquinho e as outras garotas em volta começaram a falar.

Saí da sala e dobrei o primeiro corredor. Estava indo ao refeitório comprar um pão doce ou algo do tipo. Chega de Lucy por hoje.

— Me vê um pão de melão — dei cinco reais para a tiazinha da cantina — Nossa, rimou — pensei embaraçado do quanto a frase havia soado ridícula.

Logo a tia chegou com uma sacola e sorriu pra mim, dizendo alguma frase de agradecimento, que eu esqueci uns dois minutos depois.

Andava despreocupado pelo corredor, pensando na... Em várias coisas, quando senti algo batendo em meu ombro. Despertei rapidamente e olhei para o lado, onde encontrei um garoto caído sentado no chão, contorcendo o rosto em uma careta de dor. Pensei em virar as costas e fingir que não tinha visto nada, mas logo quando eu iria fazer isso, olhei melhor e vi que seu pé estava machucado e que foi enfaixado de um jeito bem vagabundo, o garoto também tinha uma muleta, embora inferior às de Lucy.

— Ah — pressionei os lábios, fui até lá e o ajudei a levantar — Desculpe, eu me distraí.

— N-não, t-tudo bem — ele me olhava meio apavorado, usava óculos e era do tipo bem nerdzinho, eu tinha a impressão de já ter visto ele em algum lugar.

Olhei para seu pé e depois novamente pra ele.

— Melhoras. — e sai andando de novo.

 

"Do que ele está falando?", pensava o garoto confuso, "Foi ele quem fez isso comigo."

 

Quando cheguei até a sala vi que não tinha nem Lucy, nem Levy, Gajeel e Gray, ninguém, nem mesmo aquele povinho que fica lanchando obentôs e juntam as carteiras. 

Arqueei a sobrancelha, perdido e pensando no que tinha acontecido com eles. Com esse pensamento, segui o som de pessoas falando na entrada da escola. Caminhei em passos apressados até lá e meus olhos foram diretos de encontro em uma pequena multidão em frente à cerejeira enorme que tinha um pouco mais pro lado direito.

Por que eles estavam ali?

Avistei a juba do Gajeel e fui até onde ele estava.

— Gajeel, por que todo mundo tá aqui? — perguntei assim que me aproximei mais.

Ele resmungou algo, olhando para mim de canto.

— Você vai ver.

 E na mesma hora que cruzei meus olhos na árvore de novo, vi ela ficando de outra cor. Arregalei os olhos e olhei para Gajeel abismado. Ele apenas mantinha um sorrisinho tosco de canto e balançava positivamente com a cabeça. Uma música começou a tocar enquanto eu ficava cada vez mais confuso por causa daquilo tudo, senti um peso anormal nas minhas costas e acabei tossindo por causa dele.

— Mas o que... — parei quando vi um par de penas rodeando minha cintura.

— Aaaaahhh, eu vou cair! 

Fala sério.

— Lucy?! O que você tá fazendo sua doida?! — gritei cambaleando para frente e para trás várias vezes.

A segurei pelas coxas antes que nos dois caíssemos na frente de todo mundo.

— Eu me esforcei pra caramba pra poder correr e pular em você e é essa a primeira coisa que você me diz? — ela deu três soquinhos – admito que doeu um pouco – no meu ombro enquanto falava.

— Ai, ai, ai! Tá bom, tá bom! Desculpa. — exclamei encolhendo a cabeça.

— Não vai escapar tão fácil dessa. — ela continuava a me bater.

Eu ainda tentava convencê-la a parar quando ouvi um click que clareou minha visão por alguns segundos. Eu e Lucy paramos com o showzinho na hora e olhamos para nossa esquerda, de onde tinha vindo o flash.

Era Levy, que tinha tirado uma foto nossa.

— Haha, que bonitinhos! — ela sorriu se aproximando de nós dois e abaixando o celular — Depois mando pra vocês, não se preocupem.

— Mas que droga, Levy! Apaga essa foto agora! 

— Não. — sorriu de canto.

— Apaga! — falei novamente.

— Não.

Uma veia pulou em minha testa.

— Ah sua filha da p--

— Ou, ou, ou! Nada de palavrão, ouviu?! — Lucy me bateu mais uma vez, além de ter me interrompido.

— Isso mesmo; ouviu sua dona não é cachorrinho? — a voz irritante de Gray chegou no pior momento possível.

— Vai te lascar, Gay! — rosnei, errando seu nome propositalmente só pra deixar ele fulo.

— GRAY, PORRA! G-R-A-Y! GRAY!

E como o esperado deu certo.

— Desculpa, prometo que nunca mais faço isso... — falei, recebendo os olhares incrédulos de todos dali —... G-U-R-E-I — ri baixinho.

Gajeel também riu.

Olhei para o lado e vi Gray me fuzilar com os olhos.

— Ah vai te fuder! — Gray ia se virar, tecnicamente ir embora, quando Juvia apareceu ao seu lado.

— Gray-sama? Pra onde está indo? — perguntou a garota pendendo a cabeça para o lado.

— A-a-ah, J-J-Juvia! — ele gritou quando tentou falar com ela. GRITOU.

— Sim? — riu.

— Você por aqui? Nossa! Que mundo pequeno, hein? — Gray ria forçadamente enquanto coçava a cabeça.

— Juv... Quer dizer, eu estudo nessa escola também Gray-sama, claro que eu estaria aqui.

— É-é mesmo não é? — Gray olhou para baixo e fez a maior cara de depressão que pôde.

Ele estava sendo mais idiota que o normal.

— Agora alguém pode me explicar porquê esse troço tá mudando de cor? — perguntei me referindo à árvore.

— Não me diga que esqueceu, Natsu? — Erza apareceu  com Jellal ao seu lado.

Aff, tá brotando gente do chão agora. — pensei com uma gota.

— Estão começando os preparativos para o Hanami — explicou Jellal, aquele desgraçado usava uns óculos de grau quando estava com Erza, ele era tipo um secretário dela, algo assim, e também trabalhava no conselho estudantil.

Maldito smurf indie, ficava bem em tudo.

— Cara, esqueci completamente — fiquei até surpreso comigo mesmo por ter esquecido e não ter sacado logo o lance das cores na árvore.

— Como presidente do conselho fico desapontada com você por esquecer um feriado tão importante para nós da Fairy Tail — Erza falou, ajeitando sua jaqueta vermelha do uniforme, que por acaso só ela usava. Certinha demais.

— O que é esse tal de Hanami? — perguntou a loira em minhas costas, levantando a mão direita para ser notada, tinha até esquecido que ela estava lá. Tão levinha. Parecia estar perdida no assunto.

— Todos os anos no Japão, é comemorado um festival quando termina o inverno... — Juvia fez o favor de começar a explicar por todos nós. Ela gostava muito dessas coisas de festivais, cultura japonesa e etc, parece que ela e a família vieram de outro país, ficava deslumbrada de mais com as tradições. Nunca tinha parado para pensar nisso, mas talvez a sua mania de sempre falar em terceira pessoa fosse devido ao fato dela ser estrangeira. — É basicamente um festival para comemorar a primavera. Nós nos reunimos para contemplar as novas flores de cerejeira que desabrocharam, bem... — ela coçou sua bochecha — Normalmente, mas a Fairy Tail só comemora o Hanami alguns meses depois, mas não deixa de ser divertido, a iluminação faz com que as flores mudem de cor, é muito bonito. — ela concluiu dando um pequeno sorriso, mas este logo desapareceu e seu rosto foi tomado por uma expressão de dúvida — Mas me admiro de você nunca ter ouvido falar disso, Lucy-san. A maioria das pessoas daqui geralmente sabem.

— É... Ham... Eu... Não cresci no Japão. — ela respondeu, sorrindo sem graça.

— NÃO? — perguntamos todos em uníssono.

— Não — ela riu novamente.

— Mas você fala japonês tão bem! — Gray parecia admirado.

Juvia o encarou com um beicinho choroso.

— Me sinto derrotada. — ela disse abaixando os braços.

Gray rapidamente viu o erro que havia cometido e fez aquela cara de cu que só ele sabia fazer.

— Juvia vai... Quer dizer, eu já vou entrar, lembrei que preciso conversar uma coisa com a Meredy — comentou em tom desanimado — Tchau... — girou calcanhares e virou-se para a direção do edifício.

Observamos a azulada andar lentamente, bem lentamente – parecia até uma caminhada dos mortos-vivos – até que chegasse ao prédio e entrasse, no mesmo ritmo.

— Gray, você é um idiota — todos falamos juntos novamente, olhando a grande cara de paisagem de Gray fazia, observando com o olhar perdido ao horizonte. 

Por um segundo jurei ter ouvido aquela música Sadness and sorrow de Naruto.

Quase fiquei com pena, quase. Mas Gray precisava aprender a parar de agir como um babaca.

Não que eu possa falar muito no entanto.

— Levy você fez alguma coisa no seu cabelo? — olhei para frente e vi Lucy conversando com Levy — Tá diferente — ela continuava, pegando no cabelo da azulada.

Arregalei os olhos e olhei por cima dos ombros.

— Quando foi que ela saiu? — perguntei à mim mesmo.

— Nah. Você que estava ocupado de mais olhando pra cara de bunda do Gray — disse Erza, pegando um pratinho com bolo de morango de Jellal  — Obrigada. — ela beijou-lhe a bochecha e passou a comer radiante o bolo de morango.

Arqueei a sobrancelha e fiquei observando aquele sorriso bobo e idiota formado na boca de Jellal.

— AAAAHHH GAJEEL ME SOLTA! — um berro histérico e completamente exagerado, com direito a Oscar melhor grito do filme de terror, parecia que estavam torturando ela só pra se ter uma ideia.

Estavam?

Virei rapidamente na direção do grito de Levy e vi nada mais nada menos que ela nas costas de Gajeel e enquanto ele corria segurando-a pelos pés. Isso mesmo: pelos pés.

— GAJEEL A MINHA CALCINHA VAI APARECER AAAAAHHHH! — a pequena azulada tentava deixar a saia puxada para cima, fechando fortemente os olhos e continuando a gritar como se o mundo fosse acabar.

— Gajeel solte-a imediatamente! Não é permitido fazer esse tipo de coisa nos domínios da escola! Você está violando as normas do conselho! — Erza gritou, correndo até eles — Vamos Jellal! — chamou o azulado com a cabeça.

Numa hora eles estavam do meu lado e na outra estavam seguindo Gajeel de um lado para o outro. Já Gray continuava a olhar pro além.

Que amigos doidos eu tinha.

Ouvi uma gargalhada ao meu lado, era Lucy que não parava de rir, já com suas muletas e de pé, o que era saudável pra minha coluna, e olhando a idiotice dos meus amigos... Idiotas.

— Eles não pareciam tão idiotas assim no meu aniversário. — ela brincou ainda rindo.

— A primeira impressão não é a que fica. — sorri de canto.

— A sua também não.

— Qual foi a minha primeira impressão? — perguntei.

— Não vou dizer. — negou com cabeça ainda rindo.

— Aff — fiz um biquinho, completamente involuntário.

A loira riu novamente.

— Mas foi encantador conhecer você. — ela sorriu, olhando dessa vez na minha direção.

E eu fiquei com uma cara de besta encarando aquele sorriso que me fazia tão bem e, ao mesmo tempo, tão mal – para meu coração pelo menos –, "Uma estrela", foi o que pensei. Parecia que conhecíamo-nos há anos, era tão natural tê-la ali que de repente não consegui imaginar ela indo embora. Eu não consegui imaginar um mundo onde Lucy não existisse.

Tudo bem estar apaixonada por outra pessoa, tudo bem ter alguém esperando por você, eu apenas queria que ela continuasse a existir.

Estava tão encabulado e tão disperso no sentimento de frustração que a única coisa que consegui fazer foi dar um sorriso idiota e dizer:

— Eu fiquei encantado em te conhecer também.

 

 


Notas Finais


¹Girard: se refere à Relações de Girard é um assunto de matemática do 3° ano do ensino médio, ele é um matemático obviamente.

Vestido da Lucy: http://item.shopping.c.yimg.jp/i/l/bodylinecojp_l340_2 Só não imaginem essa saia e esse chapeuzinho, senão vai ficar exagerado de mais :v FOI O ÚNICO MAIS PARECIDO COM O QUE EU IMAGINE POXA :')

Entaaao gente, o motivo de eu ter demorado tanto é: escrevo outras fanfics, preparo outras fanfics, fiquei postando um monte de drabbles, li um monte de drabbles. É ISSO.
Se der vai lá no meu perfil ler essas drabbles ~pq eu não perco uma oportunidade de fazer marketing~

CAHAM
Capítulo dedicado a @gothicdoll porque se eu não tivesse dedicado ela ia me matar :p
MENTIRA (em partes), ela é uma amiga minha (que não sabia que eu escrevia e pah), um belo dia eu acabei contando e aqui estamos nós. ELA PROMETEU NÃO LER, MAS COMO ELA É MUITO VAGABUNDA ELA LEU DO MESMO JEITO :v Se tu não comentar eu vou te arrastar nem que tu esteja lá no inferno caraio -u- E VAI COLOCAR LOGO UMA FOTO DE PERFIL

Entom, até o próximo pessoal, não sei quando posto de novo, pois estou envolvida em algo para o final deste mês e estou preparando uma "coisa" para este "algo" kjkjkkk :D

Bye! :3

VÃO OUVIR KEIPOP SEUS LINDOS

É SAUDÁVEL huahuahuahuahua :v

SÓ QUE NAUM


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