História Angel (JiKook-JungMin) - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Anjos, Bts Bangtan Boys, Demonios, Drama, Hentai, Humanos, Jikook, Jungmin, Lemon, Min Yoongi/suga, Mistério, Namjin, Romance, Taekook, Taeseok, Vhope, Vidas Passadas, Vkook
Exibições 733
Palavras 938
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Drawings


Fanfic / Fanfiction Angel (JiKook-JungMin) - Capítulo 1 - Drawings

Ainda podia me lembrar da primeira vez que desenhei aquele perfeito rosto, de traços tão delicados e amáveis. Foi quando tinha apenas 8 anos de idade, quando peguei uma folha qualquer e posicionei a ponta do lápis preto no papel branco e limpo, a primeira coisa que moldei foi o formato do rosto fino.

Para um garoto de oito anos, aquele desenho havia ficado ótimo, com traços tão bem desenhados, que nem eu, no tempo, acreditava ter desenhado aquilo. A forma como eu havia desenhado aquelas madeixas tão lisas, a forma como eu havia desenhado aqueles olhos pequenos e brilhantes, me encantara tanto. 

Com o tempo, passei a desenhar aquele rosto desesperadamente, como se fosse um vício, eu precisava desenhar e admirar o meu trabalho. Mas algo me intrigava:

Quem é o dono desse rosto que tanto admiro? Por que o desenho sempre? Ele existe ou, é apenas mais um fruto de minhas imaginações sem limites?

Lá estava eu, admirando o meu mais novo desenho, o rosto clichê que passei a desenhar desde os oito anos de vida.

Aquele garoto, eu admirava tanto o seu rosto.

Praticar os traços daquele rosto era a única coisa que me agradava e me deixava, de certa forma, feliz.

Me assustei quando ouvi batidas rápidas e altas na porta.

- Jeongguk! – Ouvi a voz fina e perturbante de omma. – Eu e seu pai estamos lhe esperando na sala, lá embaixo.

Revirei os olhos.

Será que acabam de decidir mais algo em minha vida? – Indaguei bagunçando os cabelos, raivosamente.

Coloquei o mais novo desenho na parede, colocando-o perto de minha cama, junto com vários outros, idênticos. Os desenhos já estavam, quase, preenchendo toda a parede verde.

Olhei em volta do quarto, tão grande e tão preto e branco.

Era assim que via tudo que olhava, exatamente preto e branco, sem vida e sem graça, exceto, os meus desenhos.

Desci os degraus da escada de vidro, chegando, então, na grande sala quadrangular, com sofás de couro preto no centro do local e uma mesinha de pés brancos, no centro dos sofás.

- Kook! – Appa exclamou abrindo um largo sorriso nos lábios. – Temos uma notícia para te dar, sente-se aqui. – O homem de barba média, bateu no lugar vago ao seu lado.

- Algo que você realmente vai amar! – Omma se empolgava com as palavras.

- Estou ouvindo. – Falei secamente, me sentando ao lado de appa, que colocou um dos braços em cima de meus ombros.

- Você vai se casar! – Ele elevou a voz, me apertando contra si.

Fiquei sem reação.

Exatamente, appa e omma haviam, novamente, decidido algo por mim.

Não dei resposta e os dois, que comemoravam, pararam tal, após ver meu desânimo.

- Querido? – Omma se inclinou para ver meu rosto.

- Hum? – Forcei um sorriso.

- Não vai dizer nada? – Appa me afastou de si, me olhando interrogativo.

- Não creio que seja uma boa ideia... – Murmurei, evitando deixar appa bravo.

- Como não?! – Ele elevou a voz, como eu temia. – Você e Taehyung mantém um relacionamento ótimo há dois anos.

- Querido, veja bem, se juntarmos essas duas famílias tão ricas, imagina a fortuna que viria a nós? – Omma indagou, se sentando ao meu lado e puxando minha cabeça ao seu peito. – Pense.

- É, tudo bem. – Me afastei de omma e caminhei até a porta principal de casa.

Ao sair, senti a brisa da tarde tocar meu rosto. Eu estava desnorteado.

Eu e Taehyung realmente tínhamos um ótimo relacionamento, mas não assim! NÃO PARA SE CASAR! Pelo menos por minha parte. Começamos a namorar quando as duas famílias decidiram que seria assim.

Eu sentia algo muito forte por aquele rosto, por aquele desenho e isso bloqueava qualquer sentimento que Tae tentava plantar em mim. Eu realmente não conseguia amar Taehyung! Mas para os ricos gananciosos, do que serve o amor? Nada, o que importa é o dinheiro.

Eu não conseguia decidir por mim mesmo, não conseguia mostrar que era capaz de ser um menino maturo, que não precisa dos pais para tudo.

 

10:20 p.m. Seul – Coreia do Sul

 

Lá estava eu, ainda desnorteado caminhando pelas ruas de Seul.

Eu me sentia triste e vazio, como sempre. Porém, eu nem me lembrava mais do casamento e de meus pais, descartando de minhas opções de causa a minha tristeza. Algo – simplesmente – faltava em mim, algo que eu precisava – desesperadamente – e queria ter.

Mas o que? O que me falta tanto assim?

Um bar pouco movimentado me chamou a atenção, um lugar escuro por dentro, com música leve e algumas pessoas nas pequenas mesas do local. O forte cheiro de cerveja chegou ao meu nariz, incomodando tal.

Entrei, me desligando dos barulhos das ruas da cidade. Caminhei até a bancada, desviando das mesas espalhadas. Me sentei ao lado de uma pessoa, que não reparei se era um garoto ou uma garota.

- Whisky. – Pedi ao homem, que enxugava alguns copos antes de se virar e me encarar.

Ele assentiu e se direcionou ao exportador de bebidas, deixando o guardanapo sobre a pia grudada à parede. 

- Você acredita em Deus? – A pessoa ao meu lado indagou, com uma voz melancólica.

- Acredito, e você? – Respondi sem olhá-la, aguardando a bebida.

- Se ele realmente existe, tal não liga para mim. – A pessoa posicionou rudemente o copo na bancada, arrastando para trás a cadeira e retirando o corpo. 

Olhei de lado, observando a pessoa sair do banco e caminhar para fora do bar.

Me virei para olhar melhor, um garoto de corpo pequeno, vestido por um blusão e uma touca preta. Pude chegar a conclusão que ele estava bêbado, pelo andar cambaleante. 



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