História Angel (JiKook-JungMin) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Anjos, Bts Bangtan Boys, Demonios, Drama, Hentai, Humanos, Jikook, Jungmin, Lemon, Min Yoongi/suga, Mistério, Namjin, Romance, Taekook, Taeseok, Vhope, Vidas Passadas, Vkook
Exibições 433
Palavras 1.213
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Fear


Fanfic / Fanfiction Angel (JiKook-JungMin) - Capítulo 4 - Fear

Voltei para casa depois de eu e Jimin trocarmos nossos números, tomei um banho soltando risadas atoas.

Eu estava tão feliz, por ter achado o garoto “misterioso”, e a sua personalidade foi o que mais me conquistou, aquele jeitinho briguento e marrentinho, o deixava tão fofo. Sem contar com o corpo pequeno e delicado.

Depois de terminar o banho e me enxugar, passei meu creme hidratante com aroma de rosas, que eu tanto apreciava. Minha barriga roncou, me questionei do porquê pois já havia comido tanto na cafeteria. Desci os degraus da escada de vidro, me deparando com omma e appa com feições de cemitério, conversando.

- Querido... – Omma murmurou notando minha presença e direcionando a atenção para mim. – Precisamos falar com você.

- Diga. – Falei me aproximando e sentando no sofá em frente a eles. – Estou ouvindo.

- Estávamos esperando a hora certa para lhe dizer isso. – Appa me olhava nos olhos, seus olhos brilhavam. – E essa é a certa, você está quase um adulto por completo e merece saber da verdade.

- Fale.

Temi um pouco essa tal “verdade”, meus pais estavam tão sérios que realmente me assustou.

- Foi em uma época difícil, - omma começou – uma época em que eu e seu appa só brigávamos. Um dia, quando seu pai estava prestes a arrumar as malas e ir embora, algo aconteceu.

- Descobriu que estava grávida? – Indaguei tentando adivinhar o que acontecera.

- Eu nunca engravidei, querido.

Meu coração parou.

- Foi o appa que engravidou? – Tentei brincar com a situação, tentando disfarçar meus olhos marejados, eu sabia o que viria depois, o “nós te adotamos”.

- Estamos tentando falar seriamente, Jeon. – Appa falou me encarando seriamente.

- Eu já entendi tudo, não precisam continuar. – Me levantei do sofá, e appa se levantou junto, me empurrando para sentar novamente.

- Não terminamos. – Ele falou, voltando ao lado de omma.

- Você foi deixado aqui na frente de casa. Juro que me apaixonei à primeira vista. Um bebê tão indefeso, em uma cesta com pouco conforto, naquela ventania que predominava o tempo daquele dia. Lutamos para ficar com você, Jeon... – ela sorriu carinhosamente – você foi a nossa salvação, continuamos por você, para criar você como o nosso filhinho.

- Sei que temos diversos defeitos, mas tentamos ao máximo dar-te tudo. – Appa falou, sorrindo.

Aquilo foi muita coisa para aderir, sim. Mas eu estava feliz por ter recebido tanto carinho e por ter “salvado” o casal que eu chamo de pais. Eles realmente haviam vários defeitos, entre eles, decidir tudo por mim, não me dar espaço para decidir as coisas por mim próprio.

Eu estava sem reação. Abria demasiadas vezes a boca, tentando falar algo, mas nada saía. E como resposta, só consegui me levantar do sofá macio e ir até eles, me ajoelhando na frente dos dois, abraçando ambos.

Foi um abraço em trio tão reconfortante.

Xx

1:45 a.m.

Acordei com o toque de meu celular, ignorei-o por longos minutos, tentando dormir. Mas o toque parava e novamente começava, repetidamente.

Desisti de tentar ignorar e peguei o celular de debaixo do travesseiro, meus olhos arderam ao presenciar a luz forte do aparelho. Jimin estava ligando.

Por que diabos alguém estaria ligando a esse horário?

Pensei que eu seria o primeiro a ligar, me enganei.

Apertei o ícone verde, aceitando a ligação.

~- Por que diabos está me ligan...

~- Jeon... – Ouvi a voz fina, que soluçou o nome.

~- Está tudo bem? – Indaguei me preocupando com a voz chorosa.

~- Estou com medo... não sei o porquê de te ligar, mas, você parece saber reconfortar as pessoas. – O menino murmurava em meio ao choro.

~- Medo de que?

~- Eu sonho com um anjo mau todas as noites, mas esse que tive agora pouco, foi realmente um pesadelo. E quando acordei... – Ele acelerou as palavras nervoso.

~- Jimin, acalme-se.

~- Ele estava aqui, Jungkook! – Disse acelerando, ainda mais, as palavras. – Estou com medo até de me levantar e ligar a luz. Fique comigo até amanhec...

~- Vai ter que se levantar para abrir a porta para mim, diga o seu endereço. – Falei chutando a coberta e me levantando, indo ao meu armário.

~- Você vai vir aqui? Não precisa...

~- Diga ou te rastrearei. – Falei pegando um moletom azul e o vestindo, tentando não tirar o aparelho da orelha.

~- Ok, (endereço).

~- Estou chegando.

Encerrei a chamada, abrindo a porta de meu quarto, lentamente. Saí de casa nas pontinhas dos pés e peguei o carro que sempre é dirigido pelo motorista da família. Dei partida, tentando chegar ao endereço dado por Jimin.

Ao chegar ao endereço, percebi ser uma casa pequena e simples. Com um jardim malcuidado na frente e janelas de ferro.

Apertei a campainha duas vezes seguidas, demorou um pouco para um Jimin medroso e envolvido em uma coberta gigante, aparecer na frente, abrindo o portão e me abraçando logo em seguida.

- Obrigado. – Ele sussurrou pressionando o rosto contra a pele de meu pescoço.

Retribui o abraço, envolvendo a cintura fina do garoto em meus braços fortes. A sensação de ser abraçado por Jimin e abraçar tal, era tão boa e confortável. Uma sensação que nunca senti com Taehyung, nem com nenhum garoto rico que appa tentara colocar em minha vida.

- Me conheceu ontem e já me chama de madrugada? - Brinquei.

O garoto me chamou para entrar depois de me acertar um tapa fraco no peito.

A casa era um caos, com roupas e embalagens de comidas rápidas jogadas e espalhadas pelo sofá único e o chão pintado.

- Arrumar a casa é bom, muito bom, sabia? – Indaguei fazendo careta e tirando uma embalagem de salgadinho do sofá, dando espaço para mim sentar.

- Dane-se. Quer alguma coisa? – Perguntou ele, puxando a coberta, ainda mais, contra si.

- Você consegue achar algo no meio dessa bagunça? – Falei tirando as embalagens e algumas roupas de perto de mim.

- Você consegue cuidar da sua vida e parar de reclamar? – Ele se sentou ao meu lado.

- Enfim, o que aconteceu?

- Irá soar loucura...

- Já ouvi muitas loucuras, não me impressionarei se o que falar for uma.

- Eu sempre, todos os dias, sonho com um anjo de asas brancas e grandes, de costas para mim. – Ele olhou para frente, pensativo. – Nunca consigo ver seu rosto, sempre estou pedindo socorro e estendendo as mãos para ele, mas ele nunca me olha, permanece virado de costas para mim. Quando estou quase o alcançando, ele desaparece e um novo anjo aparece, mas bem diferente, um anjo de asas pretas e arrepiantes, eu tento fugir, mas nem consigo me mover nesses sonhos. E ele me olha de lado, com um sorriso horrível nos lábios.

- Como é o rosto dele?

- Eu só consigo ver os lábios sorridente, o resto do rosto sempre está preto.

- Você viu ele?

- Quando acordei, ele estava em minha frente, me olhando de lado como nos sonhos... Jeon, o sorriso dele é horrível! – Ele acelerou as palavras, deixando lágrimas escorrerem em seu rosto moreno.

- Está tudo bem... – Puxei-o ao meu peito, colocando sua cabeça contra tal. Mexi em suas madeixas lisas e finas, e ali ele se encolheu, segurando, com sua mão pequena, o tecido de minha blusa azul.



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