História Angeline - Capítulo 23


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Baile De Máscaras, Comedia, Diversão, Maluca, Máscaras, Princesa, Principe, Rainha, Rei, Reino, Romance, Universo Futurístico
Visualizações 65
Palavras 963
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


me corrijam se eu estiver errada, mas estamos com 33 favoritos?? Se eu esqueci de agradecer pelo tempo que vc dedica para a leitura desta história, muito obrigada!! Não faz ideia do quanto fico feliz quando vejo que chegou uma nova notificação. Sério, vcs são demais!

Agora, em se tratando da história, as coisas estão tensas e parece que não só eu que quero arrancar os cabelos de vcs-sabem-quem. Então, vamos logo ver no que isso vai dar.

Capítulo 23 - Palavras que Machucam


Hannah

Jasmine já estava na sexta xícara de café.

-Preciso ficar acordada ou Hugo vai me chutar para fora daqui. – disse ela tomando um gole.

Ela passou a noite consertando um vestido e limpando a cozinha. Acabou dormindo por lá. Pelo menos de madrugada, Rose a encontrou debruçada sobre o balcão e mandou que ela fosse para a cama.

-Você acha que se eu falasse com Hugo ele me pouparia desses serviços? – ela bateu o dedo indicador no queixo, pensativa. – Quer dizer, eu tenho dezesseis anos, isso deve ser alguma vantagem.

-Não fale. Vai perder seu tempo. – bufei. Não queria que Jasmine fosse submetida a passar pela mesma situação humilhante que passei com Hugo. Eu não podia fazer muito por ela, mas o mínimo eu faria. – Quando isso acontecer, digo, se ele te der um serviço na hora de se recolher fale para mim. Farei por você.

-Han, você já trabalha o dia inteiro.

-E você não? Confie em mim, não vai fazer diferença um trabalho a mais.

-Não. Fora que essa tal de Florência de Félix mandou você fazer essa faxina desnecessária. Cuide dos seus problemas com o príncipe e deixe aquela cozinha nojenta para mim. – ela pôs a língua para fora enojada. Foi impossível não rir.

-A não ser que eu chegue primeiro à cozinha e faça tudo sozinha.

-Hum, quer apostar comigo? – ela deixou a xícara sobre a mesa e cruzou os braços. – Quando você chegar naquela cozinha vai encontrar tudo brilhando. Nisso você pode apostar... Angeline.

-Sabe que não pode ficar me chamando assim o tempo todo, né? – avisei pela centésima vez. – Paredes têm ouvidos, Jas.

-Eu sei! É que eu estou tão feliz! Parece até mentira. – ela parou. – Não é mentira, é?

-Adoraria se fosse. – balancei a cabeça.

-Você tem que contar para ele, pare de frescuras!

-Bom, talvez um dia eu conte. – dei de ombros. – Num momento oportuno, quem sabe...

-Espero que isso seja logo. Ele não vai achar ninguém que preste na nobreza...

-SHH! – coloquei o dedo sobre os lábios quando avistei um guarda se aproximando. Fiquei surpresa quando ele veio até nós.

-Você é Hannah?

Jasmine e eu nos entreolhamos.

-Hã... sou. – respondi. – Por quê?

-O príncipe solicita sua presença.

[...]

Na biblioteca estavam Estevam, Florência e um homem que deveria ser o professor de Estevam. Todos calados, inclusive Florência. Ela me olhou daquele jeito dela como se escondesse algo.

-Olá Hannah. – disse ela me fazendo ter calafrios. Fosse qual fosse o motivo que eu estava ali, coisa boa não era. – Se divertindo com os brilhantes de dez quilates?

Franzi o cenho e vi Estevam bufando.

-Florência, quer parar? – disse ele. Mas o que diabos estava acontecendo?

-Hannah. – disse o professor de Estevam vindo ao meu encontro e me oferecendo a mão para apertar. – Meu nome é Albert.

-Podemos ir ao que interessa? – disse Florência impaciente.

-Primeiro as perguntas certas. – disse Estevam. – Hannah, ontem você entrou no quarto de Florência para fazer uma limpeza a pedido dela... isso é verdade?

Encarei cada rosto ali presente antes de responder.

-Sim, é verdade.

-Você sabe de mais alguém que tenha entrado no quarto? – desta vez eu respirei fundo e ajeitei minha postura.

-Não. Ninguém entrou no quarto além de mim. Pode me dizer o que está acontecendo?

-Você se lembra de ter visto uma pequena bolsa de veludo vermelho em algum lugar? – perguntou Albert.

Pensei um pouco. Aquilo estava parecendo um interrogatório e eu não estava com um bom pressentimento.

-Na verdade, eu lembro. – respondi. – Estava sobre a cômoda próxima à sacada.

-Não, não estava, eu jamais as colocaria ali. – interrompeu Florência. – Sabe o que tinha lá dentro, Hannah?

-Hum... não.

-Joias! Minhas joias estavam lá, mas você está mentindo sobre não saber, porque foi você quem as roubou.

Então eu finalmente entendi.

-Eu... como assim? Eu não roubei coisa alguma do seu quarto!

-É claro que roubou! Quem mais teria feito isso? – ela estava com um tom calmo e vago, como uma víbora. Sua intenção claramente era me fazer passar por ridícula.

-Lady Florência alega que sua posição como criada a levou a cometer esse crime. – disse Albert.

Essa foi demais. Pouco a pouco senti lágrimas se acumulando atrás dos olhos. Porém eu não me permitiria chorar.

-Eu sei bem o que sou. – falei com toda dignidade que me restou. – Eu poderia ser a pessoa mais miserável de Findélia, uma pobre coitada... mas eu jamais, ouviu bem? Eu jamais encostaria em algo que não me pertence. E eu não fiz isso! – olhei para Estevam calado até então. – Estevam, acredite em mim!

-Eu não estou em posição de dizer nada agora. – disse ele, para meu desespero. – Se você foi a única a entrar no quarto e até mesmo viu as joias, é justo que façamos uma averiguação em seu quarto.

-Mas... você vai mesmo acreditar nela?

-Não estou dizendo isso...

-Então diga! Diga olhando em meus olhos que não acredita em uma palavra dessa mulher!

-Cuidado como fala, pode piorar as coisas para você. – Estevam me advertiu me atravessando com o olhar. – E sobre as joias, é tudo o que posso fazer. Você é a única suspeita, Hannah. Eu sinto muito.

Soltei uma risada sem humor mostrando minha indignação.

-Eu não sou uma ladra!

-Não temos certeza. – qualquer um ali poderia ter dito isso que eu não me importaria, mas eu balancei quando ouvi estas palavras da boca de Estevam. Acho que meu olhar incrédulo o fez se arrepender do que dissera. – Ouça...

-Não, eu não quero ouvir nada. – levantei a mão. – Você já disse tudo. Faça o que achar melhor, revire meu quarto atrás das malditas joias e se não encontrar, por favor não venha pedir desculpas. Com licença.

Me dirigi para a porta.

-Hannah... – ouvi Estevam chamar assim que bati a porta.

Tarde de mais.


Notas Finais


xiii, rapazz... sei não, viu, não aguento escrever essas coisas. O que vcs acham da Jasmine? Louca de mais? ashuash
enfim... parece que as injúrias da Han não acabarão tão cedo! Perdoem por isso. Bjoos, até a próxima <3


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