História Angeline - Capítulo 53


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Baile De Máscaras, Comedia, Diversão, Maluca, Máscaras, Princesa, Principe, Rainha, Rei, Reino, Romance, Universo Futurístico
Visualizações 55
Palavras 1.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


"Apenas continue a nadar."
-Dory


boa leitura!

Capítulo 53 - Revelações


Hannah

Estava tudo silencioso quando saí do quarto aquela noite.

Andei apressada ao mesmo tempo que tentava não fazer barulho para não chamar atenção desnecessária.

Esperei perto do alojamento dos criados. Onde diabos ele estava?!

-Hannah! – Sebastian sussurrou de longe. Me virei e corri até ele. – Vamos.

Ele me guiou até os fundos do palácio, um lugar para onde eu jamais pensaria ir se não fosse um caso extremo. E este era.

-Não poderei entrar com você. – disse ele assim que chegamos ao topo da escada. – Vá em frente, vou ficar de vigia, um guarda de minha confiança vai abrir o portão para você.

Fitei-o por um tempo e o abracei.

-Obrigada. – falei quando nos separamos.

-Não há de quê. – respondeu. – Agora, depressa, antes que a guarda seja trocada.

Me apressei a descer os degraus e adentrei o lugar frio e sombrio onde ficavam apreendidos todos os infratores da lei antes de serem transferidos para a verdadeira prisão de Findélia.

Havia um corredor enorme, ambos os lados revestidos de grossas barras de aço; as celas eram muito bem trancadas com correntes e cadeados.

Respirei fundo e avancei por ele ignorando as piadinhas que eram soltas pelos presos recém-chegados.

Um guarda, amigo mais próximo da família real, especialmente Sebastian e Estevam, me reconheceu e se apressou a abrir uma das grades para mim.

Estava escuro lá dentro. Senti a adrenalina congelando tudo dentro de mim exatamente como o clima naquele lugar.

Ele abriu por completo a cela e eu entrei a passos hesitantes, fechou-a e ficou de vigia.

Meus olhos se acostumaram com a pouca claridade e eu logo consegui discernir algumas coisas; uma cama, uma cadeira e uma pia.

-Hannah? – ouvi sua voz vinda do fundo, um lugar que presumi ser o banheiro.

-Jas. – falei observando-a enquanto se aproximava vindo para a pouca luz que alcançava a cela; os olhos estavam inchados e as roupas parcialmente sujas. Senti minhas lágrimas voltando e não as contive. – Oh, querida.

Ela correu para os meus braços como se fossem o último lugar com vida do planeta, calor e conforto. Nos sentamos no chão enquanto ela chorava incontrolavelmente, soluçando contra meu peito e me apertando com força.

Passei a mão em seus cabelos esperando que ela se acalmasse; às vezes chorar é tudo o que é preciso, porém neste momento era tudo o que se podia fazer.

-Este lugar é horrível. – disse ela depois de um tempo ainda abraçada a mim. – As pessoas me olham como se eu fosse uma criminosa assassina... de todo o tempo que vivi como uma criada desprezada, nada se compara... nunca me senti tão humilhada.

Abri a boca para dizer algo e tornei a fechá-la. Eu não tinha ideia do que dizer e me odiei por isso. Não queria mentir para ela e dizer que tudo ia ficar bem, pois eu não tinha certeza disso.

-Sinto muito. – foi tudo o que consegui dizer. Ela se separou de mim e enxugou o rosto.

-Han, - ela me encarou. – você sabe que eu não fiz isso, não é?

-É claro que sei. – afirmei com convicção. – Você jamais faria isso. É tudo culpa da Florência... – franzi o cenho ao perceber o que estava dizendo. Jasmine também percebeu.

-Agora você acredita em mim? – tomei aquilo como uma pergunta retórica e fiquei em silêncio. Jasmine pegou minhas mãos e as colocou em seu colo. – Han, eu me calei porque percebi sua jogada, de Florência, quero dizer. Ela não fez nada menos do que confessar todo o seu plano, só que trocando o verdadeiro responsável.

-Você. – falei e ela assentiu. – Então está dizendo que Florência fez tudo isso para casar com o... rei de Findélia?

-É exatamente isso. – disse ela. – Eu meio que já sabia, mas... precisava ter certeza e agora tenho. No entanto, ela foi mais rápida e apresentou provas, coisa que eu não tenho contra ela.

-Isso é uma droga. – balancei a cabeça desapontada com a vida.

-É, sim. – ela fungou e soltou minhas mãos esfregando as suas nos olhos. – Eu estive pensando. Florência sabe que eu a estou investigando.

-Provavelmente.

-Não. – disse ela. – Ela sabe. É a razão de eu estar aqui.

Pisquei aturdida e a deixei continuar. Parecia que agora ela estava disposta a me contar tudo e não tinha Sebastian para interromper.

-Florência deve ter subornado pessoas daqui de dentro. – ela disse mais baixo.

-Quem? – perguntei, surpresa.

-O general.

-Sullivan?!

-Shhh! É. Ele e alguns de seus guardas de mais confiança.

-Mas... – eu estava perplexa. – Para quê?

-As “provas”. Aquilo foi colocado no meu quarto e ninguém entra lá sem minhas chaves... porém se você for o general, bom, você já sabe.

-Você tem certeza do que está dizendo?

-Hum... não. Mas não tinha como aqueles medicamentos estarem lá, não fui eu!

Considerei tudo o que ela acabara de falar. Eu era incapaz de duvidar de uma só palavra, por mais graves que fossem as acusações.

Balancei a cabeça, indignada.

-Não sei como alguém pode ser tão... podre. – cuspi cada palavra. – Tudo isso por causa de poder, francamente!

-Bem, ela também tem seus motivos e não espere muita coisa boa.

-O que quer dizer? – perguntei, pelo jeito não era pouca coisa que ela já sabia.

Porém, Jasmine hesitou continuar.

-Hum... eu não sei, talvez...

-Tudo bem. – tivemos um leve sobressalto quando Sebastian apareceu atrás de nós do outro lado da grade. – Não há problema, pode contar à Hannah se quiser.

Eles “conversavam” pelos olhos por alguns segundos. Lembrei que Sebastian ainda não a tinha visto.

-Eu vou ficar aqui fora. - disse ele e se retirou, porém ficando por perto.

Quando Jasmine começou a falar eu tive que segurar o meu queixo depois de tanto disparate. Começando pelo motivo de Florência estar tanto tempo em Findélia; as coisas não estavam indo muito bem com sua família em Nova Félix.

-Ela disse que o pai dela estava muito ocupado por lá, porém descobrimos recentemente que ele morreu muito antes de ela vir para cá. Veio se refugiar debaixo das asinhas do Estevam, porque a família está falida e devendo a muitas pessoas. – optei por ficar calada enquanto ela continuava. – O pai de Florência a fez jurar que ela se casaria com um príncipe e bem, Florência não é princesa para se casar com um, mas ela também sabe que Findélia é um dos poucos reinos em que essa doutrina já não funciona mais e o príncipe casa-se com quem bem entender.

-Faz sentido. – falei mesmo não querendo acreditar em tanto absurdo. – Mas... por que esse juramento?

-Lembra-se das pessoas a quem a família deve? – assenti. – Pois bem. Devem estar perseguindo-a de alguma forma e creio que aqueles homens que sequestraram Meredith eram antigos subordinados que querem seus salários e estão cobrando a ela e, talvez, a ameaçando também. Florência está desesperada.

As engrenagens começaram a girar perfeitamente com cada detalhe que Jasmine me revelava.

-Então... – arrisquei um palpite. – por isso a morte do rei?

-Exatamente. Quanto antes Estevam se tornasse rei, melhor para ela. Hannah. – de repente ela agarrou minhas mãos novamente. – Eu, apesar de todo o medo, agradeço por estar aqui e não você, uma vez que você é o verdadeiro alvo, o grande obstáculo entre ela e Estevam, mas, por favor, tome cuidado, não acho que ela vá parar, por favor!

-Está bem, fique tranquila. Vou ficar bem longe dela.

-Você não está entendendo! O palácio não é seguro, você tem que falar com Estevam, pedir ajuda a ele antes que outro ataque aconteça, fazer qualquer coisa, fugir, sei lá. Ele vai acreditar em você e vai tomar alguma providência enquanto não temos provas contra ela.

Fechei a expressão e desviei os olhos.

-O que há com você? – perguntou ela percebendo.

-Não sei se ainda vou querer falar com Estevam de novo.

-Como assim? – fez uma pausa. – O que, ele acredita que eu sou culpada?!

-Ele disse que manter você aqui era o certo a se fazer, por enquanto. Então ele deve acreditar, lá no fundo ao menos.

-Não, Hannah, você está se voltando contra quem pode ser seu maior aliado!

-Ele não pode simplesmente tomar uma decisão dessas!

-Ah, ele pode e tem mais uma coisa, eu estou do lado dele!

-Não me diga! Como sempre, não é?

-Hannah, coloque-se no lugar dele e largue esse maldito orgulho, eu sei que você me ama e quer me ver fora daqui tanto quanto eu, mas Estevam fez o que tinha que fazer mesmo que contra a vontade.

-Eu não sei, Jas...

-Confiei em mim e me ouça ao menos uma vez na vida. Florência vai tentar algo contra você e não vai demorar.

-Você está me assustando.

-Melhor assim se for para fazer você acordar. Han, eu vou pedir mais uma vez... faça as pazes com Estevam, você precisa dele, não deixe o plano dessa mulher se concretizar.

Baixei os olhos para nossas mãos.

-Sinto interromper. – Sebastian disse aparecendo novamente. – Mas não poderá ficar por muito mais tempo, Hannah.

-Entendo. – falei e olhei para Jasmine que ainda esperava uma resposta. Ela não teria.

Levantei-me do chão e ela ficou lá entendendo que eu estava “fugindo”.

-Ainda virei lhe visitar outras vezes. – dei leves batidas no tecido da minha calça para remover a poeira do chão. – Boa noite. – depositei um beijo em sua testa e saí com Sebastian.

Jasmine estava lá porque Estevam ordenou sua prisão, mesmo que contra a vontade e por mais que eu quisesse ver uma saída nisso, senti minha indignação me cegando. Portanto não falaria com ele. Ao menos por enquanto.


Notas Finais


grrr, drama!!
eaí, do lado de quem?
(a história está chegando ao fim snif* sobraram poucos capítulos)
obrigada por ler e até a próxima♥


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