História Angels And Demons Academy - Capítulo 22


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Anjos, Demonios, Hozi, Jeongcheol, Jihan, Jihancheol, Junhao, Meanie, Seokchan, Soonhoon, Verkwan
Visualizações 208
Palavras 2.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Atenção: Esse capítulo possuí alta porcentagem de drama e informação (mas é pra ler, viu?).

Capítulo 22 - Seokmin só queria poder entender


 

Narrador: Jihoon  

 

Depois da pancada, Soonyoung foi levada à enfermaria. Acho que distraí ele, me senti na obrigação de ir vê-lo. Minghao fez questão de ir comigo. 

A pequena sala fica na parte dos alunos mesmo. Não é algo muito grande, tem duas macas e uns quatro enfermeiros que variam o turno. 

Entrei na porta dupla branca. Soonyoung estava sentado em uma das macas. Ao lado dele, Junhui segurava alguns curativos enquanto a enfermeira ajudava Soonyoung. Fiquei na porta esperando ela terminar. 

– Prontinho! – A moça pegou os curativos e foi guardá-los em um dos armários. – Você vai ter que ficar sem jogar até a semana acabar. 

Hoshi: E o nosso jogo? – Pronunciou com dificuldade. 

Jun: Ainda bem que você não faz diferença no time. – Riu, mas logo percebeu que seu amigo não havia achado graça nenhuma. 

Dei três leves batidas na porta e entrei na pequena sala. 

Woozi: Você está bem? 

Hoshi: Eu cortei a boca, não um pedaço do pulmão. – Respondeu friamente. 

Junhui: Ele está bem sim. – Respondeu pelo amigo vindo em nossa direção e dando um selinho no namorado. 

Woozi: Me senti culpado e vim vê-lo. – Sorri, porém a cara de Soonyoung continuou fechada. 

Hoshi: Quem foi? – Se levanta da maca e começa a andar na minha direção. 

Woozi: Oi? 

Hoshi: Quem foi o demônio que você virou a cabeça pra ele fazer isso comigo? – De principio achei que fosse brincadeira, mas nem a expressão e nem o olhar dele transmitiam comédia. 

Woozi: Você está brincando, né? – a cabeça dele balançou negativamente. – Por qual motivo eu faria isso? 

Hoshi: Por qual motivo não faria? Não é possível que alguém como você fique bonzinho do nado. 

A medida que eu andava para trás, mais Soonyoung se aproximava. Cheguei a um ponto em que encostei em uma das macas. Junhui e Hao notaram o meu desespero e foram logo segurar Soonyoung. 

Woozi: Eu não acredito que estou ouvindo isso! Não era isso o que você queria? Que eu te tratasse melhor? Eu te odeio, Kwon Soonyoung. Eu te odeio por você me fazer te amar tanto a ponto de sofrer. 

Deixei o local. Se eu estava um pouco furioso? Talvez muito. Tudo o que eu queria era poder gritar. Só gritar e nem ninguém nem nada poder me parar. 

 

Narrador: Wonwoo 

 

Depois de todo o estresse dessa semana, tudo o que eu mais queria era apenas um bom livro acompanhado de um chá quentinho. Já chega de escola, só essa semana acabar e temos o quê? Férias. 

Aproveitei o final de tarde quentinho daquela quarta-feira para ficar em harmonia com a natureza. Me sentei em uma das mesas de piquenique da parte dos alunos acompanhado de um bom livro, alguns cookies de açúcar e canela e, claro, aquela xícara de chá de maçã. 

Estava começando o 12° capítulo quando notei um vulto atrás do meu livro, do outro lado da mesa. Abaixei o livro e vi justo ele, Mingyu. Ele estava com os braços apoiados na mesa e olhando para os lados, como se estivesse angustiado. 

Mingyu: Pff, “saudades”. – Disse baixo. – Aquele menino é um imbecil. 

Wonwoo: Está falando comigo? 

Mingyu: Lógico, com quem mais seria? 

Wonwoo: O menino imbecil é... 

Mingyu: Sim, é ele. – Respondeu sem tirar o olho do menino que conversava alegremente com outros alunos. 

Wonwoo: Me responde uma coisa. – Ele afirmou com a cabeça. – Aquele espetáculo todo era só pra se mostrar pro Hoseok? 

Mingyu: Se fosse qualquer outro aluno era, mas como é você... – Pegou um de meus cookies e deu uma mordida. 

Wonwoo: Eu? O que tem de errado comigo? 

Mingyu: Me parece que você tem interesse em mim. 

Wonwoo: E você tem em mim? 

Mingyu: Claro, se não tivesse a gente não estaria namorando. 

Roubei o cookie da mão de Mingyu, tendo a atenção dele apenas para mim. 

Wonwoo: Então aquilo não era brincadeira? 

Mingyu: De inicio era, mas agora eu tenho certeza do que sinto. Prefere algo mais formal? 

Wonwoo: Eu prefiro algo mais concreto. 

Mingyu saiu em disparada ao canteiro de flores. Pegou algumas, tirou a raiz e prendeu o pequeno buquê com uma folha que achou em uma árvore próxima. 

Voltou à mim, dessa vez ao lado do banco em que eu estava sentado, se ajoelhou como um verdadeiros príncipe e fez o pedido. 

Mingyu: Menino Wonwoo, você me daria a honra de te chamar de meu e eu de seu? 

Wonwoo: Mas você já não tinha feito isso antes? – Ele franziu o cenho. – Já que você insiste... 

Peguei o buquê e dei um beijo rápido nele, porém afetuoso. Ele se levantou e se sentou ao meu lado, passando a mão por volta de minha cintura. 

Mingyu: Me diga, namorado, o que você está fazendo? 

Wonwoo: Eu estou, namorado, lendo um livro. – Bastou isso para uma careta bizarra surgir no rosto dele. 

Mingyu: Você sabe que eu não vou fingir que quero ler com você. 

Larguei o livro na mesa e fui dar atenção à ele. 

Wonwoo: E o que você quer então? 

Mingyu: Eu. – Selinho. – Receber. – Selinho. – Atenção. – Selinho. – Do. – Selinho. – Meu. – Selinho. – Namorado. – E foi só aí que se iniciou um beijo de verdade. 

 

Narrador: Jisoo 

 

Dois dias já se passaram desde a “conversa” com Seungcheol. Desde então não largamos ele um segundo. Há quem diga que estávamos muito apegados, mas isso é apenas uma forma de proteção que eu e Hannie havíamos encontrado. 

Hoje resolvemos dar um descanso. Viver nessa bolha não estava fazendo bem nem a ele, nem a nós. Tirei o final do dia para terminar todos os trabalhos. Como se eu fosse conseguir... 

Ainda na escada trombei com Chan que descia as escadas desesperado. 

Jisoo: Ei, ei, ei. Pra quê a pressa? 

Chan: Jantar em família. 

Jisoo: Calma, ainda dá tempo. 

Chan: Não se meu convidado de honra nem estiver sabendo disso. 

Voltou a descer as escadas correndo e depois saiu pela entrada, esbarrando em tudo quanto é gente. 

Voltei a subir as escadas e no finalzinho dela já encontrei outro com problemas: Jihoon. 

Jisoo: Você está bem? 

Woozi: Eu pareço bem? A minha vida é um caos, nada dá certo, NADA! 

Olhei para os dois lados do corredor só pra ter certeza que nenhum cuidador da vida alheia iria aparecer. Puxei Woozi para um abraço e comecei a cantar baixinho no ouvido dele. 

Jisoo: Melhor? 

Woozi: Bem melhor. Obrigado, hyung. 

Sorri e voltei a andar pelo corredor. Como esperado, outro saeng apareceu. 

Jisoo: E com você, o que não deu certo? 

Minghao: Eu quero meu namorado. 

Jisoo: Então vá ver ele. 

Minghao: Ele está no quarto dele. – Virou a cabeça para o lado, mostrando seu desapontamento. 

Jisoo: Faz o seguinte: escreve uma carta e pede pra um dos demônios que estiver passando entregar a ele. Assim você pode chamá-lo de uma forma especial. 

Minghao: Mas, hyung, isso não é brega? – Questionou de forma inocente. 

Jisoo: É sim, mas a graça está aí. Brega é romântico. 

Minghao sorriu e acenou antes de sair correndo em direção ao quarto. E lá vou eu andando de novo. Não passo de 2 metros de caminhada e já me aparece outro. 

Jisoo: O que você fez de errado agora, Mingyu? 

Mingyu: Eu fiz tudo certo hoje. Acho que a vida sorriu pra mim. – Se orgulhou. 

Jisoo: Isso explica o caos na vida dos outros. – Digo baixo. 

Mingyu: Oi? 

Jisoo: Nada, eu tenho que ir. Tchau. 

Finalmente acabou. Credo, esses meninos estão atacados hoje. 

Finalmente me aproximo do meu quarto. Na porta tem Jeonghan andando de um lado para o outro como se não soubesse o que fazer. 

Jisoo: O que foi? 

Jeong: Cheolli conversou com o pai dele por telefone hoje. 

Jisoo: E oque aconteceu? Ele disse alguma coisa? 

Jeong: Não sei, estava te esperando. – Segurou a minha mão e esperou a minha resposta. 

Jisoo: Vamos, então. 

Abri a porta aos poucos. Cheolli girava de um lado pro outro na cadeira da escrivaninha, mantendo sempre a cabeça abaixada. 

Jisoo: E aí? 

Seungcheol não respondeu, mas algo inusitado aconteceu: ele se levantou e deixou um ar de mistério. Olhou nos olhos de cada um de nós antes de anunciar alegremente: 

Cheol: Consegui convencer meu appa a emprestar o apartamento dele na cidade! 

Nos entreolhamos antes de começarmos a sorrir feito bobos. 

Jeong: Como? 

Cheol: Disse algumas coisas pra mostrar a ele o quão responsável eu sou. 

Jisoo: E a comida? – Cheolli parou e começou a pensar. 

Jeong: Ele é rico, pode comprar todo dia. – Rimos. 

Cheol: Todo dia não. Eu sei que você sabe fazer tortas maravilhosas. – Apontou para mim. – E você sabe fazer ensopado de legumes. – Apontou para o Jeonggie. – Além disso, eu não participei da festa dos Cupcakes. 

Jisoo: Meu pais não deixariam eu ficar nem meia hora sozinho no mesmo apartamento que vocês. Meus pais nem sabem que eu namoro dois ao mesmo tempo. 

Jeong: Nem os meus. – Concordou comigo. – Pera, seus pais não sabem que a gente tá junto? – Confirmei com a cabeça. 

Cheolli deu de ombros e se deitou na cama estranhamente calmo. 

Cheol: Eu já resolvi isso. Não vou mentir: foi difícil disputar tempo com os pais de vocês. 

Jisoo: Não entendi. 

Cheol: Eles sabem quem eu sou, só não sabem que a gente está junto. Na sexta a gente pode pegar o ônibus que vai levar o time de futebol jogar com uma outra escola aí. Lá a gente pega um taxi e vai pro prédio do meu appa. Agora vem cá. 

Fomos até ele. Nos deitamos na cama, um de cada lado e ele nos abraçou. Passou 2 minutos e percebemos que ele estava quieto de mais. 

Jisoo: Jeonggie? 

Jeong: Sim, ele dormiu. 

Nos levantamos em silêncio e saímos do quarto. Melhor deixar ele relaxar um pouco. 

 

Narrador: Seokmin 

 

Ver todas aquelas pessoas arrumadas com roupas formais e super chiques sentadas à mesma mesa que eu me faz duvidar se realmente estou acordado. Dino está do meu lado, é, estou mesmo acordado. 

As demais pessoas me encaravam de forma estranha. Será que é a minha roupa? Não tenho culpa, afinal fui avisado 10 minutos antes desse jantar, tempo suficiente para eu colocar um jeans, uma camiseta e um perfume. 

Seok: Por que você me chamou pra vir aqui mesmo? – Cochichei. 

Chan: Porque você é meu único amigo que a minha família não conhece. 

Seok: Mas você também é amigo dos meus outros amigos... 

Chan: Mas você é mais especial. – Me cortou. Estava todo emperiquitado que nem toda essa gente chique. Estava com uma camisa social branca e uma calça preta. – Se me dá licença. 

Saiu ao passar por um corredor. A casa é um luxo. Herança dos fundadores, não deixa uma imperfeição se quer a mostra. Tudo muito brilhante, dourado e prata. Na mesa havia uns 6 talheres diferentes. No total, umas 9 pessoas. Comigo 8. 

– No que tanto pensa, meu jovem? – O diretor Lee, pai de Chan, me perguntou. 

Seok: Casa bonita. Vocês tem sorte de morar aqui. – Ele riu. 

– Sim, é uma honra morar na casa de grandes heróis. 

Uma moça bem uniformizada, acho que é uma das empregadas, apareceu na sala de jantar. 

– O cardápio de hoje é ensopado de camarão, especialidade do chef. 

Em seguida, um outro funcionário apareceu trazendo consigo uma espécie de panela chique. É hoje que minhas 3 aulas de etiqueta vão valer a pena. 

O moço tirou a tampa da panela e o vapor subiu rapidamente. O cheiro poderia ser considerado uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. Ele começou a colocar a sopa de prato em prato e entregava para a outra empregada. Ela já estava quase me entregando o prato quando Dino chegou. 

Chan: Me desculpem a demora, eu... 

Chan puxou a cadeira para se sentar. No ato, ele acabou esbarrando no prato e derrubando tudo em mim. 

Seok: Aaah, quente, quente, quente. 

As pessoas começaram a se levantar da mesa para vir me ajudar. Lógico que eu não ficaria sentado também. 

– A camisa, garoto. 

Tirei aquilo como se fosse o disfarce do Super Homem. Um outro empregado apareceu com uma toalha molhada e me entregou. Só assim parei de gritar e as demais pessoas a conversar. 

Estavam todos me olhando. Não exatamente para mim, mas para uma parte específica do meu corpo, exatamente onde eu tenho a minha pior marca. 

– Eu não acredito. – Uma moça de uns 48 anos desmaiou. Outra pegou um dos guardanapos e começou a abanar a si propria e à moça desmaiada. Outra só sabia chorar. 

Seok: Chan, eu fiz algo de errado? – Me virei para ele e o mesmo estava perplexo. – Eu estraguei o jantar, é isso? 

– Você não estragou nada. Você melhorou tudo. – o Diretor Myo me abraça e logo começa a chorar em meu ombro. 

Eu só queria poder entender isso tudo.

 


Notas Finais


Acho que estou voltando a minha rotina normal. Se tudo der certo, teremos 2 capítulos por semana.

Eu tenho uma perguntinha, bem importante, de fato: vocês querem que eu continue a fic depois das férias? De princípio eu não pensava muito no segundo semestre, mas me veio umas idéias e eu não sei se realmente coloco elas em pratica. A fanfic pode ficar muito longa kkkkk.

Até a próxima, meus Demônjos SZ


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