História Angels: Ato I - O Despertar. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 9
Palavras 2.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom, primeiramente eu quero agradecer a todos que leram ou irão ler esse capítulo. Eu não sou nenhum escritor profissional, e o meu nível de escrita está longe de ser perfeito, porém eu escrevo por diversão e por amor. Espero que gostem ^'^

Capítulo 1 - Pesadelo


Fanfic / Fanfiction Angels: Ato I - O Despertar. - Capítulo 1 - Pesadelo

  Hunter não tinha certeza do que havia feito aquele imenso barulho em sua casa, mas sabia que aquilo havia o acordado. Poderia ter sido sua mãe, ou até mesmo sua irmã; Mas por algum motivo o mesmo resolveu ir conferir.

Se sentou em sua cama. E com os olhos ainda sonolentos olhou a hora no relógio em sua escrivaninha. Eram só 3:11h.

“3:11h” – Pensou –

Era praticamente madrugada e todos já deviam estar dormindo; O que deixou o rapaz ainda mais preocupado. Levantou de sua cama com cuidado e pegou um bastão de beisebol que estava encostado perto à porta – Um antigo bastão de madeira, com algumas assinaturas e marcas de arranhão – abriu a porta á sua frente e saiu em meio á escuridão da casa em direção as escadas.

Novamente o barulho ecoou pelos cômodos; Mais alto desta vez, algo como panelas caindo ou sendo batidas sobre o balcão da cozinha.

O coração de Hunter gelou. Ele estava com medo, mas não podia recuar agora, já estava na metade do caminho e talvez pudesse ser alguém precisando de sua ajuda; Ou até mesmo um animal perdido que tivesse conseguido entrar. Com os punhos cerrados no bastão e com um frio na barriga o mesmo desce as escadas rapidamente, mas antes mesmo que conseguisse descer o ultimo degrau, a porta que levava a rua a sua frente se abre, deixando com que a fraca luz da madrugada iluminasse aquela pequena sala.

Um breve silêncio se estabeleceu no local, sendo quebrado pelos passos de uma mulher que entrava caminhando lentamente – Cabelos escuros e longos que caiam sobre seu rosto pálido e sombrio, a mesma utilizava um pijama branco e simples, longo como um vestido, porem manchado na direção da barriga por sangue, que escorria e pingava até tocar o chão - Era sua mãe; Sofia Grynfinor.

Hunter congelou ao perceber, não poderia acreditar que aquela era realmente sua mãe, totalmente ensanguentada. Mas antes mesmo que o rapaz pudesse tomar uma atitude ou até mesmo pensar em uma explicação, um homem encapuzado entra pela porta – Utilizando um moletom preto e empoeirado, calça jeans surrada e levemente rasgada, com seu rosto escondido na escuridão do capuz. – Sem fazer nenhuma ação ou até mesmo dizer algo, o homem caminhou para de trás da mãe de Hunter. Colocando sua mão pálida sobre o ombro da mesma.

-- Você está vendo meu amor? –- Exclamou a mulher em um tom frio –- Olhe bem para mim, veja o que aconteceu comigo. Você fez isto, por sua culpa eu estou morta — Saiu em direção à cozinha sem dizer mais nada.

Confuso e assustado o rapaz permaneceu imóvel...

-- Viu o que você fez garoto? ... Você a matou, sua própria mãe. Mas isso não importa agora, não é a sua mãe que eu quero. É você, você e sua preciosa irmã. Vocês dois que são os meus alvos e nada nem ninguém ficará no meu caminho, e pode ter certeza que nós iremos encontrá-los. –O homem encapuzado murmurou em um tom tenebroso. Saindo pela porta ainda aberta e sumindo em meio ás trevas. Imóvel e sem entender nada o rapaz permanecia na escada fitando a porta pela qual o homem havia saído e olhando para a cozinha em seguida, aonde sua mãe deveria estar, porém já havia sumido. Com os punhos cerrados no bastão e ainda muito assustado Hunter decide descer o ultimo degrau, mas novamente é surpreendido por algo que o fez parar, uma voz calma e grave dessa vez, que ecoava como um sussurro em sua mente.

-- Tome cuidado garoto, os tempos já não são mais como antigamente as coisas estão mudando, não só no seu mundo...... Tem tempestade vindo por ai, você precisa está preparado.—A voz se calou.......

* * * * *

Era só um sonho ..... O rapaz levantou em um pulo involuntário de seu travesseiro, ofegante e com seu coração acelerado. Nunca tivera um sonho como aquele antes, tão sombrio e real ao mesmo tempo.

-- Que droga de sonho foi esse? -– Praguejou com sigo mesmo, chutando as cobertas de sua cama e se sentando na mesma; Com seus olhos escuros ainda sonolentos e seus cabelos que mais pareciam castanhos escuros, totalmente desarrumado o mesmo da um pequeno bocejo, se espreguiçando com seus braços e pulando da cama.

Seu quarto era pequeno; Possuía um guarda–roupas escuro que ficava ao canto de uma parede, com uma escrivaninha de madeira e um notebook sobre ela, junto a alguns cadernos e um pequeno relógio, que por acaso estava em seu sonho também. Pequenos raios de sol escapavam por meio as brechas da janela, iluminando o pequeno local.

Ainda preocupado com o sonho que tivera, o rapaz sai de seu quarto às pressas, partindo em direção as escadas e descendo as mesmas rapidamente. Indo em direção à cozinha.

-- Mãe!!! ....Mãe!!!!—

-- O que foi?!!! – Gritou Sofia em resposta, em um tom de preocupação.

O rapaz entrou as pressas, parando em meio a cozinha e se deparando com uma cena: Sua mãe, que estava diante do fogão, fazendo algumas panquecas para o café e sua irmã; Beatriz. Que esperava ansiosamente por elas na mesa.

– O que foi querido?!!!.... Você se machucou? –

-- Não – Sorriu após dar um suspiro de alivio, vendo que sua mãe e irmã estavam bem. – Eu só queria saber se estava em casa. –

-- E precisava disso tudo menino. – Exclamou em um tom bravo, porém aliviada. – Você quer me matar do coração? .... Eu pensei que tinha acontecido alguma coisa.—

-- Desculpa Mãe. –

-- Tudo bem, pelo menos não é nada sério. Mas você já vai fazer 17 anos Hunter, não pode ficar me dando esses sustos assim, nem a sua irmã que tem 13 faz isso. –

-- E o que idade tem haver com isso mãe? –

-- Tudo. Você está crescendo meu amor, precisa ter atitudes mais responsáveis como um adulto, e adultos não saem gritando pela casa matando suas mães de susto— Acabou soltando uma breve risada que não pode conter. – Vocês não tem jeito mesmo meus amores. – Desligou o fogão e pôs a ultima panqueca em um prato que estava no balcão com as outras, pegou o mesmo e caminhou em direção à mesa – Ela utilizava uma camisa verde de botões e uma calça jeans escura e muito bem conservada, seus cabelos escuros caiam sobre seus ombros e seus cintilantes olhos castanhos brilhavam enquanto olhava para seus filhos. –

-- Vocês não Mãe, é o Hunter que faz essas coisas. – Protestou Beatriz. – A mesma utilizava uma blusa branca e um short amarelo, seu cabelo era arredondado e na altura do ombro, castanho com uma pequena mexa em vermelho na frente -.

-- Você também apronta Bia, não adianta tentar escapar – Respondeu Sofia se aproximando da mesa e pondo as panquecas sobre ela. – Mas independente da bagunça que façam, eu sempre vou amar vocês — Completou com um sorriso em seu rosto. – Vocês são à minha vida –

O sonho de Hunter veio em sua mente, junto à imagem de sua mãe, totalmente ensanguentada e sem expressão alguma.

“Aquilo foi só um sonho, nada mais.” – Pensava Hunter com sigo mesmo. Tentando se convencer de que tudo não passou de uma criação de sua mente.

Juntos, a família tomou seu café da manhã – Deliciosas panquecas cobertas com mel, algumas frutas frescas e suco de laranja. –

(9:00h depois ....)

Já era tarde, e o alaranjado brilho do sol dominava o céu; uma leve brisa pairava pelas ruas e o farfalhar das árvores soava á medida em que as mesmas balançavam suas folhas.

-- O dia hoje foi um tédio, uma aula atrás da outra, uma mais chata que a outra. Não via hora de voltar pra casa e jogar um pouco pra relaxar. – Exclamou Hunter enquanto caminhava.

-- Você só pensa nisso Hunt. – Falou Beatriz, seguido por um breve sorriso – Porque você não arruma uma namorada como a maioria dos meninos?.....Hein? –

-- Por que eu não quero, e também, eu não gosto de nenhuma garota. –

Uma leve brisa pairou, à medida que os irmãos caminhavam pela calçada; Uma rua vazia, repleta de casas de madeira bem decoradas, e árvores grandes de folhas douradas, que enfeitavam o caminho e ofereciam sombra.

-- A não? – Conteve uma risada – E a Elizabeth, hein? ... Eu vejo como você olha pra ela. –

-- E..e..eu não estou a fim dela Bia. E o que você sabe sobre isso? – Gaguejou com o rosto um pouco vermelho de vergonha. – Você só tem 13 anos. –

-- Não adianta mentir, o seu rosto já entrega você, é só falar dela e já fica todo vermelhinho — Começou a gargalhar. -– Parece um tomate!! –-

-- Cala boca Bia, você não sabe de nada. –

-- Ok, Pimenta. – Continuou a gargalhar enquanto caminhava. – Mas sério maninho, porque você não fala com ela? Ela mora em frente a nossa casa, você não tem desculpas —

-- por que não!! –

Após essas palavras Hunter olha para o lado, e seu coração gela instantaneamente. Na calçada oposta a que estava um homem de moletom preto e capuz vinha em sua direção, com a cabeça abaixa e mãos no bolso, o mesmo caminhava lentamente.

O rapaz congela.

-- Hunt ? – Falou Beatriz. – Maninho? ... O que foi? –

Silêncio....

A garota olhou para mesma direção que seu irmão. Confusa e sem entender nada, observa o homem que caminhava; sombrio e irreconhecível.

-- Quem é ele? –

Um ônibus escolar passou, tampando a visão dos irmãos e quebrando o silêncio com a cantoria das crianças que estavam ali dentro.

-- ele – Ponderou o rapaz. – Eu não sei --

Um forte vento soprou. E ao passar do ônibus o homem desaparece, sem rastros e sem explicação.

-- O que? .... Pra onde ele foi? Ele estava ali agora mesmo – Murmurou Bia confusa.

O sonho da noite passada viera à mente de Hunter, junto a um aperto no coração e um forte frio na barriga, pois o homem vinha da direção em que ficava sua casa. E sem perda de tempo o rapaz parte a toda velocidade em direção a mesma.

-- Vem Bia, depressa!!! –

-- O que foi Hunter? ....Me espera. – Correu atrás, sem entender nada.

O medo dominava a mente do rapaz, e a preocupação com sua mãe só aumentava. Ele sabia que aquilo havia sido real, até porque sua irmã também havia visto o homem. Ignorando tudo a sua volta o rapaz corria incessante pela calçada; Ofegante e desesperado o mesmo avista sua casa – Uma construção de dois andares, com paredes pintadas de azul e portas e janelas em branco, com uma pequena varanda rodeada por uma cerca de madeira – subindo as escadas da varanda e adentrando a casa.

-- Mãe!!! – Jogou sua mochila no chão e partiu para a cozinha; Não havia ninguém. – Mãe!!! -- A preocupação aumentou, e o mesmo parte para as escadas.

-- O que foi Hunt? ... O que está acontecendo?—Beatriz entrou pela porta ofegante.

Nada respondeu, subindo as escadas rapidamente.

-- Mãe !!! – Gritou novamente.

– Oi !!! – Exclamou Sofia, saindo de seu quarto – O que fo.. –

Antes mesmo que pudesse terminar de falar é surpreendido por um abraço de seu filho. Que deixava algumas lágrimas de alivio caírem.

– O que foi meu amor? ... Porque está chorando? –

Nada disse por um tempo, e então respondeu.

-- Hoje à noite eu sonhei que perdia você mãe, foi horrível. As imagens não saem da minha cabeça— Disse Hunter. Em meio às lagrimas que não conseguia conter. –Eu fiquei com medo de te levarem de mim, ou quem sabe algo pior --

– Ei, se acalma meu amor, eu estou bem. – Disse Sofia em um tom suave e confortante. – Pare de chorar, eu estou aqui com você, foi só um pesadelo...... Eu sei que o dinheiro que eu ganho no emprego não é muito, mas a gente sempre conseguiu viver bem, e sempre conseguimos ficar juntos, e mesmo que eu tenha que sair na rua pedindo dinheiro, eu nunca vou deixar que separem a gente. Você e sua irmã são tudo pra mim, e sempre farei de tudo pra estar com vocês. – Secou as lagrimas de seu filho. – Eu amos vocês, e nunca abandonaria os meus amores. –

Fez-se um breve silêncio....

-- E quanto à questão de morrer, bom... Eu não pretendo morrer tão cedo, mas a vida é imprevisível e você deve estar preparado para caso aconteça. Sua irmã ainda é pequena, e precisará de você. – Abraçou seu filho novamente – Mas não pense nisso, e pare de chorar. Tá bom? –

-- Tá bom... – Deu um sorriso de leve com os olhos meio avermelhados de chorar.

-- Fica assim não maninho. – Exclamou Beatriz, se aproximando do rapaz, repousando sua mão sobre seu ombro.

O rapaz assentiu, olhando para sua irmã.

-- Ok .. ok, chega de tristeza vocês dois, vão já trocar de roupa pra jantar. Vou esperar vocês lá em baixo. – Disse Sofia.

 Os irmão assentiram e Hunter se retirou para seu quarto. Ainda pensativo, porem aliviado; mas com a duvida em seu coração.. “ Aquele sonho, era apenas um sonho?”


Notas Finais


Obrigado por lerem !!!
Capítulo 2 semana que vem.


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