História Anjo - Capítulo 1


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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - I dont believe in humans


Fanfic / Fanfiction Anjo - Capítulo 1 - I dont believe in humans

Vincent Owen

Estação Westburg, Nemetown. 19h46pm.


O clima frio era cotidiano na pequena cidade do oeste de Nemetown.  O moletom preto não era suficiente para o final de tarde naquela agitada estação. O trânsito de pessoas entrando, saindo, chorando, rindo e esperando impacientemente o trem enfeitava o lugar.


Sentado no banco observando o mundo que me rodeava e com o pequeno caderno marrom com folha sem pauta, eu fitava o rabisco que havia feito. Era um esboço do modo que eu via o mundo. Naquele exato momento. Suspirei. Guardei o pequeno caderno na mochila e me espreguicei. Afinal, ficar três horas observando o mundo também cansa. 

Sorri ao encarar uma garotinha ruiva que fazia birra e  acabou por me mostrar língua.

Continuei andando e subi as escadas em ddireção a saída. Haviam luzes de pisca pisca pela cidade, pessoas usavam cachecol. Casais andavam de mãos dadas. Bêbados estavam nos bares das esquinas. E eu, bom, eu era um ponto preto no meio de todo esse caos. O que ninguém sabia até então, é que eu era o meu próprio caos.

As ruas escuras, iluminadas por luzes ffracas de postes antigos, de 1893 talvez. Mais um pouco e cheguei até o meu castelo. Um quarto pequeno no subúrbio inabitável da rua Bluegrounder. Enquanto eu tentava abrir a porta enferrujada começou a chover e eu me molhava ainda mais perdendo tempo lutando contra aquela porta de merda.

Bufei e acabei dando um chute de ódio, o que acabou quebrando a porta.

— Ah, ótimo!  — Murmurei puto da vida.

Entrei e levantei a porta, pelo menos daria pra fingir que ela estava fechada.

Joguei a mochila preta na cama e tirei a roupa, peguei a toalha e fui direto pro banheiro tomar banho.

A água fria causava arrepios e relaxamento quando entrava em contato com a minha costa branca comvvários sinais despersos nela. Molhei o cabelo loiro e as sardas se destacavam mais pela minha palidez devido a limpeza da pele. Me fitava no espelho. Os olhos azuis negros, a pele pálida, a boca carnuda rosada, o maxilar traçado fortemente, o cabelo loiro pingando na minha testa.

Vesti uma calça moletom e me joguei no puf, jogando a noite inteira.

 Sozinho. Sem ninguém. E sem perspetiva nenhuma de melhora.

Meu nome é Vincent Peter Owen. 19 anos de muita confusão, quebra de regras e decepções a cada parte da sociedade. Incluindo meus pais. Sem esquecer que ambos me expulsaram de casa. É, certamente eu nunca fui um bom filho. Na verdade, bondade não é algo que existe em mim. Assim como alegria, paz e amor. Mas de todas essas porcarias, a mais desprezível é a última. 

Minha mente é minha perdição.

Bom, bem-vindos a minha bosta de vida.



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