História Anjo - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Inazuma Eleven (Super Onze)
Personagens Afuro Terumi (Aphrodi), Atsuya Fubuki, Kazemaru Ichirouta, Nagumo Haruya (Burn), Personagens Originais, Shirou Fubuki, Suzuno Fuusuke
Tags Anjos, Inazuma Eleven, Universo Alternativo, Yasbuki
Exibições 17
Palavras 5.055
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


YOOO \O/ ~Arco-íris~
Finalmente mais um capítulo :') e já agradeço aos favoritos e os comentários do cap anterior *-* <3
Não tenho muito o que dizer aqui, então...
NOS VEMOS LÁ EM BAIXO! O/ *w*

Capítulo 2 - Eles Estão Entre Nós


Fanfic / Fanfiction Anjo - Capítulo 2 - Eles Estão Entre Nós

  Cuidadosamente ela abriu a porta de casa com a chave depois dela emperrar várias vezes na fechadura, estava tão distraída depois de tudo que aconteceu, que errava várias vezes o fecho onde colocava a chave. Entrou sorrateiramente com o maior medo de sua mãe estar em casa e ver que ela estava extremamente atrasada. Passou pela sala, sala de jantar e quando estava para cruzar a cozinha... 

- Posso saber o por quê da demora, mocinha? 

 Suspirou. Realmente não dava pra escapar do faro de sua mãe. A mulher estava na varanda, que era depois da cozinha e do segundo banheiro da casa e mesmo assim foi capaz de ouvi-la chegar. 

- Eu tava conversando com um amigo lá fora... -Respondeu desdenhosa. 

- Amigo né... Espero que não esteja namorando escondido. 

- Eu não tô, mãe. -Yasmin afirmou tanto com sua frase como com o olhar, mas a mulher de cabelos enormes, lisos e negros, e olhos ainda mais claros do que o castanhos de sua filha duvidou. Quando a garota foi tentar passar por ela, Marry, sua mãe impediu.  

- Que eu saiba o seu horário de sair é as 16:00 horas e não as 16:45. 

- Eu me perdi... -Confessou desviando o olhar. 

- Mentirosa. 

- Mentirosa?! -Elevou a voz para a mais velha. -A senhora nem tava lá, como vai saber? 

- Se tivesse vindo pelo caminho certo não teria se perdido! 

- A senhora nem liga pra mim, nem sei porque tá se fazendo de preocupada. 

- Yasmin, volta aqui! -Driblando a barreira que sua mãe fizera no meio do corredor, Atsuki passou rapidamente pela mulher e foi para o quarto. -Menina, eu tô falando com...! 

 De uma vez a menina respondeu aos berros da mãe com uma batida forte na porta. Trancando-se do lado de dentro e cessando o barulho que os gritos de sua mãe faziam pelos comôdos, Atsuki relaxou os ombros retirando a bolsa de cima de um deles e apoiou-a sobre o cumprido cabideiro de madeira ao lado da porta. 

- Não foi legal o jeito que você falou com a sua mãe. 

- Khya~! -Gritou histéricamente após o susto que levara, tanto que até deixou despropositalmente a bolsa cair de cima do cabideiro, levando-o também ao chão pelo impacto da alça puxando uma de suas hastes. Olhou velozmente para trás encontrando a sua frente o seu anjo sentado sobre a poltrona que ela usava para "guardar" as roupas que tirava do varal e tinha preguiça de dobrar. Era a primeira vez que o vira tão sério como naquele momento, não que ela já o conhecesse a anos, mas para uma pessoa aparentemente tão amável como ele, aquele expressão era verdadeiramente impactante. 

- Fubuki? O que você tá fazendo aqui?! Como você ent... -Um travesso sorriu delineou os lábios róseos dele e logo a garota engoliu sua ultima questão. -Deixa pra lá... Eeei, espera aí! Você disse que não poderia ficar aqui por muito tempo, eu pensei que você não fosse mais voltar! 

- ... E-eu disse que nos veríamos de novo... -Atsuki abriu a boca para protestar, mas o anjo interferiu levantando a mão sinalizando para ela parar. -Por que você falou com ela daquele jeito? -Questionou com certa passividade em seu tom. Yasmin o olhou pelo canto dos olhos sem nada dizer, estalou a língua no céu da boca e foi até sua cama ao lado da poltrona em que ele estava, com cuidado pegou as roupas milagrosamente dobradas e guardava-as no guarda-roupa. -Ela só estava preocupada com você... 

- Tava nada, não vai demorar muito pra ela começar a insinuar que eu tô saindo escondido da escola pra namorar com alguém. -Permaneceu em silêncio por alguns segundos enquanto a garota pegava com violência a roupa dobrada e a guardava/jogava dentro do móvel. -Você viu? -Parou de repente para olha-lo. -Eu falei pra ela que me perdi e ela me chamou de mentirosa! E eu quase fui atropelada! 

- Você sabe como as mães são... -Levantou-se da poltrona e pegou algumas peças para ajuda-la também. -Pior teria sido se ela nem tivesse perguntado. 

 Yasmin parou de frente a porta aberta e pensou sobre o que ele dissera, ela teria ficado bem triste se a mãe não tivesse nem ao menos notado sua ausência. Após arrumar as roupas com mais jeitinho, Fubuki passou a mão por seu ombro e a fez olhar para ele. 

- Você foi por outro caminho e acabou demorando, sem falar que quase sofreu um acidente. É claro que além de preocupada, ela ia ficar brava também... -Sorriu ternamente para ela, com um enorme sentimento de culpa pesando sobre seu corpo, Atsuki deixou suas palpebras caírem e abaixou a cabeça segurando o choro. Era difícil ela se sentir culpada a ponto de chorar, aliás, ela nunca chorava, mas fosse talvez por um encanto misterioso que Fubuki tinha em seu jeito, sua voz, em seus atos, que faziam a garota abaixar a guarda. Enquanto ainda a olhava, passou as mãos livres sobre seus cabelos e jogou-os para o lado, deixando cair em seus ombros cobertos, depois segurou em seu queixo e ergueu sua cabeça novamente para ela encara-lo. 

- Peça desculpas pra ela. 

- ...T-ta bom... -Respondeu com os olhos arregalados.

-... Hum? O que foi? Seu rosto tá quente e vermelho... 

- Ah! -Virou rapidamente. -N-não é n-n-nada... Vou falar com ela. 

- Tá bom. -Sorriu deixando-a ir, mas antes de cruzar a porta Yasmin ainda virou-se para vê-lo novamente. 

- Ei, cadê suas asas? 

- Estão aqui. -Celeremente ele abriu e fechou as asas sobre suas costas, fazendo-as desaparecer em um piscar de olhos. 

- Ah... 

- É melhor você ir logo...

- Eu já vou... -Fitou-o mais um pouco e sorriu antes de fechar a porta e sair para fora. Fubuki suspirou passando a mão pela mecha que fazia jus a sua franja, foi até a janela aberta e jogou-se de lá à uma queda livre, onde antes de atingir o chão suas asas o fizeram sobrevoar com velocidade rumo ao infindo céu cinzento daquele fim de tarde. 

~*~ 

 Caminhando enquanto quase afundava o chão de tanta raiva, Yasmin seguia as ruas de seu bairro sempre olhando para cima, a procura dele. 

 O motivo de sua raiva era o simples sentimento de frustração da noite anterior ao voltar para o quarto após fazer as pazes com sua mãe e o anjo não estar lá, e não aparecer em nenhum momento naquela manhã. Estava com medo dele nunca mais voltar, mas não escondia a raiva por ele ter ido sem se despedir. 

 Adentrou os grandes portões da Raimon e foi direto para o pátio, mais precisamente onde ficavam os bancos. Lugar onde seus amigos sempre ficavam, os avistou de longe batendo cards. 

- Batendo cards? Nossa, voltamos a 5° série... -Falou ela mal humorada sentando ao lado de Aki ao chegar. 

- Bom dia pra você também. -Um dos rapazes falou, o de óculos e capa. 

- Foi mal, bom dia... 

- Bom dia. -Todos os outros e outras responderam. 

- Acordou de mal humor? -Kazemaru disse sem tirar os olhos do monte de cartas prestes a serem batidas por Endo. 

- Sim... Cara, vocês não vão acreditar no que me aconteceu ontem. 

- Droga! -Resmungou Endo depois de bater a mão de mal jeito no chão. -O que aconteceu? -Perguntou choroso sentindo a mão arder. 

- Quase fui atropelada. 

- EEH?!! -Berraram em espanto seus amigos a olhando assustados. 

- Você tá bem?! -Kazemaru adiantou-se em tocar os braços, pernas e o rosto da garota, vendo se havia algum machucado ou se ela esboçava algum sinal de dor. 

- Estou, como eu disse, eu quase fui atropelada, só não fui porque... -Sorriu vitoriosa. -Um E.T me salvou... QUE?! -Gritou após perceber a loucura que tinha dito. Todos a olharam como se ELA fosse o E.T da história. 

- ... Acho que ela foi atropelada e o carro bateu com muita força na cabeça dela... 

- Goenji! -Yasmin o repreendeu. 

- Kkkkkkkkk -E aquela foi a gota d'água para todos começarem a rir.

- E de que espécie ele era? Kkkkkkk. -Kido perguntou debochando da menina. 

- E-esperem, não foi isso que eu quis dizer! 

- Kkkkkkkk... -Nem dava para ela se retratar, suas risadas altas não deixavam. 

- Etto... Com licença... 

 Aquela voz, não podia ser. 

- Eu posso roubar a Yasmin de vocês um pouquinho? 

 Os risos cessaram quando a voz do garoto fez-se presente dentre seus amigos. A mencionada parecia que ia ter um infarte, seu rosto perdeu toda a coloração e seu corpo gelado bambeava como se fosse cair duro a qualquer momento, enquanto o garoto pressionava suas mãos incrivelmente quentes apertando seus ombros com força. Era o seu anjo da guarda, mas o que diabos ele estava fazendo ali?! Se é que ela podia colocar a palavra "diabos" naquela frase... 

- C-claro que pode, fica a vontade. -Kazemaru respondeu depois do misto de olhares assustados diante da cena. Yasmin era levada pelo garoto segurando em seu pulso, ao passar por Aki e Haruna só viram as duas fazerem mímica com a boca enquanto balbuciavam com olhares maliciosos "Depois você vai nos contar tudo, safadinha", mal sabiam elas o quanto a garota estava apavorada por dentro. Foram para trás do jardim da escola, lugar onde as ávores mais difíceis de serem podadas ficavam e por isso poucas pessoas o frequentavam. 

- Yasmin. 

- Hm? -Temerosa, ela o olhou quando este a chamou ao estarem o mais distante o possível de seus amigos e assim que o fez, o par de asas os cobriram completamente, fazendo-a fechar os olhos pelo brilho que elas tinham. Só teve certeza de poder abri-los de novo quando Fubuki deu dois tapinhas em seu braço e avisou que haviam chegado. Chegado? Ok, mas aonde? Abriu os olhos lentamente e deparou-se com um lugar lindo, pareciam que estavam no espaço, cheio de estrelas e corpos luminosos, como se fossem asteróides com purpurina. 

-... Eu morri, não é? Droga! Eu sabia que meu coração tava batendo rápido demais, mas eu não pensei que fosse... !

- Calma! Você não morreu. Isso aqui é só um... -Olhou em volta tentando achar as palavras certas para explica-la. -"Mundo paralelo"... -Fez aspas com as mãos. 

- ...-Fez um 'Ah' mudo e voltou a olhar tudo a sua volta. -Por que você me trouxe pra cá? Ah é, e PORQUE VOCÊ MUDOU AS COISAS QUE EU DISSE?! -Uma veia pulsante saltou de sua testa em fúria. 

- Porque você é louca, para os seus amigos não espionarem e pra perguntar se você perdeu o juízo. Garota, você perdeu o juízo?! 

- ... -Ficou o olhando sem saber o que dizer. 

- O que você tinha na cabeça ao tentar falar sobre mim daquele jeito?! 

- E-eu só pensei q-que... Tem um cara atrás de você. 

- O que? -Rapidamente ele virou-se, mas acabou não encontrando ninguém. Estranhou e retornou o seu rosto para a posição que estava, sendo surpreendido com um soco na mandíbula. 

- Eeei! -Yasmin exclamou ao ver o rosto do anjo inclinado para trás e virado para o lado por conta do impacto. -Qual é o seu problema?! Por que bateu nele?!! -Disparou indo para cima do ser de olhar mal encarado e cabelos salmões, muito semelhantes aos de Shirou. Ele riu estralando os dedos contra a palma da mão. 

- Isso é por ter criado um mundo paralelo sem a permissão do nosso superior. -Meio desnorteado Fubuki olhava para ele tentando entender o que havia acontecido, e em uma velocidade incrível o outro o pegou pela gola da camisa e o trouxe para perto, era visível a diferença entre seus tamanhos; Fubuki era um pouco mais alto. -E isso é por ter aparecido para um humano! -Impulsionou o braço para trás com o punho cerrado, pronto para acertar mais um soco no rosto do albino, mas Atsuki interferiu puxando o agressor para trás. 

- Quer parar com isso?! 

- Não me toque, humana! -Soltou-se bruscamente. 

- Atsuya!  

- Não fala comigo, Fubuki! Você nunca me deixou aparecer como humano nessa droga e ainda fez o mundo pararelo mais chato! 

- É o mais bonito! -Shirou revidou.

- Cala a boca! 

- CALADOS! 

-... 

  E apenas com o grito súbito da menina eles pararam de falar, o tal do Atsuya ainda olhou para trás mirando-a como se a garota fosse um ser desprezível que precisasse ser eliminado, de repente vozes ao longe ecoaram pelo lugar e um trio aproximava-se de onde eles estavam.

- Aí, eu disse que podia acha-los! Toma na sua cara, Nagumo! HAHAHA! 

- Pode ser, mas pelo menos eu não me distraí com uma estrela cadente! - Não era uma estrela cadente! Era uma nave, você não viu?!! 

- Kogure, vê se coloca na sua cabeça que... 

- Se começarem com essa palhaçada de novo, eu vou dar muito mais do que um soco na cara de vocês. 

 Encerraram a discussão ao ouvirem a ameaça proferida do anjo, talvez o mais descolado ao ver de Yasmin, que os olhava de longe. Ele tinha os cabelos cinzentos assim como Fubuki, mas em um tom mais 'gelo' e arrepiados, divinamente penteados e visivelmente cedosos. Além disso, seu olhar era sério e sedutor, mas o que mais destacava em si eram as roupas; uma calça jeans preta e uma regata colada ao corpo, bem diferente das roupas de Fubuki, que se assemelhavam as vestes da Grécia antiga. A morena só pensou em como ele era gato e nem notou que tanto o albino sexy, como o ruivinho e o anão também haviam chegado naquela área deserta onde estavam. Agora ela só imaginava que tipo de asas eles teriam também.

 Os quatro, incluindo Atsuya olhavam para Fubuki com olhares terrívelmente incrédulos e irritados, mas incapazes de intimidarem o garoto, que deu um breve suspiro e balbuciou um "Eu posso explicar". 

 Uma explicação depois... 

- Isso não justifica! -Fubuki revirou os olhos com o grito de Atsuya. -Você podia ter mandado um sinal pra ela, não podemos aparecer na nossa forma humana para as pessoas da Terra! 

-... -Nagumo pareceu refletir sobre o que o de cabelos salmão disse, mudando completamente de opinião após ouvi-lo. -Verdade! 

- Quê?! Você tava do meu lado a um segundo atrás! -Fubuki reclamou. 

- Mas ele tá certo! 

- Foi necessário eu fazer isso, minha protegida é uma desmiolada! 

- Eu ainda tô aqui, Fubuki! -Shirou só olhou-a pelo canto dos olhos sem nada dizer. Todos fizeram o mesmo e começaram a encara-la, Atsuki engoliu em seco e prosseguiu aproximando-se deles. -Todos vocês são anjos? -Em resposta, todos assentiram. -Até eles? -Apontou para o ruivo de olhos âmbar e para o outro que lembrava se chamar Atsuya. -Eles não parecem anjos... -Nagumo abriu a boca indignado. -Na verdade, só o Fubuki parece ser realmente um anjo aqui... -Concluiu arqueando uma sobrancelha, quase fazendo Atsuya perder a cabeça, mas antes que ele começasse a xinga-la, Fubuki interviu. 

- Vou considerar isso como um elogio. -Sorriu para ela. -Yasmin, esses são Nagumo, Suzuno, Kogure e meu irmão, Atsuya. 

- Humpf. -Atsuya foi o único que não a comprimentou, virou a cara para a morena cruzando os braços e com cara de irritado. 

- Tá, tá, tá! Agora que todo mundo tá aqui, vamos pra outro mundo paralelo! 

- Kogure, espera! -Yuuya nem o ouviu, ergueu o braço direito e já se preparava para estalar os dedos, porém isso poderia ser prejudicial a única humana entre eles, já que a luz dos arcanjos poderia cega-la totalmente. Com isso em mente, Shirou correu até Yasmin e a abraçou com suas asas a encobrindo completamente, do mesmo jeito que fez quando apareceu pela primeira vez. Quando o perigo maior passou, ele soltou-a e assim que puderam ver o lugar onde pararam, ele preparou-se mentalmente para ouvir. 

- Isso sim é um mundo paralelo legal... -Atsuya sorriu estendendo a mão para cumprimentar Kogure com um toque. 

- Você podia ter nos levado pra um parque de diversão, e você preferiu ir pro espaço...?! -Atsuki falou encantada com o lugar cheio daqueles lindos seres com asas se divertindo, alguns até sobrevoavam por cima dos recém-chegados. 

- Pessoas normais não podem andar em nenhum brinquedo daqui, por isso eu não te trouxe, você ia ficar com vontade... 

- Ahhh... -Lamentou ela com um biquinho enquanto seu rosto perdia a expressão de ansiedade. 

- Ela não pode, mas eu posso, hehehehe. -Kogure riu esfregando as mãos uma na outra e após isso, correu para o carrinho de bate-bate. 

- Kogure, me espe...! 

- Nagumo, fica! Nós ainda precisamos conversar. -O "albino sexy" proclamou, fazendo Nagumo irritar-se e bater os pés no chão, como se fosse uma criança birrenta prestes a chorar. Suzuno nem se deu o luxo de ver aquela cena, virou-se de costas para todos e caminhou calmamente até os bancos de descanso, todos o seguiram. 

 ...

- O que você vai fazer se Ele souber?

 Fuusuke perguntou. Pensativo e ainda com o olhar perdido em um moinho de vento quebrado em cima de um bebedouro, Shirou suspirou penosamente. 

- Sei lá... Mas eu sei que só fiz o meu dever, você faria o mesmo, né? -Suzuno fez um biquinho enquanto mordia o canto da boca. 

- Acho que sim, mas eu não gosto muito do ser que eu protejo. -Deu de ombros caminhando preguiçosamente até a coluna de ferro que sustentava os bancos, encostando ali com o pé apoiado no ferro. 

 - Eu gosto... -Olhou de relânce a garota sentada entre Nagumo e Atsuya (o segundo não parava de olhar feio pra ela). Impressionada com tudo a sua volta, ela não tirava os olhos dos brinquedos que desejava ir, Nagumo estava do mesmo jeito, mas com cara de choro, doido pra sair dali e ir atrás de Kogure para se divertir também. Mas voltando a Atsuki, Fubuki notava todos os detalhes de seu rosto deslumbrado: os lábios entre abertos, as bochechas gordinhas e coradas, a covinha que aparecia toda vez que ela sorria... E sem perceber ele acabava sorrindo também, por puro instinto, ou pelo menos era o que ele pensava ser. 

- AaaAAAH! Eu quero ir também! -Nagumo vociferou impaciente. 

- Ué, vai. Ninguém tá te impedindo. 

 O ruivo jogou a cabeça para trás controlando sua raiva com o comentario de Atsuya, que não estava dando a mínima para os brinquedos. 

- Pelo menos você pode ir se quiser, e eu, que mesmo querendo, não posso ir?! -Deu ênfase ao "ir". 

- Ha, bem feito. -Atsuya provocou. 

 Yasmin olhou para o garoto ao seu lado quase o metralhando com o olhar, assim que foi para falar algo, uma outra voz deu lugar a sua em um grito altíssimo. 

- Pessoal!! Tão dando algodão doce perto da roda gigante!!! -Kogure esgoelou correndo na direção da barraca (que por sinal, ninguém havia notado) acenando para todos irem atrás dele. 

- Algodão doce! 

- Ehh?! Nagumo! -Suzuno protestou tentando impedi-lo, mas Haruya já estava na fila mais uma vez parecendo uma criança. 

 ~*~

- Hmm, cara, isso é muito bom! 

- Uhhh... Finalmente tem algo que nosso Atsuyazinho gosta... -Disse Yasmin maliciosa, Atsuya rosnou virando o rosto corado para longe dela, enquanto todos saboreavam seus doces. 

- Ei, Yasmin! Posso experimentar o seu? 

- Hm? Claro! -Sorriu aceitando o pedido e pegou um pedaço para dar a Nagumo. -Posso fazer uma pergunta pra vocês também? 

- Já fez. -Suzuno respondeu "sutilmente" ríspido. 

- ... Quê? 

- Ele é assim mesmo, quando perguntamos se podemos fazer uma pergunta, ele diz que já fizemos e então precisamos fazer a terceira diretamente. -Fubuki explicou com um gentil sorriso, mas infelizmente a morena não entendeu absolutamente nada depois do "Ele é assim mesmo". -Suzuno, ela pode fazer uma terceira pergunta, já que essa foi a segunda? 

 Um clima estranho pairou sobre a mesa onde estavam, todos, inclusive Yasmin começaram a olhar apreensivos para Fuusuke, que ainda não havia tirado os olhos de cima de seu algodão. 

- ... Estragou meu jogo. Pode vai... -Um suspiro aliviado pôde ser ouvido da boca de todos. 

- Enfim, ér... Como vocês viraram anjos? Vocês nasceram assim? São todos irmãos? 

- Viu? Por isso eu faço aquele jogo, algumas pessoas parecem metralhadoras enquanto fazem perguntas... 

- Hum! -Murmurou Kogure. -Eu... -Mastigou um pouco mais o algodão...- Virei arcanjo tem dois anos, mas tem gente que é a bem mais tempo, tipo o Fubuki. 

- Não era pra você falar, seu idiota! 

-... Só porquê você não gosta dela?!! -Respondeu Yuuya com uma veia saltando na testa. 

- Sim! -Devolveu Atsuya com o punho cerrado, ambos começaram a se encarar como se fossem se matar a qualquer momento. 

- E como aconteceu, Kogure? 

- Grr... Eh? -Parou de fuzilar o de cabelos salmão ao ouvir se nome ser mencionado. -Ah, eu virei depois de ser atropelado por um trem. 

-... 

Yasmin nem escondeu seu espanto, formou um perfeito "O" nos lábios após a revelação, que parecia ter vindo de maneira bem natural para o baixinho. 

- Que horrível... 

- É, eu fui empurrado, mas minha mãe acabou caindo também. -Terminou seu doce e jogou para longe o palitinho,com toda a naturalidade do mundo. Todos pareciam bem tranquilos em ouvir aquilo, mas para a garota era tudo muito... Impressionante e aterrorizante ao mesmo tempo. 

- Nossa... E ela virou um anjo também? 

- Ela desceu, se é que você me entende... -Piscou para ela, foi a gota d'água para Atsuki sentir-se enjoada. 

- Não é pra menos, né? Empurrar o filho na linha do trem, pff... -Nagumo comentou com Atsuya, que concordou lambendo os dedos. 

- E-e... Vocês? M-morreram também...? -Mesmo desconfortável, resolveu seguir perguntando, sua curiosidade falava mais alto. 

- Hai, eu peguei dengue hemorrágica no orfanato que eu morava, mas eles não conseguiram cuidar de mim e então eu morri; já o Suzuno levou um tiro numa viela há cinco anos. -Suzuno confirmou com um breve aceno, já se levantando para voltar a fila e pegar mais um, ele era o que mais comia ali. 

- ... E vocês? 

 Fubuki nem notou a pergunta dirigida para si, estava entretido brincando com as varetas deixadas sobre a mesa. 

-... Ahn... Yas-chan. -A morena olhou na direção do de olhos âmbar, franzindo o cenho com o sufixo adquirido em seu novo apelido, mas a razão de sua surpresa não foi aquilo em si, mas sim a feição furiosa de Atsuya. Cabisbaixo, ele mirava com os olhos raivosos um ponto específico no chão, sem nada dizer, era assustador, ela agradecia por ele não estar direcionando aquele olhar para ela. -Vamos mudar de assunto, tá? 

-... Tudo bem... -Haruya agradeceu com um joinha, logo uma sirene começou a soar assustando parcialmente alguns e finalmente despertando Fubuki de sua distração anterior. - O que é isso? 

- O PARQUE VAI FECHAR E EU NÃO FUI EM NENHUM BRINQUEDO! AAAAAAHHH! -Nagumo começou a fazer um escândalo, foi atrás de Suzuno na fila e o pegou pela gola da camisa sacudindo-o constantemente. -E ISSO É TUDO CULPA SUAAA! 

- ME LARGA, SEU ZÉ ROELA! 

- Tsc, que saco, quero ir embor... 

- A ESCOLA! -Yasmin berrou, interrompendo Atsuya. -FUBUKI, AS AULAS! EU ESQUECI DAS AULAS!!! -Também o pegou pela gola da camisa, mas ela era como seda, então não conseguia usar sua força para sacudi-lo também por conta da malha lisa. 

-... Caramba, eu também esqueci! 

- E VOCÊ ME FALA ISSO COM A MAIOR NATURALIDADE DO MUNDO?!!! 

- Vamos voltar! -Soltou-se dela, capturando rapidamente ambas as suas mãos, olhando-a nos olhos e fazendo-a corar pela aproximação. -Eu vou dar um jeito, não vou te prejudicar por conta de um deslize. 

- E-etto... -Sem palavras ela permanecia o encarando. 

- Então vamos logo! -Atsuya se intrometera e empurrou os dois para a saída, tambem chamando os outros para irem embora daquele mundo o mais rápido possível, afinal, também esqueceram de seus deveres como arcanjos protetores. 

 ~*~

 Ao voltarem, todos os anjos partiram atrás de seus humanos e infelizmente -ou não- Atsuki não conseguiu entrar após a primeira aula, até porque ela havia chegado apenas na terceira aula e a Raimon permitia o atraso apenas nos primeiros 50 minutos de aula, enquanto que seu atraso fora mais de 2 horas e meia até conseguir chegar. Com isso, Yasmin tendo ao seu lado o anjo que a guardava, foi para casa aproveitar que sua mãe chegaria mais tarde naquele dia. 

- Legal, esse vai ser o maior castelo de cartas que eu já fiz! 

- Eh? Tsc Fubuki, você vai perder minhas cartas! -Repreendeu-o ao ver que em sua mesa de centro ele construia pela metade um castelo de cartas, mostrando a ela mais uma face que ela não conhecia em Shirou: o seu entusiasmo. Era até fofo o brilho no azul cinzento de seus olhos mirando as cartas e calculando minuciosamente cada movimento que fazia para pôr mais uma no topo. Revirou os olhos, suas bochechas esquentaram. 

- O que vocês estavam falando naquela hora? 

- Você não ouviu? 

- Não... -Respondeu baixo. -Estava fazendo um mini templo com aquelas varetas que vocês deixaram na mesa. -Uma gota surgiu na cabeça da garota. 

- Ah, claro... Eu tava perguntando para os outros sobre como eles viraram anjos... Eu até perguntei pro Atsuya também, mas ele fez uma cara... 

 Deixando sua franja cobrir um pouco seus olhos e dando um ar sinistro para o seu rosto meigo, Fubuki parou com o ato de construir o castelo. Levantou de cima da típica almofada que os japoneses usam para comer e foi até o sofá, sentando ao lado dela. 

- Ele ainda não superou... -Começou e deu uma pequena pausa. -Nós morremos em um acidente de carro, uma avalanche na verdade. Uma tempestade nos pegou e matou eu, ele e os meus pais. Todos subimos, mas o Atsuya ainda fica inconformado com isso. -Sorriu calorosamente, encostando no encosto do sofá. 

- E quando... Isso aconteceu? 

- Um dia antes de você nascer. 

  Seu espanto aumentou ainda mais. Engoliu em seco vendo-o concluir a explicação com um pequeno sorriso, ele sempre sorria. 

- No dia que você nasceu, eu já fui encarregado de ser o seu anjo, era o meu destino... 

- E você me conhece a tudo isso de tempo?... E-e você é, técnicamente, bem mais velho do que eu?!! -Fubuki riu. -Com quantos anos você morreu?!! 

- 16, a mesma idade que você tem agora... -Respondeu com um ar zombeteiro. 

- Isso quer dizer que... -Trémula, ela pegou de qualquer jeito o celular do bolso e fez uma conta rápida na calculadora (apesar de ser uma conta fácil, ela era péssima com números). -Você t-teria... 32 ANOS SE ESTIVESSE VIVO?!! AAI MEU DEUS! 

- Kkkkkk. 

 Deixando de lado o motivo pelo qual ela havia se apavorado e o olhava daquela mesma forma, Yasmin instintivamente suavisou seu olhar sobre ele ao ouvir sua gargalhada. Ela era tão suave e gostosa de ouvir, e ao mesmo tempo era escandalosa, mas de um jeito tão meigo que nem notava-se tanto. Só sabia que um calor incompreensível chegou ao seu corpo a atingindo por todos os lados. 

- Fubuki. -Ainda rindo, ele demorou um pouco para responde-la enquanto recuperava o fôlego.

- Sim? 

- Tá tudo bem em você ficar aqui hoje? Tipo... Aparecendo pra mim... 

- Uhum, não se preocupe com isso. Ao menos que você queira que eu vá. 

- N-não! -Ele levantou uma sobrancelha, desconfiado, é claro. -Q-q-quer dizer, se você precisar ir eu não vou te impedir... -Desviou o olhar para o reflexo da janela no chão, por ela o lindo alaranjado do pôr do sol fazia-se presente na sala.

- Hm... Então eu fico, mesmo que eu precise ir eu não vou querer me afastar de você mais, Mina-chan. 

-... Eeeehhh?!! -Afastando-se rapidamente dele no sofá -e quase caindo por causa disso- Atsuki com a vermelhidão em seu rosto á um nível MUITO alto, sentiu o nervosísmo corroer seus ossos a ponto de fazê-la tremer o olhando sorrir daquela forma. -Qual é a desse apelido?! 

- É a junção do seu nome e do seu sobrenome: Min de Yasmin e o A do Atsuki, Mina-chan. 

- ... Fubuki, eu não quero que você me chame a-assim! -Suas mãos balançavam a frente de seu rosto, como podia ficar tão envergonhada assim com alguém? Ninguém nunca a deixava daquele jeito, como ele conseguia?! 

- Awwn, você tá corada! Você gostou, né? 

 Ele também estava corado. 

- E-eu n-não sei! Eu s-só...! 

- Nossa, você fica tão fofa assim... -Mordeu o lábio inferior, bem no cantinho. Seu rosto branquinho com as bochechas rosadas, o brilho em seu olhar era tão bonito que chegava a ser quase irreal; ela sentia o coração bater a mil, precisava parar de olha-lo antes que cometesse alguma loucura... 

 "Ooh eeh ooh ah ah, ting tang, walla walla bing bang!" 

- O que é isso?

- Meu celular! -Falou com um alívio incrivel saindo de seu peito, correu até a mesinha com as cartas e pegou o celular vibrando e tocando sobre ela, e sem querer esbarrando no móvel, fazendo rapidamente o castelinho desmoronar. 

- Meu castelo! 

- Eita... D-droga, a-alô? Digo, alô? -Corrigiu-se após as crises de gagueira que o ser divino estava lhe causando com cada vez mais frequência. -Kazemaru! Claro, eu posso sim. Que horas? 

- Onde você vai? 

-... -Fez sinal para ele calar-se, mas só serviu para Fubuki formar um biquinho nos lábios. -Beleza, eu te encontro aí, tchau! 

- O que ele queria? 

- Me chamou pra comer sushi, a mãe dele comprou. -Explicou rapidamente, já correndo na direção de seu quarto, Shirou foi atrás. 

- E você vai? 

- Vou ué, não tenho nada pra fazer em casa mesmo. -Deu de ombros, estava bem animada para ir. 

- E eu? 

- Você vem também, óbvio. -Sorriu e pegou uma escova para pentear rapidamente os cabelos compridos. Por mais que gostasse da idéia de estar perto dela, Fubuki odiava admitir que tinha ciúmes de um certo "melhor amigo" de Mina-chan, o posto de ficar ao lado dela o tempo inteiro deveria ser apenas dele e não de outros caras. Bufou, cruzou os braços e sorriu em resposta para ela. 

- Se é assim, então vamos quero muito conhecer o Kazemaru... 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Ok, vamos as explicações: O Atsuya vai estar com a personalidade habitual dele, mas o Fubuki vai estar beeem mais fofo do que de costume >.>
E DEU CERTO \o/ VOU PODER POSTAR PELO CELULAR TuT ~Le emoção
E... Ah, a música demente como toque do celular da Yasmin: https://m.youtube.com/watch?v=TYgOlqinH7A
Enfim, espero que tenham gostado <3 (o p*** do meu irmão ta me enchendo o saco aqui e eu tô a ponto de socar alguém, então vou ficando por aqui hehehe ^^' ¬¬)
Obrigada por ler até aqui *-*
KYSSUS!!! ^.~/


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