História Anjo da guarda - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Big Hero 6 (Operação Big Hero)
Personagens Alistair Krei, Baymax, Cass, Fred, Go Go Tomago, Hiro Hamada, Honey Lemon, Personagens Originais, Professor Robert Callaghan, Tadashi Hamada, Wasabi
Tags Anjo, Bh6, Hamadacest, Hidashi, Incesto, Tadahiro
Visualizações 169
Palavras 5.212
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorou mas o cap saiu :p

Boa leitura

Capítulo 15 - Desenrolar - Part 1


Fanfic / Fanfiction Anjo da guarda - Capítulo 15 - Desenrolar - Part 1

- Eu consegui finalmente Dashi! - gritou Hiro afobado ao entrar no quarto.

- O quê baby? - olhou o irmão saltitar até ele.

- Olha, olha, olha. - disse animado, quase esfregando o papel na cara do mais velho. 

O mais alto espremeu os olhos para ler o que ali estava escrito e nem precisou ler tudo para saber do que se tratava.

- Isso é...

- A carta da faculdade! O diretor me ofereceu um curso adicional e um trabalho de meio período! - exclamou feliz - Isso não é demais?!

- Claro que é! - concordou, sorrindo orgulhoso do irmão - Quando é?

- Daqui duas semamas. Pelo o que li vai ser em outra cidade - murmurou pensativo - Acha que já devo arrumar minha mala?

- Melhor. - concordou. 

- Hiro - chamou Cass ao bater na porta escancarada, adentrando o quarto em seguida - Falando sozinho de novo?

- Sim - olhou para o irmão rindo sem graça - O que quer?

- Como você vai embora daqui duas semanas pensei em fazermos alguma coisa juntos sabe - o abraçou pelos ombros - Aproveitar o tempo que ainda temos.

- Não sei tia, tenho que analisar todos os apartamentos disponíveis antes de tomar uma decisão preceptada. Ver se está de acordo com o meu salário e etc. - explicou, retribuindo de leve o abraço.

- Você parece muito com seu irmão - o apertou mais forte nos braços - Ele se preocupava com tudo. Cauteloso com tudo e, bom, ele era um ótimo rapaz - respirou fundo para não chorar com a lembrança - Depois de todos esses anos você está muito parecido com ele.

- Obrigado - sorriu grande - Ele foi um ótimo irmão para se espelhar - olhou rapidamente para o irmão que assistia a tudo calado - E ainda é.

- Claro meu anjo - beijou o topo de sua cabeça - Vou descer para preparar o almoço.

Hiro acentiu com a cabeça e viu a tia sair de seu quarto um pouco cabisbaixa. Mas não era surpresa sua tristeza.

- Tia Cass não vai com você? - Tadashi voltou a falar.

- Não. Ela morou aqui com os pais e você sabe que a loja é como uma herança para ela então, ela acha que não pode simplesmente deixar esse lugar. - explicou enquanto ia até o guarda-roupa pegar sua mala.

- E você vai deixa-la sozinha? - perguntou indignado - Ela está muito triste com isso.

- Não posso fazer nada - deu de ombros, abrindo o guarda-roupa para pegar suas roupas - É o meu futuro, o que me forcei a fazer. Ir para a faculdade por você - explicou - não vou desistir agora que estou tão perto.

- Mas é a tia Cass... - tentou argumentar.

- Você não entendeu ainda Dashi? - olhou com ternura para o irmão - Você queria que eu largasse as Robô Lutas, queria que eu fosse para a faculdade, queria que eu fosse alguém na vida e é exatamente isso que eu estou tentando fazer. Tia Cass é só um detalhe e, não devo me importar demais com isso.

- Isso não explica porque você vai abandonar nossa tia por causa de um curso que você pode fazer por aqui mesmo. - insistiu ainda sem entender.

- É claro que explica Dashi. Os cursos daqui não chegam nem aos pés do que eu vou fazer fora da cidade.

- Eu até entendo sua lógica mas, tia Cass não é só um detalhe sem importância. - cruzou os braços. 

- Como não? Ela está claramente tentando impedir que eu vá embora.

- Eu morri há 5anos Hiro - suspirou - Você não queria que eu fosse embora. Acha que eu gosto daqui? Onde não posso falar com ninguém além de você? Onde ninguém pode me ver além de você? Onde não posso tocar em nada e nem ninguém?  Eu só estou aqui porque você pediu. Porque você, foi um detalhe como Cass está sendo com você agora.

- O que quer dizer? - franziu as sobrancelhas - Eu fui um detalhe sem importância para você? 

- É exatamente o contrário Hiro - bagunçou o cabelo impaciente - Você cresceu mas continua sendo o mesmo cabeça dura de sempre.

- Então explica direito ora! - disse 2/10 acima do tom normal.

- Mesmo depois que eu morri você ainda queria que eu não fosse embora e eu fiquei, agora você vai embora e Cass não quer que você vá. Você poderia ter um pouco de consideração por ela do mesmo jeito que eu tive com você - explicou calmo - Por ela baby...

- Você ficou porque quis.

Aquela resposta havia pegado Tadashi de surpresa.

- Eu não te obriguei a ficar aqui, você teve sua escolha. - se defendeu.

- Tem idéia do que tenho passado todos esses anos na Terra? Eu desisti do paraíso para continuar aqui! - gritou, não aguentando a imensa raiva e magôa que sentia no momento. Não conseguia acreditar na frieza com a qual o irmão menor falava com si, como se ele não tivesse influenciado sua desgraça no mundo dos mortais.

- Não está feliz comigo? - olhou raivoso o irmão - É isso?!

- Não distorça minhas palavras. - pediu cansado, escondendo o rosto entre as mãos.

- Se não está feliz então diga!

- Quer que eu diga?! Pois eu digo que nunca fui tão infeliz quanto estou sendo agora, principalmente com você jogando tudo em cima de mim como se a culpa fosse toda minha! Eu cansei de ficar em um lugar que claramente não  deveria estar!

Num passe de mágica Tadashi desapareceu do quarto, deixando para trás um vento que balançou a cortina e um Hiro choroso e sozinho, como no dia do incêndio.

- Idiota... - murmurou com os olhos marejados - Você prometeu não me deixar não importava o quê...

Ele se sentia sozinho.

...



- Acorda bela adormecida.

O pequeno abriu os olhos lentamente e deu de cara com seu irmão sorrindo como um bobo em frente ao seu rosto.

- Dashiii - gemeu manhoso - Hoje é sábado, me deixa dormir.

- Levanta logo - deu um tapinha no ombro do caçula - Honey quer se encontrar com o pessoal ainda cedo para falar da pista dos traficantes.

Com um resmungo, se forçou a sentar-se na cama.

- Tia Cass já acordou e com certeza ela vai perguntar sobre ontem para você. Pense antes de responder qualquer coisa. - avisou.

- Eu tive um sonho muito estranho - disse ignorando completamente a fala do irmão - Você tinha morrido e era tipo um fantasma.

- Deixa de sonhar e levanta logo. - deu um tapa estalado na coxa do menor.

Rolou os olhos com o descaso do irmão e então se levantou, caindo no mesmo segundo que ficou em pé.

- Ugh!

- Tudo bem? - perguntou preocupado, se apressando a agachar-se perto do irmão para ajuda-lo.

- Tá ardendo...

- O quê? - levou um tempo até Tadashi entender do que se tratava - Oh! Desculpa - o pegou delicadamente nos braços e o sentou de volta na cama, consequentemente fazendo o garoro gemer de dor outra vez - Fui com força demais? Fundo de mais?

- Dashi! - repreendeu a maneira que ele perguntava, corando de vergonha por isso.

- Desculpa, não quis te machucar. Sente dor em algum lugar? 

- Meu quadril dói - murmurou - Minhas pernas também doem.

- Não é para menos, você foi muito flexível ontem para conseguir apoiar as pernas nos meus ombros. - sorriu de lado com a lembrança.

- Você é um tarado - acusou - É claro que julgando o seu tamanho eu ia ficar assim no dia seguinte. Nem me desenvolvi direito. - fez bico. 

- Mas você gostou não é? - provocou - Devíamos fazer mais vezes.

- Na minha atual condição acho cedo demais para pensar numa próxima vez - disse sincero - Vamos descer logo.

- Quer ajuda para se vestir?

- Eu consigo sozinho.

Tadashi obviamente teve que pegar uma roupa para o garoto que mal se aguentava em pé, o ajudando também a vestir a calça e a cueca - e mesmo que desnecessário, uma camisa também - antes de descerem juntos para a cozinha - Hiro precisava de um apoio para andar.

- O café já esfriou - avisou a tia, bebericando de sua xícara de café - Como foi Hiro?

- Como foi o quê? - perguntou de volta, se soltando do braço de Tadashi para se sentar, lentamente se sentando na cadeira mas sem conseguir conter um quase inaudível muchucho de dor.

- Oh, vejo que a noite foi boa então - sorriu ladina - Como foi sua primeira vez com Baymax?

O pequeno pôde ver a raiva nos olhos do irmão, este que tentou ignorar aquilo passando manteiga no pão.

- Legal... - respondeu meio sem saber o quê responder.

- Eu quero detalhes - disse animada - Ele é grande então deve ser grande lá em baixo também - pôs a mão no queixo pensativa - Ele tem cara de quem é gentil mesmo no sexo. Ele foi gentil?

Era de se surpreendar tamanha facilidade para falar coisas tão depradas para os sobrinhos - ainda mais quando estes estavam comendo.

- Baymax é gentil de qualquer jeito. - respondeu sem pensar direito no que dizia.

Sentiu os olhos raivosos de Tadashi direcionados à ele. 

Mas o que ele queria que dissesse? Que não dormiu com Baymax? Que explicação daria por estar mancando? Ter caído de bumbum não era uma opção.

- Vocês são muito fofos juntos - comentou a tia abobada - Só espero que ele não machuque meu bebê.

- Ele não vai - garantiu - Ele é gentil, carinhoso, as vezes preocupado demais e, ele é um namorado perfeito.

Se Tadashi percebeu a indireta? O sorriso discreto dele dizia tudo.

- Meu bebê tá apaixonadinho - disse a tia apertando suas bochechas - Acho que tenho remédio para dor na minha bolsa. Vou pegar para o meu menininho não choramingar demais.

Cass se levantou da cadeira e subiu para o quarto procurar o remédio.

- Me acha um namorado perfeito? - sorriu feliz.

- Perfeito até demais - retribuiu o sorriso - Meu coração quase não aguenta.

- Mas sua bunda aguenta não é? - riu, levando um pisão no pé - Aí! Desculpa, desculpa.

- Tarado.

- Podia continuar te provocando o dia todo mas tenho que ir. - avisou o irmão, largando a faca suja de manteiga em cima da mesa e se levantando. 

- Espera um pouco. - pediu, se apressando para pegar alguns pães de queijo para comer no caminho.

- Melhor não, você ainda não está bem depois do que fizemos ontem. Fique aqui e descanse. - aconselhou.

- Mas-... - tentou contrariar.

- Quando eu voltar conto tudo. - disse para aliviar o irmão, dando a volta na mesa e beijando a testa do mesmo.

- Tá bom. - concordou com um suspiro.

Queria saber de todos os detalhes, mas infelizmente, ele estava fodido - literalmente.

Viu o irmão sair da cozinha, não tardando para ouvir a porta da sala sendo aberta e logo depois fechada.

Se sentia meio que inútil tendo que ficar em casa justo quando tinha finalmente uma pista dos traficantes, porém por mais que quisesse não se arrependia nem um pouco do que tinha feito com o irmão noite passada.

- Achei o remédio - anunciou Cass ao entrar na cozinha - E trouxe a pomada.

- Obrigado tia, mas para quê a pomada? - apontou para o pote branco nas mãos da mulher.

- Para passar no seu orifício bebê - explicou sem enrolar - Vai aliviar um pouco a ardência.

- E-eu vou ter que passa isso no... - não sabia como falar.

- Sim Hiro - riu divertida - Quer que eu passe em você?

A tia sabia muito bem como constrange-lo.

- O quê?! Tia!

~

Tadashi andava despreocupado até a lanchonete onde Honey havia marcado de se encontrar com o pessoal para discutir o caso.

Enquanto caminhava, pensava na noite maravilhosa que teve com o irmão na noite passada. 

Podia dizer facilmente que foi uma boa foda, mas para ele foi a noite em que se amaram como nunca.

Se fosse o mesmo Tadashi de semanas atrás ele estaria pirando em ter dormido com o irmão, ou por ainda não o ter em seus braços do jeito que queria - provavelmente Baymax seria o que ele é para Hiro. Um namorado dito perfeito.

Balançou a cabeça negativamente afim de tirar o Pó de Arroz da cabeça. 

Para quê pensar em possibilidades que poderiam ter acontecido mas que jamais acontecerão? Hiro o ama e irá garantir que isso não mude.

Passou pela porta da lanchonete, causando aquele som gostoso de sino que nunca enjoava. Viu os amigos já reunidos em uma mesa meio isolada das outras - o que achou estranho porque não tinha a menor chance de alguém naquele estabelecimento se interessar em assuntos de traficantes e drogas.

- Por que estão tão isolados? - perguntou, se sentando perto dos amigos.

- Me pergunto a mesma coisa. - concordou Gogo.

- Onde está Little? - Era de suspeitar que logo o mais obcecado em prender os caras não estava ali justo quando tinham uma pista.

- De repouso em casa. 

- Ele está bem? - perguntou o albino preocupado.

- Gente foco! - pediu Honey batendo na mesa, surpreendendo todos - Isso é sério.

Todos voltaram a se calar, permitindo que Honey proseguisse.

- Vocês perguntaram porque estamos isolados aqui, acontece que essa lanchonete - se inclinou sobre a mesa, começando a sussurrar para apenas o grupo na mesa ouvir - É como um ponto de drogas.

- Como assim? - perguntou Wasabi tremendo com as palavras da amiga.

- Estão vendo aquela porta? - apontou discretamente para a porta que ficava no final do balcão do mini-bar, quase escondida - É onde ficam os caixotes grandes cheios de drogas. Minha teoria é que esse lugar é o ponto principal onde guardam as drogas - cruzou os braços em cima da mesa - Como esse lugar é um bar a noite e tem menos movimento, eles aproveitam para vender e repassar para outros traficantes.

- Como sabe que tem caixotes de drogas aqui? - perguntou Tadashi surpreso.



Flashback On

Honey estava no bar com uma amiga qualquer da faculdade. 

Obviamente não é de beber, mas depois que desabafou com a amiga, está a arrastou para a lanchonete altas horas da noite, quando o clima do lugar era totalmente um bar.

- Bebe um pouco garota. Deixa de estresse.

- Eu não bebo - respondeu incomodada com o lugar - Vamos embora...

- Nananinanão - negou com a cabeça - Até você beber não sairemos daqui! E enquanto isso vou entornar tudo.

Se arrependera de contar do fora que levou para a amiga de faculdade.

Onde estava com a cabeça? Agora pagava o pato tendo que ficar com a garota no bar. Bar cheio de homens grandes e fedendo a bebida, dando-a olhares indiscretos e cheios de más intenções.

Podia simplesmente sair andando, mas do jeito que conhecia a amiga sabia que ela iria realmente entornar tudo só para ver Honey beber nem que fosse um copo da cerveja mais fraca e barata do lugar. Sendo assim, decidiu esperar a garota se embriagar para então arrasta-la para fora dali.


...

...

...


Passado-se um tempo, a amiga estava bem bêbada, falando e rindo exageradamente alto. Um tanto fogosa puxando papo com os homens bombados que tinham ali.

- Chega, vamos embora. - disse Honey decidida a não ficar nem mais um minuto da sua madrugada ali.

- Espera - pediu a garota com a típica voz arrastada de bêbado - Antes eu quero fala uma coisa!

A bêbada subiu em cima do balcão do barman e ficou de pé, chamando a atenção de todos quando começou a bater palmas.

- Ai meu Deus... - comentou Honey alisando o rosto cansada.

- Quero elogiar o barman pelo ótimo atendimento e estoque de bebida das boa - começou - Também quero agradecer ao Otávio que me pagou a tequila. Mesmo que tenha colocado um pózinho suspeito no meio - riu alto - Acha que nasci ontem moço?

- Tô vendo que não. - riu um homem barbudo.

- Agradecer as drogas que me foram oferecidas pelo Igorzito e dizer também que esse é um bar maravilhoso! - gritou animada - Cinco estrelas!

- Vamos logo. - pediu Honey sem paciência, prestes a puxa-lá pela perna.

Foi aí que a embreagada cambaleou quando foi descer do balcão e acabou caindo para trás deste.

- Sua louca. - praguejoi Honey atravessando o balcão para ajuda-lá.

- Honeey - chamou enquanto se sentava no chão com a ajuda da amiga - Não liga para o Dashi miga'. Você é linda e arruma outro boy rapidinho - garantiu - Se eu gostasse da fruta te pegava. - riu alto.

- Você tá bem bêbada. - comentou tentando levantar a garota.

Enquanto lutava para colocar a amiga de pé, percebeu estar bem em frente a uma porta que estava escancarada até a metade, lhe dando a visão de vários caixotes e alguns embrulhos em cima destes.

Não precisava olhar duas vezes para saber que aquilo eram drogas prontas para tráfico.

Flashback Off



- Isso explica muita coisa - disse Tadashi pensativo - Então o dono daqui cuida da demanda.

- É o que acho. Se conseguirmos provar o que está acontecendo aqui podemos acabar com o tráfico daqui. - afirmou Honey.

- Isso não basta - contrariou Baymax, atraindo a atenção de todos da mesa - É certo que ele guarda as drogas, mas não é ele quem manda.

- Como assim? - perguntou Gogo.

- Se tem uma coisa que sei sobre grupos de tráfico, é que no meio dos vendedores sempre tem um informante que tem contato com os fornecedores. O dono dessa lanchonete é um dos muitos peões comandados por um peão maior.

- Então o informante está infiltrado aqui como um vendedor/espião para o peão maior - constatou Gogo, ganhando um aceno positivo de Baymax - Então o trabalho dele é vender e garantir que nada vaze.

- Isso é muito complexo para mim. - disse Fred pela primeira vez. 

- Temos que dar um jeito no dono da lanchonete e no informante também - suspirou Tadashi esfregando as mãos no rosto - Isso vai ser mais complicado do que eu pensei.

- Fácil não seria jamais - acrescentou Gogo - O que faremos agora?

- Temos que garantir que ambos sejam presos pelo menos no mesmo dia para nenhum dos dois desconfiar que algo aconteceu com o outro - disse Honey - Acho que a melhor opção é nós nos dividirmos em grupos para cada um cuidar de um peão.

- Parece até um jogo de xadrez. - disse Wasabi nervoso.

- Então é melhor conseguirmos um xeque-mate - disse Gogo sorrindo de lado - Isso parece divertido.


...

...

...


~

Hiro estava deitado em sua cama com a maior cara de bunda.

Não tinha nada interessante para fazer naquele sábado e não via nada melhor do que divagar sobre sua vida. Sobre tudo o que aconteceu depois que acordou do sonho estranho que Tadashi havia morrido em um incêndio.

Sua vida estava tão surreal que poderia dizer facilmente que nada do que estava vivendo era real. Era perfeito demais para ser. Seu irmão o amando, ah para! Devia ser um sonho.

Encarou o próprio braço com uma vontade enorme de se beliscar para comprovar se aquilo era real ou não. Estava realmente perto de se beliscar quando ouviu alguém bater na porta, logo está foi aberta.

- Baymax?

- Oi - sorriu, fechando a porta e logo se aproximando do garoto - Numa escala de um à dez, qual o nível da sua dor?

- O quê? - segurou um riso - Zero.

- Certeza? - se sentou na cama.

- Eu estava bem dolorido de manhã mas já tomei um remédio para dor. - explicou afim de deixar o amigo menos preocupado.

- Aconteceu alguma coisa para você ficar com dor? Caiu da escada talvez?

Ah não, aconteceu uma coisa muito melhor.

- É, eu caí da escada de bumbum - riu divertido - Veio só para ver como eu estava? 

- Sim. Nada mais justo do que me preocupar com quem se preocupou com meu vício. - sorriu de volta.

- Por falar nisso, qual era a pista que Honey falou que achou? - se lembrou.

- Ela acha que a lanchonete Barriga Cheia tem conexão com os traficantes. No momento Honey, Fred e Wasabi estão na lanchonete para ver como é a segurança para invadirmos o mais rápido possível. - explicou.

- E Tadashi?

- Foi conversar com a polícia. Ela também vai entrar no meio em certo momento então ele está tentando convence-los a seguir o plano.

- E qual é o plano?

- Vai ser assim...


...

...

...


- Então vamos começar a agir hoje?

Ganhou um aceno de cabeça como resposta.

- Você não vai estar sozinho - confortou, colocando uma mão sobre o ombro do pequeno - E se quiser desistir está tudo bem.

- Eu quero fazer isso - respirou fundo. Tinha que ser corajoso - Quer jogar um pouco?

- Querer eu quero mas tenho que ir. - lamentou.

- Mas já?!

Ambos os garotos olharam assustados para a porta onde Cass estava parada com a cara emburrada.

- Fique mais um pouco sim? Estou com um bolo no forno feito especialmente para o casal. - sorriu boba.

- Casal? - perguntou Baymax confuso.

- Não faça desfeito do meu bolo.

O albino olhou para o amigo como que pedindo silenciosamente que o ajudasse a ir embora, mas a carência do garoto falou mais alto e acabou ficando do lado da tia.

- Por favor...

Não tinha como negar aquele pedido. Primeiro porque estava com fome, segundo porque Hiro parecia necessitado de companhia no momento. 

- Só um pouco...

A resposta foi mais que satisfatória, arrancando sorrisos dos Hamada.

- Quando estiver pronto eu trago bolo para vocês. - avisou, deixando os garotos novamente a sós.

- Podemos jogar agora?


...

...

...


~

Tadashi havia acabado de chegar em casa depois de quase três horas de discussão com os políciais.

Obviamente eles queriam tomar a frente do caso mas Tadashi sabia muito bem argumentar.

Não foi surpresa ver a tia jogada no sofá vendo televisão. Era quase como um homem desempregado que fica o dia todo com a bunda colada no sofá sem fazer nada o dia todo.

- Melhor não entrar no quarto.

Parou abruptamente com um pé sobre o primeiro degrau da escada e se virou para a tia confuso.

- Por quê?

- Baymax está tendo um momento romântico com seu irmão - suspirou sonhadora - Tenho que comprar uma câmera para registrar o primeiro namorado do meu bebê.

Ignorou-a por completo e seguiu escada acima com passos pesados.

Parou na porta do quarto e ouviu altas risadas que saiam de lá, uma reconhecia sendo como a risada do namorado, a outra por outro lado...

Abriu a porta de supetão, assustando os dois garotos que estavam sentados no chão jogando vídeo game.

- Oi Dashi. - comprimentou Hiro voltando a prestar atenção no jogo.

- Oi baby. - sorriu.

- Olá Tadashi. - comprimentou o albino. Não recebendo uma resposta.

- Não sabia que Baymax ia vir para cá - disse como quem não quer nada - Tá aqui há quanto tempo?

- Duas horas eu acho - deu de ombros - Tia Cass fez um bolo de chocolate que está uma delícia. Devia provar.

- Tia? - ergueu uma sobrancelha. Baymax havia chamado sua tia de tia? Porque era muita intimidade de repente.

- Ah sim, ela insistiu que eu a chamasse de tia. Disse que já sou da família. - sorriu feliz. 

Se sentou sério na cama do irmão para vigiar a pessoa grisalha ao lado do namorado. Justo quando se acomodou em cima da cama, sentiu algo em baixo de si e pegou a coisa desconfortável. Se surpreendeu quando viu que era a pelúcia gorda de um robô branco que seu irmão havia ganhado de aniversário de certa pessoa que aprendera a odiar.

Apertou a pelúcia com força, prestes a joga-la com tudo no chão, mas parou com o braço no ar assim que seus olhos captaram a pelúcia que ele mesmo havia COSTURADO à MÃO para Hiro, agora JOGADO no chão de qualquer jeito.

Fechou a cara e se levantou da cama para pegar seu presente no chão.

Como era possível o que tanto se esforçou para fazer estar jogado no chão enquanto aquela coisa branca e gorda estava deitada bonitinha em cima da cama?

- Venci! - comemorou Hiro erguendo as mãos em vitória.

- Você é invencível - disse o albino derrotado - E esse jogo também é muito difícil. Você sabe usar os especiais. - reclamou.

- Você acha? - riu - Eu posso te ensinar como usar os especiais. Aí jogamos de igual para igual.

- Isso vai ter que ficar para outro dia - lamentou - Tenho que ir. Estou aqui há tempo demais.

- Ah fica mais um pouco. - pediu quase que o agarrando pela camisa para ficar.

- Se eu pudesse ficava - suspirou - Mas está ficando tarde e estou atolado de trabalhos da faculdade. Tenho que adianta-los.

- Está bem - concordou triste - Eu te acompanho até a porta. - se ofereceu, levantando no mesmo tempo que o amigo. 

- Tudo bem - sorriu, bagunçando o cabelo do pequeno - Eu sei onde fica a porta Little.

Despediram-se uma última vez antes do albino deixar o quarto.

Hiro desligou o jogo e guardou as manetes, tudo sobre o olhar pesado do irmão que queimava suas costas.

- O quê foi? - perguntou o pequeno não entendendo o porque do irmão tanto o encarar.

- Nada - respondeu tentando se manter neutro - Absolutamente nada.

Tentou ignorar o mais velho mas era praticamente impossível com seu olhar nem um pouco discreto sobre si. Mas para seu alívio, o celular deste começou a tocar insistente.

Com um murmúrio irritado atendeu o celular um tanto quanto seco.

- Alô?

- Temos um problema... - disse Honey do outro lado, parecia prepcupada.

- Qual?

- Venha para a lanchonete com seu irmão.

Queria fazer mais perguntas mas antes disso a chamada foi encerrada.

- Quem era? - perguntou o menor curioso, se aproximando do mais alto.

- Honey - se levantou da cama cansado - Temos que ir.

- Aconteceu alguma coisa? - franziu a testa.

- Seja lá o que for parece sério. Vamos rápido.


...

...

...


- O que houve? - perguntou Hiro se aproximando dos amigos que estavam um pouco afastados da lanchonete que, aliás, tinha duas viaturas da polícia paradas próximas.

- Os policiais não querem nem saber de esperar o sinal. - disse Gogo claramente irritada.

- Eles chegaram não tem muito tempo - suspirou Honey - Estão recolhendo as drogas lá dentro.

- Fomos pegos pelo elemento surpresa. - disse Fred desanimado.

- E agora? Quando o informante perceber isso ele vai embora! - constatou perdendo a calma - A gente tem que fazer alguma coisa!

- Eu também queria que tivesse algo a ser feito Hiro - suspirou Honey - Eu lamento.

Todos tiveram a atenção tomada quando ouviram tiros de dentro da lanchonete.

- Vamos! - gritou o pequeno correndo na frente.

- Isso é perigoso baby! - gritou o Hamada correndo atrás, seguido pelo resto do grupo.

Entraram dentro do estabelecimento, porém pararam abruptamente quando viram um homem - que por acaso era o barman - armado tentando se soltar de três policiais que tentavam desarma-lo.

- Agarrem ele! - gritou um dos policial.

Com uma tranquilidade absurda, Gogo se aproximou do bolo de gente  e deu um chute certeiro no nariz do homem, que desnorteado pela dor deixou a arma cair.

- Desgraçada! - xingou o homem assim que foi algemado.

Estavam prestes a arrasta-lo para uma fora do lugar quando Hiro se pôs no meio caminho.

- Posso falar com ele cinco minutos?

- Tá brincando garoto? Isso é coisa séria. - negou um policial. 

- Espera - pediu Tadashi, percebendo pela expressão do irmão que era importante - Como trouxemos vocês aqui acho que temos pelo menos direito de conversar com ele. Até porque, vocês mentiram quando disseram que iam esperar o sinal.

- Caral-... - respirou fundo - Cinco minutos.

Assim foi feito. Os policiais ficaram do lado de fora da entrada da lanchonete em guarda enquanto o grupo de amigos encurralava o homem contra um dos assentos, o forçando a se sentar ali.

- O que vão perguntar? - perguntou o homem cansado.

- Sobre o homem para quem você trabalha - disse Hiro direto - Onde ele está?

- Você tem quantos anos garoto? - olhou o menino de cima a baixo - É uma criança ainda.

- Responda. - ordenou tentando controlar a raiva. Odiava ser chamado de criança. 

- Vai por mim garoto, você não quer se meter com gente assim. - afirmou.

- Diz o cara que também é traficante. - disse Gogo sarcástica.

- Eu só entrei no esquema porque eu estava com problemas financeiros e precisava sustentar minha esposa grávida - se defendeu - Eu só tinha um bar pouca coisa que não rendia muito, mas eles me garantiram que eu podia ganhar o suficiente para alimentar uma família de sete pessoas se eu os ajudasse. Não recusei claro.

- Então tudo isso é para... - Tadashi estava sem palavras.

- Você ainda não respondeu a pergunta - insistiu Hiro - Onde ele tá?

- Desista criança - suspirou - Não vou te responder uma coisa dessas para estragar sua vida depois. Aconselho arrumar novas amigos porque esses que você tem aí são mal exemplo. 

Um estalo alto ecoou pela sala. Todos os olhares arregalados olhando a cena surpresos.

- Não estou de brincandeira - avisou - Quero respostas.

Sim, Hiro havia dado um tapa no rosto do homem.

Ele tentava ao máximo se manter firme perante as palavras do homem. Percebeu sim que ele não tinha orgulho de trabalhar para traficantes mas ele só fazia aquilo para sobreviver e, sua história tinha sim emocionado o garoto. Tanto que, estava quase chorando por precisar bate-lo para fazer com que ele respondesse.

- Talvez você devesse se acalmar... - sugeriu Wasabi incomodado com o comportamento do garoto que costumava ser calmo.

- Por favor - para surpresa de todos, o pequeno voltou a falar com a voz no seu tom normal como se a raiva de repente tivesse evaporado - Se você realmente não gosta do que faz acho que você vai nos dizer. Você precisa nos dizer onde está o seu chefe.

Silêncio. Este que pareceu durar mais do que realmente durou.

- Foi buscar um novo carregamento de drogas no distrito 12 - suspirou derrotado vendo que o garoto não iria desistir até que lhe respondesse - Deve estar à caminho daqui então é melhor vocês não estarem aqui quando ele chegar.

Agora eles tinham noção de onde o intermediário estava mas o distrito 12 ficava a apenas uma horas e meia dali e eles não tinham muito tempo para agir.

- Se me lembro bem ele disse ter que passar algumas informações para o chefe dele na cidade próxima e também tem uma entrega para fazer por aqui então acho que no caminho de volta para cá ele vai parar para entregar o pacote e fumar um cigarro. - concluiu o homem pensativo - Ele tem o costume de fumar por onde anda. Eu diria que ele só vai chegar a noite.

De  certo modo aquilo era um alívio. Ainda era de tarde então teriam um tempo para pensar no próximo passo.

- Tá mas, e agora? - perguntou Wasabi incerto - Sabemos onde ele está mas o que vamos fazer?

Hiro deu voltas e mais voltas em sua própria cabeça tentando pensar em algo e, afinal, deu certo. Era uma idéia louca, suicida e até meio que estúpida mas era o que tinha de melhor - lê-se tudo o que havia pensado sobre pressão. 

Bateu as mãos na mesa com força e encarou fixamente o homem sentado a sua frente.

- Como pedimos uma encomenda?  

O homem arregalou os olhos em surpresa.

- No que está pensando baby? - perguntou preocupado. 

- Vamos atrai-lo com uma falsa encomenda claro!




Notas Finais


+3 caps e encerramos eu acho

É pouco provável q o próximo cap chegue as 2mil palavras e os outros dois dificilmente vão chegar aos mil então não se decpcionem muito quando verem o número de palavras :p

Vou gritar um aleluia pq posso dormir finalmente e deixar o celular carregar pq o coitado tá quase descarregado :p

Até


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