História Anjo da Guarda - Capítulo 1


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - O anjo


*Helena*

Minhas pernas tremiam assim como o meu corpo, as lágrimas desceram dos meus olhos e molharam meu rosto, meu coração batia acelerado e eu respirava profundamente eu entrei em estado de choque, ainda não podia acreditava não que avia acabado de escutar, não poderia ser verdade - "Eu não quero mais ela! Ela não é normal!" - Minha mãe jamais diria algo assim - "Eu não aguento mais! As pessoas falam, a gente já tentou de tudo!"
Mamãe começou a chorar, papai ouviu tudo e não disse nada, apenas tentou consolar-la, depois de minutos sé passarem ele abriu a boca - "Vamos no orfanato da cidade amanhã, será melhor pra ela acha uma outra família que a aceite do jeito que ela é!".
Naquela hora meu chão caiu, eu ainda não avia entendido o porque deles não me quererem, mas então a ficha caiu, ninguém queria uma criança a maldição que ver e falar com os mortos.
- "Eu não tenho escolha..." - eu sabia que mais ninguém iria me quere, ninguém cuidaria de um mostro como eu, ninguém no mundo me aceitaria como eu sou, ninguém me entenderia, ninguém sé aproximaria com medo - "Eu não quero mais viver assim..." - Eu sabia o que tinha que ser feito - "Vai ser melhor pra todos desse jeito!"

[...]

"Querida Mamãe e Papai, eu sinto muito por todo sofrimento e tristeza que causei a vocês durante esses doze anos, vocês foram incríveis pra mim, eu agradeço de coração a tudo que vocês fizeram para me ajudar.
Eu sei que de longe não sou a filha que vocês pediram a Deus, eu sinto muito por isso, eu realmente tentei ser melhor, tentei não ver-los, tentei não escutar-los, tentei não falar com "eles", mas eles sempre falam comigo, sempre me fazem escutar seus pedidos de socorro, eles sempre aparecem nos meus sonhos, me fazendo acorda de madrugada assustada, eu sinto muito!
Só Deus sabe o quanto eu pedi pra ser normal, para ser o anjinho de vocês, eu sinto muito, mas eu não quero viver mais nessa vida, eu cansei, vocês cansaram, eu sinto muito por te que me despedir de vocês assim, mas creio que vai ser melhor desse jeito. Amo vocês!" - De sua filha Helena.

Após ler a carta de "despedida" eu já não tinha mais dúvidas. Eu deixei o papel dobrado ao meio em cima da cama, seria fácil de achar, agora só faltava uma coisa a ser feita.
Eu abri as janelas do meu quarto e o vento frio da madrugada bateu no meu rosto, eu respirei fundo, novamente eu sentia minhas pernas temerem e as lágrimas descerem meu rosto suavemente, eu tomei coragem e dei os primeiros passos para fora.
A fina garoa que começará a caír molhou minhas roupas suavemente, a madruga fria e molhada era o cenário perfeito para o suicídio.
Eu parei um momento para respirar, por irônico que pareça ser eu me senti bem viva, a dor, a angústia, a melancolia, sumiram por um momento, apenas um momento, eu fechei os olhos sentindo a fina garoa começa a encharca meu pijama, eu abri os olhos e me inclinei ao máximo sobre a grade da varanda.

- Vamos fazer isso? - A voz surgiu do nada ao meu lado me fazendo olhar assustada para a ele - Sé quer sabe e bem alto! - ele comentou com um sorriso irônico no canto dos lábios. Eu me afastei ao máximo dele assustada.

- Quem é você? - Perguntei nervosa.

- Ah desculpa! - Ele sorriu sem jeito se aproximando de mim, ajoelhando aos meus pés com a mão no peito - Eu me chamo Gabriel, sou seu anjo da guarda, Helena!

- Como?! - Eu perguntei ainda mais assustada - Anjos não existem! - eu gritei ouvindo ele dar risada.

- Do mesmo jeito que você falar com os mortos? - Ele sorriu convencido.

Eu olhei para ele incrédula. Ele assumia a aparência de um adulto alto e bonito, usando roupas brancas e limpas, eu nunca avia o visto antes, ainda sim, sentia que ele não era alguém que poderia me fazer algum mau, no entanto, como ele sabia sobre aquilo?

- Como você sabe disso? Quem te disse? - Eu perguntei.

- Ninguém! - Ele deu nos ombros -
Eu só sei, do mesmo jeito que eu sei que você não vai pular da janela do seu quarto! - Ele falou seguro e ficou a me observa, como sé tivesse esperando alguma reação da minha parte.

- Como você sabe que eu não vou pular? - Eu perguntei curiosa, ele riu de debochado e dobrou as mangas da camiseta social branca as deixando até metade dos braços.

- Isso é claro, por que eu sou seu guardião! - Ele respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo - Eu tenho um diário que contém toda a sua vida dentro dele, tudo que você fez, tudo que você ainda vai fazer, tudo que você deve fazer detalhadamente, acredite em mim! - ele se aproximou de mim novamente com um sorriso malicioso - Esse momento está longe de ser o último! - Ele sé aproximou de mim devagar e me envolveu em seus braços me pegando no colo.

Eu não reagi contra, pois quando ele veio para perto eu senti algo diferente, eu estava assustada e confusa mas após ele sé aproximar de mim algo diferente sé manifestou em meu corpo, eu não sabia o que era, mas fez meu coração bate mais forte.

Ele sé aproximou da grade da janela e ficou bem próximo, próximo o suficiente para eu cai caso não tivesse em seus braços. Ele ficou em silêncio durante alguns segundos, pensativo ele olhava para longe, parecia distante, preso em seus pensamentos talvez.
Eu não sabia o que dizer, ele não pareciam alguém ruim, de fato, parecia um anjo, tinha algo que me fazia confiar nele. Comecei a acreditar que ele realmente existia.

- Ei... - Eu o chamei o tirando de seus pensamentos.

- Sim? - Ele perguntou prestando atenção em mim.

- Sé você é um anjo... - Eu passei os braços em volta de seu pescoço e olhei fundo nos olhos castanhos claros dele - onde estão suas asas?

- Eu estou voando? - Ele perguntou calmamente levantando uma das sobrancelhas.

-Não! - respondi seca.

- Então não preciso delas! - Ele respondeu serenamente.

Eu apoiei minha cabeça em seu ombro, aquilo era loucura, eu já deveria está acostumada com esse tipo de coisa. A chuva ainda caia e eu estava tremendo de frio, ele percebeu e me aconchegou ainda mais no seu corpo, ele era quente e macio, o que fez eu me encolher ainda mais em seu braços.
Naquele momento, eu já não sabia o que eu queria, eu avia esquecido todos os meus propósitos para estar cometendo aquela loucura, estava lembrando de quando eu era pequena, das primeiras memórias de um sentimento que eu avia esquecido e guardado por todos esses anos ; Felicidade.

- Ei... - Eu o chamei novamente sem olhar em seus olhos, eu brincava com os cachos de seus cabelos e não desviei a atenção.

- Sim? - Ele perguntou, eu não estava vendo ele mais senti que ele estava olhando pra mim.

- Sé você e meu anjo da guarda, não deveria me impedir de fazer loucuras que nem essa?

- Eu não posso interferir em suas decisões pessoais, ou seja, se você quiser pular eu não posso interferir nesse desejo! - Ele explicou calmamente, sua voz era tão doce e suave - No entanto, eu posso lhe aconselha, lhe mostrar outra solução, outro caminho, ou seja, não possa interferir mais posso intervir em suas escolhas!

- E por quê você tem tanta certeza que eu não vou pular? - perguntei lhe encarando.

- Por quê meu poder de persuasão e inacreditável! - Ele sorriu convencido.

- Pois bem! - Olhei seriamente pra ele - Me convença! - Lhe desafie.

- Escute! - Ele respirou profundamente antes de começa a falar - Eu sei que é difícil, as pessoas não entende que você é especial e eu também sei que você ainda não entende, mas esse dom que Deus te deu pôde ajuda inúmeras pessoas por aí, todas essas "pessoas" precisam de sua ajuda e por isso que você tem que viver!

- Essas pessoas... - Eu engolir em seco temendo que falasse alguma coisa errada - Elas já morreram,estou certa?

- Sim está! - Ele respondeu sereno - Tais pessoas que já partiram ainda sofrem nesse mundo, você pôde ajudar essas pessoas a descansarem, através desse dom você pôde descobrir o que elas querem, assim, podemos ajudar! - Ele sorriu esperançoso quando terminou.

- Eu não sei sé consigo... - Eu tive que desvia o olhar pra baixo.

- Não vai ser fácil mas, eu vou está sempre ao seu lado, esse é o dever de um guardião! - Ele sorriu e levantou gentilmente meu rosto - Todo guardião deve fazer três promessas ao seu protetor a minha primeira promessa e nunca te abandona!

- Foi o que meus pais prometeram...- A lembrança dos dois vieram na minha mente.

- Eu entendo! - Ele me colocou no chão e ficou de joelhos segurando minhas mãos - Mas vai ser diferente entre a gente, sabe por que?

- Por quê?

- Por quê a vida de um guardião e a vida de seu protetor, sé algum dia eu te abandona estarei abandonando a mim mesmo! - Ele respondeu sinceramente olhando nos meus olhos - Estaria abandonado o sentindo da minha existência! - Ele sorriu afastando gentilmente uma mecha de cabelo que caia do meu rosto.

- Promete? - Eu sentia o sorriso se forma em meus lábios.

- Prometo!

Eu o abracei o mais apertado que conseguia, ele fez o mesmo me apertando em seus braços também. Ficamos assim por longos minutos, eu refletir sobre o que ele avia dito.
Eu sempre via minhas habilidades como uma maldição ao invés de dom. Nunca pensei que eu poderia ajudar às pessoas, no geral, elas sé afasvam de mim, vizinhos ou os pais de outras crianças sempre tinha comentários maldosos sobre mim.
Durante anos meus pais não deixaram eu sair de casa ou do quarto e quando eu finalmente conseguia sair para brincar com outras crianças eu era rejeitada ou excluída, por causa disso, nunca tive a oportunidade de ter alguém por perto, alguém que as pessoas chamam de ; Amigo.

- Gabriel... - Eu me afastei um pouco de seus braços e o encarei - Meus pais vão me levar para o orfanato da cidade amanhã! - Contei, aquilo ainda me incomodava.

- Eu acho que não, Helena! - Ele sorriu convencido.

- O que? - Eu perguntei confusa - Como assim? - Eu sentia meu coração palpita.

- Nananinanão! - Ele fez sinal de negativo com o dedo - Nada de spoiler!

- Por favor! - Fiz cara de pidona.

- Não! - Ele virou o rosto e cruzou os braços sério.

- Por favor, Gabriel! - Eu implorei.

- Ok, ok, escuta só! - Ele fez sinal para que eu me aproximasse dele e o fiz ele aproximou seus labios do meu ouvido e sussurrou - Digamos que tem um casal muito simpático arfim de te conhecer amanhã!

- "Oque? Alguém queria me conhecer? Como assim? Por qual motivo?" - Eu fiquei imaginando as respostas na minha mente, tão de repente tudo avia mudado na minha vida, antes eu andava no escuro agora tudo avia se iluminado e o caminho a seguir parecia mais claro.

Engraçado como uma única decisão pôde mudar minha vida de patética a uma vida cheia de emoções. Eu tentei imagina o que dia de amanhã poderia me guarda.

- Ei, Helena! - Gabriel avia me chamado, ele olhava para o horizonte novamente com a mesma expressão serena de antes - Vem até aqui, acho que você vai gosta de ver isso!

Eu me aproximei dele em silêncio e fiquei ao seu lado, olhei na mesma diferença que ele é vi o que tanto lhe fascinava.
Ao longe, o sol dava os primeiros passos de seu círculo, nascendo entre as nuvens, na linha do horizonte, iluminando o céu noturno com sua luz e calor, apagando aos poucos o brilho das estrelas no céu, dando adeus a lua, como quem dizendo "agora deixa comigo! ".

- Eu já vi muitos desses! - Ele disse pensativo e distante com um sorriso no conto dos lábios - No lugar a onde eu moro, eu posso ver o sol nasce quando eu quiser, houver uma vez, que eu vi o sol nasce em dois continentes diferentes, mesmo já tendo visto tantos, pra mim nunca perdeu a graça! - Ele respirou fundo e o sorriso dele sé alargou - Pra mim, sempre significa uma chance de fazer melhor, um motivo pra recomeçar!

- Até que é bonito! - Eu comentei com os bracinhos pra trás, eu começava a senti o efeito de uma noite não dormida - Mas prefiro a noite!

- Exatamente como eu imaginava! - Ele olhou docemente pra mim, eu comecei a ver tudo embaçado, meus olhos pensava e eu lutava para manter-los abertos - Está com sono, não é? - ele perguntou e eu fiz que sim com a cabeça.

Ele se agachou para me pegar no colo e eu passei meus braços em volta de seu pescoço enquanto ele me erguia do chão. Ele entrou dentro do meu quarto e deitou minha cabeça nos travesseiros e me cobriu com o coberto. Na hora eu lembrei do bilhete que avia deixado para meus pais, eu me sentei na cama a procura mais não achei.

- Está procurando isso aqui? - Eu olhei para Gabriel e ele estava com o bilhete entre os dedos - Você é uma ótima escritora sabia?

- Eu não queria ter escrito isso! - Eu a baixei a cabeça lembrando do que avia escrito, pensando com mais clareza eu só traria mais sofrimento a eles.

- Ei, olha pra mim! - Ele levantou meu rosto gentilmente e nossos olhares sé encontraram, ele sorriu e sussurrou - Vamos deixar que essas palavras sé percam pelo mundo! - ele fechou o punho amaçando a carta quando ele abriu a mão avia uma linda borboleta branca no lugar.

Ela voou ao meu redor e depois passeou pelo quarto até sai pela janela sumindo no mundo. Eu deitei minha cabeça nos travesseiros novamente estava morrendo de sono e francamente eu nem sabia que horas eram.
Gabriel sentou se na beira da cama e ficou a me observa cai no sono, eu não me senti incomoda e sim mais confortável.
Meus olhos pesaram e a última coisa que eu me lembro é dos lábios macios de Gabriel tocarem minha testa num beijo suave e delicado e de sua voz dizendo ; "Durma com os anjos!"

(Continua...)

Notas Finais


Oi galera, espero que tenham gostado desse primeiro capítulo, me digam o que acharam nos comentários e sé acham que eu devo continua ou não :-/
Beijos e até a próxima.
(Desculpa aí qualquer errinho! )


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