História Anjo da Guarda - Capítulo 1


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Palavras 935
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Poesias
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Mais uma One, bem essa eu escrevi após assistir "Um olhar no paraíso", ótimo filme recomendo....
Beijinhos de ChocoMenta... <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Anjo da Guarda - Capítulo 1 - Capítulo Único

 “Minha vida mudou no dia 12 de Agosto, em um ano qualquer. Você pode estar pensando que a mudança envolve mudar de casa ou cidade, mudar meu estilo ou meu cabelo. Mas minha vida mudou quando eu morri. Isso mesmo, eu morri no dia 12 de Agosto de um ano qualquer. Pode me julgar por não lembrar o ano em que morri, mas esse ano perdeu importância, outro tomou seu lugar de destaque em minha "vida", ou seja, lá o que tenho”.

 O ano que virou o mais importante para mim foi 2016, o ano em que meu irmão mais novo nasceu.

 Quando morri, não senti dor, nem desconforto. Apenas me senti leve, como se estivesse no balanço do parque perto da minha casa. Senti que poderia voar, para onde e quando quisesse. Mas essa sensação maravilhosa passou ao ver meus pais chorando. Não entendia por que ainda estava ali, por que não fui para o Paraíso ou o que quer que haja após fecharmos eternamente nossos olhos.

 Depois de algum tempo vagando e seguindo meus pais para onde eles iam alguém apareceu. Uma menina, de longas madeixas loiras. Ela sorriu para mim e estendeu sua mão, achei que estivesse na hora de ir, corri até meus pais e gritei um adeus. Mas estava enganada, minha jornada na Terra não havia terminado, eu havia partido antes de conseguir realizar meu objetivo de vida, ao morrer ganhei outro. Seria o anjo da guarda de alguém.

 Caminhei por dias, procurando a pessoa que seria minha protegida, quando cansei, voltei para meu lar, minha antiga casa. Ao chegar à mesma, vi meus pais sorrirem e lágrimas rolavam dos olhos de minha mãe, não conseguia entender o que acontecia ali. Mas tudo fez sentido, ao ver minha mãe levar a mão até seu ventre e fazer um delicado carinho, o mesmo carinho que eu ganhava ao ficar com medo dos trovões.

 No primeiro instante eu senti raiva, eu mal havia partido e meus pais já haviam me trocado por outro bebê. Mas com o passar dos dias, e vendo o avanço da gravidez de minha mãe, eu finalmente achei meu protegido.

 Eu iria cuidar daquele pequeno embrulho azul, que tinha os mesmos cabelos cobres que eu tinha. Quando minha mãe botava o mesmo para dormir, eu ficava lá, sentada ao seu lado velando seu sono. Foi em uma noite de trovões que eu percebi que ele podia me ver, minha mãe estava tão cansada que demorou a perceber que ele estava chorando. Mas quando ela se levantou ele inesperadamente parou, eu estava segurando sua pequena mão, seus dedinhos gordinhos apertavam meu dedo com tanta força. Eu sorri meu primeiro sorriso desde que morri, e também chorei, pois queria poder segurá-lo em meus braços e cantar para ele.

 Foi quando minha mãe entrou no quarto que eu percebi, ela ainda me levava no peito, pois quando ela pegou o mesmo e o aninhou em seu peito, ela começou a cantar a música que eu havia escrito para meu futuro irmão.

 Com o passar dos anos, eu acompanhei cada conquista do meu irmão. Seus primeiros passos, sua primeira palavra, andar de bicicleta sem rodinha, seu primeiro gol, seu primeiro beijo, sua primeira namorada.

 Eu vi meu irmão crescer e virar um homem, um lindo homem. Vi minha mãe sorrir e chorar novamente, no dia em que ele se casou. Alguns anos depois meu pai faleceu, teve um infarto. Eu fiquei ao seu lado até que ele partiu, eu não o vi, nem falei com ele. Meu mensageiro falou que ele foi direto para o Paraíso, não havia objetivo para concluir.

 Passados mais alguns anos, foi a vez de minha mãe. Ela morreu sorrindo, deitada em uma cama, segurando uma foto minha e uma de meu irmão. Eu a vi, passar por mim, ela sorriu e fez um sinal de que estava me esperando.

 Em todas essas ocasiões eu estava com meu irmão, o vendo chorar e não podendo abraçá-lo. Meu irmão teve dois filhos, eu chorei quando a menina desceu e ele deu a ela meu nome. Disse que era uma homenagem, para a pessoa que ele não havia conhecido mais que ele amava incondicionalmente. Eu sussurrei em seu ouvido que também o amava mesmo ele não podendo me ouvir.

 Ele teve uma vida longa e feliz, viu seus netos nascerem e crescerem. Levou sua filha até o altar e a entregou ao homem da vida dela. Quando chegou o dia dele partir, eu fui buscá-lo, e parecia que ele esperava por mim. Pois estava sorrindo, e quando me aproximei, sussurrou meu nome. Eu segurei a mão dele até que a vida deixou seu corpo, e quando sua alma se desprendeu, ela veio direta para os meus braços.

 Sua alma não era velha, era a alma do menino que eu protegia de cair da bicicleta. Ele deu a mim o sorriso mais lindo que já vi e segurou fortemente minha mão, como na noite dos trovões. Meu mensageiro apareceu, disse que meu objetivo estava completo. Naquele dia eu parti, caminhei até o Paraíso segurando a mão de meu protegido, de meu irmão.

 Quando chegamos ao Paraíso, mamãe e papai estavam nos esperando. Mas suas aparências não eram as de quando morreram, eram as de quando eu era criança. Jovens e sorridentes. Meu irmão correu e jogou-se nos braços do papai, eu só conseguia sorrir, não saía do lugar.

 Antes de ir para meu novo lar com minha família, eu olhei para trás. Meu mensageiro estava lá. Era eu, com um sorriso no rosto e movendo os lábios ao dizer: "Finalmente livres".


Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem e favoritem, qualquer crítica é bem vinda...
Bye Bye


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