História Anjo Diabólico - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Anjos, Chanbaek, Comedia Romantica, Demonios, Exo, Misticismo, Romance, Yaoi
Exibições 77
Palavras 2.147
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Ecchi, Escolar, Festa, Fluffy, Lemon, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oieeee! Tudo beleza?
Gente, mais um capítulo, e dessa vez tem um novo personagem. Espero que gostem!

Capítulo 4 - Brilhante e bonito... não pode ser eu


Fanfic / Fanfiction Anjo Diabólico - Capítulo 4 - Brilhante e bonito... não pode ser eu

Capítulo 4

Brilhante e bonito... não pode ser eu

 

Eu estava sentado na arquibancada do ginásio da escola enquanto observava o time de basquete treinando. Como alguns integrantes haviam se formado no ano passado, os testes para ocupar um dos preciosos lugares no time logo chegariam e muitos haviam se inscrito, o que significava que o show de humilhações estava chegando.

O time de basquete não era pouca bosta. Eles treinavam pesado e só os melhores podiam participar. Infelizmente, alguns alunos achavam que basquete era coisa simples e se aventuravam em mostrar suas técnicas fajutas pra todo mundo. O resultado era um bando de babacas mais burros que eu pagando mico em frente a todo mundo que cedia seu tempo a acompanhar os testes.

Devo admitir que era hilário.

Eu apenas observava de longe, mesmo gostando de basquete. Tinha a chance de ver meu crush lindo e brilhante de suor. Kris era o capitão do time, o que fazia eu me sentir como um clichê ambulante e patético. Mas não custava nada observá-lo de longe.

E tirar algumas fotos particulares.

Claro que eu não mostraria aquelas fotos pra ninguém. E também não usava elas pra bater punheta. Kris sunbae não merecia que eu lhe mandasse essas energias impuras.

Só que as coisas não costumam ficar de boa na minha vida desse jeito. Se a vida me vê guardando em segredo as fotos do crush o que ela faz? Exatamente. Manda alguém pra me flagrar e implantar a treta.

Mas daquela vez, a vida foi longe demais.

Eu estava camuflado (pelo menos era o que imaginava) em meio aos outros estudantes que não tinham o que fazer e matavam o tempo livre de estudos vendo homens suados jogando basquete. Deslizava com o dedo na tela do celular, analisando minha pasta exclusiva do sunbae e suspirando por ele, quando de repente...

— AH, MEU DEUS!

Um gritinho agudo ao meu lado me fez pular e derrubar o celular. Me virei desesperado vendo uma garota se inclinar pra perto de mim e pegar meu celular perto dos meus pés.

Congelei. Não era simplesmente uma garota. Era Nana, namorada de Oh Sehun. Ela e suas amigas encaravam meu celular com a boca aberta em forma de “o”.

AH, CARALHO!

Agarrei meu celular dela como um ninja e saí correndo dali, tropeçando em meus próprios pés e quase caindo da arquibancada. Pude ouvir os gritinhos e risadinhas ficando pra trás e desejei cair dali mesmo, quebrar o pescoço e sumir da face da terra pra não precisar sofrer as consequências da minha estupidez.

Fui me esconder na salinha da tomada. Corri pro fundo da sala e me enfiei no capuz do meu moletom, ofegando sem parar.

Comecei a grunhir e bater os pés no chão e esmurrar minha cabeça.

Eu estava perdido. Nana espalharia por toda escola que o esquisitão comprido e orelhudo stalkeava o capitão do time de basquete. Meu crime seria fazer o que todos fazem.

Choraminguei e me recostei na parede, sentando no chão.

— Esse foi um belo chilique.

Pulei de susto pela segunda vez em menos de cinco minutos. Um garoto estava ali, sentado perto da tomada enquanto mexia no celular. Eu nunca tinha visto ele.

É, eu tinha certeza. Eu saberia se um modelo sexy da Calvin Klein estudasse na minha escola. Era isso que ele parecia.

Fiquei encarando o garoto de um jeito pasmo e retardado, e ele riu.

— Desculpe te assustar. Mas você me assustou primeiro.

Engoli em seco. Eu devia falar alguma coisa, eu acho.

— A-ahn... eu não te vi...

— Sério? Achei que não se importasse em surtar perto de desconhecidos.

Acho que fiz uma careta de caganeira, porque o garoto gargalhou.

— Estou brincando — ele disse. — Meu nome é Kim Jongin, mas pode me chamar só de Jongin. Eu sou novo aqui. Cheguei hoje, porque minha inscrição atrasou.

— Ah... mu-muito prazer. Sou Park Chanyeol.

Ele era novo. Isso explicava porque falava normalmente comigo. Ainda não sabia que eu era o esquisitão.

— Você está em que ano? Eu sou do segundo, mas estou um ano adiantado, então todos são meus hyungs lá na minha sala.

— Ah, também estou no segundo.

Poupei o fato de ter repetido o primeiro ano do fundamental. Seria humilhação demais deixar isso escapar naquele maldito lugar. Ainda mais que não era minha culpa não conseguir ler e escrever corretamente naquela época, porque eu tenho dislexia. Não quer dizer que sou menos inteligente, só tenho dificuldade com letras e números, apesar de entender as coisas mais facilmente que os outros da minha idade.

— Ah, então acho que também é meu hyung — ele sorriu. — Eu vim pra cá porque não queria ser o aluno novo solitário, sabe?

É... sei sim...

— Hum... escolheu bem esse lugar. Essa é uma das poucas salas que tem tomada.

— Sério? Eu estava mesmo pensando que esse lugar tinha tomadas de menos e estudantes de mais.

Eu ri.

— É verdade.

Jongin sorriu timidamente.

— Então, hyung — ele riu. — Sabe, se você não se importar, será que eu poderia andar com você e a sua galera?

Encarei o garoto. Alguém realmente estava pedindo pra andar comigo. Isso era bizarro. Eu podia fingir que era um cara legal que realmente tinha uma galera, mas Jongin logo descobriria a fraude. Então resolvi ser sincero.

— Ahn... eu não tenho bem uma galera. Não aqui no colégio. E... talvez você não queira andar comigo, sabe... não tenho nada de... especial.

Okay, eu fui meio evasivo, mas não conseguia dizer com todas as letras.

— Sério? Eu te achei bem simpático. E engraçado — ele riu.

— Você seria o único daqui a pensar isso — dei de ombros.

Ele me encarou, então sorriu.

— Tudo bem, hyung. Eu realmente estou pouco me fodendo para o que a maioria acha. Eu também não tinha muitos fãs no lugar de onde venho.

Ele levantou.

— Vamos fazer disso uma parceria — estendeu a mão.

Engoli em seco, encarando a palma voltada pra mim. Não era o tipo de oferta que eu poderia recusar. Senti uma espécie de empolgação interior que me impulsionava a apertar aquela mão.

E foi o que fiz.

— Isso vai ser ótimo. Você vai ver, hyung.

Sorri embaraçado. Realmente era um ano estranho aquele.

 

 

Quando o último sinal soou, recolhi minhas coisas enquanto ouvia Jongin contar sobre sua vida. Ele havia morado um tempo na Espanha – o que já era legal o suficiente pra ele se tornar popular e me dispensar –, havia se mudado de volta pra Coreia por uma bolsa em uma academia renomada de dança que eu nunca ouvira falar, já que não sabia nada sobre isso, – que, aliás, era mais um motivo pra ele se tornar duas vezes mais popular e fingir que nunca falou comigo – e ele era lindo de morrer – ele não precisou me contar isso, já que meus olhos ainda funcionavam, e aquele era um claro sinal de que nossa parceria estava prestes a ser pulverizada.

Jongin havia se escondido durante o intervalo e o horário de estudos, por isso não havia virado assunto. Mas aposto que até o final da semana ele estaria no topo dos trends na boca dos fofoqueiros.

Preciso repetir que alguma relação entre nós não ia acontecer?

— Qual o problema, hyung? — ele perguntou de repente.

— Ah... que problema?

— Bem, você é meio distante, ou só está assim por minha causa? Sabe... se não quiser, não precisamos andar juntos. Eu vou entender.

Já estava acontecendo.

Mas Jongin parecia realmente lamentar. Eu mais ainda.

— É... tudo bem se você não quiser mais andar comigo. Eu realmente vou entender isso, quer dizer...

Dei de ombros e olhei pra baixo, pra mim mesmo.

Jongin suspirou.

— E daí? Você tem seu próprio estilo. Ele é sua sinopse, sua personalidade. As pessoas têm uma clara noção sobre quem você é por ele.

Ri soprado.

— Bem... exatamente.

Ele sorriu de lado me encarando. Engoli em seco, sempre ficava desconfortável quando me encaravam. E ele era o segundo garoto bonito a me dispensar tanta atenção só nesse ano. Será que seria um por semana? Eu ainda não vira Baekhyun...

— Hyung... você realmente não tem noção? Tipo, de verdade?

O fitei confuso.

— Noção...?

Ele riu.

— Hyung, você não sabe como é brilhante e bonito? Claro que você precisa treinar sua autoconfiança, mas isso não deve ser problema difícil de superar. E tem que parar de se esconder debaixo desse monte de roupas e cabelo.

Encarei Jongin chocado. Ele estava falando sobre mim? Talvez ele fosse louco.

— Ei, não me olhei assim. Se você não sabia, alguém tinha que falar.

— Ahn... você deve estar confuso... ou eu estou confuso... ou eu devo ter enlouquecido.

Jongin gargalhou e se aproximou, colocando as mãos nos meus ombros e prendendo seu olhar ao meu.

— Hyung, se você ainda não consegue ver, eu vou te mostrar — ele sorriu. — Isso vai ser divertido.

Okay, agora eu estava assustado.

 

 

Eu seguia Jongin que me proibira de dizer qualquer coisa. Ele só disse que me levaria até sua casa e me mostraria... bem, eu mesmo. Só acho que não vai ser tão divertido assim.

Estávamos saindo pelos portões quando eu o vi. Ele estava recostado contra o muro, com um pé apoiado na parede às suas costas. Estava sexy e misterioso como sempre. Quando me viu, abriu seu sorriso malicioso.

Mas então seu sorriso murchou e se transformou em uma expressão de choque. E depois, em uma raiva tão grande que me assustou.

Chanyeol — ele disse, mas encarava Jongin. — Onde está indo?

— Ahn... e-eu...

— Nós vamos sair em uma jornada de autoconhecimento — Jongin me interrompeu. — Olá, Baekhyun. Já faz um tempo.

Espera. Eles se conhecem?

— É. Podia fazer mais — Baekhyun disse seco. Ele praticamente fuzilava Jongin, parecia que ia abrir um par de buracos em sua cabeça.

— Ora... ainda está guardando rancor? Pensei que houvesse superado.

Engoli em seco. A tensão ali era quase palpável.

— Vocês se conhecem? — perguntei.

— É, há um tempinho — Jongin respondeu. Baekhyun ainda não olhava pra mim.

Quis perguntar de onde, mas acho que isso não faria o clima melhorar.

— Foi bom ver você, Baekhyun. Ver que está... na ativa ainda.

Franzi as sobrancelhas sem entender.

— Eu realmente queria passar o resto do dia parado aqui enquanto você tenta explodir a minha cabeça com o olhar, mas o meu hyung e eu temos coisas a fazer. Então, até mais.

Jongin me cutucou e me guiou pra longe. Antes de dar as costas à Baekhyun, ele finalmente virou o olhar pra mim. Mas não parecia zangado. Parecia... suplicante?

Okay, eu não sou bom em decifrar olhares mesmo.

Fui andando mecanicamente com Jongin, até ser puxado bruscamente pela mão. Girei nos calcanhares e fitei Baekhyun. Ele me encarava; e lá estava aquele olhar novamente. Fiquei perdido naqueles olhos brilhantes e o animal desconhecido dentro de mim levantou as orelhas e começou a arranhar a porta do misterioso quarto.

Jongin começou a dizer algo, mas eu não entendi. E nem tive a oportunidade de entender, ou pedir para que repetisse.

Baekhyun se virou sem soltar a minha mão e começou a se afastar, me levando junto. Ele era forte, embora não parecesse olhando desse ângulo. Ele parecia assustado. Não, não era essa a palavra.

Ele parecia ansioso. Como alguém que tem coisas demais na cabeça e sabe que não adianta querer desabafar com alguém, porque ninguém entenderia. Não sei porque esses pensamentos estranhos surgiam na minha cabeça, mas pareciam estar ficando frequentes.

Eu não me importei. Só me concentrei na mão quente, pequena e firme de Baekhyun agarrada à minha. Eu gostei.

Pela primeira vez tive um vislumbre sobre o que Jongin dissera na sala da tomada. Sobre eu não ter “noção”. E aquilo não pareceu tão insano quanto antes.

 

 

Jongin ficou observando os dois ligados se afastarem. Ele sorriu pensativo. Antes, imaginava se havia sido uma boa ideia voltar para Seoul sabendo que Baekhyun estaria ali. Mas agora ele achou que não poderia haver ideia e momento melhores.

Com as mãos nos bolsos da calça, ele seguiu na direção oposta, imaginando todas as coisas divertidas que viriam por aí. Sabia que algumas podiam ter passado pela mente de Baekhyun. Mas ele não poderia ter certeza, até que elas acontecessem. Isso só tornaria as coisas mais empolgantes.

Se perguntou se Baekhyun ousaria contar alguma coisa ao seu guardado, mas duvidava. Ele era protetor demais; tolo demais. Jamais escolheria exterminar a ingenuidade do guardado daquela maneira. Pelo menos não naqueles tempos.

Houve tempos em que Baekhyun era mais divertido; menos despreocupado. E de repente, ele abandona tudo o que havia aprendido consigo e vai embora. E, tempos depois, se torna um guardador.

Jongin não podia conter a curiosidade. Não queria contê-la. Sabia que seria custoso arrancar a verdade de Baekhyun. Mas ele tinha meios de descobrir o que queria, e envolvia trapaça e um humano chamado Park Chanyeol.

Jongin deixou uma risada escapar.

Ah, ele não se divertiria assim em muito tempo.

 

 

 


Notas Finais


Mas oq foi isso, senhor Byun? Hehe
Huum, oq acharam do Jongs? Alguma primeira impressão? Ele com todo esse papo de mostrar o verdadeiro eu do Channie... hehe
E o senhor Park fazendo book do crush. Só acho q próximo capítulo vai esquentar... e.e
Obrigada por lerem! Até mais! *3*


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