História Anjo Suicida - Capítulo 3


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Categorias Originais
Exibições 21
Palavras 845
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então, 10 dias sem postar (exatamente 10 dias) e eu voltei e pra compensar isso, vou postar um mini maratona de 3 capítulos, vou fazer meu máximo para faze-los grandes e compensar vocês por esse tempo sem capítulo novo.

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1/3

Capítulo 3 - Pelo menos eu emagreci


Fanfic / Fanfiction Anjo Suicida - Capítulo 3 - Pelo menos eu emagreci

Sábado ( 10:44 a.m )

Ontem, eu madruguei. Não foi bem uma noite em claro, mas fiquei até as 3:00 da madrugada chorando muito, a ponto de molhar meu travesseiro e encharca-lo.
Acordei agora, e to com marcas pretas de rímel nas bochechas magras. Me levantei e acabei caindo logo em seguida, eu caio muito. Muito mesmo.

Eu levantei, fui em direção ao meu banheiro e vi minha imagem no espelho, uma menina totalmente descabelada, marcada por rímel e olheiras abaixo dos olhos. Então eu sorri fraco, lavei meu rosto e comecei a me maquiar na tentativa mais sem sucesso de tirar as marcas de choro da noite passada.

Podemos falar entre nós que eu até que fiquei bonita, uma menina de 15 anos que já passou por tanta coisa, quem diria? Então prendi meu cabelo em um rabo de cavalo baixo e saio até a padaria mais próxima. Confesso que pelo caminho encontro uns caras mal encarados que me deixavam com muito medo. Eles olhavam pra mim e sorriam, minha mãe sempre dizia pra eu não ligar, mas desta vez, um senhor de aproximadamente 40 anos passou a mão pela minha barriga. Isso fez minha mão até tremer para bater nele, mas violência não ia ajudar em nada, então segui meu caminho até a padaria.

Chegando lá, vejo uma amiga minha da pré-escola. Eu odeio falar sobre esse tempo, eu era feliz mas com a aparência de um Leite com raspas de caqui. Eu era totalmente branca com cabelo ruivo, bem ruivo, e super magra. Era a época em que minha avó morreu, isso mexeu muito comigo que eu tive pela primeira vez uma bulimia. Ela sempre falava que as mulheres só eram bonitas quando eram magras. Eu na vida de hoje não concordo com isso, mas então quando ela morreu, tudo que passava pela minha boca voltava depois de uns 5 minutos.

Então, a menina do meu pré-escolar sorriu pra mim e fez um sinal gentil para eu me aproximar da mesa do lado interno da padaria. Eu me aproximei e sentei na sua frente. Voltamos a conversar e em um ato de brincadeira, ela me chamou de gordinha.

Eu juro que não sabia que era brincadeira, e depois disso, me levantei, peguei uma garrafa de café que vendia ali e voltei pra casa.

Já no meu doce lar, eu tomei meu café. Por mais incrível que pareça, meu café voltou pela minha boca e fez eu vomitar.
Na hora, eu certamente pensei que seria o começo de uma outra bulimia, e dito e feito.

Sexta-feira - 19:00

No começo disso tudo, eu estava com 52 quilos, e no fim de tudo, 42. Caralho, eu tenho 15 anos e 42 quilos. Eu estou um verdadeiro palito.

Hoje durante eu estava caída no chão da sala totalmente fraca, pensei que devia parar de me importar com as opiniões alheias, mas isso nunca dava certo.

Mas insisti e peguei um pedaço de sonho com recheio de doce de leite, desde aos meus 4 anos, esse recheio é o meu favorito. Então, pensei que certamente esse alimento desceria facilmente por mim.

Eu comi o doce, devagar e calmamente, mas comi. A quanto tempo eu não comia, não sabia o gosto de alimento...

Então peguei uns dois mini-sonhos recheados de doce de leite e levei para meu quarto. Me sentei de perna de índio e comecei a comer.
Depois de alguns dias, eu sorri.

Eu dormi muito bem aquela noite, e sonhei com meus pais. Eles estavam exatamente como haviam me deixado.

Mamãe com cabelo curto e ruivo, olhos verdes e sardas. Corpo magro e era alta. Papai tinha cabelo loiro e olhos azuis, era meio acima do peso, mas nunca dava pra perceber, pois era muito alto.

Millenne é exatamente como papai. Tem aqueles cabelos loiros que vão até o ombro, olhos azuis que brilham facilmente, era alta, mas tinha um belo corpo. Tinha de tudo pra ter um futuro brilhante, conviveu mais tempo com nossos pais, e foi bem educada. Pena que estragou a vida em botecos mal construídos pela cidade. Ela bebe de tudo: Cachaça, pinga artesanal daqui da região, cerveja, vinho, catuaba... O que aparecer na mesa pra ela já está de bom tamanho.

Mas voltando ao meu sonho, a gente estava na nossa viagem aos Grand Canyons. A gente passeou por lá na nossa primeira viagem internacional.

Sábado - 22:00

Hoje foi um dia muito tranqüilo não aconteceu nada de muito importante. Eu ando comendo bem novamente, e não me cortei nessa última semana. Meu braço estava tão fino a ponto de me dar preocupações.

Eu passei o dia todo dormindo e a minha escola não está tendo aula por uma greve dos professores. A minha casa estava pura bagunça e eu nem ligava.

E caso se pergunte da Chloe, sim, eu continuo bloqueada por ela no whatsapp e a gente nem se fala mais, ou melhor, nem se olha.

Eu comecei a lembrar das cenas com meus pais e Millenne, eu sorri e dormi, muito bem novamente pelo segundo dia seguido.


Notas Finais


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