História Anjos Inconsequentes - Capítulo 21


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Palavras 2.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 21 - Estabilização


Fanfic / Fanfiction Anjos Inconsequentes - Capítulo 21 - Estabilização

- Lyon? Saudades! - Falou Caytlin levantando-se e me abraçando.

- Ah eu também! Estava com muitas saudades. -  Falei retribuindo o abraço.

Ela cuidava de mim quando não tinha ninguém em casa, às vezes era ela ou a Angel, mas já a Caytlin eu considero como uma irmã que nunca tive, ela é muito simpática e gentil, e sempre tenta ajudar os outros sempre que pode. Ela tem longos cabelos pretos cheios de brilho e lisos com uma franja, seus olhos são de cor castanho claro e é só um pouco mais alta que eu.

- Màrrie! Rodrigo! Quanto tempo, senti a falta de vocês. - Ela cumprimentou meus pais, é estranho conviver de novo com as pessoas falando francês.

- Olá Caytlin, você cresceu. - Falou mamãe dando beijos na bochecha de Caytlin.

- Ah nem tanto, Lyon já está quase do meu tamanho, lembro do tempo em que ele me pedia pra carregá-lo.

- Sim sim. - Elas riram.

Então sentamos numa das mesas da lanchonete, papai foi fazer os pedidos e mamãe ficou conversando com Caytlin, eu voltei a ler meu livro, tinha um personagem nele o qual eu gostei muito, ele fazia o que queria, sempre que queria e falava o que queria, totalmente o contrário de mim. Enquanto lia percebi que às vezes Caytlin olhava pra mim, e sorria, acho que estava bastante contente de termos voltado.

- Você está bem, Lyon? - Falou Caytlin.

- E-estou sim, por quê?

- Está calado.

- Ah ele sempre foi assim né. - Mamãe falou, dando uns risos.

- Ah é, lembrei. - Ela sorriu, em seguida olhou pra baixo.

Então papai voltou com os nossos pedidos, e começamos a comer e conversar sobre o que aconteceu no Canadá depois que nos mudamos, como estavam os amigos e tudo mais. Caytlin parecia estar alegre com a nossa chegada, não parava de falar com a mamãe e papai.

- E você, Lyon? O que tem feito desde que se mudou para o Brasil?

- Ah bem, nada de importante eu acho, eu...

- Ah, na escola dele houve um concurso de talentos, ele tocou piano e ganhou em primeiro lugar! Acredita? - Falou mamãe.

- Sério? Que legal! Acho que nunca ouvi ele tocar piano.

- É que... sou tímido pra tocar pros outros.

- Ué, por que? Já que ganhou você com certeza deve tocar muito bem. Quando chegarmos em casa quero que toque pra mim a mesma música que te fez ganhar, ok?

- Bem... e-eu...

- Ah qual é? Por favor? - Ela falou se aproximando de mim e colocando as mãos de um jeito que parecia estar implorando.

- Ah, por que não né? Irei tocar sim. - E sorri.

- Que bom! Mal posso esperar pra passar um tempo com você como antes.

- Eu também.

- Já podemos ir pra casa? Acho que acabamos por aqui. - Falou papai limpando a boca com lenços de papel.

- Sim sim, vamos então. Estacionei o meu carro não muito longe de onde estamos.

- Você já tem carro? - Perguntei surpreso, já que ela sempre ficava nervosa em multidões e em trânsito.

- Sim sim, eu aprendi a dirigir pra poder levar Angel para os lugares, desde que... desde... desde que ela ficou doente. - Ela falou tentando encontrar palavras que não nos deixasse pra baixo, eu percebi.

- Então ok, vamos. - Falou mamãe pegando as malas.

Colocamos as várias, grandes e pesadas malas no porta-malas do carro. Antes de sairmos mamãe me deu a câmera que ela trouxe e pediu pra tirarmos algumas fotos nossas, eu as tirei e logo entramos no carro, eu fui na frente com Caytlin.

- Vai ser um pouco demorado até chegarmos em casa, aproveitem pra tirarem mais fotos e se sentirem como "turistas" por enquanto. - Caytlin sorriu.

Depois de um tempinho mamãe e papai cochilaram e eu fiquei ouvindo música com Caytlin, já eram 18 horas e poucos raios do sol ainda apareciam no céu, o deixando com uma cor rosada.

- Você não acha incrível quando o céu está desse jeito? - Falou Caytlin que percebeu que eu estava contemplando o céu.

- Ah, sim, acho sim. Eu gosto muito de observar o céu quando a luz do sol não está queimando minha pele. - Ela riu.

- Dá pra perceber, sua pele é tão branca que o mínimo de luz já lhe deixaria vermelho. Por falar nisso... Como você consegue continuar tão branco morando num lugar onde o sol está sempre torturando as pessoas?

- Eu tenho meus truques. - Ela riu novamente.

- Acho que você vive a base de protetor solar e guarda-sol não é?

- Como descobriu? - Eu ri um pouco.

- Então Lyon, como está sua vida no Brasil?

- Ah, você nem vai acreditar, mudou tanta coisa na minha vida. Entrei num colégio totalmente diferente dos daqui com pessoas totalmente diferentes, consegui vários amigos, eu nem imaginava que ia conseguir amigos, pensava que ia virar um emo solitário e que viveria a base de chapinha. - Ela riu mais descontraída.

- Mas seu cabelo nem precisa disso.

- Fala isso pros meus amigos, eles pensam que vai ficar mais "brilhoso", então eu falo: "meu amor olha direito, não tem como eu emitir mais brilho do que eu já tenho". - Sem perceber eu falei bem descontraído, como se realmente estivesse entre meus amigos. Ela riu mais ainda.

- Ai Lyon, só você olha.

Então a gente continuou conversando sobre nossas vidas depois que eu me mudei, ela falou sobre o que tinha acontecido com ela, mas ela não comentou nada sobre Angel, parecia muito que ela estava evitando o assunto. Depois de um tempo, já de noite, estávamos quase chegando de acordo com Caytlin, fiquei observando a vizinhança, era cheia de parques, várias árvores e arbustos que de acordo com minhas memórias, na primavera eram todos coloridos de várias flores diferentes. Logo chegamos em casa, acordei papai e mamãe, eles tiraram as malas e entramos.

- Wow, parece ser mais grande do que eu me lembrava. - Eu falei olhando pra sala.

- Fizemos umas reformas. - Falou Caytlin.

- Ah ta. - Falei ainda contemplando a casa.

- Bem, sorte nossa que temos dois quartos de hóspedes, Lyon fica com o quarto perto do meu, que tem uma cama de solteiro, já vocês dois podem ficar no quarto do lado do quarto da Angel, lá tem uma cama de casal e é bem espaçoso.

- Não precisava tanto... - Falou mamãe.

- Precisa sim, estava morrendo de saudade e agora que vieram quero lhes dar do bom e do melhor.

- Obrigado Caytlin, agora pode deixar com a gente, nós vamos arrumar nossas coisas, você pode ir descansar. Lyon, leva a mala que você acha mais importante, o resto das suas coisas eu levo depois. - Falou papai puxando uma das malas pelas escadas, e eu acenei com a cabeça concordando.

- Não, eu posso ajudar...

- Não Cayt, vai descansar com o Lyon, deixa que o Rodrigo cuida das malas, eu vou fazer a janta. - Falou mamãe nos empurrando para as escadas.

- Mas você sabe onde ficam as coisas? - Falou Cayt tentando ir pra cozinha.

- Vai logo menina, eu me viro. - Falou mamãe nos empurrando de uma vez.

A casa é bem grande, a parte da frente é bem espaçosa com várias plantas, que no inverno não davam flores, infelizmente, o quintal é espaçoso também, com duas grandes árvores bonitas e um gramado bonito, e na primavera lindas rosas desabrocham nos canteiros que Angel e Caytlin plantaram juntas. A casa tem três andares, no térreo tem a sala, a cozinha, a sala de jantar e um banheiro, uma escada um pouco espaçosa leva até o segundo e terceiro andar, no segundo tem os quatro quartos todos com suítes, e uma varanda, no terceiro fica uma sala de lazer, com janelas grandes e cortinas maiores ainda, na sala haviam estantes cheias de livros, uma televisão bem grande e um computador, lá também tem um banheiro. Isso foi o que Caytlin me disse enquanto íamos para o quarto em que eu ia ficar durante a visita.

- Argh, minhas mãos já estavam doendo. - Falei deixando a mala no chão do meu quarto.

- Está tão pesada assim? - Perguntou Caytlin.

- Sim, as coisas mais importantes da minha vida estão aqui. - Abri a mala e comecei a tirar minhas coisas.

- Tipo o quê? - Ela falou, curiosa.

- Meu videogame, meu notebook, alguns livros, esse tipo de coisa. - Ela sorriu, pensando que eram outras coisas.

- Você quer ajuda pra arrumar suas coisas?

- Não precisa, você está cansada né? Pode ir, eu fico bem.

- Tudo bem então, vou tomar um banho.

- Ok.

Logo depois papai me trouxe minha mala com minhas roupas, arrumei tudo e fui tomar um banho, pra minha felicidade também tinha banheira lá.

"Só espero que não me afogue em pensamentos, e água, de novo."

Mas decidi só tomar uma ducha rápida, logo a janta estaria pronta eu pensei. Quando acabei desci e encontrei Caytlin ajudando a mamãe com a comida.

- Está com um cheiro bom. - Falei admirando as panelas com comida.

- É bom estar usando os temperos daqui novamente, é difícil encontrar eles no Brasil. - Falou mamãe provando um pouco da comida.

- Onde está o papai?

- Está no nosso quarto arrumando as coisas.

- Ah sim.

Logo depois a janta ficou pronta e o papai desceu, mamãe nos serviu e conversamos enquanto comíamos, a toda hora eu pensava se eu podia perguntar quando seria a cirurgia de Angel e quando poderíamos visitá-la, mas achava que essas perguntas iriam deixar todos nós tensos, então deixei para perguntar amanhã de manhã.

- Então Caytlin, quando vamos visitar Angelique? - Perguntou mamãe, olhando para seu prato. Eu parei de comer no mesmo instante.

"Pra quê eu tive todo o cuidado mesmo?"

- Ah... E-eu marquei a visita para amanhã depois das 8. - Ela falou, um pouco pra baixo.

- Ok. Podemos sair mais cedo? Quero comprar umas flores pra ela. Também poderíamos aproveitar pra tomar café fora. - Falou mamãe.

- Tudo bem. - Falou Caytlin, fazendo um sorriso discreto.

Logo acabamos de jantar, mamãe e Caytlin lavaram a louça e eu arrumei a mesa, papai foi dormir pois já estava bastante cansado, ele quase não conseguiu dormir durante o voo. Logo depois subimos, desejamos boa noite e cada um foi pro seu quarto. Minha cama ficava encostada numa janela que começava no chão e ia até o teto, mas, felizmente ela tinha uma cortina, fiquei observando a neve caindo em cima das árvores por um tempo até que fechei a cortina, coloquei meus fones de ouvido com músicas calmas e resolvi dormir.

Acordei com a mamãe me cutucando:

- Filho, se arruma que daqui a pouco estaremos indo visitar Angel.

- Ah é mesmo! - Me levantei rápido e fui me arrumar.

Escovei os dentes e botei minhas roupas de frio desci e vi todos se arrumando também, logo saímos de carro. Ainda estávamos todos sonolentos, paramos em uma floricultura e compramos as flores pra Angel, depois fomos para um café, tivemos um café da manhã bem farto, com croissants, bolos e pães bem recheados, e claro, um café forte e bem quente para nos acordar e nos manter energizados. Logo voltamos para o carro e Caytlin continuou a dirigir, disse que o hospital não era tão longe.

- Cayt, vai demorar pra vermos Angel? - Larguei o medo e fiz logo a pergunta.

- Não, só preciso falar com a recepcionista e poderemos ir até o quarto dela. Mas tem vezes que ela não está consciente, então não sei por quanto tempo poderemos ficar.

- Ah sim, tudo bem, desde que eu possa vê-la.

"Ah, estou tão nervoso. Como será que Angel está? Será que é uma doença tão séria assim? Estou com medo, não imaginava que iria passar por momentos como esse, estou rezando pra que ela esteja bem e que volte logo pra casa pra comemorarmos o natal juntos, como fazíamos antigamente."


Notas Finais


Gente, me avisem se tiver qualquer erro. ;-;
Postei de madrugada morrendo de sono.
Até mais. <3


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