História Anjos Solitários - Capítulo 7


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Categorias Supernatural
Personagens Balthazar, Bobby Singer, Castiel, Crowley, Dean Winchester, Jody Mills, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Anjos, Baalihans, Deanxbenny, Deanxcastiel, Deanxsam, Drama, Hentai, Homossexual, Lemon, Mestiços, Nefilins, Romance, Sangue, Sexo, Sexos Entre Anjos, Sobrenatural, Supernatural, Vampire, Vampirismo, Vampiros, Wincest, Yaoi
Exibições 62
Palavras 5.709
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá amigos,

Aí vai mais um capítulo,
repleto de amor e decepções.


Desculpem os erros.

Ótima leitura !!!

Capítulo 7 - Realidades e Decepções


Fanfic / Fanfiction Anjos Solitários - Capítulo 7 - Realidades e Decepções

 

Dean entrou no hospital chamando a atenção das atendentes, que retiraram Sam dos seus braços e o encaminharam para emergência, depois de ampará-lo em uma maca, junto aos médicos de plantão naquela noite.

Dean mentalizou seu único amigo, precisava de Castiel, mas esse não respondeu ao chamado, mesmo estando muito perto e tendo observado Dean se ausentar da galeria às pressas. Dean ficou na sala de espera, por grande parte da noite e amanhecer, e quando o médico responsável se apresentou, já foi para o levar ao quarto onde Sam estava, e onde ficaria em observação durante um bom tempo ainda, pois havia quebrado duas costelas e as pancadas na cabeça tinham sido muito fortes, tanto que causaram um corte na nuca de Sam. O médico tranquilizou Dean, alegando que ele estava fora de perigo, mas que ele deveria ficar de repouso absoluto por alguns dias, para não causar perfuração no pulmão com as costelas quebradas.

O tempo todo, Dean ficou relembrando o seu erro, de como tinha tratado Sam, tão mal, deixou o remorso tomar conta de seu coração, e quase não aguentava de vontade de gritar, de tão nervoso que estava. Chorou muitas vezes, sozinho sem ninguém, principalmente, sem Castiel, andou quase o prédio todo do hospital, entrou e saiu várias vezes da recepção e por fim, rezou na capela do local, pedindo para Deus, que nem acreditava mais, que Sam se recuperasse e tivesse piedade dele, e que aceitasse um dia o seu pedido de perdão, que estava pronto a implorar.

Dean entrou no quarto, incomodado com a visão de Sam com os olhos inchados e roxos em volta, bem machucado dos socos recebidos, no peito um enorme curativo no corte e faixas imobilizadores, por baixo da roupa fina do hospital. Viu um curativo em sua nuca, se aproximou da cama, como se suas pernas pesassem uma tonelada de nervoso, vendo que ele estava acordado, com os olhos fixos no teto. Parou ao lado dele, em pé, se sentindo a criatura mais cruel do mundo.

Dean: Oi....Como está se sentindo?

Sam: Humilhado. (Sam mal conseguia falar de tanta dor que sentia).

Dean se arrependeu de ter perguntado, mas não tinha como ser diferente, estava muito preocupado e se martirizando por ter agido daquele modo com Sam, causando todos os acontecimentos que se seguiram. Sabendo que o grande culpado de tudo, era ele.

Dean: Eu posso entrar em contato com alguém, se quiser, alguém da sua família. O médico disse que terá que ficar em repouso absoluto por causa das costelas quebradas, então acho que seria melhor avisar que você não poderá voltar ainda.

Sam: Depois, quando acharem meu celular, eu ligo para minha família, não se preocupe. (Disse friamente).

Dean: Eu vou ficar com você aqui, se precisar de qualquer coisa, é só pedir, se estiver sentindo dor, com frio ou com fome, é só me falar, eu não sairei daqui.

Sam: Eu não quero você aqui, pode ir embora, por favor. (Queria chorar, mas todas as lágrimas já haviam sido derramadas e Dean não as merecia).

Dean: Sam, eu sei que errei com você, mas olha o seu estado, eu estou muito preocupado com você....eu quero...(Foi interrompido).

Sam: Não preciso de sua caridade. Eu nem conheço você direito, e depois dessa noite, não quero conhecer mais. Por favor, vai embora. Você já me humilhou o bastante para toda a minha vida, não precisa ficar aqui e esfregar na minha cara o quanto eu sou um idiota e um pobre, que não tem onde cair morto, como fez na galeria, e, para mim é bem pior agora, porque estou encima dessa cama, todo quebrado. Eu sou um verdadeiro fiasco....vai embora, por favor.

Dean: Eu não estou aqui por caridade...eu....eu não posso ir embora....(Estava nervoso e envergonhado, abaixou a cabeça sofrendo com as duras e verdadeiras palavras de Sam).

Sam: Porque não pode ? Afinal de contas eu não significo nada para você mesmo...(Fez gesto como dar de ombros)....já deixou isso bem claro para mim.

Dean: Porque eu....eu...menti pra você ontem a noite...eu estou com medo do que estou sentindo por você...eu estou apavorado, na verdade...e por isso eu agi como um perfeito idiota, um canalha.... (Riu fraco, e pela primeira vez, Sam o olhou nos olhos, virando a cabeça em sua direção).

Sam se espantou com a confissão inesperada de Dean, mas parecia que toda a tormenta que lhe pesava os ombros estava se dissipando, somente com aquela pequena confissão, que fez um fio de esperança entrar no seu coração dolorido.

Dean ficou com medo de que Sam não o quisesse por perto, e, nunca mais lhe desse uma chance, depois do que tinha feito e dito. Mesmo que ele próprio mudasse de idéia e quisesse tentar se aproximar novamente de Sam, seguindo o conselho nas entrelinhas das  palavras magoadas de Castiel, não queria, de jeito nenhum, fazer mais ninguém sofrer e muito menos, Sam e a si próprio. Afinal o sofrimento que imputou em Sam, tinha lhe resultado quase em sua morte, o que o faria morrer de tanta culpa e arrependimento por não ter se dado uma chance de viver aquele amor com ele, e, ter provocado aquela situação.

Sam: Difícil acreditar que sinta alguma coisa por mim, depois das coisas que me disse....Você me machucou muito....e você foge sempre de mim ? Do que você tem medo ?

Dean: Sei que é pedir muito, mas acredite em mim, eu estou dizendo a verdade. Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe ainda, e a mais importante delas é que eu perdi a única pessoa que amei de verdade na vida, e eu vivi muito tempo em função da saudade que sinto e do quanto eu fui feliz com essa pessoa. E quando eu te vi, no exato momento em que eu te vi, na mansão, eu tive certeza de quem você é.

Sam: De quem eu sou ? Não estou entendendo....(Encarou Dean).

Dean: Você é a única pessoa capaz de me fazer reviver o amor...(Sam negou com a cabeça, não entendendo e não acreditando)...só de te olhar, eu soube que me apaixonaria por você, ou melhor, eu me apaixonei por você naquele momento, no instante em que te vi. E isso era muito inesperado e muito novo para mim. Eu não consigo aceitar em deixar você substituir todo o amor perfeito que vivi, você ainda é um estranho para mim, isso me confunde e me dá muito medo, parece que estou me afogando, me sufocando. Parece que estou traindo a memória desse amor que me fez tão feliz no passado.

Sam: (Confuso)...Você está se referindo ao Castiel Novak ?

Dean: Não, Castiel é o meu melhor amigo, apesar que já tivemos nosso momento, mas estou falando de um amor infinitamente maior e mais completo....(Abaixou a cabeça, ficou de costas)....o nome dele era Benedict Fatinelli. Ele morreu lutando para defender nosso castelo na Itália, o castelo da família Fatinelli, ele me deixou sozinho no mundo com essa dor insuportável que carrego até hoje.

Sam ouvia tudo com muita atenção pois não conhecia esse lado da vida de Dean, quase ninguém conhecia na verdade, era um passado antigo, onde as idades dos humanos atuais não alcançavam, assim como os humanos que rodeavam Sam, os caçadores, também não sabiam. Mas Sam estava adorando aquele lado tão humano, tão frágil do vampiro, que notadamente estava nervoso e ansioso, passando as mãos no rosto, no cabelo, e uma na outra. Houve um momento de silêncio, ambos se observando.

Sam: Dean, posso te fazer algumas perguntas, eu preciso saber algumas coisas de você ?

Dean com receio, concordou com a cabeça.

Dean: Só se deixar eu perguntar também, algumas coisas sobre você.

Sam: Tudo bem.

Dean se sentou numa cadeira ao lado da cama de Sam, ficando frente a frente com ele, que sorria, com ar de menino para Dean, que sentia seu coração derreter.

Sam: Você é gay então? (Dean deu uma risada gostosa na hora, deixando o pesar do momento anterior acabar de vez).

Dean: Tanta coisa para perguntar, você escolheu perguntar logo isso.....(Riu novamente)....sim, eu acho que sou gay, já que passei a minha vida quase toda, ao lado de um outro homem e depois teve o Castiel.

Sam: Você nunca se relacionou com mulheres ?

Dean: (Se lembrou de sua vida como humano)...Sim, mas muito antes de conhecer Benny, quando eu ainda era um garoto afoito, e corria atrás das meninas para perder a virgindade...sabe como é né....(Riu).

Sam: Mas então Benedict foi seu primeiro homem? Sua primeira experiência sexual.

Dean: Sim, e com ele eu perdi minha virgindade, apesar de eu correr atrás das meninas, era uma época muito inocente, e nós éramos muito pobres e eu não tinha dinheiro para cortejar ninguém e nem mesmo para pagar a uma cortesã, ou melhor a uma prostituta, se quisesse perder a virgindade. (Corrigiu na hora, mas viu dentro dos olhos de Sam que ele sabia que era uma criatura antiga na sua frente, e sorriu).

Sam: Então sua vida sexual se resume em Benedict e em Castiel. (Afirmou curioso).

Dean: Mais ou menos, depois que eu e o Castiel terminamos eu tive algumas experiências de uma noite com mulheres que me despertaram alguma atração física e momentânea, mas nenhuma delas passou de uma relação de uma noite. Agora, quanto a ter um relacionamento, sim, eu só mantive um relacionamento de verdade com Benedict e com Castiel.

Sam: Quanto tempo você viveu com Benedict?....(Queria entender o quanto Dean o amou).

Dean: Muito tempo....(Cortou o questionário, pensando em outras coisas, para esclarecer logo sua realidade e a de Sam, queria tudo em pratos limpos)....minha vez de te perguntar.

Sam sorriu e concordou com a cabeça. Dean que estava sorrindo, de repente fechou o sorriso, se levantou da cadeira e ficou com o rosto a poucos centímetros do rosto de Sam, que se retraiu um pouco, mas o encarou.

Dean: Então, Sam.....Porque você está me caçando ? (Disse sarcástico encarando Sam muito próximo do seu rosto).

Sam quase deu um pulo da cama, sentiu verdadeiro medo de Dean tão próximo dele e revelando a verdade gritante entre eles, que até então, ambos mantinham em segredo para eles mesmos.

Sam: Eu....eu...é...eu..(Ficou sem palavras).

Dean: Um gato comeu sua língua, Sam Winchester ? (Disse se afastando de Sam e indo olhar a vista da janela daquele quarto, entre as persianas).

Sam: Dean...eu...eu...bom....não era minha intenção.

Dean: (Olhou para ele de onde estava)....Sabe, Sam, eu acho que é desnecessário dizer que eu sei tudo sobre você, tudo mesmo, e bem recentemente, eu descobrir coisas de um passado muito longínquo de sua família. Vocês caçadores são fáceis de decifrar, e a maior verdade sobre vocês, é que nos subestimam, mas esse é um mal dos humanos mesmo, é compreensível. Agora, o que eu não compreendo é porque você acreditou que poderia me enganar, sei lá como, talvez me seduzindo de algum modo, também foi isso que eu achei que tinha vindo fazer aqui...bem, até alguém me abrir os olhos....(se lembrou de Castiel).

Sam: Eu não quis enganar você, nem te seduzir, eu só fiquei curioso e queria conhecer quem era você, e colher informações. Mas eu não sabia que o homem perfeito que eu conheci na varanda daquele mansão e que não saía da minha cabeça, era o mesmo Dean Fatinelli, até o dia que me disse na faculdade.

Dean: De qualquer maneira, você teria me atraído em algum momento para me colocar em uma armadilha e me matar....(Sam tentou falar que não, mas Dean continuou).....Suas intenções são frívolas, não justificariam, eu sentir medo ou me sentir ameaçado por isso ou por você. Como você não me conhece, eu não vou ficar fazendo mais rodeios, Sam.

Dean: (Pausou, ouvindo o seu coração pulsar no peito).....Eu sou um vampiro, e tenho mais de 300 anos de vida, venho da antiga Londres, de um tempo de pesadelo e dor no mundo todo. Morri aos 25 anos, e renasci para poder amar, o melhor vampiro que já conheci, com o qual eu compartilhei a vida por quase 200 anos, ele era tudo para mim, e eu o amei desde o primeiro dia com a mesma intensidade com que o amei até o último dia de sua vida, e até hoje, o amo com saudade. Todos nós, os vampiros pertencemos e nos originamos de uma só família, o clã Fatinelli, e tenho a honra de sustentar como meu sobrenome pela minha união ao neto do primeiro vampiro puro, após o híbrido, assim como ele o era, me fazendo um transformado direto de um puro. Ele me amou acima de tudo no mundo para ele, me educou e me protegeu, fez de mim, tudo o que sou hoje.

Fez um terrível silêncio, com Sam apurando tudo que tinha ouvido, quieto e fitando o chão.

Sam: Me perdoa, Dean....(Disse sem graça).....Eu não sabia que vocês podiam amar e serem tão parecidos conosco.....(Pausou)....Eu sou muito idiota mesmo, eu sempre fui muito atirado em tudo que faço.....(Riu)...acho que percebeu isso né, quando me viu aqui em Nova York atrás de você....e....eu preciso esclarecer, que eu vim até aqui por você, não para lhe caçar.....bom....você disse que sabe tudo sobre mim, então sabe que nasci, cresci e fui educado e treinado no meio de caçadores, sequer conheço uma vida humana normal. Ninguém nunca me falou nada sobre vampiros, que não descrevessem criaturas assassinas que só querem chupar sangue, e mais nada. Eu só comecei a conhecer esse outro lado, pesquisando sobre você e agora me contando um pouco da sua história. Eu nunca vou caçá-lo, e nem ao menos tentar isso, não tenho medo de você, eu tenho medo de te perder, de você me odiar por isso, de se afastar de mim, agora que te encontrei, eu acho.....(Riu sem graça)....agora entendo melhor sua reação na galeria também.

Dean sorriu com um alívio no peito, por saber que não seria decepcionado por nenhuma traição vil de Sam, e com isso poderia confiar mais nele, se abrir um pouco mais, se permitir, se aproximar, e talvez, superar seus medos e se entregar de vez àquele amor enorme e inexplicável em seu coração, que queria explodir ali mesmo, em abraços, beijos, carinhos e cuidados com Sam.

Dean foi até Sam, se sentou na beiradinha da cama, fez um carinho terno no seu rosto machucado e no seu cabelo.

Dean: Eu te perdoou sim, e acho que não precisamos mais nos esconder, com o tempo iremos nos conhecer melhor, vamos tentar ir devagar, tudo bem? E por ora, me permite cuidar de você ?..... (Disse meio retraído ainda).

Sam: (Sorriu com as covinhas)....Graças a Deus que  nos entendemos agora, eu queria muito que isso tivesse acontecido na galeria, assim eu não estaria todo machucado e poderia beijar você novamente....(Dean sorriu).

Dean: Você é sempre tão espontâneo assim?

Sam: Sim, espero que não seja um defeito para você.

Dean: Com certeza não é....(Se inclinou e deu um pequeno beijo em sua boca, só um encontro de lábios, apoiando sua mão sobre a de Sam na cama, fazendo seu coração acelerar).

Sam: Que bom que você foi atrás de mim, senão eu teria morrido, achando que você me desprezava. E pior, se eu sobrevivesse ao ladrão, eu não teria dinheiro nem pro taxi para chegar no hospital....(Ambos riram).

Dean: Tudo bem agora, não pense mais nisso, eu vou cuidar de você e de tudo. Agora tenta descansar, e dorme um pouco, quando acordar eu estarei aqui.....(Dean ainda tocando a mão de Sam, fez com que ele dormisse, induzindo sua mente ao sono, mesmo ele com um sorriso terno nos lábios).

Dean ainda muito preocupado, com o estado de Sam, e fragilizado com os acontecimentos, com aquela conversa definitiva entre eles, saiu de perto de Sam e chamou Castiel mais uma vez, e ele respondeu, surgindo ao lado da cama, e sem dizer nada tocou no mesmo, fechou os olhos concentrado, colhendo os acontecimentos que não presenciara depois que viu Dean sair da galeria, invisível, depois que sumiu para ele.

Dean: Cass, me perdoa?....Sei que ficou chateado comigo mais uma vez, mas eu fui um burro, um idiota e olha o que eu provoquei...(apontou para Sam ferido)....ele poderia ter morrido, eu só o alcancei quando era tarde demais. Você sempre teve razão, eu o magoei, mesmo sabendo todo o sacrifício dele vir até aqui, atrás de mim, as vezes eu esqueço o quanto existem privações e limites para os humanos.  E ainda consegui fazer você reviver essa mágoa que tem de mim....me perdoa....eu dou muito valor ao que sente, pode ter certeza disso....(Beijou Castiel no rosto, o vendo abaixar o olhar em silêncio).

Castiel: Tudo bem Dean, obrigado por voltar atrás em sua decisão, acho que agora você vai lutar para ficar com ele, né mesmo ?  (Mesmo sabendo que a resposta o iria ferir, não se importava de sofrer se fosse para ver Dean feliz e amando novamente).

Dean: Sim, nós conseguimos expor nossos medos e segredos e isso, mais o medo que eu senti de o perder para sempre, me ajudaram a tomar a decisão de me entregar a esse amor insano......(Riu)....Obrigado Cass, eu não conseguiria sem você.

Castiel: (Sorriu ) Tá, tá.....Vai logo fazer o que tem que ser feito, e volta aqui antes dele acordar, eu sei que me chamou para eu ficar aqui com ele também, pensa que me engana....lembre-se que sou muito mais velho que você....(Riu alto junto com Dean).

Dean antes de sair, retirou do bolso o celular e a carteira de Sam, e os colocou na mesinha ao lado da cama antes, ambos que tinha resgatado no beco.

Depois que levou Sam ao hospital, Dean enquanto aguardava notícias dele, voltou ao beco, pegou as coisas de Sam, jogadas no chão, com um aperto no coração ao ver o celular coberto de sangue de Sam. Sem piedade, sofrendo a ira crescente de saber que poderia ter perdido Sam para a morte, Dean farejou o agressor até o encontrar, algumas quadras depois, junto a um traficante, do qual comprava drogas. Dean sem se esconder, parou em frente aos dois, com suas presas afiadas à mostra e seus olhos escarlates, esperou que ambos tentassem fugir, e se divertiu, matando primeiro o traficante com uma das mãos o suspendendo no ar, e quebrando seu pescoço, o atirando longe ao chão. Depois vendo o agressor de Sam se esgueirar nos cantos da parede de um prédio, em pavor, tentando escapar, se colocou encima dele, e com uma unha afiada rasgou seu peito de ponta a ponta, depois cravou seus dentes no local, sugando todo o sangue que conseguiu, dando lugar a sua besta interior. No último suspiro do ladrão, o ergueu do chão e o jogou a metros de distância de si. Limpou o sangue de sua boca, com o lenço que costumava carregar em seu bolso do seu terno caríssimo, agora um pouco sujo do sangue daquele lixo humano. E Dean vendo o estado de seu terno, somente rolou os olhos vazios, naquele momento, e partiu de volta para hospital, onde quem o visse acreditava que o sangue pertencia a Sam, que chegou em seus braços.

E depois que deixou Sam na companhia de Castiel, memorizou com precisão o cheiro de Sam, foi para a galeria, recolher o seu carro que havia ficado no local naquela noite, e seguiu o cheiro dele, pesquisou os hotéis mais próximos a galeria, que eram somente dois, e na primeira tentativa, descobriu em que hotel Sam havia se  hospedado, pagou pelo quarto, e para as atendentes deixarem ele levar as coisas dele para o lugar em que estava, um luxuoso hotel cinco estrelas no centro de Manhattan. Dean fez todas as ligações necessárias para organizar seus negócios depois do sumiço dele e de Castiel durante o evento na galeria, inclusive uma ligação para Noah, para lhe dar ciência dos ganhos daquela noite, logo depois, que Dean tomou todas as providências para receber e cuidar de Sam ali, naquele lugar, Connecticult.

Em sua mente, teria que fazer por Sam tudo que Benny fez por si, apesar de serem épocas bem diferentes, séculos separando o passado desse presente, tentaria proteger e cuida de Sam assim como Benny havia feito por ele, com tanto altruísmo e amor.

Chegou até mesmo a se recriminar por não ter aceitado o despertar daquele amor por Sam, assim que o viu e sentiu tudo que a presença dele indicava para si, tendo sido tão diferente o comportamento tão digno de Benny, que assim que percebeu que ele era o seu amor verdadeiro, tratou no mesmo instante de o tomar para si, se entregar e viver intensamente tudo que aquele amor tinha para lhe dar, e mais ainda lhe protegendo e cuidando dele de imediato.

Tudo o que Dean não o fez por Sam, e isso o machucava, e em seu coração havia arrependimento e remorso, por esse comportamento desigual e egoísta, de pensar somente em sua dor e em seus medos quando o seu verdadeiro amor estava batendo à sua porta, e ele estava dando as costas para ele. Havendo essas consequências.

Realmente ele era muito diferente de Benedict, e os amores também eram diferentes, e ambos ainda estavam presentes em seu coração. Tentava não pensar em mais nada além daquele momento que teria com Sam, a partir daquele dia, senão acabaria fugindo novamente de si mesmo e de Sam.

Dean tomou um banho relaxante, se arrumou pensando em Sam, e no seu jeito mais despojado, e para não destoar com ele, e fazer com ele se sentisse confortável com sua presença, colocou uma calça jeans escura e blusa preta de botões e um sobretudo cinza, e com seu inseparável óculos escuros pois o dia já tinha amanhecido.

Dean retornou ao hospital, encontrando Castiel no quarto, enquanto Sam tinha sido levado para novos exames na cabeça, depois tomar seu banho, dado por enfermeiras, conforme se informou com os atendentes, antes mesmo de entrar no quarto. Dean beijou o rosto do arcanjo.

Castiel: Bom Dia Dean...(Segurou o rosto de Dean em suas mãos, o encarou, e sorriu)...Vejo um mundo novo em seus olhos. Me perdoe por dizer isso, mas nunca vi seus olhos mais transparentes e tão ligados com seu coração, diferente de quando vocês estava com Benedict, quando sempre via uma névoa nesse brilho único, desse amor verdadeiro.

Dean: (Se soltou de Castiel e fechou o semblante)....O quer dizer com isso, Cass ?

Castiel: Você sabe que o amor que sentiu por Benedict não era o seu amor verdadeiro e único, você era o dele, mas ele nunca foi o seu. Mas o Sam, sim, ele é o seu amor verdadeiro, esse amor tão imenso que desperta uma única vez nos corações dos vampiros. Sam despertou esse amor em você, como Benedict nunca conseguiu, por isso eu via sempre uma névoa em seus olhos, uma mácula enquanto estava com Benedict, ninguém via, mas eu sempre a observei presente.

Dean: Cass, eu ainda amo o Benedict....(Disse contrariado).

Castiel: Eu sei disso, eu vejo a presença dele gravada em sua alma, assim como eu vejo a minha, mas sabe o que é mais interessante para os meus olhos ?.....É que não vejo a presença de Sam, porque ele não está somente na sua alma, como uma memória, Dean, ele está em tudo, a presença dele está a sua volta, no seu rosto, no seu coração e nos seu olhos...(Pausou e suspirou fundo, fechando os olhos em pensamento)...Ah, Dean...você não tem idéia de como ele está presente nos seus olhos.

Dean: Ah, Cass, você está filosofando sabia?....(Riu, sabendo do que o amigo falava).

Castiel: É você que faz isso comigo, sempre fez....(Riu também, deixando subentendida a frase).

Dean: Obrigado Cass.

Castiel: Cuide dele, Dean. Eu vou estar por perto, se precisar, me chame.

Dean: Porque não fica comigo? Eu preciso de você.

Castiel: (Sustentou seus olhos azuis nos verdes de Dean)...Eu não conseguiria, me desculpe, mas seria algo, além das minhas forças, ainda mais depois do que vejo em seus olhos, esse amor desmedido, agora, sem nenhuma barreira para ser vivido.

Dean se sentiu mal de fazer o amigo sofrer, mas compreendeu que ele não conseguiria o ver cuidando de um outro amor, assim tão de perto, tão ao seu lado. Realmente seria demais, até mesmo para o arcanjo.

Dean: Me desculpe por te pedir isso, agora percebo o meu erro...(Castiel se aproximou da janela)...mas Cass, não me abandone, por favor.

Castiel sentia seu coração apertar, de saber que estava apoiando e incentivando Dean a estar com seu amor verdadeiro, e que depois que se encontrassem, não teria mais volta para ele, Dean nunca mais seria dele. E com esse pensamento, sorriu para Dean, do modo, mais terno e triste que Dean já tinha visto.

Castiel: Nunca, eu jamais poderia....(Sumiu).

Dean abaixou a cabeça, com muito medo de estar ferindo profundamente Castiel, de uma forma que fosse irremediável, que o afastasse de si para sempre. E rezou baixinho, pedindo para que Sam, e esse amor, valessem a pena o sacrifício de deixar Castiel triste.

Sam voltou ao quarto desacordado na maca, após os exames e o seu banho, pois tinham lhe aplicado um calmante pois ele estava um pouco agitado e ansioso, perguntando por ele, o tempo todo, o que tirou um belo sorriso de Dean, assim que ouviu isso do médico.

 

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Baltazar: Parece que sempre quando um aparece, logo em seguida eu recebo a visita do outro....(Disse se virando para olhar Castiel parado no meio de sua sala).

Baltazar sentiu a tristeza no coração do arcanjo, e não se deteve em abraçá-lo, trazendo o calor do seu peito para o peito de Castiel, que desabou em um choro angustiado nos braços do caído. Baltazar não sustentou o corpo de Castiel e foi deslizando junto com ele para o chão da sala, sem o afastar de si, o acalentando.

Baltazar: Meu Deus, o que ele fez com você, ou melhor, o que você fez consigo mesmo, meu general ?

Castiel: (Ainda soluçando no pescoço de Baltazar)...Ele encontrou o verdadeiro amor dele, irmão.

Baltazar: Ah, é isso.... (Baltazar apertou mais Castiel contra seu peito, sensibilizado de ver Castiel daquela forma, como em milênios nunca tinha visto, e sabia que além de Deus, ninguém também nunca o vira assim).

Castiel: Me diz, porque eu fui amar logo à ele, Baltazar ?....(Perguntou segurando no tecido da camisa de Baltazar).

Baltazar: Nós não escolhemos Castiel, nós nunca podemos escolher. (Disse, acariciando o cabelo do arcanjo, pensando em sua própria situação, de quando se apaixonou por Gabriel).

Castiel: Me deixa ficar aqui com você, Baltazar. Agora, eu que preciso de um amigo.

Baltazar: Você precisa de um irmão, lembra ?....(Se referindo a última conversa emocionada que tiveram).

Castiel: Sim, eu preciso de você, irmão. Me deixa ficar, por favor.

Baltazar: Pra sempre se quiser. Pra sempre.....(Beijou o topo da cabeça de Castiel, trêmulo em seus braços).

 

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Sam acordou algum tempo depois de ser levado ao quarto, e a primeira visão que teve foi de tirar o fôlego. Dean estava de frente para a janela, um pouco afastado dela, pois a luz o incomodava, a mesma luz que iluminava todo o seu rosto e seu corpo. Estava lindo, extremamente charmoso com aquele sobretudo claro e todo de preto, com óculos escuros, que Sam imaginou o porquê deles. Sam nem conseguia acreditar no que estava acontecendo consigo e que Dean realmente estava ali com ele. Parecia um sonho inalcançável, mas agora lhe era um sonho real.

Sam: (Disse assustando Dean)...Eu nem acredito que você voltou...(Sorriu com covinhas para Dean, que se sentou ao seu lado numa cadeira).

Dean: Eu disse que estaria aqui quando acordasse, não disse....(Segurou a mão de Sam e a beijou).

Sam: Eu achei que estava sonhando.

Dean: Você que é um sonho, Sam....(Disse sério e colocou seus dedos na marca das covinhas no rosto de Sam, o achando cada vez mais lindo).

Sam: Você ficou sério de repente, algum problema ?

Dean: Nada, eu só me sinto mal pelo que deixei acontecer a você, eu deveria ter reagido de outra forma com você.

Sam: Dean, pára com isso, já passou, porque ficar se condenando assim, não vai nos levar a nada. (Sorriu e dessa vez, ele que levou a mão de Dean, que segurava a sua, aos lábios, a beijando calmamente, fazendo com que Dean se inclinasse sobre ele, e estavam se aproximando quase num beijo).

Nesse momento, de súbito ouviram a porta do quarto se abrir, e por instinto separaram as mãos, se surpreendendo com a visão.

Samuel: Nossa, olá Sam, meu neto querido, o que aconteceu com você ?

Samuel Campbell entrou no quarto se deparando com a cena das mãos unidas ainda, de Sam e Dean Fatinelli, e pensou que Sam, apesar do ocorrido estava fazendo progresso com a caçada ao vampiro, que pelo jeito estava se compadecendo de seu estado.

Dean se afastou da cama de Sam, dando espaço para Samuel se aproximar, trocando um breve olhar com Sam, que implorava para ele não sair dali, somente com o olhar de espanto, nervoso e desespero de perder o contato com Dean.

Sam estava decepcionado pela perda do momento, se sentindo frustrado e morrendo de medo de Dean sair de perto dele. Dean ficou em pé próximo a porta, se sentindo nervoso com o caçador tão próximo dele. Quando mais uma visita chegou, era Bobby Singer.

Bobby entrou no quarto passando muito perto de Dean, ambos se olharam com apreensão, e até com medo um do outro. Bobby educadamente maneou a cabeça cumprimentando Dean, e esse respondeu da mesma forma, um demonstrando respeito pelo outro, diferente de Samuel que ignorou a presença de Dean. Bobby foi para o lado de Sam.

Bobby: Hei garoto, um caminhão te atropelou? Conseguiu anotar a placa?

Sam: (Nervoso e riu de Bobby)...Vô e Bobby, deixa eu apresentar um amigo para vocês. Esse é Dean Fatinelli.

Samuel: (Se colocou na frente de Dean e apertou sua mão)....É uma honra, Sr. Fatinelli....(Sorriu sarcástico).

Dean: A honra é minha, Sr. Campbell....(Disse olhando nos olhos de Samuel, sem que ninguém tivesse dito o nome dele, numa demonstração clara de poder).

Samuel: (Soltou a mão de Dean, com um pouco de medo do vampiro, naquele momento, se virou repentinamente para Sam)....Pois é....Sam viemos assim que ficamos sabendo o que tinha acontecido, porque não nos avisou?...Nós ficamos sabendo pelo hospital, que ligou lá para casa procurando um Winchester.

Sam: Eu não sabia que entrariam em contato com vocês, me desculpem, eu fiquei sem celular, e não lembrava o número de ninguém.

Samuel sorriu fraco para Sam.

Samuel: Mais quem fez isso com você, foi mesmo um ladrão ou alguma dessas criaturas....(Olhou para Dean sorrindo).

Sam: Um ladrão....(Notou que Dean ficou muito incomodado com a frase de seu avô).

Bobby fez um carinho no cabelo de Sam, olhando fixamente para os ferimentos em seu rosto, como se desconfiasse mesmo de que Dean o tivesse machucado, e isso foi a gota d’agua para Dean, que se controlou ao máximo, até aquele momento.

Dean: Bom, agora que sua família está aqui, acho que vou deixar vocês sozinhos, dar maior privacidade para vocês...(Estava com o coração quebrado por dentro, em saber que tinha preparado tudo com carinho para receber Sam e que agora não poderia mais estar com ele, como queria e como planejou).

Sam encarou Dean com verdadeiro desespero no olhar, seu medo de perder Dean novamente, estava se concretizando, por causa da intromissão de sua família.

Sam: Não há necessidade de você ir agora, eu queria conversar mais com você. (Olhou para o avô e para Bobby, para se mancarem e deixarem eles dois sozinhos, mas não deu certo).

Dean: Tudo bem, Sam, outra hora nós conversamos.

Dean se aproximou de Samuel e Bobby e apertou a mão de ambos.

Dean: Prazer em conhecê-los.

Sam: Dean, por favor, fica um pouco mais....(Não se aguentou).

Dean: Quem sabe outra hora, né mesmo. Até mais Sam....(Dean não mais se aproximou de Sam).

Sam olhou para Dean muito triste, abaixou os olhos, partindo mais ainda o coração de Dean. Afinal ele não tinha culpa da visita daqueles dois, que estavam o observando todo o tempo, como bons caçadores que eram. Dean sentia que estava quase morrendo por dentro, tamanha a dor que sentia no coração de ver a tristeza nos olhos de Sam, e por estar se separando dele também, como não planejou fazer, nunca mais, agora que estavam unidos.

Dean saiu do quarto quase que correndo, e se apoiou na porta, assim que a fechou, tentando se acalmar, respirando fundo e esfregando as mãos no rosto. Ouviu alguns burburinhos vindos de dentro do quarto, quando se concentrou para ouvir melhor a conversa.

Samuel: Estou muito orgulhoso de você, Sam, sem dizer nada, traçou seu próprio plano e veio parar aqui, e ainda conquistou uma amizade com o vampiro. Nem eu faria melhor em uma caçada, essa aí está garantida....(Sam negava com a cabeça tentando falar, mas foi interrompido por seu avô)....Hei, garoto, você vai ficar famoso depois que matar o protegido do arcanjo de Deus.

Dean não podia acreditar naquilo que estava ouvindo, ele e Sam já tinham conversado a respeito, mas porque Sam não falava nada, retrucando seu avô, Dean ainda aguardou por uns momentos, mas nenhuma palavra foi dita por Sam, que do outro lado da porta começava a chorar baixinho, tentando se controlar para falar, sem sucesso, porque tinha ficado sem ar, por causa das costelas quebradas e do aperto de seu curativo.

Dean entendeu como se Sam estivesse concordando com a frase de seu avô, e saiu desnorteado do hospital, mal podendo crer que tinha se deixado enganar por Sam, que estava tentando somente o conquistar novamente, que possivelmente esteve fingindo tudo, o tempo todo com ele, como se fosse uma cobra à sua espreita.

Dean entrou no seu carro, com o coração destruído. Chorando muito, totalmente decepcionado com Sam, com seu amor.

Tempo depois, os enfermeiros entraram no quarto, chamados por Bobby, pois Sam não estava conseguindo respirar e ele foi sedado para se acalmar, e voltar a respirar normalmente, ainda sem conseguir dizer nada a seu avô. Sem nem desconfiar que Dean tinha ouvido aquilo e interpretado errado o seu silêncio.

 

CONTINUA...


Notas Finais


Obrigada por comentários tão observadores,
que me ajudam a saber realmente cada emoção que
estão vivendo, lendo a FIC.

OBRIGADA POR ACOMPANHAREM E COMENTAREM !!!

BJSSSSSS !!!!!


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