História Anjos Solitários - Wincest - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Balthazar, Bobby Singer, Castiel, Crowley, Dean Winchester, Jody Mills, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Anjos, Baalihans, Deanxbenny, Deanxcastiel, Deanxsam, Drama, Hentai, Homossexual, Lemon, Mestiços, Nefilins, Romance, Sangue, Sexo, Sexos Entre Anjos, Sobrenatural, Supernatural, Vampire, Vampirismo, Vampiros, Wincest, Yaoi
Visualizações 415
Palavras 4.407
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá amigos,

Vamos à mais um capítulo com
gostinho de quero mais.

Desculpem os erros.

Ótima leitura !!!!

Capítulo 8 - Lembranças não apagam a dor do presente


Fanfic / Fanfiction Anjos Solitários - Wincest - Capítulo 8 - Lembranças não apagam a dor do presente

 

Os dias passaram devagar, e já contavam seis dias após a saída de Sam do hospital, e dez sem notícias de Dean.

Dean não procurou por Sam, nenhuma vez. E no mesmo dia, que deixou o hospital, se desfez de tudo que tinha preparado para receber Sam. Pagou o quarto do hotel que estava hospedado, e, para onde levaria Sam, e mandou entregar as coisas dele no hospital, sem nenhuma informação, sem bilhete e sem ligação.

Sam ficou desesperado com o sumiço de Dean, sem saber o porquê, depois de tudo que tinham conversado e de estarem bem, não havia motivos para aquele comportamento, a não ser que ele tivesse voltado atrás de sua decisão de ficarem juntos e se conhecerem melhor. O que fazia pesar o coração do jovem ainda em recuperação, na casa de Bobby, para onde foi levado quando saiu do hospital. Sofrendo em silêncio sem querer preocupar o mais velho, que via o seu sofrimento e a agonia estampada no rosto de seu filho de consideração.

Todos os compromissos profissionais de Dean nos Estados Unidos foram cumpridos por ele, que se arrastou em cada um deles, somente porque os negócios do clã estavam envolvidos, senão, sequer seriam mantidos em sua agenda. Viajava para todo o lado, e passava cada noite em um lugar diferente. Recebia muitas mensagens e ligações de Sam em seu celular, porém apagava a todas sem ler e não atendia a nenhuma das suas ligações, esperando que ele desistisse de o procurar o quanto antes, que desistisse de tentar o iludir mais. Estava mesmo determinado a pôr um fim em tudo que dissesse respeito a Sam, pois não conseguiria matá-lo por sua traição, diante do enorme amor que ainda sentia por ele, ou, mesmo matar a quem quer que fosse de sua família, para não vê-lo sofrer, pois sabia que ele era órfão e só tinha aquelas pessoas como família no mundo. Qualquer outro que tentasse uma traição dessas, não teria o mesmo privilégio. Seu coração antes cheio de amor, estava agora gelado e com um vazio enorme.

No décimo primeiro dia longe de Sam, Dean dominado pela raiva, e querendo se controlar para não correr atrás de Sam, se recolheu em uma de suas mansões localizada no interior do Canadá, na província de Gander, um lugar quase inóspito, pelo clima extremamente frio. Dean, assim, deixou a tristeza do frio do local entrar em sua alma, naquele momento em que preferia isso, ao calor reconfortante da Grécia.

Se trancou sozinho, sem empregado, sem ninguém, nem por Castiel quis chamar, tamanha a depressão que sentia. Espalhou na mesa de centro as poucas imagens que possuía de Benedict, todas antigas, nos desenhos de artistas, alguns renomados e outros não, pois era o único meio que se podia capturar a imagem de uma pessoa na época, através de desenhos e pinturas de seus rostos, pois a máquina fotográfica só foi inventada anos depois da morte de Benedict, para desgosto de Dean.

A sala onde estava era enorme, quase toda em tons de preto e cinza, com um conjunto de sofá cinza, em formato de L, que viravam chaises, onde se recostou, tendo à frente um outro sofá de três lugares, em couro preto. Com uma lareira em mármore cinza, acesa para aquecer o ambiente, e a si mesmo, em conjunto com os cobertores de pele que encontrou pela casa, não querendo nem mesmo ficar em um quarto para não ter qualquer referência de um lar com amor para onde voltar, se abandonando naquela sala, se servindo de sangue da geladeira somente para aplacar a carência de seu corpo, pois nem fome sentia. Olhava para todas as imagens de seu amor, e chorava em cada uma delas que tinha em mãos. A saudade e a sensação de fracasso eram muito grandes, além da tristeza de ter sido traído covardemente, por quem tinha amor.

 

***Lembranças de Dean***

Benedict levou Dean pela primeira vez para a Itália, deixando para trás Londres, onde se conheceram, e todos os transformados que chefiava, encarregando outro para lhe tomar o lugar, enquanto sua prioridade fosse somente Dean.

Chegando na Itália, Dean foi apresentando ao clã, ainda com os olhos baixos, muito tímido e retraído. Ludovico sorria ao ver a felicidade de seu neto em encontrar o amor verdadeiro, e com isso todo o clã seguia a felicidade sincera do híbrido.

Todos notaram o brasão da família que pertencia a Benny, no anel sustentado na mão de Dean, e sabiam que aquilo significa, que Benedict estava comprometido eternamente com aquele recém criado, lindo, tímido e ingênuo na frente deles.

Benedict como sempre um cavaleiro, alojou Dean num quarto somente para ele, com todo o luxo que para a época era possível, uma frondosa cama em dossel, com vários travesseiros, e uma colcha, tudo em branco, com véus em tom de bege acompanhando a decoração do quarto no mesmo tom, onde haviam dois trocadores com estampas singelas e delicadas de flores do campo, um sofá da mesma estampa, com braços e pés altos de madeira maciça, um aparador com uma bacia e uma jarra de água com as mesmas flores campestres desenhadas, igual aos trocadores, e ao lado de  algumas toalhas bordadas com o nome Fatinelli e o brasão da família, num dos cantos notava-se a passagem para uma sala de banho, como numa suíte, havendo uma banheira em louça branca com pés de metal num chão de piso frio, e duas cadeiras de madeira pura com toalhas, um aparador ao lado da banheira com alguns vidros com essências e sais de banho.

O quarto era um sonho, deixava num nível bem abaixo o quarto do hotel de luxo em Londres, para onde fora levado por Benedict, assim que o transformou.

Dean não se conteve, apesar de se sentir deslocado ainda, e um tanto perdido, sem conhecer ninguém, além de Benedict, se sentou na cama, hesitante, aprovando a maciez da mesma.

Dean: Eu vou ficar aqui ?

Benny: Sim, e eu ficarei no quarto ao lado, se precisar de qualquer coisa, estarei bem perto de você.

Dean: (Com medo do que estava por dizer)...Eu...eu...queria que ficasse comigo.

Benedict não tinha sequer trocado nenhum beijo com Dean, enquanto estavam no hotel e nem na viagem de volta, contados juntos o lapso de tempo, era de um pouco mais de um mês. Benedict ficava sempre com medo de o assustar, sempre muito polido. Somente conversaram muito, Dean sempre expondo toda sua curiosidade para ele, deixando ser afastado de seus dogmas religiosos, que não permitia uma relação entre dois homens. Dean se via sempre sendo tratado com muito carinho e paciência por Benedict, que lhe explicava o seu mundo e de como os vampiros, pela educação que recebiam no clã e pela longa vivência, foram destituídos desses preceitos dos humanos. Benedict o havia respeitado ao extremo, se controlando, apesar de toda a enorme paixão que lhe queimava por dentro, jamais passou de poucos toques, e somente os mais castos possíveis e permitidos por um Dean com olhar curioso. Benedict somente deixava claro, e falava abertamente do amor que sentia em sua alma, do seu amor por ele, não escondia e nem mesmo mascarava qualquer sentimento e sensação que esse amor lhe trazia.

Quando Dean disse aquela simples frase, o coração de Benedict parecia que iria sair pela boca, de tanta alegria e ansiedade, mas mesmo assim, não queria pressionar Dean, nem mesmo queria que ficasse com ele, por sentir algum tipo de obrigação, por gratidão ou dependência.

Benedict se aproximou de Dean, ainda sentado na beirada da cama, se ajoelhou em sua frente e segurou em suas duas mãos.

Benny: Você não precisa ficar comigo por grant...(Foi interrompido).

Dean: Não !!! Eu quero ficar com você aqui, junto comigo, eu quero de verdade sentir esse amor que tem por mim, eu quero aprender a te amar desse jeito também....eu nunca senti nada assim antes, por ninguém. Você despertou em mim uma atração tão forte, tão apaixonada, desde quando lhe vi antes de morrer....eu....eu...acho que estou apaixonado por você...de verdade...eu não sei falar essas coisas bonitas que você fala....mas eu quero muito que me entenda...(Colocou a mão de Benedict sobre seu coração)....quero que sinta.

Benny: (Sorriu muito feliz)...Eu não quero te obrigar a nada, Dean.....de qualquer modo, você estando comigo ou somente sendo meu amigo, eu sempre o amarei, o protegerei, irei lhe ajudar e te ensinarei tudo que sei....para que você tenha um futuro, que seja independente de mim para tudo.

Dean: Eu sei que sim...mas eu realmente quero você comigo, porque eu me apaixonei por você, por esse lindo anjo da morte com olhos da cor do mar...(Passou a mão no rosto de Benedict, que fechou os olhos para o suave toque).

Benny: Eu te amo, Dean.

Dean ainda não se sentia confiante para repetir a frase, e somente se inclinou e deu um beijo em Benedict, sem acreditar que estava vencendo mais aquela barreira em sua vida, deixando, definitivamente, para trás todo o seu passado como humano, se entregando ao amor que recebia, e ao desejo e a paixão que sentia por Benedict, um vampiro e um homem.

Benedict retribuiu o beijo de forma calma e carinhosa, apenas acarinhando a boca e a língua de Dean, mordendo suavemente aqueles lábios perfeitos que tanto desejava possuir, intensificando e prologando o beijo com outros vários na sequência, sempre com as mãos seguras nas mãos de Dean, em total respeito. Quando o ar faltou, se separaram lentamente um do outro. Toda felicidade de Benedict naquele primeiro beijo foi vista em seu sorriso, assim que olhou o rosto avermelhado e envergonhado de Dean, que desviou o olhar.

Benny: Hei, não precisa ficar com vergonha de mim, nem em me falar o que sente, e muito menos em me beijar.

Dean: É que eu nunca fiz isso...eu nem sei por onde começar...eu nunca nem estive com uma mulher...nunca nem beijei ninguém assim....(Benedict entendeu que Dean era virgem, nunca tinha se entregado a ninguém)...eu não quero te decepcionar, mas eu....(Benedict o interrompeu dessa vez).

Benny: Calma, calma....(apertou forte suas mãos)...não temos que fazer nada, eu jamais farei alguma coisa que você não queira....só iremos relaxar e deixar acontecer naturalmente, iremos nos conhecer melhor ainda...tá bom assim? E agora, vamos comer alguma coisa e depois iremos descansar, cada um no seu próprio quarto por enquanto.

Dean: (Sorriu)...Obrigado por me entender. Meu anjo.

Benny: Meu amor. (Beijou Dean mais uma vez e o ergueu pela mão para irem se alimentar juntos à sua família na sala de jantar).

Depois de quase um mês juntos, em quartos separados ainda, e somente namorando, entre beijos, abraços e poucas carícias. Benedict rezava todos os dias para que Dean tomasse a iniciativa, por medo de o forçar a alguma coisa, até que enfim Dean o chamou em seu quarto, no meio da noite, o desejo o corroendo por dentro.

Dean: (Puxou Benedict para dentro do seu quarto, assim que esse apareceu na porta)....Vem, Benny, fica comigo essa noite...(Pediu daquele seu jeito único e inocente).

Benedict sem dizer nada, seguiu Dean até seu quarto, e ele trancou a porta, segurou na mão de Benedict e o levou até a cama, se deitando nela. Benedict com o coração na garganta, quase sem reação, ficou parado admirando seu amor, naquela bata de dormir que tinha uma abertura que descia pelo peito, deixando a pele do seu colo exposta, com calça colada no corpo, também branca, que revelava as curvas de seu corpo, com a pele mais branca com sardas pequeninas, boca avermelhada e enormes olhos verdes.

Benny: Você é lindo. (Benedict disse e foi se deitando na cama, ao lado de Dean).

Dean: Me beija, anjo, por favor. (Sorriu e continuou deitado olhando para Benedict, com um pouco de receio, mas cheio de desejo).

Benny: (Nervoso)...Eu faço somente o quiser, meu amor.

Benedict se debruçou no peito de Dean, sem o forçar, sustentando seu peso nos braços, e beijou Dean delicadamente, com muito amor, daquele jeito tão singelo e terno, que somente o seu amor ditava. Dean sorriu no meio do beijo, segurou na mão de Benedict e a levou para a sua cintura, enquanto se abraçava às costas largas de Benedict.

Os beijos se seguiram, se transformando de calmos à intensos, naturalmente. Os carinhos também foram se tornando mais exploratórios, Dean apertava cada fez mais Benedict, o puxando sobre si, e descia suas mãos até o fim das costas e cintura dele, e Benedict apesar de se segurar ao máximo, já apertava as coxas e a curva lateral do corpo de Dean abaixo de sua cintura, o sentia arquear as costas e se arrepiar com seus toques. Alisava o cabelo arrepiado de Dean e seu rosto entre os beijos, sempre atento e lendo o que ele estava sentindo em seus olhos escurecidos de desejo e excitação. Dean mesmo com medo da experiência, desejava descobrir o que era concretizar aquela paixão que sentia, no corpo de Benedict.

Dean: Benny, eu quero você, faz amor comigo.

Benny: É tudo que eu mais quero, você é tudo o que eu mais desejei em todos os meus anos de vida. Eu amo você demais...meu lindo Dean.

Dito essa declaração e determinada a união deles, naquele amor imenso e único, quase sufocante de tão latente no peito de cada um, Dean se entregou de corpo e alma ao seu anjo vampiro, que o tomou com toda a máxima delicadeza possível, sempre lhe permitindo sentir cada segundo de prazer, que lhe proporcionava em carícias e carinhos, e apesar da dor inicial ao ter seu corpo possuído pelo vampiro, Dean nunca sentiu tanto prazer e nunca foi tão feliz.

Após fazerem amor, exaltando tudo que sentiam um pelo outro, dormiu nos braços fortes e protetores de Benedict, mas antes, ainda ouviu seu anjo repetir mais uma vez, aquela oração em forma de declaração, que acalmava seu coração, seu corpo e sua alma.

Benny: Eu te amo, minha vida. (Beijou o rosto sonolento de Dean, que simplesmente sorriu).

Dean: Também te amo, meu Benny, meu anjo.

***Fim da lembrança de Dean***

 

E Dean chorou com aquela lembrança até adormecer, naquele sofá gelado e vazio, assim como estava o seu coração.

 

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Castiel acordou assustado, no quarto de hóspedes do apartamento de Baltazar, onde tinha permanecido desde aquele dia que deixou Dean na companhia de Sam no hospital. Não tinha hábitos humanos, como dormir e se alimentar, jamais lhe fariam falta ou eram essenciais a sua matéria, fosse naquele plano terreno ou no céu, porém gostava de aprender e sentir o que os humanos sentiam. E dormir e comer lhe eram prazerosos também, e as vezes se permitia àqueles regalos, ainda mais que dormir lhe fazia esquecer por algumas horas a dor que jazia em seu coração.

Baltazar: Olá, vejo que acordou um pouco melhor hoje...aceita um café?

Baltazar ficou parado na porta, respeitando o espaço de Castiel, que lhe sorriu, e, assentiu, aceitando a caneca de café que Baltazar lhe oferecia.

Baltazar estava sendo um bom amigo, sempre lhe ouvindo, lhe confortando em seus braços, lhe dando apoio, e nunca o iludindo, sempre dizendo a verdade, que odiava, mas precisava ouvir, para confirmar em sua mente que Dean nunca iria lhe amar da mesma forma como ele já amava Sam, ou do mesmo modo como o seu coração o amava.

Baltazar ficava horas conversando com Castiel, que mesmo sendo um arcanjo, não passava de um menino, quando se tratava dos seus próprios sentimentos, e Baltazar o ensinava, cada dia mais, a saber como lidar com aquele amor todo, para que não se transformasse em angústia para si mesmo ou em raiva de Dean, por não lhe corresponder. Castiel sempre andava nesse limiar, e Baltazar o ajudava muito a entender um amor tão profundo, em seu peito de anjo, e a nunca desistir de si mesmo, em razão do amor ou do sofrimento que esse estava lhe causando, naquele momento.

Castiel se sentou na cama, e, Baltazar se sentou ao seu lado, o abraçando pelos ombros, com um semblante um tanto sério naquele dia de sol, de que tanto amava admirar.

Baltazar: Castiel, tenho uma notícia, que talvez você não se sinta muito contente em saber....(Olhou o rosto de dúvida de Castiel, que preferiu não ler os pensamentos do amigo, não gostava de fazer isso, somente quando necessário).

Castiel: Fala irmão.

Baltazar: Um dos colegas de turma de Sam Winchester me disse que ele está aqui no alojamento do campus, e está machucado ainda, mas que estava preocupado porque ele estava muito triste, teria que se virar sozinho, no quarto do alojamento.

Castiel se levantou da cama, virou todo o café de sua caneca, fechou os olhos e se concentrou em Dean.

Castiel: Baltazar eles não estão juntos, Dean está sozinho no Canadá. Alguma coisa aconteceu, eu vi o vampiro chorando. Eu tenho que ir até ele.

Baltazar: Calma, Castiel, porque não conversa primeiro com Sam, ele está aqui tão perto, e quem sabe descobre o que aconteceu com ele, e depois tenta ajudar o Dean...(Aquele desespero de Castiel em correr direto para Dean incomodou Baltazar, de um jeito estranho e inesperado).

Castiel: Você tem razão, obrigado por tudo, você é realmente merecedor do perdão de Deus, meu amigo. Obrigado. (Deu um forte abraço em Baltazar, abalando um pouco sua pose).

Baltazar: Tudo bem, venha quando quiser. (Beijou o rosto de Castiel, e esse sumiu).

Baltazar ainda ficou alguns segundos suspirando fundo, sentido o perfume suave que Castiel tinha deixado no local, antes de sumir, e depois sem se dar conta do que estava fazendo, apertou o travesseiro que Castiel tinha dormido em seu nariz para melhor sentir aquela fragrância suave, mas marcante. Sentindo um estranho sentimento de vazio deixado por ele.

 

XXXXXXXXXXXXXXXXXXX

 

Sam estava encolhido na pequena cama de seu quarto no alojamento, que certamente não comportava o seu tamanho, sentindo o corpo todo lhe doer, resultado ainda das costelas quebradas e da mágoa em sua pele, devido aos socos recebidos em seu tórax.

Aquele era, o último lugar que deveria estar e ainda mais sozinho, Sam olhava em volta, daquele pequeno quarto, composto de sua cama e uma escrivaninha de madeira escura, cheia de livros e um notebook. Ambos os móveis muito antigos. Num canto tinha um armário embutido na parede, onde guardava suas poucas roupas, e ao lado desse, uma porta que dava ao banheiro, menor ainda, e muito simples, somente com um box pequeno, uma privada e uma pia, tudo em louça branca.

Sam não ouviu nenhum som, porém ao se virar de lado e gemer pela dor, se deparou com Castiel no meio de seu quarto e quase gritou de susto, senão fosse pela mão que levou à boca no momento. Ali estava a criatura que temia realmente.

Sam: Meu Deus, o que você quer aqui? (Perguntou temeroso de qualquer movimento das mãos do arcanjo, sabendo da forma como o poder do arcanjo evaporava seus desafetos).

Castiel: Não se assuste, não tenha medo. Eu podia pedir que me contasse o que desejo saber, mas por ora, irei lhe tocar e saber o que desejo, para poder ver a sinceridade dos acontecimentos. Tudo bem?

Sam que tinha dado um pulo da cama com o susto e ficou de joelhos sobre o colchão,  se encolhendo em um canto da parede onde a cama estava encostada, se sentou com as pernas cruzadas sobre a cama e se encolheu mais ainda, quando sentiu a mão de Castiel em seu ombro.

Assim que viu todos os acontecimentos, o engano de Dean e o sofrimento de Sam, ainda no hospital, discordando de seu avô, brigando com ele, depois que se recuperou da falta de ar, quase gritando que nunca mais iria caçar Dean, que estava apaixonado por ele e que por isso estava ali em Nova York, quando levou um tapa dele no rosto já machucado, e foi defendido por Bobby, que cuidou dele até aquele dia que retornava ao alojamento. Viu Samuel deixar o hospital correndo com ódio nos olhos. Depois viu todo o sofrimento de Sam, as noites de solidão que chamava por Dean, as frustrações das mensagens não respondidas e das ligações não atendidas, e todas as lágrimas derramadas pelo abandono do vampiro, desde aquela manhã. Sofrendo intensamente, desde quando recebeu suas roupas no hospital enviadas por ele até aquele momento, ali no alojamento, ainda ferido, precisando de cuidados, mas abandonado.

Castiel, com os olhos marejados, sinceramente com pena de Sam, que notadamente, estava se sentindo deprimido e, mais uma vez, humilhado por Dean, sem entender o que se passava com ele.

Castiel se soltou de Sam, olhou em seus olhos com enorme olheiras em volta, com aquele rosto de menino ainda, segurou as lágrimas que começavam a querer rolar. Tocou em seu rosto, o fazendo adormecer, o ajeitou na cama, do modo que conseguiu para que ele não sentisse dor, naquela acomodação que seria provisória, pelos seus planos no momento.

 

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Dean estava, quase da mesma forma que Sam, encolhido, mas naquele imenso sofá confortável e acolchoado, chorando, com suas lembranças de um amor morto, as imagens de Benedict agora estavam sobre a mesa de centro novamente, e ele estava com a cabeça recostada no braço do sofá virado de costas para a sala, com o corpo colado nas costas do sofá, quase não se via o seu rosto, mas se ouvia seus soluços sofridos.

Castiel estava ali ouvindo a todos os soluços altos e descompassados, sem acreditar no quanto Dean estava se martirizando novamente de uma forma injustificada e ingênua, quase não podia acreditar que ali diante de si estava um vampiro vivido e experiente. Mas não podia o recriminar, afinal, há pouco estava fazendo o mesmo que ele, sendo um tão poderoso arcanjo e general de Deus. Castiel teve que sorrir com esse pensamento e ainda mais sabendo que era o mensageiro de seu refrigério naquele momento de dor.

Castiel se sentou na mesinha de centro, colocando de lado as imagens de Benedict, e fez um carinho nos cabelos de Dean, que não tinha percebido sua presença, mas se virou, na certeza de quem era ao seu lado, assim, puxando Castiel para sentar no sofá e deitando sua cabeça em seu colo.

Dean: Cass...estava com saudades de você...onde você esteve? (Falava fungando e soluçando entre as lágrimas).

Castiel: Estava com Baltazar.

Castiel limpou as lágrimas que escorriam do rosto belo de Dean.

Castiel: Dean, você está errado no seu julgamento, e eu vim até aqui para te mostrar...e corrigir esse seu erro. (Entrelaçou seus dedos em uma das mãos de Dean que repousava em seu peito).

Castiel mostrou todas as imagens que traduziam a verdade dos fatos, e do quanto Dean estava enganado e tinha sido injusto com Sam. E por fim, para Dean ter certeza do sofrimento que ele tinha imposto à Sam, levou a mente dele para as últimas imagens de Sam encolhido naquele quarto pequeno, aos prantos.

Dean acordou das imagens, encarou o amigo, enxugou as lágrimas. Estava somente de calça de pijama larga e uma camiseta preta. Assim se levantou, sem dizer nada, foi para um dos quartos, onde tinha deixado suas malas, tomou um banho e se arrumou rapidamente, com uma calça social preta, uma blusa vinho e um blazer social, sempre elegantemente vestido. Voltou para sala, arrastando suas malas. Ligou para sua secretária em Connecticut, dando ordens para organizar a mansão naquele estado.

Dean, finalmente, olhou para Castiel, que sorria para toda aquela agitação do amigo, e pela rápida transformação.

Dean: Cass, me leva até ele por favor, eu não posso perder mais um minuto.

Castiel esperou Dean segurar suas malas e tocou no amigo, e logo surgiram ao lado da cama de Sam, ainda adormecido.

Dean se emocionou ao ver Sam, e não resistiu, abraçou seu corpo do jeito que deu, o suspendendo até seu peito e o apertando, afundando seu rosto com lágrimas, em seu pescoço.

Dean: Me perdoa, por favor, mais uma vez, me perdoa....eu sou um burro idiota mesmo, por não acreditar em você e no que sente. Oh....Sam, me perdoa. (Chorou).

Sam: Dean...é você?

Dean afastou o rosto do pescoço de Sam, descolando seu peito do dele, mas ainda apoiando suas costas, para o deixar um pouco sentado e de frente para si. Viu aqueles olhos confusos e sofridos a sua frente.

Dean: Sou eu sim, eu voltei para te levar comigo.

Sam sorriu sonolento ainda, sem conseguir ficar com os olhos abertos, colocou sua cabeça em apoio no ombro de Dean, o abraçando apertado também.

Sam: Eu te perdoo, meu amor. (Disse em meio ao sono, sem barreiras na língua, pois se tivesse acordado realmente teria vergonha de o chamar de amor, pelo menos, por enquanto ainda, pois sequer tinham intimidade para isso).

Dean sorriu, e, Castiel se aproximou dois juntos abraçados, os tocou em seus ombros simultaneamente, e os levou para o quarto de Dean na mansão daquele estado. Ambos surgiram ao pé da cama, onde Dean depositou calmamente o corpo de Sam, que dormia pesado, sob o efeito do toque de Castiel ainda, apesar do pequeno sorriso desenhado em seus lábios, que traduzia que tinha sentido a presença de Dean.

Sam havia teimado com Bobby de que podia voltar ao quarto do alojamento, mesmo estando em condições precárias, sentindo muita dor, mas queria ficar mesmo longe do acesso de seu avô, e sozinho, para chorar e sofrer o quanto quisesse, sem preocupar Bobby, como vinha fazendo.

Castiel havia examinado Sam em seu toque, confirmando as costelas partidas ainda, e as máculas internas onde havia recebido os golpes no tórax, o que fez Dean mais uma vez providenciar todo o conforto para recuperação de Sam, também medicamentos e até mimos para o mais novo, sendo ajudado por Castiel, que logo que terminaram, se despediu e voltou para casa de Baltazar.

Dean mais uma vez se sentiu muito culpado por suas atitudes e precipitação em julgar Sam, causando mais sofrimento ao mesmo, mas dessa vez não ficaria sofrendo eternamente por isso, pois a esperança de conquistar novamente Sam, era muito maior que a vontade de se afogar naquele sentimento sem sentido, como sempre fazia. E era descabida essa atitude, já que tinha aceitado a se entregar ao amor verdadeiro, e era isso que estava determinado a fazer naquele momento e para toda sua eternidade. Teria somente que vencer a barreira imposta pelo sofrimento que estupidamente havia causado em Sam, e rastejar, se fosse preciso, pedindo o perdão dele.

 

CONTINUA...


Notas Finais


Hei pessoal,

Muito obrigada pelo carinho, pelos comentários deliciosos de viver
que vocês tem deixado. MUITO OBRIGADA MESMO.
O apoio de vocês me incentiva dia a dia.

Um milhão de BJSSSSS !!!!!!


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