História An.Ju. - Laços do passado. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Escrito Nas Estrelas, Originais
Tags Adolescente, Destino, Drama, Drogas, Romance, Sobrenatural, Superação
Visualizações 8
Palavras 1.411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Meu primeiro romance.

Espero que gostem.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Comeco!


2007 - 11:30. sexta - feira.

....."Bem.. Vou começar falando da noite maravilhosa que tive ontem... Foi minha segunda vez  com Julius, dessa vez a dor foi a cereja do bolo, era o que faltava, foi perfeito, senti a conexão que Julius sempre falou, senti meu ser e o dele se unirem no êxtase. Ele me disse que vai me levar ao lugar predileto dele amanhã... Senti vergonha... Nao sei onde é, como melhor amiga dele desde o jardim de infância, eu deveria saber, sao coisas simples que amigos deveriam saber, mais ainda bem que ele me disse, ALTO DA ESCADARIA DO BAR OURO VERDE, sempre passei pelo lugar mais eu nunca parei, ou reparei no lugar, por causa do morro, ele disse que eu iria gostar.. Uma das coisas que aprendi a amar nele foi esse jeito estranho dele ser... distraido, alegre, inteligente, engraçado, acho que a verdade é que eu sempre o amei... Apenas estava cega, nao conseguia ve lo alem de amigo, sei la... como eu não pude ver, ele sempre esteve ao meu lado, sempre me ajudou, em tudo e em todos os momentos, e eu sempre o ignorava, pisava no coracao dele... por sorte aos deuses ele nao desistiu de mim, ainda nao acredito que eu estava sofrendo atoa, por amores, procurando o principe, ele estava do meu lado.. ELE É PERFEITO... OBRIGADA MEUS DEUSES!!! Hoje vamos de tarde ao cinema, vai ser estranho eu acho, vamos encontrar a Nathy e o Gabi, eu sei que ele não gosta do Gabi mais acho legal ele se esforçar por mim".... 

Julia fechou seu "diário", e colocou debaixo de seu carpete preto de pelos, unico lugar que seu irmão menor de 6 anos Arthur não mexia, seu quarto tinha cercade dois metros quadrados, pôsteres das bandas, Simples Plan, Evanesnce, All time Low, M.C.R, Green Day, entre outras, forravam as paredes brancas, uma bicama com gaveta, um armario medio escuro com adesivos de roupas colado nele, a mesinha de um computador windons xp da epoca, e uma cortina roxa sobre a janela de correr. Julia tinha cerca de 1,50 cm, pele palida, corpo normal para uma garota de 16 anos, seus cabelos negros e ondulados, chegavam até a fina cintura, uma linda jovem de olhos castanhos mel, nariz fino e arrebitado, labios rosados e carnudos, algumas sardas, quase impercetível nas bochechas,  e longas e grossas sobrancelhas escuras, linda! .

- Julia! Levanta logo! - uma voz de mulher veio do outro lado da porta, acompanhada por socos.

- Ja levantei faz tempo! - ela gritou , se despreguiçou, ainda na cama - estou acordado faz tempo... - murmurou para si mesma. - um fato sobre Julia, ela não precisava dormir muito, poucas horas ja eram necessarias, logo depois do encontro de ontem ela chegou em casa, por volta das duas da manhã, entao ela subiu pela lateral do sobrado, para evitar barulhos, escalando as trepadeiras, usando os buracos da parede sem reboco, o quarto de Julia, era o unico na parte superior, outro comado era o escritorio de sua mae, que ainda estava em reforma, trocando a janela, seria mais facil entram, ou senao, ela teria que entrar pela porta, da cozinha passar pela sala, provavelmente seu irmão mais velho, Elias estava acordado mexendo no computador da sala, passaria pelo corredor de chão de taco, de noite piso de madeira ecoa e estrala muito, passar pelo quarto dos dois irmãos, e pelo de sua mae, que dormia sempre com a porta aberta, até chegar na estreita escada e subir para as novos quarto recem construido. 

Julia dormiu um pouco mais de quatro horas, o restante do tempo passou deitada, acordada, pensando no passado, em suas frustações antigas. Ela desceu as escadas e foi ao banheiro que fica atraz das mesmas, escovou os dentes e arrumou seu cabelo, prendendo o em um coque, ela costumava dormir com seu velho pijama, uma camisa dada pelo Julius a cerca de cinco anos da banda Evanescences, e um moletom cinza, na sala estava Elias junto com Douglas seu irmão mais velho, assistindo algum desenho infantil no canal pago, ela seguiu ate a cozinha, sua mãe Maria, estava sentada a mesa, com uma chicara de café, lendo uma revista de cosmeticos.

- filha se eu comprar um esmalte azul claro ou rosa voce usa? - perguntou ela espremendo seus olhos azuis com um sorriso gigantesco.

Julia revirou os olhos pegou um copo, e sentou, praticamente iguinorando a existencia da mãe, ela cortou um pão e passou a manteiga .

- Eu vou pedi um azul escuro pra você...- ela continuou, tentando puxar assunto com ela.

Maria sempre foi do tipo de mãe que faz de tudo pelos filhos, tem dois empregos, um de noite no hospital central como enfeira chefe e outro como professora de campo de estagio, em unidades basicas de saúde, com a morte de seu marido, ainda quando Julia era criança, com o pouco da pensão que recebe do governo, e o salario suado conseguiu viver tranquilamente com seus filhos.

- se tiver preto eu quero... Pode ser ate roxo! - disse ela seca.

- mas filha...voce tem que usar mais cores...- sugeriu ela.

- Meu Deus!... Para de querer me fazer usar essas coisas!! - gritou ela e chilique.

Da sala vem Douglas retrucando com voz mais firme.

- cala a boca menina... Voce sabe que nossa mae se mata pela gente e ainda faz esse drama todo! Merece uma surra - ele parou ao lado do fogão.

- ve se cuida da tua viada seu drogado! - retrucou ela largando as coisas na mesa, ele avançou nela, mas sua mae impediu levantando e parando a frente dele, Julia cruzou os braços e fez cara de pouco caso.

- fica falando coisas ai sua otaria... Fica... Sua noinha!

- seu merda... Traficantezinho meia boca!

- os dois calem a boca!! - Maria berrou batendo na mesa, Elias arregalou os olhos da sala,  saltou do sofá e foi para seu quarto correndo.

- ele que começou! - Julia sentou denovo e continuou a comer, ignorando os dois parados a sua frente discutindo.

- tipico dessa vagabunda! - um estralo forte, o som de um tapa acertando a cara de Douglas.

- nunca mais... Nunca mais... Chame sua irmã de vagabunda! Nunca mais....

Julia ficou boquiaberta, jamais viu sua mae agredir algum filho, ou corregir, ela sempre ficava as sós com o mesmo, como se fosse um feedback, ela engoliu a seco e ficou palida, os olhos de Douglas encheram de lágrimas, ele colocou a mao sobre a parte do rosto que avermelhou quase que instantaneamente, suspirou fundo e segurou seu ódio com um grunido.

- desculpa filho eu... - sua mãe tentou se desculpar, mas antes que pudesse ele se virou e seguiu esbravejante para seu quarto tambem, Maria olhou inconformada para Julia - espero que você mude.... Pelo bem da nossa familia...- Maria balançou a cabeça, pegou um cigarro de dentro da batedeira, ascendeu no fogão e saiu pela porta da cozinha. 

Julia sabia que a culpa não era dela, toda essa briga por causa da mãe dela, que sabe que ela nao gosta e nem usa cores fracas, e por causa de seu irmão intrometido e viciado, sabia que não tinha que se preocupar, nem precisava se estressar logo mais esse fogo de palha acabaria ou deveria acabar, ela terminou o café, lavou a pouca louça que tinha na pia, e foi ao banheiro tomar um banho, demorou cerca de 20 minutos, o suficiente para fazer Douglas gritar com ela e Maria com os dois. 

Durante o banho ela se lembrou do sonho que teve.

Ela estava sozinha em um campo com grama verde, cheio de flores amarelas, e brancas, o sol parecia ser uma imensa bolha de sabao laranja, o céu, um infinito espaço roxo em varias tonalidades, junto com o que pareciam ser milhares de estrelas reluzentes, ela sentia se otima, esbolsava uma felicidade rara, ela estava cantando e girando, então olhou para o sol que parecia acompanha la em suas piruetas quando ela para, sente a atmosfera se expandir e expandir, como se o céu estivesse sendo arrancado do lugar, ela sente um tremor, nota que todas as flores estão se tornando secas e mortas, o sol estoura, deirramando uma nevoa laranja que queima e arde os plumoes quando respirada, Julia luta, tenta correr, fugir da nevoa, mas ela se ve esticada no chão, tremula, como se estivesse tendo uma confusão, então uma a uma das milhares de estrelas começa a cair, e tudo se tornou preto, vazio.




 






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