História An.Ju. - Laços do passado. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Escrito Nas Estrelas, Originais
Tags Adolescente, Destino, Drama, Drogas, Romance, Sobrenatural, Superação
Exibições 4
Palavras 2.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Meu primeiro romance *-*

Espero que ignorem os erros de português.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Cuidado emo!


2007 - 11:30. sexta - feira.

....."Bem.. Vou começar falando da noite maravilhosa que tive ontem... Foi minha segunda vez  com Julius, dessa vez a dor foi a cereja do bolo, era o que faltava, foi perfeito, senti a conexão que Julius sempre falou, senti meu ser e o dele se unirem no êxtase. Ele me disse que vai me levar ao lugar predileto dele amanhã... Senti vergonha... Nao sei onde é, como melhor amiga dele desde o jardim de infância, eu deveria saber, sao coisas simples que amigos deveriam saber, mais ainda bem que ele me disse, ALTO DA ESCADARIA DO BAR OURO VERDE, sempre passei pelo lugar mais eu nunca parei, ou reparei no lugar, por causa do morro, ele disse que eu iria gostar.. Uma das coisas que aprendi a amar nele foi esse jeito estranho dele ser... distraido, alegre, inteligente, engraçado, acho que a verdade é que eu sempre o amei... Apenas estava cega, sei la... como eu não pude ver, ele sempre esteve ao meu lado, sempre me ajudou, em tudo e em todos os momentos, e eu sempre pisei ele... por sorte aos deuses ele nao desistiu de mim, ainda nao acredito que eu estava sofrendo atoa, ele estava do meu lado.. ELE É PERFEITO... OBRIGADO DEUSES!!! Hoje vamos de tarde ao cinema, vai ser estranho eu acho, vamos encontrar a Nathy e o Gabi, eu sei que ele não gosta do Gabi mais acho legal ele se esforçar por mim".... 

Julia fechou seu "diário", e colocou debaixo de seu carpete preto de pelos, unico lugar que seu irmão menor de 6 anos Arthur não mexia, seu quarto tinha cercade dois metros quadrados, pôsteres das bandas, Simples Plan, Evanesnce, All time Low, M.C.R, Green Day, entre outras, forravam as paredes brancas, uma bicama com gaveta, um armario medio escuro com adesivos de roupas colado nele, a mesinha de um computador da epoca, e uma cortina roxa sobre a janela de correr. Julia tinha cerca de 1,50 cm, pele palida, corpo normal para uma garota de 16 anos, seus cabelos negros e ondulados, chegavam até a fina cintura, uma linda jovem de olhos castanhos mel, nariz fino e arrebitado, labios rosados e carnudos, algumas sardas, quase impercetível nas bochechas,  e longas e grossas sobrancelhas escuras.

- Julia! Levanta logo! - uma voz de mulher veio do outro lado da porta, acompanhada por socos na porta.

- Ja levantei faz tempo! - ela gritou , se despreguiçou, e se jogou na cama - estou acordado faz tempo... - murmurou para si mesma. - um fato sobre Julia, ela não precisava dormir muito, poucas horas ja eram necessarias, logo depois do encontro de ontem ela chegou em casa, por duas da manhã, ela subiu pela lateral do sobrado, escalando as trepadeiras e os buracos da parede sem reboco, o quarto de Julia, era o unico na parte superior, para chegar nele, ela teria que entrar pela porta, passar a cozinha e a sala, provavelmente seu irmão mais velho, Elias estava acordado mexendo no computador da sala, ela subiria as escadas, passaria pelo corredor de chão de taco, de noite piso de madeira ecoa e estrala muito, passar pelo quarto dos dois irmãos, e pelo de sua mae, que dormia sempre com a porta aberta, até chegar na estreita escada e subir para as novas alas, o quarto recem construido de Julia e um quarto que esta construindo ainda. Julia dormiu um pouco mais de quatro horas, o restante do tempo passou deitada, acordada, pensando no passado, em suas frustações antigas. Ela desceu as escadas e foi ao banheiro que fica atraz das mesmas, escovou os dentes e arrumou seu cabelo, prendendo o em um coque, ela costumava dormir com seu velho pijama, uma camisa dada pelo Julius a cerca de cinco anos da banda Evanescences, e um moletom cinza, na sala estava Elias junto com Douglas seu irmão mais velho, assistindo algum desenho infantil no canal pago, ela seguiu ate a cozinha, sua mãe Maria, estava sentada a mesa, com uma chicara de café, lendo uma resita de cosmeticos.

- filha se eu comprar um esmalte azul claro ou rosa voce usa? - perguntou ela espremendo seus olhos azuis com um sorriso gigantesco.

Julia revirou os olhos pegou um copo, e sentou, praticamente iguinorando a existencia da mãe, ela cortou um pão e passou a .

- Eu pedi um azul escuro pra você...- ela continuou, tentando puxar assunto com ela.

Maria sempre foi do tipo de mãe que faz de tudo pelos filhos, tem dois empregos, um de noite no hospital central como enfeira chefe e outro como professora de campo de estagio, em unidades basicas de saúde, com a morte de seu marido, ainda quando Julia era criança, com o pouco da pensão que recebe do governo, e o salario suado conseguiu dar um boa vida aos filhos.

- se tiver preto eu quero... Pode ser ate roxo! - disse ela seca.

- mas filha...voce tem que usar mais cores...- sugeriu ela.

- Meu Deus!... Para de querer me fazer usar essas coisas!! - gritou ela e chilique.

Da sala vem Douglas retrucando com voz mais firme.

- cala a boca menina... Voce sabe que nossa mae se mata pela gente e ainda faz esse drama todo! Merece uma surra - ele parou ao lado do fogão.

- ve se cuida da tua viada seu drogado! - retrucou ela largando as coisas na mesa, ele avançou nela, mas sua mae impediu levantando e parando a frente dele, Julia cruzou os braços e fez cara de pouco caso.

- fica falando coisas ai sua otaria... Fica... Sua noinha!

- seu merda... Traficantezinho meia boca!

- os dois calem a boca!! - Maria berrou batendo na mesa, Elias arregalou os olhos da sala,  saltou do sofá e foi para seu quarto correndo.

- ele que começou! - Julia sentou denovo e continuou a comer, ignorando os dois parados a sua frente discutindo.

- tipico dessa vagabunda! - um estralo forte, o som de um tapa acertando a cara de Douglas.

- nunca mais... Nunca mais... Chame sua irmã de vagabunda! Nunca mais....

Julia ficou boquiaberta, jamais viu sua mae agredir algum filho, ou corregir, ela sempre ficava as sós com o mesmo, como se fosse um feedback, ela engoliu a seco e ficou palida, os olhos de Douglas encheram de lágrimas, ele colocou a mao sobre a parte do rosto que avermelhou quase que instantaneamente, suspirou fundo e segurou seu ódio com um grunido.

- desculpa filho eu... - sua mãe tentou se desculpar, mas antes que pudesse ele se virou e seguiu esbravejante para seu quarto tambem, Maria olhou inconformada para Julia - espero que você mude.... Pelo bem da nossa familia...- Maria balançou a cabeça, pegou um cigarro de dentro da batedeira, ascendeu no fogão e saiu pela porta de traz, aque levava aos fundos da casa.

Julia sabia que a culpa não era dela, toda essa briga por causa da mãe dela que sabe que ela nao gosta de cores fracas, e por causa de seu irmão intrometido e viciado, sabia que não tinha que se preocupar, nem precisava se estressar logo mais esse fogo de palha acabaria ou deveria acabar, ela terminou o café, lavou a pouca louça que tinha na pia, e foi ao banheiro tomar um banho, demorou cerca de 20 minutos, o suficiente para fazer Douglas gritar com ela e Maria com os dois. 

Durante o banho ela se lembrou do sonho que teve.

Ela estava sozinha em um campo com grama verde, cheio de flores amarelas, e brancas, o sol parecia ser uma imensa bolha de sabao laranja, o céu, um infinito espaço roxo em varias tonalidades, com o que pareciam ser milhares de estrelas reluzentes, ela sentia se otima, esbolsava uma felicidade rara, ela estava cantando e girando, então olhou para o sol que parecia acompanha la em suas piruetas, então quando ela para, sente a atmosfera se expandir e expandir, como se o céu estivesse sendo arrancado do lugar, ela sente um tremor, nota que todas as flores estão se tornando secas e mortas, o sol estoura, deirramando uma nevoa laranja que queima e arde os plumoes quando respirada, Julia luta, tenta correr, fugir da nevoa, mas ela se ve esticada no chão, tremula, como se estivesse tendo uma confusão, então uma a uma das milhares de estrelas começa a cair, e tudo se tornou preto, vazio.

O relogio marcava 17:13.

Julia havia se trocado logo apos que saiu do banho, escolheu uma jeans escura, uma camisa de banda, Simples Plan, onde mostrava toda a formação, pos suas munhequeiras quadriculadas, preto e branco, passou uma maquiagem forte, lapis e sombra preto, e ficou ouvindo musica no computador, Fall out Boys, até dar a hora de sair. Ela encontraria Julius na praça no centro, onde passavam metade de seu tempo livre.

- caraca estou atrasada ! - murmurou ela. - Julia pegou sua mochila, desceu as escadas, passou  corredor, todas as portas dos quartos estavam fechadas, ela se despediu de seu cachorro, um lavrador amarelo de dois anos, Toobby, e seguiu para o ponto de onibus que ficava na esquina de sua casa, cerca de quinze minutos depois ele chega, ela entra e paga a passagem com o cartão, como sempre esse horário permitia, que ela escolhe se qualquer banco, e como sempre ela senta no ultimo banco ao lado esquerdo, tira seu mp3 player da mochila juntos com os fones e o liga, da sua casa ao centro demorava cerca de 30 minutos, ela gostava de ouvir musica e observar a paisagem, mesmo que seja uma mescla de paisagem urbana com a mata, ela sempre amou ver a cidade do alto, como ela morava no Jd. Imperial, um bairro perto do pico do urubu, o mais elevado em altitude, ela tinha visão priveligiada de Mogi das Cruzes, sua cidade natal.

Derrepente Julia e tirada de seu transe, pela parada do onibus, alguém sobe, ela espia por cima dos bancos, era dois garotos, um negro de jaqueta azul da nike, e calça tactel escolar, e um garoto branco com a calça parecida e uma camisa vermelha, ambos eram rappers ou funkeiros, eles passaram pela catraca e cutucaram um ao outro, afobados, Julia sabia que eles viriam dar em cima dela ou zuar com ela, eles se aproximaram, ela revirou os olhos, ambos pararam a frente dela, o de blusa azul se jogou ao banco do lado dela, enquanto o de vermelho ficou mascando um chiclete dependurado na barra de apoio superior.

- iae gatinha... - disse ele mascando chiclete.

Ela olhou e comprimeou com a cabeça e continuou calada olhando para fora do ônibus.

- essa mina deve ser pati, olha a pinta de boy! - o do lado dela cutucou o em pé. 

- ei mina... Emo! - o outro chamou.

- .... - Julia odiava ser chamada de emo.

- vai negar voz?! - o de azul levantou e ficou encarando ela - ei sua emo! To falando com tu! - ele cutucou ela.

Julia parecia ser bobinha, ingênua, porém era brava e estourada, dificilmente assume que esta errada,  e tem um gênio muito forte.

- quem você pensa que é colocando a mãe em mim seu lixo! - ela gritou,os dois cruzaram os braços e a fitaram, pareciam  prontos para agredila.

- ai mina ...

- não sou uma das vira latas que voce conhece para chamar de mina - Ela nao deixou ele falar. - ela se levantou, empurrou os dois e foi até o motorista, que ja estava atento a pequena discussão. - moço os dois estão mexendo comigo! 

O motorista parou o ônibus,  abriu a porta de traz, desprendeu o sinto pegou uma barra de ferro e passou a catraca.

- ei seus marginais... Desçam agora - o senhor negro e gorducho apontou a barra para eles.

- nao fizemos nada não tiu! Essa mina que ta metendo o loco!

- não quero saber... Meu ônibus minhas regras.... Desçam agora seus muleques!

Os dois se entre olhararam e desceram  fitando a.

- obrigado senhor....

- nao fiz mais que meu trabalho... Odiaria ver minha filha que esta pra nascer passar poruma cituaçao dessas...

- muito obrigado mesmo... - ela estendeu a mão e ele apertou.

- sempre que precisar menina - ele sorriu.

- pode me chamar de Washington..

- e voce pode me chamar de Julia..

Não muito tempo depois eles chegaram ao centro, ela se despediu e desceu duas ruas antes da praça, queria passar em uma loja de anime, comprar a primeira temporada de Naruto, ela havia feito o pedido faz uma semana para seu namorado e melhor amigo, Julius, o aniversario dele estava chegando e ela queria fazer como ele, presentear com coisas simples os 3 dias antecessores do aniversário, no dia dar comida, em nos 3 depois mais 3 dias de presentes, mania que ele criou, segundo ele da sorte. 

A praça se extendia em uma forma ovalao, com bancos de dois niveis, permitindo encostar as costa no de cima, eles cirlavam o local, deixando um amplo espaço no meio, no centro estendia um palanque redondo, cercado por água, logo atrás avisa uma pequena ponte de dois metros, apenas por enfeite, E uma estatua da Nossa Senhora do Carmo, nome também dado a pequena igreja, e a praça em homenagem a santa.

Chegando no semáforo, antes de chegar na praça ela conseguiu ve lo, la estava Julius sentado na parte mais elevada do banco, de longe elaconseguia sentir o perfume dele, ela sempre reclamou, achava o cheiro forte demais, mais passou a gostar depois que eles começaram a namorar, aleas, desde ela descobriu que o amava, todas as coisas que a irritavam pareciam ser, as coisas que ela mais amava. Ele olhou para ela, como se ele sentisse a presença dela, seu coraçao inflou em chamas, era como se o mundo inteiro parasse, e derrepente nada mais importava, quando ela o viu sabia que ele era o homem da sua vida, ele parou no semáforo oposto do dela, Julius era um rapaz moreno claro, esguiu e alto, usava um jeans preta skini, rasgada nos joelhos, uma camisa xadrez vermelha e preto, seu cabelo era liso, usava com franja lateral e dois muletes jogados para frente que chegavam ao seu peito, dava pra ver o brilho dos seus piercings, de septo e os dois do lábio, ele se destacou na calçada,  sozinho.

Julius esperou o sinal ficar vermelho, e então atravessou, e Julia também, a rua estava vazia, no sentido contra mao dela, então um barulho de carro em acelerando doou a esquina, um carro vermelho em alta velocidade, foi em questão de segundos, tempo o suficiente para Julia ve lo acertar em cheio o feliz rapaz que nem viu o carro, que rolou por cima do capo e se chocou contra o vidro, Julius voou cerca de dois metros a frente da faixa onde atravessará.

- Julius!!! - ela gritou, largou a sacola com os cds's que caiu e correu até o corpo ensangüentado do rapaz, que estava todo torto no chão. - meu amor.... Meu amor... - ela se ajoelhou ao lado dele começou chorar, queria pega lo, abraça lo, mas não podia arriscar piorar as coisas, o sangue estava escorrendo, formando uma poça. - alguém chama ajuda!  Socorro! - Julia sentiu sua garganta rasgar, com os gritos de desespero.

 O carro que atingiu seu amado partiu, sem prestar socorro, e ali os dois ficaram até a ambulância chegar.








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